terça-feira, 16 de setembro de 2014

Perda irreparável para Rondônia

EMMANOEL GOMES DA SILVA , PROFESSOR, HISTORIADOR E MEMBRO DA ACADEMIA VILHENENSE DE LETRAS,autor da coluna História de Rondônia 2 neste blog morreu na data de hoje deixando inúmeras dúvidas quanto a sua partida.Segundo a Folha de Vilhena foi encontrado morto em uma fazenda conforme matéria abaixo..


Urgente: Professor e historiador vilhenense é encontrado morto em fazenda

ALAN SOUZA 16 DE SETEMBRO DE 2014 3
Notícia acaba de ser confirmada e deixa parte da população vilhenense entristecida 
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Na foto interpretando um de seus poemos em momento de lazer com os amigos.
O professor e historiador Emmanuel Gomes foi encontrado sem vida em uma fazenda que pertence a amigos entre as cidades de Vilhena e Pimenta Bueno, de acordo com as primeiras informações, ele teria cometido suicídio, porém, ainda não foi realizada a perícia para que possa ser confirmada a causada da morte.
De acordo com amigos, Emmanuel estaria passando por problemas pessoais e estaria nessa fazenda para descansar, tanto que não compareceu ao trabalho na última segunda-feira, 15.
Emanuel além de professor, também era historiador e escritor, sendo autor dos livros: “A terra que se fez eldorado para todos os filhos”, “Porto Velho, a cidade erguida nos trilhos da esperança”, “Rondônia para concursos e vestibulares” e “  Um novo olhar sobre a história regional de Rondônia”.
Ele também estava envolvido com diversos movimentos artísticos na cidade de Vilhena, onde por diversas vezes recitou poesias em eventos artísticos.
Nossos sentimentos aos familiares...Foi-se o grande poeta,mas sua obra permanecerá para sempre na História de Rondônia. 

Fonte:http://www.folhadevilhena.com.br/urgente-professor-e-historiador-vilhenense-e-encontrado-morto-em-fazenda/ 

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Sesc Amazônia das Artes – Um show de talentos regionais em Porto Velho




Bado e Bando - No Quintal (RO)
A arte em um sentido amplo apresenta-se através de diversas formas como, a plástica, música, escultura, cinema, teatro, dança, arquitetura entre outras. O Sesc Rondônia vem apresentando na última semana um circuito de shows envolvendo música,dança,teatro em seus mais variados estilos que não fica nada a dever aos grandes espetáculos dos grandes centros do país,porém a falta de valorização da população local e da mídia em eventos como este é marcante e chama a atenção do pequeno grupo que frequenta esse tipo de evento e, a pergunta que não quer calar é: Por que não há divulgação suficiente para que o povo frequente,tendo em vista tratar-se de grandes espetáculos em horários acessíveis e de forma gratuita? 


Grupo Afrôs (MA)
O SESC é um caldeirão de cultura fervilhante e, o que se percebe são muitas pessoas dizendo que aqui não há eventos culturais, mas quando há, a chamada “elite” da cultura não se predispõe a prestigiar e nem a divulgar talentos que passam por aqui.Ou será que “cultura” em Porto Velho é somente “Flor-do-Maracujá”,”Expovel” e “carnaval fora de época” ? A arte não se restringe somente a isso,pois além de ser representada pelas formas mais populares,elas representam diferentes culturas e, é preciso que esse conhecimento chegue ao povo.Podemos citar por exemplo a participação do Grupo Inoromô do Maranhão que contou com a plateia da Escola João Bento trazendo uma energia contagiante num espetáculo indescritível e,que pelo entusiasmo da plateia se percebe como o desconhecimento faz com que não participem frequentemente desses eventos,porém observa-se que uma semente foi plantada e que muitos dos que ali estavam participarão mais ativamente dos próximos eventos.


Outro que fez um show foi o show arrebatador foi  Bado e Bando na abertura do evento dia 20/05. Além de ser um dos grandes talentos da terra o mesmo trouxe um show “No Quintal” de primeiríssima qualidade seguido no Domingo pelo Grupo Imbaúba do Amazonas com o Show “Vivo na Floresta”coordenado por Celdo Braga – exímio poeta da Amazônia.A região norte em suas nuances vem participando e mostrando as peculiaridades de sua região de forma fascinante, seja através do teatro,da dança ou da música.

Grupo Imbaúba (AM)


Participantes do Pará (Aldeotas – Lugar de Meórias),Mato Grosso (Tenho Flores nos Pés),do Amapá (O Curupira:um ser inesquecível) ,do Pará (A Onda Encantada), do Piauí (Luando),do Acre (As mulheres de Molière  e Origens) ,de Roraima (Carimbó Electro Seco) e de Tocantis (TO) ,se apresentaram e ainda se apresentarão no decorrer da semana fazendo todo circuito na região norte.O objetivo do SESC é “ difundir a arte que é produzida nesses Estados,arte que sugere reflexões não só sobre sua regionalidade, mas que expandem para o universal,tornando,então, possível o diálogo,troca de conhecimento sobre a arte produzida na Amazônia”.

A partir do dia 22/05 o SESC RONDÔNIA ainda apresentará a Mostra de Documentários no Audicine às 19:00h e entre eles um grande destaque aqui do Estado de Rondônia - BIZARRUS com a direção da grande jornalista Simone Norberto.

Os portovelhenses ainda podem conferir os espetáculos no decorrer desta semana  que ainda prometem encantar o público prestigiando esses grupos talentosos e ricos culturalmente no Sesc Esplanada a partir das 20:00h até o dia 20/05 e a Mostra de documentários do dia 22 a 24/05.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

BADO realiza show “No Quintal” na abertura da Mostra Sesc Amazônia das Artes



O cantor, compositor e instrumentista, Bado, realiza no próximo sábado (10/05) o show musical “No Quintal” na abertura da Mostra Sesc Amazônia das Artes que acontece de 10 a 20 de maio com atrações de todos os estados da região amazônica.

 O projeto desenvolvido pelo Sesc/Rondônia, terá sua abertura no Teatro I, com início previsto para às 20 horas e com entrada gratuita.

O Projeto Sesc Amazônia das Artes está em sua 7ª edição e visa difundir a produção artística dos Estados que compõem a Amazônia Legal. A criatividade, o fazer artístico e a troca de experiência estão explícitos no desenvolvimento do Sesc Amazônia das Artes que sugere reflexões não só sobre sua regionalidade, mas sobre o contexto universal, tornando assim, possível estabelecer diálogo com as produções da Amazônia.

O Show Musical “No Quintal” é formado pelo cantor e compositor, Bado; o guitarrista e violonista, Ronald Vasconcelos; o tecladista e flautista, Eric Botelho; o pianista e contrabaixista, Mauro Araújo e o baterista Junior Lopes. “No Quintal” é uma aproximação da música e da poesia com o universo do compositor recolhido às lembranças de mundos vividos na infância.

Para o instrumentista, o show “No Quintal” aporta-se num lugar onde os mitos e ritos compõem as histórias fincadas no barranco do tempo e do espaço de um povo que vive a cultivar os valores culturais contidos no quintal da Amazônia. “A apresentação deste show revela as travessias da vida, valorizando as lembranças guardadas na memória”, comenta o Compositor.

Histórico
Como uma instituição nacional, de caráter privado, mantida pelo empresariado do comércio de bens, serviços e turismo desde sua criação em 1946, o Sesc promove programas na área cultural que visam colaborar com a capacidade dos indivíduos de agirem e melhorarem a sua condição garantindo o bem estar e qualidade de vida, incentivando e difundindo a produção cultural. Confira a programação:

PROGRAMAÇÃO

10/05     " N0 QUINTAL "  -    BADO E BANDO    -  MÚSICA   (RO)
11/05     " VIVO NA FLORESTA " -     GRUPO INBAÚBA   -  MÚSICA  (AM)
12/05     TEATRO      "ALDEOTAS :  Um lugar de memórias"  -  GRUTA DE TEATRO (PA)
13/05     "TENHO FLÔRES NOS PÉS"  -   COMADANÇA  (MT)
14/05      "INOROMÔ"   -    GRUPO AFRÔS    - MÚSICA (MA)
15/05      "O CURUPIRA : Umser inesquecível"     -    TEATRO  (RO)
16/05      "A ONDA ENCANTDA"  -  TATI BENONE E YASH LUNA   -  DANÇA (PA)
17/05     "LUANDO"    -   JOSUÉ COSTA      -  MÚSICA  (PI)
18/05     "AS MULHERES DE MOLIÈRE" - Cia. Visse e Versa de Ação Cênica - TEATRO (AC)
19/05     "CARIMBÓ ELETRO SECO"  - BEN CHARLES E LOS THE OS  -  MÚSICA  (RR)
20/05     "ORIGENS "     -      NÓIS DA CASA   -    DANÇA  (AC)

Vale a pena Conferir!!!

Fonte: Edgar Melo


quarta-feira, 19 de março de 2014

Da criatividade à boa argumentação,tudo que NÃO pode faltar num texto

Como fazer um bom título? Há regra para argumentar com consistência? O que fazer quando se tem dúvidas gramaticais? Em grande parte dos vestibulares, a redação é parte importante da nota final obtida no exame. Por essa razão, mesmo quem gosta de escrever pode se sentir inseguro na hora de passar suas idéias para o papel. Embora não exista fórmula do texto perfeito, algumas dicas podem ser valiosas para ajudar tanto os vestibulandos a se dar bem nesta avaliação, quanto aqueles que precisam se aperfeiçoar.

Antes de mais nada, usar a criatividade é fundamental. Para alcançar este objetivo, o estudante deve se preocupar em ler bastante e de tudo um pouco. "O candidato deve conhecer sobre temas variados. A leitura é essencial neste processo. Obras clássicas, jornais, revistas, livros contemporâneos e até gibis auxiliam na aprendizagem de assuntos diferentes e no enriquecimento do vocabulário, o que, conseqüentemente, enriquece o texto.

Na opinião de Chociay, deixar a preguiça de lado e trabalhar em cima de textos é outra dica preciosa. "Tão importante quanto a leitura é a prática da escrita. Somente com o treino é que o estudante consegue melhorar seu texto", opina. Ele aconselha o estudante a fazer mais redações do que o número pedido pelas escolas ou cursinhos. "O candidato deve se forçar a escrever sobre temas variados e pedir para alguém corrigir ou ler seu texto. Mesmo quem tem talento, se não praticar, fará uma redação ruim", opina o autor.

A coordenadora da prova de redação do vestibular da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Meirélen Salviano Almeida, acrescenta que o aluno deve estar atento à objetividade do texto. "O estudante precisa seguir os padrões da norma culta e apresentar as idéias desenvolvidas de forma clara. Enrolar só dificulta o bom desenvolvimento dos argumentos e o aluno pode comprometer sua nota", afirma.
Segundo Meirélen, a redação avalia a capacidade do estudante de se expressar de forma acadêmica. Por esse motivo, a universidade é rígida em seu processo de avaliação. "A redação é fundamental em qualquer área do conhecimento, não apenas para os cursos de Humanas", explica.

O diretor acadêmico do vestibular da UNESP, Fernando Dagnoni Prado, complementa que a dissertação é a forma de comunicação usada durante todo o curso de graduação. Daí a importância de testar, já no vestibular, a capacidade de articulação de idéias do candidato por meio da dissertação. "Jargões e 'narizes de cera' devem ser evitados. Esses recursos só ocupam espaço e não acrescentam nada ao texto", afirma.


Fuja dos erros!

Na dúvida sobre como escrever, não arrisque levar textos prontos para copiar. Segundo Chociay, há casos em que o aluno leva um texto padrão para copiar a estrutura dentro de outro tema e perde completamente o foco da argumentação. "Se o candidato sempre tiver um texto pronto, ele fatalmente irá usar sua estrutura e correrá o risco de se desviar do tema a ser abordado", diz
O título é outro ponto de dúvidas e onde muitos alunos pecam na redação. Afinal, é obrigatório ou não fazer o título? Há vestibulares em que ele não é obrigatório. A prova da Unicamp, por exemplo, quando não cita a obrigatoriedade do título no enunciado do exame, não desconta pontos do estudante. "Se o título não é pedido no enunciado da prova, é uma opção do candidato colocá-lo. Isso não vai tirar pontos do aluno", explica Meirélen.

Chociay, por sua vez, aconselha o candidato a usar título mesmo quando ele não for obrigatório. "O título resume a idéia a ser trabalhada no texto e estimula a curiosidade do leitor", afirma. Por ser uma peça chave do texto, Chociay acredita que o título deve ser muito bem escolhido, não pode ser óbvio. "O título precisa chamar a atenção. Usar um título genérico é o mesmo que um convite para que a banca não se interesse pelo texto," opina ele.

Por fim, revisão é fundamental. Para os especialistas, não há dúvida de que erros gramaticais na versão final de uma redação comprometem o sucesso. Chociay recomenda ao candidato fazer um rascunho da redação e só depois de muita revisão entregar a versão final do texto. "Há espaço para isso no material dado no dia do vestibular e também há tempo para passar o texto a limpo. Na revisão, o aluno encontra erros gramaticais que devem ser corrigidos. Por isso, o candidato deve fazer o rascunho, ler, reler, passar a limpo e ler novamente. Assim ele pode consertar todos os erros que deixou para trás", diz.

quarta-feira, 12 de março de 2014

PRESIDENTE OU PRESIDENTA - INFORMAR-SE É PRECISO...


LER E ESTUDAR UMA GRAMÁTICA NORMATIVA NÃO FAZ MAL A NINGUÉM - A PALAVRA "PRESIDENTA " ESTÁ CORRETA E SE TENS PREGUIÇA DE SE INFORMAR BASTA ABRIR O DICIONÁRIO AURÉLIO QUE LÁ ESTÁ E,SEMPRE FOI ADMITIDO ESSA FORMA POR GRANDES GRAMÁTICOS DA LÍNGUA PORTUGUESA(VIDE BIOGRAFIA ABAIXO),MESMO ANTES DA SRA. DILMA ASSUMIR A PRESIDÊNCIA.
"1) Observa Domingos Paschoal Cegalla que presidenta "é a forma dicionarizada ecorreta, ao lado de presidente". Exs.:
a) "A presidenta da Nicarágua fez um pronunciamento à nação";
b) "A presidente das Filipinas pediu o apoio do povo para o seu governo".8
2) Para Arnaldo Niskier, "o feminino de presidente é presidenta, mas pode-se também usar a presidenta, que é a forma utilizada em diversos jornais".
3) Sousa e Silva não vê desdouro algum nem incorreção lingüística em se dizer presidenta para o feminino.
4) E transcreve tal gramático o posicionamento de Sá Nunes, para quem, ao se deixar de flexionar tal vocábulo, "não pode haver contra-senso maior: contra a Gramática e contra o gênero da Língua Portuguesa", uma vez que "o substantivo que designa o cargo deve concordar em gênero com a pessoa que exerce a função. Sempre foi assim, e assim tem de ser".
5) Continuando na exposição de seu próprio entendimento, complementa Sousa e Silva que, na esteira dos nomes terminados em ente – e que são comuns aos dois gêneros – tanto se pode dizer a presidente como a presidenta.10
6) Cândido de Oliveira, após lecionar que "os nomes terminados em ente são comuns de dois gêneros", acrescenta textualmente que "é de lei, assim para o funcionalismo federal como estadual, e de acordo com o bom senso gramatical, que nomes designativos de cargos e funções tenham flexão: uma forma para o masculino, outra para o feminin"; e, em seu exemplário, ao masculino presidente contrapõe ele o feminino presidenta.11
7) Ao lado de presidente – que dá como substantivo comum-de-dois gêneros – registra a palavra presidenta como um substantivo feminino o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa da Academia Brasileira de Letras, que é o veículo oficial para dirimir dúvidas acerca da existência ou não de vocábulos em nosso idioma,12 o que implica dizer que seu uso está plena e oficialmente autorizado entre nós. Pode-se dizer, portanto, a presidente ou a presidenta.
 Elis de Almeida Cardoso é doutora em letras e professora de língua portuguesa na USP e diz o seguinte:
"A categoria gramatical de gênero frequentemente é confundida com a noção de sexo. Cumpre lembrar que são noções distintas. O sexo é o conjunto das características que diferenciam o macho da fêmea; o gênero, em gramática, é uma categoria que distingue, em português, um nome masculino de um nome feminino, seja esse nome referente a um ser sexuado ou não.
As gramáticas, em relação à categorização do gênero, de uma maneira geral, acabam não sendo muito elucidativas, a ponto de dizerem simplesmente que são masculinos os nomes a que se pode antepor o artigo o - o livro, o telefone, o relógio - e são femininos os nomes a que se pode antepor o artigo a - a mesa, a cama, a pulseira.

Após a leitura dessa definição, a pergunta que se pode fazer é por que determinado substantivo é masculino e outro feminino? Qual a regra? "Sofá" é masculino (o sofá). Será que isso ocorre pelo fato de ele ser maior e mais pesado do que "a poltrona", substantivo feminino? Claro que se percebe, na verdade, que a distinção de gênero não é, e está longe de ser, racional.

Trata-se de uma divisão absolutamente aleatória. Pode-se tentar estabelecer uma normatização, ao se perceber que a maioria dos substantivos terminados em o são masculinos e os terminados em a são femininos. Pense em "o banco" e "a cadeira". Essa é uma verdade, mas sobram os nomes terminados por outras vogais e consoantes. Como explicar, então, o fato de "cabide" ser masculino (o cabide) e "parede" ser feminino (a parede)? Há ainda as exceções (o mapa, a união)... E o estrangeiro sofre, quando deixa "o chave cair na chão", tentando entender o inexplicável.

Pelo fato de a distinção de gênero ser aleatória, ela varia de língua para língua. No alemão, por exemplo, não existem dois, mas três gêneros: masculino, feminino e neutro. No latim também ocorria essa divisão. Em línguas próximas ao português como o francês, o espanhol e o italiano, há diferenças. "O mar", masculino em português, é feminino em francês (la mer), a nossa "ponte" é il ponte em italiano, e "a arte" é palavra masculina em espanhol (el arte).

Classificação questionável
Isso quer dizer que, para aprender a classificar os substantivos de acordo com o gênero, é necessário memorizá-lo, determinando-o com um artigo: o clima, o sol, a lua, o trovão, a tempestade... Esse aprendizado ocorre desde a infância. Ao decorar o nome de um objeto, a criança já caracteriza seu gênero sabendo que seus brinquedos são a bola, o balde, a boneca, o carrinho...

Volto a insistir que a categoria de gênero é uma noção gramatical, que não tem a ver com sexo. Prova-se essa afirmação, verificando-se que "vítima", por exemplo, é um substantivo feminino (a vítima), seja ela um homem ou uma mulher.

Como se não bastasse a dificuldade de caracterização em que o uso acaba se pautando mesmo na tradição, as gramáticas normativas, seguindo a Nomenclatura Gramatical Brasileira, apresentam uma classificação bastante questionável, falando em substantivos epicenos, sobrecomuns e comuns de dois. Além disso, percebe-se que muitos manuais falam em correspondência entre masculino e feminino por heteronímia (homem/mulher) ou sufixação (galo/galinha). Na verdade, muitos nomes que pouco esclarecem.

Categorias
Aceita a questão da aleatoriedade do gênero, resta perceber que, em português, há, por um lado, substantivos na língua que são sempre masculinos (livro, sofá) e substantivos que são sempre femininos (mesa, cadeira). Por outro lado, há pares de substantivos em que se verifica para uma forma masculina, uma forma feminina correspondente.

Para facilitar a compreensão de como ocorre a categorização de gênero em português e evitar nomes desnecessários, analisemos os pares: o gato/ a gata; o homem/ a mulher; o galo/ a galinha; o tatu (macho)/ o tatu (fêmea); o estudante/ a estudante.

No primeiro caso, o par gato/gata mostra o processo de flexão de gênero. O o final de "gato" dá lugar ao a de "gata", mantendo-se o mesmo radical. Pode-se dizer que são formas diferentes da mesma palavra marcadas pela oposição o/a. O mesmo ocorre com menino/menina, lobo/loba. Em autor/autora, peru/perua, a oposição se dá entre um vazio que marca o masculino (autor + Ø) e o aque marca o feminino (autor + a). Não deixa de ser um caso de flexão.

No segundo caso, as duas palavras, "homem" e "mulher" apenas se correlacionam semanticamente. Dizer que "mulher" é o feminino de "homem" é confundir flexão de gênero com um processo de analogia semântica entre duas palavras da língua. Nesse caso não há flexão e pode-se dizer que "homem" é uma palavra de gênero masculino e "mulher" uma palavra de gênero feminino.

Sufixos correspondentes
Observando o par galo/galinha vê-se que a correspondência ocorre pela sufixação. À forma masculina "galo" foi acrescentado o sufixo -inha para formar-se "galinha". Também aqui não se pode falar em flexão, pois uma palavra foi formada a partir de outra, uma é derivada da outra. A correspondência entre a palavra masculina "galo" e a feminina "galinha" ocorre por derivação.

Em o tatu macho/ o tatu fêmea, percebe-se pelo uso do artigo que "tatu" é uma palavra masculina que não sofre flexão de gênero. O mesmo ocorre com "jacaré".

O último par (o estudante/ a estudante) mostra que a oposição masculino/feminino se dá apenas pela variação do determinante (artigo). O mesmo ocorre com "dentista" e "repórter". Também não há flexão. Parece que, nesse caso, isso é evidente, uma vez que a forma da palavra (estudante) sequer variou.

O problema maior é estabelecer até que ponto os substantivos devem ser comuns de dois gêneros e até que ponto devem sofrer a flexão de gênero. Percebe-se, principalmente no que diz respeito aos nomes que denominam profissões ou cargos, que há uma necessidade de marcar o feminino.

Essa necessidade surge do uso. Como até há pouco tempo a mulher exercia poucas profissões, esses problemas não apareciam na língua, mas à medida que a mulher foi entrando no mercado de trabalho surgiram necessidades e as primeiras confusões.

São comuns de dois os substantivos "assistente" (o assistente/ a assistente), "estudante" (o estudante/ a estudante), mas já se aceita a flexão em "presidente" (o presidente/ a presidenta). Se "presidenta" não causa mais estranhamento, o que dizer das formas dicionarizadas "oficiala" e "sargenta"? O feminino de "cabo" seria, então, "caba"? Isso acaba com qualquer um. Mesmo porque certos femininos soam como pejorativos. "Chefa" é um bom exemplo.

Tipos de substantivos
Por que todo esse problema? Porque parece ser necessário associar gênero feminino a sexo feminino.
Confusões maiores surgem quando as formas femininas são idênticas aos nomes das ciências ou disciplinas. O músico/ a música, o químico/ a química, o gramático/ a gramática. "Música", "química", "gramática" são mulheres? Confuso, não é? Apela-se então para a sufixação: o músico, a musicista. Parece artificial? Cecília Meireles queria ser chamada de "poeta" e não de "poetisa"...  "
Então caros jovens, educadores,críticos em alguns blogs que tem criticado o fato da Sra. Dilma querer ser chamada de "Presidenta" e, continuam enviando o tipo de mensagem no final desta ,atentem para o que dizem os grandes entendedores da Língua Portuguesa e leiam um pouco mais,pois informação nunca é demais.

 Lembre-se também que o Dicionário Aurélio traz de forma clara o feminino de presidente como "presidenta", então vamos repassar a mensagem de forma correta, pois PRESIDENTA  está certíssimo e quem tiver dúvida consulte as gramáticas abaixo e estudem um pouco mais antes de sair assassinando a gramática por aí, só para criticar a presidenta.(Uma informação: não votei na Dilma e não estou defendendo-a,estou apenas passando a informação constante nas gramáticas quanto ao uso da palavra "presidenta")


Cf. CUNHA, Celso. Gramática Moderna. 2. ed. Belo Horizonte: Editora Bernardo Álvares S/A, 1970. p. 96.
 2Cf.RIBIERO, João. Gramática Portuguesa. 20. ed. Rio de Janeiro: Livraria Francisco Alves, 1923. p. 158. 
3Cf.BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. 19. ed., segunda reimpressão. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1974. p. 84.
 .NASCENTES, Antenor. O Idioma Nacional. 3. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1942. vol. II., p. 60
 5Cf.SACCONI, Luiz Antônio. Nossa Gramática. São Paulo: Editora Moderna, 1979. p. 32.
 6Cf.BARRETO, Mário. Fatos da Língua Portuguesa.2. ed. Rio de Janeiro: Organização Simões Editora, 1954. p. 188
.7Cf. OLIVEIRA, Édison de. Todo o Mundo Tem Dúvida, Inclusive Você. Edição sem data. Porto Alegre: Gráfica e Editora do Professor Gaúcho Ltda. P. 158
.8Cf. CEGALLA, Domingos Paschoal. Dicionário de Dificuldades da Língua Portuguesa. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999. p. 330.
 9Cf.NISKIER, Arnaldo. Questões Práticas da Língua Portuguesa: 700 Respostas. Rio de Janeiro: Consultor, Assessoria de Planejamento Ltda., 1992. p. 58.
 10Cf. SILVA, A. M. de Sousa e. Dificuldades Sintáticas e Flexionais. Rio de Janeiro: Organização Simões Editora, 1958. p. 307. 
11Cf.OLIVEIRA, Cândido de. Revisão Gramatical. 10. ed. São Paulo: Editora Luzir, 1961. p. 133-134. 
12Cf. Academia Brasileira de Letras. Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa. 4. ed., 2004. Rio de Janeiro: Imprinta. p. 644.