sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

(1912 - 2012 ) - 100 anos da EFMM

A LENDÁRIA MADEIRA MAMORÉ 


 * por Anisio Gorayeb


Construída no período de 1907 a 1912, a Estrada de Ferro Madeira Mamoré teve sua historia sempre envolvida em lendas e mistérios, principalmente após a publicação do livro “A ferrovia do Diabo” de autoria de Manoel Rodrigues Ferreira em 1959.

Antes porem, houve duas tentativas de se construir uma ferrovia ligando a região central do continente sul americano ao Oceano Atlântico. A concretização deste pleito iniciou em 1903, com a assinatura do Tratado de Petrópolis, onde a Bolívia cedia ao Brasil as terras que compõe o estado do Acre, desde que o Brasil construísse a ferrovia.

O milionário americano Percival Farquar, dono de uma construtora que já administrava algumas ferrovias no Brasil, iniciou a epopéia da construção da lendária Madeira Mamoré. Esta monumental obra de 366 quilômetros foi construída por trabalhadores vindos de várias partes do mundo: americanos, turcos, alemães, chineses, indianos, italianos, japoneses, russos, suecos, irlandeses, franceses, barbadianos, espanhóis, portugueses e muitos outros.

As adversidades eram muitas a começar pela própria natureza com uma selva desconhecida e cheia de mistérios e índios. Porem as doenças tropicais, exclusivas da região, foi o maior adversário: febre amarela, impaludismo, beribéri, e outras infecções que tiraram a vida de milhares de operários.

Em 1908 foi construído o Hospital da Candelária, o maior centro especializado em doenças tropicais do mundo. O médico sanitarista Osvaldo Cruz esteve visitando as obras da ferrovia em 1910 e ficou muito impressionado com o hospital, que teve registrado durante o período de janeiro de 1909 a dezembro de 1912 mais de 145.000 pacientes com diversos tipos de doenças.

O maior problema ocorria quando os mesmos eram internados com impaludismo. Caso conseguisse sobreviver, após o tratamento se tornavam homens debilitados e sem condições de retornar ao trabalho. Era hora de convocar novos trabalhadores mundo afora.

Por esta razão estima-se que no período da construção passaram pela obra aproximadamente 20.000 trabalhadores de dezenas de nacionalidades.

A maior de todas as lendas diz que cada dormente representa uma vida, o que é um grande exagero, pois no Hospital da Candelária foram registrados 1.552 óbitos. Estes somados aos que morreram antes da construção do hospital e fora dele, se aproximam a um total de 6.000 óbitos.

Os dormentes fixados sob os trilhos da EFMM de Porto Velho até Guajará Mirim perfazem um total de 170.000, que é bem diferente do numero de
óbitos. Até porque se fossem tantas mortes seria como dizimar uma população inteira.

CURIOSIDADES

O idioma utilizado no complexo da EFMM era o inglês, falava-se pouco português, tanto que o primeiro jornal impresso em Porto Velho não era em português e sim em inglês: o “The Porto Velho Times”

O tratado era para construir uma ferrovia iniciando no pequeno povoado de Santo Antonio, pois não existia Porto Velho. Os navios não tinham como atracar em Santo Antonio devido as condições do rio, por isso o desembarque teve que ser transferido para um pequeno porto. Neste porto iniciou a cidade de Porto Velho.

Como a ferrovia era administrada pelos americanos, o superintendente de Porto Velho (cargo equivalente a prefeito) não tinha autoridade sobre o complexo da EFMM, por isso foi criada a Rua Divisória, que dividia o complexo do resto da cidade. Atualmente no local é a Rua Presidente Dutra.

Em 1931 a EFMM foi nacionalizada e seu primeiro diretor brasileiro foi o Coronel Aluizio Ferreira e desde então a Rua Divisória foi extinta. Aluizio Ferreira foi nomeado pelo Presidente Getulio Vargas, por isso tinha mais influência política que o superintendente da cidade de Porto Velho, que era nomeado pelo governador do Amazonas.

A EFMM foi desativada em 1972 e nestes 60 anos de atividades enfrentou algumas dificuldades, mas teve também muitas glórias. Foi muito importante para a região, pois era a única ligação entre os dois únicos municípios. Na época dos seringais de borracha milhares de toneladas foram transportadas sobre os trilhos desta importante ferrovia.

Fonte: rondoniaovivo.com

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

O TRÂNSITO NO BRASIL

    Salta aos olhos de quem quer que percorra as cidades ou as estradas brasileiras que o principal fator de violência no trânsito não é nenhuma deficiência técnica. A verdade é que a freqüência dos acidentes em nosso país se deve principalmente ao fato de que nem sequer as mais elementares regras de segurança no trânsito são obedecidas ou sancionadas. Os motoristas simplesmente desprezam a sinalização, cometendo corriqueiramente infrações que em outros países são consideradas gravíssimas. É comum, por exemplo, verem-se automóveis correr em velocidade duas vezes maior do que a permitida por lei, avançar o sinal vermelho, ultrapassar pela direita, percorrer ruas pela contramão etc. 


    Esse comportamento perigoso costuma ser simplesmente ignorado pelos policiais, que parecem encarar qualquer preocupação com infrações de tráfego como indigna de sua atenção. Corre até a história -- no mínimo, bene trovata -- segundo a qual, alguns anos atrás, um chefe de polícia do Rio chegou a recomendar, 'por razões de segurança', isto é, para evitar assaltos, que os motoristas desconsiderassem os sinais vermelhos a partir de certa hora da noite. Pergunto-me se alguém pode sinceramente acreditar que, em virtude de semelhantes 'razões de segurança', salvam-se mais vidas do que se perdem. 

    Mas não apenas a polícia não age como não é pressionada pela sociedade para agir. Ao contrário: enquanto em muitos países o motorista infrator é censurado por outros cidadãos, aqui aquele que respeita a lei é que pode contar com a reprovação ostensiva dos demais motoristas. Se ele parar a qualquer hora ante determinados sinais vermelhos, por exemplo, ou em determinadas horas ante qualquer sinal vermelho, ouvirá no mínimo buzinadas e insultos. 

    Tudo se passa, portanto, como se as infrações de trânsito fossem meros pecadilhos e as leis correspondentes, de somenos importância. Quando interpelados, alguns infratores racionalizam o seu comportamento com a alegação de que, em país em que tantas leis mais sérias são infringidas impunemente, há algo de frívolo na preocupação com leis de trânsito. Embora eu considere que os cinqüenta mil mortos por ano em acidentes de trânsito no Brasil já refutem eloqüentemente esse tipo de sofisma, quero também aduzir aqui certas razões, raramente mencionadas, de outra natureza. 

    Está longe de ser uma verdade incontestável que todas as leis positivas correspondam ao interesse geral e que não favoreçam ou prejudiquem qualquer segmento particular da sociedade. Embora as leis que protegem o patrimônio, por exemplo, se apliquem a todos indiscriminadamente, é precisamente enquanto o fazem que se manifesta o fato de que não interessam na mesma medida a indivíduos de todas os segmentos sociais. Como dizia Anatole France, “a lei, em sua igualdade majestosa, proíbe tanto os ricos quanto os pobres de dormir debaixo de pontes, mendigar nas ruas e roubar pão”. Summum ius, summa iniuria. Para alguns, a universalidade formal do direito não faz senão ocultar o fato de que ele é determinado pelas condições materiais e os interesses particulares da classe dominante. "Na lei", dizia, por exemplo, Marx, "os burguêses precisam dar-se uma expressão universal precisamente enquanto dominam como classe". Independentemente de concordarmos com essa tese, o fato é que ela é muito mais defensável no que toca a alguns conjuntos de leis, tais quais, segundo o próprio Marx, o direito civil e o direito penal, do que a outros. 

    Já os regulamentos de trânsito não são suscetíveis de semelhante relativização. É verdade que constituem um fenômeno recente na história da humanidade, surgindo no século XIX, com o crescimento urbano, e se impondo definitivamente no século XX, a partir da revolução automotiva. Nesse instante, porém, são adotados por motivos puramente racionais, do ponto de vista do interesse geral. Sua finalidade manifesta é restringir no espaço público a liberdade de locomoção ou estacionamento apenas enquanto isso se faz necessário para garantir um mínimo de segurança tanto para quem se locomove -- em veículo ou a pé -- quanto para quem permanece estacionado. Em outras palavras, é justamente para garantir a cada um e a todos a máxima liberdade de se locomover, compatível com o mínimo de ameaça para a segurança própria e alheia, que, em logradouros públicos, a locomoção de todos é submetida a um mínimo de restrições convencionais. Uma vez que qualquer atentado contra a segurança de alguém é também um atentado contra a sua liberdade de se locomover, podemos redefinir os regulamentos de trânsito como convenções sistemáticas cuja função é compatibilizar formalmente a liberdade de locomoção de todas as pessoas, através da contenção da locomoção individual no interior dos limites de sua possível universalização. Se, no enunciado que acabamos de fazer, substituirmos a palavra 'locomoção' pela palavra “ação”, estaremos dando uma formulação do próprio conceito puramente racional e universal do direito, tal como Kant o revelou. O regulamento do trânsito não passa, portanto, da aplicação direta do princípio do direito à esfera da locomoção no espaço público. 

    Em outras palavras, toda lei é tanto mais legítima -- creio que devíamos mesmo dizer, tautologicamente: toda lei é tanto mais legal -- quanto mais se assemelha à lei de trânsito. Portanto, o respeito ao princípio do direito implica no respeito às leis de trânsito. Ora, se, concebido de modo puramente formal, o sentido do direito é garantir a liberdade de cada um na medida em que ela pode coexistir com a liberdade de qualquer outro segundo uma lei geral, pode dizer-se sem exagero que a sociedade que não é capaz de respeitar efetivamente suas próprias leis de trânsito não chega ser uma sociedade de seres humanos livres. Sem dúvida não é por acaso que nos países onde se preza a liberdade também se respeitam as leis de trânsito (embora o converso não seja necessariamente verdadeiro) e nos países onde não se observam as leis de trânsito tampouco se preza a liberdade (embora, de novo, o converso não seja necessariamente verdadeiro). Nesse sentido, as leis de trânsito são pelo menos tão sérias quanto quaisquer outras. 

    Nem todas as leis são igualmente desrespeitadas, no Brasil. Podemos dizer, ademais, que não é o desrespeito a qualquer lei que é percebida pelo público ou pelas autoridades com o mesmo descaso. Apesar das falhas notórias da polícia e do judiciário brasileiros, as prisões estão abarrotadas e o mesmo público que pouco caso faz da violência no trânsito não deixa de vociferar nas ruas e na imprensa a favor de maior violência punitiva contra ladrões, assaltantes ou traficantes. Por que essa diferença de atitude? Uma explicação se oferece imediatamente. O acidente de trânsito é normalmente tomado como uma fatalidade. A própria palavra 'acidente' sugere esse sentido. Afinal, ninguém tem 'realmente' culpa por uma morte `acidental'. De fato, a possibilidade do acidente, na acepção de "acontecimento casual, fortuito ou imprevisto", não pode ser eliminada do mundo em que vivemos. Nesse sentido, exceto nos raros casos em que, por exemplo, alguém deliberadamente atropela outra pessoa, toda violência do trânsito pode ser caracterizada como acidental. A violência praticada pelo bandido, por outro lado, é deliberada. Ora, não se pode pedir a mesma indignação com relação a um crime culposo que se tem com relação a um crime doloso.
    Contudo, na medida em que tudo isso seja verdadeiro, o é não apenas no Brasil mas em toda parte do mundo. Não consegue portanto, explicar uma displicência especificamente brasileira. Além do mais, em última análise nada disso é relevante. Não há quem não esteja ciente da verdade óbvia de que, se a taxa de imprevisibilidade desastrosa não pode ser eliminada, pode ao menos ser substancialmente reduzida com a simples observação das leis de trânsito. Ora, outros povos tomam providências no sentido de implementar efetivamente tais leis. Se não o fazemos, não há como escaparmos da acusação de que há má fé, de que há dolo em nossa negligência. 

    Não é segredo para ninguém que, num país em que apenas uma fração da população é efetivamente alfabetizada, apenas uma fração dessa fração constitui uma espécie de patriciado que legisla ativamente e em última instância determina que leis 'pegarão' e que leis serão apenas 'para inglês ver'. Pois bem, os agentes da violência criminal, associada a roubos ou a lutas por controle de pontos de drogas, por exemplo, provêm principalmente dos grupos mais destituídos dos benefícios da cidadania, que constituem uma espécie de plebe. Embora seja também entre tal plebe que se encontra a maior parte das vítimas desse tipo de violência, um número cada vez maior se conta entre o patriciado. Não admira que, na imensa maioria dos casos, as leis penais não se aplicam senão à plebe. 

    Em depoimento ao Viva Rio, a Dra. Maria Lúcia Karam ressaltou que "se, aos menos favorecidos, a pena (especialmente a privativa de liberdade) é aplicada sem hesitações, constata-se, inversamente, um sentimento de incômodo dos juízes em relação aos indivíduos que, provenientes das camadas médias e superiores, são vistos como seus iguais." Ou seja, a lei penal não se aplica sem hesitação senão aos 'inferiores,' isto é, à plebe. Ela se encontra deslocada quando aplicada aos 'iguais'. Assim, segundo o Censo Penitenciário do Ministério da Justiça realizado de janeiro/92 a abril/93, citado pela Dra. Karam, 95% dos 126.152 presos brasileiros viviam, no momento da prisão, em situação de pobreza absoluta. "Quem vai para a cadeia não é aquele que comete crime," declarou a Dra. Julita Lengruber ao Viva Rio: "quem vai para a cadeia é quem comete crime e é preto, pobre, analfabeto e sem trabalho fixo." 

    A Dra. Lengruber lembrou também que os membros do patriciado "articulam relações nas mais variadas instâncias de modo a nunca serem punidos com a privação da liberdade." Isso significa que o segmento social que produz e implementa a legislação penal o faz, na prática, para outros segmentos sociais, não para si mesmo. Em outras palavras, há, na prática, um segmento ao qual as leis penais são aplicadas e um segmento que as aplica. Sendo assim, nenhum desses dois segmentos pode ser considerado como autônomo, isto é, como capaz de dar leis a si próprio: o primeiro, porque não produz as leis pelas quais é julgado e o segundo, porque não é julgado pelas leis que produz. Tendo isso em mente, se considerarmos que, no caso do trânsito, tanto o agente quanto a vítima de violência pode pertencer a qualquer classe social e, freqüentemente, aquele pertence ao estrato dos patrícios e esta, à plebe, teremos entendido que a impunidade no trânsito não passa de um caso particular da incapacidade geral de autonomia da sociedade brasileira. Complementemos essa interpretação observando que, no Brasil, não apenas no plano econômico a indústria automobilística é central mas, no imaginário brasileiro, o automóvel ocupa um lugar nitidamente privilegiado, como atestam tanto a temática da obra do cantor nacional, Roberto Carlos, quanto o número excepcional de campeões de fórmula 1 que aqui se produzem. Não será esse rodoviarismo devido, em parte, ao fato de que a diferença entre os privilegiados e os destituidos se exprime através da diferença entre motorizados e pedestres? Aparentemente, dirigir um carro veloz representa, para muitos, acesso instantâneo aos atributos reivindicados pelo patriciado: modernidade, status, potência, poder e (por que não?) impunidade. Por oposição, o pedestre represnta a devagar e desprezível carência de todas essas qualidades. Não admira que se percebam como quase anti-naturais as restrições ao trânsito de automóveis, principalmente quando visam à proteção dos pedestres. 

    Por pouco não dissemos que a impunidade no trânsito constituia um sintoma da incapacidade de autonomia da sociedade brasileira. Uma vez porém que o sintoma pertence à ordem dos efeitos, isso poderia insinuar que é inútil tentar resolver-se o problema da anomia no trânsito antes de se resolverem outros problemas mais fundamentais. O economicismo de esquerda pensa assim. O de direita também pensa assim, com a diferença de contar com uma noção ainda mais vulgar do fundamento. Penso o oposto. Mesmo segmentos cada vez maiores do patriciado dão-se conta de que não vale a pena abrir mão da cidadania autêntica em troca de privilégios espúrios. A instauração efetiva do princípio formal do direito, ainda que 'apenas' no plano do trânsito, seria um progresso mais real e de maior conseqüência do que qualquer desenvolvimento que pudesse ser representado pelas variações dos índices econômicos.

Fonte: http://www2.uol.com.br/antoniocicero/transito.html

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

O Centenário de nascimento de Jorge Amado - 2012


JORGE AMADO – o grande escritor de Gabriela, Cravo e Canela terá um ano de comemorações devido ao centenário de seu nascimento em agosto/2012. Um escritor que revolucionou seu próprio modo de escrever apresentando a Bahia ao mundo sob vários enfoques através de seus personagens. Em seus primeiros romances Cacau,Jubiabá,Mar Morto,Capitães de Areia e Terras do sem-fim ,que correspondem ao período de intensa participação do autor na política, constituem -se em francas denúncias sociais, porém, a partir de Gabriela,Cravo e Canela inicia-se uma nova fase em que predominam a crítica de costumes e a sátira, características estas que se seguiram nos demais romances do autor com grande aceitação popular,tais como: Os pastores da Noite,Dona Flor e seus dois maridos,Tenda dos Milagres,Teresa Batista cansada de guerra e Tieta do Agreste. Através de personagens como ‘Gabriela’, ‘Vadinho’ ,‘Dona Flor’, ‘Balduíno’, ‘Pedro Bala’ , ‘Tieta’, entre outros, serão realizadas diversas homenagens em Salvador, Itabuna – onde ele nasceu -, Ilhéus e Vitória da Conquista, além de Estados como São Paulo e Rio de Janeiro que trazem uma programação especial. Na Bahia essa comemoração teve início em 10/08/2011 – data em que completaria 99 anos - com a apresentação da programação especial do centenário na Fundação Casa de Jorge Amado, no Pelourinho,local este que reúne todas as obras do homenageado, dando início a série de comemorações que já aconteceram e estão ainda por vir.
Uma das maiores expectativas para as homenagens é a exposição itinerante ‘Jorge, amado e universal’, que inicialmente estará disponível ao público paulista, em março de 2012, no Museu da Língua Portuguesa. Logo depois, será aberta em Salvador, Pernambuco, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e em três países, ainda não definidos.
Outra homenagem que leva os fãs a ficarem ansiosos é o lançamento da versão para o cinema de “Capitães de Areia” que traz na direção Guy Gonçalves e Cecília Amado, neta do escritor. Capitães de Areia foi o sexto livro do escritor baiano, um dos livros em que repassou seu lado comunista, talvez seja a expressão-mor desta qualidade em retratar a vida mostrando a partir de cada personagem o todo e, construindo o todo a partir da demonstração de cada figura. Para a gramática, chamaríamos de metonímia, a figura de linguagem que consiste em tomar uma parte para representar a totalidade. A trilha sonora do filme é de Carlinhos Brown o que o torna mais magistral, pois cada cena som e imagens bucólicas se confundem. Uma adaptação que certamente fará o leitor regressar ao livro e outros a ansiarem em encontrá-lo pela primeira vez.


Jorge Amado foi o escritor mais adaptado na televisão brasileira e podemos dizer o mais lido e surge como um presente aos aficionados em sua literatura no filme Capitães de Areia agora em 2012 com os pés afundados no mar da sensibilidade. Jorge Amado escreveu literatura brasileira merecedora do prêmio Camões de 1994. Foi traduzido em 55 países através de 49 idiomas. São meninos, são homens, são ninguéns. “Mas dos Capitães da Areia recebemos o timbre doce do sabor amargo que faz o livro crescer, crescer e tornar-se uma boa memória de tempos vividos entre dezenas de garotos de rua que criaram através do apego que os mantém unidos um verdadeiro reino de areia. Capitães, em palavras e imagens, duas belas manifestações da cultura brasileira de qualidade.”
 Texto publicado no FATO CONSTANTE.COM

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

GLOBO SAÚDE ENTREGA PRÊMIO

Eduardo Magno (de boné) recebendo seu prêmio das mãos de Anísio Gorayeb (Porque hoje é sábado), e de Yasmile Farah e Alan Kamel (Globo Saúde). (Foto: Jeférson)


A empresa Globo Saúde juntamente com o Programa “Porque hoje é sábado” entregou nesta segunda feira, dia 26, um relógio de pulso ao ouvinte Eduardo Magno Oliveira. O sorteio aconteceu ao vivo durante o programa do último sábado dia 24.

Eduardo, que concorreu com centenas de ouvintes, recebeu o seu prêmio na Globo Saúde, situada na Avenida Carlos Gomes entre a Avenida Jorge Teixeira e a Rua Elias Gorayeb. Ele tem 17 anos, mora no Bairro Olaria e estuda no Colégio Wadih Darwich Zacharias.

A entrega foi feita pelo apresentador Anísio Gorayeb, pelos representantes da Globo Saúde, Alan Kamel, gerente de vendas e Yasmile Farah, auxiliar administrativa.

O “Porque hoje é sábado” é apresentado pelo economista e jornalista Anísio Gorayeb e pelo médico e jornalista Viriato Moura, a produção musical é do advogado João Wilson Gondim. O programa vai ao ar todos os sábados, das 09 às 10 horas da manhã, na Rádio Transamazônica FM, 105.9.

Fonte: Ascom

 

sábado, 24 de dezembro de 2011

Aos leitores deste Blog

A verdadeira emoção do natal é saber que temos para quem dizer:  FELIZ NATAL!

Não sei quantas pessoas usam e abusam desta frase como algo insignificante e até mesmo eu sinto que às vezes as pessoas a usam como uma obrigação. Mas aqui isso não me importa!

O que me importa é poder ter pessoas para quem, com sinceridade, eu possa dizer: FELIZ NATAL! E essas pessoas são vocês que de forma anônima,virtual participam deste Blog de alguma forma,seja estudando,seja comentando ou por simples curiosidade.

Esta frase nesta noite de Natal  resume tudo de bom que eu possa desejar a todos vocês leitores, como: saúde, prosperidade, fraternidade, união, sonhos realizados e acima de tudo amor!

O amor é o que concretiza todas as realizações nas pessoas, pois amando é muito mais fácil nos realizarmos e fazer algo por alguém além de nos sentirmos felizes com isso.Colaborar no conhecimento de vocês me deixa feliz!

Portanto, o seu sucesso, a sua  felicidade  são também a minha  felicidade.Por isso com todas as letras e com convicção eu digo  FELIZ NATAL QUERIDOS LEITORES! Que o grande protertor do universo os abençoe não somente na noite de Natal mas no decorrer do ano que se aproxima.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

PROGRAMA EDUCA MAIS - Bolsas de Estudo - 50%

O Educa Mais Brasil, com o apoio de mais de 200 Instituições entre Universidades, Centro Universitários e Faculdades, oferece bolsas de estudo de 50% para cursos de Graduação e Pós-graduação nas modalidades presencial e EAD, Ensino Básico. Atuando no mercado há 8 anos e com mais de 70 mil alunos beneficiados, o Educa Mais Brasil é o maior programa de inclusão educacional do país, investindo na formação de estudantes que farão a diferença na construção de um país mais justo e desenvolvido oferecendo uma formação completa e de qualidade.

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RESPOSTA DO EDUCA MAIS QUANTO AS DÚVIDAS EM RELAÇÃO A NOTA DO ENEM E NÚMERO DE CAMPANHA:

Educa Mais Brasil20 de Dezembro de 2011 06:38

"Os candidatos que não possuírem a nota do Enem ou não tenha realizado o exame, poderão realizar a inscrição normalmente, pois sendo aprovado, o mesmo candidato terá que prestar o vestibular na faculdade.
O número de campanha se refere a um código promocional em que alguns alunos beneficiados participam, onde esse campo poderá ficar em branco.

Abraços, Equipe Educa Mais Brasil "


fONTE: Educa + Brasil

domingo, 11 de dezembro de 2011

Prof.Chiquinho Lopes e Elizabet Cândido - Um vencedor confia na Vitória sempre!!!!!

Prof. Francisco Lopes e Elizabet Cândido (Diretor e vice-Diretora da Escola João Bento da Costa) enfrentaram um barra ao assumir a Direção no início de 2011.Primeiro por estar substituindo um dos grandes nomes da Educação – Suamy Lacerda que fez pelo JBC junto com sua equipe uma escola com qualidade de ensino que superou as expectativas da comunidade.Continuar esse trabalho e imprimir um ritmo novo era a meta do prof.Chiquinho e Elizabet que apesar das resistências encontradas souberam superar com garra um ano cheio de tumulto e acabaram por ser eleitos pela comunidade para o mandato de 03 anos na escola em tela.

Essa eleição e a comemoração de sua vitória na data de hoje mostram que ser vencedor é carregar a responsabilidade da admiração e ao mesmo tempo das críticas; é dar exemplo de superação; é saber aguardar a vitória com tranqüilidade e confiança; é ser honrado, humilde o suficiente para ouvir as palavras dos mais experientes e levar em frente um trabalho que pode em muito contribuir para o futuro de inúmeros adolescentes que agora encontram-se sob a sua direção. 

Problemas vários foram superados em 2011,muitas vezes contando com pouco auxílio de seus colegas de trabalho como por exemplo  uma APP inoperante onde com exceção do funcionário Samuel os demais não trabalhavam;denúncias infundadas  de um professor que pôs na cabeça que ia acabar com o projeto terceirão no JBC e que tentou de todas as maneiras desestabilizar a equipe chegando ao cúmulo de além das denúncias em Ministério Público,Conselho de Educação, delegacias  denunciar na SEDUC a aula de campo – trilha histórica – coordenada pelo professor Walfredo Tadeu que há anos faz isso sem nenhum problema e neste ano houve a denúncia com o intuito puro  de maldade somente para atrapalhar;professor que ignorou as regras do bom senso,da ética que tentou fazer da eleição para a Direção um campo de batalha não respeitando os colegas ameaçando-os abertamente em redes sociais; professores que chamaram o grupo do terceirão de “corja” e dizendo ser os “alunos e professores” desse projeto "a desgraça do JBC", tudo isso e muito mais foram levados com calma pela Direção do prof.Chiquinho que soube como ninguém acalmar os ânimos pois no momento em que estava não podia tomar providências mais enérgicas, providências estas que esperamos  sejam tomadas a partir do próximo ano para que a equipe volte a trabalhar com garra e tranqüilidade, pois querendo ou não os desafetos da Escola não podem deixar de admitir ser o PROJETO TERCEIRÃO o carro chefe dessa Instituição de Ensino,pois caso contrário seria apenas mais uma escola pública como tantas outras por aí existente.

Chiquinho Lopes e Elizabet Cândido usaram o talento como equilíbrio sabendo que muitas coisas precisam ser melhoradas e resolvidas,porém sabem que a admiração é uma conquista sem imposição e sem arrogância e com certeza a terão pois pretendem colocar seus objetivos e metas em prática buscando o aperfeiçoamento e a qualidade da equipe no ensino praticado no JBC.

Portanto junto dessa Direção agradecemos as parcerias com as Faculdades São Lucas,Ulbra,Uniron que mais uma vez estiveram presentes cooperando com o Projeto Terceirão; agradecemos os palestrantes que contribuíram para o desenvolvimento das habilidades,competências e conhecimento dos nossos alunos do projeto,entre eles a participação do jornalista Anysio Gorayeb; do  professor, poeta e cronista Willian Haverly Martins no seminário “Ame e Preserve” coordenado pela fundação Iaripuna; do professor historiador Dante de Oliveira;do poeta Carlos Moreira em noites literárias;do historiador Walfredo Tadeu, Arimatéia Dantas , Thalles e Suamy em  vários seminários pertinentes a História regional;a participação dos professores Aucenei , Vagson e José do Nazareno nos aulões,bem como as diversas aulas extras com os professores Diego Andrade, Laércio e  Júlio César, e muitos outros que contribuíram para o aprendizado dos alunos do projeto neste ano de 2011,além do grupo permanente de ciências Biológicas, Química,Física,Inglês,Espanhol e Educ.Física - Mônica Cristina, Russimeire, Geane, Adriana,Celso,Décio,Francisca, Antônia, Doralice.

Portanto,fica claro que com a eleição do Prof.Chiquinho e Elizabet pretende-se dar continuidade ao projeto com a equipe que há anos vem trabalhando na inclusão desses adolescentes em universidades federais via vestibular e/ou ProUni e SISU,contando sempre com parcerias no desenvolvimento do projeto e, claro,esperando que os recalcados que visam a derrubada do projeto passem a pensar como educadores e que não visem apenas seu “ego” pessoal tentando destruir algo que dá certo e de que a Comunidade Estudantil precisa.



"Tudo o que um sonho precisa para ser realizado é alguém que acredite que ele possa ser realizado."(Roberto Shinyashiki) 
Acreditamos e confiamos em Vocês: Chiquinho Lopes e Elizabet



                         

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

BRASIL, REPÚBLICA HISTÓRIA E CORRUPÇÃO.



EMMANOEL GOMES, PROFESSOR, HISTORIADOR, MEMBRO DA ACADEMIA DE LETRAS DE VILHENA

É difícil acreditar, mais o Brasil já viveu períodos onde a corrupção era mais presente, até porque era oficializada, sempre tivemos problemas com a forma corrupta, calhorda, desigual e injusta de se governar. Hoje, temos a sensação de que todos sejam corruptos e cremos na impossibilidade de exterminar com característica tão nojenta e nefasta.
O leitor tem todo o direito de duvidar sobre essa afirmação, porém, gostaria encarecidamente de justificar tal afirmativa.
Devemos lembrar que as poucas conquistas sociais são recentes em nossa história, lembramos que há pouco mais de cem anos vivíamos um vergonhoso regime de escravidão, parte da economia acumulada por muitos grupos presentes ainda hoje, se construíram, mercê da exploração do comércio de pessoas.
Direitos e leis para o trabalhador, escola pública, hospital público e voto para as mulheres somente surgiram há pouco mais de sessenta anos com o governo Vargas em 1934. O estado repassava tudo que era produzido para a elite agrária nacional.
Trinta e cinco anos no passado, a grande maioria da população era analfabeta de pai e mãe e morava na roça.
Frente a esse panorama fático, fica evidente, que o Estado não era fiscalizado, voltando-se absolutamente, para os interesses elitistas. Algo em torno de um por cento da população se beneficiava utilizando o Estado Nacional como seu.
Saímos de uma condição na qual o “povo” era nada, para uma condição em que o “povo” é quase nada. Tal situação demonstra, mesmo minimamente, que houve tênues mudanças.
À medida que as pessoas vão conquistando a civilidade e cidadania os instrumentos de fiscalização e controle se revelam mais atuantes.
Para entendermos o Brasil, gostaria de convidar o leitor para refletir a respeito de uma realidade muitas vezes oculta construída em nossa história e que pouquíssimas pessoas são capazes de enxergar.
Quando ocorreu a independência dos Estados Unidos da América, o discurso do seu primeiro presidente George Washington era taxativo em relação ao modelo de Estado que nascia ali, no momento da independência.
Ele afirmou: O Estado que nasce hoje, nasce com o objetivo de liderar o mundo na política, economia e cultura. Seremos mais fortes se o Estado que surge agora, existir para fortalecer seu povo, somente assim seremos líderes do novo mundo que surge com a nossa independência. Quanto mais rico e culto for nosso povo, mais condição terá de liderar o mundo”.
O discurso ecoou e todos os demais Presidentes e líderes seguiram o caminho apontado na origem. Os Estados Unidos se transformaram na potência que conhecemos. O Estado, lá, existe para responder aos anseios do povo que ele representa.
Na independência do Brasil, o nosso patrono, José Bonifácio de Andrada ao lado de duas dúzias de latifundiários e escravocratas, mais nosso Imperador “português” Don Pedro I, juntos lançaram um modelo de Estado afirmando: “Hoje sete de setembro de 1822, nasce o Estado Independente do Brasil, mais poderosos seremos nós, proprietários de terras e escravos se dominarmos e explorarmos profundamente nosso povo. Mantemos a escravidão, mantemos o latifúndio, mantemos o povo distante das decisões políticas”.

O Brasil transformou-se na “republica das bananas” e o Estado existe unicamente para concentrar renda explorando como se tornando um eficiente parasita em nossas vidas, existimos, cidadãos brasileiros, para alimentar esse monstro criador de desigualdades sociais.
Todos os governantes posteriores, desde a camarilha de nosso patrono José Bonifácio e Pedro I, até nossa “Presidente” Dilma, aplicaram a teoria presente naquele momento, teoria responsável pelo terrível abismo social brasileiro existente.
Somos o povo que mais paga impostos no mundo, e em contrapartida nos oferecem os piores serviços públicos. Pagam-se salários astronômicos para políticos e para os altos cargos governamentais, em detrimento de um salário mínimo miserável para os demais.
Acredito que após esta breve explanação, poderemos compreender melhor o problema da corrupção no Brasil.
Rondônia, novamente ocupa as páginas policiais de todo o Brasil e de algumas partes do planeta, em função da nefasta quadrilha instalada na Assembléia Legislativa Estadual.
Um triste esquema de criminalidade salta dos porões e guetos de nossa principal instituição política e se apresenta escandalizando àqueles poucos que ainda são capazes de se indignar.
Acompanhando as reações, as mais diversas possíveis, me pergunto se podemos crer num processo que seja capaz de dar respostas a tão terrível mal, gerador de tantas desgraças sociais em nosso país.
Reflito sobre algumas manifestações textuais, como a do professor Nazareno, sua inteligente ironia e sarcasmo. Reconheço que o autor não desiste e traça um caminho interessante, uma luta da negação de tudo o que está estabelecido, um grito de desconforto e de tristeza que tem minha sincera simpatia.
O Nazareno, professor como poucos, é alguém que não se acovarda ou se entrega, militante de uma trincheira ingrata, a trincheira em prol da sabedoria, dos valores morais, da Educação, das Artes e da Cultura. Combate ingrato, pois vivemos no país do Créu, da Lapada na Rachada, do Faustão e do Big Brother Brasil. País, em que igrejas, todas, presumivelmente, voltadas aos compromissos sociais e espirituais, se enriquecem como se fossem bancos.
 Não nos damos conta de que essas balbúrdias alimentam a miséria social em que estamos envolvidos.
Luta dolorida para os combatentes do degredo cultural, pois as manifestações que prostituem aquilo que possui algum valor moral e cultural neste país encontraram abrigo, guarida dentro das escolas, universidades e faculdades do Brasil.
Se as instituições que foram criadas com o objetivo de possibilitar a vazão e assimilação do justo aprendizado (saber, ciência, pesquisa, educação, cultura, etc) revelam-se, hoje, invadidas por manifestações tão contraditórias à sua existência e objetivos. Então: o que podemos esperar do nosso futuro e do futuro dos nossos próprios descendentes? O que podemos fazer...
Primeiro, acredito que o estado de coisas pode ser transformado. Alguns eventos históricos são prova da incrível capacidade da qual somos dotados. Somos capazes de criar e transformar as sociedades, aliás, a sociedade em que vivemos é resultado do nosso esforço humano. Se é ruim é, simplesmente, resultado de nossas ações.
Li, recentemente, um artigo desabafo da Professora Fátima Cleide, Professora que, a certa altura, transformou-se em Senadora.
Pude conviver por um curtíssimo período ao seu lado nos idos de 1989 e 1990, quando a Fátima era uma jovem Professora e militante do Partido dos Trabalhadores.
Não posso dizer que seja próximo ou mesmo seu amigo, porém, despossuído de qualquer sentimento ou desejo que não seja o de contribuir com as reflexões, gostaria de afirmar que a professora e ex-Senadora Fátima Cleide é uma grande vítima, assim como todos nós, do grande circo ideológico criado pela esquerda após a ditadura militar.
O problema é que a condição de Senadora e Professora, ao mesmo tempo, lhe ofereceu condições para promover transformações, e sinceramente, não vimos em sua atuação uma postura revolucionária. A Senadora/Professora carrega um partido que estranhamente se enquadrou à realidade de outros partidos políticos e colabora significativamente com as páginas policiais dos últimos dez anos. Veja o caso da Presidente Estadual do PT, que teve seus bens bloqueados pela justiça em função das evidências de participação no esquema criminoso do homem “bonitão”, exemplo, até ontem, de bom homem, severo guardião da palavra de Deus.
Insisto na idéia de que todo esse oceano se relaciona com o desmonte da educação brasileira nos últimos trinta anos. 
 A crença de que nada prestava no período de ditadura militar, fez com que todos nós: Professores, Advogados, Médicos, Estudantes, Operários, Sindicalistas, Artistas, entre outros, atuássemos na destruição de tudo que estivesse relacionado ao trágico período histórico.
Fomos tão competentes no desmonte da ditadura militar que acabamos com tudo, inclusive com os valores existentes à época e que hoje tanto defendemos. Respeito, Ética, Ordem, Moralidade, Justiça, foram parar na mais profunda e imunda sarjeta social em nosso tempo. 
A ex-senadora, ressentida com a generalização, “todo político é corrupto” não entendeu ainda, que o sistema do qual ela e todos nós somos inseridos é desigual, opressor e corrupto.
Um Estado que entende que o trabalhador em educação com nível superior, atuando em uma escola estadual, deve viver com um salário de mil e trezentos reais, um professor primário com míseros seiscentos reais, e que o salário mínimo seja de quinhentos e quarenta e cinco reais e ao mesmo tempo aceita os ganhos astronômicos dos mandatários em todas as áreas e esfera de poder é no mínimo ingênuo.
Segundo a instituição “Transparência Brasil”, um dos organismos mais sérios deste país, com grande divulgação da rede globo de televisão, um Senador ou Senadora da República do Brasil custa em média por ano, dez milhões e quinhentos mil reais para os pobres pagadores de impostos.
O custo de cada Deputado Federal, segundo o mesmo estudo, chaga a mais de seis milhões e quinhentos mil reais ao ano e a farra patriótica tem continuidade nas Assembléias Legislativas, Câmara de Vereadores, Judiciário, Executivo etc.
Não tenhamos dúvidas, todos os dias esse quadro se agrava, pois as escolas públicas e privadas, em todos os níveis, com seus conteúdos inúteis e a completa ausência na cobrança de comportamentos éticos e morais, mais a profunda ausência de políticas públicas na área de cultura, esporte e arte, são o carro chefe desse desmantelo. 
Meus amigos, o desmonte histórico dos valores ocorridos pós-ditadura militar e com o apoio da grande massa de dirigentes sindicais, professores, artistas. ...  Nós mesmos, eu, o Nazareno a Fátima Cleide, o Chico Buarque de Holanda, o Alberto Lins Caldas, o Januário, o Roberto Sobrinho, a turma do PMDB, PSDB, PDT.
Fomos autores coadjuvantes, sem dar-nos conta, do nascimento e crescimento do monstro que nos assombra: a sociedade deformada que temos que nos envolve e tentamos combater. A ignorância gerada com o desmonte dos valores humanos gerou essa profunda e perturbadora ausência de reflexão crítica e inteligência que poderia e pode reverter lentamente tão lamentável condição.
A ignorância é mãe, pai e avó de todos os males existentes, a escola existente em nosso país é infelizmente um instrumento a serviço da manutenção desse atraso.
Dominó, Termópilas, Anões do Orçamento, Valérioduto, Sangue Suga, Mensalão, Mensalinho, e tantos outros milhares de escândalos, são componentes existentes nos dois lados da mesma moeda presente em nosso “modelo” de sociedade.
 São pontas minúsculas da realidade monstruosa existente. Não existe outro caminho que não seja o de reversão imediata das práticas educacionais cotidianas nesse pobre, rico país de bananas podres, chamado Brasil...

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

FALANDO DE BOSSA NOVA

Bossa Nova é um subgênero musical derivado do samba e com forte influência do jazz estadunidense, surgido no final da década de 1950 no Rio de Janeiro. De início, o termo era apenas relativo a um novo modo de cantar e tocar samba naquela época, ou seja, a uma reformulação estética dentro do moderno samba carioca urbano. Com o passar dos anos, a Bossa Nova tornar-se-ia um dos movimentos mais influentes da história da música popular brasileira, conhecido em todo o mundo e, especialmente, associado a João Gilberto, Nara Leão, Vinicius de Moraes, Antonio Carlos Jobim, Baden Powell e Luiz Bonfá.


Movimento musical ocorrido no Brasil nos primeiros anos da década de 60. A Bossa Nova foi responsável pela fusão de ritmos brasileiros com algum sotaque da música de jazz norte-americana, sobretudo no que se refere ao sotaque das inovações harmônicas e utilização de alguns instrumentos presentes neste gênero musical.

Apesar dessa fusão musical, a Bossa Nova deu nova expressão sobretudo à grande riqueza da musicalidade brasileira, com suas canções versando sobre temas, sejam amorosos sejam sociais, voltados à maneira brasileira de viver. Teve entre seus principais tutores o compositor Antônio Carlos Jobim, e o maior intérprete e divulgador da bossa no exterior foi João Gilberto.
 
Nos anos 1940, o samba-canção já era uma alternativa para o samba tradicional, batucado, quadrado. Em sua gênese foram empregados recursos correntes na música erudita europeia e na música popular norte-americana. Já era algo mais sofisticado, praticado por compositores e arranjadores com maior preparo musical e sempre de ouvido aberto para as soluções propostas pela música estrangeira. O jazz, por exemplo, mais tarde permitiria fusões interessantes como o “samba-jazz e o “samba moderno”, com arranjos grandiosos e com base nos instrumentos de sopro. Mas, em termos de poesia e expressividade, o samba-canção tendia a manter seu caráter escuro, sombrio, com muitos elementos que lembravam a atmosfera tensa e pessimista do tango argentino e do bolero, gêneros latinos por excelência.
O samba-canção esteve desde logo ambientado em Copacabana, lugar de vida noturna intensa, boates enfumaçadas, mulheres adultas e fatais envoltas num clima de pecado e traição, enquanto a Bossa Nova ambientou-se mais para o Sul, em Ipanema, além de tornar-se representativa de um público mais jovem, amante do sol e da praia. Nesse ambiente solar, a mulher passou a ser a garota da praia, a namorada. Deu-se um descanso às imagens de “amante proibida e vingativa, com uma navalha na liga. E as letras da Bossa Nova não tinham nada de enfumaçado. Eram uma saga oceânica: a nado, numa prancha ou num barquinho, seus compositores prestaram todas as homenagens possíveis ao mar e ao verão. Esse mar e esse verão eram os de Ipanema” (Castro, 1999, p. 59).

A Bossa Nova levou aos extremos a tendência intimista de cantar sobre temas do cotidiano, sem muita complicação poética. Em vez da negatividade do samba-canção, explorou ao máximo a positividade expressiva e um otimismo sem precedentes. Esse foi o grande traço distintivo entre a Bossa Nova e o samba-canção. O otimismo diante do amor trouxe consigo imagens de paz e estabilidade possibilitadas por relacionamentos amorosos felizes e amores correspondidos, sem as cores patológicas e dramáticas que tanto marcavam os sambas canções. Mesmo a dor, quando ocorria, era encarada como um estágio passageiro, deixando de assumir o antigo caráter terminal.

Em plenos anos 1950, quando nas rádios predominava o derramamento vocal e sentimental, Tom Jobim já buscava um retraimento expressivo pautado por um discurso poético/musical mais sereno, mais em tom de conversa do que de súplica.
Se os mais jovens identificavam-se com essas coisas novas, os mais velhos e tradicionalistas viam-nas com estranheza, sendo compreensível que as descrevessem como canções bobas e ingênuas, não obstante a sofisticação harmônica e rítmica.Então vê-se que o principal traço distintivo da Bossa Nova com relação ao samba-canção foi a exploração da positividade expressiva e um otimismo sem precedentes.Entre os sambas questões temos  o de Herivelto Martins e também de Dolores Duran.
 
"Não falem dessa mulher perto de mim, / Não falem pra
não me lembrar minha dor(Cabelos brancos, de Marino Pinto e Herivelto Martins.)"

"Eu não seria essa mulher que chora / Eu não teria perdido você"
(Castigo, de Dolores Duran.)

Pode-se dizer que   samba-canção e Bossa Nova representaram desenvolvimentos autênticos do samba tradicional, cada qual com temática própria e estrutura melódica e musical distinta.
 
A Bossa Nova em si foi ambientada em Ipanema, foi bem recebida por um público mais jovem com abordagem de temas do cotidiano e com uma maior sofisticação harmônica e rítmica



O Movimento  ficou associado ao crescimento urbano brasileiro - impulsionado pela fase desenvolvimentista da presidência de Juscelino Kubitschek (1955-1960) -, a bossa nova iniciou-se para muitos críticos quando foi lançado, em agosto de 1958, um compacto simples do violonista baiano João Gilberto (considerado o papa do movimento), contendo as canções Chega de Saudade (Tom Jobim e Vinicius de Moraes) e Bim Bom (do próprio cantor).

Meses antes, João participara de Canção do Amor Demais, um álbum lançado em maio daquele mesmo ano e exclusivamente dedicado às canções da iniciante dupla Tom/Vinicius, interpretado pela cantora fluminense Elizeth Cardoso. De acordo com o escritor Ruy Castro (em seu livro Chega de saudade, de 1990), este LP não foi um sucesso imediato ao ser lançado, mas o disco pode ser considerado um dos marcos da bossa nova, não só por ter trazido algumas das mais clássicas composições do gênero - entre as quais, Luciana, Estrada Branca, Outra Vez e Chega de Saudade-, como também pela célebre batida do violão de João Gilberto, com seus acordes dissonantes e inspirados no jazz norte-americano - influência esta que daria argumentos aos críticos da bossa nova.

Outras das características do movimento eram suas letras que, contrastando com os sucessos de até então, abordavam temáticas leves e descompromissadas - exemplo disto, Meditação, de Tom Jobim e Newton Mendonça. A forma de cantar também se diferenciava da que se tinha na época. Segundo o maestro Júlio Medaglia, "desenvolver-se-ia a prática do canto-falado ou do cantar baixinho, do texto bem pronunciado, do tom coloquial da narrativa musical, do acompanhamento e canto integrando-se mutuamente, em lugar da valorização da 'grande voz'".
Nara Leão, uma das maiores expoentes
da bossa nova

Em 1959, era lançado o primeiro LP de João Gilberto, Chega de saudade, contendo a faixa-título - canção com cerca de 100 regravações feitas por artistas brasileiros e estrangeiros. A partir dali, a bossa nova era uma realidade. Além de João, parte do repertório clássico do movimento deve-se as parcerias de Tom Jobim e Vinícius de Moraes. Consta-se, segundo muitos afirmam, que o espírito bossa-novista já se encontrava na música que Jobim e Moraes fizeram, em 1956, para a peça Orfeu da Conceição, primeira parceria da dupla, que esteve perto de não acontecer, uma vez que Vinícius primeiro entrou em contato com Vadico, o famoso parceiro de Noel Rosa e ex-membro do Bando da Lua, para fazer a trilha sonora. É dessa peça, baseada na tragédia Grega Orfeu, uma das belas composições de Tom e Vinícius, "Se todos fossem iguais a você", já prenunciando os elementos melódicos da Bossa Nova.
Além de Chega de saudade, os dois compuseram Garota de Ipanema, outra representativa canção da bossa nova, que se tornou a canção brasileira mais conhecida em todo o mundo, depois de Aquarela do Brasil (Ary Barroso), com mais de 169 gravações, entre as quais de Sarah Vaughan, Stan Getz, Frank Sinatra (com Tom Jobim), Ella Fitzgerald entre outros. É de Tom Jobim também, junto com Newton Mendonça, as canções Desafinado e Samba de uma Nota Só, dois dos primeiros clássicos do novo gênero musical brasileiro a serem gravados no mercado norte-americano a partir de 1960.

Ouça um pouco de Bossa Nova abaixo:




SAMBA CANÇÃO










domingo, 20 de novembro de 2011

JORNAL O ESTADÃO DO NORTE PROMOVE OFICINAS DE COMUNICAÇÃO



A Oficina de Comunicação & Mídia promoverá palestras nos dias 21 e 22 de novembro no auditório do SINDSEF. O tema principal desta edição será “Muralhas da Comunicação”. O evento é uma promoção do jornal “O Estadão do Norte”.
A abertura será nesta segunda feira, às 19 horas, e segundo o idealizador do evento, Zacarias Penna Verde, editor do jornal, foram convidados para o evento, acadêmicos de vários cursos, alunos de escolas, empresários e profissionais de varias áreas.
Este ano foi confirmado palestras ministradas pelos profissionais de comunicação como Sara Xavier, Adércio Dias, Dalton Di Franco, Anísio Gorayeb, Rubens Nascimento, e terá também a participação da delegada Noelle Caroline e do sindicalista Anildo Prado.
As inscrições podem sem feitas gratuitamente através do email oficinaestadaoweb2011@gmail.com


Fonte: Ascom.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

CARTA RECEBIDA DE UMA ALUNA DO TERCEIRÃO/2011



Um dia eu desejei ser mais do que eu era,ir além do meu limite, dar o melhor de mim ...e,foi nesse momento que surgiu a oportunidade de fazer o Ensino Médio na Escola João Bento...surgiu e parecia estar dando tudo certo até o momento em que conheci a Escola.Nesse momento – 1º ano – parecia que todos os meus sonhos acabavam de se tornar apenas sonhos e eu me tornei apenas mais uma aluna do João Bento.O ano passou e eu tinha a esperança de que no segundo ano algo mudasse e fosse diferente,mas cada vez mais eu estava tendo a certeza de que o que desejei um dia ficaria mais uma vez só na esperança e a cada dia que passava eu sabia que estava chegando o momento que na minha cabeça seria o pior ano da minha vida, pois a “fera” Soniamar me daria aula. O 3º ano chegou e logo descobri que o meu medo acabava de se concretizar,pois eu estava dentro de uma sala frente a frente com a “fera”,ouvindo que se eu não estudasse não seria capaz de passar no tão sonhado curso universitário,mas isso me fez ter coragem de buscar e de mostrar para a dita “fera” que ela estava errada e decidi prolongar minhas horas de estudo,tudo para mostrar-lhe que eu era diferente,mas logo veio as “bombas” e eu começava a desacreditar de vez nos meus sonhos.Chorei,pensei em desistir e a “fera “ só nos bombardeando e jogando na nossa cara a incapacidade de alcançar a média.Vi vários amigos desistindo,tomando caminhos diferentes e sejmpre pedindo para eu não desistir,para eu não fraquejar e foi aí que decidi que EU era muito mais que isso,que eu era capaz de suportar a pressão...
Ao chegar no final de ano,nos dias de prova do ENEM caí em mim, a “fera” acabara de se tornar a real fera...É...e graças a essa fera na Língua Portuguesa, fera nas cobranças, a professora fera no trabalho que faz,que cheguei até aqui com a certeza de que mais que um terceiro ano eu tive uma família disposta a caminhar comigo,onde quer que eu fosse. HOJE, com toda certeza EU posso falar que a sua missão foi cumprida e que mais do que alunos, você juntamente com toda essa equipe maravilhosa formaram pessoas melhores. Soniamar eu só tenho a agradecer a sua atenção e dedicação e dizer que você é uma das responsáveis pela mudança que tive e pela minha formação como pessoa. Só tenho um pedido a te fazer,:Gostaria que vocês não parassem com esse trabalho tão gratificante e transformador.E tenha a certeza de que quando eu estiver formada, voltarei para mostrar que o seu trabalho e dos demais teve continuidade.
Eis aqui uma filha do TERCEIRÃO grata ao trabalho dedicado de uma grande profissional.
Um grande beijo a “fera” do João Bento... ( aluna B.F – resultado de seu trabalho)



Na data de ontem recebi um ramo de rosa vermelha com margaridas brancas e a carta acima e, mais uma vez não posso deixar de registrar aqui nesse blog o quão importante é , não só para mim como para os demais educadores do Projeto Terceirão receber esse carinho de vocês - nossos alunos. Nestes últimos dias, vários foram os depoimentos e manifestações de carinho de vocês para com nosso trabalho e, isso nos faz tentar e nos dá força para vencer os obstáculos que é a preparação de vocês dentro de uma escola Pública.Tão bom seria se todos os educadores de Escola Pública tivessem esse compromisso e responsabilidade para com a aprendizagem na Escola Pública o que certamente faria uma Educação melhor. Mais uma vez fica a certeza de que podemos sim,fazer muito mais e é muito bom saber que conseguimos participar um pouquinho do sucesso que vocês poderão ter no futuro. Obrigada B.F. ! Vocês serão sempre vencedores por que tem potencial para isso. A Vitória de VOCÊS é a NOSSA vitória diante de um sistema educacional precário no Brasil. Obrigada!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Master,Consultoria e Serviços apresenta NANDO CORDEL no Projeto 5ª Cultural do BASA

Master,Consultotria e Serviços  encerra o ano 2011 trazendo Nando Cordel no Projeto 5ª Cultural do BASA no dia 09/11(quarta-feira) no Teatro I do Sesc, às 19h30.


Nando Cordel, nome artístico de Fernando Manoel Correia  é um cantor, compositor e instrumentista brasileiro.
Tem suas canções gravadas por grandes figuras da música popular brasileira, como Elba Ramalho, que transformou em sucesso sua primeira parceria com Dominguinhos: De Volta pro Aconchego.

Sua fama como compositor é bem maior do que como intérprete. Já teve músicas gravadas por Chico Buarque, Zizi Possi, Fagner, Maria Bethânia, Fábio Jr, Martinho da Vila, Fafá de Belém, Ivete Sangalo e outros. Alguns de seus sucessos são Isso Aqui Tá Bom Demais, com Dominguinhos, Hoje é Dia de Folia, interpretada por Xuxa, e Gostoso Demais.

Como intérprete, já lançou cerca de 25 discos e uma coleção de 12 cds dedicados a músicas para meditação e relaxamento. Segundo ele, essas músicas são um encontro com a paz, a serenidade e a meditação. Com títulos que definem muito bem o que se vai ouvir, a coleção para meditação é composta por músicas instrumentais: Doces Canções, Doce Harmonia, Doce Paz, Doce Luz, Doce Natureza, Dedicado às Flores, Dedicado a Vida, Dedicado à Beleza, Dedicado à Voz e Iluminando a Alma.

Nesta edição, o Banco da Amazônia através do Projeto 5ª Cultural apresenta Nando Cordel com a palestra cantada “A terra é nossa Casa” que tem como objetivo apresentar a carreira, vida e músicas do artista. Nando Cordel falará um pouco sobre seus projetos e cantará trechos de algumas das suas 700 músicas gravadas e que foram sucesso nas vozes de grandes intérpretes da música popular brasileira acima citados.

Histórico
"O Projeto 5ª Cultural iniciou em agosto de 2000 em Belém (PA) e foi uma iniciativa pioneira na Região Norte, estimulando e integrando a prática da solidariedade com incentivo a música, já que cobra como ingresso das apresentações 2kg de alimentos não perecíveis. O Projeto abre espaço para variadas formas de manifestações artísticas, oportunizando a promoção e divulgação de suas produções junto à comunidade. Em Rondônia, o projeto teve início no ano de 2002 criando oportunidades para diversos segmentos culturais e fortalecendo a identidade cultural local. Nesta edição do projeto, o Banco da Amazônia recebe o apoio cultural do Sesc/RO."
 PARTICIPE! SHOW DE PRIMEIRÍSSIMA QUALIDADE!
O ingresso pode ser trocado antecipadamente por 2 kg de alimento não perecível no Banco da Amazônia a partir desta segunda-feira, 07 de novembro.

Fonte: Master,Consultoria e Serviços  (master.c.s@hotmail.com)