HISTÓRIA REGIONAL - RO


* POR  ANÍSIO GORAYEB








 
ANISIO GORAYEB: colaborador do Gente de Opinião, natural de Porto Velho, economista, jornalista , e funcionário publico. Apresenta programa nas rádios Transamazônica FM e Cultura FM, e o quadro “Historias da Nossa Terra” no programa VIVA PORTO VELHO, que vai ao ar todos os domingos ao meio dia pela Rede TV. 
E-mail: anisiogorayeb@hotmail.com










                                 A PÉROLA DO MAMORÉ


Uma rodovia federal com muitos riscos às pessoas que trafegam por ela, tanto pelas péssimas condições da estrada, como também por falta de segurança.
Espero que nossos políticos leiam esse artigo sobre o município de Guajará Mirim, carinhosamente chamada de “Perola do Mamoré”.  Nossa intenção é pedir às nossas autoridades para que façam alguma coisa pelo município e pelo seu povo ordeiro e trabalhador.

Guajará Mirim na década de 60. Vista aérea da Avenida Mendonça Lima e ao lado o antigo Mercado Público na esquina das avenidas Presidente Dutra e Leopoldo de Matos.  (Fonte: Acervo próprio)
Estive visitando-o no último final de semana e fiquei impressionado com as condições da rodovia. Na BR 364 a viagem é tranquila. O problema começa quando se acessa a BR 425. Uma rodovia federal com muitos riscos às pessoas que trafegam por ela, tanto pelas péssimas condições da estrada, como também por falta de segurança.
Viajar a noite se torna mais perigoso ainda, falta sinalização e em alguns trechos, onde a rodovia foi elevada a mais de cinco metros não tem proteção lateral. Nesses trechos elevados a rodovia passa acima da copa das árvores. Talvez alguns digam que já estão trabalhando e recuperando a rodovia.
Porque esperar tanto tempo para recuperar uma rodovia federal tão pequena? Sua extensão é de pouco mais de 130 quilômetros.

Amigos reunidos no Guajará Hotel em dezembro de1970. Da esquerda para direita: Omar Morhy, Átila Fialho, João Carlos Marques Henriques e eu. (Fonte: Acervo próprio)
Os comerciantes daquele município, o que já são poucos, estão passando dificuldades e muitos já fecharam as portas. Conversei com empresários do ramo de serviços (hotéis, bares e restaurantes) e dizem que o movimento caiu em mais de 50%. Torna-se muito difícil investir num município, onde o único meio de acesso é através de uma rodovia que se encontra nessas condições.
Porque será que nossas autoridades pouco se preocupam com a querida “Pérola do Mamoré”?  Será que viraram as costas para aquele município?
E aqui, não me refiro só a estrada, mas a falta de apoio para a saúde, infraestrutura, projetos para alavancar o turismo e outras necessidades pertinentes ao município. É preciso aporte financeiro, e para isso é necessário celebrar convênios e emendas federais e estaduais.
Guajará Mirim é o segundo mais antigo município do nosso estado, sendo mais novo apenas que Porto Velho. Foi criado no dia 12 de julho de 1928 como município do Estado do Mato Grosso. Portanto completou 85 anos de emancipação. Passou a integrar o novo Território Federal do Guaporé criado em 13 de setembro de 1943. A partir de 1944 o Território ficou apenas com dois municípios: Porto Velho e Guajará Mirim. Somente 1977 foram criados cinco novos municípios.
Aprendi a gostar da “Pérola do Mamoré” quando ainda era criança e só se chegava lá nos trens da EFMM. Na década de 60 e inicio dos anos 70, viajarmos nas férias para Guajará. Uma cidade totalmente plana, excelente para se andar de bicicletas, sem falar nos demais atrativos: a Bolívia, tomar banho no igarapé Palheta, na sede campestre do Bancrévea, assistir filmes de “bang-bang” no Cine Guarany, ir para aos bailes de réveillon no Helênico Clube Libanês e também se hospedar no Guajará Hotel, administrado pela saudosa Senhora Helena Ruiz. No local do antigo hotel atualmente é a Escola Durvalina Estilbem de Oliveira, uma homenagem à mãe do Governador Jorge Teixeira de Oliveira.

Amigos na “Pérola do Mamoré” na semana passada. Da esquerda para direita: Lúcio Jorge, Sandro Menacho (canta e toca muito), eu e o casal anfitrião Sales (Jacaré) e sua esposa Claudia Sousa. (Foto: Cleymara Lopes)
Ainda hoje esse município mantém as antigas tradições de se sentarem nas calçadas durante a noite para conversar. Tivemos a oportunidade de repetir esse hábito que conhecemos ainda muito jovem, ou melhor, desde a infância. Época em que não havia televisão nem luz elétrica e se dormia de janela aberta para amenizar o calor... Bons tempos...
Meu abraço as famílias pioneiras: Vassilakis, Melhem, Saldanha, Bouchabik, Manussakis, Bennesby, Badra, Helou, Salomão, Salim, Morhy, Pontes, Casara, Quintão, Suriadakis, Palácio, Fialho, Leal, Azzi, Villar e outros.
Esperamos que nossos políticos deem mais atenção ao município de Guajará Mirim...

ANÍSIO GORAYEB

    



5º BEC: 46 ANOS DE PROGRESSO A RONDÔNIA




Criado através do Decreto No. 56.629 de 30 de julho de 1965, assinado pelo Presidente da República Humberto de Alencar Castelo Branco, o 5º BEC - Batalhão de Engenharia e Construção está completando 46 anos de desenvolvimento para a região e em especial para Rondônia.

Após alguns meses de preparação e uma minuciosa programação e aquisição de maquinas e equipamentos, recrutamento de militares para integrarem a missão de desbravamento na Amazônia, o comboio com a primeira unidade do 5º BEC partiu do Estado da Guanabara dia 16 de janeiro de 1966.

A primeira etapa da viagem até Cuiabá foi tranqüila. Já a segunda etapa que compreende o trecho de Cuiabá a Porto Velho pela antiga BR 029, hoje BR 364, foi muito difícil, a rodovia estava em péssimas condições, em estado de abandono. Uma viagem nestas condições era uma verdadeira aventura.
Comboio do 5º Batalhão de Engenharia e Construção durante sua última parada na BR 029, a 8 km de Porto Velho. (Fonte: 5o BEC)
Após 32 dias de viagem, mais precisamente no dia 17 de fevereiro de 1966, o comboio do 5º BEC adentrava a cidade de Porto Velho em desfile pelas suas principais ruas. Na Rua Pinheiro Machado foi montado um palanque para as autoridades, onde estava presente o governador do Território Federal de Rondônia, o Coronel Manoel Luiz Lutz da Cunha Meneses.


Na foto da esquerda:a chegada na cidade.À Direita: as autoridades no palanque para assistirem ao desfile da caravana (Fonte: 5º BEC)










A princípio o pelotão acomose nas dependências da Guarda Territorial, na Rua Major Amarantes. Após alguns dias aquartelaram-se no antigo prédio do DNER – Departamento Nacional de Estradas de Rodagem, na Rua Rui Barbosa, hoje Hospital de Guarnição. O comando do batalhão utilizou o prédio da administração da EFMM na Avenida Sete de Setembro esquina com Avenida Farquar.
Em seguida iniciaram as obras do quartel juntamente com as residências dos militares. Ao lado esquerdo do quartel foram construídas as residências dos sargentos e subtenentes, e ao lado direito as residências dos oficiais, por isso foi denominada de REO – Residência Especial dos Oficias. O comandante e os oficiais mais graduados sempre residiram no centro, no Bairro Caiarí.
Foram construídos dois clubes sociais, que por sinal, eram os melhores da cidade. Onde eram realizadas as melhores festas da cidade: bailes de carnaval, “reveillon”, baile municipal e bailes de debutantes. Um destes clubes foi demolido há pouco tempo. Por decisão do Ministério da Defesa, em seu lugar será construído um novo quartel. Lamentamos muito a demolição do “Cassino dos Oficiais” (este era o nome do clube), pois durante nossa juventude freqüentamos aquele local, que alem dos bailes tinha também uma boa piscina.
Seu primeiro comandante foi o Coronel Carlos Aloysio Weber que foi homenageado pelo Ministério do Exército, através da Portaria No. 363, de 14 de julho de 1999. O 5º BEC recebeu a denominação histórica de “Batalhão Cel. Carlos Aloysio Weber”. Uma justa homenagem a este pioneiro que comandou inúmeros heróis nesta longínqua região.
Nestes 46 anos de trabalho em prol do desenvolvimento da região o 5º BEC realizou e continua realizando trabalhos em diversas áreas. Milhares de quilômetros de rodovias federais, estaduais e municipais. Pavimentação de vias urbanas, construção de aeroportos e pistas de aviação, centenas de pontes e muitas de obras de construção civil.
O batalhão implantou o “Projeto Rondon” no final dos anos 60. Este projeto tinha o objetivo de requisitar estagiários de medicina e outras áreas de saúde para darem assistência aos moradores da região. Estes universitários vinham sempre do sul do paí
Imagem atual do quartel do 5º Batalhão de Engenharia e Construção. que desde 1999 recebeu a denominação de Batalhão Ce. Aloysio Weber. (Fonte: 5º BEC)



Muitos pioneiros constituíram família e residem na cidade de Porto Velho. Eles falam com orgulho do Batalhão, como por exemplo, o Sargento Áureo Soares que trabalhou diretamente com o Cel. Weber, e atualmente trabalha no Hospital de Guarnição. Segundo ele, não consegue se afastar da “farda”.
Há alguns meses ocorreu um fato curioso que comprova a paixão dos pioneiros pelo Batalhão. O subtenente Ranílio Zampiron, pioneiro do 5º BEC, que estava doente há bastante tempo, fez um pedido a família, e exigiu que atendessem seu último pedido.
Zampiron pediu que fosse sepultado no cemitério Jardim da Saudade, que foi construído pelo Batalhão em 1967 e onde está sepultado o Rogério Weber, filho do primeiro comandante que faleceu num acidente de motocicleta na rua que hoje tem seu nome. O subtenente que já estava residindo no sul do país há mais de 20 anos teve seu pedido atendido pela família. Em maio deste ano foi sepultado no cemitério do 5º BEC.
Parabéns ao Tenente Coronel Moacir Rangel Junior por comandar este Batalhão que há 46 anos realiza um grande trabalho em prol do progresso do povo de Rondônia.
Muito obrigado 5º BEC.

ANISIO GORAYEB


  
SAUDOSAS LEMBRANÇAS

Voltando ao assunto, hoje vamos lembrar de algumas partes da cidade que tiveram grandes modificações, como a esquina das ruas Rogério Weber e Carlos Gomes. A começar pelo nome, pois a Rua Rogério Weber se chamava Rua Major Guapindaia, era uma pequena rua que iniciava na Rua Pinheiro Machado e encerrava na Rua Sete de Setembro.


Antiga Rua Major Guapindaia (em vermelho), no bairro Caiarí nos anos 60.
(Fonte: Acervo Esron Meneses)

Na seqüência ficava o bairro da Baixa da União que foi extinto pelo 5º BEC – Batalhão de Engenharia e Construção, para a construção da Rua Norte-Sul, passando a ser única via de acesso ao seu quartel. Pouco tempo depois de ser aberta a nova rua, aconteceu um acidente de moto que tirou a vida do jovem Rogério, filho do primeiro comandante do 5º BEC, o Coronel Carlos Aloísio Weber. As autoridades prestaram assim uma homenagem ao comandante, batizando a rua com o nome do seu filho.

Porto Velho na década de 60. Galpões da Garagem do Território (destaque em vermelho), bomba de combustível (verde), e o antigo Jardim Central (amarelo). (Fonte: Acervo Esron Meneses)

No local da Praça das Caixas D’Água, funcionava a antiga Garagem do Território. Havia dois grandes galpões e uma bomba de combustível que funcionava a manivela, pois só havia energia à noite. Lembro muito bem que bem abaixo das três caixas d’água, havia um grande tanque para armazenar água. Pulávamos o muro da garagem para mergulhar naquele tanque com água suja de óleo e graxa.
Permanece ainda em nossa memória o diretor da garagem, o Sr. Bismarck Marcelino, um paraibano que chegou em Porto Velho no inicio dos anos 50. Fomos vizinhos durante a minha infância no bairro Caiarí, e a amizade com seus filhos permanece ainda hoje. Abraços ao Rommel, Katie e Roneide, seus filhos que moram em Porto Velho.
Na mesma esquina do outro lado da rua ficava o Jardim da Infância, que foi nossa primeira escola. Foi lá que estudamos as primeiras series do primário até passarmos para o Colégio Dom Bosco. A diretora do Jardim Central era a Professora Odaléa Sadeck, minha tia, matriarca da família Sadeck, e que atualmente reside em Brasília. Hoje, no mesmo local está instalado o Centro da Infância e da Adolescência.


Antiga Vila Erse na Rua Carlos Gomes. Hoje no local está a Casa de Cultura Ivan Marrocos. (Fonte: Ivo Feitosa)

Para concluir, vamos falar da Vila Erse, que ficava na Rua Carlos Gomes entre as ruas Presidente Dutra e Major Guapindaia. O nome da vila foi em homenagem ao engenheiro Francisco Erse, que era avô do saudoso Chiquilito Erse. Era uma vila muito antiga e foi necessária a sua demolição, pois já apresentava problemas de estrutura.
A Vila Erse foi demolida em 1984, no Governo do Coronel Jorge Teixeira. Foram construídas novas casas para abrigar os antigos moradores, na Rua Rui Barbosa entre as ruas Carlos Gomes e Duque de Caxias. Hoje, no mesmo local da vila, encontra-se a Casa de Cultura Ivan Marrocos, homenagem a um grande jornalista que nos deixou prematuramente.
Lembro com saudades da banca de tacacá da Dona Rosilda, todas as tardes em frente sua residência na antiga Vila Erse. Sua banca tinha também croquete e bolo de macaxeira. Aproveito para saudar Dona Rosilda e toda sua família. Abraços a todos.

ANISIO GORAYEB






SAUDOSAS LEMBRANÇAS  

 

Por Anisio Gorayeb


Vamos descrever alguns detalhes da cidade de Porto Velho na década de 60. É claro que muita coisa mudou, pois o progresso chegou e a cidade está se verticalizando aceleradamente, hoje vemos muitos prédios sendo construídos. Nossa capital está com aparência de metrópole. Bem diferente dos tempos que se dormia de janela aberta para amenizar o calor e tinha-se o hábito de conversar nas calçadas das casas.
Porto Velho era carente de quase tudo, a começar por água encanada, luz elétrica, alem de ser necessário enfrentar filas de madrugada no Mercado Central, para garantir um quilo de carne. Tínhamos duas estações no ano, lama e poeira. Por incrível que pareça, com todas estas dificuldades, éramos muito felizes. Vivíamos numa tranqüila cidade, sem violência e onde todos se conheciam.
Tínhamos apenas um hospital, o São José, que fora inaugurado em 1929 pela Prelazia de Porto Velho, e em 1943 foi adquirido pelo então Território Federal do Guaporé, e foi desativado em 1983. Hoje no mesmo local funciona o Hospital Tiradentes que pertence a Polícia Militar do Estado de Rondônia.



Lembro-me das dedicadas administradoras do Hospital São José, Dona Olga Piana e Dona Helena Erse. Por lá habitavam duas figuras que ficaram muito conhecidas e permanecem até hoje em nossas lembranças: O Gilberto, que era apelidado de “Morcego” e ficava na portaria do hospital. O outro era o Pacácio, sempre usando uniforme na cor cáqui, ostentando algumas medalhas e brasões bordados na lapela do uniforme que ele mesmo mandava confeccionar.
Quando éramos crianças, ficávamos eufóricos quando um avião Catalina se preparava para pousar no Rio Madeira. Aquilo era motivo de grande movimentação na cidade. Corríamos para o barranco do rio para vermos o momento que a aeronave tocava sobre as águas. Era um verdadeiro espetáculo. Foi desta forma que Getulio Vargas desembarcou em Porto Velho no ano de 1940.
Os navios que aportavam aqui em Porto Velho na década de 60, também atraiam muita gente para as margens do Madeira. Os navios eram: Leopoldo Peres, Augusto Montenegro, Lobo D’Almada além de outros. Eram grandes e muito luxuosos para a época, tanto que as pessoas pediam para visitar o interior dos navios. Faziam viagem de Porto Velho à Belém, passando por Manaus.


È importante lembrar também que não tínhamos supermercados naquele tempo. As pessoas faziam suas compras sempre no Mercado Central. O local onde se encontrava maior variedade de produtos alimentícios, era a Casa D’Amour do Sr. Tufic Matny, que ficava na Rua Henrique Dias, entre as ruas José de Alencar e Presidente Dutra, em frente ao mercado. No mesmo local está instalada uma loja de confecções. Podíamos dizer que a Casa D’Amour era o nosso supermercado na época.
São muitas as saudosas lembranças da minha querida Porto Velho... Continuaremos falando destas lembranças no próximo artigo.


SAUDOSAS LEMBRANÇAS


Hoje voltaremos ao tema das saudosas lembranças da nossa querida Porto Velho, quando lembraremos o auge dos anos dourados. Iremos lembrar um pouco do centro comercial, da fonte luminosa, e outras coisas que nos remetem a um passado distante.

No centro comercial tínhamos a Casa Saudade, cujo nome tem tudo a ver com o titulo destes artigos. Era a maior loja de tecidos da cidade, cujo sócio majoritário era o Sr. Teodorino Torquato Dias, por isso o grupo se chamava T. T. Dias & Cia. A loja situava-se na Rua José de Alencar entre as ruas Barão do Rio Branco e Sete de Setembro. Foi por muitos anos uma referência no comércio da cidade.

Hoje existem poucas lojas de tecidos, pois se compra roupas já confeccionadas, bem diferente daquele tempo. Em conseqüência as costureiras também diminuíram bastante, assim como as revistas de moda. A revista de moda mais famosa se chamava Manequim. 
As mulheres aguardavam ansiosas cada lançamento da revista para se atualizarem da moda usada nos grandes centros. Essas revistas vinham com um encarte exclusivo para as costureiras, orientando no corte do tecido e os passos para a confecção.

Uma outra curiosidade que os jovens de hoje desconhecem, é que naquele tempo dava-se muito tecido de presente. As pessoas iam a um aniversário e presenteavam o aniversariante com um tecido para confeccionar uma calça, um vestido, uma camisa e etc. Nada de roupa de marca famosa, pois não havia isso naquele tempo.

Na Rua José de Alencar, havia também a banca de revista do Seu Cidrão. A banca ficava entre a Casa Saudade e o Edifício Feitosa. Lá podíamos comprar diversos gibis: Zorro, Mandraque, Batman, Tarzan, Fantasma, Roy Roger, Cavaleiro Negro, e claro, também os gibis infantis de Walt Disney. As revistas mais famosas da época eram: O Cruzeiro, Manchete e Fatos & Fotos.
Lá também se comprava os jornais: O Alto Madeira, O Guaporé, Folha de Rondônia e O Combatente. Este último dirigido pelo polêmico Inácio Mendes. Seu Cidrão vendia também os bilhetes da Loteria Federal, pois não havia as loterias de hoje (mega sena, quina, lotomania, lotofácil), muito menos casas lotéricas. O Bola Sete, um crioulo forte e bom de samba, daí o apelido, vendia os bilhetes de loteria pelas ruas da cidade.

Naquela época as mulheres liam muito as revistas de fotonovelas, pois não havia televisão em Porto Velho. A revista mais famosa deste gênero se chamava Sétimo Céu. É bom explicar que Seu Cidrão não tinha uma banca de revista como as de hoje, a sua banca de revistas era bem diferente. Ele esticava um tecido verde, meio aveludado na calçada, e ali arrumava cuidadosamente suas revistas e jornais.

No ano de 1970, ocorreu um grande acontecimento na cidade. A inauguração da fonte luminosa da Praça 
Getulio Vargas. A população ficou encantada ao ver aquela fonte com águas coloridas. Foi um fato tão importante que no dia da inauguração, muitas autoridades compareceram para prestigiar o acontecimento. Para completar a grande festa tivemos ainda a apresentação da banda de música da Guarda Territorial, carinhosamente chamada de ”Furiosa”.
As famílias visitavam a praça para assistir o belo espetáculo da fonte luminosa, próximo dos prédios que formam o mais belo cartão postal do centro histórico da cidade, o Palácio Presidente Vargas e o antigo Porto Velho Hotel, hoje Prédio da UNIR/Centro.

Atualmente não temos mais a fonte luminosa nem a banda da Guarda Territorial, porém ainda temos a Praça Getulio Vargas, que foi reformada recentemente, e em frente à praça foi inaugurado o novo  Mercado Cultual, que passou a ser o local de eventos da cultura regional.

Recordar é viver...














SAUDOSAS LEMBRANÇAS 

Por Anisio Gorayeb


Antigo Mercado Central e a Padaria Raposo na esquina da Rua Henrique Dias (destaque em vermelho) (Fonte: Acervo próprio)


Retornando ao tema das Saudosas Lembranças, vamos relembrar algumas curiosidades da nossa querida Porto Velho. Destacamos desta vez, a Padaria Raposo, a Voz da Cidade e as Manhãs de Sol do Bancrévea Clube.

A Padaria Raposo ficava Rua Presidente Dutra esquina com a Rua Henrique Dias, em frente ao antigo Mercado Central. No final dos anos 60 a família resolveu ampliar suas atividades comerciais, e inaugurou ao lado da padaria na Rua Henrique  Dias e a  primeira funerária de Porto Velho.



Antes da Funerária Raposo, nestes momentos de dor, os parentes tinham que recorrer ao Sr. Cassiano, um carpinteiro que tinha seu estabelecimento localizado embaixo do Clube Ypiranga. Um antigo casarão de madeira, que ficava na Rua Dom Pedro próximo a Avenida Farquar. Hoje não existe mais nenhum destes casarões construídos na época da EFMM – Estrada de Ferro Madeira Mamoré.

 Somente com a inauguração da Funerária Raposo, as pessoas tiveram uma loja especializada no ramo. O gerente da funerária era o Sr. Fernando Correa, pai do advogado Clênio Amorim. O mais interessante, é que as pessoas que procuravam os serviços funerários durante a madrugada, eram atendidas pelos padeiros, pois os estabelecimentos eram colados um ao outro, e como disse anteriormente, pertenciam ao mesmo dono. Hoje no local está instalada uma loja de instrumentos musicais.

Porto Velho nesta época tinha apenas uma rádio, a Rádio Caiarí. Foi então que um jornalista e grande locutor chamado Humberto Amorim, resolver criar a Voz da Cidade. Humberto espalhou pela Rua Sete de Setembro, principal centro comercial dos anos 60 e 70, alto-falantes tipo corneta. Eles eram colocados nos postes da rede elétrica, que na época eram de ferro.

Humberto ficava em um pequeno estúdio na mesma rua, e as pessoas que passavam pela rua no trecho entre as ruas Presidente Dutra e Gonçalves Dias, ouviam as notícias, músicas e comerciais, sempre na voz marcante e inconfundível do saudoso Humberto Amorim.

Depois de algum tempo, já em meados dos anos 70, Humberto Amorim, transferiu sua “Voz da Cidade” para a antiga rodoviária da cidade. Na Rua Sete de Setembro, entre as ruas Salgado Filho e João Goulart. Humberto Amorim apresentava também, programas na Radio Caiarí, porem sua grande paixão era o serviço de alto-falante. Ainda hoje existe este tipo de serviço de comunicação, tanto no centro da cidade, como nas ruas Jatuarana e José Amador dos Reis.



O filho mais velho seguiu a profissão do pai. Humberto Amorim Filho, é jornalista e apresentador de televisão na cidade de Manaus. Humberto Filho, por sinal é muito semelhante ao pai, tanto na aparência quanto na voz. Uma de suas filhas, a Kátia Amorim, que foi Miss Rondônia em 1972, está escrevendo um livro sobre as lendas amazônicas.


Joá Guimarães (destaque em vermelho) e Chiquilito Erse (azul), vencedores de um concurso de danças na “Manhã de Sol” do Bancrévea em 1968.      (Fonte: Acervo da Família)

Naquela época tínhamos também os clubes sociais, que eram muito freqüentados, pois faziam diversos tipos de eventos, visando atrair seus sócios. O Brancrévea Clube criou aos domingos a famosa “Manhã de Sol”. Eram festas embaladas pelas musicas da Jovem Guarda e dos Beatles.

A festa começava por volta de 10:00 horas e encerrava 14:00 horas. A animação era tanta que ninguém sentia fome. Como era durante o dia, os adolescentes podiam freqüentar sem problemas de horário. Os rapazes com suas calças apertadas e as moças com suas mini-saias, participavam dos concursos de danças, sempre imitando seus ídolos daquela geração também conhecida como “anos dourados”.

Bons tempos... Boas lembranças.

  NOSSOS PRÉDIOS HISTÓRICOS

O município de Porto Velho completou em 2011, 96 anos de emancipação, e desde então, preserva alguns prédios históricos. Infelizmente alguns já não existem mais, ou mudaram suas características, como muitas casas do bairro Caiarí. Vamos descrever alguns destes prédios e suas curiosidades.

Edifício Monte Líbano, situado na Rua José de Alencar esquina com a Rua Floriano Peixoto.  (Fonte: Acervo Esron Meneses)

O Edifício Monte Líbano, na Rua José de Alencar, foi o primeiro prédio a ser construído todo de alvenaria. Sua obra iniciou em 1915, e pertencia ao libanês Jorge Bichara. Foi construído por etapas, e somente em 1950 foi totalmente concluído, e permanece da mesma até hoje.
Neste prédio funcionou no passado a Caixa de Aposentadoria e Pensões dos funcionários da EFMM, Loja comercial do Sr. Abdon Bichara e a agência da Cruzeiro do Sul. Algum tempo depois foi sede do antigo INAMPS (Instituto Nacional de Assistência Médica e Previdência Social), hoje INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Outro prédio muito importante daquela época era o já extinto Clube Internacional. Este clube ficava na Rua Sete de Setembro, onde está hoje o Clube do Ferroviário. O mesmo era todo em madeira e foi construído na época áurea da EFMM. 


Na década de 20, o antigo Clube Internacional na Rua Sete de Setembro. Hoje no local está o Clube do Ferroviário.(Fonte: Acervo Esron Meneses)

O Internacional antes era conhecido como prédio do General Mess, e na época era um enorme refeitório onde eram servidas duas mil refeições diárias aos funcionários da Estrada de Ferro Madeira Mamoré. O Clube Internacional foi inaugurado em 15 de novembro de 1919.
A imponência das Três Caixas d’Água, na época em que abasteciam a cidade de Porto Velho e ainda tinham suas coberturas pintadas de branco.                                                     
Outro monumento que também foi construído na mesma década foram as Três Caixas d’Água, que posteriormente se tornaram o símbolo da cidade de Porto Velho. Cada uma delas tinha capacidade de armazenar 200 mil litros d’água. A primeira foi montada em 1910 e as outras duas foram concluídas em 1912. As peças vinham dos Estados Unidos e eram montadas como se fosse um grande quebre-cabeças.
As caixas d’água eram conhecidas também como “Três Marias”, e o projeto de construção fora da companhia americana Chicago Bridge Iron Works. Elas eram pintadas de preto e tinham as coberturas pintadas em branco. Desde sua inauguração abasteceram toda a cidade, e foram desativadas em 1957. No ano de 1988 foram tombadas como patrimônio histórico.

Mercado Municipal em sua configuração original, na esquina da Rua Presidente Dutra com a Rua Henrique Dias.(Fonte: Acervo Esron Meneses)        
Outro imóvel que também não existe mais é o Mercado Municipal, suas instalações foram destruídas por um misterioso incêndio ocorrido em 1966. Suas obras iniciaram em 1915, na época do Superintende (cargo equivalente a prefeito) Major Fernando Guapindaia, porem só foi concluído em 1950, suas obras ficaram paralisadas durante 15 anos, e foi inaugurado na gestão do Prefeito Ruy Cantanhêde.
Foi construído pelo português Pedro Renda, e tinha quatro portões de entrada, um para cada rua da quadra. Tinha 44 boxes distribuídos numa área de 1405 m2 de construção. Era o maior centro de compras da cidade. Atualmente no local se encontra o Mercado Cultural, que preserva o mesmo estilo, e o Edifício Rio Madeira.
Estes eram alguns dos nossos monumentos históricos. Voltaremos a falar de outros prédios brevemente.






 NOSSOS PRÉDIOS HISTÓRICOS I


* POR ANÍSIO GORAYEB



















Voltando ao tema sobre nossos prédios históricos, falaremos do Colégio Barão do Solimões, do Hospital São José e da antiga Prefeitura de Porto Velho. Destes, somente o Barão do Solimões se encontra ainda em atividades. O São José se transformou em outro hospital e o prédio da antiga prefeitura encontra-se em ruínas.



O Colégio Barão do Solimões, foi a primeira escola estadual construída na cidade, quando Porto Velho ainda era município do Amazonas. A escola foi criada pelo Governo do Amazonas, Governador Alfredo Sá, através da Portaria nº 287 de 28 de julho de 1925.



A importância deste colégio foi tamanha, que foi nele que aconteceu a cerimônia de instalação do Território Federal do Guaporé, em 24 de janeiro de 1944, quando Aluizio Ferreira foi nomeado como primeiro Governador do Território. O colégio está situado na Rua José Bonifacio, entre as Ruas Carlos Gomes e Dom Pedro II



As terras que hoje compõe o Estado de Rondônia eram administradas pelos estados do Amazonas e Mato Grosso. Antes da criação do Território do Guaporé em 1943, as escolas no município de Porto Velho eram regidas pelas leis do Estado do Amazonas e as escolas de Santo Antonio e Guajará Mirim obedeciam às leis do Estado do Mato Grosso.



Já o antigo Hospital São José foi inaugurado dia 7 de setembro de 1929. Permaneceu em atividades durante quase 54 anos. Foi desativado em janeiro de 1983, quando o Governador Jorge Teixeira inaugurou o Hospital de Base Ary Pinheiro.



O Hospital foi construído pela Prelazia de Porto Velho, e em 1943 foi adquirido pelo Governo do Território Federal do Guaporé. Seu primeiro diretor nesta segunda gestão foi o  médico Ary Tupinambá Pena Pinheiro, nomeado pelo então Governador Aluizio Ferreira.



Minha mãe trabalhou como enfermeira no Hospital São José durante 32 anos. Tenho na lembrança o nome de grandes médicos do passado, que curaram muita gente, numa época em que a medicina era um verdadeiro sacerdócio.

Valos relembrar alguns destes médicos que trabalharam no hospital São José e já não estão mais entre nós: Ary Pinheiro, Hamilton Gondim, José Cerqueira Cotrim, Lourenço Pereira Lima, Rubens Brito, Aarão Jacob, José Adelino, Nelson Couceiro, Joviniano Macedo e outros.



Outro imóvel que teve muita importância no passado e hoje infelizmente está em ruínas é o prédio da antiga Prefeitura de Porto Velho. Aproveito a oportunidade para questionar as autoridades, em especial a Prefeitura de Porto Velho e o IPHAN–Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o porquê deste imóvel está em ruínas há décadas. 

Este imóvel foi construído pelo português João Soares Braga, no inicio do século XX. O Superintendente (cargo equivalente a Prefeito) Joaquim Tanajura comprou o imóvel dia 13 de maio de 1924, e após meses em reforma e algumas adaptações, tornou-se oficialmente sede da Superintendência (Prefeitura) em 15 de novembro do mesmo ano.

No ano de 1964 a sede da prefeitura da capital mudou-se para a Rua Dom Pedro II, onde se encontra até hoje. Neste antigo prédio foi instalada a primeira Câmara de Vereadores de Porto Velho. Foi sede do Poder Legislativo Municipal até 1984. A Rua José Bonifacio, local do referido imóvel, antes se chamava Rua Comendador Centeno, porém este local ficou conhecido por muitos anos com “Ladeira da Prefeitura”.

Já há alguns meses o prédio se encontra isolado por tapumes. Já houve anuncio sobre sua restauração, mas até agora não iniciou nenhuma obra. Com os tapumes ficou ainda pior, pois serve de abrigo para e marginais e consumidores de drogas...

Vamos aguardar...



 NOSSOS PRÉDIOS HISTÓRICOS II

 POR ANÍSIO GORAYEB
























Vamos retornar ao tema do último artigo, onde descrevemos alguns dos nossos prédios e monumentos históricos. Hoje vamos escrever sobre a construção das primeiras capelas e igrejas na cidade de porto Velho.
Segundo o livro “Desbravadores” de autoria do Professor Vitor Hugo, durante a construção da EFMM – Estrada de Ferro Madeira Mamoré, surgiu o primeiro registro oficial sobre a Igreja de Santo Antonio, mais precisamente, dia 15 de outubro de 1909.

No final 1911 o Padre Manuel de França Melo, doou alguns objetos para a capela da igreja, inclusive um cálice. Com a ajuda da EFMM, tanto em dinheiro, como material, e também com a ajuda de devotos, no dia 21 de setembro de 1913, o altar da igreja foi benzido, e mesmo inacabada realizou no mesmo dia sua primeira missa.

Sua conclusão aconteceu no ano seguinte, e a Igreja de Santo Antonio está registrada como a primeira igreja de Porto Velho, completará este ano 98 anos desde a celebração de sua primeira missa. Com o abandono do local, a igreja transformou-se em ruínas, o telhado desabou e as paredes, que eram de taipas, começaram a ruir.

Nos anos 70, algumas devotos realizaram diversas campanhas para angariar recursos, e conseguiram reerguer a igreja. Atualmente são realizadas missas todos os domingos pela manhã. A Igreja de Santo Antonio foi tombada como Patrimônio Histórico em 1986.
Já a nossa Catedral teve sua primeira pedra abençoada no dia 3 de maio de 1917, na época pertencia a Diocese do Amazonas, subordinada a Paróquia de Humaitá, cujo vigário era o Padre Raimundo de Oliveira. O título de Sagrado Coração de Jesus foi dado pelo Bispo de Manaus, Dom João Irineu Jofely.
Porém, a obra só iniciou dez anos depois. Antes da construção da Catedral, os devotos assistiam missa numa pequena capela que ficava onde se encontra atualmente o Palácio do Governo. Era uma pequena Capela que foi inaugurada dia 7 de setembro de 1922, no centenário da independência. Em 1925 esta pequena Capela não resistiu a uma ventania e desabou.

A Catedral iniciou sua construção dia 26 de setembro de 1927, e seu projeto foi do Engenheiro Francisco Alves Erse (avô do saudoso Chiquilito). Os tijolos e a madeira foram feitos em Porto Velho, e as telhas vieram de Belém/PA. A população ajudou a transportar as telhas desde o porto até a catedral em janeiro de 1929.
Muitas pessoas colaboraram para construção da Catedral, entre eles destacamos o português Pedro Renda, que esculpiu toda a madeira que decora seu teto. Os padres João Nicoletti e Francisco Pucci que pintaram o interior da igreja juntamente com o artista plástico Afonso Ligório.

Recentemente a artista plástica Rita Queiroz restaurou algumas pinturas, também deixando registradas algumas obras. Os vitrais que descrevem a Santa Ceia foram doados por familiares da cidade, tanto que é possível identificar quem foram os doadores. Somente em 1945 foram construídas as duas laterais, pois no seu projeto original, foi construído o vão central e o altar.
Vale registrar que em 28 de julho de 1915 foi inaugurada a capela do Cemitério dos Inocentes, na Rua Almirante Barroso, e em 1916 foi construída a Capela de Santa Bárbara no Bairro do Mocambo. A Capela de São Francisco, na Rua Pinheiro Machado esquina com Rua campos Sales, iniciou sua construção em 1927 e foi concluída no ano seguinte.
Na próxima semana retornaremos ao tema



 NOSSOS PRÉDIOS HISTÓRICOS III

POR ANISIO GORAYEB

Vamos novamente falar de alguns dos nossos prédios históricos, e desta vez falaremos do antigo Fórum Ruy Barbosa, do Palácio Episcopal, e também sobre o prédio da administração da extinta Estrada de Ferro Madeira Mamoré, mais conhecido como Prédio do Relógio.
No ano de 1949, em comemoração ao centenário de nascimento de Ruy Barbosa, o governador do Território Federal do Guaporé, Joaquim Araujo Lima, encomendou o projeto para construção do fórum da cidade de Porto Velho. Seu projeto era sóbrio e com linhas simples.
No dia 5 de novembro do mesmo ano foi lançada a pedra fundamental do Palácio da Justiça, construído na Praça Marechal Rondon. Suas obras só foram concluídas cinco anos depois, já na administração do Governador Enio Pinheiro. Foi batizado como Fórum Ruy Barbosa.
No final dos anos 80 mudou de nome, passou a chamar-se Fórum Desembargador Fowad Darwich. Uma justa homenagem a este advogado paraense que chegou a Porto Velho recém formado no início dos anos 50. Dr. Fowad foi o primeiro Procurador Geral do Estado e estruturou o Poder Judiciário em Rondônia, vindo a ser o primeiro Presidente do Tribunal de Justiça.
Quanto ao Palácio Episcopal, somente os mais antigos sabem onde era. O imóvel mantém até hoje suas características originais, e está situado na Rua Presidente Dutra esquina com a Rua Dom Pedro II, atrás do Palácio do Governo.
Este imóvel era uma residência, e foi construído pelo empresário Albino Henrique em 1945. Dois anos depois, em 1947, Albino o vendeu ao governo do Território Federal do Guaporé para servir como residência do primeiro bispo de Porto Velho, Dom João Batista Costa. No mesmo local funcionava também a Sede do Bispado Episcopal.
Nos anos 50 quando Dom João Batista Costa desocupou o imóvel e passou a morar no prédio do antigo Colégio Dom Bosco, o imóvel passou a ser a residência oficial do 
Secretário Geral do Território, cargo equivalente a vice-governador. Quando éramos território não havia o cargo de vice-governador.
Após a implantação do Estado de Rondônia, este imóvel abrigou alguns órgãos e atualmente é ocupado pela UVERON (União das Voluntarias do Estado de Rondônia) e pelo Departamento de Cerimonial do Governo.

Porto Velho do passado já teve um relógio que servia de guia para toda população, considerado como um verdadeiro “Big Ben”. Trata-se do relógio situado na torre do edifício sede da antiga Estrada de Ferro Madeira Mamoré.

Este edifício foi inaugurado em 15 de janeiro de 1950, pelo Governador Joaquim Araujo Lima e pelo Diretor da EFMM, Ananias Ferreira de Andrade. O prédio teve seu projeto elaborado pelo arquiteto Armando Costa, do Rio de Janeiro, que se baseou no formato de uma locomotiva.

No relógio havia um sino que tocava a cada 15 minutos, e a população o avistava de qualquer ponto da cidade. A EFMM baseava-se neste relógio para acionar sua sirene no início e no final de cada jornada de trabalho. O prédio continua da mesma forma desde sua construção, e os seus vitrais mostrando a linha férrea, a fauna e a flora também permanecem até hoje.

Este prédio era a primeira visão que se tinha ao desembarcar na estação da EFMM. Ficou conhecido com “Prédio do Relógio”. O relógio esta desativado há muito tempo. A última manutenção foi feita na época em que o prédio era sede do BERON (Banco do Estado de Rondônia). Situado no início da Rua Sete de Setembro, atualmente é a sede da SETUR (Superintendência Estadual de Turismo) e a SECEL (Secretaria de Estado de Cultura Esportes e Lazer).
Voltaremos em breve a falar de outros prédios históricos.



 NOSSOS PRÉDIOS HISTÓRICOS IV

 POR ANÍSIO GORAYEB
Desta vez iremos descrever mais alguns prédios da nossa cidade que felizmente permanecem até hoje da mesma forma: a Escola Normal Regional do Território, a antiga Maternidade Darcy Vargas e o Palacete Rio Madeira (este último com pequenas mudanças na fachada).

A Escola Normal Regional do Território Federal do Guaporé foi criada através do Decreto No. 47 no ano de 1947. No início a Escola Normal funcionava no Grupo Escolar Duque de Caxias, na Avenida Farquar. Dentre os primeiros alunos matriculados em 1948, destacamos os professores e escritores, Abnael Machado de Lima e Lourival Chagas da Silva.

Somente em 1950, o Governador Joaquim de Araujo Lima determinou a construção do prédio da Escola Normal. O projeto arquitetônico foi de autoria do engenheiro e arquiteto José Otino de Freitas. Assim como o prédio da administração da EFMM (prédio do relógio) foi baseado nas formas de uma locomotiva, a Escola Normal baseou-se nas formas de um navio.

Temos o dever de registrar e agradecer os primeiros professores que lecionaram voluntariamente (sem remuneração alguma) na Escola Normal: Ary Tupinambá Pena Pinheiro, José Otino de Freitas, José Cerqueira Coutrin, Lourenço Pereira Lima, Fouad Darwich Zacharias, Marise Castiel, Enos Eduardo Lins, Leôncio Cunha e outros.
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No final dos anos 40, o governo do Território Federal do Guaporé entendeu ser necessária a construção de um local próprio para atender as futuras mamães. 
 










Foi construída então, a primeira maternidade da cidade de Porto Velho, a Maternidade Darcy Vargas.
Durante quase quatro décadas, a Maternidade Darcy Vargas funcionou na Avenida Carlos Gomes esquina com a Rua Rui Barbosa. A mesma foi desativada em janeiro de 1983. Com a inauguração do Hospital de Base Ary Pinheiro, as atividades da maternidade foram transferidas para o novo hospital.
Atualmente o prédio da antiga maternidade pertence à Prefeitura Municipal de Porto Velho. No local funciona a CGE – Controladoria Geral do Município, mas o imóvel continua da mesma forma desde sua construção.
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O Palacete Rio Madeira foi construído em 1947, pois era necessária uma residência oficial para o Governador do Território Federal do Guaporé. Porem o único governador a residir no palacete foi o Governador Frederico Trota.

Seu sucessor, Joaquim Araujo Lima transferiu a residência oficial do governador para Rua José do Patrocínio, onde hoje está o abandonado Memorial Jorge Teixeira. O palacete passou a ser residência oficial de políticos que visitavam o Território. Ademar de Barros se hospedou no palacete quando visitou o território, na época que era governador do Estado de São Paulo.
No local funcionou também a Divisão de Educação do Território (equivalente atualmente a Secretaria de Estado de Educação) e foi utilizado como escola pública. Este imóvel foi também sede da antiga URES – União Rondoniense dos Estudantes Secundaristas.

Com a chegada do 5º BEC – Batalhão de Engenharia e Construção, o imóvel passou a ser utilizado como clube dos oficiais. Atualmente funciona como hotel de transito, para oficiais que aguardam vaga em algumas das residências do exercito. 
O antigo Palacete Rio Madeira situa-se na Rua Dom Pedro II esquina com Euclides da Cunha.

ANISIO GORAYEB: colaborador do Gente de Opinião, natural de Porto Velho, economista, jornalista , e funcionário publico. Apresenta programa nas rádios Transamazônica FM e Cultura FM, e o quadro “Historias da Nossa Terra” no programa VIVA PORTO VELHO, que vai ao ar todos os domingos ao meio dia pela Rede TV. E-mail: anisiogorayeb@hotmail.com

fONTE: RONDONIAOVIVO.COM




 VIDA NOTURNA DA ANTIGA PORTO VELHO

* por Anísio Gorayeb



Hoje vamos recordar da vida noturna da nossa querida cidade de Porto Velho desde os anos 60 até os 90. Vamos fazer uma viagem no tempo, lembrando desde as primeiras boates onde nossa juventude se divertia numa época bem diferente. Os clubes sociais eram: Bancrévea, Ypiranga, Ferroviário, Danúbio, e Flamengo. Porém estes clubes não funcionavam constantemente, tinham suas programações durante o ano, como bailes de carnaval, reveillon, aniversários, casamentos, etc.
Em 1967 conhecemos a primeira boate da cidade, que ficava no Porto Velho Hotel. Dona Nilce Guimarães, administradora do hotel desde 1964, sempre realizava muitas festas no salão principal do hotel. Fachada do Joá, a badalada boate do inicio dos anos 70. (Fonte: Acervo da Família)
Diante da carência de um local apropriado para a juventude dançar, teve a idéia de criar uma boate no próprio hotel. A boate era a Ambikatu, e como o nome é indígena, a boate era decorada com arcos, flechas, cocares e outras peças indígenas. Durou pouco tempo, pois em 1969 o Porto Velho Hotel foi desativado. Logo em seguida, Dona Nilce e o marido, o Capitão Nélio Guimarães, adquiriram uma casa na Rua José de Alencar e inauguraram o Joá Pálace Hotel. Neste hotel funcionou no inicio dos anos 70, a mais badalada boate da cidade. O nome do hotel era uma homenagem a sua filha Joanilce. Hoje no local está instalada uma loja de móveis.
Em seguida foi inaugurada uma boate chamada Porão. Situava-se na Rua Marechal Deodoro, entre as ruas Paulo Leal e Sete de Setembro. Hoje no local existe um estacionamento ao lado de um hospital. A boate durou pouco tempo assim como as anteriores. Ainda em meados dos anos 70, surgiram mais duas boates, e ficavam localizadas na mesma esquina. As duas funcionavam na Rua Pinheiro Machado esquina com a Rua José de Alencar, onde hoje chamamos de “calçada da fama”.
As duas boates tinham o nome dos seus proprietários, a boate do Santos era onde é hoje uma sorveteria, e a do Denis ficava onde hoje está localizado o Bar Antiquarius. As duas eram muito bem decoradas. A boate do Denis parecia com o interior de um avião. No auge das discotecas surgiu uma boate que fez muito sucesso, afinal, lá aconteciam os concursos de danças como no filme “Os embalos de sábado à noite”. A boate era a Vip’s e situava-se na Rua Gonçalves Dias próximo ao campo do Ypiranga. Hoje funciona no mesmo local uma boate de strip tease.
Pegando carona na mesma onda das discotecas, surgiu a boate Studio 29, na Rua Abunã, logo após a Rua Guanabara. A boate tinha na fachada a réplica de um calhambeque fabricado em 1929. Lembro que quando chovia era muito difícil chegar ao Studio 29, a rua não tinha asfalto e era um verdadeiro lamaçal em frente da boate.






 
Interior da boate Yes Banana’s no inicio dos anos 90. No inicio dos anos 80, o saudoso José Luiz Brandão inaugurou a Palhoça. Hoje no mesmo local esta o Kabana’s, porem as instalações são muito diferentes daquela época. Com o sucesso da Palhoça, Zé Luiz construiu a mais bela casa noturna da cidade, o Yes Banana’s. Após seu falecimento, a casa ainda funcionou até 2008. Hoje está instalada no local uma concessionária de automóveis.
Para concluir, quero lembrar da Taba do Cacique, pois acredito que ela representa os anos dourados e a boemia das madrugadas de Porto Velho. A Taba foi inaugurada em 1966, inicialmente como bar e restaurante, e posteriormente passou a ser boate também. O mais interessante, é que a mesma se notabilizou como fim de noite. Quando todas as outras casas noturnas fechavam, as pessoas iam para a Taba que funcionava até de manhã. A boate começava seu grande movimento depois das 3 horas da madrugada. Podemos dizer que na Taba do Cacique se reuniam todas as “tribos”. A casa existe até hoje, porem sem as nostálgicas noitadas. É uma pena.
Bons tempos...

ANISIO GORAYEB: colaborador do Gente de Opinião, natural de Porto Velho, economista, jornalista , e funcionário publico. Apresenta programa nas rádios Transamazônica FM e Cultura FM, e o quadro “Historias da Nossa Terra” no programa VIVA PORTO VELHO, que vai ao ar todos os domingos ao meio dia pela Rede TV. E-mail: anisiogorayeb@hotmail.com




A LENDÁRIA MADEIRA MAMORÉ 

 * por Anisio Gorayeb


Construída no período de 1907 a 1912, a Estrada de Ferro Madeira Mamoré teve sua historia sempre envolvida em lendas e mistérios, principalmente após a publicação do livro “A ferrovia do Diabo” de autoria de Manoel Rodrigues Ferreira em 1959.

Antes porem, houve duas tentativas de se construir uma ferrovia ligando a região central do continente sul americano ao Oceano Atlântico. A concretização deste pleito iniciou em 1903, com a assinatura do Tratado de Petrópolis, onde a Bolívia cedia ao Brasil as terras que compõe o estado do Acre, desde que o Brasil construísse a ferrovia.

O milionário americano Percival Farquar, dono de uma construtora que já administrava algumas ferrovias no Brasil, iniciou a epopéia da construção da lendária Madeira Mamoré. Esta monumental obra de 366 quilômetros foi construída por trabalhadores vindos de várias partes do mundo: americanos, turcos, alemães, chineses, indianos, italianos, japoneses, russos, suecos, irlandeses, franceses, barbadianos, espanhóis, portugueses e muitos outros.

As adversidades eram muitas a começar pela própria natureza com uma selva desconhecida e cheia de mistérios e índios. Porem as doenças tropicais, exclusivas da região, foi o maior adversário: febre amarela, impaludismo, beribéri, e outras infecções que tiraram a vida de milhares de operários.

Em 1908 foi construído o Hospital da Candelária, o maior centro especializado em doenças tropicais do mundo. O médico sanitarista Osvaldo Cruz esteve visitando as obras da ferrovia em 1910 e ficou muito impressionado com o hospital, que teve registrado durante o período de janeiro de 1909 a dezembro de 1912 mais de 145.000 pacientes com diversos tipos de doenças.

O maior problema ocorria quando os mesmos eram internados com impaludismo. Caso conseguisse sobreviver, após o tratamento se tornavam homens debilitados e sem condições de retornar ao trabalho. Era hora de convocar novos trabalhadores mundo afora.

Por esta razão estima-se que no período da construção passaram pela obra aproximadamente 20.000 trabalhadores de dezenas de nacionalidades.

A maior de todas as lendas diz que cada dormente representa uma vida, o que é um grande exagero, pois no Hospital da Candelária foram registrados 1.552 óbitos. Estes somados aos que morreram antes da construção do hospital e fora dele, se aproximam a um total de 6.000 óbitos.

Os dormentes fixados sob os trilhos da EFMM de Porto Velho até Guajará Mirim perfazem um total de 170.000, que é bem diferente do numero de

óbitos. Até porque se fossem tantas mortes seria como dizimar uma população inteira.

CURIOSIDADES

O idioma utilizado no complexo da EFMM era o inglês, falava-se pouco português, tanto que o primeiro jornal impresso em Porto Velho não era em português e sim em inglês: o “The Porto Velho Times”

O tratado era para construir uma ferrovia iniciando no pequeno povoado de Santo Antonio, pois não existia Porto Velho. Os navios não tinham como atracar em Santo Antonio devido as condições do rio, por isso o desembarque teve que ser transferido para um pequeno porto. Neste porto iniciou a cidade de Porto Velho.

Como a ferrovia era administrada pelos americanos, o superintendente de Porto Velho (cargo equivalente a prefeito) não tinha autoridade sobre o complexo da EFMM, por isso foi criada a Rua Divisória, que dividia o complexo do resto da cidade. Atualmente no local é a Rua Presidente Dutra.

Em 1931 a EFMM foi nacionalizada e seu primeiro diretor brasileiro foi o Coronel Aluizio Ferreira e desde então a Rua Divisória foi extinta. Aluizio Ferreira foi nomeado pelo Presidente Getulio Vargas, por isso tinha mais influência política que o superintendente da cidade de Porto Velho, que era nomeado pelo governador do Amazonas.

A EFMM foi desativada em 1972 e nestes 60 anos de atividades enfrentou algumas dificuldades, mas teve também muitas glórias. Foi muito importante para a região, pois era a única ligação entre os dois únicos municípios. Na época dos seringais de borracha milhares de toneladas foram transportadas sobre os trilhos desta importante ferrovia.

Fonte: rondoniaovivo.com

20 comentários:

  1. Olá minha querida educadora.Não sou um aluno adolescente mas pretendo fazer vestibular para Direito este ano, para crescer no meu emprego.Faço um cursinho a noite mas esse teu blog me fascina, pois além de tudo que se refere a redação, agora você nos dá oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a História de Rondônia através desses artigos.Geralmente estamos acostumados a ter aquelas aulas chatas de regional que parece que o professor nem tem certeza do que fala, falo isso porque moro aqui no interior (Alto Paraíso)e como pretendo me inscrever no vestibular para Direito este ano preciso conhecer um pouco mais dessa história.Ao entrar aqui hoje me surpreendi com a nova página. Parabéns, os dois autores colocado aí em cima conseguiram expor o assunto de forma clara e objetiva.Continue nos premiando com esses artigos maravilhosos que só teremos a agradecer, pois de certa forma parece que você consegue dispor aqui tudo o que necessitamos na área de humanas.um abraço!

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  2. Prof lembra de mim? fui sua aluna em 2009.Parei de estudar poara trabalhar mas continuo frequentando seu blog e quero parabenizá-la por dar destaque a esses artigos regionais pois neste ano vou fazer o vestibular e os achei interessante.O engraçado é que conheço o senhor Anisio da tv, não sabia que ele escrevia também.bjus

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  3. Sensacional!Uma parceria fenomenallllllllllllll...

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  4. prof, por que a senhora não pede para o sr. anisio dar uma palestra sobre os livros regionais que vão cair na unir?

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  5. Parabéns professora soniamar! Continue trazendo informações nesse estilo aos nossos filhos.Sou admiradora do seu trabalho, bem como do Sr. Anisio.Concordo com o Felipe acima, uma bela parceria.
    Um abraço

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  6. Anysio sempre arrebentando.Parabéns meu amigo.
    gde abraço.
    edgar-pvh2005@hotmail.com

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  7. desde já agradeço por nos presentear com tamanho conhecimento..brigada

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  8. Que bom encontar o Anisio por aqui! Morei em Porto Velho e conheci a família Gorayeb.Esses fizeram história em RO.Peguei o e-mail dele e vou escrever a ele,mas desde já deixo-lhe os parabéns por excelente memória,ou seja,ele faz um resgate da história que vai se perdendo no tempo. Um abraço!

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  9. Essa familia gorayeb é mto gente fina.O pai foi um grande exemplo na política de porto velho.Bons tempos aqueles.

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  10. Gde família Gorayeb!Sempre deixando marcas por onde passa.Parabéns anísio pelo resgate da História.

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  11. Quer falar de memória,Anisio é uma biblioteca ambulante.Bom demais esse registro fotográfico e memorial dos velhos tempos de nossa cidade.

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  12. ANYSIO CONTANDO E ENCANTANDO,BOM SABER QUE ESSA GAROTADA ESTÁ APRENDENDO A CONHECER NOSSA HISTÓRIA ATRAVÉS DE SEUS ARTIGOS.PARABÉNS ANISIO!

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  13. Qual o melhor livro para estudar história e geografia regional para o vestibular? Parabéns pelo excelente trabalho.

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  14. Bom,a nível de vestibular você pode estudar pelos livros do Dante e Marcos Teixeira,bem como o do prof.Emmanoel Gomes.Mais recente você tem o de História Regional do prof.Walfredo Tadeu e de Geografia o do prof. Arimateia.Ambos tratam de história e geografia regional numa linguagem mais acessível ao vestibulando.

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  15. Jorge Apoluceno Ribeiro11 de fevereiro de 2012 23:23

    ...Grande Anisio! Felizes sempre são os seus comentários ao abordar as imagens contidas em fotos raras onde contam as origens de nossa cidade Porto velho. Relembrar é viver. E vivo momentos de alegria ao ver essas fotos postadas em seu Site, onde faço uma verdadeira viagem ao um tempo onde as pessoas se respeitavam e se consideravam pelo simples fato de aqui residirem. Sou filho desta terra, criado no bairro da Arigolândia da década de 60, Um forte abraço e sucesso.

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  16. Seria possível conseguir fotos da antiga rodoviária de porto velho nos anos 70? ficarei grato.

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  17. Está faltando publicações sobre o mercado central. Não existe relatos sobre a historia dele.

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  18. Está faltando publicações sobre o mercado central. Não existe relatos sobre a historia dele.

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