quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Uma análise da Prova Enem 2015



Vivemos o desafio pela qualidade de ensino no país."Formar cidadão" é a frase que mais ouvimos. Mas o que seria formar um cidadão?Sabemos que a Escola precisa desenvolver práticas pedagógicas que oportunizem a apreensão de conhecimentos que possam utilizá-los na vida cotidiana ou em espaços em que estiver inserido.Mas o que percebemos é que a maioria das escolas cumprem um horário rígido,uma ementa não elaborada de acordo com a necessidade da turma,um livro que não se contextualiza e por aí vai,mas TODOS têm conhecimento que o ENEM exige muito mais que isso e que as matrizes de Competência devem ser observadas e inseridas no contexto do aluno para prepará-lo para essa "formação do cidadão" já que o Enem tornou-se porta de entrada desde o curso técnico a uma graduação,além de ser necessário ao FIES,ao Ciência sem Fronteiras entre outros Programas vitais na vida de um aluno que quer prosseguir seus estudos além do Ensino Médio. Então fica a pergunta: Por que os Governos Estaduais ainda não capacitaram seus educadores para trabalhar com tais Competências? Por que o nosso aluno não é preparado para fazer uma boa prova do Enem,principalmente os menos favorecidos sendo essa talvez sua única chance de se inserir em um curso universitário?

Após uma análise das Provas do Enem 2015, observa-se o porquê dos candidatos acharem a prova mais difícil ocorrida nos últimos anos,pois quem trabalha direcionado às competências e habilidades do Enem percebe que a prova não ocorreu como em outras edições, onde se cobrava TODAS as habilidades pertinentes a cada Competência,imagina escolas que sequer dão conhecimento dessas habilidades a seus alunos.Dessa vez, podemos citar Matemática como um exemplo claro,pois não foi cobrado as Habilidades de números 1,4,5,6,13,14,15,17,18,19,22,26 e 29.O maior número de questões centrou nas Habilidades de número 8 e 21 que trata de "Resolver situação-problema que envolva conhecimentos geométricos de espaço e forma" e "Resolver situação-problema cuja modelagem envolva conhecimentos algébricos" respectivamente. Baseando-se na prova realizada foram 09 questões na Habilidade 8  e 07 questões na habilidade 21,ou seja,Geometria e álgebra foram vitais na prova de matemática e sabe-se que Geometria sempre é deixado de lado nas nossas escolas,pois não se dá muita ênfase nesse conteúdo,uma falha,pois a Competência da área 2 é clara "Utilizar o conhecimento geométrico para realizar a leitura e a representação da realidade e agir sobre ela" onde está centrada a Habilidade 8, bem como a Competência da área 5 "Modelar e resolver problemas que envolvem variáveis socioeconômicas ou técnico-científicas, usando representações algébricas" onde se encontra a habilidade 21. Já em Natureza outra prova bastante questionada 08 habilidades também não caíram e, o número maior de questões ficou nas Habilidades de números,18 e 23  (com 04 questões em cada) que tratam de "Relacionar propriedades físicas, químicas ou biológicas de produtos, sistemas ou procedimentos tecnológicos às finalidades a que se destinam"( Competência da área 5) e "Avaliar possibilidades de geração, uso ou transformação de energia em ambientes específicos, considerando implicações éticas, ambientais, sociais e/ou econômicas" (Competência da área 6).

Em Linguagens,uma prova que geralmente os candidatos não reclamam por tratar-se mais de interpretação,algumas habilidades como as de número 1,4,13,24 e 28 também não fizeram parte da elaboração da prova e, o número maior de questões estiveram na habilidade 21 (5 questões) - "Reconhecer, em textos de diferentes gêneros, recursos verbais e não verbais utilizados com a finalidade de criar e mudar comportamentos e hábitos" pertencente à Competência da área 7,mas fica o alerta para as habilidades de números 12,15,16,17,18,20,25 que tiveram um número expressivo  de questões girando em 3 ou 4. Por sua vez em Humanas, observou-se que não apareceu na elaboração desse ano as habilidades 10,15,22 e 28 - podemos dizer que a prova mais equilibrada em número de questões por habilidade com exceção da Habilidade 16 (com 5 questões) e a 18 (com 4 questões).


Uma coisa é clara,alunos ,sejam de Escolas Públicas ou Privadas que têm interesse em fazer Enem precisam procurar escolas que estejam afinadas às Competências e habilidades pertinentes à matriz e ao próprio Edital,pois embora aspectos cognitivos,quantitativos e qualitativos devam ser trabalhados,a MATRIZ do Enem deve ser observada pelos Educadores se quisermos melhorar o nível de notas no Enem,pois são mais de 7 milhões de Jovens a cada edição tentando uma vaga nas Universidades Federais e/ou Faculdades via PROUNI que dependem da aprendizagem fornecida pelas instituições de Ensino. Governos Estaduais e Municipais precisam estar comprometidos em fornecer capacitação a seus Professores,pois as mudanças já surgiram e estão sendo cobradas.É preciso que o Educador de Ensino Médio seja ciente de seu papel e o aluno seja capaz de interpretar essas Habilidades e contextualizá-las para que tenha um melhor rendimento na Prova do Enem e mesmo no desenrolar do curso Universitário,onde necessitará aperfeiçoar essas Competências e Habilidades.

A escola é o único caminho para as classes desfavorecida economicamente,culturalmente e socialmente alcançarem êxito e, uma perspectiva melhor de futuro.É preciso criar estratégias que visem sanar as deficiências do aluno.Gestores,Equipe Pedagógica devem estar comprometidos com a Educação fornecendo subsídios para que isso seja trabalhado e discutido no Ensino Médio envolvendo todos os Educadores.É preciso capacitar e exigir de seus Educadores o compromisso de aprendizagem que levem o jovem a uma apreensão melhor dos conteúdos mais exigidos no Enem,inclusive na produção de texto,pois um zero em qualquer ciência e/ou na Redação eliminará esse candidato dos objetivos que almeja alcançar.







sábado, 12 de setembro de 2015

Redação Enem - 15 Dicas para uma boa redação segundo o G1.globo.com

Fonte: http://g1.globo.com/educacao/enem/2015/

1 - Leia artigos de opinião
Colunista do G1 e autora do livro "Redação Excelente! Para Enem e Vestibulares", a educadora Andrea Ramal aponta que é preciso investir na leitura.

"Leia muito, sobretudo artigos de opinião de jornais e sites de notícias. Os artigos de opinião são textos dissertativo-argumentativos: exatamente o estilo que você terá que usar na prova do Enem e da maioria dos vestibulares. Quanto mais você ler, mais vai ampliar seus conhecimentos e, além disso, fixar a estrutura correta de um texto, reparando como o autor liga as ideias na introdução, desenvolvimento e conclusão."

2 - Perfil dos temas
Para Lilio Paoliello, diretor pedagógico do Cursinho da Poli, gênero, religião e política têm chances menores de aparecer como tema. "Como a prova é preparada com muita antecedência, assuntos recentes têm pouca chance de aparecer. Tradicionalmente, trata-se de temas que discutem problemas da comunidade, focados em ambiente, sociedade e cultura, mas sem tocar diretamente em questões como gênero, religião e política."

3 - Treine o tempo: uma hora
Para Andrea Ramal, é hora de treinar o bom uso do tempo. "Escolha temas relevantes e escreva sobre eles como se fosse no dia da prova. Você tem uma hora para escrever seu texto, certo? Faça primeiro um rascunho, descanse alguns minutinhos e, depois, releia e passe a limpo fazendo as alterações finais. Sabe os atletas, que treinam tanto para ganhar medalha nas competições? Redação também é assim. Quanto mais você treinar, melhor."

4 - Seja seguro e preciso
"Seja preciso nas palavras. Se você não tiver certeza sobre o significado de um termo, ou não lembrar da grafia correta, consulte o dicionário. Se tiver dúvida na regência ou concordância verbal e nominal, consulte a gramática. Assim você dominará cada vez mais a norma culta da língua portuguesa. E na hora da prova, que não pode consultar nada? Se tiver dúvida, troque a expressão por outra, sobre a qual você tenha certeza", aponta Andrea Ramal.

O diretor do Cursinho da Poli complementa: "O candidato deve sempre pensar que está escrevendo para outra pessoa ler. Por isso, é recomendável evitar palavras de grafia ou significado não conhecido e, caso seja necessário, optar por termos substitutos que não envolvam tantas dúvidas."

5 - Lembre de fugir do pleonasmo
"Evite pleonasmos, ou seja, repetições que revelam mau uso da linguagem. Por exemplo: subir para cima, protagonista principal, ver com seus próprios olhos, surpresa inesperada, retomar de novo e assim por diante. Não faça generalizações, como por exemplo: “A economia sempre cresce quando...” ou “Esta é a melhor solução”... Em vez dessas frases, é mais adequado dizer: “A economia costuma crescer quando...” ou “Esta pode ser uma das soluções mais indicadas”.

6 - Refaça redações com temas já abordados
"Faça redações de vestibulares de anos anteriores e, sempre que possível, peça a seu professor para corrigir e sugerir melhorias. Ao escrever, leia o enunciado com atenção. Uma das maiores causas de perda de pontos é fugir ao tema. Nesse ponto, os textos de apoio, que aparecem na proposta de redação, podem ajudar bastante: num tema muito amplo, eles dão o foco que você deve seguir."


7 - Entenda as competências exigidas
A correção da prova é baseada, sobretudo, no domínio de 5 competências:

- COMPETÊNCIA 1: Demonstrar domínio da norma padrão da língua escrita.
- COMPETÊNCIA 2: Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.
- COMPETÊNCIA 3: Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
- COMPETÊNCIA 4: Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários à construção da argumentação.
- COMPETÊNCIA 5: Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

8 - Sem medo de intervir
"A temida proposta de intervenção pode ser facilmente guiada pelas seguintes perguntas: quem faria essa intervenção? Quando? Como? Lembrando, claro, que o plano deve estar dentro da lei e deve respeitar os direitos humanos", pontua Lilio Paoliello, diretor pedagógico do Cursinho da Poli.


9 - Leia de forma frequente
É difícil escrever bem ser ler constantemente. "São comuns os erros ortográficos e a falta de informação, que resultam em problemas de coesão e coerência no texto. Essas dificuldades podem ser evitadas com leitura constante e frequente, que familiariza o candidato com as palavras em seu sentido correto, a norma culta de nossa língua e com o formato do texto dissertativo-argumentativo", explica o diretor do Cursinho da Poli.


10 – Pense no que pode dar em ZERO
Há algumas práticas que resultam em zero imediato. São elas: - Não atender a proposta solicitada ou desenvolver outra estrutura textual que não seja a do tipo dissertativo-argumentativo; - Entregar a folha de redação sem texto escrito; - Escrever até 7 (sete) linhas, qualquer que seja o conteúdo; - Impropérios, desenhos e outras formas propositais de anulação; - Desrespeito aos direitos humanos; - Parte do texto deliberadamente desconectada com o tema proposto.


11 - Não comece pela redação
Para o Professor Jacson Andrade, mestre em linguística aplicada e ex-colunista da TV Rio Sul, afiliada da Globo no Sul do Rio, os estudantes devem evitar começar o Enem pela redação:


“Leia atentamente a proposta de redação, mas jamais comece por ela. Embora isso possa causar uma sensação de perda de tempo, estimulará o subconsciente a buscar soluções para resolver o tema e você poderá encontrar outros fragmentos motivadores durante a execução da prova”, afirmou.

12 - Dê um tempo ao texto
De acordo com o docente, também é importante que o candidato “se afaste” do texto por um tempo após concluí-lo para facilitar a identificação de possíveis erros que tenha cometido.


“É uma das melhores estratégias para se evitar erros. Entre o rascunho e a passada a limpo, vá ao banheiro, lave o rosto e coma uma barra de cereais. Você ganhará aproximadamente trinta minutos de ‘tempo psicológico’ e identificará com mais precisão os pequenos equívocos na escrita”.

13 - Introdução de sucesso
Começar a redação demonstrando conhecimento dos principais fatos históricos pode ser um ingrediente importante na receita para um texto bem avaliado no exame.


“Há quase dez formas de se iniciar uma redação, mas aproximadamente 70% das que obtiveram nota mil contemplaram a ‘alusão histórica’. A razão é bem simples: a alusão encanta o leitor, permite melhor contextualização e evita o temível ’branco’ durante a escrita”, conta o Professor Andrade.

14 - Citação de matérias escolares
Segundo o educador, outro ponto que costuma alavancar as notas da redação no Enem é a utilização de conhecimentos adquiridos em outras disciplinas escolares durante a elaboração do texto.


"Numa proposta que trate da questão do lixo, por exemplo, convém trazer Antonie Lavoisier, o pai da química moderna, que definiu que na natureza tudo se transforma. Já para o tema falta d’água, não deixe de apontar que para toda ação do homem há uma reação da natureza, o que sintetiza a terceira Lei do físico Isaac Newton", exemplificou.
  

15 - Tema não é assunto
Entender a diferença entre tema e assunto pode evitar o que os avaliadores classificam como “tangenciamento ao tema”, que nada mais é do que o desenvolvimento textual apenas nos limites do assunto, sem a abordagem do problema social temático, conforme explica Andrade.


"Assunto é o que se discute de forma ampla, genérica ou restrita. Já o tema deve ser considerado como sinônimo vulgar de 'problema de amplitude social'", explica. O docente deu exemplos de cada um. "Jogos Olímpicos" seria assunto e "A falta de estrutura durante os Jogos", tema.


terça-feira, 1 de setembro de 2015

PROFESSOR SILVIO PREDIS NA ESCOLA JOÃO BENTO



IMAGEM: PROF.CHIQUINHO LOPES
Professor de Química no Rio de Janeiro Silvio Predis tem andado por alguns lugares do país promovendo aulões temáticos de preparação para vestibulares e/ou Enem através de um estilo musical não apreciado por muitas pessoas, mas que faz sucesso na Comunidade Estudantil – o Funk. Através de paródias tem levado alunos a memorizar o conteúdo, porém alerta que “memorizar uma música não significa aprender a matéria” (g1. globo.com). Professor ficou conhecido no meio estudantil graças a postagens de seus alunos em cursinho nas redes sociais o que lhe rendeu   entrevistas nos Programas do Jô Soares e Ana Maria Braga. Seus vídeos no canal do you tube são muito visualizados. O Rap da Pilha (paródia de música de MC Niterói) tem mais de um milhão de visualizações e mais de 360 mil de compartilhamentos o que mostra o interesse dos alunos em aprender com uma metodologia diferente. A Escola João Bento, em contato com o Professor promoveu um aulão no dia 30 deste mês levando mil alunos ao Auditório da UNOPAR. No dia anterior o Professor foi recebido por alguns alunos no aeroporto,participou de um almoço com parte da equipe no Caravela do Madeira e ainda participou de uma aula de Barco com os professores Arimatéia Dantas e Kleber  contando com a participação da Direção. A coordenadora do evento Layde Nascimento participou ativamente do evento prestando assistência ao convidado em tempo integral.

Além de Professor na disciplina de  Química em vários cursinhos no Rio de Janeiro, o professor Silvio Predis se dedica ainda ao Jiu-jítsu, ao surfe e ainda diz ter as noites livres para ficar com a família, praticar esportes e fazer outras atividades que lhe dão prazer. Os alunos do JBC apreciaram a aula e se divertiram na manhã de Domingo sendo acompanhados pelo Diretor Chiquinho Lopes e sua vice Ladyfanne, bem como por parte da equipe terceirão.

Sabe-se que diversos Professores trabalham com paródias que visam chamar atenção dos alunos em diversos cantos do país,inclusive em Porto Velho,mas  trazer o Prof.Silvio Predis para Porto Velho – 1ª vez na região Norte – foi um estímulo aos alunos do JBC que - às portas do Enem - começam a ficar preocupados e tensos. Um aulão assim,além de ajudá-los a fixar o conteúdo trabalhado pela Profª de Química  Mônica ,também os  ajuda a relaxar nessa reta final. Escola João Bento sempre procura inovar em prol de seus alunos mesmo não tendo apoio necessário do Governo e órgãos afins, exemplo disso são os aulões de história regional em aulas de barcos e trilhas, aulões de matemática com os Professores Neyzinho e Vagson, simulados comentados entre outras atividades que levam a uma melhor aprendizagem sempre contando com a participação e apoio dos discentes que muitas vezes arcam com as próprias despesas e/ou  vendendo rifas,pagando inscrições em simulados e,mesmo adquirindo material preparado pelos professores.

Direção do JBC agradece a participação dos alunos, inclusive na colaboração realizada para que o Prof.Silvio Predis pudesse deslocar-se a essa região, bem como externa seus agradecimentos ao Prof. em questão pelo carinho e atenção dedicada aos alunos do JBC.


sábado, 29 de agosto de 2015

Escola Araújo Lima - IV Festival Cultural da Língua Estrangeira



Escolas Públicas vem mostrando que com criatividade vão além do senso-comum nas salas de aulas. Escola Araújo Lima mostra mais uma vez que a Língua Estrangeira vai além da sala de aula visando uma aprendizagem de forma lúdica.Sob a coordenação da  Prof. Zemma Ochoa aconteceu o IV Festival Cultural da Língua Estrangeira na tarde de sexta-feira. A quarta edição do Festival foi a culminância dos Projetos desenvolvidos em Língua Estrangeira (Inglês e Espanhol) e, com apoio da Direção ,a participação do Professor de Arte e apoio dos demais da equipe o evento foi mais um sucesso nas dependências da Escola.

 O Festival envolveu alunos do Ensino Fundamental e Médio estimulando-os  ao apreço da Língua de forma lúdica contando com apresentações artísticas diversas,tais como música,teatro,dança e culinária.Segundo a coordenação do Projeto é uma experiência impar desenvolver as quatro habilidades essenciais na língua estrangeira – escrita,leitura,compreensão auditiva e habilidade oral – pois embora com poucos recursos se faz necessário repassar uma base de uma segunda língua que abre portas não só para o desenvolvimento pessoal como para o mercado de trabalho. Prof. Benito – Diretor da Escola – diz que não há como negar que o avanço da tecnologia fez o mundo do estudante tornar-se pequeno diante de tantas informações,encurtou distâncias e alargou as possibilidades de inserção de novas culturas e consequentemente idiomas diferentes que se tornam vital na educação do discente e,com a pesquisa realizada para a execução do evento, muitos perceberam o quão podem aprender em matéria de culinária,sotaques,entre outros dentro de um universo amplo e global.  Além da língua espanhola o Inglês é uma língua internacional,a língua dos negócios,das viagens,dos estudos,enfim a língua da comunicação mundial e é interessante que os estudantes levem mais a sério essa disciplina no currículo escolar.



A coordenação ressalta ainda que não há métodos milagrosos e nem escolas excepcionais que tornarão os alunos em “expert” em pouco tempo,o que desejam com mais uma edição do Festival é despertar o interesse para a língua,pois sabem que é um estudo a longo prazo que dependerá do esforço e dedicação de cada um de querer aprender mais e dá como dica a utilização de métodos diversos tais como filmes,músicas e livros que sejam de seu interesse,ou seja,algo que gostem e que lhe deem prazer, pois somente o livro didático em uma sala de aula não é o suficiente para levar essa clientela de um mundo globalizado a gostar de aprender.A diversidade de técnicas que visem o aprendizado são  essenciais no século XXI. O Festival foi uma oportunidade singular de aprendizado e,a partir do dia 01/09 a Escola estará realizando nas dependências do Shopping a exposição de artes visuais realizados pelos mesmos.



quarta-feira, 29 de julho de 2015

Redação no Enem - Não tem como errar

Se o candidato conhece as competências e os respectivos níveis de avaliação constante na Matriz do Enem e no próprio Edital NÃO tem como não tirar nota em uma redação.Basta ler de forma atenta e entenderá o que o Enem espera de um candidato a nível de Ensino Médio.

Na Competência I - Domínio da Norma Padrão - espera-se que um candidato seja capaz de escrever de forma correta,atentando para acentuação,pontuação,concordância,regência,etc. Nada mais que o conhecimento da gramática normativa.Se conseguir isso, que é o mínimo para alguém que tenha ensino Médio, consegue-se chegar facilmente ao nível 5 marcando seus 200 pontos na competência.

Na Competência II - Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento em um texto dissertativo-argumentativo - Nada mais é que desenvolver muito bem o tema a partir de um repertório sociocultural produtivo (um vocabulário além do senso-comum,que você consiga mostrar seu conhecimento de mundo seja ele histórico,filosófico,literário,etc) e de argumentação consistente onde você  apresente excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo,isto é, que você DEFENDA UM PONTO DE VISTA,não escrevendo apenas um texto expositivo. É preciso que você tome uma posição diante do tema,argumente e defenda seu ponto de vista de forma consistente.

Na Competência III - 04 palavras chaves: Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista descrito na competência acima.Que você saiba selecionar os argumentos que fará uso (no máximo 03) relacionando-os ao tema,organizando-os de acordo com o citado na tese ,interpretando as informações contidas e solicitadas no tema sem fugir do tema proposto.

Na Competência IV - Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação - Aqui você deve usar de forma diversificada os elementos de coesão (preposições,conjunções,pronomes,etc)  para que haja coerência em seu texto,isto é, você não pode deixar parágrafos soltos sem efetuar a ligação entre os mesmos,bem como entre os períodos nos parágrafos. Para alcançar o nível 5 nessa competência,basta não ficar preso a conjunções básicas por exemplo.Vá além,diversifique seus elementos de coesão!

Na competência V que trata da proposta de intervenção (conclusão),lembre-se que o Enem exige soluções para o problema apresentado e para alcançar o nível  5 basta acrescentar uma proposta de solução inovadora,que vá além do senso-comum e de forma detalhada.Portanto, as palavras chaves aqui são;SOLUÇÕES DETALHADAS e que sejam passíveis de concretizá-las.

Caso você não observe esses itens acima,corre o risco de zerar seu texto,escrevendo-o de forma tangencial e/ou fugindo do tema.



domingo, 12 de julho de 2015

20 Temas que podem cair Enem 2015



1) Intolerância Religiosa
Com o crescimento da diversidade religiosa no Brasil é verificado um crescimento da intolerância religiosa, tendo sido criado até mesmo o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa (21 de janeiro) por meio da Lei nº 11.635, de 27 de dezembro de 2007, sancionada pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva, o que foi um reconhecimento do próprio Estado da existência do problema.
A Constituição prevê a liberdade de religião e a Igreja e o Estado estão oficialmente separados, sendo o Brasil um Estado laico. A legislação brasileira proíbe qualquer tipo de intolerância religiosa, sendo a prática religiosa geralmente livre no país. Segundo o "Relatório Internacional de Liberdade Religiosa de 2005", elaborado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, a "relação geralmente amigável entre religiões contribui para a liberdade religiosa" no Brasil.

2) Dengue
A dengue é uma doença febril aguda causada por um vírus, sendo um dos principais problemas de saúde pública no mundo. O seu principal vetor de transmissão é o mosquito Aedes aegypti, que se desenvolve em áreas tropicais e subtropicais.Recentemente ,mais de 250.000 casos foram constatados na região sudeste e com isso surgiu o aedes transgênico com o objetivo de combater o mosquito transmissor.É um tema que pode cair relacionado à Saúde Pública e o grande surto de dengue que na década de 55 e 73 tinha sido erradicada no Brasil,voltando no final da década de 70, início dos anos 80. Estar informado sobre esse tema é essencial para um candidato. 

3) A quem cabe a responsabilidade sobre a escolha alimentar da população?
“ O índice de obesidade infantil cresce todos os anos e, diante disso, é possível perguntar: o governo deveria criar alguma lei para controlar as propagandas das redes de fast-food? A quem cabe, afinal, a responsabilidade sobre a escolha alimentar da população? Ao governo, à família, à sociedade?
Em 2008, o Ministério da Saúde lançou uma ofensiva para tentar regulamentar a propaganda de alimentos que apresentassem altos teores de açúcar, sal e gordura. Entre as propostas estavam a restrição do horário de veiculação de anúncios desses produtos e a exigência de divulgação de mensagens de alerta sobre os males desses ingredientes como: "O consumo excessivo de gordura aumenta o risco de desenvolver diabetes e doença do coração'. O ministério alegava tratar-se de um problema de saúde pública, uma vez que as crianças são o alvo principal da propaganda desses produtos. Porém, como não foi criada nenhuma lei específica até o momento, os projetos não entraram em vigor.Portanto, entender as causas e consequências da obesidade,comparar com outros países os números de pesquisas recentes é um bom caminho para entender o tema.”

4) Por que causas o jovem tem se mobilizado atualmente no Brasil?
Hoje, devido à facilidade de se comunicar através das redes sociais, jovens do país inteiro e do mundo têm deflagrado uma troca de ideias que resultam em manifestações politizadas a favor do bem comum e coletivo.Mas até que ponto esse jovem é politizado? Percebeu-se nas manifestações ocorridas que havia jovens que sequer sabiam o porquê de estarem nas ruas.Como disse Sidnei Oliveira em seu blog “ É inevitável comparar as manifestações de hoje com as de outras gerações, onde foram estabelecidos marcos importantes na história recente do Brasil. Nessa comparação, observamos claramente que algo está muito diferente, principalmente com relação à “causa” que caracteriza o movimento. Fazendo uma retrospectiva, observo que os jovens se mobilizaram em períodos de cerca de quinze anos. Sempre com diversas reivindicações, mas com uma causa principal por vez. Os jovens Baby Boomers, nas décadas de 1960 e 1970, marcharam contra a Ditadura, Anistia, Fim da censura. Todos esses “gritos” foram pela mudança política. Os jovens da geração X pegaram o embalo e lutaram pelas eleições diretas em 1983, e tiveram sucesso somente com a nova constituição, em 1988. Resolvido isso, marcharam contra a inflação, e essa luta só teve resultado satisfatório depois do impeachment de um presidente, conquistado com a manifestação dos caras-pintadas, em 1992. Movimentos com causas estruturadas, nesses casos, a reconstrução das instituições do Brasil.
Já nas manifestações atuais, vejo algumas diferenças interessantes. Primeiramente, chamou a minha atenção que alguns cartazes continham a frase “Saí do Facebook”. Isso tem um significado singular, pois parece que os jovens estavam em outro lugar enquanto tudo de errado estava acontecendo.” Ou seja,até que ponto nossos jovens do séc.XXI querem mudanças de verdades se as atitudes em sua maioria são apenas nas Redes Sociais?

5) O Brasil e o conflito: defesa do meio ambiente X desenvolvimento econômico
“As mudanças climáticas tornaram-se o bicho papão da atualidade. O cinema, por exemplo, já explorou os chamados temas apocalípticos em filmes como "O dia depois de amanhã", que trata do aquecimento global. Preocupados com as previsões catastróficas sobre o futuro do planeta, muitos governos têm se envolvido em acordos internacionais, como o Protocolo de Kyoto, que influenciam nos rumos da economia e nas políticas públicas. O problema é que o IPCC, principal órgão mundial responsável pela avaliação (e divulgação) das pesquisas sobre o tema, teve sua credibilidade abalada por denúncias de manipulação de dados e de erros (o principal diz respeito ao derretimento das geleiras do Himalaia). Se não se tem uma dimensão real do problema, é o caso de se perguntar: o Brasil deve continuar seguindo as orientações desses relatórios climáticos ou deve priorizar o crescimento econômico?”(uoleducação)
Focar nos dados oficiais sobre a Amazônia,desmatamento entre outros é essencial para escrever um texto que tenha por tema questões ambientais e/ou desenvolvimento econômico,pois a sustentabilidade deve ser foco em qualquer cidade e/ou país nos diversos segmentos.

6) O conceito de família pode ou não pode mudar?
O projeto de Lei 6583 de 2013 cria o Estatuto da Família. Nesse texto, família é definida como união entre homem e mulher. A partir disso, muitas discussões têm sido feitas sobre o conceito de família atualmente, com o intuito de refletir sobre famílias formadas por mães ou pais solteiros, avós e tios, casais homossexuais, poligamia etc Escrever sobre esse tema deve-se ter em mente em jamais desrespeitar o direito do outro para não ferir os Direitos humanos e levar ZERO em seu texto.Ter uma opinião formada e defendê-la dentro dos princípios do bom senso é vital para uma boa nota.Nada de sugestões que firam o direito dos outros.

7) Qual é o limite entre o trote e o crime?
“O sentimento dos estudantes que estreiam nestes dias no ensino superior fica dividido: de um lado, a alegria pela nova etapa, depois da vitória no Enem ou vestibular; do outro, o medo dos trotes, que em muitas faculdades chegam aos mais extremos níveis de crueldade e desrespeito. Já passou da hora de os órgãos competentes deixarem de tratar desses casos como meras brincadeiras e aplicarem as devidas penas da lei.(...) No Brasil, a cada semestre vemos episódios de barbárie, de estudantes queimados por ácido, obrigados a engolir substâncias tóxicas ou repulsivas, feridos gravemente e até mesmo correndo risco de morte.
Um dos aspectos abjetos das práticas que tomam essa feição é a humilhação especialmente sádica sobre as mulheres e os estudantes negros. Moças obrigadas a praticar ou simular práticas sexuais, num abuso sórdido da condição feminina, ou negros fantasiados de escravos, amarrados a postes e açoitados, são exemplos de algumas das situações mais revoltantes.(g1.globo.com)”
 Até que ponto isso é certo? O que fazer para evitar os abusos dos trotes nas universidades? Trabalhar com o trote ecológico (coleta de mudas,reflorestamento de determinadas áreas na cidade) e com o trote solidário (doação de sangue,coleta de alimentos não perecíveis para doação,trabalho em alguma instituição carente por um dia e/ou uma semana) seriam caminhos viáveis além do conceito de cidadania trabalhado. Saber discutir esse assunto é de extrema importância ao candidato a Enem.

8) Mobilidade Urbana
O trânsito se tornou uma das maiores dores de cabeça para a população. O acúmulo de veículos nas ruas causa prejuízos, estresse, acidentes e poluição, e tende a piorar nos próximos anos, caso não sejam adotadas políticas mais eficientes.
O problema agravou-se nas últimas décadas graças à concentração de pessoas nas cidades, à falta de planejamento urbano, aos incentivos à indústria automotora e ao maior poder de consumo das famílias. Isso tudo provocou o que os especialistas chamam de crise de mobilidade urbana, que acontece quando o Estado não consegue oferecer condições para que as pessoas se desloquem nas cidades. Discutir esse tema e propor soluções como: Incentivos a transportes alternativos,construção de ciclovias,corredores específicos nos grandes centros,pedágio urbano,melhoria do transporte coletivo,construção de hidrovias em cidades que dispõe de rios cortando a cidade seriam soluções viáveis para a mobilidade urbana nos dias de hoje.

9) Violência Escolar
A violência na escola não é um problema novo, mas tem se agravado com o passar do tempo. Colabora para aumentá-la e difundi-la o próprio avanço da tecnologia e dos meios de comunicação - como a internet e as redes sociais. Publicar brigas entre alunos no YouTube, por exemplo, tornou-se uma prática corriqueira, como não é difícil conferir. Desse modo, é provável que, em maior ou menor escala, todos os estudantes já tenham presenciado ou ouvido falar de um caso do gênero. Como proposta de Intervenção pode-se trabalhar com Investindo na formação de professores, na aproximação com a comunidade e na aprendizagem; ações efetivas e práticas para garantir aos educadores oportunidades de desenvolver seu trabalho a contento e sem ameaças; criação de um ambiente de trabalho que seja prazeroso tanto para quem ensina quanto para quem busca a escola; dar aos pais visões firmes do que a escola representa para o futuro de seus filhos e o sentido de uma escola que seja pautada por valores e formação eficiente e verdadeira contando com a participação da família.

10) Trabalho Escravo no século XXI
Atualmente, o trabalho escravo pode ser identificado de várias formas, entre elas há o aliciamento de pessoas para trabalhos forçados em zonas rurais de difícil acesso, e a imigração de bolivianos para cidades do Brasil, São Paulo principalmente, para o trabalho em confecções.
“Recente notícia publicada em diversos meios de comunicação mostra que a escravidão ainda não é uma mazela superada em pleno século XXI.  Equipes de fiscalização do governo federal flagraram, em São Paulo, estrangeiros submetidos a condições subumanas de trabalho, produzindo peças de roupa da prestigiada marca internacional Zara.
Numa época em que, cada vez mais, fica evidente a necessidade das empresas adotarem uma atuação pautada em valores éticos e socioambientais, uma notícia como essa endossa o que tem defendido acadêmicos e pesquisadores da área de administração. Vários artigos e livros vêm defendendo que para garantir um crescimento sustentado de longo prazo, as organizações precisam inserir em sua estratégia propósitos sociais e também agir de forma coerente com o que suas marcas propagam.(fonte:era.org.br) “
“A primeira alternativa, talvez a mais importante, e cujos resultados serão sentidos a longo prazo, mas de forma essencial, é propiciar a educação de qualidade para a sociedade.

O ensino muda o homem e faz com que ele mude a sociedade. Se o governo investir em educação eficaz para todos, as pessoas irão perceber que têm seus direitos individuais e sociais e também que o governo tem a obrigação de garantir escolas para seus filhos, saúde, transporte, higiene básica... Elas não aceitarão mais serem submetidas a condições degradantes de trabalho; passarão até mesmo a observar mais atentamente às condições “suspeitas” do trabalho que lhes é oferecido.
Se houver investimento em educação adequada, aqueles que não se envolvem diretamente com o trabalho escravo indignar-se-iam com o problema de tal forma que passariam a buscar soluções para acabar com ele. Essas soluções podem variar de ajuda aos explorados e denúncia dos patrões, ou ao boicote na compra do material proveniente das áreas conhecidas por meio de denúncia.
E essa educação não pode ser resumida a cartilhas, ou propagandas televisivas referentes ao tema. Medidas dessa natureza são ineficazes na resolução dos problemas que afetam a população brasileira. Tomemos como exemplo o fato de que, em época de chuva, o governo lança dessas mesmas estratégias para tentar erradicar a dengue. Oferece cartilhas, lança vídeos educativos, e até contrata agentes para que, de casa em casa, peçam para que não  se deixe acumular água parada... Porém, como se percebe, ainda há dengue, e em níveis similares a dos anos anteriores.
Dessa forma, para que as pessoas tenham consciência do tamanho do problema que é o trabalho escravo, é necessário que sejam educadas de acordo com programas honestamente elaborados, que as façam conhecer seus direitos.

A segunda alternativa sugerida é a maior fiscalização das áreas, conhecidas por meio de denúncia, que utilizam o trabalho escravo em suas atividades. Uma pesquisa realizada em 2003, pela Secretaria de Inspeção e Trabalho e pela Comissão Pastoral da Terra, traz uma comparação entre o número de denúncias e o de resgate relativos ao trabalho escravo. Revela que quanto maior a incidência de trabalhos forçados no estado, maior é a diferença entre denúncia e resgate. O estado do Pará, por exemplo, campeão em ocorrências de trabalho forçado, marca 4.556 denúncias e somente 1.774 resgates. Mato Grosso, que está entre os cinco estados brasileiros de maior incidência de trabalho escravo, relaciona 927 denúncias contra 676 resgates. Como se percebe, a margem de diferença entre denúncias e resgates é absurda, e contribui para a manutenção da exploração.
A pesquisa citada demonstra que, em determinados estados, a política de fiscalização voltada ao combate do trabalho escravo deve ser revista. Faz-se necessário que ações sejam desenvolvidas no sentido de garantir a presença permanente de fiscalização nos locais onde há maior incidência de denúncias.

Cabe ressaltar, porém, que o trabalho de fiscalização deve ser acompanhado de aparato policial para garantir sua plena execução, pois se sabe que alguns fiscais são ameaçados ou até mesmo assassinados quando estão no desempenho de suas funções.
A terceira alternativa para a erradicação do trabalho escravo é a promoção de desenvolvimento nas regiões de onde provêm os cativos. Cerca de 40% dos explorados vêm do estado do Maranhão, conforme pesquisa desenvolvida pela Organização Internacional do Trabalho.
Faz-se necessário que sejam implementados programas que resultem na melhoria da condição de vida das pessoas oriundas daquelas áreas. Atualmente, existem programas do Governo Federal, como Fome Zero, Bolsa Escola, Programa para Prevenção e Eliminação da Exploração do Trabalho Infantil – PETI, dentre outros que deveriam garantir o mínimo necessário para a sobrevivência das famílias mais pobres, mas não atingem ao objetivo.

Se houvesse, porém, integração dos programas federais, com iniciativas de ONG’s, movimentos sociais e com programas estaduais e municipais, já implicaria em desenvolvimento significativo nas regiões, e conseqüente desinteresse dos explorados a saírem de onde vivem para trabalharem em outros locais.
Em suma, é fato que existem pessoas que são submetidas a trabalhos forçados até os dias de hoje no Brasil. Por isso, é necessário que alternativas como maior fiscalização de áreas conhecidas como usurpadoras de trabalho escravo, desenvolvimento das regiões de onde provêm os cativos e educação adequada para a sociedade, sejam utilizadas como ferramentas para a erradicação do trabalho forçado. (fonte: Flávia Pimenta de Medeiros/ http://www.ambito-juridico.com.br/)”

11)Justiça com as próprias mãos
Tema bastante polêmico em 2014 e que pode ser discutido com mais imparcialidade esse ano. O combate à violência através da justiça com as próprias mãos é válido? Definições de justiça, casos de linchamentos, rebeldia com a ordem e segurança públicas são alguns pontos que abordam essa temática.

12) Crise Hídrica


.Segundo Bruno Benevides (Folha SP em 22.03.2025) 748 milhões de pessoas passam sede apesar de outras 2.3 bilhões terem conquistado o acesso à água nos últimos 25 anos. Já a Revista Super Interessante da editora Abril traz um artigo em que diz “ Mas a culpa da crise na maior cidade do Brasil não é só da instabilidade de São Pedro. Ele jamais poderia prever, por exemplo, que a população crescesse tanto. De 4,8 milhões em 1960, o número de habitantes da capital pulou para 11,8 milhões em 2013. Isso só a capital mesmo, sem contar as outras cidades da região metropolitana. A urbanização, que aumenta a poluição dos rios e dificulta o acesso à água potável, também entrou na mistura, junto com todos aqueles outros vilões que a gente já conhece: verticalização, impermeabilização do solo, falta de planejamento, sobrecarga do sistema de abastecimento e coleta. A Sabesp estima que, em São Paulo, 25% da água se perca no caminho entre a distribuidora e as torneiras das casas. Segundo reportagem do Estadão, essa perda pode chegar a 31%”.

Conhecer os dados e as causas da crise é vital para o candidato a Enem,pois como solução para o problema podemos citar na proposta de intervenção   o Racionamento de água,Descontos e punições para quem desperdiçar, Reaproveitamento de água,Redução do desperdício,Mudança de hábitos nas pequenas coisas dentro de casa,Despoluição e proteção dos mananciais,Investimento na instalação de novos sistemas nos grandes centros,Dessanilização,Transposição de rios como a exemplo do Rio São Francisco,Armazenamento de água da chuva,entre outros.lembre-se: Sua proposta de Intervenção precisa ser DETALHADA.


 13) Desigualdade: um desafio ou um efeito colateral irremediável?
Como seria um mundo onde todos têm as mesmas oportunidades de conquistar o que desejam, como educação de qualidade, uma carreira brilhante, viagens pelo mundo, casa própria, entre outros? Onde a preocupação em pagar as contas no final do mês não fosse uma das principais aflições da população? Para alguns, o mundo é assim. Mas para a grande maioria, não. A desigualdade social faz com que o que alguns enxergam como algo do cotidiano, por outros seja visto como algo extraordinário, quase inalcançável. O abismo entre os pobres e os ricos continua existindo e determinando quais são os sonhos possíveis para uns e outros, mas não para todos. Há como diminuir essas diferenças e conquistar um mundo mais justo e igualitário, de um modo geral? Pesquise mais sobre as causas e consequências da desigualdade trazendo um contexto histórico em sua produção de texto.

14) Obsolescência programada
Obsolescência Programada, também chamada de obsolescência planejada, é quando um produto lançado no mercado se torna inutilizável ou obsoleto em um período de tempo relativamente curto de forma proposital, ou seja, quando empresas lançam mercadorias para que sejam rapidamente descartadas e estimulam o consumidor a comprar novamente.

Esse conceito significa a diminuição da vida útil de equipamentos com o intuito de incentivar a compra de novos produtos ou versões atualizadas. Esse tema traz a questão do consumismo exacerbado, resíduos eletrônicos, responsabilidade e consciência social do consumidor. Um documentário sobre esse assunto também pode ser encontrado no Youtube e ajuda no entendimento desse tema,pois falar de consumismo,prática cada vez maior nos dias de hoje têm causado uma série de problemas,tais como endividamento sem necessidade.A consciência é vital a um bom consumidor. Na verdade, a prática da obsolescência programada (proposital curta vida útil) se configura numa maquiavélica estratégia de mercado, tendo em vista que em alguns casos o conserto, propositadamente, é mais caro, o que inevitavelmente faz com que os consumidores não tenham alternativas, a não ser partir para uma nova compra. Isso nada mais é do que uma manipulação das indústrias em prol do ato de consumir. Em outras palavras, é andar na contramão das atitudes sustentáveis, enaltecendo assim um profundo desrespeito das indústrias para com os consumidores, com o planeta e com a natureza. De um modo geral, a ideia consumista provavelmente nunca ira desaparecer. Porém, é possível se evitar com que estas pessoas absorvam essas ideias conscientizando-as de que nem tudo que está no mercado se faz necessário no seu cotidiano.

15) Desigualdade étnica e de gênero
A desigualdade em uma sociedade gira em torno da distribuição diferenciada de recursos de valor às variadas categorias de indivíduos – sendo as de classe, étnica e gênero as três mais importantes.”
 Etnia é a identificação de um grupo como distinto em termos da biologia superficial, recursos, comportamento, cultura ou organização; a estratificação étnica existe quando alguns grupos étnicos conseguem mais recursos de valor em uma sociedade do que outros grupos étnicos.

A estratificação étnica é criada e sustentada pela discriminação que é legitimada pelas crenças preconceituosas. A discriminação e o preconceito são embasados pela ameaça (econômica, política, social) apresentada de forma real ou imaginária por um grupo étnico-alvo e são ainda sustentados pelos ciclos de reforço que giram em torno da identificação étnica, ameaça, preconceito e discriminação.

Gênero é a diferenciação entre homens e mulheres em termos de características culturalmente definidas e status na sociedade. A estratificação de gênero existe quando os homens e as mulheres em uma sociedade recebem efetivamente parcelas desiguais de dinheiro, poder, prestígio e outros recursos.

A estratificação de gênero é sustentada pelos ciclos de socialização, que reforçam mutuamente pela identidade de gênero e por crenças relacionadas ao gênero, que, por sua vez, se tornam a base para discriminação e crenças preconceituosas, frutos da ameaça ressentida pelos homens. “(fonte: http://sociologialimite.blogspot.com.br/2009/03/desigualdades-classe-etnia-e-genero.html)
Trabalhar com esse tema deve-se ter cuidado para não argumentar com ideias preconceituosas que possa ferir os Direitos Humanos,portanto,leia mais sobre o assunto para dissertar com coerência,pois respeito à diversidade é fundamental numa proposta de intervenção.

16) Ativismo em redes sociais
“O potencial relacional das redes sociais digitais tem sido cada vez mais empregado para mobilizações sociais e ações coletivas. Essa utilização guarda relação com o ativismo, na medida em que possibilita aos atores sociais o desempenho de um papel protagonista nessas ações.”( Gabriela da Silva Zago, Jandré Corrêa Batista) Quando você busca apoiar uma causa social, o que faz? Provavelmente uma das primeiras coisas é acessar a internet: fazer uma doação, compartilhar campanhas e experiências, assinar uma petição ou confirmar presença em algum protesto. Esses são alguns dos exemplos de como a rede vem ampliando o ativismo social e político e criando novas formas de atuação e mobilização, compondo o que é chamado de ciberativismo. Qual o papel do jovem nesse ativismo? Eventos são criados para marcar protestos, projetos de leis polêmicos facilmente viram virais e reivindicações têm sido feitas através de abaixo-assinado online. Essa nova forma de participação política e suas causas e consequências na sociedade é um bom tema de pesquisa e escrita.Informe-se!

17) Trangênicos
Os transgênicos, ou organismos geneticamente modificados, são produtos de cruzamentos que jamais aconteceriam na natureza, como, por exemplo, arroz com bactéria. Segundo o Greenpeace “O modelo agrícola baseado na utilização de sementes transgênicas é a trilha de um caminho insustentável. O aumento dramático no uso de agroquímicos decorrentes do plantio de transgênicos é exemplo de prática que coloca em cheque o futuro dos nossos solos e de nossa biodiversidade agrícola.

Diante da crise climática em que vivemos, a preservação da biodiversidade funciona como um seguro, uma garantia de que teremos opções viáveis de produção de alimentos no futuro e estaremos prontos para os efeitos das mudanças climáticas sobre a agricultura”,por outro lado há quem afirme que os transgênicos serão a garantia de alimentação da população futuramente.Sabemos também que as experiências transgênicas não acontecem somente no setor agrícola,a exemplo a produção do aedes transgênicos produzido para combater a dengue. Informar-se mais sobre o assunto para emitir um ponto de vista bem articulado é dever de  um bom candidato a Enem.

18) Gestão de Resíduos Urbanos
Em 2010, foi instituída a Política Nacional de Resíduos Sólidos. A gestão de resíduos ainda é um tema bastante em alta devido à enorme quantidade de lixo produzido anualmente no Brasil. Coleta seletiva e logística reversa são alguns dos termos importantes de serem entendidos. Para conhecer mais sobre a lei e sua importância na sociedade, pode ser consultada a explicação no site do Ministério do Meio Ambiente.Informe-se!

19) Diálogo entre ciência e sociedade
A ciência realiza novas descobertas frequentemente, fato que possibilita melhorias e desenvolvimento de novas tecnologias. Entretanto, muitas vezes a sociedade não entende o método científico e muitas coisas são confrontadas com paradigmas culturais, morais ou religiosos. Para lidar com isso, é necessário haver comunicação entre o meio científico e a população. Informe-se sobre a bioética e as pesquisas recentes envolvendo animais.

20) Crise Energética
“O ano de 2015 não começou com boas notícias para os consumidores. Entrou efetivamente em vigor a bandeira tarifária, que transfere de imediato para as contas de energia os custos com a geração térmica. Mas os aumentos não param por aí. O chamado “realismo tarifário” consiste não só na cobrança de despesas praticamente “em tempo real”. Também entra em cena a compensação para as empresas do setor pelas perdas dos últimos anos. As projeções chegam a ultrapassar a casa dos 60% de elevação só este ano. Mais do que rezar para São Pedro encher os reservatórios, a hora é de rever hábitos, investir em eficiência energética, procurar soluções mais econômicas e até recorrer à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ou, em último caso, à Justiça.”( https://www.ambienteenergia.com.br/)
Portanto,como soluções para esse problema o  candidato deve apresentar propostas como a diversificação das matrizes energéticas no país,explorando as fontes renováveis e o potencial de cada região,mesmo que a longo prazo. Pesquisar essas matrizes,perceber quais seriam mais viáveis ao Brasil é vital para a produção de um bom texto.




Fonte: www.infoenem.com.br/ Uol.com/Terra.com

http://educacao.uol.com.br/bancoderedacoes

sexta-feira, 20 de março de 2015

Estrutura clássica de um texto dissertativo

Dissertação
1) Introdução adequada ao tema / posicionamento
Apresenta a idéia que vai ser discutida, a tese a ser defendida. Cabe à introdução situar o leitor a respeito da postura ideológica de quem o redige acerca de determinado assunto. Deve conter a tese e as generalidades que serão aprofundadas ao longo do desenvolvimento do texto. O importante é que a sua introdução seja completa e esteja em consonância com os critérios de paragrafação. Não misture idéias.
2) Desenvolvimento
Apresenta cada um dos argumentos ordenadamente, analisando detidamente as idéias e exemplificando de maneira rica e suficiente o pensamento. Nele, organizamos o pensamento em favor da tese. Cada parágrafo (e o texto) pode ser organizado de diferentes maneiras:
- Estabelecimento das relações de causa e efeito: motivos, razões, fundamentos, alicerces, os porquês/ conseqüências, efeitos, repercussões, reflexos;
- Estabelecimento de comparações e contrastes: diferenças e semelhanças entre elementos – de um lado, de outro lado,em contraste, ao contrário;
- Enumerações e exemplificações: indicação de fatores, funções ou elementos que esclarecem ou reforçam uma afirmação.
3) Fechamento do texto de forma coerente
Retoma ou reafirma todas as idéias apresentadas e discutidas no desenvolvimento, tomando uma posição acerca do problema, da tese. É também um momento de expansão, desde que se mantenha uma conexão lógica entre as idéias.

Desenvolvimento do Tema

1) Estabelecimento de conexões lógicas entre os argumentos.
Apresentação dos argumentos de forma ordenada, com análise detida das idéias e exemplificação de maneira rica e suficiente do pensamento. Para garantir as devidas conexões entre períodos, parágrafos e argumentos, empregar os elementos responsáveis pela coerência e unicidade, tais como operadores de seqüenciação, conectores, pronomes. Procurar garantir a unidade temática.
2) Objetividade de argumentação frente ao tema / posicionamento
O texto precisa ser articulado com base nas informações essenciais que desenvolverão o tema proposto. Dispensar as idéias excessivas e periféricas. Planejar previamente a redação definindo antecipadamente o que deve ser feito. Recorrer ao banco de idéias é um passo importante. Listar as idéias que lhe vier à cabeça sobre o tema.. Estabelecer a tese que será defendida. Selecionar cuidadosamente entre as idéias listadas, aquelas que delimitarão o tema e defenderão o seu posicionamento.
3) Estabelecimento de uma progressividade textual em relação à seqüência lógica do pensamento.
O texto deve apresentar coerência sequencial satisfatória. Quando se proceder à seleção dos argumentos no banco de idéias, deve-se classificá-los segundo a força para convencer o leitor, partindo dos menos fortes parta os mais fortes.
Uma dica para quem ainda encontra dificuldades é desenvolver um texto dissertativo a partir da elaboração de esquemas. Por mais simples que lhes pareça, a redação elaborada a partir de esquema permite-lhes desenvolver o texto com sequência lógica, de acordo com os critérios exigidos no comando da questão (número de linhas, por exemplo), atendendo aos aspectos mencionados no espelho de avaliação. A professora Branca Granatic oferece-nos a seguinte sugestão de esquema:
SUGESTÃO DE PRODUÇÃO DE TEXTO COM BASE EM ESQUEMASESQUEMA BÁSICO DA DISSERTAÇÃO
1º parágrafo: TEMA + argumento 1 + argumento 2 + argumento 3
2° parágrafo :desenvolvimento do argumento 1
3° parágrafo: desenvolvimento do argumento 2
4° parágrafo: desenvolvimento do argumento 3
5° parágrafo: expressão inicial + reafirmação do tema + observação final.
EXEMPLO:
TEMA: Chegando ao terceiro milênio, o homem ainda não conseguiu resolver graves problemas que preocupam a todos.
POR QUÊ?
*arg. 1: Existem populações imersas em completa miséria.
*arg. 2: A paz é interrompida freqüentemente por conflitos internacionais.*arg. 3: O meio ambiente encontra-se ameaçado por sério desequilíbrio ecológico.

Texto definitivo

Chegando ao terceiro milênio, o homem ainda não conseguiu resolver os graves problemas que preocupam a todos, pois existem populações imersas em completa miséria, a paz é interrompida freqüentemente por conflitos internacionais e, além do mais, o meio ambiente encontra-se ameaçado por sério desequilíbrio ecológico.
Embora o planeta disponha de riquezas incalculáveis – estas, mal distribuídas, quer entre Estados, quer entre indivíduos – encontramos legiões de famintos em pontos específicos da Terra. Nos países do Terceiro Mundo, sobretudo em certas regiões da África, vemos com tristeza, a falência da solidariedade humana e da colaboração entre as nações.
Além disso, nesta últimas décadas, temos assistido, com certa preocupação, aos conflitos internacionais que se sucedem. Muitos trazem na memória a triste lembrança das guerras do Vietnã e da Coréia, as quais provocaram grande extermínio. Em nossos dias, testemunhamos conflitos na antiga Iugoslávia, em alguns membros da Comunidade dos Estados Independentes, sem falar da Guerra do Golfo, que tanta apreensão nos causou.
Outra preocupação constante é o desequilíbrio ecológico, provocado pela ambição desmedida de alguns, que promovem desmatamentos desordenados e poluem as águas dos rios. Tais atitudes contribuem para que o meio ambiente, em virtude de tantas agressões, acabe por se transformar em local inabitável.
Em virtude dos fatos mencionados, somos levados a acreditar que o homem está muito longe de solucionar os graves problemas que afligem diretamente uma grande parcela da humanidade e indiretamente a qualquer pessoa consciente e solidária. É desejo de todos nós que algo seja feito no sentido de conter essas forças ameaçadoras, para podermos suportar as adversidades e construir um mundo que, por ser justo e pacífico, será mais facilmente habitado pelas gerações vindouras.
Observe:
Se vocês seguirem a orientação dada pelo esquema, desde o 1º parágrafo, verão que não há como se perder na redação, nem fazer a introdução maior que o desenvolvimento, já que a introdução apresenta, de forma embrionária, o que será desenvolvido no corpo do texto. E lembre-se de que a conclusão sempre retoma a idéia apresentada na introdução, reafirmando-a, apresentando propostas, soluções para o caso apresentado. Com essa noção clara, de estrutura de texto, também é possível melhorar o seu desempenho nas provas de compreensão e interpretação de textos.
Eliminação do candidato:
Seu texto poderá ser desconsiderado nas seguintes situações:
- ultrapassagem do limite máximo de linhas ou inferior ao mínimo estabelecido;
- ausência de texto: quando o candidato não faz seu texto na FOLHA PARA O TEXTO DEFINITIVO.
- fuga total ao tema: analise cuidadosamente a proposta apresentada. Estruture seu texto em conformidade com as orientações explicitadas no caderno da prova discursiva.
- registros indevidos: anotações do tipo “fim” , “the end”, “O senhor é meu pastor, nada me faltará” ou recados ao examinador, rubricas e desenhos.

"Conhecimento e leitura de mundo é a base para um bom texto"

domingo, 1 de março de 2015

A Gênese da Corrupção

Opinião: A gênese da corrupção

Do Jornal Eletrônico Gente de Opinião
* Antonio Almeida
Quando se tenta falar sobre corrupção, no sentido “lato” da palavra ou na sua forma etimológica do vocábulo, não tem como não se deparar como sendo a quebra de um estado funcional e organizado, com a participação humana, de forma direta ou indireta, podendo se manifestar de diversas maneiras, a partir de um suborno, intimidação, ameaça, chantagem, extorsão e abuso de poder econômico.
              
               A famosa mala preta para  transportar os frutos da corrupção.

O vocábulo corrupção vem do latim, com a forma corruptus, que traduz a quebra de pedaço, enquanto o verbo corromper tem o significado de se tornar pútrido, podre, estragado.
Para estudos formais e bibliográficos, a corrupção pode ser definida como a tomada do poder ou da autoridade e através deste instrumento obter vantagens pessoais ou fazer uso do erário público para construir patrimônio particular, beneficiar familiares, amigos, pessoas de seu círculo de trabalho, de negócios e de amizades, em detrimento de outros.

Hoje, em nossos dias de maior incidência de corrupção, a cobrança de propina (dinheiro) está arraigado nos hábitos do serviço público, em quase todos os níveis, como justificativas comuns “para agilizar os trâmites burocráticos e administrativos”, reduzir e perdoar multas e mesmo para desenterrar processos ou até para cortar a fila para análise de documentos, dar parecer em processos e, posterior, efetivação de seus respectivos pagamentos.

A corrupção se apresenta com diversos disfarces e pode ter as seguintes caras e interfaces: suborno; extorsão; fisiologismo; nepotismo; clientelismo; corrupção ativa, corrupção passiva e peculato, dentre outros, passando pelo bulling na educação, profissional-empresarial, administrativo, jurídico, sexual e podendo, até, incluir neste contexto, o contrabando de recursos naturais renováveis e não renováveis, produtos in natura, manufaturado, a biopirataria de animais e vegetais oriundos da biodiversidade, do tráfico de seres humanos para exploração sexual, para comercialização de órgãos humanos para o transporte e a realização do narcotráfico, em níveis nacional e internacional, em diversas formas.

A corrupção sempre favorece e beneficia uma camada social imediatamente superior, em detrimento dos segmentos sociais inferiores, afetando diretamente os mais pobres, quase sempre deixando sequelas incicatrizáveis como se pode ilustrar:
  • sempre que se elege um político corrupto, este coloca seus amigos  nos cargos de confiança e a roubalheira ocorre, a quatro mãos, e toda a população sofre as consequências, com sequelas em todos os níveis sociais;
     
  • toda vez que a empreiteira superfatura a construção do prédio da escola, o aluno fica fora da sala de aula e, depois, dentro dos presídios;
     
  • quando uma obra é paga e, logo em seguida, é paralisada algo deve ter acontecido — ou os políticos receberam propinas e o empreiteiro ficou descapitalizado — aí é quando a empreiteira, normalmente, solicita um termo aditivo para a conclusão dos serviços contratados e, quando isto não acontece, ou a obra permanece inacabada, em detrimento da população ou o Poder Público faz uma nova licitação, implicando em custos adicionais e o bolso da população é quem paga a conta, exceto em casos muito raros;
     
  • sempre que o empresário  superfatura o preço da merenda escolar para dar propina ao político, uma centena de milhares de crianças ficam sem alimentação e passa a ocorrer a desnutrição acentuada e com baixo rendimento escolar;
     
  • quando o livreiro superfatura o preço do livro escolar para pagar a propina do político, o nível do ensino perde a qualidade e o resultado é a alta repetência, o baixo nível de aprendizado e o abrupto índice de deserção nas escolas;
     
  • quando o executivo da saúde superfatura o preço do remédio e do serviços de transporte da rede pública, o paciente enfermo fica sem leito, sem assistência médica, sem medicamento e fica jogado no corredor do hospital.
Nos países ditos democráticos, como é o caso do Brasil, o método de corrupção mais próximo ao cidadão comum é aquele praticado com os instrumentos utilizados por meios políticos, na própria elaboração das leis que deixam brechas, como mecanismos que possibilitam a materialização das licitações fraudulentas e de transações comerciais, nas contratações de aquisição de bens e de serviços  quase sempre com superfaturamentos.

A modernidade globalizada chegou com muita velocidade aos nossos dias e teve a capacidade de se tecnificar, utilizando-se de mecanismos sofistificados, executados com eficiência e eficácia, planejados e praticados em conjunto com uma gama de tecnologia disponivel no mercado — sob o dominio dos hackers, individuos que elaboram e modificam software e hardware de computadores —,  ao alcance da mão, e capaz de praticar verdadeiros furtos e assaltos cibernéticos e presenciais, bilionários, através da ‘competência” de um cérebro treinado e trabalhado para o exercício de façanhas inimagináveis e, até então, impossíveis de serem executadas.

Atualmente existe o Índice de Percepções de Corrupção e este método pode ser publicado anualmente pela Transparência Internacional que mede a percepção da corrupção política em vários países do mundo.
De acordo com esta entidade criada “O Índice de Percepções de Corrupção” o  método empregado faz  a avaliação e podem ser utilizados questionários  com números que variam de 0 a 10, informando que não existe pais com corrupção zero e nem corrupção perfeita de 100%, e identificaram a Finlândia alcançando a  nota máxima de 9,7 e ocupa o 1º lugar no ranking mundial, enquanto o  Brasil atingiu o 54° lugar na classificação, com coeficiente de 3,9 quando sua margem de confiança é de 37-41%.

O Governador Confúcio Moura plotou neste 1 de julho de 2011, no BLOG DO CONFÚCIO, que ele está tentando estudar o mundo da tecnologia da informação para inventar um aparelho para ler o pensamento: o PENSAMENTÔMETRO e o outro aparelho que já está quase pronto: o MENTIRÔMETRO e avisou que oBill GATES — que se cuide, embora sabendo que a fortuna do homem da Microsoft é de     U$ 59 bilhões de dólares.

Eu, Antônio de Almeida, em ESPINHA NA GARGANTA, após ler as notícias sobre corrupção, nos últimos dias em Porto Velho, e escrever esta matéria sobre A GÊNESE DA CORRUPÇÃO, estou anunciando, também, em primeira mão, que vou me tornar um próspero inventor de um aparelho com o nome de CORRUPTÕMETRO, capaz de medir, com exatidão, quantos milhões de reais ou quantas notas verdinhas de U$ 100 dólares aquele cidadão, corrupto e honesto, identificado por esta máquina desviou dos cofres públicos para os paraísos fiscais ou estão investidos em empresas e imóveis, com as propinas recebidas das empreiteiras e dos demais serviços prestados, com uma simples entrevista.

Este aparelho já irá nascer patenteado ai, sim, em vou superar a fortuna de Carlos SLIM, o homem das Telecomunicações – AMÉRICA MOVIL, incluindo aClaro Telefonia e o Jornal The New York Time – com uma fortuna avaliada de 74 bilhões de dólares, considerado pela Revista Forbes, no Ranking de 2011, como o homem mais rico do mundo.
Qual seria a maneira mais rápida de se tornar o homem mais rico do mundo?
  1. Com a patente do CORRUPTÔMETRO?
  2. Cobrar 50% das propinas dos corruptos identificados?
  3. Produzir réplicas do CORRUPTÕMETRO para comercializar?
  4.  
Façam seus comentários e mandem suas respostas.           
Tenham uma boa leitura e uma ótima reflexão.
 Para contrapor as nossas posições, o (a) eleitor (a) ou o (a) leitor (a) pode utilizar os seguintes contatos:
Twitter: @aasalmeida
Celular: (69) 8111-9492 e (69) 8446-1730
*Antônio de Almeida Sobrinho é Engenharo de Pesca e

Mestre em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente.