domingo, 29 de agosto de 2010

As Migrações

 As Migrações


A mobilidade é uma característica de praticamente todos os seres vivos. Fundamentalmente, as migrações são movimentos horizontais (deslocamentos), que tendem a um equilíbrio demográfico à superfície do Globo, este equilíbrio, como é óbvio, é realizado inconscientemente, mas qualquer migração tende a estabelecer um determinado equilíbrio.
Há uma interdependência entre estes movimentos horizontais e os movimentos verticais (crescimento natural - condicionados pela natalidade e mortalidade), sendo que, à medida que se acentuam os desequilíbrios demográficos (e não só) regionais, maior é a tendência para que as populações efetuem movimentos migratórios.
Formas de Migrações
Através do painel abaixo, facilmente se compreende as diversas formas que as migrações podem assumir. Qualquer exemplo de migração, independentemente do seu motivo ou causa, pode assumir uma "mistura" das seguintes formas:



Quanto ao espaço - são internas se os deslocamentos realizam-se de umas regiões para as outras, dentro do mesmo país, e externas ou internacionais se os deslocamentos se fazem de um país para outro (emigração / imigração). Nas externas, se a migração é efetuada para outro país do mesmo continente, é intracontinental, se por outro lado, é para outro país de outro continente, é intercontinental. No que respeita às migrações internas (êxodos rurais e urbanos) falaremos delas mais adiante.
Quanto à duração - podem ser temporárias se a mudança é apenas por um determinado período de tempo (pode ir de alguns dias até poucos anos - por exemplo, contratos temporários de trabalhadores portugueses na indústria hoteleira e construção civil, na Suíça - ou apenas umas semanas de férias noutro lugar). Dentro das migrações temporárias, há ainda as migrações sazonais (têm a ver com determinadas estações do ano - por exemplo a contratação de trabalhadores para as vindimas, ou as férias balneárias). As definitivas, são aquelas em que os indivíduos decidem ir para um determinado local, para aí se estabelecerem definitivamente, podendo eventualmente regressar após muitos anos.
Quanto à forma - as migrações podem ser voluntárias, quando a decisão de se deslocar é do próprio indivíduo, ou seja, é iniciativa do indivíduo. Quando o individuo, apesar de não desejar fazer uma deslocação, se vê obrigado a fazê-la, por diversos motivos, então, diz-se que a migração é forçada.
Quanto ao controle - se a migração é feita com autorização do país de acolhimento, é uma migração legal. Se por outro lado o indivíduo entra (ou fica) num determinado país sem nenhuma autorização (ou conhecimento) deste, diz-se que é clandestina ou ilegal.

Causas ou motivos das Migrações


Econômicas - provavelmente deverá ser a causa fundamental que leva as pessoas a migrarem, quase sempre resultante da diferença de desenvolvimento socioeconômico entre países ou entre regiões.Quase  sempre, nestes casos, os indivíduos migram porque querem assegurar noutros locais um melhor nível de vida, onde os salários são mais elevados, as condições de trabalho menos pesadas, onde a assistência social é mais eficaz, enfim, vão para onde pensam ir encontrar uma vida mais agradável.......o que, diga-se de passagem, nem sempre acontece. Por exemplo, ir trabalhar para a Alemanha, pois dum modo geral, os salários lá, são mais elevados.

Naturais - dum modo geral, este motivo de migrações, leva a que sejam migrações forçadas, pois devido a causas naturais (cheias, terremotos, secas, vulcões...) a vida e a sobrevivência das pessoas fica em risco, pelo que se vêem forçadas a abandonar os seus locais de residência.
Turísticas - são as que se efetuam normalmente, pela maioria das pessoas, em determinadas épocas (ou estações) do ano, que por isso mesmo, também são uma forma de migrações sazonais. São aquelas deslocações que se efetuam no período das férias de Verão, Natal, Páscoa, etc...
Laborais - São todas as deslocações que se efetuam por motivos profissionais. Podem também ser sazonais e dum modo geral, são temporárias. Um exemplo muito fácil de compreenderem, é o dos docentes, que na sua maioria, são colocados (muitas vezes sem grande vontade) quase todos os anos letivos em escolas diferentes e por vezes, longe das suas residências.
Políticas - São dum modo geral migrações externas, que devido a mudanças nos governos de países, alguns habitantes se vêem forçados (mas nem sempre) a saírem desse país. Por exemplo, quando se deu a independência de alguns países africanos, muitos dos seus habitantes tiveram de sair deles e ir para outros países; aconteceu com os portugueses em Angola, Moçambique, Guiné, mas também com franceses em Marrocos, Argélia, Indochina, ou com ingleses na ex-Rodésia, etc...
Étnicas - esta palavra, muitas vezes confundida com racismo, tem mais a ver com diferenças entre culturas e povos, podendo ou não ser da mesma raça. Por exemplo, na II Guerra Mundial, havia muitos judeus na Alemanha e, para Hitler, eles constituíam um povo inferior, pelo que tentou exterminá-los, contudo, eles eram ambos (alemães e judeus) de raça branca. Também recentemente, na ex-Iugoslávia, muitos povos se viram forçados a emigra apenas por pertencerem a outra cultura.

Religiosos - há muitas migrações, muitas delas externas, cujo único objetivo é a deslocação a um determinado centro de fé, de acordo com a religião de cada indivíduo. Como exemplo podem-se citar as peregrinações a Fátima, Santiago de Compostela (Espanha), Lourdes (França), Meca (Arábia), entre muitos outros espalhados pelo mundo. Aliás, a titulo de curiosidade, a religião muçulmana obriga cada um dos seus crentes a deslocarem-se pelo menos uma vez na vida, a Meca, ao túmulo do profeta.
Culturais - poucos consideram este motivo uma causa de migração, contudo, há muitas pessoas que se deslocam (normalmente temporariamente) para outros locais, apenas com uma finalidade cultural, ou de enriquecimento de conhecimentos. Por exemplo, ir a outro país tirar um curso de pós graduação, ou um doutoramento.... ter de sair do local de residência porque a universidade/faculdade onde um estudante conseguiu entrar se situa muito longe, etc...

 No Brasil 
as  atividades econômicas, foram determinantes para chegada de estrangeiros e também das migrações internas no período colonial com a ocupação portuguesa para obter matérias primas,as entradas das bandeiras,para capturar e escravizar índios,o ciclo da borracha e o da cana-de-açúcar. Com a proibição do tráfico de escravos o Brasil assina acordos internacionais para a imigração.

A Imigração estrangeira hoje 

Desde janeiro de 2009,por um acordo bilateral entre os governos,qualquer argentino pode solicitar visto permanente para viver no Brasil,sem que esteja estudando ou trabalhando aqui,e o mesmo vale para os brasileiros na Argentina.Essa é uma das mudanças recentes na legislação para estrangeiros.
Em 2009,de julho a dezembro, o governo abriu um processo para que imigrantes ilegais pudessem regularizar sua situação.Foi uma anistia que objetivou principalmente alcançar os bolivianos que vêm trabalhar na grande São Paulo,sobretudo em pequenas empresas de confecção de roupas,e que vivem sem amparo legal nem trabalhista.Não há números oficiais,mas estima-se algo em torno de 150 mil pessoas.Os que se regularizam podem tirar carteira de identidade e de trabalho.
O Brasil já tomou iniciativa como essa em 1988 e em 1998.Na anistia atual regularizaram-se 43 mil estrangeiros.O maior grupo foi de bolivianos,com 17 mil inscritos,seguido por 5,5mil chineses,4,6 mil peruanos,4,1 mil paraguaios e 1,1 mil coreanos.O governo foi surpreendido com 2,4 mil europeus,na maioria aposentados ou pessoas de renda elevada que vieram abrir negócios,principalmente pousadas e restaurantes no Nordeste.

Fonte: O Círculo do Geógrafo e revista Atualidades

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

FACULDADE JÁ - sua chance no curso superior



Candidatos poderão usar a nota do Enem. É o programa Faculdade Já, um novo sistema de seleção para preencher as vagas disponíveis nas instituições privadas.


Pela internet o estudante vai poder pesquisar e escolher qual curso universitário prefere. O sistema Faculdade Já vai ser lançado nessa quinta-feira e pretende facilitar o encontro entre as instituições privadas de ensino superior e os candidatos.


Por ano, cerca de 400 mil vagas não são preenchidas. Um desperdício em um país onde tanta gente sonha com uma formação de nível superior.
Comparar cursos, preços, carreiras e notas mínimas exigidas vai permitir uma escolha mais precisa para o estudante. À medida que mais universidades entrem no sistema haverá uma menor necessidade de viagens para se prestar provas de vestibular.
“O processo funciona em duas etapas. Na primeira, o candidato se inscreve através do site, sempre gratuitamente. Indica o estado em que quer estudar e coloca também a carreira, dentro de um leque de mais de 120 opções. Faz o pré-cadastro, o sistema mostra quais as universidades que estão disponibilizadas, ele vai avaliar pelo site e vai ver qual a nota - o critério básico é a nota do Enem, ele pode utilizar a nota do Enem 2010 e até o de 2009”, explica o diretor do Faculdade Já, João Mesquita.
Com o resultado do Enem na mão, o estudante tem três dias para fazer a matrícula. Passado esse prazo essa vaga poderá ser ocupada por outro candidato. A agilidade deve permitir que aos poucos universidades e estudantes possam gastar menos e lucrar mais.
Fonte: g1.globo.com

sábado, 21 de agosto de 2010

"Hecatombe Amazônica,a Hiroshima do Descaso"


Professor Nazareno*


            Ao contrário de uma forte explosão atômica quando a noite clareia de uma hora para outra, os dias em Rondônia têm-se transformado em noite. A densa nuvem de poeira e fumaça sobre o Estado escurece o forte sol amazônico dando-lhe uma estranha coloração avermelhada e superlotando o precário sistema de saúde de pacientes com intermináveis crises de asma, alergias, bronquites e muitas outras doenças associadas à poluição do ar. Velhos e crianças são os mais vulneráveis. Não fomos bombardeados com uma bomba nuclear nem fomos expostos a nenhum tipo de radiação, mas o nosso sofrimento devido às intermináveis queimadas na Amazônia dá a sensação de estar no inferno. É como se fumássemos diariamente uns trinta cigarros ou estivéssemos respirando com uma descarga de carro ligada à nossa boca. Tudo está cinzento aqui.
            Arquejando com a boca seca, os olhos vermelhos e ardendo, a pele escamando e o gosto de fuligem na boca, muitos rondonienses se parecem com nordestinos em tempos de seca: imploram chuva a todo o momento na vã esperança de ver os dias de tormento e agonia se acabarem. A previsão do tempo indica para proximamente uma temperatura ambiente de pelo menos 45 graus Celsius, com uma sensação térmica bem superior e umidade relativa do ar de apenas 15 por cento. A baixa qualidade de vida dos porto-velhenses piora a cada dia que passa. Agosto de 2010 entrará para a história como o mês de um dos maiores desastres ambientais que já presenciamos por aqui. Clima pior do que alguns desertos. E o máximo que as autoridades locais fizeram foi decretar estado de emergência. Apenas isso e nenhuma providência concreta até o momento.
            Rondônia tem um Governador, um Vice-Governador, três Senadores, oito Deputados Federais, 24 Deputados Estaduais, 52 Prefeitos, uma penca de Vereadores, além de vários tribunais, vários quartéis das Forças Armadas, polícias de todo tipo e jeito e mais outras tantas autoridades, uma sociedade civil que se diz organizada e inacreditavelmente ninguém fez ou propôs nada para enfrentar este problema. Infelizmente a maioria destes políticos e outros tantos estão agora à cata de votos para se reelegerem e certamente continuarem fazendo a mesma coisa de antes: nada. Não vi ninguém falar sobre a degradação do meio ambiente. Se há alguma proposta em algum partido sobre este assunto, não foi discutida até agora. Nem num tal de Partido Verde. Todos se fazem de cegos ou acreditam que isto é coisa apenas para ecologistas radicais.
            O avanço das hidrelétricas e da pecuária na Amazônia tem transformado a nossa vida num calvário. A floresta diminui sob o fogo inclemente para dar lugar aos pastos enquanto os estrangeiros saboreiam a nossa deliciosa carne que é produzida à custa do nosso sofrimento. A União Européia, a Rússia, a China e tantos outros países ao comprarem o produto incentivam o fogo na Amazônia. Mas nós somos tão culpados quantos eles. Estamos acomodados. Não procuramos as embaixadas destes países para denunciar nossa tristeza e propor um boicote geral à carne dos Estados incendiários e aceitamos, como galinhas covardes, a insensatez e o pouco caso dos nossos maus políticos e autoridades em geral. Não nos mobilizamos nem procuramos soluções. Ficamos em paz com nossas consciências quando vemos as declarações de amor a este lugar. Estamos num estado de desastre ambiental não reconhecido pelas autoridades.
           
            Senhor Governador Cahulla, demita o seu secretário de meio ambiente por justa causa. Senhor Prefeito de Porto Velho, faça o mesmo. Que ações eles propuseram para amenizar ou evitar o problema? Deixem um pouco a campanha eleitoral de lado e arregacem as mangas. Meio ambiente é vida. É a minha vida, a vida da minha família, a vida de todas as famílias deste Estado e a dos seus familiares também. Os senhores foram eleitos para trabalhar pelo bem-estar da população e não estão cumprindo com o prometido. Admitam seus fracassos. Ou então renunciem a seus mandatos. Senhores autoridades de Rondônia, envergonhem-se desta situação. Denunciem esta desgraça ao mundo. Vão à mídia. Mobilizem a sociedade. Façam alguma coisa. Não se coloquem contra a História. Muita gente implora ação dos senhores. Presidente Lula, candidata Dilma, candidato Serra, Marina Silva, ex-governador Ivo Cassol, Senadora Fátima Cleide, Eduardo Valverde, candidato Expedito Júnior, Senador Valdir Raupp, Senador Acir Gurgacz, senhores Deputados Federais e Estaduais mexam-se, mostrem serviço. Pelo menos prometam que vão acabar com o nosso sofrimento. Não esperem apenas por São Pedro, pois em meio ao caos ainda somos obrigados a votar nos senhores.


 *O Professor Nazareno ainda com asma, rinite alérgica e sinusite leciona (às duras penas) na Escola João Bento da Costa em Porto Velho.

domingo, 15 de agosto de 2010

Bomba atômica - 65 anos - 06/08

O horror nuclear em Hiroshima e Nagasaki marcou a primeira e única vez em que as armas atômicas foram usadas deliberadamente contra seres humanos.Mais de 100 mil pessoas morreram nos ataques em 6 e 9 de agosto de 1945 e outros milhares morreriam nos anos seguintes sofrendo de comlicações causadas por radiações. A motivação alegada pelos Estados Unidos gera polêmica até hoje.Apesar das seguidas derrotas japonesas na primeira metade de 1945, o Japão não dava sinais de que estava próximo da rendição.Tókio e outras grandes cidades do país sofreram intensos ataques com bombas incendiárias,mas os líderes japoneses reafirmavam a resolução de lutarem até o fim.Do lado americano o pensamento era usar as bombas para evitar ainda mais derramamento de sangue,já que cálculos estimavam que um milhão de pessoas morreria no caso de uma invasão contra o Japão.Alguns historiadores acreditam que a bomba era uma mensagem para a emergente União Soviética.Outros dizem que uma demonstração da força da bomba bastaria para  que os japoneses se rendessem. Mas ninguém nega o fato de que a Humanidade entrava numa nova era,em que sua própria existência estaria ameaçada por uma criação do próprio homem.

Efeitos da Explosão:
Apesar da guerra a vida seguia normalmente naquela segunda-feira em Hiroshima.Crianças estavam na escola,lojas abertas e as fábricas lotadas de trabalhadores.Perto das 9h16m,um clarão toma o céu. Pessoas são pulverizadas e casas derretem com a onda de calor de mais de 5 milhões de graus centígrafos.Aumentando o cenário de horror,ventos de até 380km/h espalham estilhaço e destruição por toda cidade.Cerca de 70 mil pessoas morrem após a explosão sendo 20 mil crianças.Quase 70% das construções da cidade foram arrasadas.Em torno do ponto zero o efeito foi devastador,mais de 80% das pessoas que moravam num raio de 1km do ponto da detonação forma dizimadas,A onda de choque ainda causaria morte e destruição até 5km de distância do ponto de explosão.Queimaduras e exposição à radiação continuaram matando aos milhares nos anos seguintes.O clarão da bomba foi visto a quilômetros de distância e mostrou para o mundo a imagem que seria associada para sempre ao perigo nuclear: o temido cogumelo atômico.













A terrível heranças das bombas de Hiroshima e Nagasaki perdura até hoje.Feridas físicas e psicológicas ainda abertas não permitem que o passado seja esquecido facilmente pelos sobreviventes.Para os japoneses ,trata-se da legião "hibakusha",àqueles que sofreram na carne e na mente  o impacto da bomba.







Nas décadas que se seguiram ao ataque à Hiroshima e Nagasaki,o poderio nuclear dos paises proliferou-se,os arsenais sofisticaram-se e o mundo viu-se às portas de uma hecatombe atômica insuflada pela Guerra Fria.Hoje,os ânimos estão mais calmos entre as grandes potências,mas a ameça persiste em paises periféricos.

Leia mais:
http://oglobo.globo.com/mundo/bomba/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bombardeamentos_de_Hiroshima_e_Nagasaki
http://pt.shvoong.com/humanities/497280-bomba-hiroshima-nagasaki/
http://www.google.com.br/#q=Bomba+de+hiroshima+e+nagasaki&hl=pt

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Resposta de uma educadora do Paraná à revista VEJA!

Abaixo  cópia da carta escrita por uma professora que trabalha no Colegio Estadual Júlio Mesquita, à revista Veja.



RESPOSTA À REVISTA VEJA

"Sou professora do Estado do Paraná e fiquei indignada com a reportagem da jornalista Roberta de Abreu Lima “Aula Cronometrada”. É com grande pesar que vejo quão distante estão seus argumentos sobre as causas do mau desempenho escolar com as VERDADEIRAS razões que geram este panorama desalentador.

Não há necessidade de cronômetros, nem de especialistas para diagnosticar as falhas da educação. Há necessidade de todos os que pensam que: “os professores é que são incapazes de atrair a atenção de alunos repletos de estímulos e inseridos na era digital” entrem numa sala de aula e observem a realidade brasileira.

Que alunos são esses “repletos de estímulos” que muitas vezes não têm o que comer em suas casas, quanto mais inseridos na era digital?  Em que pais de famílias oriundas da pobreza trabalham tanto que não têm como acompanhar os filhos em suas atividades escolares, e pior em orientá-los para a vida? Isso sem falar nas famílias impregnadas pelas drogas e destruídas pela ignorância e violência, causas essas que infelizmente são trazidas para dentro da maioria das escolas brasileiras. Está na hora dos professores se rebelarem contra as acusações que lhes são impostas. Problemas da sociedade deverão ser resolvidos pela sociedade e não somente pela escola.

Não gosto de comparar épocas, mas quando penso na minha infância, onde pai e mãe, tios e avós estavam presentes e onde era inadmissível faltar com o respeito aos mais velhos, quanto mais aos professores e não cumprir as obrigações fossem escolares ou simplesmente caseiras, faço comparações com os alunos de hoje “repletos de estímulos”. Estímulos de quê? De passar o dia na rua, não fazer as tarefas, ficar em frente ao computador, alguns até altas horas da noite, (quando o têm), brincando no Orkut, ou o que é ainda pior envolvidos nas drogas. Sem disciplina seguem perdidos na vida. Realmente, nada está bom. Porque o que essas crianças e jovens procuram é amor, atenção, orientação e ...disciplina.

Rememorando, o que tínhamos nós, os mais velhos, há uns anos atrás de estímulos? Simplesmente: responsabilidade, esperança, alegria. Esperança que se estudássemos teríamos uma profissão, seríamos realizados na vida. Hoje os jovens constatam que se venderem drogas vão ganhar mais. Para quê o estudo? Por que numa época com tantos estímulos não vemos olhos brilhantes nos jovens? Quem, dos mais velhos, não lembra a emoção de somente brincar com os amigos, de ir aos piqueniques, subir em árvores? E, nas aulas, havia respeito, amor pela pátria.. Cantávamos o hino nacional diariamente, tínhamos aulas “chatas” só na lousa e sabíamos ler, escrever e fazer contas com fluência. Se não soubéssemos não iríamos para a 5ª. Série. Precisávamos passar pelo terrível, mas eficiente, exame de admissão. E tínhamos motivação para isso.

Hoje, professores “incapazes” dão aulas na lousa, levam filmes, trabalham com tecnologia, trazem livros de literatura juvenil para leitura em sala-de-aula (o que às vezes resulta em uma revolução), levam alunos à biblioteca e outros locais educativos (benza, Deus, só os mais corajosos!) e, algumas escolas públicas onde a renda dos pais comporta, até à passeios interessantes, planejados, minuciosamente, como ir ao Beto Carrero. E, mesmo, assim, a indisciplina está presente, nada está bom. Além disso, esses mesmos professores “incapazes” elaboram atividades escolares como provas, planejamentos, correções nos fins-de-semana, tudo sem remuneração;

Todos os profissionais têm direito a um intervalo que não é cronometrado quando estão cansados. Professores têm 10min de intervalo, onde tem que se escolher entre ir ao banheiro ou tomar às pressas o cafezinho. Todos os profissionais têm direito ao vale alimentação, professor tem que se sujeitar a um lanchinho, pago do próprio bolso, mesmo que trabalhe 40 h.semanais. E a saúde? É a única profissão que conheço que embora apresente atestado médico tem que repor as aulas. Plano de saúde? Muito precário.

Há de se pensar, então, que são bem remunerados... Mera ilusão! Por isso, cada vez vemos menos profissionais nessa área, só permanecem os que realmente gostam de ensinar, os que estão aposentando-se e estão perplexos com as mudanças havidas no ensino nos últimos tempos e os que aguardam uma chance de “cair fora”.Todos devem ter vocação para Madre Teresa de Calcutá, porque por mais que esforcem-se em ministrar boas aulas, ainda ouvem alunos chamá-los de ... ..., “gordos “, “velhos” entre outras coisas. Como isso é motivante e temos ainda que ter forças para motivar. Mas, ainda não é tão grave. Temos notícias, dia-a-dia, até de agressões a professores por alunos. Futuramente, esses mesmos alunos, talvez agridam seus pais e familiares.

Lembro de um artigo lido, na revista Veja, de Cláudio de Moura Castro, que dizia que um país sucumbe quando o grau de incivilidade de seus cidadãos ultrapassa um certo limite. E acho que esse grau já ultrapassou. Chega de passar alunos que não merecem. Assim, nunca vão saber porque devem estudar e comportar-se na sala de aula; se passam sem estudar mesmo, diante de tantas chances, e com indisciplina... E isso é um crime! Vão passando série após série, e não sabem escrever nem fazer contas simples. Depois a sociedade os exclui, porque não passa a mão na cabeça. Ela é cruel e eles já são adultos.

Por que os alunos do Japão estudam? Por que há cronômetros? Os professores são mais capacitados? Talvez, mas o mais importante é porque há disciplina. E é isso que precisamos e não de cronômetros.

Lembrando: o professor estadual só percorre sua íngreme carreira mediante cursos, capacitações que são realizadas, preferencialmente aos sábados. Portanto, a grande maioria dos professores está constantemente estudando e aprimorando-se.

Em vez de cronômetros precisamos de carteiras escolares, livros, materiais, quadras-esportivas cobertas (um luxo para a grande maioria de nossas escolas), e de lousas, sim, em melhores condições e em maior quantidade. Existem muitos colégios nesse Brasil afora que nem cadeiras possuem para os alunos sentarem. E é essa a nossa realidade! E, precisamos, também, urgentemente de educação para que tudo que for fornecido ao aluno não seja destruído por ele mesmo

Em plena era digital, os professores ainda são obrigados a preencher os tais livros de chamada, à mão: sem erros, nem borrões (ô, coisa arcaica!), e ainda assim ouve-se falar em cronômetros. Francamente!!!

Passou da hora de todos abrirem os olhos e fazerem algo para evitar uma calamidade no país, futuramente. Os professores não são culpados de uma sociedade incivilizada e de banditismo, e finalmente, se os professores até agora não responderam a todas as acusações de serem despreparados e “incapazes” de prender a atenção do aluno com aulas motivadoras é porque não tiveram TEMPO. Responder a essa reportagem custou-me metade do meu domingo, e duas turmas sem as provas corrigidas. "

Texto recebido via e-mail.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Dia dos Estudantes - 11/08

Meus caros Estudantes!

Sonhadores, tagarelas, tímidos, ousados

Gente boa, gente linda, gestos alegres
Olhos vivos, inteligentes ou quedados...
São eles! Os nossos estudantes!
Cheios de vida e esperança,
Falando com o corpo todo
Sentindo com a alma inteira!
Rebeldes , inconformados, críticos
Risonhos ou tristonhos,
Mas cheios de belos sonhos!
Estudando com afinco,
Ou levando na brincadeira...
Assumindo suas responsabilidades,
Ou então, executando tarefas
simplesmente por executá-las!
Almas nobres, solidárias...
Impetuosos ou veementes!
Quando se vão para outras paragens
Para seus estudos continuar,
Ou então outros mistérios desvendar,
Parece que levam um pedaço de nós....
Pois partem qual filho amado
A quem sempre desejamos
Toda sorte de venturas!
Estejais preparados estudantes amados!
Alguém chama pelo vosso nome!
É a família, a comunidade, o país,
Que espera a vossa resposta!
Sereis capazes de escrever uma bela história,
Com certeza a história de um mundo melhor!
Lembrai-vos também ao celebrar as conquistas,
de exaltar as dificuldades que vos fizeram crescer e evoluir,
e que nenhum fracasso será definitivo enquanto vivos estivermos!
(Beatriz Kappke)

UM FELIZ DIA DOS ESTUDANTES GALERA!!!



sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Programa Inclusão social - Faculdade da Prefeitura

Fonte: SEMED/SEMFAZ - Prefeitura Municipal de Porto Velho

A Prefeitura do Município de Porto Velho oferece através do Programa Faculdade da Prefeitura, bolsas de estudos integrais para estudantes de cursos de graduação de nível superior ou seqüenciais de formação específica a brasileiros, munícipes de Porto Velho, não portadores de diploma de curso superior.


Os cursos serão oferecidos em instituições privadas de ensino superior estabelecidas no Município de Porto Velho que aderirem ao Programa. Os candidatos serão selecionados pelos resultados do ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio, nas condições estabelecidas em regulamento.



Para fazer sua inscrição e concorrer a uma bolsa no segundo semestre/2010 você tem que ter participado do exame nacional do ensino médio - ENEM de 2009 e tirado nota acima de 450 pontos.

Fonte: http://www.portovelho.ro.gov.br/faculdadeprefeitura/

ATENÇÃO: AO ENTRAR NO LINK 
http://www.portovelho.ro.gov.br/faculdadeprefeitura/
SIGA OS PASSOS ABAIXO:


Para fazer sua inscrição e concorrer a uma bolsa no segundo semestre/2010 você tem que ter participado do exame nacional do ensino médio - ENEM de 2009 e tirado nota acima de 450 pontos.


No link acima ,na coluna ao lado tem um campo com nome "Serviços", la tem um link com o nome Nº inscrição 2009. Lá nesse campo você colocará os dados que são obtidos, logo em seguida aparecerá o numero de inscrição do ENEM de 2009(Se você fez o ENEM de 2009). No Campo Serviço tem um link com nome "Entrar". Clicando você verá um link em em azul "cadastre-se", Insere os dados pedido. com isso você terá cadastrado no sistema.

As inscrições tiveram  inicio dia 05 desse mês e seguem até o dia 17 de agosto

terça-feira, 20 de julho de 2010

ENEM para aluno indígena

MEC planeja Enem próprio para aluno indígena

Sarah Fernandes
Depois de uma escola indígena do Amazonas ter ficado com a nota mais baixa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2009, o Ministério da Educação (MEC) prevê acelerar o projeto que cria uma avaliação específica para escolas indígenas. A ideia é aplicar uma prova na língua tradicional dos povos e que leve em conta as diferenças de cultura.

“É uma modalidade que abrange interculturalidade, educação bilíngue e tem que dar conta dos valores, do conhecimento e da história tradicional”, explica a subcoordenadora de políticas indígenas do MEC, Susana Martelleti. “É preciso criar um sistema de avaliação bilíngue, adaptado para essa modalidade”.

A necessidade de avaliações próprias para as escolas indígenas foi levantada durante a Conferência Nacional de Educação Escolar Indígena, realizada em novembro de 2009. A ideia é que seja criada uma comissão do MEC e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para discutir a estruturação da prova.

Barreiras

O idioma foi uma das barreiras dos alunos da Escola Estadual Indígena D. Pedro I, último lugar no Enem de 2009, com nota 249,25, em uma escala de zero a 1.000. Localizada no Alto Solimões, no pequeno município amazonense de Santo Antônio do Içá — que fica a três horas de barco de Manaus —, a escola tem 669 alunos da segunda etapa o ensino fundamental e do ensino médio.

Todos os estudantes são indígenas da etnia Tikuna. Os professores, porém, se dividem: 12 são indígenas e lecionam disciplinas como história, filosofia, química e a língua Tikuna; e os outros nove, não indígenas, ficam com aulas como biologia, artes e português. Eles moram em alojamentos exclusivos para os professores.

A escola tem 10 salas de aulas, uma biblioteca e um laboratório de informática com computadores conectados à Internet. Ele, porém, não está sendo usado pelos alunos, porque falta professor para a disciplina.

A língua oficial, inclusive para alfabetização, é o Tikuna, o que prejudicou o entendimento da prova, segundo o MEC. “O ensino é bilíngue. Ou eles aprendem no idioma tradicional e fazem a prova em Português, ou eles têm aulas com professores não indígenas em um idioma que não é o deles. Isso complica na hora de fazer a prova”, explica Martelleti.

A dificuldade explica o baixo rendimento dos alunos na redação do Enem, responsável por diminuir a média da escola, segundo o gestor do colégio Fanito Manduca Ataíde. “A linguagem é uma barreira. Alguns alunos conseguem fazer, outros não”. “Além disso, os temas da redação são focados em São Paulo e Rio de Janeiro e os alunos não conseguem desenvolver”.

A falta de professores também é um problema para a escola da comunidade Tikuna. “Faltam professores especializados para o ensino médio até em São Paulo. Nas regiões isoladas é ainda mais difícil”, comenta o secretário de Educação do Amazonas, Gedeão Amorim. “Temos programas de formação continuada de professores e vamos focar na educação indígena”, comenta.

Além disso, o baixo investimento nas escolas indígenas deixa os alunos para trás, segundo o secretário executivo do Instituto de Pesquisa e Formação em Educação Indígena (Iepé), Luis Donisete. “Menos de 20% das escolas indígenas têm biblioteca e só 70% têm prédios próprios”, conta. “Por serem em áreas isoladas os custos são mais caros e investir em escolas indígenas não dá voto para ninguém”.
Fonte: Uol Vestibular

domingo, 11 de julho de 2010

Por que continuo lendo textos medíocres?

É decepcionante continuar lendo produções de textos de alunos de Ensino Médio que não conseguem colocar sua opinião de maneira fundamentada.Onde está o erro? Será que nossos jovens estudantes não tem mais a capacidade de entender o que repassamos em sala?Todos já ouviram e/ou sabem que leitura é fundamental mas simplesmente ignoram e continuam preenchendo linhas de uma folha sem a mínima noção do que escrevem.Exemplos são trabalhados,erros nos textos são apontados,trabalha-se com argumentos,relações interdisciplinares e nada funciona. Pergunta-se: O que fazer para que nossos estudantes entendam que LEITURA  é necessário?

Já dizia Marisa Magnus Smith - Coordenadora da banca de avaliações da PUC-RS: "Um dos piores erros que os candidatos podem cometer em uma prova de redação é a extrema preocupação com a forma, com a gramática. O importante é que ele opine sobre o tema.". Mas o que dizer de alunos que nem com a gramática se preocupam,nem digo gramática,mas com a própria ortografia,que chegam ao 3º ano escrevendo "estam","atraveiz","cumeça","pubrema","nois" entre tantos outros absurdos,absurdos estes corrigidos e que no próximo texto lá estão novamente?
Já faz tempo que o segredo de escrever uma boa redação deixou de ser o fato de não errar a gramática. Na opinião de especialistas, acima de tudo, uma boa redação de vestibular - que nada mais é do que um teste para averiguar a capacidade do estudante em opinar e refletir - deve conter argumentação bem colocada e bem fundamentada.

Para se sair bem em sua "defesa", os especialistas dizem que os candidatos não devem ficar "em cima do muro" (ora a favor, ora contra o tema), tampouco comprar opiniões do senso-comum. Se o candidato não estiver certo do que está dizendo e não expuser razões para pensar daquela forma o texto fica vazio. "O texto tem que ter posicionamento, se for exclusivamente informativo não é bom. Aliás, não dá nem para começar a escrever um texto se não tiver uma opinião. Um texto sem opinião não existe", reforça o professor de redação do Cursinho Anglo, Maurício Soares Filho. Volto a questionar: Como fazer o aluno opinar se continua se negando a  informar-se ,a ler,pois sem isso nunca terás subsídios para fundamentar seu texto.

Para entender melhor por que os especialistas defendem essa idéia é fácil: imagine que as drogas acabaram de ser legalizadas pelo governo. Segundo os especialistas, se as pessoas abrem o jornal e procuram um artigo sobre a questão e encontram um texto sem nenhuma argumentação ou opinião, elas não refletirão, além de chato de ler. Para eles, aquilo que o leitor espera de um articulista é o mesmo que um examinador de vestibular espera de um futuro universitário (especialmente se for de universidade pública): opinião e reflexão.

De acordo com Soares Filho, para seu texto causar impacto, porém, a opinião deve estar muito clara. Por isso, a construção da redação deve valorizar seus argumentos. A ordem é apostar na organização da estrutura textual para não perder o fio da meada. "Organizar as informações é o segredo para fazer que a opinião apareça", complementa Soares Filho.


Por isso meu caro aluno,se você não resolver a ler,a informar-se seu texto jamais conseguirá superar àqueles que fazem da LEITURA um hábito.


Treinando um texto nota 10

Se a intenção é obter destaque por meio de uma boa argumentação, o que fazer para se preparar? Ler, ler, ler e escrever, escrever e escrever (use os exemplos e temas dados para treinar). "O hábito da leitura ajuda a desenvolver a escrita. Além disso, com a prática da redação,(escrita) alguns padrões de textualidade são mais facilmente assimilados do que pelo professor a falar em sala de aula", enfatiza Marisa.

Para Soares Filho, a prova de redação é 50% leitura e 50% escrita. "Uma é conseqüência da outra. O primeiro passo para ter sucesso é ler o tema com muita atenção e, em seguida, posicionar sua opinião para definir o que será defendido".

Uma boa dica é LER editoriais, crônicas, artigos ( já falado desde o início do ano) e textos assinados que emitam opinião sobre o tema que é retratado. Com isso, é possível criar uma bagagem de como e em que momentos é pertinente evidenciar as opiniões pessoais.

Outra dica valiosa é procurar ser autêntico.  A autenticidade do seu pensamento deve estar refletida em seu texto, nem mais, nem menos,nada de senso-comum,de apenas colocar o óbvio.


Por fim, a prova de redação serve para avaliar a capacidade do candidato de se comunicar por escrito, de fazer reflexão e de conseguir se expressar de maneira simples e coesa. Por isso é tão importante não ser superficial e mostrar uma visão crítica sobre o tema a ser discutido.

Portanto,meu caro aluno,só existe uma forma de você aprender a escrever: LER,LER,LER E ENTENDER O QUE LER E O QUE OUVE DE SEUS PROFESSORES EM SALA,pois caso contrário,continuarei a ler textos medíocres,pobres,sem fundamentação,coesão e coerência e VOCÊ sabe que tem potencial para melhorar e conseguir se quiseres.

sábado, 10 de julho de 2010

Cultura Africana

A cultura africana é caracterizada pela vasta diversidade de valores sociais. A cultura africana moderna é em grande parte constituída de respostas ao nacionalismo árabe e ao imperialismo europeu. A África é um continente de grande diversidade cultural que se vê fortemente ligada à cultura brasileira. Pode-se perceber grandes diferenças em suas raças, origens, costumes, religiões e outros.


Os africanos prezam muito a moral e acreditam até que esta é bem semelhante à religião. Acreditam também que o homem precisa respeitar a natureza, a vida e os outros homens para que não sejam punidos pelos espíritos com secas, enchentes, doenças, pestes, morte, etc. Não utilizavam textos e nem imagens para se basearem, mas fazem seus ritos a partir do conhecimento repassado através de gerações antigas.

Seus ritos eram realizados em locais determinados com orações comunitárias, danças e cantos que podem ser divididos em: momentos importantes da vida, integração dos seres vivos e para a passagem da vida para a morte. Na economia, trabalhavam principalmente na agricultura, mas também se dedicavam à criação de animais e de instrumentos artesanais.

Sua influência na formação do povo brasileiro é vista até os dias atuais. Apesar do primeiro contato africano com os brasileiros não ter sido satisfatório, estes transmitiram vários costumes como:

- A capoeira que foi criada logo após a chegada ao Brasil na época da escravização como luta defensiva, já que não tinham acesso a armas de fogo;

- O candomblé que também marca sua presença no Brasil, principalmente no território baiano onde os escravos antigamente eram desembarcados;

- A culinária recebeu grandes novidades africanas, como o leite de coco, óleo de palmeira, azeite de dendê e até a feijoada, que se originou no período em que os escravos misturavam restos de carne para comerem.

Artes na cultura africana


A cultura africana tem uma rica tradição artística representada por uma variedade de entalhos em madeira, trabalhos em bronze e couro. As artes africanas incluem esculturas, pinturas, cerâmica, máscaras cerimoniais e vestimentas religiosas. A cultura africana sempre deu ênfase na aparência das pessoas, e as jóias, colares, braceletes e anéis permaneceram como um acessório pessoal importante. De maneira similar, máscaras são feitas com desenhos elaborados e constituem parte importante da cultura africana. Máscaras são usadas em uma variedade de cerimônias e rituais.



Na maioria da arte tradicional da cultura africana certos temas são recorrentes, como um casal, mulher com criança, homem com arma ou animal, e um forasteiro. O casal raramente exibe intimidades e pode representar ancestrais e fundadores da comunidade. A mulher com a criança retrata o desejo intenso das africanas terem filhos. O tema também pode representar a Mãe Terra e as pessoas como sua criança. O homem com arma ou animal simboliza honra e poder. O forasteiro pode ser alguém de outra tribo ou outro país, sendo que quanto mais distorcido ele for maior tenderá a ser suas diferenças com a cultura que o retratou.
Idiomas na cultura africana

Pela maioria das estimativas, a África contém mais de 1.000 idiomas, a maioria de origem africana e alguns de origem européia. Existem quatro principais família lingüísticas na África:

* Os idiomas afro-asiáticos são uma família de em torno de 240 línguas e 280 milhões de africanos.

* A família lingüística nilo-saariana consistem em mais de 100 idiomas falados por em torno de 30 milhões de pessoas principalmente no Chade, Etiópia, Quênia, Sudão, Uganda e Tanzânia.

* A família lingüística niger-congo cobre a maior parte da África subsaariana e é provavelmente a maior do mundo em termo de número de idiomas.

* As línguas khoisan compreendem em torno de 15 e são faladas por aproximadamente 120 mil pessoas no sudoeste da África.

Após o colonialismo europeu quase todos os países africanos adotaram idiomas oficiais de fora do continente, embora vários hoje em dia também usem línguas de origem nativa.


Lendas e folclores na cultura africana

As lendas e folclores representam a variedade de facetas sociais da cultura africana. Como em quase todas as civilizações e culturas, mitos de inundação circulam em diferentes partes da África. Por exemplo, de acordo com um mito pigmeu, Chameleon escutou um barulho estranho em uma árvore, cortou seu tronco e então de dentro dela saiu água em uma grande inundação que se espalhou por todo o mundo. O primeiro casal humano emergiu com a água.

Música na cultura africana
A cultura musical africana tem grande importância mundial. Ritmos originários da África subsaariana, em particular no Oeste da África, foram transmitidos através do tráfego de escravos pelo Atlântico e resultaram em estilos musicais como o samba, blues, jazz, reggae, rap, e rock e roll.

Fonte: Artigo licenciado sob GNU Free Documentation License (www.gnu.org/copyleft/fdl.html). Usa material do artigo da Wikipédia "Africa" (en.wikipedia.org/wiki/Africa).

sexta-feira, 9 de julho de 2010

MEC prorroga inscrição Enem até da 16/07

Enem 2010: 52 das 58 universidades federais vão adotar nota do exame no vestibular 2011


Suellen Smosinski

Pelo menos 52 das 58 universidades federais vão adotar a nota do Enem (Exame Nacional do ensino Médio) 2010 em seus vestibulares com ingresso em 2011. Segundo um levantamento feito pelo UOL Vestibular, apenas seis instituições ainda não decidiram se irão utilizar o Enem.


O MEC (Ministério da Educação) prorrogou as inscrições ao Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2010 até as 23h59 do dia 16 de julho. A previsão era de que o período de inscrição terminasse neste sexta-feira (9). As informações são do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), autarquia responsável pela prova. A inscrição custa R$ 35 e só pode ser realizada pela internet.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Atualidades no vestibular

Tema transversal define atualidades no vestibular


Por:
Thiago Roque
Agência BOM DIA

O que a biologia, Madonna e o filme “Juno” têm em comum?

Resposta: o vestibular.

Claro, isso é uma inferência deste jornalista que vos escreve. Mas é um bom exemplo para falarmos sobre as famosas atualidades – já que, queira ou não, foi dada a largada para a maratona de estudos para 2011.

Não dá mais para negar o peso das atualidades dentro do vestibular. Ainda mais agora, que os temas transversais (assuntos que transitam em mais de uma disciplina) são a palavra da moda, manter-se atualizado sobre o que acontece no Estado, no país e no mundo é fundamental para quem pretende evoluir de vestibulando.

Aí entra nossa santíssima trindade do começo do texto. Biologia, Madonna, \'Juno\': três temas aparentemente diferentes, mas ligados entre si com um pouquinho do tal do tema transversal.
Não acredita? Vamos lá.

Este ano, comemora-se 40 anos da pílula anticoncepcional – método para evitar uma gravidez não-planejada. Madonna tem um grande sucesso seu, “Papa Don\'t Preach”, que fala exatamente de uma garota contando ao pai que está grávida. “Juno” conta a história de uma adolescente que engravida e decide ter o bebê para doar a uma família que não pode ter filhos – roteiro, aliás, premiado com um Oscar.


Viu? De três áreas diferentes (reprodução humana, música e cinema), um tema transversal.

E seja sincero: acha que seria difícil essa questão cair no vestibular?

Resposta: Não, né?
Como estudar

Como disse, juntar pílula, Madonna e “Juno” foi uma viagem minha. Mas é possível identificar alguns “sintomas” para você considerar alguns assuntos como possíveis presenças no vestibular.

A principal dica é pensar na interdisciplinaridade do tema para filtrar o que estudar – até porque, com a internet mais popularizada, a enxurrada de informações que despeja sobre a cabeça dos estudantes é assustadora.

Assim, se o assunto em questão possui ligação com as disciplinas exigidas nas provas (do português à física, da história à química...), torna-se uma potencial questão.

Outra sugestão é ficar atento a datas redondas (20 anos, 30 anos, 100 anos...) de algum evento. Exemplo: em 2010, temos o centenário de nascimento de Chico Xavier – perguntas ligadas ao espiritismo, por exemplo, podem pintar até na redação. Fique de olho também nas polêmicas – o julgamento do caso Isabella, que condenou pai e madrasta à prisão, parou o Brasil na última semana.


Assuntos de grande repercussão nos últimos tempos também são figurinhas repetidas – ainda vivemos em discussão sobre energia nuclear, países continuam em guerra, a popularização do cinema 3D – é, talvez você encontre mais um pouco dos na’vi, o povo azul de “Avatar”, pulando de questão em questão...

E não tem jeito: com atualidades, a única maneira de estar preparado é acompanhar o ano todo os assuntos – e até praticando alguns exercícios.

Não perca mais tempo, então.

Como se manter atualizado

Jornais e revistas

Além de trazer o factual, muitos trazem diferentes opiniões sobre o tema, o que enriquece seus argumentos sobre um assunto

Telejornais
Hoje, um assunto se destaca tão unicamente pela imagem – questões são formuladas só por conta do impacto da imagem

YouTube
No site de vídeos, é possível assistir a materiais antigos sobre determinado tema.

Twitter
Confira os temas do momento – de forma geral e na sua timeline

Fonte: Rede BOM DIA
http://www.redebomdia.com.br/

terça-feira, 6 de julho de 2010

Leitura, Galera!!!!!! Informe-se!!!!!!!



O fim da infância

Está circulando na internet (http://primeirainfancia.org.br/2010/05/carta-da-rnpi-para-os-parlamentares/) a carta elaborada pela Rede Nacional Primeira Infância, formada por 74 organizações da sociedade civil, do governo, do setor privado, de organizações multilaterais e outras redes de organizações, dirigida aos deputados e senadores da República solicitando o reexame do dispositivo constante do PL 6.755/2010 (original PLS 414/2008) que estabelece em seu artigo 6º o dever dos pais ou responsáveis de efetuar a matrícula dos menores a partir dos cinco anos no Ensino Fundamental. A idade é reiterada no artigo 32 do mesmo projeto, que diz que o Ensino Fundamental, com duração de nove anos, inicia-se aos cinco anos de idade.

Tais entidades questionam o projeto de lei porque entendem que ele implica o fim do direito de ser criança. Para tais entidades, trata-se de um verdadeiro roubo da infância, na medida em que a criança tem o direito de viver segundo suas características físicas, biológicas e psicológicas. Este direito é roubado porque “começar a primeira série do Ensino Fundamental aos cinco anos e um dia equivale a perder a infância, a criança impedida de ser criança, é proibida de brincar”.

A Rede Nacional da Primeira Infância tem razão em sua luta. Os educadores há muito tempo defendem a expansão da educação pré-escolar e não a inclusão das crianças de cinco anos na educação fundamental. É consenso dos educadores que a educação pré-escolar é a que atende de forma mais adequada a uma pedagogia da primeira infância, pois é a que mais consegue preservar “o direito de brincar” da criança. Para eles, a inclusão de crianças de cinco anos na primeira série só fará mal a elas, pois, do jeito que está o sistema, a insere de forma inadequada no Ensino Fundamental. Além disso, a sociedade e a família não ganham nada diminuindo o período da infância e suprimindo um ano de educação pré-escolar, já que só há consequências perversas com tal dispositivo: amplia-se a produção de estresse infantil devido aos problemas de inadequação aos longos horários, ou os causados pelo uso das cadeiras escolares e até mesmo pelo aumento da reprovação. Já baixamos o limite de acesso à educação de sete para seis anos, e agora, querem cinco. Onde isso vai parar?

A luta é motivo para reflexão. Ver educadores em um movimento político sempre é motivo de contentamento. Mais ainda quando liderados por Vidal Didonet, um dos maiores especialistas em educação infantil e cuja luta mostra que os professores não estão dispostos a abandonar a defesa da educação. Mostra que os professores são capazes de se mobilizar e rapidamente tentar reverter o impacto de más políticas públicas. Que o campo destas políticas seja ainda um lugar de lutas sociais, é um alento. Num mundo em que cada vez mais se afirma o desencanto dos educadores com a política, observar como eles são capazes de se mobilizar em defesa do respeito às características da infância, em defesa da educação de qualidade e valorizando as instituições democráticas mostra que os movimentos sociais ainda têm uma grande contribuição a dar quando se adentra no século 21.

Professor - Jorge Barcelos

terça-feira, 29 de junho de 2010

SEMINÁRIO - 50 ANOS BR 364


A Academia de Letras de Rondônia - ACLER, conjuntamente com o Departamento de História e Arqueologia da Unir, realizará o Seminário 50 anos da BR-364 com a seguinte programação:

14h00, abertura;
14h10, homenagem a Manoel Rodrigues Ferreira, feita pela Acadêmica Yeda Pinheiro Borzacov;
14h30, homenagem a José Saramago, feita pelo Acadêmico William Martins;
14h50, palestra “De Roquete Pinto a Rondônia” pelo acadêmico Lúcio Albuquerque;
15h30, testemunho do acadêmico honorário Euro Tourinho, presente à visita do presidente JK a Vilhena;
15h40, testemunho do Sr. Gervásio Feitosa, participante da Caravana Ford;
16h00, palestra “A BR-029 e o desenvolvimentismo: periferia do Brasil ou sudoeste da Amazônia?” pelo prof. dr. Antonio Cláudio Barbosa Rabello;
17h00, encerramento e convite para visitação à exposição de fotos relativas à BR , em uma das salas do Banzeiros.
Data da realização: Dia 7 de julho (4ª feira).
Local: Teatro Banzeiros.
Período: das 14 às 18 horas.
Inscrições: As inscrições serão feitas através do e-mail: aclerencontrodeescritores@gmail.com

Custo da inscrição:5 reais para acadêmicos,5 reais para estudantes,10 reais para não estudantes.
Atenção:As inscrições serão aceitas somente até ao limite da capacidade de assentos do teatro. Após esgotada essa capacidade as inscrições serão encerradas.A inscrição será paga no local do evento ou através de depósito na conta da ACLER – neste último caso o inscrito deverá apresentar, na entrada do Teatro, o recibo do depósito bancário:Banco do BrasilAgência 2290-xConta 54.656-9A inscrição será feita apenas através do e-mail: aclerencontrodeescritores@gmail.com, sendo, a seguir, encaminhada ao interessado uma ficha para ser preenchida e devolvida pelo mesmo e-mail.

Os que já participaram dos encontros anteriores devem apenas solicitar a inscrição, que será confirmada através do cadastro já disponível na ACLER.Será entregue declaração.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

UNIR:ANÁLISE LIVROS ADOTADOS PARA VESTIBULAR MEDICINA VETERINÁRIA

Órfãos do Eldorado - Milton Hatoon - veja análise no link:

http://reda-umquestodeestilo.blogspot.com/2009/11/milton-hatoum-esta-no-auge.html

Em Liberdade - Silviano Santiago

http://reda-umquestodeestilo.blogspot.com/2009/11/em-liberdade-silviano-santiago-unir.html

A cartomante - Machado de Assis

O conto A Cartomante, de Machado de Assis, mostra a visão objetiva e pessimista da vida, do mundo e das pessoas (abolição do final feliz). A autor faz uma análise psicológica das contradições humanas na criação de personagens imprevisíveis, jogando com insinuações em que se misturam a ingenuidade e malícia, sinceridade e hipocrisia.

Crítica humorada e irônica das situações humanas, das relações entre os personagens e seus padrões de comportamento.

Linguagem sóbria que, entretanto, não despreza os detalhes necessários a uma análise profunda da psicologia humana. Envolvimento do leitor pela oralidade da linguagem. A historia é repleta de "conversas" que o narrador estabelece freqüentemente com o leitor, transformando-o em cúmplice e participante do enredo (metalinguagem). Citação de um autor clássico (shakespeare) intertextualidade; reflexão sobre a mesquinhez humana e a precariedade da sorte humana. Os aspectos externos (tempo cronológico, espaço, paisagem) são apenas pontos de referência, sem merecerem maior destaque.

Estilo
A Cartomante é um conto onde podemos observar características marcantes do estilo de Machado de Assis. O uso de metáforas constantes, o comportamento imprevisível dos personagens e seu valor filosófico, o uso de comparações superlativas, bem como a ambigüidade em seus personagens.

O autor usa intertextualizações literárias, e o recurso da narrativa onisciente, para dinamizar o relato da história acentuando os momentos dramáticos do texto. Usa este recurso que eleva e prolonga o suspensa da história, mantendo o leitor atento durante todo o desenrolar do conto. Sem estes ingredientes, sem dúvida o texto não teria a mesma dinâmica e seu epílogo não teria a mesma ênfase. Sem os pretextos machadianos facilmente saberíamos o desfecho da história ao lermos suas primeiras linhas. O uso destes atributos faz com que a historia gire em torno de seu próprio eixo dramatical sem que percebemos o uso desta técnica literária.

Foco narrativo
A historia é narrada em terceira pessoa. Existe a presença onisciente do autor, que usa desta onisciência na narração e descrição dos fatos. O uso constante de uma voz onisciente é importante para dinamizar o relato da historia acentuando os momentos dramáticos do texto e conflitos internos dos personagens, fortalecendo seu epílogo. Sem essas características o texto tornar-se-ia monótono, pois a primeira leitura saberíamos de antemão seu desfecho. Também através deste recurso, o autor vai situando o leitor durante o curso da historia, ilustrando fatos e intertextualizando a narrativa.

Personagens
Embora a trama gire em torno de 4 personagens principais Vilela, Camilo, Rita e a cartomante (incógnita), existem outros personagens que não participam diretamente na trama, mas suas participações são determinantes no enredo da história. A morte da mãe de Vilela, que é uma personagem secundária tem papel fundamental no envolvimento amoroso dos personagens Camilo e Rita. O autor analisa e enfatiza psicologicamente todos os personagens preconizando seus conflitos internos bem como seus temores.

Enredo
Está o tema do triângulo amoroso e do adultério, já presente nas Memórias (Brás Cubas, Virgília, Lobo Neves). Os amigos de infância Camilo e Vilela, depois de longos anos de distância, reencontram-se. Vilela casara-se com Rita, que mais tarde seria apresentada ao amigo. O resto é paixão, traição, adultério.A situação arriscada leva a jovem a consultar-se com uma cartomante, que lhe prevê toda a sorte de alegrias e bem-aventuranças.

O namorado, embora cético, na iminência de atender a um chamado urgente de seu amigo Vilela, atormentado pala consciência, busca as palavras da mesma cartomante, que também lhe antecipa um futuro sorridente.Dois tiros à queima-roupa ao lado do cadáver de Rita o esperavam. A vitória do ceticismo coroa o episódio.Conto que surpreende pela excelente estrutura narrativa, dividida em três partes. Na primeira, introdutória, fica-se sabendo que Rita, dotada de espírito ingênuo, havia consultado uma cartomante, achando que seu amante, Camilo, deixara de amá-la, já que não visitava mais sua casa.

Desfeito o mal-entendido, faz-se um flashback que vai explicar como se montou tal relação. Camilo era amigo, desde longínqua data, de Vilela. Tempos depois, este se casa com Rita. A amizade estreita a intimidade entre Camilo e Rita, ainda mais depois da morte da mãe dele. Quando sente sua atração pela esposa do amigo, tenta evitar, mas, enfim, cai seduzido. Até que recebe uma carta anônima, que deixava clara a relativa notoriedade da sua união com a esposa do seu amigo. Temeroso, resolve, pois, evitar contato com a casa de Vilela, o que deixa Rita preocupada.

Terminada essa recapitulação, vai-se para a parte crucial do conto. Camilo recebe um bilhete de Vilela apenas com a seguinte mensagem: “Vem já, já”. Seu raciocínio lógico já faz desconfiar que o amigo havia descoberto tudo. Parte de imediato, mas seu tílburi (espécie de carruagem de aluguel que equivaleria, hoje, a um táxi) fica preso no tráfego por causa de um acidente. Nota uma estranha coincidência: está parado justamente ao lado da casa da cartomante. Depois de um intenso conflito interior, decide consultá-la. Seu veredicto é dos mais animadores, prometendo felicidade no relacionamento e um futuro maravilhoso. Aliviado, assim como o tráfego, parte para a casa de Vilela.

Assim que foi recebido, pôde ver, pela porta que lhe é aberta, além do rosto desfigurado de raiva de Vilela, o corpo de Rita sobre o sofá. Seria, portanto, a próxima vítima do marido traído.Note neste conto sua estrutura em anticlímax, pois tudo nele (já a partir da citação inicial da famosa frase de Hamlet: “há mais cousas no céu e na terra do que sonha a nossa filosofia”) nos prepara para um final em que o misticismo, o mistério imperaria. No entanto, seu final é o mais realista e lógico, já engendrado no próprio bojo do conto. Reforça esse aspecto o ritmo da narrativa, que é lento em sua maioria, contrastando com seu desfecho, por demais abrupto.
E não se esqueça da presença de um quê de ironia nesse contraste entre corpo da narrativa e o seu final.

sábado, 5 de junho de 2010

5 de Junho - Dia do Meio Ambiente



5 de Junho

Hoje se comemora o dia do meio ambiente. Comemora?

Creio que não temos muito o que comemorar, seria melhor usar esta data alusiva para refletir sobre os nossos atos e consequencias sobre o meio ambiente. Pense bem na quantidade de lixo que você gera, no desperdício de recursos vitais e escassos como a água, na queima desnecessária de combustível. Certamente você encontrará muitas maneiras de usar mais racionalmente os recursos naturais, desde alimento até a energia elétrica.

É evidente que muitas destas ações dependem de esferas governamentais, mas outras tantas tem caráter pessoal. Entretanto, como indivíduos podemos exercer poder de influencia em ambos os casos. Atitudes individuais muito simples contribuem muito para o uso sustentável de recursos, veja alguns exemplos:

Energia elétrica – muitas casas possuem duas até três geladeiras que dispersam mais de 80Kg de CO2 por ano. Avalie a necessidade de mais de uma geladeira, além de escolher modelos menos poluentes. Quatro horas de computador ligado por dia, emitem em média 20Kg de CO2, já a televisão emite, em média 15Kg por ano. Ações simples como não deixar a TV ligada para as paredes, ou programá-la para desligar ajudam muito a reduzir o consumo.

Uso de automóvel – este é sem dúvidas o maior vilão. Um automóvel 2.0 a gasolina emite mais de 1500kg de CO2 a cada 10.000Km. Pense bem antes de ligar o motor de seu carro para ir a padaria. Usar transporte coletivo também ajuda quem sabe usar bicicleta que além de não emitir contribui para manter a forma física.

Água – Outro bem escasso. A água cobre 3/4 da superfície da terra, sendo 97% salgada, e apenas 3% doce. Contudo, do percentual total da água doce existente, a maior parte encontra-se sob a forma de gelo nas calotas polares e geleiras, parte é gasosa e parte é líquida - representada pelas fontes subterrâneas e superficiais. Já os rios e lagos, que são nossas principais formas de abastecimento, correspondem a apenas 0,01% desse percentual, aproximadamente. Isto mesmo, você leu certo, 0,01%. E tudo que se faz depende da água, desde o seu banho até a irrigação de plantações. Portanto pense ao deixar a torneira pingando que ao final de um dia chega a desperdiçar 46 litros de água, ou 1.380 litros por mês. É bom lembrar que há 2.000 anos, a população mundial correspondia a 3% da população atual, enquanto o volume de água permanece o mesmo.

De uma coisa esteja certo, tudo que fazemos em nossa vida trazem conseqüências para o meio ambiente, não apenas na produção direta de resíduos, mas em atitudes como o consumo de determinados tipos de produtos. Para produzir um quilo de carne vermelha são necessários 16 mil litros de água, que é mais de um terço do que consumimos, em média, diariamente.(Luiz Alves)

http://blog.luizalves.net/

sábado, 29 de maio de 2010

Unir discute vagas para minorias

UNIR discute reserva de vagas para minorias em evento nesta segunda

Sábado , 29 de Maio- www.rondoniaovivo.com

Com o tema “Entrar e permanecer na Universidade Federal brasileira: a quem será que destina?”, a Universidade Federal de Rondônia (UNIR), por meio das Pró-Reitorias de Cultura, Extensão e Assuntos Estudantis (PROCEA) e de Graduação (PROGRAD), realiza nesta segunda-feira (31) o I Fórum de Políticas Públicas de Ações Afirmativas. O evento ocorrerá no Auditório do Ministério Público Estadual, à Rua Jamari, nº 1555, no Bairro Olaria, em Porto Velho, a partir das 7h30. Estará em pauta a discussão sobre a reserva de vagas para minorias, como estudantes de escola pública, indígenas e negros.

O objetivo é socializar e aprofundar o debate sobre as Políticas Públicas de Ações Afirmativas na universidade com os estudantes, professores, técnicos-administrativos e membros dos Conselhos Superiores, público referência do evento, além da proposição do diálogo da Universidade com a sociedade por meio dos movimentos sociais indígenas, indigenistas, negros/negras e representantes do ensino médio público. A programação contará com mesas-redondas cuja temática são o acesso e permanência no ensino superior.

Às 9h10, ocorrerá a mesa-redonda “Entrar e permanecer na Universidade Federal brasileira: a quem será que destina?”, que contará com a participação do professor Thiago Miguel Sabino de Pereira Leitão, Coordenador de Projetos Especiais de Graduação e Diretor do Sistema de Seleção Unificada (SISU) da Secretaria de Ensino Superior (SESu), da professora Leonor Franco de Araújo, Coordenadora Geral de Diversidade e Inclusão Educacional da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (SECAD), e também da professora Maria Inês Pestana, Diretora de Avaliação da Educação Básica do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais (INEP). Às 14h15, haverá a mesa-redonda “Lições a compartilhar: experiências em Ações Afirmativas em Universidades Federais”, que terá os professores Danilo Morais, Consultor do Programa de Ações Afirmativas da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), e Alberto Damasceno, Coordenador do Observatório Amazônico da Criança e do Adolescente, da Universidade Federal do Pará (UFPA), e a profa. Emina Santos, Consultora do UNICEF no Programa EDUCAMAZÔNIA. Após as duas mesas-redondas, haverá o grupo de trabalho “Ações Afirmativas: o que mais a UNIR pode fazer?”. As inscrições para o evento já estão encerradas. Confira a programação completa do I Fórum de Políticas Públicas de Ações Afirmativas na UNIR no folder, disponível para download na página da universidade, no endereço www.unir.br