quinta-feira, 25 de outubro de 2012

DOCUMENTÁRIO - VIRANDO O BICHO

Se liga nessa Terceirão JBC e demais leitores!

Confira o trailler abaixo - Você vai amar!

"VIRANDO O BICHO"  é um filme da Fraiha produções , que irá estrear nos cinemas no dia 09 de novembro de 2012. O documentário tem como tema principal o ano de estudo que antecede o ingresso na universidade, porém a partir desse ponto discute-se  e evidenci-se  a realidade da educação no país. 

 Produzido pela Fraiha Produções e dirigido por Silvia Fraiha e Alexandre Carvalho, Virando Bicho é um documentário com sabor de ficção sobre o sistema de ingresso dos jovens brasileiros nas Universidades. Com uma visão bem humorada e realista, o filme acompanha a vida de seis jovens que estão se preparando para os diversos exames que antecedem o ingresso nas Universidades. O universo do filme gira em torno dos cursos preparatórios de diferentes faixas sociais, a fim de investigar as dificuldades dos jovens brasileiros de alta, média e baixa renda para ingressar numa boa Universidade. 

O filme também mostra a difícil realidade dos jovens que pertencem a algumas minorias, como os índios,que vivem afastados dos grandes centros. Através do depoimento e da rotina desses jovens e das entrevistas com educadores, o filme mapeia questões vitais para compreender a sociedade brasileira. Os depoimentos são entrelaçados pelas aulas dos professores, que muitas vezes dissertam em sala de aula assuntos inerentes à própria discussão que o filme fomenta.

Link para Download do trailer: https://www.yousendit.com/download/TEhVc2ZEQ0NFd2ROeDhUQw

Obs.: link do site ao lado direito do blog...


Fonte: Samuel

 

sábado, 20 de outubro de 2012

Universidades que aderiram ao Enem



Veja as universidades federais que aderiram ao Enem 2012
 É importante compreender que o Enem pode ser utilizado basicamente de 3 formas pelas instituições: como critério único de seleção, com ou sem a utilização do Sisu (Sistema de Seleção Unificada); em substituição de alguma etapa do vestibular ou complementando a nota final do processo seletivo.

Segue abaixo a lista de instituições para cada um de nossos estados, os quais foram colocados em ordem alfabética.
Acre
UFAC (Universidade Federal do Acre) – utiliza o Enem como fase única de seu vestibular em 100% dos cursos.
Alagoas
UFAL (Universidade Federal de Alagoas)utiliza o Sisu para 99% das suas vagas.
Uncisal (Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas) – destina 10% das suas para  a seleção via Sisu.
Amapá
UEAP (Universidade do Estado do Amapá) - utiliza o Sisu como forma de seleção para50% dos seus cursos.
Unifap (Universidade Federal do Amapá) – utiliza o Enem como fase única do vestibular para alguns cursos e vagas remanescentes.
Amazonas
Ufam (Universidade Federal do Amazonas) – utiliza o Sisu para o preenchimento de 50% de suas vagas.
Bahia
Uesb (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia) – utiliza o Sisu para preenchimento de 50% de suas vagas.
Uesc (Universidade Estadual de Santa Cruz) – utiliza o Sisu como forma de seleção dos estudantes.
UFBA (Universidade Federal da Bahia) – Utiliza o Enem como primeira fase de seu vestibular.
UFRB (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia) – 100% das vagas através do Sisu.        Uneb (Universidade do Estado da Bahia) – utiliza o Sisu para o preenchimento de 20% de suas vagas.
Univasf (Universidade Federal do Vale do São Francisco) – utiliza o Sisu para o preenchimento de 38% de suas vagas.
Ceará
UFC
(Universidade Federal do Ceará) – utiliza o Sisu como forma de seleção de estudantes.
Unifor (Universidade de Fortaleza) – utiliza o Enem como fase única de seu Vestibular.
Unilab (Universidade da Integração Internacional de Lusofonia Afro-Brasileira) – utiliza o Sisu para o preenchimento de 50% de suas vagas.
Distrito Federal
UnB (Universidade de Brasília) – utiliza o Enem para seleção de candidatos para vagas remanescentes.
Espírito Santo
UFES
(Universidade Federal do Espírito Santo) – utiliza o Enem como primeira fase do vestibular.
Goiás
UFG (Universidade Federal de Goiás) – utiliza o Sisu para o preenchimento de 20% de suas vagas e o Enem como parte da nota de parte de seus cursos.
Maranhão
UFMA
(Universidade Federal do Maranhão) – utiliza o Sisu para 100% das vagas.
Mato Grosso
UFMT
(Universidade Federal de Matro Grosso) – utiliza o Enem como forma de seleção dos estudantes.
Mato Grosso do Sul
UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) – utiliza o Sisu para 100% das vagas.
UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) – utiliza o Sisu para 100% das vagas.
Minas Gerais
UFJF (
Universidade Federal de Juiz de Fora – utiliza o Sisu para o preenchimento de 70% de suas vagas.
UFLA (Universidade Federal de Lavras) – utiliza o Sisu para o preenchimento de 60% de suas vagas e o Enem como parte da nota alguns de seus cursos.
UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) – utiliza o Enem como primeira fase do vestibular.
Ufop (Universidade Federal de Ouro Preto) – utiliza o Sisu para 100% das vagas.
UFSJ (Universidade Federal de São João del-Rei) – utiliza o Sisu para o preenchimento de 10% de suas vagas e o Enem como parte da nota de parte de seus cursos.
UFTM (Universidade Federal do Triângulo Mineiro) utiliza o Enem como parte da nota de parte de seus cursos.
UFU (Universidade Federal de Uberlândia) – utiliza o Sisu para o preenchimento de 75% de suas vagas e o Enem como parte da nota alguns de seus cursos.
UFV (Universidade Federal de Viçosa) – utiliza o Enem para o preenchimento de 80% de suas vagas e o Enem como parte da nota de alguns de seus cursos.
UFVJM (Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri) – utiliza o Sisu para o preenchimento de 80% de suas vagas.
Unifal (Universidade Federal de Alfenas) – utiliza o Sisu para 100% das vagas.
Unifei - Universidade Federal Itajubá – utiliza o Sisu para 100% das vagas.
Pará
Ufopa
(Universidade Federal do Oeste do Pará) – utiliza o Enem como fase única do vestibular.
UFPA (Universidade Federal do Pará) – utiliza o Enem como fase única para a seleção de parte de seus cursos e como primeira fase do vestibular.
Paraíba
UEPB (Universidade Estadual da Paraíba) – utiliza o Sisu para o preenchimento de 25% de suas vagas.
UFCG (Universidade Federal de Campina Grande) – utiliza o Enem como fase única de seu vestibular.
UFPB (Universidade Federal da Paraíba) – utiliza o Sisu para o preenchimento de 10% de suas vagas.
Paraná
UEL
(Universidade Estadual de Londrina) – utiliza o Enem como fase única de parte de seus cursos.
UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa) – utiliza o Enem como parte da nota do vestibular.
UFFS (Universidade Federal da Fronteira Sul/PR) – utiliza o Enem como fase única de seu vestibular.
UFPR (Universidade Federal do Paraná) – utiliza o Sisu para o preenchimento de 10% de suas vagas e Enem como parte da nota de alguns de seus cursos.
Unicentro-PR - Universidade Estadual do Centro-Oeste – uitliza o Enem como fase única de parte de seus cursos
Unila (Universidade Federal da Integração Latino-Americana) – utiliza o Enem como parte da nota e fase única de parte de seus cursos.
UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná) – utiliza o Sisu para a seleção de estudantes.
Pernambuco
UFPE
(Universidade Federal de Pernambuco) – utiliza o Sisu para o preenchimento de 1% de suas vagas e o Enem como primeira fase de parte de seus cursos.
UFRPE (Universidade Federal Rural de Pernambuco) – utiliza o Sisu para a seleção de todos estudantes.
Univasf (Universidade Federal do Vale do São Francisco) – utiliza o Sisu para o preenchimento de 56% de suas vagas.
Piauí
UFPI (Universidade Federal do Piauí) – utiliza o Sisu para a seleção de estudantes.
Univasf-PI (Universidade Federal do Vale do São Francisco/PI) – utiliza o Sisu para o preenchimento de 44% de suas vagas.
Rio de Janeiro
UFF
(Universidade Federal Fluminense) – utiliza o Sisu para seleção de todos os estudantes.
UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) – utiliza o Sisu para o preenchimento de 90% de suas vagas e o Enem como parte da nota de parte dos cursos.
UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro) – utiliza o Sisu para a seleção dos estudantes.
Unirio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro) – utiliza o Sisu para a seleção dos estudantes.
Rio Grande do Norte
Uern
(Universidade do Estado do Rio Grande do Norte) – utiliza o Enem como parte da nota de seus. cursos
Ufersa (Universidade Federal Rural do Semi-Árido) – utiliza o Sisu para a seleção dos estudantes.
UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) – utiliza o Sisu para o preenchimento de 6% de suas vagas.
Rio Grande do Sul
Furg
(Universidade Federal do Rio Grande) – utiliza o Sisu para a seleção de estudantes.
Uergs (Universidade Estadual do Rio Grande do Sul) – utiliza o Sisu para o preenchimento de 50% de suas vagas e o Enem como parte de seus cursos.
UFCSPA (Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegra) – utiliza o Sisu para selecionar os estudantes.
UFFS/RS (Universidade Federal da Fronteira Sul) – utiliza o Enem como fase única do vestibular.
UFPel (Universidade Federal de Pelotas) – utiliza o Sisu para selecionar os estudantes.
UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) – utiliza o Enem como parte da nota do vestibular.
UFSM - Universidade Federal de Santa Maria) – utiliza o Enem como fase única e como parte da nota de parte de seus cursos.
Unipampa (Universidade Federal do Pampa) – utiliza o Sisu para selecionar os estudantes.
Roraima
UFRR
(Universidade Federal de Roraima) – utiliza o Sisu para o preenchimento de 20% de suas vagas.
Rondônia
Unir
(Fundação Universidade Federal de Rondônia) – utiliza o Enem como fase única do vestibular.
Santa Catarina
UFFS/SC
(Universidade Federal da Fronteira Sul) – utiliza o Enem como fase única do vestibular.
UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) – utiliza o Enem como parte da nota de seu vestibular.
São Paulo
UFABC
(Universidade Federal do ABC) – utiliza o Sisu para selecionar os estudantes.
UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) – uitliza o Sisu para o preenchimento de 99% de suas vagas e o Enem como parte de nota de parte de seus cursos.
Unesp (Universidade Estadual Paulista) – utiliza o Enem como parte da nota do vestibular.
Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) – utiliza o Enem como parte da nota do vestibular.
Unifesp (universidade Federal de São Paulo) – utiliza o Sisu para o preenchimento de 82% de suas vagas e o Enem como parte da nota de parte dos cursos.
USCS (Universidade Municipal de São Caetano do Sul) – utiliza o Enem como parte da nota de parte dos cursos.
Sergipe
UFS
(Universidade Federal de Sergipe) – utiliza o Enem como fase única do vestibular.
Tocantins
UFT
(Universidade Federal do Tocantins) – utiliza o Sisu para o preenchimento de 25% de suas vagas.

Fonte: Uol.com

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Centenários em RO

               NOSSOS CENTENÁRIOS

* Por Anísio Gorayeb


Neste ano de 2012 começaram as comemorações de centenário de algumas datas muito importantes para a cidade de Porto Velho. A começar pelo centenário de inauguração da EFMM - Estrada de Ferro Madeira Mamoré nesse ano.
Como já foi amplamente divulgado, no dia primeiro de agosto passado se comemorou o centenário da viagem inaugural da EFMM. Não é demais lembrar que nossa ferrovia que deu origem a cidade de Porto Velho teve outra data importante que também completou 100 anos. No dia 30 de abril fez um século que a ferrovia foi concluída, data em que foi assentado o último dormente no Km 366 no município de Guajará Mirim. Diz a lenda, que os trilhos foram fixados no último dormente com um prego de ouro.

Através dessa importante ferrovia que atraiu mais de 20.000 trabalhadores oriundos de 52 países é que surgiu a cidade de Porto Velho. Na época da construção da ferrovia (1907/1912), o único povoado da região era a pequena Santo Antonio, em terras do estado do Mato Grosso. Por isso é importante se comemorar o centenário da EFMM.

             -------------------------------------------------------------
No próximo ano, 2013, será o centenário de comemoração da primeira missa celebrada na região, na pequena Igreja de Santo Antonio. A construção dessa igreja iniciou no final de 1911, quando o Padre Manuel de França Melo doou alguns objetos, entre eles um cálice. Depois disso com a ajuda da EFMM e a mão de obra dos devotos, no dia 21 de setembro de 1913 aconteceu a benção do altar e no mesmo dia foi celebrada a primeira missa, ainda com a igreja inacabada. Somente no ano seguinte a igreja foi concluída.

Com o abandono do local, o telhado e as paredes que eram de taipas ruíram. Nos anos 70, alguns devotos realizaram diversas campanhas para angariar recursos, e conseguiram reerguer a igreja. Atualmente são realizadas missas todos os domingos pela manhã. A Igreja de Santo Antônio foi tombada como Patrimônio Histórico em 1986.
Para comemorar esse importante data, o Santuário Nossa Senhora de Fátima no Bairro Areal, que é responsável pela manutenção e administração da Igreja de Santo Antonio está preparando uma grande programação para comemorar o centenário da primeira missa celebrada na região.


            ----------------------------------------------------------

No ano de 2014 será comemorado o primeiro centenário de criação do município de Porto Velho. Criado através da Lei No. 757 de 2 de outubro de 1914, o município de Porto Velho teve sua criação sancionada pelo Governador do Amazonas, Jonathas Pedrosa. Por essa razão ele foi homenageado com uma praça no centro da cidade.

A instalação do município aconteceu no dia 24 de janeiro de 1915, quando foi empossado o primeiro superintendente (cargo equivalente a prefeito), o Major Fernando Guapindaia de Souza Brejense, um maranhense militar do exército. Major Guapindaia foi nomeado superintendente, pois somente em dezembro de 1916 houve a primeira eleição. O primeiro superintendente eleito foi o médico Joaquim Augusto Tanajura, que assumiu a Superintendia do Município de Porto Velho dia 1º de janeiro de 1917.

Nessa época a cidade de Porto Velho era município do Estado do Amazonas e Santo Antonio era município do Estado de Mato Grosso. O município de Guajará Mirim, que foi criado no dia 12 de julho de 1928, também pertencia ao Estado do Mato Grosso, tanto que havia um marco divisório limitando os estado do Amazonas e Mato Grosso entre as cidades de Porto Velho e Santo Antonio.

Nesse domingo estamos escolhendo o novo prefeito e os novos vereadores que estarão no centenário de criação do nosso município. Vamos votar consciente e escolher os melhores...



 * Anísio Gorayeb Filho é colaborador do Gente de Opinião, natural de Porto Velho, economista, jornalista (Reg. No. 1058/DRT-RO), e funcionário publico. Apresenta programa na radio Cultura FM, e o quadro “Historias da Nossa Terra” no programa VIVA PORTO VELHO, que vai ao ar todos os domingos às 12 (meio dia) pela Rede TV. E-mail: anisiogorayeb@hotmail.com

sábado, 22 de setembro de 2012

TRI Sistema de Avaliação na prova do Enem

Método TRI

























O uso da TRI explica os aparentes disparates do exame, como o fato de os participantes que erram e os que acertam todas as questões não receberem, respectivamente, notas zero e 1.000. O início da "régua de conhecimento" não é o zero, mas um valor que indica o grau de complexidade da questão mais fácil presente na prova. Caso a medição recaia em 200 pontos, por exemplo, essa será a nota mínima atribuída a qualquer participante do exame. "Com isso, o sistema quer dizer que esse é o menor nível que a prova é capaz de medir", diz Tufi Machado Soares, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). "Portanto, o conhecimento do participante é igual ou menor ao mínimo avaliado." Raciocínio semelhante é válido para a nota máxima. 

quA TRI começou a ser desenvolvida por volta de 1950, quando pesquisadores americanos e europeus se questionavam sobre a eficácia da teoria clássica de testes para avaliar o conhecimento dos estudantes. Nos anos seguintes, as pesisas se desenvolveram nos Estados Unidos, especialmente entre um grupo de especialistas que mais tarde se reuniria no Educational Testing Service (ETS), associação sem fins lucrativos responsável pelo SAT, espécie de Enem americano, cuja realização é obrigatória para aspirantes a universidades americanas, e também pelo exame de proficiência em língua inglesa Toefl. Aos poucos, o método se consagrou. Hoje, é com a ajuda dele que a OCDE, organização que reúne as nações mais desenvolvidas do planeta, aplica o Pisa, teste internacional que avalia o sistema educacional de 65 países – incluindo o Brasil. Por aqui, a TRI foi usada pela primeira vez em larga escala na década de 1990, quando o MEC deu início às avaliações educacionais como o Saeb.

Fonte: da revista Veja http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/como-e-calculada-a-nota-do-enem#texto1


 Abaixo do site universia.com.br






quarta-feira, 19 de setembro de 2012

O que são: energia hidráulica, fóssil, solar, nuclear, eólica, biomassa, geotérmica, gravitacional ?

Em nosso planeta encontramos diversos tipos de fontes de energia. Elas podem ser renováveis ou esgotáveis. Por exemplo, a energia solar e a eólica (obtida através dos ventos) fazem parte das fontes de energia inesgotáveis. Por outro lado, os combustíveis fósseis (derivados do petróleo e do carvão mineral) possuem uma quantidade limitada em nosso planeta, podendo acabar caso não haja um consumo racional.

Principais fontes de energia

· Energia hidráulica – é a mais utilizada no Brasil em função da grande quantidade de rios em nosso país. A água possui um potencial energético e quando represada ele aumenta. Numa usina hidrelétrica existem turbinas que, na queda d`água, fazem funcionar um gerador elétrico, produzindo energia. Embora a implantação de uma usina provoque impactos ambientais, na fase de construção da represa, esta é uma fonte considerada limpa.

· Energia fóssil – formada a milhões de anos a partir do acúmulo de materiais orgânicos no subsolo. A geração de energia a partir destas fontes costuma provocar poluição, e esta, contribui com o aumento do efeito estufa e aquecimento global. Isto ocorre principalmente nos casos dos derivados de petróleo (diesel e gasolina) e do carvão mineral. Já no caso do gás natural, o nível de poluentes é bem menor.

· Energia solar – ainda pouco explorada no mundo, em função do custo elevado de implantação, é uma fonte limpa, ou seja, não gera poluição nem impactos ambientais. A radiação solar é captada e transformada para gerar calor ou eletricidade.

· Energia de biomassa – é a energia gerada a partir da decomposição, em curto prazo, de materiais orgânicos (esterco, restos de alimentos, resíduos agrícolas). O gás metano produzido é usado para gerar energia.

· Energia eólica – gerada a partir do vento. Grandes hélices são instaladas em áreas abertas, sendo que, os movimentos delas geram energia elétrica. È uma fonte limpa e inesgotável, porém, ainda pouco utilizada

Energia nuclear – o urânio é um elemento químico que possui muita energia. Quando o núcleo é desintegrado, uma enorme quantidade de energia é liberada. As usinas nucleares aproveitam esta energia para gerar eletricidade. Embora não produza poluentes, a quantidade de lixo nuclear é um ponto negativo.Os acidentes em usinas nucleares, embora raros, representam um grande perigo.

· Energia geotérmica – nas camadas profundas da crosta terrestre existe um alto nível de calor. Em algumas regiões, a temperatura pode superar 5.000°C. As usinas podem utilizar este calor para acionar turbinas elétricas e gerar energia. Ainda é pouco utilizada.

· Energia gravitacional – gerada a partir do movimento das águas oceânicas nas marés. Possui um custo elevado de implantação e, por isso, é pouco utilizada. Especialistas em energia afirmam que, no futuro, esta, será uma das principais fontes de energia do planeta.

BENEFÍCIOS NA UTILIZAÇÃO DAS ENERGIAS RENOVÁVEIS

Segundo Wolfgang Palz no seu livro Energia Solar e Fontes Alternativas, a energia solar recebida pela terra a cada ano é dez vezes superior a contida em toda a reserva de combustíveis fósseis. Mas, atualmente a maior parte da energia utilizada pela humanidade provém de combustíveis fósseis - Petróleo, carvão mineral, xisto etc. A vida moderna tem sido movida a custa de recursos esgotáveis que levaram milhões de anos para se formar.

O uso desses combustíveis em larga escala tem mudado substancialmente a composição da atmosfera e o balanço térmico do Planeta provocando o aquecimento global, degelo nos pólos, chuvas ácidas e envenenamento da atmosfera e todo meio-ambiente. As previsões dos efeitos decorrentes para um futuro próximo, são catastróficas. Alternativas como a energia nuclear, que eram apontadas como solução definitiva, já mostraram que só podem piorar a situação. Com certeza, ou buscamos soluções limpas e ambientalmente corretas ou seremos obrigados a mudar nossos hábitos e costumes de maneira traumática.

A utilização das energias renováveis em substituição aos combustíveis fósseis é uma direção viável e vantajosa. Pois, além de serem praticamente inesgotáveis, as energias renováveis podem apresentar impacto ambiental muito baixo ou quase nulo, sem afetar o balanço térmico ou composição atmosférica do planeta.

Graças aos diversos tipos de manifestação, disponibilidade de larga abrangência geográfica e variadas possibilidades de conversão, as renováveis são bastante próprias para geração distribuída e ou autônoma. O desenvolvimento das tecnologias para o aproveitamento das renováveis poderão beneficiar comunidades rurais e regiões afastadas bem como a produção agrícola através da autonomia energética e conseqüente melhoria global da qualidade de vida dos habitantes. Certamente diminuiria o êxodo rural e a má distribuição de renda, dos quais nosso país tem péssimos quadros. Infelizmente, o Brasil tem investido muito pouco no desenvolvimento de tecnologias de aproveitamento dessas fontes, das quais é um dos maiores detentores em nível mundial. Fica a pergunta: Até quando seremos "o país do futuro" se não investirmos nele?


Fonte: suapesquisa.com

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Nelson Rodrigues completaria 100 anos hoje



 
Celebrado autor completaria 100 anos nesta quinta-feira. Foto: Futura Press                       Celebrado autor completaria 100 anos nesta quinta-feira
 
 
Tarado, pornográfico, imoral, louco, reacionário. Nelson Rodrigues, que estaria completando 100 anos nesta quinta-feira (23), foi chamado de tudo isso ao revolucionar o teatro brasileiro, em meados do século 20.

Pernambucano que se mudou para o Rio de Janeiro ainda criança, ele começou a vida como jornalista e estreou no teatro em 1941, com a peça A Mulher sem Pecado. Apenas dois anos depois, escreveu Vestido de Noiva, peça narrada em três planos - alucinação, memória e realidade - que se tornou um enorme sucesso de público e crítica. 

De acordo com o diretor de teatro Marco Antônio Braz, Nelson Rodrigues está para o teatro brasileiro como a Semana de 22 está para a literatura. Foi ele quem trouxe a coloquialidade, um olhar agudo sobre a realidade do povo e da classe média e fez com que a dramaturgia do País finalmente chegasse em sua fase adulta - enfrentando todas as críticas e censuras impostas ao seu trabalho. 

Além do teatro, Nelson nunca deixou de escrever em jornais. Seus contos - em especial a famosa série A Vida Como Ela É... - são retratos deliciosamente trágicos da classe média brasileira, principalmente aquela da Zona Norte carioca, onde cresceu. Suas crônicas sobre futebol - ele era um fanático torcedor do Fluminense - também são relatos impressionantes do esporte que mais desperta paixão entre os brasileiros. 


Galeria de fotos: Veja fotos de Nelson Rodrigues
Diretor: Nelson Rodrigues fez teatro perder complexo de "vira-lata"
"Nem toda mulher gosta de apanhar, só as normais"; veja frases

Fonte: Terra -Arte e Cultura 

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Planeta Sustentável

Por : Raquel Nunes



Certamente você já ouviu essas palavras diversas vezes. Mas, você sabe o que elas realmente significam? Sustentabilidade é um conceito que vem tomando força nos últimos anos. O ser humano sempre vem explorando o mundo em que vive e extraindo dele tudo o que precisa para sobreviver. Mas, nos últimos séculos, ele vem tirando muito mais do que realmente precisaria e o pior; vêm jogando no planeta os mais diversos tipos de veneno e de resíduos perigosos frutos de suas atividades econômicas.
É mais ou menos como se você jogasse veneno na comida que você tem em casa ou na água que você bebe. Mesmo que fosse um pouquinho de cada vez, uma hora ou outra você acabaria morrendo. E é exatamente isso que o ser humano estranhamente vem fazendo com o planeta em que vive e do qual depende inteiramente. Algo que, se analisarmos muito bem; veremos que é um comportamento totalmente louco e suicida. Para termos um planeta sustentável é necessária uma mudança de postura.

Mesmo que as pessoas desejem consumir cada vez mais e mais; o planeta começou a dar recados cada vez mais óbvios de que não suportaria esse ritmo de consumo e de degradação dos recursos naturais por muito mais tempo. Cataclismas de toda ordem começaram a acontecer ao redor do mundo e sinais evidentes de desgaste e de alterações climáticas perigosas acenderam as luzes vermelhas de perigo nas mentes dos cientistas.

Por sua vez, esses cientistas, começaram a falar e a mostrar que se a humanidade continuasse com a sua loucura consumista, nosso planeta não duraria por muito mais tempo ou acabaria por expulsar nossa forma de vida como se fosse uma doença. Assim, essas vozes começaram a encontrar eco entre membros influentes da sociedade e até entre pessoas comuns. Com isso, a idéia de que deveríamos cuidar melhor da dádiva que recebemos, ou seja ter um planeta sustentável, e a constatação óbvia de que temos apenas um planeta e que devemos poupar nossos recursos naturais usando-os com mais racionalidade tomou forma.

Nascia assim o conceito de Planeta Sustentável. Um conjunto de práticas, procedimentos e formas de agir que permitam que os recursos naturais se renovem ou que durem por muitas e muitas gerações. Dando a possibilidade de nossa espécie viver por mais tempo e garantir que haverá a esperança de que um dia; poderemos evoluir o suficiente para alcançar as estrelas em busca de mais recursos.

Assim, planeta sustentável é muito mais do que um simples conceito bonitinho ou voltado para pessoas “cabeça” ou para ativistas do meio ambiente. É pura questão de sobrevivência. Garantir que um planeta mais sustentável seja uma realidade, pessoas; governos e empresas devem unir esforços para aprender e aplicar essas técnicas e procedimentos desenvolvidos, ao longo desse aprendizado, para garantir a continuidade da vida em nossa maravilhosa bola azul.

E garantir o uso racional dos recursos naturais de nosso planeta para que seja um planeta sustentável, não é nada complexo e nem precisa de recursos pesados. Basta usar as fontes de energia de forma mais racional e econômica; usar e reutilizar a água da chuva; tratar nossos resíduos e esgotos de forma adequada e completamente e promover uma convivência mais harmônica entre os diversos grupos humanos que compartilham nosso mundo.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Rio+20 : Pontos positivos,negativos e impactos

Rio +20Até pouco tempo atrás a Rio+20 era uma conferência da ONU à procura de um objetivo. Os países ricos não aceitavam a ideia de fazer um balanço do que foi feito nos últimos 20 anos, desde a Eco 92, no Rio - progressos na transferência de recursos financeiros e transferência tecnológica, se ocorreram, foram pífios. A discussão ambiental pura não interessava ao mundo em desenvolvimento, que quer relacionar seu crescimento com a redução da pobreza. Para não ficar à deriva acordou-se pela pauta da economia verde, que tem conceito elástico e pode servir a todos.

 O saldo da conferência foi considerado positivo pelo chefe da delegação do Brasil na Rio+20, embaixador André Corrêa do Lago. “O principal é fazer com que o desenvolvimento sustentável se transforme em paradigma em todos seus aspectos - social, ambiental e econômico”, disse. Para autoridades brasileiras, é um avanço o compromisso de atrelar desenvolvimento sustentável à erradicação da pobreza em todo o mundo.

05 pontos positivos se destacaram:
 
Compromisso socioambiental
Não existe desenvolvimento sustentável sem um esforço para a erradicação da pobreza e a proteção ambiental. Esta talvez seja a afirmação mais importante do documento "O Futuro que Queremos". Introduz um novo aspecto, a preocupação com a miséria, numa discussão que anteriormente tinha uma dimensão mais econômica. 

Novos padrões de produção e consumo
O compromisso é repetido diferentes vezes ao longo do documento. A ideia é que os países se comprometem a investir em direção ao desenvolvimento sustentável, estabelecendo melhores padrões até 2020.

Além do PIB
O compromisso é repetido diferentes vezes ao longo do documento. A ideia é que os países se comprometem a investir em direção ao desenvolvimento sustentável, estabelecendo melhores padrões até 2020.

Objetivos do Desenvolvimento Susténtável
Em 2015, acaba o prazo fixado pelas dez "Metas do Milênio"( Erradicar a pobreza extrema e a fome,        Atingir o ensino básico universal,Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres,Reduzir a mortalidade infantil,Melhorar a saúde materna,Combater o HIV/AIDS, a malária e outras doenças,Garantir a sustentabilidade ambiental,Estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento) propostas pela ONU para promover desenvolvimento ao redor do mundo. Na Rio+20, os países concordaram em adotar, a partir de então, novas metas globais para governos progredirem em indicadores sociais, ambientais e econômicos; serão os ODS. 

Participação da sociedade
Seja dentro da própria conferência oficial, seja na Cúpula dos Povos, houve ampla participação da sociedade civil nas discussões sobre "O Futuro que Queremos". A série de Diálogos foi considera pela presidente Dilma Rousseff uma iniciativa inovadora, ainda que as propostas que saíram dos encontros fosse muito vaga.

Os 05 pontos considerados fracassos  e  acordos que poderiam ser firmados e não foram: 

 Problemas de estrutura
Delegados reclamaram de diversos problemas estruturais da Rio+20. Para chegar ao Riocentro, sede da conferência, perdia-se de 60 a 90 minutos de ônibus. Preços altos assustaram os estrangeiros, que também relataram muitas dificuldades de comunicação com brasileiros por causa da língua. 

Ausência de líderes
A expectativa de que a Rio+20 não apresentaria resultados fortes acabou por esvaziá-la. Os principais líderes mundiais, incluindo os chefes de Estado e governo dos EUA, China, Rússia e da União Europeia, não vieram ao Rio. No dia da conclusão da conferência, a chanceler Angela Merkel apareceu comemorando a vitória da Alemanha sobre a Grécia na Eurocopa.

Direito das mulheres
Assegurada em outras documentos da ONU, a menção ao direitos reprodutivos das mulheres foi excluída da Rio+20 por pressão do Vaticano. Trata-se de um retrocesso significativa na luta das mulheres. A presidente Dilma Rousseff foi cobrada por feministas a respeito deste ponto.  

Financiamento
De todos os espinhos da negociação, este era um dos mais importantes. A criação de um fundo de US$ 30 bilhões, destinado a financiar o desenvolvimento sustentável, foi rejeitado pelos países ricos e ficou de fora do documento final. 

Falta de ambição
Há unanimidade quanto a esta crítica, seja de governantes, seja de ONGs. O Brasil, no comando das negociações, privilegiou o acordo, expurgando do texto os aspectos mais polêmicos, o que resultou numa declaração aquém das expectativas.

Fonte: Uol.com


Impactos positivos

Por que o mundo ficou melhor depois da Rio+20

Por André Trigueiro



"O vídeo do Cidades e Soluções revela um esforço coletivo de reportagem para registrar – com todas as óbvias limitações inerentes à essa missão – o que de importante houve nos dias da Rio+20, especialmente nos eventos paralelos à cúpula dos chefes de Estado. De viva voz, as pessoas que participaram desses movimentos expressam os resultados alcançados. Esse mosaico de ideias e atitudes configura um dos mais belos retratos de como a sociedade civil organizada – e outras esferas de governo – não desperdiçou tempo no Rio.

Da mobilização dos prefeitos da C-40 ao programa Municípios Verdes no Pará.

Da espiritualidade contagiante de Leonardo Boff ao esmero tecnológico sustentável da dupla Imazon/Google.

Da erudição engajada de quem foi presidente (FHC) à forma esverdeada de fazer política de quem quase chegou lá (Marina).

Um formigueiro humano alastrou o vírus da “cidadania ecológica planetária” a partir do Aterro do Flamengo.

As mais incríveis e revolucionárias ideias foram transmitidas on line pelo do TedxRio+20 no Forte de Copacabana.

O consistente avanço do conhecimento científico na PUC.

Você pode até continuar achando que a Rio+20 não teve resultados importantes.
Mas o fato é que, a partir da Conferência, o mundo ficou melhor.
Se os governantes hesitam, há quem tome a dianteira e faça a diferença em favor de um mundo melhor e mais justo.
O mundo que nós queremos."


Rio+20 teve grandes resultados Planeta Na Rio+20 

 
Caco de Paula, diretor do Planeta Sustentável
Conferência mundial sobre desenvolvimento sustentável gerou articulações, acordos e compromissos muito mais eloquentes do que os esperados documentos oficiais

A vantagem de se ver um jogo de futebol em comparação a acompanhar uma Conferência das Nações Unidas é que o jogo geralmente é muito mais divertido e seu resultado pode ser conhecido em apenas 90 minutos. As possibilidades de desfecho são apenas vitória de um dos dois ou empate. Uma conferência da ONU é um pouco diferente. Seu resultado mais visível é um documento oficial, que tende a ser muito cheio de dedos, já que precisa ser fruto de consenso entre representantes de quase 200 países. Daí a dificuldade de produzir acordos ousados, inovadores, à altura dos desafios do desenvolvimento sustentável. Essa dificuldade não justifica, contudo, a análise rasa com que alguns apressados se dispõem a acusar, julgar, condenar e sepultar a Rio+20 depois de cravar-lhe no peito a estaca do “grande fracasso”.

Essa análise apressada prefere ignorar que a conferência não fracassou, já que produziu um texto assinado por todos e aponta para novas condições de inovação. Ignora ainda que o valor de encontros globais desse tipo vai muito além do documento assinado por governos nacionais. Esse valor começa na própria mobilização e consciência que o encontro criou.

Se quisermos pensar em termos de “vitória” ou “derrota”, não seria difícil identificar vitória em um movimento que, em apenas um ano, fez com que o entendimento de escolhas sustentáveis, por parte do senso comum, saltasse da simplória imagem de alguém escovando os dentes com a torneira fechada para a compreensão mais ampla de temas e conceitos como energias renováveis, ciclos de vida de produtos, urgência de mudanças em padrões de consumo, distinção entre valor de uso e valor de troca ou de como certas práticas econômicas do passado pressionam os recursos naturais a ponto de inviabilizar o futuro.

 Além – e por causa – desse avanço na compreensão dos conceitos, há ações práticas. Durante a Conferência realizaram -se vários eventos paralelos (citados acima por André Trigueiro) no Rio de Janeiro. Numerosas empresas, organizações não governamentais e administrações de grandes metrópoles foram muito mais ágeis, assertivas e avançadas do que as representações nacionais reunidas no encontro oficial. Só para citar alguns exemplos, um grupo de 40 megacidades fez um ousado acordo para reduzir suas emissões de gases causadores de efeito estufa, numa quantidade comparável a toda a emissão anual do México.

 O setor empresarial, que 20 anos atrás esteve praticamente ausente da Rio-92, agora, durante a Rio+20, liderou a realização de compromissos voluntários, reconhecendo o valor do capital natural e comprometendo-se a usar os recursos naturais de forma responsável. Ao longo de quatro dias mais de 3 mil pessoas, representando cerca de 1500 empresas de 60 países, participaram de eventos do Global Compact – o braço da ONU para relação com a iniciativa privada – e produziram 220 compromissos. Um deles, proposto e difundido pela Rede Brasileira do Pacto Global, está sendo subscrito por centenas de empresas brasileiras, entre elas a Abril. Veja detalhes desse documento.
 
O número total de compromissos voluntários assumidos por empresas, governos e sociedade civil é de aproximadamente 700 e somam mais de 500 bilhões de dólares.

Houve ainda uma grande participação na chamada Cúpula dos Povos, no Aterro do Flamengo, por onde passaram mais de 350 mil pessoas entre os dias 15 e 22 de junho. Cerca de 14 mil ativistas brasileiros e de redes internacionais, assim como mais de 7 mil organizações não governamentais participaram de manifestações e expressaram um conjunto de opiniões, numa perspectiva geralmente crítica ao evento oficial. Existe, é claro, boa distância entre a expectativa gerada por uma conferência como essa e o seu resultado imediato. É preciso reconhecer que há críticas pertinentes ao grau de avanço obtido. E que serão argumentos da mesma natureza dessas críticas que darão rumo e velocidade às mudanças em direção a uma economia muito além do que verde, realmente inovadora e inclusiva.

Ainda que legítimas, algumas dessas críticas, quando exacerbadas, tornam-se uma das principais fontes do discurso de desqualificação da Rio+20. Há uma outra fonte, que é a trincheira do puro e simples conservadorismo. É o quartel general do “business as usual”, o negócio tal qual é hoje, que insiste em negar o reconhecimento do capital natural, na vã tentativa de eternizar as tais práticas econômicas do passado que ameaçam inviabilizar o futuro. Essa “crítica” baseia-se em crenças anticientíficas que negam as evidências do aquecimento global. Felizmente a influência desse discurso é declinante, principalmente junto a empresas sérias, cada vez mais conscientes, compromissadas e atuantes. Mas ainda causa algum estrago, como se viu na condenação e execução sumária da Rio+20.

Num contexto de crise econômica internacional, os governos estão mais contidos do que nunca. E, mais uma vez, a sociedade saiu na frente. Sejam representantes de grandes empresas ou de organizações ligadas à defesa da natureza, várias lideranças reconhecem o avanço obtido pelo grande encontro global, para além dos acordos entre países. A Rio+20 é um processo de mudança para um contrato social que faça mais sentido do que o contrato atual, com cidades paralisadas por excesso de meio de transporte, como se essa situação fizesse parte de uma fórmula que não pode ser questionada ou melhorada. Como se fosse aceitável considerar glamouroso o mais belo design industrial que em algum ponto de sua cadeia incorpora trabalho escravo ou joga a conta na destruição da biodiversidade.

Não se trata, como disse Marina Silva num dos encontros, de, adotar uma atitude otimista ou pessimista. “Trata-se de ser perseverante”.

Fotos: Diego Blanco/UNIC Rio, Divulgação/Vera Sayão, Fábio NascimentoPaulo Marcos


Em seu discurso para a Assembleia Geral, Ki-moon apontou sete destaques do documento O Futuro que Queremos, acordado pelos chefes de estado presentes no Riocentro, e mencionou importantes compromissos firmados no período em que aconteceu a Rio+20.

Abaixo, a fala de Ban Ki-moon na íntegra:


“Obrigado por me convidarem a falar hoje. Voltei no sábado [23/6] da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. Imediatamente antes, eu estava em Los Cabos, no México, para a Cúpula do G20. Em Los Cabos, encorajei os líderes a se concentrarem em reduzir a pobreza, criar empregos e priorizar o desenvolvimento sustentável. E, no Rio, vi que os governos do mundo estão preparados para fazer exatamente isso. Cheguei com a notícia de que o documento final da Rio+20 – O Futuro que Queremos – havia sido acordado. Isso representa uma vitória importante para o multilateralismo depois de meses de difíceis negociações.
Eu agradeço à Presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, e sua equipe pela liderança e pela diplomacia que nos trouxe a esta conclusão frutífera. Agradeço também aos muitos membros da Assembleia Geral cujos negociadores estavam trabalhando dia e noite com um senso de flexibilidade e compromisso. E também agradeço ao Subsecretário-Geral Sha Zukang e sua equipe, que tem trabalhado como Secretário-Geral da Conferência e que fez desta Conferência Rio+20 um grande sucesso.
Excelências, deixe-me ser claro. A Rio+20 foi um sucesso. No Rio, vimos a evolução de um movimento global inegável para a mudança. Mais de 100 Chefes de Estado ou de Governo estiveram representados na Conferência. Muitos outros envolvidos diretamente a partir de suas capitais. E a sociedade civil e o setor privado tiveram um papel sem precedentes. O essencial da Rio+20 é o documento final. Isso fornece uma base sólida para construir um futuro sustentável. Há muitos destaques sobre O Futuro que Queremos – muitos para listar aqui – então deixe-me selecionar apenas sete.

Primeiro – e mais importante –, a Rio+20 renovou e reforçou o compromisso político para o desenvolvimento sustentável. Equilibrou as visões de 193 Estados-Membros das Nações Unidas e reconheceu a pobreza como o maior desafio para o bem-estar econômico, social e ambiental.

Em segundo lugar, vocês – os Estados-Membros – concordaram em lançar um processo para estabelecer objetivos universais de desenvolvimento sustentável, ODS [Objetivos de Desenvolvimento Sustentável]. Os ODS estarão baseados em nossos avanços no âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio [ODM], e eles serão parte integral do quadro de desenvolvimento pós-2015. O Sistema das Nações Unidas vai trabalhar em estreita colaboração com os Estados-Membros para desenvolver os ODS e as ferramentas que precisamos para medir o seu sucesso.

Em terceiro lugar, o documento enfatiza a importância da igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres. Esta é uma prioridade importante para mim. É fundamental para o desenvolvimento sustentável. Recomendo aos Estados-Membros que enfatizem esta importante questão.

Em quarto lugar, as parcerias. Os governos permanecem no centro. Mas sabemos que os governos sozinhos não podem fazer o trabalho. Precisamos da participação ativa e apoio de todos os principais grupos da sociedade civil, incluindo o setor privado. Para o meu segundo mandato, identifiquei as parcerias como um meio central de alcançar nossos principais objetivos. Nossas parcerias sobre a saúde das mulheres e das crianças, segurança alimentar e nutricional, e Energia Sustentável para Todos estão tendo um impacto crescente.

Em quinto lugar, o documento final concorda em fortalecer a arquitetura para apoiar ações internacionais para o desenvolvimento sustentável. Isto inclui o estabelecimento de um fórum político de alto nível sobre o desenvolvimento sustentável e do fortalecimento do Programa da ONU para o Meio Ambiente [PNUMA].

Em sexto lugar, a Rio+20 adotou um quadro de dez anos de Programas sobre o Consumo e a Produção Sustentáveis. Além disso, o documento final reconheceu a necessidade de ir além do produto interno bruto [PIB] como uma medida do progresso, e reconheceu o papel que a economia verde pode desempenhar na redução da pobreza, no crescimento econômico e na preservação ambiental. O Sistema das Nações Unidas tem uma experiência considerável neste domínio e está pronto para trabalhar com todos os Estados-Membros que desejam explorar as opções da economia verde.

Em sétimo lugar, a Rio+20 reconheceu o direito à alimentação e a importância da segurança alimentar e nutricional para todos. Reconheceu que estes podem ser alcançados através da agricultura e dos sistemas alimentares sustentáveis. Na Rio+20, lancei o Desafio Fome Zero. Trabalhando com governos, sociedade civil, empresas e parceiros de desenvolvimento, pretendemos proporcionar um melhor acesso a alimentos nutritivos para todos. Queremos acabar com a desnutrição infantil, promover sistemas alimentares sustentáveis, aumentar a produtividade dos pequenos agricultores e parar a perda e o desperdício de alimentos.

Excelências, Senhoras e Senhores, se o documento final é a base para a próxima fase da nossa jornada para o desenvolvimento sustentável, os compromissos anunciados no Rio são os tijolos e o cimento. Eles serão um legado concreto e duradouro da Rio+20. Eles nos ajudarão a implementar a nossa visão em todas as regiões.

Mais de 700 compromissos foram registrados. Entre eles estão os compromissos em matéria de transporte sustentável de oito bancos multilaterais, liderados pelo Banco Asiático de Desenvolvimento. Outro grande destaque dos compromissos é a Energia Sustentável para Todos. Energia é o fio dourado que liga inclusão, desenvolvimento social e proteção ambiental. Mais de um bilhão de pessoas serão beneficiadas de compromissos públicos e privados para uma Energia Sustentável para Todos nas próximas duas décadas. Mais de 50 governos estão avançando, com outros se unindo todos os dias.

Mas os compromissos do Rio não param por aí. A Iniciativa de Sustentabilidade na Educação Superior atraiu centenas de apoiadores e compromissos de 250 universidades em cerca de 50 países. Esta iniciativa é transformadora, de alcance global e poderá chegar a milhares de graduados das universidades e escolas de negócios. E não nos esqueçamos das 64 milhões de ações individuais trazidas pela iniciativa “Ações Voluntárias Contam”, liderada pelos Voluntários das Nações Unidas. Esta é uma prova notável do compromisso crescente e de base. É mais uma demonstração de como a Rio+20 está mobilizando um movimento global para a mudança.

A Rio+20 foi também a primeira Conferência da ONU que se concentrou em atrair as pessoas em todo o mundo por meio das redes sociais. Centenas de milhões de pessoas de todo o mundo se uniram à conversa ‘online’ para compartilhar suas visões para o futuro e exigir ação. E a conversa continuará. O mundo está assistindo e manterá a todos nós como responsáveis perante os compromissos assumidos no Rio de Janeiro.

Excelências, imediatamente antes da Rio+20, o Governo do Brasil ajudou a organizar a Cúpula dos Povos. Eu conheci os seus representantes no último dia da Conferência, e escutei suas preocupações. A Cúpula dos Povos nos lembra que a Carta das Nações Unidas começa com as palavras “Nós os povos”. O desenvolvimento sustentável é sobre pessoas – o bem-estar dos indivíduos, famílias, comunidades e nações.

A Rio+20 nos deu uma nova chance. Não foi um fim, mas um novo começo – um marco em uma jornada essencial. A Rio+20 reafirmou princípios essenciais para o desenvolvimento sustentável. Deu-nos avanços em uma série de questões setoriais e institucionais. E trouxe novos compromissos a partir de uma ampla gama de parceiros.

Excelências, Senhoras e Senhores, agora começa o trabalho. Nós temos as ferramentas. Vamos usá-las para tornar este mundo sustentável para todos. Obrigado.”

Fonte: Blog Rio+20/Planeta Sustentável


Leia mais sobre as metas do milênio A  Q  U  I