sexta-feira, 17 de março de 2017

Redação Enem - 15 Dicas para uma boa redação segundo o G1.globo.com

Fonte: http://g1.globo.com/educacao/enem/2015/

1 - Leia artigos de opinião
Colunista do G1 e autora do livro "Redação Excelente! Para Enem e Vestibulares", a educadora Andrea Ramal aponta que é preciso investir na leitura.

"Leia muito, sobretudo artigos de opinião de jornais e sites de notícias. Os artigos de opinião são textos dissertativo-argumentativos: exatamente o estilo que você terá que usar na prova do Enem e da maioria dos vestibulares. Quanto mais você ler, mais vai ampliar seus conhecimentos e, além disso, fixar a estrutura correta de um texto, reparando como o autor liga as ideias na introdução, desenvolvimento e conclusão."

2 - Perfil dos temas
Para Lilio Paoliello, diretor pedagógico do Cursinho da Poli, gênero, religião e política têm chances menores de aparecer como tema. "Como a prova é preparada com muita antecedência, assuntos recentes têm pouca chance de aparecer. Tradicionalmente, trata-se de temas que discutem problemas da comunidade, focados em ambiente, sociedade e cultura, mas sem tocar diretamente em questões como gênero, religião e política."

3 - Treine o tempo: uma hora
Para Andrea Ramal, é hora de treinar o bom uso do tempo. "Escolha temas relevantes e escreva sobre eles como se fosse no dia da prova. Você tem uma hora para escrever seu texto, certo? Faça primeiro um rascunho, descanse alguns minutinhos e, depois, releia e passe a limpo fazendo as alterações finais. Sabe os atletas, que treinam tanto para ganhar medalha nas competições? Redação também é assim. Quanto mais você treinar, melhor."

4 - Seja seguro e preciso
"Seja preciso nas palavras. Se você não tiver certeza sobre o significado de um termo, ou não lembrar da grafia correta, consulte o dicionário. Se tiver dúvida na regência ou concordância verbal e nominal, consulte a gramática. Assim você dominará cada vez mais a norma culta da língua portuguesa. E na hora da prova, que não pode consultar nada? Se tiver dúvida, troque a expressão por outra, sobre a qual você tenha certeza", aponta Andrea Ramal.

O diretor do Cursinho da Poli complementa: "O candidato deve sempre pensar que está escrevendo para outra pessoa ler. Por isso, é recomendável evitar palavras de grafia ou significado não conhecido e, caso seja necessário, optar por termos substitutos que não envolvam tantas dúvidas."

5 - Lembre de fugir do pleonasmo
"Evite pleonasmos, ou seja, repetições que revelam mau uso da linguagem. Por exemplo: subir para cima, protagonista principal, ver com seus próprios olhos, surpresa inesperada, retomar de novo e assim por diante. Não faça generalizações, como por exemplo: “A economia sempre cresce quando...” ou “Esta é a melhor solução”... Em vez dessas frases, é mais adequado dizer: “A economia costuma crescer quando...” ou “Esta pode ser uma das soluções mais indicadas”.

6 - Refaça redações com temas já abordados
"Faça redações de vestibulares de anos anteriores e, sempre que possível, peça a seu professor para corrigir e sugerir melhorias. Ao escrever, leia o enunciado com atenção. Uma das maiores causas de perda de pontos é fugir ao tema. Nesse ponto, os textos de apoio, que aparecem na proposta de redação, podem ajudar bastante: num tema muito amplo, eles dão o foco que você deve seguir."


7 - Entenda as competências exigidas
A correção da prova é baseada, sobretudo, no domínio de 5 competências:

- COMPETÊNCIA 1: Demonstrar domínio da norma padrão da língua escrita.
- COMPETÊNCIA 2: Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.
- COMPETÊNCIA 3: Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
- COMPETÊNCIA 4: Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários à construção da argumentação.
- COMPETÊNCIA 5: Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

8 - Sem medo de intervir
"A temida proposta de intervenção pode ser facilmente guiada pelas seguintes perguntas: quem faria essa intervenção? Quando? Como? Lembrando, claro, que o plano deve estar dentro da lei e deve respeitar os direitos humanos", pontua Lilio Paoliello, diretor pedagógico do Cursinho da Poli.


9 - Leia de forma frequente
É difícil escrever bem ser ler constantemente. "São comuns os erros ortográficos e a falta de informação, que resultam em problemas de coesão e coerência no texto. Essas dificuldades podem ser evitadas com leitura constante e frequente, que familiariza o candidato com as palavras em seu sentido correto, a norma culta de nossa língua e com o formato do texto dissertativo-argumentativo", explica o diretor do Cursinho da Poli.


10 – Pense no que pode dar em ZERO
Há algumas práticas que resultam em zero imediato. São elas: - Não atender a proposta solicitada ou desenvolver outra estrutura textual que não seja a do tipo dissertativo-argumentativo; - Entregar a folha de redação sem texto escrito; - Escrever até 7 (sete) linhas, qualquer que seja o conteúdo; - Impropérios, desenhos e outras formas propositais de anulação; - Desrespeito aos direitos humanos; - Parte do texto deliberadamente desconectada com o tema proposto.


11 - Não comece pela redação
Para o Professor Jacson Andrade, mestre em linguística aplicada e ex-colunista da TV Rio Sul, afiliada da Globo no Sul do Rio, os estudantes devem evitar começar o Enem pela redação:


“Leia atentamente a proposta de redação, mas jamais comece por ela. Embora isso possa causar uma sensação de perda de tempo, estimulará o subconsciente a buscar soluções para resolver o tema e você poderá encontrar outros fragmentos motivadores durante a execução da prova”, afirmou.

12 - Dê um tempo ao texto
De acordo com o docente, também é importante que o candidato “se afaste” do texto por um tempo após concluí-lo para facilitar a identificação de possíveis erros que tenha cometido.


“É uma das melhores estratégias para se evitar erros. Entre o rascunho e a passada a limpo, vá ao banheiro, lave o rosto e coma uma barra de cereais. Você ganhará aproximadamente trinta minutos de ‘tempo psicológico’ e identificará com mais precisão os pequenos equívocos na escrita”.


13 - Introdução de sucesso
Começar a redação demonstrando conhecimento dos principais fatos históricos pode ser um ingrediente importante na receita para um texto bem avaliado no exame.


“Há quase dez formas de se iniciar uma redação, mas aproximadamente 70% das que obtiveram nota mil contemplaram a ‘alusão histórica’. A razão é bem simples: a alusão encanta o leitor, permite melhor contextualização e evita o temível ’branco’ durante a escrita”, conta o Professor Andrade.


14 - Citação de matérias escolares
Segundo o educador, outro ponto que costuma alavancar as notas da redação no Enem é a utilização de conhecimentos adquiridos em outras disciplinas escolares durante a elaboração do texto.


"Numa proposta que trate da questão do lixo, por exemplo, convém trazer Antonie Lavoisier, o pai da química moderna, que definiu que na natureza tudo se transforma. Já para o tema falta d’água, não deixe de apontar que para toda ação do homem há uma reação da natureza, o que sintetiza a terceira Lei do físico Isaac Newton", exemplificou.

  

15 - Tema não é assunto
Entender a diferença entre tema e assunto pode evitar o que os avaliadores classificam como “tangenciamento ao tema”, que nada mais é do que o desenvolvimento textual apenas nos limites do assunto, sem a abordagem do problema social temático, conforme explica Andrade.


"Assunto é o que se discute de forma ampla, genérica ou restrita. Já o tema deve ser considerado como sinônimo vulgar de 'problema de amplitude social'", explica. O docente deu exemplos de cada um. "Jogos Olímpicos" seria assunto e "A falta de estrutura durante os Jogos", tema.


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