domingo, 27 de dezembro de 2009

AOS NOSSOS LEITORES

Dentro de alguns dias, um Ano Novo vai chegar a esta estação. Se não puder ser o maquinista, seja o seu mais divertido passageiro. Procure um lugar próximo à janela desfrute cada uma das paisagens que o tempo lhe oferecer, com o prazer de quem realiza a primeira viagem. Não se assuste com os abismos, nem com as curvas que não lhe deixam ver os caminhos que estão por vir.

Procure curtir a viagem da vida, observando cada arbusto, cada riacho, beirais de estrada e tons mutantes de paisagem. Desdobre o mapa e planeje roteiros. Preste atenção em cada ponto de parada, e fique atento ao apito da partida. E quando decidir descer na estação onde a esperança lhe acenou não hesite: Desembarque nela os seus sonhos...

Desejo que a sua viagem pelos dias do próximo ano, seja de PRIMEIRA CLASSE!!!!!

Feliz Ano-Novo!!!!

sábado, 26 de dezembro de 2009

Fique Ligado!!!!

Governo pretende facilitar matrícula do Prouni


O MEC (Ministério da Educação) pretende fazer uma matrícula simplificada para alunos do Prouni (Programa Universidade para Todos), dispensando inicialmente a apresentação de documentos, como comprovante de renda e certificado de conclusão de curso em escola pública. A medida seria uma saída ao cronograma apertado, provocado pelo cancelamento do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Entre divulgação da nota do Enem, seleção do aluno pelo ProUni e matrícula nas instituições de ensino haveria menos de um mês.O Prouni é um programa criado pelo governo federal que dá milhares bolsas em universidades privadas para alunos de escolas públicas e com renda baixa. Em troca, elas ganham isenção de impostos. A nota do Enem é usada como seleção para a bolsa. "Seria uma espécie de pré-matrícula: o aluno assina um documento em que se compromete a, numa segunda etapa, apresentar os quesitos necessários", explicou a secretária de Educação Superior do MEC (Ministério da Educação), Maria Paula Dallari Bucci.Maria Paula acredita que os prazos com os quais o MEC está trabalhando serão suficientes para garantir que alunos do ProUni se matriculem nas instituições sem prejuízo ao ano letivo. O resultado do Enem será divulgado até o dia 5 de fevereiro. Do dia 8 em diante, será feita a seleção para verificar em que faculdade o candidato poderá se inscrever. "Acreditamos que até o fim de fevereiro, pelo menos 80% dos alunos já estarão selecionados", afirmou.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

CARTÃO ENEM

GALERA SÃO MUITAS AS RECLAMAÇÕES DE QUEM NÃO RECEBEU O CARTÃO DE INSCRIÇÃO DO ENEM.ENTREM NO SITE DO ENEM :

http://sistemasenem2.inep.gov.br/enemLocalProva/

CLICK EM "LOCAL DE PROVA" E ATRAVÉS DE SEU CPF IDENTIFIQUE O LOCAL EM QUE VAIS FAZER,IMPRIMA E LEVE JUNTO A CARTEIRA DE IDENTIDADE NO DIA DA PROVA.ESSE DOCUMENTO EQUIVALE AO CARTÃO DE INSCRIÇÃO NÃO RECEBIDO. BOA PROVA GALERA!!!!!!!!

P.S.:APROVEITE E LEIA AS ÚLTIMAS DICAS ABAIXO.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

últimas dicas para enem 2009

Últimas dicas para o Enem 2009

Segundo o Inep e o MEC, na correção da prova do Enem deste ano, será usado o sistema TRI, a Teoria de Resposta ao Item. O programa foi desenvolvido pelo MEC em parceria com estudantes que toparam fazer testes para a prova. Pelo desempenho desses alunos, as questões foram classificadas entre fácil, intermediária e difícil. "Esse tipo de correção está sendo prometido, mas nada é garantido", afirma Mateus Prado, presidente do Instituto e Cursinho Henfil. Segundo o professor, o sistema não faz grande diferença na nota final, pois as probabilidades de um estudante acertar várias questões no chute é muito baixa.Para não cair na armadilha do palpite, é preciso fazer uma prova equilibrada: acertar a maioria das questões fáceis e pontuar em algumas intermediárias para ter peso maior nas questões difíceis, o que dependerá dos acertos anteriores.Confira abaixo as dicas para cada uma das 29 competências que o Enem irá cobrar na prova do próximo fim de semana.
CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS
Competência 1
Cultura e Identidade
Assista ao documentário "O Povo Brasileiro", baseado na obra de Darcy Ribeiro, e compreenda melhor a formação da identidade da população do Brasil.
Competência 2
Geopolítica
Em um atlas, identifique os principais países de cada continente e localize as regiões onde acontecem conflitos relacionados a disputas de território.
Competência 3
O Estado e o Direito
Procure conhecer melhor as principais instituições do executivo, legislativo e judiciário brasileiro. Também é fundamental identificar organismos internacionais como, por exemplo, os ligados à ONU, BRIC's e OMC podem aparecer na prova.
Competência 4
Evolução Tecnológica, Revolução Comportamental
Assista ao documentário "Roger e Eu", do diretor Michael Moore, e relacione as mudanças na vida da população de Flint, nos EUA, com o comportamento das forças produtivas do local.
Competência 5
Cidadania e Democracia
Assista o documentário "Sicko - SOS Saúde", do diretor Michael Moore, sobre o sistema de saúde americano e navegue pelos sites dos Repórteres Sem Fronteiras e do Mídia Independente.
Competência 6
O que estamos fazendo com a Terra?
Assista ao documentário "Uma Verdade Inconveniente" e navegue pelo site da WWF Brasil.

MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS
Competência 1
A matemática na vida dos povos
Analise a tabela do Campeonato Brasileiro e verifique quem tem chances de, na última rodada, ser campeão, classificar-se para a Copa Libertadores e ser rebaixado.
Competência 2
As formas da vida, Geometria da realidade

Selecione um cômodo da sua casa e imagine que irá trocar o piso. Escolha um modelo de azulejo e calcule quantos são necessários para fazer a reforma.
Competência 3
Medidas da Realidade
Conheça o Sistema Internacional de Medidas e os principais instrumentos de medição.
Competência 4
Variação de grandeza, porcentagem e juros

Revise regra de três e cálculo de juros simples e compostos. Calcule quanto de dinheiro terá se você depositar 200 reais por mês na poupança com rendimento de 0.5% ao mês.
Competência 5
Álgebra
Em livros do escritor Malba Tahan procure acompanhar o raciocínio do autor e resolver as situações problemas propostas.
Competência 6
Gráficos e Tabelas
Leia gráficos e tabelas de bons jornais e revistas. Faça um texto com as suas percepções e análises da situação retratada e das tendências que mostra este material. Depois, compare suas conclusões no texto do jornal ou revista.

CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
Competência 1
A ciência no dia a dia
No filme "O Jardineiro Fiel" você pode analisar como a ciência influencia na vida cotidiana.
Competência 2
Circuitos Elétricos e Consumo Racional
Visite sites de análise e comparação de produtos. Você encontra isto, entre outros lugares, no "Inmetro" e na "Pró-Teste". No site Show de Física, da UNESP, há orientações sobre alguns experimentos. Verifique se você consegue seguir as instruções e realizar os experimentos propostos.
Competência 3
Degradação, Conservação Ambiental e Ciclo da Água
Assista o documentário "O mundo segundo a Monsanto". Procure conhecer o ciclo da água e imagine o que pode acontecer a esse ciclo com a intervenção do homem, como, por exemplo, a construção de uma hidrelétrica, o desmatamento, a poluição de rios com óleo de cozinha e o tratamento com agrotóxicos de plantações em lugares com água subterrânea.
Competência 4
Genética e Saúde Pública
A Escola Paulista de Medicina, da Unifesp, mantém um site com cursos virtuais. Entre, vá até a página do curso de Genética e entenda os princípios básicos desta área do conhecimento.
Competência 5
As Ciências Naturais na Vida Cotidiana
Lendo o texto "Confesso que estou vivo", do sociólogo Hebert de Souza, você pode entender melhor como novas descobertas das ciências naturais mudam a vida das pessoas.
Competência 6
Fenômenos Físicos
Apesar de o Enem estar preocupado com sua interpretação sobre processos de geração, transformação e uso de energia, será importante o domínio das etapas de geração de cada tipo de fonte energética. Faça uma tabela colocando tipos energia, qual o processo de geração de cada uma delas e suas vantagens e desvantagens sociais e ambientais.
Competência 7
Fenômenos Químicos
No site www.cdcc.sc.usp.br, mantido pela USP, você pode ter contato com os princípios da química.
Competência 8
Biodiversidade, Ética em Pesquisa e Saúde Pública
Procure ter acesso à "Agenda 21 Global" e à "Agenda 21 Brasileira". Depois assista ao filme "Não Matarás", do Instituto Nino Rosa.

LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS
Competência 1
Quem não se Comunica, se "Trumbica"
No blog asmelhorespropagandas.blogspot.com você encontra algumas peças publicitárias interessantes. Em cada uma delas relacione como a junção da linguagem verbal e da linguagem visual foi fundamental para que a mensagem do anunciante fosse compreendida.
Competência 2
Língua Estrangeira Moderna
Não será cobrada esse ano.
Competência 3
Linguagem Corporal
Consulte o Blog Mulherão. O Enem pede que o aluno compreenda que a concepção de beleza é uma construção cultural e midiática.
Competência 4
A Arte Expressando Idéias e Emoções
Pesquisar e montar um quadro com os principais artistas brasileiros (músicos, escultores, pintores) nas diferentes épocas e com as influências que eles receberam.
Competência 5
Literatura
Procure conhecer as fases da literatura portuguesa e da brasileira.
Competência 6
O Texto, seu Contexto e sua Função
Buscar textos não verbais, como charges, de preferência antigas. Procure saber o que era necessário saber para entender a charge.
Competência 7
Opiniões e Ponto de Vista
Procure editorias e artigos de opinião dos jornais e compare os diferentes pontos de vista neles expressos. Liste os argumentos usados pelos autores.
Competência 8
Diversidade Linguística
Procure o texto e o áudio, na internet, do conto "Matuto no Cinema", do poeta Jessier Quirino. Discuta com amigos e professores a diversidade linguística característica das culturas.
Competência 9
Tecnologias da Comunicação

Procure diversas opiniões sobre o futuro da mídia impressa e do livro impresso e discuta com seus amigos se eles acabarão um dia.
Fonte: Agora São Paulo

Prova do Enem exige saber "ler" gráficos e tabelas

Os candidatos que vão fazer o Enem neste final de semana deverão estar preparados para encarar, nas 180 questões que os aguardam, interpretação de texto, além de muita leitura de gráficos e tabelas.Esses três elementos serão a espinha dorsal da prova, afirma Matheus Prado, presidente do Instituto Henfil. "Eles aparecerão transversalmente em todas as provas", que, segundo Prado, convidarão o aluno a "resolver problemas da vida real".É por isso que a redação é sempre sobre um tema atual e socialmente relevante, afirma a professora de língua portuguesa Célia Passoni, do Etapa.Na prova que vazou, por exemplo, o candidato deveria escrever sobre a valorização do idoso. Para Passoni, no Enem, os alunos devem se preocupar especialmente em demonstrar posicionamentos "politicamente corretos". "Não se pode nunca desrespeitar os direitos humanos [ao escrever a dissertação, por exemplo]", alerta a professora.Com uma prova num modelo tão diferente dos moldes tradicionais dos vestibulares, a dica para a reta final de Silvio Freire, coordenador de ensino médio do colégio Santa Maria, é refazer provas anteriores e investir em matérias de que o aluno não gosta. "Se o aluno já vai bem numa matéria, nos últimos dias ele tem pouco a crescer na sua nota nessa disciplina. Mas, se ele se dedicar às de que não gosta tanto, o proveito será maior."O fato de as questões serem contextualizadas, lembra Prado, traz uma consequência direta à prova: os textos se tornam mais longos e, com isso, o exame fica mais cansativo.É justamente o tamanho da prova que assusta Felipe de Oliveira Verde Selva, 19, aluno do Intergraus. "Para mim, o maior desafio é o cansaço. São dez horas de prova", reclama o estudante, referindo-se à soma dos tempos dos dois dias de prova.Felipe faz vestibular para engenharia civil e pretende obter uma pontuação que o ajude a conseguir uma vaga na UFSCar --no vestibular da instituição, o Enem vale 50% da nota.TempoA corrida contra o relógio é apontada pelos professores como uma das maiores dificuldades que o aluno terá.No primeiro dia de prova, serão menos de três minutos por questão. No total, são 270 minutos para 90 questões, mas ainda deve ser considerado o tempo - ao menos 30 minutos - de passar as respostas para o cartão-resposta.Já no segundo dia, o tempo que os alunos podem gastar em cada teste depende da estratégia adotada na redação.Se a redação foi feita, o tempo para cada questão é o mesmo do sábado.O MEC só vai liberar as provas e o gabarito do Enem no domingo, às 19h.

Créditos: Jornal Folha de S. Paulo

domingo, 29 de novembro de 2009

Brasil melhora na Economia mas Desigualdade persiste

A mais abrangente pesquisa sobre a realidade brasileira feita antes da crise econômica mundial revela o retrato de um Brasil com economia estável, mais empregos e renda, mas que ainda convive com problemas de desigualdade social, falta de infraestrutura e analfabetismo.

Os dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), a mais completa e detalhada pesquisa domiciliar realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), foram coletados em setembro de 2008. O levantamento é importante porque serve tanto para avaliar resultados de políticas públicas no país quanto para planejar o futuro, destinando investimentos de acordo com áreas que merecem maior atenção do governo. No balanço geral, a pesquisa revelou aumento de brasileiros no mercado de trabalho e crianças matriculadas na escola. Por outro lado, temos ainda problemas como analfabetismo, falta de saneamento básico (um em cada quatro lares brasileiros não possui rede de esgoto), trabalho infantil (reduziu 3,3% entre crianças de 5 a 13 anos, mas 993 mil ainda trabalham) e baixo acesso à internet (5,3 acessos em cada 100 mil habitantes, contra uma média de 30 em países da Europa).

Com respeito à população, a Pnad apresentou pelo menos dois dados novos. Pela primeira vez, a taxa de fecundidade atingiu o menor nível, com 1,89 filho por mulher, resultado de uma população mais bem informada sobre métodos contraceptivos e do acesso da mulher ao mercado de trabalho. Outro dado importante é que, pela primeira vez na história, mais da metade da população (50,6%) dos habitantes se declara parda ou preta, o que pode ser consequência de ações afirmativas da condição racial.

Mercado de trabalho
Mesmo não refletindo os efeitos da crise econômica mundial, os dados mais positivos da Pnad mostram que, no ano passado, o Brasil estava no ápice dos avanços econômicos (considerando um período de cinco anos). É uma importante constatação porque confirma a estabilidade econômica do país, que passou - até quase a metade da década de 1990 - por sucessivos planos, alterações na moeda e inflação em alta. O equilíbrio financeiro e monetário atrai investimentos e possibilita uma melhor distribuição de renda. De acordo com a pesquisa, o número de empregos formais registrou aumento de 7,1%, o maior desde 2001, o que corresponde a 2,1 milhões de pessoas a mais com carteira assinada. Isso representa mais brasileiros sindicalizados, contribuindo com a Previdência Social. A redução da taxa de desemprego foi a menor desde 1996, passando de 8,2%, em 2007, para 7,2% no ano passado. São 2,5 milhões de ocupados a mais no país. Já a renda média do trabalhador era de R$ 1.041 em 2008, menor do que uma década atrás: R$ 1.074 em 1998. Porém, segue uma escala contínua de aumento de renda nos últimos nove anos, o que é um bom indicativo. A renda média dos domicílios, que incluem todos brasileiros, não somente os que estão empregados, apontou um crescimento de 2,8%, passando de R$ 1.915, em 2007, para R$ 1.968, mantendo também um ritmo de crescimento. Os dois dados juntos - principalmente a renda domiciliar - significam uma melhoria na condição de vida da população mais pobre e maior acesso a bens de consumo.


Distribuição de renda
Se a parcela mais pobre da população tem mais dinheiro no bolso, seria natural que se esperasse uma redução da distância que a separa dos brasileiros mais ricos, o que de fato aconteceu. Ainda assim, a desigualdade social é vergonhosa. Em 2008, a parcela 10% mais rica da população brasileira concentrava 42,7% dos rendimentos do trabalho (43,3% em 2007), enquanto os 10% mais pobres ficaram com 1,2% restante, contra 1,1% em 2007. Além disso, há desníveis entre as regiões do país. A região Centro-Oeste teve a maior renda média do trabalho, de R$ 1.261, influenciada pelo Distrito Federal e seus altos salários no funcionalismo público, ao passo que o Nordeste teve a menor, com R$ 685. São as regiões com maior desigualdade na distribuição de renda. A medida de desigualdade de um país é feita por meio do chamado coeficiente Gini (nome que se refere ao estatístico italiano Corrado Gini, que desenvolveu o cálculo em 1912). A medida varia de 0 a 1, onde 0 corresponde a uma situação em que todos têm a mesma renda e 1, a uma desigualdade total. Portanto, quanto menor o indicador, melhor. No rendimento médio do trabalho, o índice Gini no Brasil foi de 0,521, com queda de 0,007 ponto percentual em relação a 2007: 0,528. Na renda média dos domicílios, caiu de 0,521 para 0,515 em 2007 (0,006 ponto percentual). Avançamos, mas em ritmo lento.

Educação
Em educação, a taxa de escolarização cresceu, passando de 97% (o percentual de matriculados em 2007) para 97,5% em 2008, entre alunos de 6 a 14 anos, e de 82,1% para 84,1%, na faixa etária de 15 a 17 anos. Em números absolutos, caiu o número de jovens estudantes, o que se explica, segundo o IBGE, pelo envelhecimento da população. A despeito dos números positivos na educação, o país ainda tem 12,4% da população com 25 anos ou mais que não sabe ler nem escrever. Entre jovens entre 18 anos ou mais, a taxa é de 10,6%. O analfabetismo praticamente se manteve estável em 9,2%, em comparação com 2007 (9,3%). Em números absolutos, aumentou de 14,687 milhões para 14,736 milhões o número de analfabetos. O Nordeste tem a maior taxa de analfabetismo, de 17,7%. Programas sociais do governo, como o Bolsa Família - que beneficia famílias com renda mensal de até R$ 140, desde que os filhos estejam matriculados na escola -, assim como o aumento da renda, tiveram reflexos positivos na área da educação.

Conclusões
O resultado da Pnad, no geral, é favorável. Mais gente entrando no mercado de trabalho e o brasileiro ganhando mais são conquistas de boas políticas econômicas que controlaram a inflação e geraram aumento real do salário mínimo. No entanto, entraves como taxa de analfabetismo, desigualdade social, disparidade entre regiões mais pobres e mais ricas e falta de recursos básicos, como rede de esgoto, irão exigir maior comprometimento dos governantes com políticas públicas mais efetivas e menos eleitoreiras. A próxima pesquisa da Pnad, feita em setembro de 2009 para ser divulgada em 2010, deve apresentar um diferencial: o impacto da crise econômica no Brasil.
Fonte: Uol Educação

Muro de Berlim - 20 anos depois

Há 20 anos, a queda do Muro de Berlim (1961-1989) abriu caminho para a reunificação da Alemanha, acelerou o fim dos regimes comunistas no Leste Europeu, colocou um ponto final na Guerra Fria (1945-1989) e foi um dos fatores que contribuíram para o surgimento do mundo globalizado.

Durante 28 anos, o muro foi o maior símbolo da divisão do planeta em dois blocos, o capitalista e o socialista. A disputa entre os Estados Unidos e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) envolveu quase todo o mundo em guerras, golpes de Estado, corrida armamentista e ameaças de conflito nuclear. Por fim, o colapso dos regimes comunistas abriu espaço para reformas e protestos populares. O ápice desse processo foi a derrubada do Muro de Berlim na noite de 9 de novembro de 1989. Os próprios berlinenses ajudaram a demolir a construção, que representava a opressão dos governos totalitários do século 20.

Cortina de FerroTudo começou no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). A Alemanha foi dividida em duas zonas políticas, econômicas e ideológicas distintas. Em 1949, as áreas controladas pelos Aliados (Estados Unidos, França e Reino Unido) formaram a República Federal da Alemanha, ou Alemanha Ocidental. No outro lado, sob domínio da URSS, foi instaurada a República Democrática da Alemanha (RDA), a Alemanha Oriental. A capital, Berlim, também foi separada em Ocidental e Oriental. Mas enquanto a Alemanha Ocidental progredia com a economia capitalista, o regime estatal da RDA dependia de empréstimos da vizinha para subsidiar serviços públicos e manter o setor industrial. Para os alemães orientais, a escassez de produtos básicos era tão comum quanto a falta de liberdades políticas e individuais. Por isso, eles fugiam para o lado ocidental, em busca de melhores oportunidades. O muro surgiu em 13 de agosto de 1961, por determinação do líder soviético Nikita Kruschev (1953-1964), como uma solução para as constantes escapadas de alemães, fato que ameaçava desestabilizar a RDA. Em média, mil refugiados por dia atravessavam a fronteira, que de início era composta apenas por fios de arames farpados e sem vigilância armada. Com o fechamento das fronteiras, a Alemanha Oriental, com seus 17 milhões de habitantes, virou uma verdadeira prisão. O muro tinha 3,60 metros de altura e 155 quilômetros de extensão. Guardas de fronteiras armados e com cães patrulhavam a edificação. Havia 302 torres de vigília, minas, fosso e casamatas com metralhadoras para impedir a aproximação de eventuais "turistas". Os guardas tinham ordens para atirar e matar qualquer pessoa que se arriscasse a romper a barreira. Pelo menos 192 foram mortos ao tentar pular o muro. Mil morreram na tentativa de atravessar outros pontos da fronteira. O muro também cortou redes de transportes, comunicação e esgotos. Famílias inteiras ficaram separadas por 28 anos, sem terem o direito a viajar para se reencontrarem. Para os comunistas, o projeto funcionou bem: enquanto 2,5 milhões de alemães orientais fugiram de 1949 a 1962, apenas 5 mil deixaram o país entre 1962 e 1989. Isolados no bloco oriental, os alemães eram vigiados pela polícia secreta, a Stasi, que coagia e subornava as pessoas para delatarem parentes e amigos acusados de subversão (como mostra o filme A vida dos outros, indicado abaixo). Para os europeus que cresceram à sombra do Muro de Berlim, não havia esperanças de que a situação mudasse.

Gorbatchev:
A ruína da economia e o consequente desgaste político do império socialista, no entanto, mudaram o cenário no final dos anos 1980. Nesse contexto, dois fatores foram preponderantes para a queda do muro: a ascensão do líder soviético Mikhail Gorbatchev (1985-1991), em 1985, e as reformas políticas na Hungria e na Polônia. Quando chegou ao poder, Gorbatchev viu que o regime não tinha mais condições de arcar com os altos custos da Guerra Fria. Os gastos militares consumiam as riquezas do país, cujas indústrias estavam tecnologicamente defasadas, e os bens de consumo eram inacessíveis à maior parte do povo. A única saída era a abertura, que ficou conhecida por dois nomes: a glasnost (transparência), de âmbito político, e a perestroika (reestruturação), na esfera econômica. O conjunto de medidas levaria, em 1991, à dissolução da URSS. Gorbatchev também se aproximou de líderes da Europa Ocidental e dos Estados Unidos. Entretanto, mais importante que a diplomacia externa foi a postura em relação aos países que viviam sob influência política e militar de Moscou. Eles teriam, dali por diante, que escolher as próprias trilhas para sair do labirinto a que o socialismo os conduzira. A posição do Kremlim foi decisiva para as mudanças, uma vez que todas as revoltas anteriores contra os Estados comunistas - Berlim (1953), Budapeste (1956), Praga (1968) e Varsóvia (1981) - foram esmagadas com ajuda das tropas soviéticas. Com o Exército Vermelho fora do jogo, a história seria diferente.

Eleições:
O primeiro movimento em direção à abertura aconteceu na Polônia. Naquele final dos anos 1980 o país estava em crise, com inflação crescente e um terço da população vivendo na pobreza. Para o governo, a saída encontrada foi negociar com o partido de oposição, o Solidariedade, que depois de sete anos na ilegalidade seria autorizado a participar de eleições parlamentares. O fundador do Solidariedade, Lech Walesa, ganhador do prêmio Nobel da Paz em 1983, tinha apoio e financiamento dos Estados Unidos e da Igreja Católica. Ele assinou um acordo com seu antigo algoz, o líder comunista Wojciech Jaruzelski, para viabilizar as eleições históricas de 6 de fevereiro de 1988, o primeiro pleito eleitoral livre no Leste Europeu desde o fim da Segunda Guerra Mundial. O resultado das urnas foi claro: os poloneses repudiavam os comunistas. Além disso, o pleito foi considerado limpo e a vitória da oposição foi aceita pelo Partido Comunista. Isso possibilitou a formação do primeiro governo não comunista na Europa Oriental pós-guerra. A Polônia provara para aos europeus que era possível derrubar ditaduras por vias democráticas, inclusive negociando com o inimigo.

Piquenique
Mas na Hungria, que passava por situação econômica e política semelhante à Polônia, os abalos seriam causados por forças internas. Partiu do próprio governo, mais especificamente do primeiro-ministro Miklós Németh (1988-1990) e seus aliados, a proposta de desmantelar o sistema comunista abrindo as fronteiras. No dia 2 de maio de 1989, o governo húngaro anunciou que, por motivos financeiros, não poderia mais manter a cerca eletrificada em sua fronteira com a Áustria. Foi o primeiro "buraco" aberto na Cortina de Ferro, pelo qual os alemães orientais poderiam escapar. Mesmo assim, não ocorreu a fuga em massa esperada. Os húngaros fizeram então uma nova tentativa com a promoção de um piquenique pan-europeu, na fronteira com a Áustria, em 19 de agosto do mesmo ano. Mais de 600 refugiados atravessaram as barreiras levantadas, no período de três horas em que ocorreu o evento. Políticos húngaros cortavam pedaços da cerca de arame farpado e distribuíam como souvenirs. Na última manobra, em 10 de setembro, a Hungria anunciou que as fronteiras seriam totalmente abertas. Assim, os alemães puderam fugir pela Hungria e, via Áustria, chegar até a Alemanha Ocidental. Foi o início da fuga em massa de alemães da RDA. Milhares debandaram para rever parentes, fazer compras, buscar empregos melhores ou simplesmente viajar ao exterior, coisa que até então eram proibidos de fazer.


Revolta popular
O abandono diário de milhares de cidadãos da Alemanha Oriental (25 mil num único final de semana) ameaçou o funcionamento de serviços básicos e acabou gerando uma crise no país. Os comunistas contra-atacaram bloqueando a passagem na fronteira com a antiga Tchecoslováquia. Parte dos alemães buscou refúgio na embaixada da República Federal da Alemanha em Praga, capital tcheca. No final de setembro, o governo de Erich Honecker (1971-1989) adotou uma segunda decisão equivocada. Ele transferiu, de trem, os refugiados da embaixada para a Alemanha Ocidental, passando por dentro da RDA. Os demais alemães orientais, revoltados com o fechamento da rota de fuga pela Hungria, amontoaram-se nas estações e foram reprimidos com violência pelas forças policiais. Os protestos cresceram por todo país e levaram, em outubro, à renúncia de Honecker, pressionado pelos membros do Partido Comunista. Egon Krenz, o segundo homem no partido, assumiu o poder e decidiu conceder passes livres para todos alemães da RDA que quisessem viajar ao exterior. O plano era liberar os passaportes a partir de 10 de novembro. Porém, o porta-voz do governo, Günter Schabowski, em pronunciamento na TV no final da tarde do dia 9, disse por engano que as novas regras valeriam "de imediato". Foi o suficiente para milhares de berlinenses correrem para o muro e exigirem a abertura dos portões. Então, por volta das 23h, guardas desorientados e sem ordens do alto escalão sobre como controlar o caos cederam à pressão dos manifestantes. O povo alemão comemorou, então, a vitória depois de 40 anos de bloqueio. Desse modo, foi derrubada a primeira peça do dominó socialista da Europa Oriental, que mudaria por completo o traçado geopolítico do mundo.

Fonte: Uol Educação

O Apagão

O blecaute que atingiu 18 estados e afetou 70 milhões de brasileiros entre a noite de 10 e a madrugada de 11 de novembro de 2009 foi considerado o mais grave nos últimos dez anos. O apagão, cujas causas são investigadas, também levantou suspeitas sobre eventuais falhas no sistema de distribuição de energia no país.

Energia elétrica é um dos fatores que garantem o desenvolvimento de uma nação. Dela depende o funcionamento da indústria, do comércio, das comunicações e do transporte. Além disso, nunca o ser humano esteve tão ligado a aparelhos eletrônicos para trabalho, estudo, lazer e convívio social. A pane que deixou boa parte do país às escuras durou entre quatro minutos, em Sergipe, e 7h17, no Rio de Janeiro. Os Estados mais afetados foram Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul. Outros tiveram blecaute apenas parcial. O Paraguai ficou meia hora sem energia. Somente em São Paulo, 41,8 milhões de pessoas ficaram sem luz, o que equivale a mais da metade do total de brasileiros atingidos pelo incidente. Em março de 1999, um blecaute abrangeu mais de 60% do território nacional, incluindo 10 estados. A causa teria sido a queda de um raio na subestação de energia elétrica da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) em Bauru (SP). Em 2001, a falta de chuvas e investimentos no setor trouxe risco de novos apagões. Por isso, o governo promoveu um racionamento de energia, suspenso em 2002. Com os reservatórios das usinas hidrelétricas cheios e a situação econômica estável, o país foi pego de surpresa pelo apagão da semana passada. O que o teria provocado? E por que o sistema de energia elétrica brasileiro continua vulnerável?

Como funcionaA energia elétrica no Brasil é gerada em usinas hidrelétricas, que aproveitam a água de rios, e termelétricas, movidas a diesel, óleo, gás, carvão ou biomassa. Ela é distribuída por linhas de transmissão até subestações e, depois, para as cidades. De acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a capacidade de produção no país é de aproximadamente 105,9 mil MW. Desse total, as hidrelétricas fornecem 75,2 mil MW (71%) e as termelétricas, 25 mil MW (23,6%). O modelo de distribuição adotado no país é chamado Sistema Interligado Nacional (SIN). Como o Brasil tem regiões com climas diversos, com períodos de secas e chuvas em diferentes regiões, as usinas são interligadas por meio de redes de transmissão. Assim, se um período de seca no Sul afetar a produção de uma hidrelétrica, a região Norte pode suprir a demanda com a produção de suas usinas. O SIN, em proporção, é único no mundo. Ele se divide em dois subsistemas: o Sul/Sudeste/Centro-Oeste e o Norte/Nordeste. Somente uma parcela da região Norte do país, que corresponde a 3,4% da capacidade de produção elétrica, não faz parte do SIN. Em tais localidades, a energia é gerada por termelétricas movidas a diesel, que são mais poluentes (emitem gás carbônico) e encarecem as contas de luz. O maior benefício do SIN, portanto, é a economia. Cidades do Nordeste, por exemplo, podem receber energia de usinas hidrelétricas do Sudeste no período de seca. Do mesmo modo, as termelétricas do Nordeste são acionadas quando há risco de faltar água nos reservatórios das hidrelétricas. Por outro lado, a conexão facilita a propagação de blecautes no sistema, num "efeito dominó". Uma pane em determinada estação pode se espalhar rapidamente para as demais, afetando todo o território nacional. Foi isso o que aconteceu no apagão de novembro de 2009.
CausasSegundo o Ministério de Minas e Energia, o blecaute ocorreu em razão de um curto-circuito que desligou três linhas de transmissão da hidrelétrica de Itaipu, por volta das 22h13 do dia 10 de novembro. Duas linhas ligam as subestações de Ivaiporã (PR) a Itaberá (SP) - e outra de Itaberá a Tijuco Preto (SP). Como o sistema nacional é interligado, a pane em Itaipu, que gera 19,3% de toda energia elétrica do país, levou ao desligamento das subestações. De acordo com o governo, a principal hipótese para a causa do curto-circuito nas linhas de transmissão teria sido a queda de raios. Havia fortes chuvas na região de Itaberá, na noite do apagão. A falha afetou o sistema de segurança que deveria impedir a queda das demais usinas e linhas de transmissão de energia. Quando há um problema em determinado ponto das linhas de transmissão, o sistema de segurança bloqueia o ramal e isola o blecaute, evitando o "efeito dominó". Como a energia continuou sendo transmitida, mesmo com a pane, Itaipu desligou para evitar sobrecarga. E como todo o sistema é conectado, isso afetou a subestação do Norte/Nordeste. Portanto, somente o relatório final das investigações irá atestar os motivos do incidente.

Soluções:
Para especialistas, a solução para evitar novos apagões seria melhorar a segurança. Isso poderia ser feito construindo linhas "reservas" ou descentralizando o sistema de geração e transmissão de energia elétrica. O problema é que isso encareceria os serviços e o consumidor acabaria pagando contas de valores mais altos. Ou seja, o brasileiro teria que arcar com as despesas de um sistema mais seguro. Outra saída envolve o investimento em energias alternativas, como solar ou eólica (dos ventos). Uma cidade que possuísse uma usina baseada nesses tipos de energia poderia manter a geração e distribuição de energia elétrica no caso de um apagão. A queda de investimentos no setor também teria contribuído para a fragilidade do sistema. De acordo com a ONG Contas Públicas, houve uma redução correspondente a 0,27% do Produto Interno Bruto (PIB), em 1999, para 0,13%, em 2008. O governo bloqueou também R$ 5,8 bilhões do orçamento de R$ 24 bilhões do Ministério de Minas e Energia para este ano, o que corresponde a 24,2% do total destinado ao setor elétrico. Em resumo, o sistema energético brasileiro é bom: gera energia limpa e econômica. Mas possui falhas que provocam apagões de tempos em tempos. Corrigir essas falhas exige mais investimentos, qualidade de gestão e políticas públicas, isto é, uma clara visão do governo do que precisa ser feito e de em quais áreas as verbas devem ser aplicadas.

Fonte: Uol Educação

sábado, 21 de novembro de 2009

ANATEL


Perfil Institucional



Segunda agência reguladora a ser criada no País, a Agência Nacional de Telecomunicações(Anatel)foi a primeira a ser instalada, em 5 de novembro de 1997. Concebida para viabilizar o atual modelo das telecomunicações brasileiras e para exercer as atribuições de outorgar, de regulamentar e de fiscalizar esse importante setor de infra-estrutura, a Anatel foi dotada de inovadora personalidade institucional.

Conforme a Lei Geral de Telecomunicações (LGT), Lei nº 9.472/1997, a Anatel é uma autarquia vinculada ao Ministério das Comunicações, mas administrativamente independente e financeiramente autônoma. Seu processo decisório caracteriza- se como última instância administrativa e suas decisões só podem ser contestadas judicialmente. A composição colegiada da direção superior da instituição favorece a transparência, a tomada de decisões por seus membros e evita personalismos.

Essas características institucionais conferiram à Anatel condições de liberdade, de agilidade, de autonomia e de dinamismo no cumprimento de suas atribuições, mesmo tempo em que lhe permitiram dar respostas rápidas a questões operacionais, estruturais e administrativas. Coube à Anatel preparar todos os regulamentos que balizaram a privatização das empresas estatais do Sistema Telebrás, ocorrida em julho de 1998, e desenvolver o esforço de regulação que preparou nosso País para receber os investimentos e a tecnologia que elevaram as telecomunicações brasileiras, nos anos recentes, a patamares comparáveis aos experimentados por países mais desenvolvidos.

Ao longo de seus nove anos de existência e como comprovam fatos e números desta prestação de contas à sociedade, desenvolveu a Agência, com a dedicação de seus servidores, amplo trabalho com foco em sua missão de:

Promover o desenvolvimento das telecomunicações do País de modo a dotá-lo de uma moderna e eficiente infra-estrutura de telecomunicações, capaz de oferecer à sociedade serviços adequados, diversificados e a preços justos, em todo o território nacional.”

Ao apoiar suas atividades nos princípios da universalização e da competição, dois dos pilares de sustentação do atual modelo das telecomunicações brasileiras, a tem como objetivo finalístico corresponder às necessidades e aos direitos dos consumidores, em todos os estratos sociais, mesmo nos pontos mais isolados do território nacional. Afinal, é dever do Poder Público favorecer o desenvolvimento social econômico, contexto em que as telecomunicações desempenham relevante papel como componente de infra-estrutura.

Missão, atribuições e características

A missão da Anatel é promover o desenvolvimento das telecomunicações do País de modo a dotá-lo de uma moderna e eficiente infra-estrutura de telecomunicações, capaz de oferecer à sociedade serviços adequados, diversificados e a preços justos, em todo o território nacional.

Autarquia especial criada pela Lei Geral de Telecomunicações Lei 9.472, de 16 de julho de 1997), a Agência é administrativamente independente, financeiramente autônoma, não se subordina hierarquicamente a nenhum órgão de governo - suas decisões só podem ser contestadas judicialmente. Do Ministério das Comunicações, a Anatel herdou os poderes de outorga, regulamentação e fiscalização e um grande acervo técnico e patrimonial. Compete à Agência adotar as medidas necessárias para o atendimento do interesse público e para o desenvolvimento das telecomunicações brasileiras, atuando com independência, imparcialidade, legalidade, impessoalidade e publicidade.

Dentre as atribuições da Anatel, merecem destaque:
*implementar, em sua esfera de atribuições, a política nacional de telecomunicações;
*expedir normas quanto à outorga, à prestação e à fruição dos serviços de telecomunicações no regime público;

*administrar o espectro de radiofreqüências e o uso de órbitas, expedindo as respectivas normas;
*expedir normas sobre prestação de serviços de telecomunicações no regime privado;
*expedir normas e padrões a serem cumpridos pelas prestadoras de serviços de telecomunicações quanto aos equipamentos que utilizarem;
*expedir ou reconhecer a certificação de produtos, observados os padrões e normas por ela estabelecidos;
*reprimir infrações dos direitos dos usuários; e exercer, relativamente às telecomunicações, as competências legais em matéria de controle, prevenção e repressão das infrações da ordem econômica, ressalvadas as pertencentes ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

fONTE: pORTAL DA ANATEL

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

AOS VESTIBULANDOS 2009

AS 7 VERDADES DO BAMBU> (Pe. Léo)

Depois de uma grande tempestade, o menino que estava passando férias na casa do seu avô, o chamou para a varanda e falou:
- Vovô corre aqui! Explica-me como essa figueira, árvore frondosa e imensa, que precisava de quatro homens para balançar seu tronco se quebrou, caiu com o vento e com a chuva… este bambu é tão fraco e continua de pé?
- Filho, o bambu permanece em pé porque teve a humildade de se curvar na hora da tempestade. A figueira quis enfrentar o vento. O bambu nos ensina sete coisas. Se você tiver a grandeza e a humildade dele, vai experimentar o triunfo da paz em seu coração.

A primeira verdade que o bambu nos ensina, e a mais importante, é a humildade diante dos problemas, das dificuldades. Eu não me curvo diante do problema e da dificuldade, mas diante daquele, o único, o princípio da paz, aquele que me chama, que é o Senhor.>>

Segunda verdade: o bambu cria raízes profundas. É muito difícil arrancar um bambu, pois o que ele tem para cima ele tem para baixo também. Você precisa aprofundar a cada dia suas raízes em Deus na oração.>>

Terceira verdade: Você já viu um pé de bambu sozinho? Apenas quando é novo, mas antes de crescer ele permite que nasça outros a seu lado (como no cooperativismo). Sabe que vai precisar deles. Eles estão sempre grudados uns nos outros, tanto que de longe parecem com uma árvore. Às vezes tentamos arrancar um bambu lá de dentro, cortamos e não conseguimos. Os animais mais frágeis vivem em bandos, para que desse modo se livrem dos predadores.>>

A quarta verdade que o bambu nos ensina é não criar galhos. Como tem a meta no alto e vive em moita, comunidade, o bambu não se permite criar galhos. Nós perdemos muito tempo na vida tentando proteger nossos galhos, coisas insignificantes que damos um valor inestimável. Para ganhar, é preciso perder tudo aquilo que nos impede de subirmos suavemente.>>

A quinta verdade é que o bambu é cheio de “nós” (e não de eu’s). Como ele é oco, sabe que se crescesse sem nós seria muito fraco. Os nós são os problemas e as dificuldades que superamos. Os nós são as pessoas que nos ajudam, aqueles que estão próximos e acabam sendo força nos momentos difíceis. Não devemos pedir a Deus que nos afaste dos problemas e dos sofrimentos. Eles são nossos melhores professores, se soubermos aprender com eles.>>

A sexta verdade é que o bambu é oco, vazio de si mesmo. Enquanto não nos esvaziarmos de tudo aquilo que nos preenche, que rouba nosso tempo, que tira nossa paz, não seremos felizes. Ser oco significa estar pronto para ser cheio do Espírito Santo.>

Por fim, a sétima lição que o bambu nos dá é exatamente o título do livro: ele só cresce para o alto. Ele busca as coisas do Alto. Essa é a sua meta.>

SEJA COMO O BAMBU... Ele verga mais não quebra>>

UMA BOA PROVA,EM ESPECIAL AO TERCEIRÃO DO JBC!