sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Subsídios para entender o livro Romanceiro da Inconfidência de Cecília Meireles

INCONFIDÊNCIA MINEIRA

A Inconfidência Mineira foi um dos mais importantes movimentos sociais da História do Brasil. Significou a luta do povo brasileiro pela liberdade, contra a opressão do governo português no período colonial. Ocorreu em Minas Gerais no ano de 1789, em pleno ciclo do ouro.

No final do século XVIII, o Brasil ainda era colônia de Portugal e sofria com os abusos políticos e com a cobrança de altas taxas e impostos. Além disso, a metrópole havia decretado uma série de leis que prejudicavam o desenvolvimento industrial e comercial do Brasil. No ano de 1785, por exemplo, Portugal decretou uma lei que proibia o funcionamento de industrias fabris em território brasileiro.

Causas 
Vale lembrar também que, neste período, era grande a extração de ouro, principalmente na região de Minas Gerais. Os brasileiros que encontravam ouro deviam pagar o quinto, ou seja, vinte por cento de todo ouro encontrado acabava nos cofres portugueses. Aqueles que eram pegos com ouro “ilegal” (sem  ter pagado o imposto”) sofria duras penas, podendo até ser degredado (enviado a força para o território africano).

Com a grande exploração, o ouro começou a diminuir nas minas. Mesmo assim as autoridades portuguesas não diminuíam as cobranças. Nesta época, Portugal criou a Derrama. Esta funcionava da seguinte forma: cada região de exploração de ouro deveria pagar 100 arrobas de ouro (1500 quilos) por ano para a metrópole. Quando a região não conseguia cumprir estas exigências, soldados da coroa entravam nas casas das famílias para retirarem os pertences até completar o valor devido.

Todas estas atitudes foram provocando uma insatisfação muito grande no povo e, principalmente, nos fazendeiros rurais e donos de minas que queriam pagar menos impostos e ter mais participação na vida política do país. Alguns membros da elite brasileira (intelectuais, fazendeiros, militares e donos de minas), influenciados pela idéias de liberdade que vinham do iluminismo europeu, começaram a se reunir para buscar uma solução definitiva para o problema: a conquista da Independência do Brasil.

Os Inconfidentes 
O grupo, liderado pelo alferes Joaquim José da Silva Xavier, conhecido por Tiradentes era formado pelos poetas Tomas Antonio Gonzaga e Cláudio Manuel da Costa, o dono de mina Inácio de Alvarenga, o padre Rolim, entre outros representantes da elite mineira. A ideia do grupo era conquistar a liberdade definitiva e implantar o sistema de governo republicano em nosso país. Sobre a questão da escravidão, o grupo não possuía uma posição definida. Estes inconfidentes chegaram a definir até mesmo uma nova bandeira para o Brasil. Ela seria composta por um triangulo vermelho num fundo branco, com a inscrição em latim: Libertas Quae Sera Tamen (Liberdade ainda que Tardia).
Tiradentes Tiradentes: líder da Inconfidência Mineira
Os inconfidentes haviam marcado o dia do movimento para uma data em a derrama seria executada. Desta forma, poderiam contar com o apoio de parte da população que estaria revoltada. Porém, um dos inconfidentes, Joaquim Silvério dos Reis, delatou o movimento para as autoridades portuguesas, em troca do perdão de suas dívidas com a coroa. Todos os inconfidentes foram presos, enviados para a capital (Rio de Janeiro) e acusados pelo crime de infidelidade ao rei. Alguns inconfidentes ganharam como punição o degredo para a África e outros uma pena de prisão. Porém, Tiradentes, após assumir a liderança do movimento, foi condenado a forca em praça pública.

Embora fracassada, podemos considerar a Inconfidência Mineira como um exemplo valoroso da luta dos brasileiros pela independência, pela liberdade e contra um governo que tratava sua colônia com violência, autoritarismo, ganância e falta de respeito.
  

AS PERSONAGENS NEGRAS

CHICO REI:

é um personagem lendário da tradição oral de Minas Gerais, Brasil. Segundo esta tradição, Chico era o rei de uma tribo no reino do Congo, trazido como escravo para o Brasil. Conseguiu comprar sua alforria e de outros conterrâneos com seu trabalho e tornou-se "rei" em Ouro Preto.
Chico Rei, nascido no Reino do Congo, chamava-se originalmente Galanga. Era monarca guerreiro e sumo sacerdote do deus Zambi-Apungo e foi capturado com toda a corte por comerciantes portugueses traficantes de escravos. Chegou ao Brasil em 1740, no navio negreiro "Madalena", mas, entre os membros da família, somente ele e seu filho sobreviveram à viagem. A rainha Djalô e a filha, a princesa Itulo, foram jogadas no Oceano pelos marujos do navio negreiro "Madalena" para aplacar a ira dos deuses da tempestade, que quase o afundou.
Todo o lote de escravos foi comprado pelo Major Augusto, proprietário da mina da Encardideira, e foi levado para Vila Rica como escravo, juntamente com seu filho. Trabalhando como escravo conseguiu comprar sua liberdade e a de seu filho. Adquiriu a mina da Encardideira. Aos poucos, foi comprando a alforria de seus compatriotas. Os escravos libertos consideravam-no "rei".

Carlos Julião. Cortejo da Rainha Negra. na Festa de Reis. Aquarela colorida do livro Riscos illuminados de figurinos de brancos e negros dos uzos do Rio de Janeiro e Serro Frio.

Congado em litografia de Rugendas.
Este grupo associou-se em uma irmandade em honra de Santa Ifigênia, que teria sido a primeira irmandade de negros livres de Vila Rica. Ergueram a Igreja de Nossa Senhora do Rosário.
Chico Rei virou monarca em Ouro Preto, antiga Vila Rica em Minas Gerais no século XVIII, com a anuência do governador-geral Gomes Freire de Andrada, o conde de Bobadela.
No dia de Nossa Senhora do Rosário, ocorriam as solenidades da irmandade, denominadas Reinado de Nossa Senhora do Rosário.[2] Durante estas solenidades, Chico, coroado como rei, aparece com a rainha e a corte, em ricas indumentárias, seguido por músicos e dançarinos, ao som de caxambus, pandeiros, marimbas e ganzás. Este cortejo antecede a missa.

A história de Chico Rei não possui registros históricos fidedignos. Ela aparece em uma nota de rodapé escrita por Diogo de Vasconcelos, em seu livro "História Antiga de Minas", de 1904. Note-se que antes da publicação desse livro em 1904, inexiste qualquer informação sobre esse personagem e, depois disto, até a presente data, todas as informações checadas pelo historiador Tarcísio José Martins, revelaram que, direta ou indiretamente, saíram da nota de rodapé do citado livro.


CHICA DA SILVA: 

Chica da Silva
(Ex-escrava brasileira)
1732, Arraial do Tijuco, atual Diamantina (MG)*
15/02/1796, Arraial do Tijuco



Filha de um relacionamento extraconjugal do português Antonio Caetano de Sá e da escrava Maria da Costa, Francisca da Silva é uma das personagens mais populares na história do Brasil. A sua trajetória, que já foi transposta para o cinema e para a televisão, mais parece um conto de fadas. Mulata e escrava, Francisca da Silva foi libertada por solicitação do contratador de diamantes João Fernandes de Oliveira, uma das pessoas mais ricas à época no Arraial do Tijuco, atual Diamantina, em Minas Gerais.

Assim que foi libertada, Chica da Silva, que tinha trabalhado como escrava para José Silva Oliveira (pai do inconfidente José Oliveira), tornou-se amante de João Fernandes de Oliveira, com quem teve 13 filhos (alguns historiadores dizem que foram 12). Antes de conhecer o contratador de diamantes, também fora escrava do sargento-mor Manoel Pires Sardinha. Deste relacionamento, nasceram dois filhos: Plácido Pires Sardinha, que se formou em engenharia pela Universidade de Coimbra, e Simão Pires Sardinha, também educado na Europa.

Desfrutando do imenso poder e riqueza do contratador de diamantes, Chica da Silva deu uma grande guinada em sua vida e acabou por receber o apelido de "Chica que manda". A ex-escrava costumava freqüentar as missas coberta de diamantes e acompanhada por 12 mulatas muito bem vestidas. Depois que ganhou a liberdade, foi morar em uma grande casa, construída em forma de castelo, com capela particular e um teatro totalmente equipado, o único existente na região.

Dentro da casa, destacavam-se jardins e árvores exóticas, além de um grande lago artificial. Há divergências entre os historiadores sobre o seu perfil. Alguns a descrevem como linda e sensual, outros dizem que era feia e sem atributos físicos. O fato é que, escrava e semi-alfabetizada, Chica da Silva tinha tudo para ficar no anonimato, caso não tivesse conhecido João Fernandes de Oliveira.

O contratador satisfazia aos seus mínimos desejos e Chica da Silva passou a viver em pleno luxo. A primeira vez que a sua história transpôs o horizonte de Minas Gerais foi com o lançamento do livro "Memórias do Distrito Diamantino", escrito pelo advogado Joaquim Felício dos Santos, mais de meio século após a morte da ex-escrava. Depois da publicação, a vida de Chica da Silva ganhou uma notoriedade que ela jamais poderia sonhar na época em que era apenas uma escrava.

* A data de nascimento de Francisca da Silva é imprecisa. A maioria dos historiadores, porém, aponta o ano de 1732. Mas há quem também informe que a ex-escrava nasceu em 1731.


SANTA EFIGÊNIA DO ALTO DA CRUZ




Santa Efigênia
Angela Leite Xavier


Na antiga Vila Rica, os escravos costumavam subir uma montanha ao final do dia. Lá se sentavam e conversavam sobre a pátria distante, a saudade da vida livre, o medo de morrer escravos numa terra estranha e distante. Juntos choravam sua desgraça. Nesse local havia uma cruz alta de jacarandá que deu o nome ao bairro de Alto da Cruz.

Um dia, quando estavam sentados ao pé da cruz como sempre faziam, os negros viram surgir, à sua frente, uma jovem negra, muito bonita que os consolou com doces palavras. Disse que era uma virgem cristã de nome Efigênia. A notícia daquela aparição se espalhou entre os escravos e cada vez mais pessoas se reuniam naquele morro na esperança de ver a jovem misteriosa. Ela vinha e conversava com eles, ensinava o amor, a tolerância e a paciência.


Um dia, como sempre ela apareceu e pediu aos escravos que fosse construída naquele local uma igreja para que eles pudessem ter um templo seu para suas orações.  A igreja deveria ter cinco altares simbolizando os cinco anos em que ela apareceu aos negros ao pé da Cruz. Deveria ser construída voltada para o Rio Uamii (Rio das Velhas) e ter duas torres. A que dava para o nascer do sol teria um relógio e um grande sino. Na outra torre, ficariam os sinos menores. A invocação seria Nossa Senhora do Rosário. Em sua homenagem, eles deveriam cultivar rosas em seus jardins e, à noite, os anjos os protegeriam. E é por isso que, até hoje, não se usam flores artificiais nas igrejas dedicadas a Santa Efigênia. Depois desse dia ela não voltou a aparecer.  

Desde então os escravos começaram a edificar o templo nos seus momentos de descanso. As negras besuntavam os cabelos com azeite para que o ouro em pó grudasse neles e, ao lavá-los em água quente, apuravam pouco a pouco o ouro para seguir na construção do templo que seria dedicado a Santa Efigênia. Os cativos que queriam a liberdade faziam promessa de levar à santa coisas de valor, inclusive ouro.  Ainda no início do século XX, havia na igreja a ela dedicada muitas jóias, correntes de ouro e prata e também ouro em pó, guardados num móvel de jacarandá que ficava na sacristia.   

Ela é a protetora dos negros, dos solteiros e dos soldados. Dizem que o bairro de Santa Efigênia está cheio de solteirões devotos da santa. Todos os anos os soldados vão à sua igreja, no dia 21 de setembro, prestar-lhe homenagem.

Diz a lenda que, por volta de 1865, os soldados do 17o batalhão, aquartelados em Ouro Preto, foram lutar na Guerra do Paraguai e Santa Efigênia os acompanhou o tempo todo para protegê-los. Quando estavam os soldados à beira mar, ali aparecia uma negrinha. Eles se espantavam e perguntavam o que ela fazia ali, num lugar perigoso como aquele. E ela dizia que estava ali para protegê-los e avisava dos perigos. Uma vez ela preveniu sobre uma ponte pela qual iriam passar. Ao verificar a situação da ponte, os oficiais viram que ela não era segura e evitaram atravessá-la, salvando toda a tropa de um grande desastre.

Um soldado, especialmente devoto de Santa Efigênia, pediu sua proteção no campo de batalha. Dentro da trincheira ele rezava, as balas pipocavam de todos os lados e nenhuma o atingiu. Chegou a ponto de uma bala atingir o alto de seu capacete, que rodopiou no ar e foi cair de novo na sua cabeça. O soldado nada sofreu e voltou são e salvo para Ouro Preto. Para agradecer sua santa protetora, subiu de joelhos toda a escadaria da igreja a ela dedicada.

Ela sempre ia ao quartel e era vista subindo a ladeira descalça. Depois a roupa da imagem aparecia suja de terra vermelha.

Durante o tempo em que ela esteve ausente de Ouro Preto, sua imagem sumiu do altar. Todos procuravam preocupados. O padre pressionou a zeladora. Ela era responsável e devia dar conta da imagem da santa. A zeladora desesperada jurava que não a havia roubado. Tudo se resolveu quando os soldados chegaram da guerra. Como por encanto, a santa reapareceu no seu altar. Todos puderam ver seus pés sujos de barro e as pegadas deixadas no caminho. O formato dos pés estava direitinho no barro e até a barra de seu manto estava manchada.

Contam ainda que, certa vez, quando um trem chegou a Vila Rica, desceu dele uma moça negra, muito bonita, com uma grande mala. Já era noite e ela estava sozinha. Um rapaz, querendo ser gentil, aproximou-se e ofereceu para carregar a mala da moça e acompanhá-la até sua casa. Ela permitiu. Mas, ao pegar a mala, o rapaz tomou um grande susto. Não conseguiu levantá-la!

- Mas, o que há aqui nesta mala para pesar tanto? - perguntou ele surpreso. A moça sorriu, pegou a mala tranqüilamente dizendo:

-Aqui estão os pecados desta cidade. E se afastou carregando a bagagem deixando o jovem boquiaberto, parado na Estação.

Não é à toa que antigos ouro-pretanos tinham uma máxima:

“Em Ouro Preto não entra peste, fome, guerra e nem tampouco crises, porque tem, em suas extremidades, duas invencíveis sentinelas.” Referiam-se a Santa Efigênia no Alto da Cruz e, do lado oposto, ao Senhor Bom Jesus das Cabeças.

Fonte: google.com
 

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

O ENEM e a queda do ensino de qualidade


Luis Augusto FischerO Luis Augusto Fischer (na foto), escritor e professor de literatura no Rio Grande do Sul, escreveu um pequeno artigo para o Prosa e Verso de ontem, tratando de um tema que já trouxe aqui para o blog: as contradições entre o ENEM e o ensino, no Brasil recente, desde a adoção do sistema como a principal ponte para o ensino superior.






Fischer coloca que um dos pontos positivos do ENEM está na adoção de “programas multidisciplinares que tendem a abolir questões dependentes de mera decoreba e a propor outras mais criativas, que privilegiam a leitura atenta e o raciocínio”. Concordo plenamente. Isso não garante que o candidato vá ser honesto em seu trabalho, mas certamente premia aquele que aprofunda mais os estudos, saindo das cartilhas para avançar nas reflexões.

Outro ponto importante abordado pelo autor é a consequência mais direta da quase universalização do exame. Isso passa a impor, segundo Fischer, “a existência de um mercado nacional que tem gerado concentração de vagas, para os cursos mais procurados, na mão de candidatos das regiões mais ricas, que em regra oferecem ensino mais exigente”. Em outras palavras, os melhores cursinhos preparam melhor aqueles que podem pagar, o que caminha na contramão de um vestibular que contemple a todos de maneira semelhante. Isso tem muito a ver com a falência do ensino público de base, que, se tivesse a coordenação política correta, teria a qualidade necessária para preparar a todos com o mesmo rigor, o que diminuiria o abismo entre ricos e pobres nesse quesito.

O principal ponto citado pelo autor aparece quando ele fala sobre aquela que, ao meu ver, é a consequência mais grave dessa universalização do ENEM: “os vestibulares passaram a ser o paradigma maior do ensino médio. O que cai no vestibular entra no programa de ensino da escola; o que não cai, deixa de existir, com raríssimas exceções”. E então o escritor lista alguns dados sobre o que o ENEM tem pedido nos últimos concursos, em literatura. Há dados que não surpreendem, como a maior aparição do período modernista e de autores como Drummond e Machado de Assis. Isso, na minha concepção, não apresenta maiores problemas. Mas há registros assustadores. Por exemplo: enquanto os contos aparecem em 3% das questões, as histórias em quadrinhos surgem em 19% delas. Um absurdo completo. Outra: Jim Davies, criador do Garfield, aparece citado mais vezes que o poeta João Cabral de Melo Neto. Inconcebível. E uma última: enquanto as letras de canções aparecem em 42% das questões, os romances não passam de 19%.

Tudo isso se reflete na maneira como os colégios modulam os seus projetos de ensino, na medida em que a quantidade de alunos aprovados no ENEM passou a ser uma peça de marketing fundamental na luta pelos alunos-clientes, no novo sistema educacional privado, pautado exclusivamente pelo lucro e pelo curso prazo. A escola perde a oportunidade de ser uma formadora de cidadania, ética e consciência política, e se entrega ao mais deslavado pragmatismo de resultados imediatos, pragmatismo esse balizado pelo parâmetro meramente quantitativo dos alunos que garantem vaga na faculdade através do conteúdo problemático da prova.

Fischer cita a importância da literatura culta na formação dos estudantes e a diminuição desse tipo de conteúdo no trabalho de sala de aula, pelos professores, que seria proporcional aos movimentos do ENEM nesse sentido. E completa seu texto dizendo que “estamos caminhando para programas de literatura no ensino médio desencarnados, sem densidade cultural, tendo no centro princípios abstratos que parecem poder ser atendidos praticamente sem leitura direta dos textos literários. Nada auspicioso para quem quer formar leitores destros e cultos, e por isso autônomos”.

É o grande problema dessa celeuma toda e um ponto que tenho debatido bastante nos últimos tempos. Quanto mais os colégios se especializam em cobrar dos alunos apenas o que cai no ENEM, mais os alunos perdem em complexidade em seu ensino, e menos leem a verdadeira literatura, a produção culta na história do texto literário, que tem como principal objetivo exercitar o pensamento poético e artístico na cabeça dos jovens, para que eles saiam da escola pessoas melhores, cidadãos mais críticos, pessoas mais inteligentes. É o mercado, definitivamente tomando conta da educação brasileira e pondo a perder a possibilidade de se educar mais uma geração para a complexidade, principal requisito para a mentalidade crítica e o pensamento abstrato. Uma pena… mas continuamos lutando nas guerrilhas…


*Marcelo Henrique Marques de Souza é do Rio de Janeiro. Ele mesmo declara: “Sou escritor e professor de um monte de coisa ligado às ciências que chamam de “humanas”, como se houvesse alguma ciência de cachorro. Ensino (e aprendo) filosofia, redação, literatura, ética e cidadania e preparação de monografia, no ensino fundamental 2, ensino médio, graduação de pedagogia e pós-graduação em ‘educação e comunicação’ e ‘psicopedagogia’. Meus textos são ensaios e artigos críticos da lógica ocidental, que se baseia na tríade patética que mistura a sacanagem do mercado (a propaganda incluída), a hipocrisia do cristianismo e a falácia dos racionalismos. É contra isso que busco a impostura da crítica”.

domingo, 14 de agosto de 2011

XVIII Semana de História


"O Departamento de História e Arqueologia da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) promove a XVIII Semana de História no período de 15 a 18 de agosto. Durante o evento, haverá palestra, mesa redonda, oficinas, mini-cursos e sessão de comunicações. O tema desta edição é História Cultural: Uma leitura na Contemporaneidade.

Durante o credenciamento, no dia 15 de agosto, a partir das 14h, os participantes podem interagir na Oficina Historiarte, personalizando a camiseta para o evento (basta levar a sua camiseta branca), enquanto assiste a apresentação sobre o tema central deste ano. A primeira mesa redonda, às 19h, versará sobre Cultura na Contemporaneidade, com a participação dos professores doutores Júlio Rocha, Dante Ribeiro, Ari Ott e André Penin.

Todas as atividades no período vespertino (de 14h as 18h) acontecerão no Bloco de História, e no horário noturno (19h as 22h) no auditório Paulo Freire, ambos no campus José Ribeiro Filho, em Porto Velho."  Veja programação AQUI (Arquivo em PDF).

Fonte: Centro Acadêmico de História

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Sacola plástica é o tipo mais sustentável, diz estudo


As sacolinhas plásticas de supermercado causam menos danos ambientais que outros modelos, quando a comparação leva em conta o uso da sacola uma única vez, defende um estudo da Agência Ambiental da Inglaterra. A pesquisa do órgão governamental inglês explica que sacolas de papel, plástico resistente (polipropileno) e algodão consomem mais matéria-prima e energia para sua fabricação. Por isso, teriam que ser reutilizadas 3, 11 ou 131 vezes, respectivamente, para causar menos danos ambientais que uma sacola plástica usada apenas uma vez.

O estudo divulgado em fevereiro no Reino Unido analisa, especificamente, o potencial de aquecimento global dos diferentes modelos de sacolas. Para isso, os pesquisadores Chris Edwards e Jonna Meyhoff Fry acompanharam o ciclo de vida (extração de matéria-prima, manufatura, distribuição, uso, reuso e descarte) de cada modelo. Em cada uma das etapas do ciclo de vida, foi contabilizada a quantidade de gases causadores do efeito estufa emitidos pelo consumo de energia na fabricação e no transporte das mercadorias, além dos desperdícios de materiais durante o processo.

A partir desse acompanhamento, os pesquisadores verificaram que, em seu ciclo de vida completo, uma sacola plástica comum emite 1,5 kg de gás carbônico e outros gases que contribuem para o aquecimento global. O dado já considera que 40% desse tipo de sacola são reutilizados com frequência pelos ingleses para acondicionar o lixo em casa. Já o ciclo de vida das outras sacolas têm um impacto bem maior: papel (5,53 kg), plástico resistente (21,5 kg) e algodão (271,5 kg). Isso é o que explica a necessidade de tantos reúsos para neutralizar a fabricação desses modelos, de acordo com a pesquisa.

Outro ponto importante foi a constatação de que, na Inglaterra, o uso de matérias-primas e a fabricação das sacolas concentram em média 70% dessas emissões de carbono. A partir desses dados, o estudo conclui ainda que sacolas que foram feitas para durar mais - como as de plástico mais resistente ou as de algodão - também exigem mais recursos para sua fabricação. Portanto, se não forem reutilizadas devidamente, o potencial de aquecimento global pode ser pior que o das sacolas plásticas.

Reações no Brasil


O presidente do Instituto Akatu de Consumo Consciente, Hélio Matar, afirmou que, apesar desses resultados, as sacolas plásticas não são a opção mais sustentável. Segundo ele, é preciso ponderar os dados da pesquisa. Ele lembrou que os estudos foram realizados na Inglaterra, onde a matriz energética baseada em combustíveis fósseis torna a atividade industrial - e a fabricação de qualquer tipo de sacola - muito mais poluente. "No Brasil, o resultado certamente seria diferente", disse, ao lembrar que o País tem uma matriz energética limpa, baseada em hidrelétricas.

Para Cláudio José Jorge, presidente da Fundação Verde (Funverde), a pesquisa também destoa da realidade no Brasil por outro motivo: a sacola de algodão costuma ser maior que a sacola plástica convencional e comporta praticamente o dobro de itens. "Uma sacola retornável substitui mais de uma sacolinha plástica e carrega mais itens no supermercado ou na feira. Isso ajuda a neutralizar o impacto da fabricação", defende.
Hélio Matar acrescentou que as sacolas plásticas também são responsáveis por outros danos ambientais não contabilizados pela pesquisa, cujo foco foi o aquecimento global. "O volume de sacolas descartadas no Brasil é gigante, em torno de 150 bilhões de unidades por ano", disse. Segundo Matar, isso cria problemas como entupimento de bueiros e enchentes nas cidades, além de sobrecarregar aterros sanitários. "Em um País com recursos financeiros limitados como o nosso, isso representa uma dificuldade a mais para a administração pública", afirmou.

Miguel Bahiense, presidente da Plastivida, entidade ligada ao setor produtivo do plástico no Brasil e divulgador da pesquisa no País, tem opinião contrária. "Os questionamentos no Brasil não têm levado em conta as questões técnicas e ambientais. Se a sacola plástica teve o melhor desempenho na pesquisa, por que proibir o produto?", argumenta. Bahiense ainda sugere que, em vez de coibir as sacolas plásticas, como tem ocorrido em algumas cidades, é preciso conscientizar a população. Ele defende a necessidade de ensinar os cidadãos a diminuir o consumo de sacolas, reaproveitá-las ao máximo e encaminhá-las para reciclagem sempre que possível.


Fonte:

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

11 de agosto - Dia do Estudante



"Se és incapaz de sonhar, nasceste velho; se o teu sonho te impede de
agir segundo as realidades, nasceste inútil; se, porém, sabes transformar 
sonhos em realidades e tocar as realidades que encontras com a luz do teu
sonho, então serás grande na tua Pátria e a
tua Pátria será grande em ti."

 
Como nasceu o Dia do Estudante?

No dia 11 de agosto de 1827, D. Pedro I instituiu no Brasil os dois primeiros cursos de ciências jurídicas e sociais do país: um em São Paulo e o outro em Olinda, este último mais tarde transferido para Recife. Até então, todos os interessados em entender melhor o universo das leis tinham de ir a Coimbra, em Portugal, que abrigava a faculdade mais próxima.

Na capital paulista, o curso acabou sendo acolhido pelo Convento São Francisco, um edifício de taipa construído por volta do século XVII. As primeiras turmas formadas continham apenas 40 alunos. De lá para cá, nove Presidentes da República e outros inúmeros escritores, poetas e artistas já passaram pela escola do Largo São Francisco, incorporada à USP em 1934.

Cem anos após sua criação dos cursos de direito, Celso Gand Ley propôs que a data fosse escolhida para homenagear todos os estudantes. Foi assim que nasceu o Dia do Estudante, em 1927.
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            Ser estudante é acreditar no potencial que possui.
            Dar valor a si mesmo e seguir em frente, ultrapassando os obstáculos. É cumprir o seu papel como estudante, não só na escola, mas onde quer que esteja.
            É questionar sobre tudo. É cobrar do professor quando é preciso,
            Ajudar o colega a entender que o meio de crescer na vida, não é através da famosa “pesca”, e sim, ter o prazer de aprender, mesmo quando o assunto a ser estudado não for o seu preferido.
            É pensar grande e sonhar alto, sem ter medo de agir. É admitir que está errado quando está.
            Respeitar as pessoas e aceita-las do jeito que são.
            Construir um futuro melhor.
            É escolher uma profissão sem olhar se o salário é alto ou não, e sim, se é o que você gosta de fazer ou não. Porque não é o dinheiro que vai dizer quem você realmente é, mas o seu caráter.
            Em suma, ser estudante é aprender com os erros a ser uma pessoa melhor, ou seja

           Ser estudante é uma arte. É a arte de tentar entender o que o outro está tentando explicar;é uma arte quando este, mesmo sem compreender o que está sendo dito, procura recursos auxiliares para tentar entender; é uma arte quando recebe comentários que soam sobre a sua não capacidade de assimilar o conteúdo e mesmo assim ao longo do tempo consegue um lugar consideravelmente aceitável, mas não para o outro e sim para ele; é uma arte quando este trabalha oito horas por dia e mesmo assim, ao cair da noite, fatigado, entra em sala de aula para aprender e sabe-se lá o que vai encontrar pela frente. Talvez, um outro também tão cansado quanto ele.Ser estudante passa a ser uma arte quando das pronfundezas de um aprendizado mal estruturado ele passa no vestibular; é uma arte quando ele “roda” no vestibular e mesmo assim se supera e entende que vestibular é  mais uma prova que não prova nada da sua capacidade e das suas habilidades  e que pode tentar novamente.                         Ser estudante passa a ser uma arte grandiosa quando nosso aluno percebe a necessidade do estudo diante do mundo moderno.
                        PORTANTO, caros estudantes façam do estudo uma arte que os levará a vitória na hora certa.

UM FELIZ DIA DOS ESTUDANTES A TODOS QUE FREQUENTAM ESTE BLOG  E, EM ESPECIAL AOS MEUS QUERIDOS ALUNOS.




domingo, 7 de agosto de 2011

MATA VIRGEM,TERRA PROSTITUTA - Januário Amaral


Sinopse - Mata Virgem Terra Prostituta - Januário Amaral

Os múltiplos mitos, as variadas percepções e comportamentos em torno da antiga relação homem/natureza, os constantes conflitos e arranjos entre os diferentes atores sociais em um projeto de colonização em Rondônia constituem o pano de fundo do livro, resultado do trabalho de dissertação de mestrado em Geografia defendida pelo autor na USP, no início dos anos 90. Uma década depois, é possível constatar que as previsões mais sombrias feitas para o projeto de colonização “Sidney Girão” foram confirmadas para praticamente todos os outros projetos implantados no Estado. Formou-se uma seleta minoria de agricultores bem sucedidos, acompanhada da expropriação de outra parcela de colonos, posseiros, meeiros, agregados e dos índios, mostrando um progressivo e significativo envolvimento do capital comercial e financeiros na compra da terra e no direcionamento da produção.


 O Capítulo I do livro trata das complexas relações entre as várias dimensões constituintes do processo de colonização da Amazônia. A variação das atividades para ocupação da região amazônica, de acordo com Amaral (2004, p.42), foi assim caracterizada:
[...] primeiramente o que podemos denominar de uma ocupação pontual, na fase do Brasil colônia; em seguida, com início no século passado e primeira metade desse século, temos uma ocupação de caráter linear e beiradeira, norteada pelo extrativismo do látex das seringueiras nativas; e recentemente, após década de sessenta, deu-se uma ocupação interfluvial dando início ao ciclo de colonização agrícola, dos projetos agropecuários, minerais, minério-metalúrgico e de hidroelétricas.
A inserção da Amazônia no contexto nacional como prioridade de governo só realmente efetivou-se quando se rompeu o isolamento econômico e social através de medidas político-administrativo, e a colonização passa a ser essa ação governamental apresentada pelos militares brasileiros, objetivando a modernização do país. O que na realidade se queria era amenizar a situação de conflito que estava prestes a estourar na Região Centro-Sul do país, fazendo com que a migração das massas camponesas dessa região para a Região Norte cedesse espaço à agricultura mecanizada e empresarial.

A conquista efetiva da Amazônia pelos portugueses teve início no séc.XVII com o propósito de reconquistar o território então ocupado por ingleses e holandeses estabelecidos no baixo Amazonas.

O Capítulo II reconstrói a questão da colonização agrícola no movimento de expansão das relações capitalistas.São analisadas as condições econômicas,jurídicas,políticas e sociais que tornaram Rondônia um espaço geográfico privilegiado pelas agências governamentais para promoção da colonização agrícola de caráter oficial. Entende-se que a colonização agrícola de novas terras tem sido a forma institucional de expansão das relações capitalista da Amazônia.É sintomático,entretanto que o processo de colonização não ocorra isoladamente.Ele é a “franja” de um sistema no qual está inserido.Segundo Hébette e Acevedo, a colonização “(...) se manifesta como instrumento ideológico a serviço de interesses que não declarados,que não têm nada em comum com o interesse dos colonos,e que despontam de meios e ambientes bem distantes da área de colonização(1979,p.152)”

A ocupação de Rondônia, a partir da década de 70,foi efetivada via BR 364 (Ciabá-Porto Velho),implantada na antiga linha telegráfica construída por Rondon.Foi às margens dessa rodovia que houve a implantação de dois projetos de colonização: O PIC (Proj. Integrado de Colonização) e o PAD (Proj.Assentamento Dirigido)

No  PIC – as terras eram destinadas a famílias camponesas e com grande número de filhos;
No PAD – o colono deveria ser mais especializado do que um trabalhador rural,ou seja,deveria ter um mínimo de conhecimento agrícola,alguns recursos e experiências com relação a obtenção de crédito bancário. Mas esses projetos não foram suficientes para atender o fluxo migratório, o INCRA tornou-se impotente para distribuir e regularizar a situação das famílias e diante de tal quadro houve  a partir da década de 80 , as ocupações de terras improdutivas em várias áreas do Estado de Rondônia por parte de trabalhadores rurais sem terra.

O Capítulo III trata de reconstruir uma relação entre processo de colonização agrícola e a qualidade da relação homem/natureza que os atores sociais apresentam,como se constituiu o processo de produção material e simbólico da natureza, na área do projeto de colonização Sidney Girão. Ancorados nas relações dialéticas que são estabelecidas entre sociedade/espaço,transportadas para a dialética homem/natureza, podemos afirmar que o homem adquire inicialmente um conhecimento empírico,seguido de um conhecimento científico e técnico.É também os diferentes grupos e classes sociais locais ou originários de outras regiões,que estabelecem nas novas terras, relações de intervenção na natureza conforme seus interesses e modo de viver.É assim,percebido o ecossistema existente,ao mesmo tempo em que é construído o espaço geográfico.

O Capítulo IV é eminentemente empírico, onde se procura explicitar a questão da relação homem/natureza na ótica dos agentes sociais envolvidos diretamente no processo de colonização:os colonos e os seringueiros.Neste capítulo retoma-se,amplia-se e especifica-se a discussão do capítulo anterior delineando na prática,os diferentes processos históricos de produção da natureza em Rondônia;finalmente descreve-se e analisa-se as diferentes etapas do processo produtivo dos colonos do PIC Sidney Girão.
As dimensões,analisadas na perspectiva da colonização,constituem,na realidade, o movimento da sociedade ancorada pelo desenvolvimento das relações capitalistas que procuram expandir as relações de mercado sobre a totalidade do território brasileiro.Pelo fato do processo de colonização agrícola expressar essas dimensões,ele representa uma forma de expansão da sociedade nacional nas novas terras.Interpretar a colonização representa revelar essas dimensões.


Ainda de acordo com Prof. Dr. Januário Amaral em seu livro: Mata virgem, terra prostituta, existem, na atualidade, vários mitos,quais sejam: 

Mito da homogeneidade, que representou a região como um imenso e uniforme tapete verde, atravessado por longos e tortuosos rios. Nenhuma visão da Amazônia é mais distante da realidade. Ela abriga uma indescritível diversidade ecológica, refletida no clima, nas formações geológicas, nas altitudes, nas paisagens, nos solos, na formação vegetal e na biodiversidade. A heterogeneidade também ocorre do ponto de vista político, social e econômico. São oito países com diferentes estilos de governo e desgoverno, políticas e leis para a região, assim como ela é habitada por
uma ampla variedade de grupos humanos, que vão desde indígenas vivendo em total isolamento, até habitantes de grandes cidades.

Mito do vazio demográfico, que produziu a crença de uma região virgem, um imenso espaço vazio, ou a última fronteira da humanidade. Por este enfoque, a Amazônia é uma terra sem homens para onde os homens sem terra devem migrar, aliviando os problemas da pressão populacional nas áreas periféricas, ao mesmo tempo em que são ignorados os direitos seculares das populações que habitam a região. 

Mito da imensa riqueza e extrema pobreza, que tomando como referência a exuberância da vegetação tropical, estabeleceu a crença da fertilidade dos solos amazônicos. Somente depois de investidos e perdidos bilhões de dólares em projetos de assentamentos agrícola é que se pôde constatar que esta riqueza era apenas aparente, e que o tesouro da região está na biodiversidade do ecossistema, da flora, da fauna e do germoplasma nativo. A contrapartida desta percepção foi considerar os solos amazônicos tão pobres que tornaria impossível qualquer outra atividade que não a preservação incólume da floresta. Esta posição extremada tampouco se sustenta, dado que existem extensas faixas de solos aptos para a agricultura. 


Mito do nativo como obstáculo ou como modelo para o desenvolvimento, que justificou, no primeiro caso, extermínio sistemático destas populações, a agressão territorial e cultural ou a sua conversão ao modelo civilizatório ocidental. No segundo caso – a louvação do modelo indígena – desconheceu-se que aquelas culturas são formas adaptativas próprias àquele ambiente e que sua adoção como modelo generalizado para o desenvolvimento da Amazônia é impraticável.

Mito de pulmão do mundo, que considerava a floresta amazônica responsável pela produção de 80% do oxigênio (O2) e fixador de dióxido de carbono (CO2) e que sua destruição privaria o planeta dos seus pulmões. O mito desconsiderava tanto a importância dos oceanos de das outras regiões tropicais nesta tarefa, quanto o fato da floresta amazônica ser uma floresta madura, mantendo um equilíbrio quase perfeito entre a produção de O2 e a fixação de CO2. Por outro lado, agora que as
preocupações humanas deslocaram-se dos gases para as águas, a contribuição da Amazônia para o balanço hídrico do planeta tem sido enfatizada, dado que o rio desemboca no mar 176.000 m3 de água por segundo, representando aproximadamente 1/6 de toda a água doce levada para os oceanos.

Mito de solução para os problemas da periferia, que submeteu a região a projetos de colonização governamentais visando à expansão da fronteira agrícola, não só no Brasil como na Colômbia, Peru, Equador e Bolívia, com o deslocamento de colonos atraídos por dois outros mitos: uma terra desabitada e com solos férteis. A colonização tem sido acompanhada de construção de estradas, de cidades e de hidrelétricas. O balanço geral dos últimos cinqüenta anos de colonização é negativo: os problemas da periferia do sul-sudeste não foram resolvidos e criaram-se na Amazônia novas periferias com velhos problemas. 

Mito da Amazônia como área rural, que considera a fronteira amazônica semelhante aos movimentos migratórios que se desenvolvem no Brasil na primeira metade do século XX, com pioneiros ocupando terras livres com atividades agrícolas que paulatinamente geravam crescimento da população e da produção. Na Amazônia, a fronteira já nasceu heterogênea, constituída por frentes de várias atividades, com povoamento rural e produção agrícola relativamente modestos, e com intenso ritmo de urbanização, com o governo federal e as agências financiadoras internacionais assumindo o papel de planejador.

Mito de internacionalização da Amazônia, que surgiu como corolário dos outros mitos, da extensa agressão ambiental das últimas décadas e da inversão do conflito leste-oeste para norte-sul. A internacionalização é “confirmada” pelo mito cibernético de um mapa que consta dos livros escolares norte-americanos, com a Amazônia desenhada e identificada como área internacional.


sexta-feira, 5 de agosto de 2011

DRA. SANDRA SILVESTRE E DIMAS QUEIROZ NO 'VIVA PORTO VELHO'



O médico e jornalista Viriato Moura e a Dra. Sandra Silvestre nos estúdios do Programa Viva Porto Velho. (Fonte: Viva Porto Velho)   

A juíza titular da Vara de Execuções Penais do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia, Dra. Sandra Aparecida Silvestre de Frias Torres será entrevistada pelo médico e jornalista Viriato Moura no Programa VIVA PORTO VELHO deste domingo, dia 07/08. Natural de Minas Gerais, Dra. Sandra ingressou na magistratura de Rondônia há 16 anos e já atuou nos municípios de Espigão do Oeste, Jarú e Ouro Preto. Nesta entrevista falará dos Projetos Ressoar e “Bizarrus”, e sobre um incidente ocorrido no Timor Leste, país no qual trabalhou por dois anos, requisitada pela ONU – Organização das Nações Unidas.
O economista e jornalista Anísio Gorayeb vai conversar com Dimas Queiroz de Oliveira no quadro “Historias da Nossa Terra”, onde falará sobre suas atividades no serviço público por mais de 40 anos, onde exerceu diversos cargos como: Tesoureiro e Diretor da Contabilidade da Prefeitura, Diretor do Departamento de Relações Públicas e Administrador do Palácio Presidente Vargas, Administrador do Aeroporto. Dimas é também um dos fundadores da TV Cultura na época do Governador Marques Henriques.
 

O economista e jornalista Anisinho Gorayeb e Dimas Queiroz irão bater um papo no quadro “Historias da Nossa Terra”.  (Foto: Ivo Feitosa)
O programa apresentará também os quadros: “Momento Esportivo” com Marcos Magalhães e “Seu Direito” com o conceituado advogado Édison Piacentini.
O VIVA PORTO VELHO é um programa independente, apresentado por Viriato Moura, com a produção de Ricardo Farias através da New Produtora, e vai ao ar todos os domingos ao meio dia (12 horas) pela Rede TV canal 17 e pela Via Cabo canal 27.

Fonte: Ascom/Viva Porto Velho.