sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Centenários em RO

               NOSSOS CENTENÁRIOS

* Por Anísio Gorayeb


Neste ano de 2012 começaram as comemorações de centenário de algumas datas muito importantes para a cidade de Porto Velho. A começar pelo centenário de inauguração da EFMM - Estrada de Ferro Madeira Mamoré nesse ano.
Como já foi amplamente divulgado, no dia primeiro de agosto passado se comemorou o centenário da viagem inaugural da EFMM. Não é demais lembrar que nossa ferrovia que deu origem a cidade de Porto Velho teve outra data importante que também completou 100 anos. No dia 30 de abril fez um século que a ferrovia foi concluída, data em que foi assentado o último dormente no Km 366 no município de Guajará Mirim. Diz a lenda, que os trilhos foram fixados no último dormente com um prego de ouro.

Através dessa importante ferrovia que atraiu mais de 20.000 trabalhadores oriundos de 52 países é que surgiu a cidade de Porto Velho. Na época da construção da ferrovia (1907/1912), o único povoado da região era a pequena Santo Antonio, em terras do estado do Mato Grosso. Por isso é importante se comemorar o centenário da EFMM.

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No próximo ano, 2013, será o centenário de comemoração da primeira missa celebrada na região, na pequena Igreja de Santo Antonio. A construção dessa igreja iniciou no final de 1911, quando o Padre Manuel de França Melo doou alguns objetos, entre eles um cálice. Depois disso com a ajuda da EFMM e a mão de obra dos devotos, no dia 21 de setembro de 1913 aconteceu a benção do altar e no mesmo dia foi celebrada a primeira missa, ainda com a igreja inacabada. Somente no ano seguinte a igreja foi concluída.

Com o abandono do local, o telhado e as paredes que eram de taipas ruíram. Nos anos 70, alguns devotos realizaram diversas campanhas para angariar recursos, e conseguiram reerguer a igreja. Atualmente são realizadas missas todos os domingos pela manhã. A Igreja de Santo Antônio foi tombada como Patrimônio Histórico em 1986.
Para comemorar esse importante data, o Santuário Nossa Senhora de Fátima no Bairro Areal, que é responsável pela manutenção e administração da Igreja de Santo Antonio está preparando uma grande programação para comemorar o centenário da primeira missa celebrada na região.


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No ano de 2014 será comemorado o primeiro centenário de criação do município de Porto Velho. Criado através da Lei No. 757 de 2 de outubro de 1914, o município de Porto Velho teve sua criação sancionada pelo Governador do Amazonas, Jonathas Pedrosa. Por essa razão ele foi homenageado com uma praça no centro da cidade.

A instalação do município aconteceu no dia 24 de janeiro de 1915, quando foi empossado o primeiro superintendente (cargo equivalente a prefeito), o Major Fernando Guapindaia de Souza Brejense, um maranhense militar do exército. Major Guapindaia foi nomeado superintendente, pois somente em dezembro de 1916 houve a primeira eleição. O primeiro superintendente eleito foi o médico Joaquim Augusto Tanajura, que assumiu a Superintendia do Município de Porto Velho dia 1º de janeiro de 1917.

Nessa época a cidade de Porto Velho era município do Estado do Amazonas e Santo Antonio era município do Estado de Mato Grosso. O município de Guajará Mirim, que foi criado no dia 12 de julho de 1928, também pertencia ao Estado do Mato Grosso, tanto que havia um marco divisório limitando os estado do Amazonas e Mato Grosso entre as cidades de Porto Velho e Santo Antonio.

Nesse domingo estamos escolhendo o novo prefeito e os novos vereadores que estarão no centenário de criação do nosso município. Vamos votar consciente e escolher os melhores...



 * Anísio Gorayeb Filho é colaborador do Gente de Opinião, natural de Porto Velho, economista, jornalista (Reg. No. 1058/DRT-RO), e funcionário publico. Apresenta programa na radio Cultura FM, e o quadro “Historias da Nossa Terra” no programa VIVA PORTO VELHO, que vai ao ar todos os domingos às 12 (meio dia) pela Rede TV. E-mail: anisiogorayeb@hotmail.com

sábado, 22 de setembro de 2012

TRI Sistema de Avaliação na prova do Enem

Método TRI

























O uso da TRI explica os aparentes disparates do exame, como o fato de os participantes que erram e os que acertam todas as questões não receberem, respectivamente, notas zero e 1.000. O início da "régua de conhecimento" não é o zero, mas um valor que indica o grau de complexidade da questão mais fácil presente na prova. Caso a medição recaia em 200 pontos, por exemplo, essa será a nota mínima atribuída a qualquer participante do exame. "Com isso, o sistema quer dizer que esse é o menor nível que a prova é capaz de medir", diz Tufi Machado Soares, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). "Portanto, o conhecimento do participante é igual ou menor ao mínimo avaliado." Raciocínio semelhante é válido para a nota máxima. 

quA TRI começou a ser desenvolvida por volta de 1950, quando pesquisadores americanos e europeus se questionavam sobre a eficácia da teoria clássica de testes para avaliar o conhecimento dos estudantes. Nos anos seguintes, as pesisas se desenvolveram nos Estados Unidos, especialmente entre um grupo de especialistas que mais tarde se reuniria no Educational Testing Service (ETS), associação sem fins lucrativos responsável pelo SAT, espécie de Enem americano, cuja realização é obrigatória para aspirantes a universidades americanas, e também pelo exame de proficiência em língua inglesa Toefl. Aos poucos, o método se consagrou. Hoje, é com a ajuda dele que a OCDE, organização que reúne as nações mais desenvolvidas do planeta, aplica o Pisa, teste internacional que avalia o sistema educacional de 65 países – incluindo o Brasil. Por aqui, a TRI foi usada pela primeira vez em larga escala na década de 1990, quando o MEC deu início às avaliações educacionais como o Saeb.

Fonte: da revista Veja http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/como-e-calculada-a-nota-do-enem#texto1


 Abaixo do site universia.com.br






quarta-feira, 19 de setembro de 2012

O que são: energia hidráulica, fóssil, solar, nuclear, eólica, biomassa, geotérmica, gravitacional ?

Em nosso planeta encontramos diversos tipos de fontes de energia. Elas podem ser renováveis ou esgotáveis. Por exemplo, a energia solar e a eólica (obtida através dos ventos) fazem parte das fontes de energia inesgotáveis. Por outro lado, os combustíveis fósseis (derivados do petróleo e do carvão mineral) possuem uma quantidade limitada em nosso planeta, podendo acabar caso não haja um consumo racional.

Principais fontes de energia

· Energia hidráulica – é a mais utilizada no Brasil em função da grande quantidade de rios em nosso país. A água possui um potencial energético e quando represada ele aumenta. Numa usina hidrelétrica existem turbinas que, na queda d`água, fazem funcionar um gerador elétrico, produzindo energia. Embora a implantação de uma usina provoque impactos ambientais, na fase de construção da represa, esta é uma fonte considerada limpa.

· Energia fóssil – formada a milhões de anos a partir do acúmulo de materiais orgânicos no subsolo. A geração de energia a partir destas fontes costuma provocar poluição, e esta, contribui com o aumento do efeito estufa e aquecimento global. Isto ocorre principalmente nos casos dos derivados de petróleo (diesel e gasolina) e do carvão mineral. Já no caso do gás natural, o nível de poluentes é bem menor.

· Energia solar – ainda pouco explorada no mundo, em função do custo elevado de implantação, é uma fonte limpa, ou seja, não gera poluição nem impactos ambientais. A radiação solar é captada e transformada para gerar calor ou eletricidade.

· Energia de biomassa – é a energia gerada a partir da decomposição, em curto prazo, de materiais orgânicos (esterco, restos de alimentos, resíduos agrícolas). O gás metano produzido é usado para gerar energia.

· Energia eólica – gerada a partir do vento. Grandes hélices são instaladas em áreas abertas, sendo que, os movimentos delas geram energia elétrica. È uma fonte limpa e inesgotável, porém, ainda pouco utilizada

Energia nuclear – o urânio é um elemento químico que possui muita energia. Quando o núcleo é desintegrado, uma enorme quantidade de energia é liberada. As usinas nucleares aproveitam esta energia para gerar eletricidade. Embora não produza poluentes, a quantidade de lixo nuclear é um ponto negativo.Os acidentes em usinas nucleares, embora raros, representam um grande perigo.

· Energia geotérmica – nas camadas profundas da crosta terrestre existe um alto nível de calor. Em algumas regiões, a temperatura pode superar 5.000°C. As usinas podem utilizar este calor para acionar turbinas elétricas e gerar energia. Ainda é pouco utilizada.

· Energia gravitacional – gerada a partir do movimento das águas oceânicas nas marés. Possui um custo elevado de implantação e, por isso, é pouco utilizada. Especialistas em energia afirmam que, no futuro, esta, será uma das principais fontes de energia do planeta.

BENEFÍCIOS NA UTILIZAÇÃO DAS ENERGIAS RENOVÁVEIS

Segundo Wolfgang Palz no seu livro Energia Solar e Fontes Alternativas, a energia solar recebida pela terra a cada ano é dez vezes superior a contida em toda a reserva de combustíveis fósseis. Mas, atualmente a maior parte da energia utilizada pela humanidade provém de combustíveis fósseis - Petróleo, carvão mineral, xisto etc. A vida moderna tem sido movida a custa de recursos esgotáveis que levaram milhões de anos para se formar.

O uso desses combustíveis em larga escala tem mudado substancialmente a composição da atmosfera e o balanço térmico do Planeta provocando o aquecimento global, degelo nos pólos, chuvas ácidas e envenenamento da atmosfera e todo meio-ambiente. As previsões dos efeitos decorrentes para um futuro próximo, são catastróficas. Alternativas como a energia nuclear, que eram apontadas como solução definitiva, já mostraram que só podem piorar a situação. Com certeza, ou buscamos soluções limpas e ambientalmente corretas ou seremos obrigados a mudar nossos hábitos e costumes de maneira traumática.

A utilização das energias renováveis em substituição aos combustíveis fósseis é uma direção viável e vantajosa. Pois, além de serem praticamente inesgotáveis, as energias renováveis podem apresentar impacto ambiental muito baixo ou quase nulo, sem afetar o balanço térmico ou composição atmosférica do planeta.

Graças aos diversos tipos de manifestação, disponibilidade de larga abrangência geográfica e variadas possibilidades de conversão, as renováveis são bastante próprias para geração distribuída e ou autônoma. O desenvolvimento das tecnologias para o aproveitamento das renováveis poderão beneficiar comunidades rurais e regiões afastadas bem como a produção agrícola através da autonomia energética e conseqüente melhoria global da qualidade de vida dos habitantes. Certamente diminuiria o êxodo rural e a má distribuição de renda, dos quais nosso país tem péssimos quadros. Infelizmente, o Brasil tem investido muito pouco no desenvolvimento de tecnologias de aproveitamento dessas fontes, das quais é um dos maiores detentores em nível mundial. Fica a pergunta: Até quando seremos "o país do futuro" se não investirmos nele?


Fonte: suapesquisa.com

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Nelson Rodrigues completaria 100 anos hoje



 
Celebrado autor completaria 100 anos nesta quinta-feira. Foto: Futura Press                       Celebrado autor completaria 100 anos nesta quinta-feira
 
 
Tarado, pornográfico, imoral, louco, reacionário. Nelson Rodrigues, que estaria completando 100 anos nesta quinta-feira (23), foi chamado de tudo isso ao revolucionar o teatro brasileiro, em meados do século 20.

Pernambucano que se mudou para o Rio de Janeiro ainda criança, ele começou a vida como jornalista e estreou no teatro em 1941, com a peça A Mulher sem Pecado. Apenas dois anos depois, escreveu Vestido de Noiva, peça narrada em três planos - alucinação, memória e realidade - que se tornou um enorme sucesso de público e crítica. 

De acordo com o diretor de teatro Marco Antônio Braz, Nelson Rodrigues está para o teatro brasileiro como a Semana de 22 está para a literatura. Foi ele quem trouxe a coloquialidade, um olhar agudo sobre a realidade do povo e da classe média e fez com que a dramaturgia do País finalmente chegasse em sua fase adulta - enfrentando todas as críticas e censuras impostas ao seu trabalho. 

Além do teatro, Nelson nunca deixou de escrever em jornais. Seus contos - em especial a famosa série A Vida Como Ela É... - são retratos deliciosamente trágicos da classe média brasileira, principalmente aquela da Zona Norte carioca, onde cresceu. Suas crônicas sobre futebol - ele era um fanático torcedor do Fluminense - também são relatos impressionantes do esporte que mais desperta paixão entre os brasileiros. 


Galeria de fotos: Veja fotos de Nelson Rodrigues
Diretor: Nelson Rodrigues fez teatro perder complexo de "vira-lata"
"Nem toda mulher gosta de apanhar, só as normais"; veja frases

Fonte: Terra -Arte e Cultura 

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Planeta Sustentável

Por : Raquel Nunes



Certamente você já ouviu essas palavras diversas vezes. Mas, você sabe o que elas realmente significam? Sustentabilidade é um conceito que vem tomando força nos últimos anos. O ser humano sempre vem explorando o mundo em que vive e extraindo dele tudo o que precisa para sobreviver. Mas, nos últimos séculos, ele vem tirando muito mais do que realmente precisaria e o pior; vêm jogando no planeta os mais diversos tipos de veneno e de resíduos perigosos frutos de suas atividades econômicas.
É mais ou menos como se você jogasse veneno na comida que você tem em casa ou na água que você bebe. Mesmo que fosse um pouquinho de cada vez, uma hora ou outra você acabaria morrendo. E é exatamente isso que o ser humano estranhamente vem fazendo com o planeta em que vive e do qual depende inteiramente. Algo que, se analisarmos muito bem; veremos que é um comportamento totalmente louco e suicida. Para termos um planeta sustentável é necessária uma mudança de postura.

Mesmo que as pessoas desejem consumir cada vez mais e mais; o planeta começou a dar recados cada vez mais óbvios de que não suportaria esse ritmo de consumo e de degradação dos recursos naturais por muito mais tempo. Cataclismas de toda ordem começaram a acontecer ao redor do mundo e sinais evidentes de desgaste e de alterações climáticas perigosas acenderam as luzes vermelhas de perigo nas mentes dos cientistas.

Por sua vez, esses cientistas, começaram a falar e a mostrar que se a humanidade continuasse com a sua loucura consumista, nosso planeta não duraria por muito mais tempo ou acabaria por expulsar nossa forma de vida como se fosse uma doença. Assim, essas vozes começaram a encontrar eco entre membros influentes da sociedade e até entre pessoas comuns. Com isso, a idéia de que deveríamos cuidar melhor da dádiva que recebemos, ou seja ter um planeta sustentável, e a constatação óbvia de que temos apenas um planeta e que devemos poupar nossos recursos naturais usando-os com mais racionalidade tomou forma.

Nascia assim o conceito de Planeta Sustentável. Um conjunto de práticas, procedimentos e formas de agir que permitam que os recursos naturais se renovem ou que durem por muitas e muitas gerações. Dando a possibilidade de nossa espécie viver por mais tempo e garantir que haverá a esperança de que um dia; poderemos evoluir o suficiente para alcançar as estrelas em busca de mais recursos.

Assim, planeta sustentável é muito mais do que um simples conceito bonitinho ou voltado para pessoas “cabeça” ou para ativistas do meio ambiente. É pura questão de sobrevivência. Garantir que um planeta mais sustentável seja uma realidade, pessoas; governos e empresas devem unir esforços para aprender e aplicar essas técnicas e procedimentos desenvolvidos, ao longo desse aprendizado, para garantir a continuidade da vida em nossa maravilhosa bola azul.

E garantir o uso racional dos recursos naturais de nosso planeta para que seja um planeta sustentável, não é nada complexo e nem precisa de recursos pesados. Basta usar as fontes de energia de forma mais racional e econômica; usar e reutilizar a água da chuva; tratar nossos resíduos e esgotos de forma adequada e completamente e promover uma convivência mais harmônica entre os diversos grupos humanos que compartilham nosso mundo.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Rio+20 : Pontos positivos,negativos e impactos

Rio +20Até pouco tempo atrás a Rio+20 era uma conferência da ONU à procura de um objetivo. Os países ricos não aceitavam a ideia de fazer um balanço do que foi feito nos últimos 20 anos, desde a Eco 92, no Rio - progressos na transferência de recursos financeiros e transferência tecnológica, se ocorreram, foram pífios. A discussão ambiental pura não interessava ao mundo em desenvolvimento, que quer relacionar seu crescimento com a redução da pobreza. Para não ficar à deriva acordou-se pela pauta da economia verde, que tem conceito elástico e pode servir a todos.

 O saldo da conferência foi considerado positivo pelo chefe da delegação do Brasil na Rio+20, embaixador André Corrêa do Lago. “O principal é fazer com que o desenvolvimento sustentável se transforme em paradigma em todos seus aspectos - social, ambiental e econômico”, disse. Para autoridades brasileiras, é um avanço o compromisso de atrelar desenvolvimento sustentável à erradicação da pobreza em todo o mundo.

05 pontos positivos se destacaram:
 
Compromisso socioambiental
Não existe desenvolvimento sustentável sem um esforço para a erradicação da pobreza e a proteção ambiental. Esta talvez seja a afirmação mais importante do documento "O Futuro que Queremos". Introduz um novo aspecto, a preocupação com a miséria, numa discussão que anteriormente tinha uma dimensão mais econômica. 

Novos padrões de produção e consumo
O compromisso é repetido diferentes vezes ao longo do documento. A ideia é que os países se comprometem a investir em direção ao desenvolvimento sustentável, estabelecendo melhores padrões até 2020.

Além do PIB
O compromisso é repetido diferentes vezes ao longo do documento. A ideia é que os países se comprometem a investir em direção ao desenvolvimento sustentável, estabelecendo melhores padrões até 2020.

Objetivos do Desenvolvimento Susténtável
Em 2015, acaba o prazo fixado pelas dez "Metas do Milênio"( Erradicar a pobreza extrema e a fome,        Atingir o ensino básico universal,Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres,Reduzir a mortalidade infantil,Melhorar a saúde materna,Combater o HIV/AIDS, a malária e outras doenças,Garantir a sustentabilidade ambiental,Estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento) propostas pela ONU para promover desenvolvimento ao redor do mundo. Na Rio+20, os países concordaram em adotar, a partir de então, novas metas globais para governos progredirem em indicadores sociais, ambientais e econômicos; serão os ODS. 

Participação da sociedade
Seja dentro da própria conferência oficial, seja na Cúpula dos Povos, houve ampla participação da sociedade civil nas discussões sobre "O Futuro que Queremos". A série de Diálogos foi considera pela presidente Dilma Rousseff uma iniciativa inovadora, ainda que as propostas que saíram dos encontros fosse muito vaga.

Os 05 pontos considerados fracassos  e  acordos que poderiam ser firmados e não foram: 

 Problemas de estrutura
Delegados reclamaram de diversos problemas estruturais da Rio+20. Para chegar ao Riocentro, sede da conferência, perdia-se de 60 a 90 minutos de ônibus. Preços altos assustaram os estrangeiros, que também relataram muitas dificuldades de comunicação com brasileiros por causa da língua. 

Ausência de líderes
A expectativa de que a Rio+20 não apresentaria resultados fortes acabou por esvaziá-la. Os principais líderes mundiais, incluindo os chefes de Estado e governo dos EUA, China, Rússia e da União Europeia, não vieram ao Rio. No dia da conclusão da conferência, a chanceler Angela Merkel apareceu comemorando a vitória da Alemanha sobre a Grécia na Eurocopa.

Direito das mulheres
Assegurada em outras documentos da ONU, a menção ao direitos reprodutivos das mulheres foi excluída da Rio+20 por pressão do Vaticano. Trata-se de um retrocesso significativa na luta das mulheres. A presidente Dilma Rousseff foi cobrada por feministas a respeito deste ponto.  

Financiamento
De todos os espinhos da negociação, este era um dos mais importantes. A criação de um fundo de US$ 30 bilhões, destinado a financiar o desenvolvimento sustentável, foi rejeitado pelos países ricos e ficou de fora do documento final. 

Falta de ambição
Há unanimidade quanto a esta crítica, seja de governantes, seja de ONGs. O Brasil, no comando das negociações, privilegiou o acordo, expurgando do texto os aspectos mais polêmicos, o que resultou numa declaração aquém das expectativas.

Fonte: Uol.com


Impactos positivos

Por que o mundo ficou melhor depois da Rio+20

Por André Trigueiro



"O vídeo do Cidades e Soluções revela um esforço coletivo de reportagem para registrar – com todas as óbvias limitações inerentes à essa missão – o que de importante houve nos dias da Rio+20, especialmente nos eventos paralelos à cúpula dos chefes de Estado. De viva voz, as pessoas que participaram desses movimentos expressam os resultados alcançados. Esse mosaico de ideias e atitudes configura um dos mais belos retratos de como a sociedade civil organizada – e outras esferas de governo – não desperdiçou tempo no Rio.

Da mobilização dos prefeitos da C-40 ao programa Municípios Verdes no Pará.

Da espiritualidade contagiante de Leonardo Boff ao esmero tecnológico sustentável da dupla Imazon/Google.

Da erudição engajada de quem foi presidente (FHC) à forma esverdeada de fazer política de quem quase chegou lá (Marina).

Um formigueiro humano alastrou o vírus da “cidadania ecológica planetária” a partir do Aterro do Flamengo.

As mais incríveis e revolucionárias ideias foram transmitidas on line pelo do TedxRio+20 no Forte de Copacabana.

O consistente avanço do conhecimento científico na PUC.

Você pode até continuar achando que a Rio+20 não teve resultados importantes.
Mas o fato é que, a partir da Conferência, o mundo ficou melhor.
Se os governantes hesitam, há quem tome a dianteira e faça a diferença em favor de um mundo melhor e mais justo.
O mundo que nós queremos."


Rio+20 teve grandes resultados Planeta Na Rio+20 

 
Caco de Paula, diretor do Planeta Sustentável
Conferência mundial sobre desenvolvimento sustentável gerou articulações, acordos e compromissos muito mais eloquentes do que os esperados documentos oficiais

A vantagem de se ver um jogo de futebol em comparação a acompanhar uma Conferência das Nações Unidas é que o jogo geralmente é muito mais divertido e seu resultado pode ser conhecido em apenas 90 minutos. As possibilidades de desfecho são apenas vitória de um dos dois ou empate. Uma conferência da ONU é um pouco diferente. Seu resultado mais visível é um documento oficial, que tende a ser muito cheio de dedos, já que precisa ser fruto de consenso entre representantes de quase 200 países. Daí a dificuldade de produzir acordos ousados, inovadores, à altura dos desafios do desenvolvimento sustentável. Essa dificuldade não justifica, contudo, a análise rasa com que alguns apressados se dispõem a acusar, julgar, condenar e sepultar a Rio+20 depois de cravar-lhe no peito a estaca do “grande fracasso”.

Essa análise apressada prefere ignorar que a conferência não fracassou, já que produziu um texto assinado por todos e aponta para novas condições de inovação. Ignora ainda que o valor de encontros globais desse tipo vai muito além do documento assinado por governos nacionais. Esse valor começa na própria mobilização e consciência que o encontro criou.

Se quisermos pensar em termos de “vitória” ou “derrota”, não seria difícil identificar vitória em um movimento que, em apenas um ano, fez com que o entendimento de escolhas sustentáveis, por parte do senso comum, saltasse da simplória imagem de alguém escovando os dentes com a torneira fechada para a compreensão mais ampla de temas e conceitos como energias renováveis, ciclos de vida de produtos, urgência de mudanças em padrões de consumo, distinção entre valor de uso e valor de troca ou de como certas práticas econômicas do passado pressionam os recursos naturais a ponto de inviabilizar o futuro.

 Além – e por causa – desse avanço na compreensão dos conceitos, há ações práticas. Durante a Conferência realizaram -se vários eventos paralelos (citados acima por André Trigueiro) no Rio de Janeiro. Numerosas empresas, organizações não governamentais e administrações de grandes metrópoles foram muito mais ágeis, assertivas e avançadas do que as representações nacionais reunidas no encontro oficial. Só para citar alguns exemplos, um grupo de 40 megacidades fez um ousado acordo para reduzir suas emissões de gases causadores de efeito estufa, numa quantidade comparável a toda a emissão anual do México.

 O setor empresarial, que 20 anos atrás esteve praticamente ausente da Rio-92, agora, durante a Rio+20, liderou a realização de compromissos voluntários, reconhecendo o valor do capital natural e comprometendo-se a usar os recursos naturais de forma responsável. Ao longo de quatro dias mais de 3 mil pessoas, representando cerca de 1500 empresas de 60 países, participaram de eventos do Global Compact – o braço da ONU para relação com a iniciativa privada – e produziram 220 compromissos. Um deles, proposto e difundido pela Rede Brasileira do Pacto Global, está sendo subscrito por centenas de empresas brasileiras, entre elas a Abril. Veja detalhes desse documento.
 
O número total de compromissos voluntários assumidos por empresas, governos e sociedade civil é de aproximadamente 700 e somam mais de 500 bilhões de dólares.

Houve ainda uma grande participação na chamada Cúpula dos Povos, no Aterro do Flamengo, por onde passaram mais de 350 mil pessoas entre os dias 15 e 22 de junho. Cerca de 14 mil ativistas brasileiros e de redes internacionais, assim como mais de 7 mil organizações não governamentais participaram de manifestações e expressaram um conjunto de opiniões, numa perspectiva geralmente crítica ao evento oficial. Existe, é claro, boa distância entre a expectativa gerada por uma conferência como essa e o seu resultado imediato. É preciso reconhecer que há críticas pertinentes ao grau de avanço obtido. E que serão argumentos da mesma natureza dessas críticas que darão rumo e velocidade às mudanças em direção a uma economia muito além do que verde, realmente inovadora e inclusiva.

Ainda que legítimas, algumas dessas críticas, quando exacerbadas, tornam-se uma das principais fontes do discurso de desqualificação da Rio+20. Há uma outra fonte, que é a trincheira do puro e simples conservadorismo. É o quartel general do “business as usual”, o negócio tal qual é hoje, que insiste em negar o reconhecimento do capital natural, na vã tentativa de eternizar as tais práticas econômicas do passado que ameaçam inviabilizar o futuro. Essa “crítica” baseia-se em crenças anticientíficas que negam as evidências do aquecimento global. Felizmente a influência desse discurso é declinante, principalmente junto a empresas sérias, cada vez mais conscientes, compromissadas e atuantes. Mas ainda causa algum estrago, como se viu na condenação e execução sumária da Rio+20.

Num contexto de crise econômica internacional, os governos estão mais contidos do que nunca. E, mais uma vez, a sociedade saiu na frente. Sejam representantes de grandes empresas ou de organizações ligadas à defesa da natureza, várias lideranças reconhecem o avanço obtido pelo grande encontro global, para além dos acordos entre países. A Rio+20 é um processo de mudança para um contrato social que faça mais sentido do que o contrato atual, com cidades paralisadas por excesso de meio de transporte, como se essa situação fizesse parte de uma fórmula que não pode ser questionada ou melhorada. Como se fosse aceitável considerar glamouroso o mais belo design industrial que em algum ponto de sua cadeia incorpora trabalho escravo ou joga a conta na destruição da biodiversidade.

Não se trata, como disse Marina Silva num dos encontros, de, adotar uma atitude otimista ou pessimista. “Trata-se de ser perseverante”.

Fotos: Diego Blanco/UNIC Rio, Divulgação/Vera Sayão, Fábio NascimentoPaulo Marcos


Em seu discurso para a Assembleia Geral, Ki-moon apontou sete destaques do documento O Futuro que Queremos, acordado pelos chefes de estado presentes no Riocentro, e mencionou importantes compromissos firmados no período em que aconteceu a Rio+20.

Abaixo, a fala de Ban Ki-moon na íntegra:


“Obrigado por me convidarem a falar hoje. Voltei no sábado [23/6] da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. Imediatamente antes, eu estava em Los Cabos, no México, para a Cúpula do G20. Em Los Cabos, encorajei os líderes a se concentrarem em reduzir a pobreza, criar empregos e priorizar o desenvolvimento sustentável. E, no Rio, vi que os governos do mundo estão preparados para fazer exatamente isso. Cheguei com a notícia de que o documento final da Rio+20 – O Futuro que Queremos – havia sido acordado. Isso representa uma vitória importante para o multilateralismo depois de meses de difíceis negociações.
Eu agradeço à Presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, e sua equipe pela liderança e pela diplomacia que nos trouxe a esta conclusão frutífera. Agradeço também aos muitos membros da Assembleia Geral cujos negociadores estavam trabalhando dia e noite com um senso de flexibilidade e compromisso. E também agradeço ao Subsecretário-Geral Sha Zukang e sua equipe, que tem trabalhado como Secretário-Geral da Conferência e que fez desta Conferência Rio+20 um grande sucesso.
Excelências, deixe-me ser claro. A Rio+20 foi um sucesso. No Rio, vimos a evolução de um movimento global inegável para a mudança. Mais de 100 Chefes de Estado ou de Governo estiveram representados na Conferência. Muitos outros envolvidos diretamente a partir de suas capitais. E a sociedade civil e o setor privado tiveram um papel sem precedentes. O essencial da Rio+20 é o documento final. Isso fornece uma base sólida para construir um futuro sustentável. Há muitos destaques sobre O Futuro que Queremos – muitos para listar aqui – então deixe-me selecionar apenas sete.

Primeiro – e mais importante –, a Rio+20 renovou e reforçou o compromisso político para o desenvolvimento sustentável. Equilibrou as visões de 193 Estados-Membros das Nações Unidas e reconheceu a pobreza como o maior desafio para o bem-estar econômico, social e ambiental.

Em segundo lugar, vocês – os Estados-Membros – concordaram em lançar um processo para estabelecer objetivos universais de desenvolvimento sustentável, ODS [Objetivos de Desenvolvimento Sustentável]. Os ODS estarão baseados em nossos avanços no âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio [ODM], e eles serão parte integral do quadro de desenvolvimento pós-2015. O Sistema das Nações Unidas vai trabalhar em estreita colaboração com os Estados-Membros para desenvolver os ODS e as ferramentas que precisamos para medir o seu sucesso.

Em terceiro lugar, o documento enfatiza a importância da igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres. Esta é uma prioridade importante para mim. É fundamental para o desenvolvimento sustentável. Recomendo aos Estados-Membros que enfatizem esta importante questão.

Em quarto lugar, as parcerias. Os governos permanecem no centro. Mas sabemos que os governos sozinhos não podem fazer o trabalho. Precisamos da participação ativa e apoio de todos os principais grupos da sociedade civil, incluindo o setor privado. Para o meu segundo mandato, identifiquei as parcerias como um meio central de alcançar nossos principais objetivos. Nossas parcerias sobre a saúde das mulheres e das crianças, segurança alimentar e nutricional, e Energia Sustentável para Todos estão tendo um impacto crescente.

Em quinto lugar, o documento final concorda em fortalecer a arquitetura para apoiar ações internacionais para o desenvolvimento sustentável. Isto inclui o estabelecimento de um fórum político de alto nível sobre o desenvolvimento sustentável e do fortalecimento do Programa da ONU para o Meio Ambiente [PNUMA].

Em sexto lugar, a Rio+20 adotou um quadro de dez anos de Programas sobre o Consumo e a Produção Sustentáveis. Além disso, o documento final reconheceu a necessidade de ir além do produto interno bruto [PIB] como uma medida do progresso, e reconheceu o papel que a economia verde pode desempenhar na redução da pobreza, no crescimento econômico e na preservação ambiental. O Sistema das Nações Unidas tem uma experiência considerável neste domínio e está pronto para trabalhar com todos os Estados-Membros que desejam explorar as opções da economia verde.

Em sétimo lugar, a Rio+20 reconheceu o direito à alimentação e a importância da segurança alimentar e nutricional para todos. Reconheceu que estes podem ser alcançados através da agricultura e dos sistemas alimentares sustentáveis. Na Rio+20, lancei o Desafio Fome Zero. Trabalhando com governos, sociedade civil, empresas e parceiros de desenvolvimento, pretendemos proporcionar um melhor acesso a alimentos nutritivos para todos. Queremos acabar com a desnutrição infantil, promover sistemas alimentares sustentáveis, aumentar a produtividade dos pequenos agricultores e parar a perda e o desperdício de alimentos.

Excelências, Senhoras e Senhores, se o documento final é a base para a próxima fase da nossa jornada para o desenvolvimento sustentável, os compromissos anunciados no Rio são os tijolos e o cimento. Eles serão um legado concreto e duradouro da Rio+20. Eles nos ajudarão a implementar a nossa visão em todas as regiões.

Mais de 700 compromissos foram registrados. Entre eles estão os compromissos em matéria de transporte sustentável de oito bancos multilaterais, liderados pelo Banco Asiático de Desenvolvimento. Outro grande destaque dos compromissos é a Energia Sustentável para Todos. Energia é o fio dourado que liga inclusão, desenvolvimento social e proteção ambiental. Mais de um bilhão de pessoas serão beneficiadas de compromissos públicos e privados para uma Energia Sustentável para Todos nas próximas duas décadas. Mais de 50 governos estão avançando, com outros se unindo todos os dias.

Mas os compromissos do Rio não param por aí. A Iniciativa de Sustentabilidade na Educação Superior atraiu centenas de apoiadores e compromissos de 250 universidades em cerca de 50 países. Esta iniciativa é transformadora, de alcance global e poderá chegar a milhares de graduados das universidades e escolas de negócios. E não nos esqueçamos das 64 milhões de ações individuais trazidas pela iniciativa “Ações Voluntárias Contam”, liderada pelos Voluntários das Nações Unidas. Esta é uma prova notável do compromisso crescente e de base. É mais uma demonstração de como a Rio+20 está mobilizando um movimento global para a mudança.

A Rio+20 foi também a primeira Conferência da ONU que se concentrou em atrair as pessoas em todo o mundo por meio das redes sociais. Centenas de milhões de pessoas de todo o mundo se uniram à conversa ‘online’ para compartilhar suas visões para o futuro e exigir ação. E a conversa continuará. O mundo está assistindo e manterá a todos nós como responsáveis perante os compromissos assumidos no Rio de Janeiro.

Excelências, imediatamente antes da Rio+20, o Governo do Brasil ajudou a organizar a Cúpula dos Povos. Eu conheci os seus representantes no último dia da Conferência, e escutei suas preocupações. A Cúpula dos Povos nos lembra que a Carta das Nações Unidas começa com as palavras “Nós os povos”. O desenvolvimento sustentável é sobre pessoas – o bem-estar dos indivíduos, famílias, comunidades e nações.

A Rio+20 nos deu uma nova chance. Não foi um fim, mas um novo começo – um marco em uma jornada essencial. A Rio+20 reafirmou princípios essenciais para o desenvolvimento sustentável. Deu-nos avanços em uma série de questões setoriais e institucionais. E trouxe novos compromissos a partir de uma ampla gama de parceiros.

Excelências, Senhoras e Senhores, agora começa o trabalho. Nós temos as ferramentas. Vamos usá-las para tornar este mundo sustentável para todos. Obrigado.”

Fonte: Blog Rio+20/Planeta Sustentável


Leia mais sobre as metas do milênio A  Q  U  I

sexta-feira, 27 de julho de 2012

11 temas que poderão cair no Enem 2012

1. Comissão da Verdade
Com a recente publicação da lei que instituiu a Comissão da Verdade e da manifestação do governo sobre o impedimento da apuração do caso Vladimir Herzog em razão da Lei da Anistia, o assunto sobre investigação do que aconteceu na  Ditadura  ganhou novo fôlego. “Promovida pelo governo brasileiro no intuito de investigar abusos de direitos humanos cometidos durante a ditadura militar (1964 – 1985), a Comissão da Verdade pode ser um tema de redação”.

Depois de grandes discussões sobre o tema, é certo que o Código Floretal aparecerá nas provas do Enem,seja em algumas das ciências,seja em redação.Tomar conhecimento desse tema é essencial, pois após
47 anos, o Brasil terá um novo Código Florestal, o conjunto de leis que definirá regras para a produção agrícola e para a preservação ambiental. O texto anterior, de 1965, sofreu uma série de remendos ao longo das décadas e há muito tempo não cumpria seus principais objetivos. De um lado, defasado e desconectado da realidade atual, limitava o desenvolvimento do setor agrário no país; de outro, por ser amplamente desrespeitado, não servia para impedir o desmatamento que vem acontecendo.

3.  Rio+20 : Conferências da ONU sobre meio ambiente
"Com a recente conclusão da Rio+20, o Enem e os vestibulares podem pedir questões sobre as conferências anteriores sobre meio ambiente. Os professores aconselham: “o estudante deve ficar atento a perguntas sobre: conferência de Estocolmo (1972); Eco 92 (Rio de Janeiro) e Rio+10 (Johanesburgo). Além disso, protocolos internacionais sobre temas relacionados à preservação ambiental também são importantes, como por exemplo, o protocolo de Kyoto sobre a emissão dos gases relacionados ao efeito estufa (1997)”.

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4.   Crise na Zona do Euro
A crise da dívida pública da Zona Euro é uma crise econômica iniciada na Grécia e que se estendeu aos demais países da Europa desde 2010.A crise na Europa tem assustado investidores e posto em xeque a existência do Euro, moeda única europeia. 
“Destaque para os PIIGS, grupo formado por Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha – países com situação econômica mais crítica na zona do Euro (moeda única europeia). Isso porque houve certa irresponsabilidade fiscal por parte dos seus governos na última década – gastaram muito mais do que arrecadaram em impostos e aumentaram muito a dívida pública com relação ao PIB. Desde o ano passado, a expectativa geral do mercado internacional é que crescem as chances dos membros do PIIGS deixarem de pagar os juros e serviços de suas dívidas ou ainda não conseguirem honrar o resgate de títulos públicos. Tais expectativas aumentaram ainda mais, após a deflagração da crise na Grécia (cuja economia foi temporariamente “salva” graças a um aporte de capital da União Europeia, à renegociação de suas dívidas com seus principais credores e a um amargo e impopular pacote de corte nos gastos públicos)”. 
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5.  Haiti
O Haiti não conseguiu ainda levantar a cabeça depois do terremoto. Desde a catástrofe que arrasou o país e matou mais de 220 mil pessoas, em janeiro de 2010, chegaram vários milhares de haitianos ao Brasil. Falta tudo em seu território, e os filhos da terra, em desespero, buscam vida mais humana em outras paragens.  Em seu intento de escapar da morte perene em que se transformaram suas vidas, muitos deles e delas aportam no Brasil.. “Estima-se que cerca de 4 mil haitianos vivam no Brasil, 40% deles em situação irregular. O governo brasileiro, cedo ou tarde, terá de enfrentar a discussão sobre uma política de imigração para o país, principalmente pelo fato de nossa economia se apresentar em desenvolvimento, atraindo imigrantes de outros países latino-americanos, já que, além de haitianos, há um grande contingente de bolivianos vivendo no território brasileiro, muitos deles em condições bastante precárias”. Conhecer as peculiaridades,causas e consequências desse deslocamento é fundamental.
Mais informações A Q U I  e A Q U I

6. Guerra das Malvinas
O assunto pode suscitar questões sobre a ditadura argentina ou as antigas colônias britânicas, como a Índia. O governo da premiê Margareth Tatcher, que liderou a vitória da Grã-Bretanha na guerra, também pode aparecer no Enem.Três décadas após a guerra entre a Argentina e Reino Unido pela soberania das Ilhas Malvinas ou Falklands, a presidente argentina Cristina Kirchner reivindica as ilhas. “É um tema evidente para explorar o nacionalismo dos argentinos – tal como tentado pelo governo militar daquele país em 1982”.
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7. MonarquiaConstitucional
Com o aniversário de 60 anos da Rainha Elizabeth do Reino Unido, também conhecido como jubileu de Diamante pode despertar questões históricas: “O jubileu de Diamante (60 anos) da Rainha Elizabeth II do Reino Unido pode levar à cobrança de questões sobre as diferenças entre regimes absolutistas (soberania política concentrada totalmente nas mãos do Monarca, que acumula as funções de chefe de estado e chefe de governo) e as monarquias constitucionais (o monarca é chefe de estado, mas o governo é exercido pelo primeiro – ministro e seu gabinete, definidos a partir da maioria parlamentar)”.
8. Processos de nacionalização de hidrocarbonetos em países latino americanos
Desde 1998, ano em que Hugo Chávez começou um processo de estatização das empresas exploradoras de petróleo na Venezuela, o tema tem sido recorrente na América Latina. “Em 2012, o presidente Evo Morales acelerou as nacionalizações na Bolívia e o mesmo caminho foi tomado por Cristina Kichner na Argentina”.
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Produção de energia hidrelétrica no Brasil e a usina de Belo Monte. A polêmica construção da Usina de Belo Monte na bacia do Rio Xingu e todos os impactos socioambientais a ela relacionados devem aparecer em vários exames vestibulares e no enem.

10. RiosVoadores
Como explicam alguns professores, “as chuvas que ocorrem no Brasil não são provenientes apenas da umidade que vem do oceano Atlântico e se condensa no continente. Boa parte delas se origina da evaporação e da transpiração da floresta Amazônica, que formam uma quantidade enorme de vapor de água que se desloca da região Norte até o Sul do país. Esses vapores são transportados pelos ventos até a cordilheira andina, que funciona como uma barreira natural e redireciona o percurso da umidade para o Norte da Argentina, o Uruguai, o Sul e o Sudeste do Brasil”. O tema tem relevância atual porque influencia nas temperaturas e no clima de duas regiões brasileiras. A pergunta, portanto, fica: o que acontecerá com o clima destes estados com a crescente devastação das matas amazônicas? Talvez você enfrente esta questão em uma redação de vestibular ou no próprio Enem.
Leia mais A Q U I 

11. União estável para Homossexuais
 O repúdio ao preconceito e os argumentos de direito à igualdade, do princípio da dignidade humana e da garantia de liberdade fizeram parte das falas de todos os ministros do STF.O reconhecimento hoje pelo tribunal dos direitos  a esse grupo de pessoas que durante longo tempo foram humilhadas, cujos direitos foram ignorados, cuja dignidade foi ofendida, cuja identidade foi negada e cuja liberdade foi oprimida finalmente foram reconhecidos pelo STF garantindo o direito a pensão e herança através da união homoafetiva.Seu ponto de vista em um tema como esse pode ser a redação do Enem,no qual você deve tomar cuidado para não desrespeitar os direitos humanos.

Atenção galera: Os links constante nos tópicos  acima correspondem apenas as informações básicas do tema.Para um bom conhecimento e para estar apto a fazer a prova do ENEM 2012, aprofunde o conhecimento pesquisando mais sobre os diversos temas e não esqueçam dos outros 9 temas já postos aqui que poderão cair no enem/2012.

 Portanto, é importante que o estudante se prepare bem para estar preparado na hora de fazer a redação do Enem 2012. O portal Universia Brasil realizou uma pesquisa e encontrou dez dos temas que também podem cair na prova. Se você NÃO deixar tudo para última hora chegará à prova preparado.Lembre-se,estudante que se mantém atualizado já tem 50% garantindo sua vaga,pois a prova do Enem não é feita para alunos alienados serem aprovados.Na pesquisa do portal os temas a seguir:
* As Questões Ambientais,Bullying, Violência nas Escolas,A Violência no Trânsito,Participação Política(ano de eleições municipais), Álcool X Trânsito, Desarmamento, Desigualdade Social, Esporte como fator de inclusão social, Comportamento jovem nas mídias sociais . (Pesquisem e Informem-se!)

Bom Estudo!!!!!



sábado, 21 de julho de 2012

KAXANGA'S – o Bar do momento na cidade de Porto Velho

Jéssica Carvalho e Márcio Moreno


KAXANGA'S - é o mais novo ponto de encontro dos amantes da boa música brasileira dirigido por Marcio Moreno e Marcelo Bentes. O Local inaugurou há poucos dias e já tem uma clientela fiel, pois além da cerveja geladíssima, petiscos  que agradam o paladar faz parte do cardápio do Bar e Restaurante. O espaço está localizado na Rua Padre Chiquinho em frente à Escola Estadual Major Guapindaia. Um lugar que atrai a família porto velhense e àqueles amigos que desejam sentar em uma mesa para um bate papo agradável ao som de uma boa MPB. Para quem já conhece Marcio Moreno sabe da qualidade de seu som, quem ainda não o conhece fica a dica para um bom happy hour ou uma boa noitada.


A intenção dos sócios Marcelo Bentes e Marcio Moreno é tornar o local um ponto de encontro da cultura porto velhense, recebendo os grandes nomes da música de nossa cidade. Por lá já passaram Paulinho Batera,Luizinho da Cuíca, Bira Lourenço e muito mais vem por aí tornando o lugar cada vez mais acolhedor e aprazível aos apaixonados por boa música.

Segundo Marcio Moreno o local ainda se encontra em fase de descobertas e/ou implantações de como melhorar o atendimento no dia a dia, pois se sabe que a cidade de Porto Velho conta com muitos bares e restaurantes e os proprietários devem estar atentos aos detalhes de maneira a alcançar a satisfação do cliente e trabalhando nessa melhora a presença dos porto velhense será marcante, mas percebe-se que o atendimento vem agradando ao público, visto que a casa estava lotada na noite de sexta-feira e o elogio constante era para a cerveja geladérrima e o som marcante de Marcio Moreno numa seleção ímpar de MPB bem como ao atendimento a solicitações do próprio público tornando-os agentes integrantes do show.
 
A simpatia dos proprietários – Márcio e Marcelo – cativa de forma especial a cada cliente, os quais esperam receber um feedback da clientela em seus facebook ou aqui nos comentários dessa matéria de maneira que se descubra se os clientes estão satisfeitos com os serviços; a probabilidade de retornarem ao local e a possibilidade de indicar a amigos e familiares, pois somente assim com a participação de todos terão como corrigir falhas e sanar os problemas.

Esse tipo de feedback  beneficiará não somente a organização mas também os clientes que poderão expressar suas opiniões, fazer críticas, elogios ,sugestões, garantindo melhorias  e a otimização  nos serviços oferecidos.


Com um clima de descontração, repleto de gente bonita - como toda sexta feira merece - na companhia de amigos,namorados e familiares, o público presente divertiu-se em momentos de interação entre músico e plateia.

Kaxanga's que tem por significado “Esconderijo” é uma excelente pedida para os fins de tarde aos enamorados e apaixonados por um bom bate-papo ao som de uma boa música.


Portanto com atendimento de qualidade, a carta de cerveja gelada e a típica cozinha de boteco oferecem ao Bar Kaxanga's receita de sucesso e, a  generosa varanda dá  um clima de descontração à casa. Aberto ao público de Terça a Sábado.

 Fica a dica para mais um local de ponto de encontro do que há de melhor na música de Porto Velho.








Marcelo Bentes
  



























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sexta-feira, 13 de julho de 2012

A grande farsa do Aquecimento Global

O nível do mar e o degelo no Ártico

O aumento do nível do mar devido às mudanças climáticas é uma das maiores preocupações, já que mais de 60% da humanidade vive em regiões costeiras. As projeções publicadas têm causado pânico e interferido no desenvolvimento social e econômico, particularmente nos países mais baixos e insulares. É verdadeira tal afirmação? A julgar pelo gráfico na Figura 1(abaixo), que retrata a variação do nível do mar, em centímetros, medido por vários satélites, tal afirmação parecia fazer sentido até 2006/07. Os norte americanos TOPEX, JASON 1 e JASON 2, obviamente, mostram valores maiores, pois o Grupo de Pesquisa do Nível do Mar da Universidade do Colorado (EUA), responsável pelo tratamento de seus dados, adicionou 0,3 milímetros a cada ano devido ao “ajustamento isostático glacial” [1]. Mas até mesmo os dados dos satélites norte americanos concordam que, nos últimos 4 anos, o nível do mar aparentemente deixou de aumentar e está decrescendo!
http://agfdag.files.wordpress.com/2012/06/molion-fig_1.jpg

Figura 1. Nível médio do mar medido por várias missões espaciais


Existe um ciclo lunar que é chamado precessão da órbita lunar ou dos nodos lunares. À medida que a Lua revolve em torno da Terra, o plano de sua órbita vai girando no espaço e completa 360° em 18,6 anos. A Lua tem seu eixo de rotação inclinado em 5,1° em relação à eclíptica – plano em que se encontram o Sol e os planetas – e a inclinação do eixo de rotação da Terra é 23,5° em relação à mesma elíptica. Quando os dois eixos apontam em direções opostas, eles fazem um ângulo de 28,6° (23,5° + 5,1°) e a Lua, relativamente à superfície terrestre, se desloca na faixa entre 28,6° N e 28,6° S de latitude. Quando os eixos estão na mesma direção, a área varrida está entre 18,4°N e 18,4°S (23,5° – 5,1°). Considerando que 1° de latitude equivale a 110 km nas regiões tropicais, vê-se que a distância percorrida no ângulo máximo é de cerca de 12 mil km (4 x 28,6° x 110 km), enquanto, no mínimo, é cerca de 8 mil km, ou seja, 4 mil km de diferença nos mesmos 28 dias do ciclo das fases da Lua, amplamente conhecido. Assim, a velocidade relativa da Lua é muito maior no máximo do ciclo e sua atração gravitacional agita os mares fora dos trópicos. Quando a Lua atinge o máximo do ciclo nodal, como ocorreu entre 2006-2007, ela levanta (atrai) a superfície do mar fora dos trópicos. Esse desnível ou gradiente hidráulico aumenta ligeiramente a velocidade das correntes marinhas que transportam mais calor dos trópicos para os polos. No caso do Atlântico Norte, essa água mais aquecida, cerca de 0,7°C, entra no Ártico por debaixo do gelo flutuante e derrete, parcialmente, sua parte submersa que, como é sabido, constitui 90% do volume total. Parcialmente derretida, a parte submersa não consegue suportar o peso da parte aérea, e esta colapsa. Note: “colapsa”, “desmorona” e não, “derrete”, pois, mesmo no verão, as temperaturas do ar nessa região são negativas. E o colapso pode ser visto nos filmes que aparecem na mídia e na web.
Figura 2. Desvios padronizados das temperaturas da superfície do mar ao sul da Groenlândia, no domínio geográfico 50°N-60°N e 40°W-50°W (Fonte dos dados: ESRL/PSD/NOAA)

Na Figura 2 (acima), vemos a variação das anomalias padronizadas da temperatura da superfície do mar (TSM) com relação à média do período 1948-2010 ao sul da Groenlândia, no domínio geográfico 50°N-60°N e 40°W-50°W. Observa-se, claramente, o aumento da TSM ocorrido a partir de 1995, confirmando que o Atlântico Norte se aqueceu após aquela data. Nota-se, também, que o intervalo entre o início do resfriamento (1977/78) e o aquecimento (1995/96) é cerca de 19 anos (setas), muito próximo do ciclo nodal lunar. A variação da cobertura de gelo no Ártico é mostrada na Figura 3. O decréscimo do gelo começou em 1995/96, atingiu o máximo em 2007 (máximo nodal) com 2,7 e agora está com 1,6 milhões de km², de acordo com o site The Cryosphere Today . O maior derretimento do gelo do Ártico, que já ocorreu inúmeras vezes no passado, está sendo atribuído ao aquecimento global antropogênico e seria uma das causas do aumento do nível do mar observado. O outro aspecto, decorrente do máximo do ciclo nodal lunar, é que o nível do mar se eleva, em média, até 50° de latitude, aumento registrado por satélites e os marégrafos. Note, na Figura 1, que os níveis começaram a decrescer após o máximo de 2006/07, mesmo nos satélites americanos JASON 1 e 2. Ainda, a reta indica elevação a uma taxa de variação de + 2,66 mm/ano. Um período de 18,6 anos (período do ciclo nodal) multiplicado por 2,66 mm/ano dá um total de cerca de 5 a 6 cm no ciclo, considerando o erro nas medições, que é a variação aparente no eixo vertical da Figura 1 (entre -1 e 5 cm). É muito provável, portanto, que a elevação do nível detectada pelos satélites esteja relacionada ao ciclo nodal lunar.
Figura 3(acima). Variação da cobertura do gelo no Ártico (em milhões de km²). Nota-se a redução máxima de 2,7 em 2007, e seu retrocesso atual para 1,6 (Fonte: University of Illinois at Urbana-Champaign, 2011)

Em 1956, os cientistas russos Maksimov e Smirnov, analisando mais de 100 anos de registros de marégrafos no Atlântico, mostraram que o nível do mar poderia variar de ± 6 cm com ciclo nodal lunar . Ou seja, o fato de o nível do mar oscilar devido a esse ciclo já é conhecido há mais de 60 anos. Recentemente, Yndestad, utilizando análises espectrais, confirmou a influência do ciclo nodal lunar em variáveis do clima do Ártico, que incluíram a TSM, nível do mar e cobertura de gelo. O autor, porém, sugeriu que outro ciclo, de 74 anos (4 x 18,6 anos), possa introduzir mudanças de amplitude, ou de fase, que mascarem a influência dominante do ciclo nodal lunar.

Foram usadas taxas de elevação do nível do mar atuais para projetar seu nível para o ano 2100, afirmando que o aumento é devido à sua expansão volumétrica e ao derretimento das geleiras causados pelo aquecimento global antropogênico. O IPCC, no AR 4 (2007), foi “modesto” e previu um aumento de até 60 cm. Porém, Al Gore, em “Uma Verdade Inconveniente”, afirmou que subirá de 6 metros (20 pés). Em ciência, tem-se uma hipótese de trabalho e usam-se os dados observados para comprovar a validade da hipótese. Na “ciência” das “mudanças climáticas”, os dados são “corrigidos” para se ajustarem à hipótese formulada. Se os dados dos satélites altimétricos não forem “ajustados”, existe grande chance de que eles venham a comprovar, nos próximos 10 anos, que a variabilidade do nível do mar é natural e, muito provavelmente, está associada ao ciclo da precessão da órbita lunar em torno da Terra. E que a projeção do aumento do nível do mar para 2100 não passa de uma afirmação sem fundamentação científica alguma.
Referências:
 * http://sealevel.colorado.edu/content/what-glacial-isostatic-adjustment-gia-and-why-do-you-correct-it
 * http://arctic.atmos.uiuc.edu/cryosphere/
 *Maksimov I.V., Smirnov N.P., 1965. A contribution to the study of causes of long-period variations in the activity of the Gulf Stream. Oceanology 5:15-24 (versão do original russo publicado em 1956).
  *Yndestad, H., 2006. The influence of the nodal cycle on Arctic climate. ICES Journal of Marine Science 63: 401-420.
Fonte: Artigo do Prof. Luiz Carlos Baldicero Molion, ICAT/UFAL, Maceió – AL
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Dois graus

“Temos que controlar as emissões de carbono para manter a temperatura do planeta abaixo de 2°C” é a voz corrente, frase dita por muitos políticos e por muita gente, até cientistas ambientais, preocupados com o aquecimento global, e não se sabe de onde tal frase surgiu. Sob o ponto de vista da física do clima, essa afirmação é absolutamente ridícula! Usando modelos de clima, o IPCC criou uma fórmula com base no “ajuste” (fitting) à curva de crescimento da concentração de gás carbônico (CO₂). A fórmula é:
Del T = 4,7 ln {CO₂} – 26,9
Onde Del T é a variação da temperatura média global forçada pela concentração de CO₂ (baseada no que se crê que se sabe sobre absorção de radiação infravermelha pelo CO₂), ln é a função matemática logaritmo natural, e o CO₂ entre colchetes, a concentração do gás carbônico. Essa equação parte do princípio, também sem comprovação científica, que a concentração de CO₂ era 280 ppmv na era pré-industrial e que a “sensibilidade climática” seja alta, 0,8°C por W/m², isto é, para cada 1 W/m² adicionado pelo forçamento radiativo de CO₂, a temperatura do planeta aumentaria de 0,8°C. É fórmula muito fácil de ser usada. Basta entrar com a concentração de CO₂ que se “deseja” no futuro, a “concentração limite, o objetivo a ser alcançado”, e o resultado é o aumento de temperatura. Por exemplo, para obter os 2°C, essa concentração de CO₂ é 460 ppmv, um aumento de 65% com relação ao valor pré-industrial (?!). Como se o clima do planeta fosse tão simples quanto isso, controlado apenas pela concentração de CO₂ no ar.

A concentração de CO₂ na atmosfera é controlada basicamente pelos oceanos e depende da temperatura da água. Se essa aumenta, os oceanos emitem mais CO₂ para a atmosfera. Esse é o mesmo processo que controla a concentração do CO₂ num refrigerante ou bebida gaseificada. Se a temperatura do líquido aumenta, ele expulsa o CO₂ que está dissolvido e “fica sem gás”. A contribuição humana, cerca de 6 bilhões de toneladas de carbono por ano (GtC/a), é muito pequena, desprezível, em face dos fluxos naturais dos oceanos, vegetação e solos para a atmosfera, que somam algo como 200 GtC/a, ou seja, apenas 3%, contra uma incerteza nos fluxos naturais de ±20%! A redução das emissões antrópicas de carbono não tem efeito algum sobre o clima, não só por serem ínfimas, mas principalmente porque o CO₂ não controla o clima global. Ao contrário, é o aumento da temperatura do planeta que força o aumento do CO₂ na atmosfera terrestre.

Quanto mais leio e estudo, mais me convenço que o problema do aquecimento global é exclusivamente econômico financeiro e não climático. Não há “crise climática”. É um problema de segurança energética dos países industrializados, que já não possuem uma matriz energética própria e dependem da importação, como é o caso da Inglaterra, país de onde provêm a maior parte do terrorismo climático e manipulação de dados. Certamente, o maior problema que a humanidade vai enfrentar num futuro próximo é o aumento populacional, amplificado pelo resfriamento global nos próximos 20 anos. A história mostra que, toda vez que o clima se aqueceu, as civilizações, como Amoritas, Babilônios, Sumérios, Egípcios e Romanos, progrediram. O resfriamento do clima, ao contrário, sempre causou o retrocesso ou mesmo o desaparecimento de civilizações. Atualmente, um pequeno resfriamento global, com geadas severas, tanto antecipadas quanto tardias, seria muito ruim para a agricultura, pois acarretaria frustrações de safras e desabastecimento mundial com a população crescente. O Brasil não seria exceção. No último resfriamento, de 1947 a 1976, o cultivo do café foi erradicado do oeste do Paraná em face das frequentes e severas geadas. É indispensável que o país se prepare para esse período ligeiramente mais frio, de 2010 a 2030, a que vai ser submetido.
Artigo do Prof. Luiz Carlos Baldicero Molion, ICAT/UFAL, Maceió – AL
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“A inguinorância é que astravanca o pogresso”


"Odorico Paraguaçu, personagem de Dias Gomes interpretado pelo saudoso Paulo Gracindo em “O Bem Amado”, teria dito novamente a frase acima nos últimos dias, por conta da Rio+20. Estamos sendo massacrados por notícias da “Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável” e dos inúmeros eventos paralelos que estão ocorrendo no Rio de Janeiro.

A cobertura na mídia sobre a Rio+20 e os desdobramentos vem sempre com as clássicas imagens de arquivo “aterrorizantes” de terremotos, tsunamis e colunas de fumaça saindo de chaminés e, principalmente, das torres de resfriamento de usinas nucleares (como na imagem logo abaixo), enquanto a locução / texto fala dos gases de efeito estufa e/ou dos efeitos da atividade humana sobre o clima do planeta.

Quase todos sabem que terremotos e tsunamis não têm nada a ver com o clima, mas duvido que essa gente saiba que as colunas de fumaça branca saindo das chaminés hoje em dia são formadas essencialmente por vapor d’água. O dióxido de carbono – o gás da vida – é um gás incolor, inodoro e insípido. E no caso específico das centrais nucleares, o pior é que tem gente que quer nos convencer que se trata de “energia limpa”, pois essas usinas não emitem CO2.
“Eu vim para confundir, não para explicar!” diria Chacrinha, o “Velho Guerreiro”…
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Entre aspas


“Cem cientistas contra Einstein”, livro publicado pelos nazistas em 1931, conceituava a Teoria da Relatividade como um “atentado judaico à física ariana” e dava adeus à razão. Einstein, comentando sobre o livro, perguntou: “Por que cem? Basta um, se estiver certo”.

Com o “aquecimento global” (a terminologia “evoluiu” para “mudanças climáticas”), parece que estamos reeditando a mesma história, só que às avessas. Afirma-se, por exemplo, que há um “consenso entre os cientistas”, que concordam que as atividades humanas são responsáveis pelas “mudanças climáticas”, embora milhares de cientistas demonstrem por que não concordam com essa afirmação…
Querem reduzir a questão às “emissões de gases de efeito estufa” com a simplificação típica de marqueteiros, e tentam nos impingir que o “dióxido de carbono” é um poluente, que o CO2 produzido pelo homem é a causa das “mudanças climáticas”.

Sejamos razoáveis: o Sol, a água e o CO2 são essenciais para a fotossíntese e para a vida - tal e como a conhecemos - na Terra. O CO2 não é um poluente! Não se deixe enganar. Dióxido de enxofre, óxidos de nitrogênio, monóxido de carbono, metano e substâncias particuladas em suspensão no ar, sim, são poluentes atmosféricos.
A Souza Cruz, uma fabricante de cigarros, publica lindos “relatórios de sustentabilidade”, assim como a Petrobras, que ajuda a preservar as tartarugas marinhas através do projeto Tamar, enquanto centenas de pessoas morrem nas cidades devido principalmente às emissões de dióxido de enxofre e substâncias particuladas do óleo diesel que a própria Petrobras produz e distribui, um autêntico veneno."
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Carta aberta à presidente Dilma Rousseff


Mudanças climáticas: hora de recobrar o bom senso

Exma. Sra.
Dilma Vana Rousseff
Presidente da República Federativa do Brasil
 
Excelentíssima Senhora Presidente:

Em uma recente reunião do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, a senhora afirmou que a fantasia não tem lugar nas discussões sobre um novo paradigma de crescimento – do qual a humanidade necessita, com urgência, para proporcionar a extensão dos benefícios do conhecimento a todas as sociedades do planeta. Na mesma ocasião, a senhora assinalou que o debate sobre o desenvolvimento sustentado precisa ser pautado pelo direito dos povos ao progresso, com o devido fundamento científico.

Assim sendo, permita-nos complementar tais formulações, destacando o fato de que as discussões sobre o tema central da agenda ambiental, as mudanças climáticas, têm sido pautadas, predominantemente, por motivações ideológicas, políticas, acadêmicas e econômicas restritas. Isto as têm afastado, não apenas dos princípios basilares da prática científica, como também dos interesses maiores das sociedades de todo o mundo, inclusive a brasileira. Por isso, apresentamos-lhe as considerações a seguir.

1) Não há evidências físicas da influência humana no clima global:
A despeito de todo o sensacionalismo a respeito, não existe qualquer evidência física observada no mundo real que permita demonstrar que as mudanças climáticas globais, ocorridas desde a revolução industrial do século XVIII, sejam anômalas em relação às ocorridas anteriormente, no passado histórico e geológico – anomalias que, se ocorressem, caracterizariam a influência humana.

Todos os prognósticos que indicam elevações exageradas das temperaturas e dos níveis do mar, nas décadas vindouras, além de outros efeitos negativos atribuídos ao lançamento de compostos de carbono de origem humana (antropogênicos) na atmosfera, baseiam-se em projeções de modelos matemáticos, que constituem apenas simplificações limitadas do sistema climático – e, portanto, não deveriam ser usados para fundamentar políticas públicas e estratégias de longo alcance e com grandes impactos socioeconômicos de âmbito global.
A influência humana no clima restringe-se às cidades e seus entornos, em situações específicas de calmarias, sendo estes efeitos bastante conhecidos, mas sem influência em escala planetária. Para que a ação humana no clima global ficasse demonstrada, seria preciso que, nos últimos dois séculos, estivessem ocorrendo níveis inusitadamente altos de temperaturas e níveis do mar e, principalmente, que as suas taxas de variação (gradientes) fossem superiores às verificadas anteriormente.

O relatório de 2007 do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) registra que, no período 1850-2000, as temperaturas aumentaram 0,74°C, e que, entre 1870 e 2000, os níveis do mar subiram 0,2 m. Ora, ao longo do Holoceno, a época geológica correspondente aos últimos 12.000 anos em que a civilização tem existido, houve diversos períodos com temperaturas mais altas que as atuais. No Holoceno Médio, há 5.000-6.000 anos, as temperaturas médias chegaram a ser 2-3°C superiores às atuais, enquanto os níveis do mar atingiam até 3 metros acima do atual. Igualmente, nos períodos quentes conhecidos como Minoano (1500-1200 a.C.), Romano (séc. VI a.C.-V d.C.) e Medieval (séc. X-XIII d.C.), as temperaturas atingiram mais de 1°C acima das atuais.

Quanto às taxas de variação desses indicadores, não se observa qualquer aceleração anormal delas nos últimos dois séculos. Ao contrário, nos últimos 20.000 anos, desde o início do degelo da última glaciação, houve períodos em que as variações de temperaturas e níveis do mar chegaram a ser uma ordem de grandeza mais rápidas que as verificadas desde o século XIX.

Entre 12.900 e 11.600 anos atrás, no período frio denominado Dryas Recente, as temperaturas caíram cerca de 8°C em menos de 50 anos e, ao término dele, voltaram a subir na mesma proporção, em pouco mais de meio século.
Quanto ao nível do mar, ele subiu cerca de 120 metros, entre 18.000 e 6.000 anos atrás, o que equivale a uma taxa média de 1 metro por século, suficiente para impactar visualmente as gerações sucessivas das populações que habitavam as margens continentais. No período entre 14.650 e 14.300 anos atrás, a elevação foi ainda mais rápida, atingindo cerca de 14 metros em apenas 350 anos – equivalente a 4 m por século.

Por conseguinte, as variações observadas no período da industrialização se enquadram, com muita folga, dentro da faixa de oscilações naturais do clima e, portanto, não podem ser atribuídas ao uso dos combustíveis fósseis ou a qualquer outro tipo de atividade vinculada ao desenvolvimento humano.
Tais dados representam apenas uma ínfima fração das evidências proporcionadas por, literalmente, milhares de estudos realizados em todos os continentes, por cientistas de dezenas de países, devidamente publicados na literatura científica internacional. Desafortunadamente, é raro que algum destes estudos ganhe repercussão na mídia, quase sempre mais inclinada à promoção de um alarmismo sensacionalista e desorientador.

2) A hipótese “antropogênica” é um desserviço à ciência:
A boa prática científica pressupõe a busca permanente de uma convergência entre hipóteses e evidências. Como a hipótese do aquecimento global antropogênico (AGA) não se fundamenta em evidências físicas observadas, a insistência na sua preservação representa um grande desserviço à ciência e à sua necessária colocação a serviço do progresso da humanidade.

A história registra numerosos exemplos dos efeitos nefastos do atrelamento da ciência a ideologias e outros interesses restritos. Nos países da antiga URSS, as ciências biológicas e agrícolas ainda se ressentem das consequências do atraso de décadas provocado pela sua subordinação aos ditames e à truculência de Trofim D. Lysenko, apoiado pelo ditador Josef Stálin e seus sucessores imediatos, que rejeitava a genética, mesmo diante dos avanços obtidos por cientistas de todo o mundo, inclusive na própria URSS, por considerá-la uma ciência “burguesa e antirrevolucionária”. O empenho na imposição do AGA, sem as devidas evidências, equivale a uma versão atual do “lysenkoísmo”, que tem custado caro à humanidade, em recursos humanos, técnicos e econômicos desperdiçados com um problema inexistente.

Ademais, ao conferir ao dióxido de carbono (CO2) e outros gases produzidos pelas atividades humanas o papel de principais protagonistas da dinâmica climática, a hipótese do AGA simplifica e distorce um processo extremamente complexo, no qual interagem fatores astrofísicos, atmosféricos, geológicos, geomorfológicos, oceânicos e biológicos, que a ciência apenas começa a entender em sua abrangência.

Um exemplo dos riscos dessa simplificação é a possibilidade real de que o período até a década de 2030 experimente um considerável resfriamento, em vez de aquecimento, devido ao efeito combinado de um período de baixa atividade solar e de uma fase de resfriamento do oceano Pacífico (Oscilação Decadal do Pacífico, ODP), em um cenário semelhante ao verificado entre 1947-1976. Vale observar que, naquele intervalo, o Brasil experimentou uma redução de 10-30% nas chuvas, o que acarretou problemas de abastecimento de água e geração elétrica, além de um aumento das geadas fortes, que muito contribuíram para erradicar o café no Paraná. Se tais condições se repetirem, o País poderá ter sérios problemas, inclusive, nas áreas de expansão da fronteira agrícola das regiões Centro-Oeste e Norte e na geração hidrelétrica (particularmente, considerando a proliferação de reservatórios “a fio d’água”, impostos pelas restrições ambientais).

A propósito, o decantado limite de 2°C para a elevação das temperaturas, que, supostamente, não poderia ser superado e tem justificado todas as restrições propostas para os combustíveis fósseis, também não tem qualquer base científica: trata-se de uma criação “política” do físico Hans-Joachim Schellnhuber, assessor científico do governo alemão, como admitido por ele próprio, em uma entrevista à revista Der Spiegel (17/10/2010).

3) O alarmismo climático é contraproducente:
O alarmismo que tem caracterizado as discussões sobre as mudanças climáticas é extremamente prejudicial à atitude correta necessária frente a elas, que deve ser orientada pelo bom senso e pelo conceito de resiliência, em lugar de submeter as sociedades a restrições tecnológicas e econômicas absolutamente desnecessárias.
No caso, resiliência significa a flexibilidade das condições físicas de sobrevivência e funcionamento das sociedades, além da capacidade de resposta às emergências, permitindo-lhes reduzir a sua vulnerabilidade às oscilações climáticas e outros fenômenos naturais potencialmente perigosos. Tais requisitos incluem, por exemplo, a redundância de fontes alimentícias (inclusive a disponibilidade de sementes geneticamente modificadas para todas as condições climáticas), capacidade de armazenamento de alimentos, infraestrutura de transportes, energia e comunicações e outros fatores.

Portanto, o caminho mais racional e eficiente para aumentar a resiliência da humanidade, diante das mudanças climáticas inevitáveis, é a elevação geral dos seus níveis de desenvolvimento e progresso aos patamares permitidos pela ciência e pela tecnologia modernas.

Além disso, o alarmismo desvia as atenções das emergências e prioridades reais. Um exemplo é a indisponibilidade de sistemas de saneamento básico para mais da metade da população mundial, cujas consequências constituem, de longe, o principal problema ambiental do planeta. Outro é a falta de acesso à eletricidade, que atinge mais de 1,5 bilhão de pessoas, principalmente, na Ásia, África e América Latina.
No Brasil, sem mencionar o déficit de saneamento, grande parte dos recursos que têm sido alocados a programas vinculados às mudanças climáticas, segundo o enfoque da redução das emissões de carbono, teria uma destinação mais útil à sociedade se fossem empregados na correção de deficiências reais, como: a falta de um satélite meteorológico próprio (de que dispõem países como a China e a Índia); a ampliação e melhor distribuição territorial da rede de estações meteorológicas, inferior aos padrões recomendados pela Organização Meteorológica Mundial, para um território com as dimensões do brasileiro; o aumento do número de radares meteorológicos e a sua interligação aos sistemas de defesa civil; a consolidação de uma base nacional de dados climatológicos, agrupando os dados de todas as estações meteorológicas do País, muitos dos quais sequer foram digitalizados.

4) A “descarbonização” da economia é desnecessária e economicamente deletéria:
Uma vez que as emissões antropogênicas de carbono não provocam impactos verificáveis no clima global, toda a agenda da “descarbonização” da economia, ou “economia de baixo carbono”, se torna desnecessária e contraproducente – sendo, na verdade, uma pseudo-solução para um problema inexistente. A insistência na sua preservação, por força da inércia do status quo, não implicará em qualquer efeito sobre o clima, mas tenderá a aprofundar os seus numerosos impactos negativos.

O principal deles é o encarecimento desnecessário das tarifas de energia e de uma série de atividades econômicas, em razão de: a) os pesados subsídios concedidos à exploração de fontes energéticas de baixa eficiência, como a eólica e solar – ademais, inaptas para a geração elétrica de base (e já em retração na União Europeia, que investiu fortemente nelas); b) a imposição de cotas e taxas vinculadas às emissões de carbono, como fizeram a Austrália, sob grande rejeição popular, e a União Europeia, para viabilizar o seu mercado de créditos de carbono; c) a imposição de medidas de captura e sequestro de carbono (CCS) a várias atividades.

Os principais beneficiários de tais medidas têm sido os fornecedores de equipamentos e serviços de CCS e os participantes dos intrinsecamente inúteis mercados de carbono, que não têm qualquer fundamento econômico real e se sustentam tão somente em uma demanda artificial criada sobre uma necessidade inexistente. Vale acrescentar que tais mercados têm se prestado a toda sorte de atividades fraudulentas, inclusive, no Brasil, onde autoridades federais investigam contratos de carbono ilegais envolvendo tribos indígenas, na Amazônia, e a criação irregular de áreas de proteção ambiental para tais finalidades escusas, no estado de São Paulo.

5) É preciso uma guinada para o futuro:
Pela primeira vez na história, a humanidade detém um acervo de conhecimentos e recursos físicos, técnicos e humanos, para prover a virtual totalidade das necessidades materiais de uma população ainda maior que a atual. Esta perspectiva viabiliza a possibilidade de se universalizar – de uma forma inteiramente sustentável – os níveis gerais de bem-estar usufruídos pelos países mais avançados, em termos de infraestrutura de água, saneamento, energia, transportes, comunicações, serviços de saúde e educação e outras conquistas da vida civilizada moderna. A despeito dos falaciosos argumentos contrários a tal perspectiva, os principais obstáculos à sua concretização, em menos de duas gerações, são mentais e políticos, e não físicos e ambientais.

Para tanto, o alarmismo ambientalista, em geral, e climático, em particular, terá que ser apeado do seu atual pedestal de privilégios imerecidos e substituído por uma estratégia que privilegie os princípios científicos, o bem comum e o bom senso.
A conferência Rio+20 poderá ser uma oportuna plataforma para essa necessária reorientação.

Kenitiro Suguio
Geólogo, Doutor em Geologia
Professor Emérito do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (USP)
Membro titular da Academia Brasileira de Ciências
 
Luiz Carlos Baldicero Molion
Físico, Doutor em Meteorologia e Pós-doutor em Hidrologia de Florestas
Pesquisador Sênior (aposentado) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)
Professor Associado da Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
 
Fernando de Mello Gomide
Físico, Professor Titular (aposentado) do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA)
Co-autor do livro Philosophy of Science: Brief History (Amazon Books, 2010, com Marcelo Samuel Berman)
 
José Bueno Conti
Geógrafo, Doutor em Geografia Física e Livre-docente em Climatologia
Professor Titular do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP)
Autor do livro Clima e Meio Ambiente (Atual, 2011)
 
José Carlos Parente de Oliveira
Físico, Doutor em Física e Pós-doutor em Física da Atmosfera
Professor Associado (aposentado) da Universidade Federal do Ceará (UFC)
Professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE)
 
Francisco Arthur Silva Vecchia
Engenheiro de Produção, Mestre em Arquitetura e Doutor em Geografia
Professor Associado do Departamento de Hidráulica e Saneamento da Escola de Engenharia de São Carlos (USP)
Diretor do Centro de Recursos Hídricos e Ecologia Aplicada (CRHEA)
 
Ricardo Augusto Felicio
Meteorologista, Mestre e Doutor em Climatologia
Professor do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP)
 
Antonio Jaschke Machado
Meteorologista, Mestre e Doutor em Climatologia
Professor do Departamento de Geografia da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP)
 
João Wagner Alencar Castro
Geólogo, Mestre em Sedimentologia e Doutor em Geomorfologia
Professor Adjunto do Departamento de Geologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Chefe do Departamento de Geologia e Paleontologia do Museu Nacional/UFRJ
 
Helena Polivanov
Geóloga, Mestra em Geologia de Engenharia e Doutora em Geologia de Engenharia e Ambiental
Professora Associada do Departamento de Geologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
 
Gustavo Macedo de Mello Baptista
Geógrafo, Mestre em Tecnologia Ambiental e Recursos Hídricos e Doutor em Geologia
Professor Adjunto do Instituto de Geociências da Universidade de Brasília (UnB)
Autor do livro Aquecimento Global: ciência ou religião? (Hinterlândia, 2009)
 
Paulo Cesar Soares
Geólogo, Doutor em Ciências e Livre-docente em Estratigrafia
Professor Titular da Universidade Federal do Paraná (UFPR)
 
Gildo Magalhães dos Santos Filho
Engenheiro Eletrônico, Doutor em História Social e Livre-docente em História da Ciência e Tecnologia
Professor Associado do Departamento de História da Universidade de São Paulo (USP)
 
Paulo Cesar Martins Pereira de Azevedo Branco
Geólogo, Pesquisador em Geociências (B-Sênior) do Serviço Geológico do Brasil – CPRM
Especialista em Geoprocessamento e Modelagem Espacial de Dados em Geociências
 
Daniela de Souza Onça
Geógrafa, Mestra e Doutora em Climatologia
Professora da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)
 
Marcos José de Oliveira
Engenheiro Ambiental, Mestre em Engenharia Ambiental e Climatologia Aplicada
Doutorando em Geociências Aplicadas na Universidade de Brasília (UnB)
 
Geraldo Luís Saraiva Lino
Geólogo, coeditor do sítio Alerta em Rede
Autor do livro A fraude do aquecimento global: como um fenômeno natural foi convertido numa falsa emergência mundial (Capax Dei, 2009)
 
Maria Angélica Barreto Ramos
Geóloga, Pesquisadora em Geociências (Senior) do Serviço Geológico d Brasil – CPRM
Mestre em Geociências – Opção Geoquímica Ambiental e Especialista em Geoprocessamento e Modelagem Espacial de Dados em Geociências
 
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Na mosca!

Os gráficos a seguir são do site Cryosphere Today e mostram como estávamos de gelo sobre o mar no Ártico e na Antártida, nessa sexta-feira, 13. Clique sobre cada um deles para vizualizá-los melhor, com toda a riqueza dos detalhes.
Hemisfério Norte:

Hemisfério Sul:

Planeta todo:

Acertamos na mosca! Se somamos os 13,04 milhões de quilômetros quadrados de gelo ontem sobre o Ártico com os 4,84 milhões de quilômetros quadrados de gelo ontem sobre o mar em volta da Antártida, chegamos a 17,88 milhões de quilômetros quadrados de gelo com mais de 2 metros de espessura sobre os oceanos do planeta, praticamente a média desde 1979, mas estamos subindo… Isso equivale a 2,1 vezes o tamanho do território do Brasil.
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NASA

50 especialistas da NASA, com mais de 1000 anos de experiência profissional combinada, enviaram recentemente a seguinte carta ao seu administrador:

"Ao Honorável Charles Bolden, Jr.
Administrador da NASA
NASA Headquarters
Washington, D.C. 20546-0001
 
Caro Charlie,

Nós, abaixo assinados, respeitosamente pedimos que a NASA e o Instituto Goddard para Estudos Espaciais (GISS) se abstenham da inclusão de observações não comprovadas em publicações e sites. Acreditamos que as reivindicações da NASA e do GISS de que o dióxido de carbono produzido pela atividade humana tem causado um impacto catastrófico nas mudanças climáticas globais não são fundamentadas, especialmente quando se considera milhares de anos de dados empíricos. Com centenas de cientistas do clima bem conhecidos e dezenas de milhares de outros cientistas que declaram publicamente sua descrença nas previsões catastróficas, vindo especialmente da liderança do GISS, é claro que a ciência não está resolvida.
A defesa desenfreada de que o CO2 tem sido a principal causa das mudanças climáticas não é própria da história da NASA, de fazer uma avaliação objetiva de todos os dados científicos disponíveis antes de tomar decisões ou fazer declarações públicas.

Como ex-funcionários da NASA, sentimos que a defesa da NASA de uma posição extrema, antes de um estudo aprofundado dos enormes impactos possíveis das variações naturais do clima, não é apropriada. Pedimos que a NASA se abstenha de incluir observações não comprovadas e sem suporte em futuras publicações e em sites sobre o assunto. Há risco de danos à ilibada reputação da NASA, dos atuais e dos antigos cientistas da NASA e de seus funcionários, e até mesmo à reputação da própria ciência.
Para obter informações adicionais sobre a ciência por trás da nossa preocupação, recomendamos que você entre em contato com Harrison Schmitt ou Walter Cunningham, ou outros que eles possam recomendar a você.

Obrigado por considerar este pedido.

Atenciosamente,

1. Jack Barneburg, Jack – JSC, Space Shuttle Structures, Engineering Directorate, 34 anos
2. Larry Bell – JSC, Mgr. Crew Systems Div., Engineering Directorate, 32 anos
3. Dr. Donald Bogard – JSC, Principal Investigator, Science Directorate, 41 anos
4. Jerry C. Bostick – JSC, Principal Investigator, Science Directorate, 23 anos
5. Dr. Phillip K. Chapman – JSC, Scientist – astronaut, 5 anos
6. Michael F. Collins, JSC, Chief, Flight Design and Dynamics Division, MOD, 41 anos
7. Dr. Kenneth Cox – JSC, Chief Flight Dynamics Div., Engr. Directorate, 40 anos
8. Walter Cunningham – JSC, Astronaut, Apollo 7, 8 anos
9. Dr. Donald M. Curry – JSC, Mgr. Shuttle Leading Edge, Thermal Protection Sys., Engr. Dir., 44 anos
10. Leroy Day – Hdq. Deputy Director, Space Shuttle Program, 19 anos
11. Dr. Henry P. Decell, Jr. – JSC, Chief, Theory & Analysis Office, 5 anos
12. Charles F. Deiterich – JSC, Mgr., Flight Operations Integration, MOD, 30 anos
13. Dr. Harold Doiron – JSC, Chairman, Shuttle Pogo Prevention Panel, 16 anos
14. Charles Duke – JSC, Astronaut, Apollo 16, 10 anos
15. Anita Gale
16. Grace Germany – JSC, Program Analyst, 35 anos
17. Ed Gibson – JSC, Astronaut Skylab 4, 14 anos
18. Richard Gordon – JSC, Astronaut, Gemini Xi, Apollo 12, 9 anos
19. Gerald C. Griffin – JSC, Apollo Flight Director, and Director of Johnson Space Center, 22 anos
20. Thomas M. Grubbs – JSC, Chief, Aircraft Maintenance and Engineering Branch, 31 anos
21. Thomas J. Harmon
22. David W. Heath – JSC, Reentry Specialist, MOD, 30 anos
23. Miguel A. Hernandez, Jr. – JSC, Flight crew training and operations, 3 anos
24. James R. Roundtree – JSC Branch Chief, 26 anos
25. Enoch Jones – JSC, Mgr. SE&I, Shuttle Program Office, 26 anos
26. Dr. Joseph Kerwin – JSC, Astronaut, Skylab 2, Director of Space and Life Sciences, 22 anos
27. Jack Knight – JSC, Chief, Advanced Operations and Development Division, MOD, 40 anos
28. Dr. Christopher C. Kraft – JSC, Apollo Flight Director and Director of Johnson Space Center, 24 anos
29. Paul C. Kramer – JSC, Ass.t for Planning Aeroscience and Flight Mechanics Div., Egr. Dir., 34 anos
30. Alex (Skip) Larsen
31. Dr. Lubert Leger – JSC, Ass’t. Chief Materials Division, Engr. Directorate, 30 anos
32. Dr. Humbolt C. Mandell – JSC, Mgr. Shuttle Program Control and Advance Programs, 40 anos
33. Donald K. McCutchen – JSC, Project Engineer – Space Shuttle and ISS Program Offices, 33 anos
34. Thomas L. (Tom) Moser – Hdq. Dep. Assoc. Admin. & Director, Space Station Program, 28 anos
35. Dr. George Mueller – Hdq., Assoc. Adm., Office of Space Flight, 6 anos
36. Tom Ohesorge
37. James Peacock – JSC, Apollo and Shuttle Program Office, 21 anos
38. Richard McFarland – JSC, Mgr. Motion Simulators, 28 anos
39. Joseph E. Rogers – JSC, Chief, Structures and Dynamics Branch, Engr. Directorate, 40 anos
40. Bernard J. Rosenbaum – JSC, Chief Engineer, Propulsion and Power Division, Engr. Dir., 48 anos
41. Dr. Harrison (Jack) Schmitt – JSC, Astronaut Apollo 17, 10 anos
42. Gerard C. Shows – JSC, Asst. Manager, Quality Assurance, 30 anos
43. Kenneth Suit – JSC, Ass’t Mgr., Systems Integration, Space Shuttle, 37 anos
44. Robert F. Thompson – JSC, Program Manager, Space Shuttle, 44 anos
45. Frank Van Renesselaer – Hdq., Mgr. Shuttle Solid Rocket Boosters, 15 anos
46. Dr. James Visentine – JSC Materials Branch, Engineering Directorate, 30 anos
47. Manfred (Dutch) von Ehrenfried – JSC, Flight Controller; Mercury, Gemini & Apollo, MOD, 10 anos
48. George Weisskopf – JSC, Avionics Systems Division, Engineering Dir., 40 anos
49. Al Worden – JSC, Astronaut, Apollo 15, 9 anos
50. Thomas (Tom) Wysmuller – JSC, Meteorologist, 5 anos
 
CC: Mr. John Grunsfeld, Associate Administrator for Science
CC: Ass Mr. Chris Scolese, Director, Goddard Space Flight Center
O post acima é uma tradução livre do blog NoTricksZone, de Pierre Gosselin. Para ver o original, clique aqui

. Sem clima para um acordo

Economias combalidas e cientistas fraudulentos esfriam encontro global do clima na África do Sul
O ânimo das reuniões internacionais sobre clima e aquecimento global sempre obedeceu a duas premissas. A primeira são as previsões catastróficas sobre como o aumento das temperaturas ameaça a vida no planeta. A segunda é o embate entre países pobres e ricos. A inexistência desses dois itens esfriou a 17ª Conferência das Partes (COP, no linguajar da ONU), que se encerra no próximo dia 9 em Durban, na África do Sul. O evento parecia, desde o início, fadado a resultar sem um acordo entre os países sobre como reduzir as emissões de poluentes que acelerariam as mudanças climáticas.

A ausência de previsões catastróficas se deveu, em parte, à embaraçosa falta de credibilidade científica dos acadêmicos mais radicalmente comprometidos com a tese de que o aquecimento global se deve à atividade industrial. Eles se desmoralizaram no episódio conhecido como “Climagate”, de 2009, quando milhares de e-mails trocados entre cientistas da Universidade East Anglia, na Inglaterra, foram obtidos por hackers e divulgados. As correspondências mostram que, ao redigirem os relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), da ONU, os cientistas manipularam dados com o objetivo de exagerar os indícios do aquecimento global e, vergonhosamente; impediram que colegas com resultados de pesquisas frontalmente contrários ao catastrofismo pudessem se expressar. Ou seja, eles negaram os fundamentos do método científico, levando a questão para o campo da crença e da política.

Entre os envolvidos no escândalo está o climatologista inglês Phil Jones. No mês passado, uma nova leva com mais 5000 mensagens veio a público. Em uma delas, Jones afirma: “Uma maneira de proteger a si mesmo e a todos os que trabalham no relatório é apagar todos os e-mails no fim do processo”. Ou seja, sumam com as provas do crime. Parece mentira que cientistas arrisquem sua reputação instruindo-se uns aos outros sobre como fraudar dados e exagerar conclusões para produzir impacto na opinião pública. Mas é exatamente essa a raiz do escândalo. Os próprios proponentes da tese de que a civilização industrial é a causa principal do apocalipse climático que eles apregoam a desmoralizam pela negação do método científico, abrindo caminho para que qualquer charlatão contra ou a favor se expresse e reclame para suas palavras o mesmo peso das conclusões dos doutores fraudadores de dados. Gente como Phil Jones e outros cientistas desonestos é, em grande parte, responsável pelo fracasso das reuniões multilaterais sobre mudança climática. Os chefes de estado e os diplomatas só podem progredir em suas negociações sobre terreno científico firme. E isso os senhores fraudadores de dados não forneceram.
O texto acima é de Duda Teixeira em uma matéria da revista Veja
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Uma nevasca pior que Irene

Os furacões costumam ganhar nomes e alguns acabam ficando famosos. Sem provas e sem razão, são relacionados com o aquecimento global. Este verão (no hemisfério norte) foi o ano de Irene. O prefeito de Nova York fechou a cidade com alertas vermelhos e estrondos de sirenes. As ondas iriam inundar Manhattan. Mas Irene passou e não aconteceu quase nada. Bem, sim, cem árvores caíram no Central Park por causa da ventania.

Agora, no domingo passado, por uma nevasca anônima, que não merece nem nome, caíram mil árvores. Foi a nevasca que chegou mais cedo desde que se tem dados meteorológicos em Nova York. As árvores caducifólias ainda tinham muitas folhas em seus ramos neste domingo, e o peso da neve acumulada nas folhas e ramos as derrubou. Por culpa do aquecimento global…

Ref.: In Central Park, storm may claim 1,000 trees – NYTimes.com
O post acima é uma tradução livre do blog CO2, de Antón Uriarte. Para ver o original, clique aqui
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O Ártico se recongela

Este ano, o recongelamento do gelo marinho do Ártico começou antes que outros anos. Você não vai ler essa notícia em nenhum jornal, revista ou periódico, mas veja o gráfico a seguir:

Em 9 de setembro chegou-se ao mínimo anual de sua extensão (4.526.875 km²). Desde esse dia, faz cada vez mais frio, há cada vez mais gelo, está cada vez mais escuro.
No próximo verão no hemisfério norte, escreverão outra vez que o Ártico está descongelando…
Ref.: Sea Ice Extent
Banquisa en el Ártico
O post acima é uma tradução livre do blog CO2, de Antón Uriarte. Para ver o original, clique aqui
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Da Bíblia apócrifa






















“E Deus decidiu que com luz, CO2 e água, reverdeceria a Terra,
que antes era avermelhada, e a isso deu o nome de fotossíntese.
E ditou sua fórmula simples, para que fosse entendida por todos:
CO2 + H2O + luz = matéria orgânica + O2
E sobrou oxigênio, e decidiu que ele serviria para oxidar, queimar e dar energia
a todas as formas de vida que havia criado. E brindou com vinho.
Mas os ‘aquecimentistas’ não gostaram nada disso”…
O post acima é uma tradução livre do blog CO2, de Antón Uriarte. Para ver o original, clique aqui
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Novo relatório sobre aquecimento global contradiz IPCC da ONU

O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), já sob severas críticas por violar os requisitos acadêmicos de revisão e confiar em fontes secundárias, está sendo atacado novamente em um novo relatório co-produzido por três organizações de pesquisa sem fins lucrativos.
De acordo com o novo relatório, “causas naturais são muito provavelmente as principais” causas das mudanças climáticas que ocorreram no século XX e no início do século XXI. “Não estamos dizendo que gases de efeito estufa antropogênicos (GEEA) não podem produzir algum aquecimento, ou que não o fizeram no passado. Nossa conclusão é que as evidências mostram que eles não estão desempenhando um papel substancial”.

Os autores do novo relatório dizem que “o efeito resultante do aquecimento e do aumento nas concentrações de dióxido de carbono na atmosfera é mais provável que seja benéfico para os seres humanos, as plantas e os animais selvagens”.

Ambas as conclusões contradizem as conclusões dos relatórios amplamente citado do IPCC.
O relatório foi produzido pelo Instituto Heartland, pelo Centro para Estudos do Dióxido de Carbono e Mudanças Globais, e pelo Projeto Ciência e Políticas Ambientais (SEPP, em inglês), três organizações norte americanas sem fins lucrativos, com sedes em Chicago (Illinois), Tempe (Arizona) e Arlington (Virginia), respectivamente.

O relatório, de 430 páginas, tem como co-autores e foi editado por três pesquisadores das ciências do clima: Craig D. Idso, Ph.D., editor da revista on-line CO2 Science e autor de vários livros e artigos científicos sobre os efeitos do dióxido de carbono em plantas e na vida animal; Robert M. Carter, Ph.D., geólogo marinho e professor de pesquisa da Universidade James Cook em Queensland, Austrália; e S. Fred Singer, Ph.D., físico atmosférico eminente e primeiro diretor do Serviço Meteorológico por Satélites dos EUA. Outros sete cientistas e um especialista em políticas de crescimento sustentável efetuaram contribuições adicionais.

O relatório é intitulado “Mudanças Climáticas Reconsideradas: Relatório Parcial 2011” porque precede um volume global que se espera que seja lançado em 2013. Concentra-se nas pesquisas científicas lançadas desde a publicação de “Mudanças Climáticas Reconsideradas: O Relatório de 2009 do Painel Internacional Não-Governamental sobre Mudanças Climáticas (NIPCC)”.

Conforme descrito no resumo executivo desse relatório, suas principais conclusões são:

• “Nós encontramos evidências de que os modelos superestimam o aquecimento que ocorreu durante o século XX e não conseguem incorporar processos químicos e biológicos que podem ser tão importantes quanto os processos físicos utilizados nos modelos”.
• “Mais CO2 promove o maior crescimento de plantas, tanto em terra quanto em todas as águas superficiais e oceanos do mundo, e este vasto conjunto de vida vegetal tem a capacidade de afetar o clima da Terra de diversas maneiras, quase todas elas tendendo a neutralizar os efeitos do aquecimento causado CO2 por forçamento térmico radiativo”.
• “As últimas pesquisas sobre paleoclimatologia e temperaturas recentes encontra novas evidências de que o Período Quente Medieval, há aproximadamente 1.000 anos atrás, quando havia cerca de 28% menos CO2 na atmosfera do que existe atualmente, foi tanto global quanto mais quente que o mundo de hoje”.
• “Novas pesquisas encontram menos derretimento do gelo no Ártico, na Antártida e no topo de montanhas que se pensava, e nenhum sinal de aceleração da subida do nível do mar nas últimas décadas, nenhuma tendência ao longo dos últimos 50 anos em mudanças para a Circulação do Atlântico Meridional, e nenhuma alteração nos padrões de precipitação ou de fluxos de rio que poderia ser atribuído ao aumento dos níveis de CO2″.
• “Os anfíbios, pássaros, borboletas e outros insetos, lagartos, mamíferos, e até mesmo os vermes, se beneficiam do aquecimento global e suas miríades de efeitos ecológicos”.
• “A elevação das temperaturas e das concentrações atmosféricas de CO2, pelo aumento da produtividade da agricultura, irá desempenhar um papel importante na prevenção da fome e da destruição ecológica no futuro”.
• “As últimas pesquisas sugerem que os corais e outras formas de vida aquática têm eficazes respostas adaptativas às mudanças climáticas, o que lhes permite prosperar, apesar ou mesmo por causa da mudança climática”.
• “O aquecimento global é mais provável que melhore ao invés de prejudicar a saúde humana, porque a elevação das temperaturas leva a uma maior redução de mortes no inverno do que o aumento de mortes causadas por essa elevação no verão”.
• “Mesmo nos piores cenários, a humanidade será muito melhor em 2100 do que é hoje e, portanto, capaz de se adaptar a quaisquer que sejam os desafios apresentados pelas mudanças climáticas”.
O post acima é uma tradução livre do press release sobre o referido relatório. Para ver o original, clique aqui
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Fonte: http://agfdag.wordpress.com/