segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Em Liberdade - Silviano Santiago - UNIR
ação ficcional se dá no final da década de 30, ou seja, na fase imediatamente anterior à Segunda Guerra Mundial. Silviano Santiago nos mostra o Brasil sob o regime ditatorial de Getúlio Vargas. A cidade é a do Rio de Janeiro nos anos de 1936 / 1937.Para tanto, transforma o escritor Graciliano Ramos, representante de uma corrente literária que visava retratar o Brasil através da representação de suas reais condições sociais, em personagem de uma ficção onde uma trajetória pessoal marcada pela profunda consciência, dialoga com a realidade.No livro podemos encontrar a busca de continuidade do livro de memórias de Graciliano Ramos, Memórias do cárcere, publicado inacabado após sua morte em 1953, onde o autor escreve sobre os dez meses e dez dias em que ficou preso (3 de março de 1936 a 13 de janeiro de 1937
Quando morreu Graciliano Ramos, faltava apenas a escrita de um capítulo dessas memórias, tal como nos informa a nota explicativa de seu filho, Ricardo Ramos, apresentada ao final do segundo volume. Ricardo conta uma conversa que teve com o pai sobre esse último capítulo. Graciliano lhe dissera ser tarefa de uma semana a redação do capítulo que faltava; “pretendia escrever das sensações de liberdade, a saída, uns restos de prisão a acompanhá-lo em ruas quase estranhas”: “Um fim literário”. Em janeiro de 1937, Graciliano teria escrito um diário no calor do momento, cheio de esperança e frustração, com críticas a amigos e inimigos. Mais tarde, percebendo que essa introdução destoava completamente do conjunto da obra Memórias do Cárcere, Graciliano teria resolvido sacrificá-la, entregando-as a um amigo que brodianamente as teria repassado ao editor Silviano Santiago. Fica assim construída a ficção da ficção. É isso que faz Silviano Santiago em 1981.
Santiago deseja capturar são os meses imediatamente posteriores à sua libertação. Silviano Santiago coloca em diálogo o poeta Cláudio Manuel da Costa (poeta e rebelde do século XVIII que participou da rebelião de Vila Rica em 1789), o romancista Graciliano Ramos (na década de 1930), o jornalista Wladimir Herzog (morto em fins da década de 1970) e ele mesmo. Temos então uma conversa onde o papel do intelectual brasileiro frente a regimes autoritários e intolerantes ecoa durante o livro todo. Nesse livro tudo é verídico e tudo é ficção e, portanto, as relações entre literatura, história e biografia são objetos de constante questionamento. Tanto no plano geral quanto no mais específico, o romance coloca em questão a discussão sobre identidade e fragmentação, nas duas dimensões de identidade, a identidade coletiva de um país, o Brasil, e a identidade pessoal do autor, do personagem e do próprio leitor em vários lugares e em vários momentos.Em uma literatura rica em sátiras e paródias, Em Liberdade talvez seja o mais importante pastiche da literatura brasileira.
Santiago incorpora o estilo característico de Graciliano não para simplesmente imitá-lo, ou criticá-lo, ou trazê-lo para o presente, mas para incorporá-lo, para através dele empreender uma reflexão sobre o papel do escritor diante das ditaduras.Na narrativa de Silviano Santiago, a grande vedete é a própria mensagem, o foco narrativo e ficcional de Silviano sobre um Graciliano Ramos humanista e visceral, um homem que antes do cárcere era um escritor, mas ao sair, saiu como prisioneiro da elite e do seu desconforto em saber demais. Silviano, que compõe o prólogo do livro como um processo de metalinguagem, compartilhando com o leitor a composição temático-formal do seu livro, faz uma crítica ao sistema da elite que mal sabe ler os enunciados dos livros de literatura aos escritores que se submetem para usar palavras para ser compradas por essas elites.A subjetividade de Silviano é aludida alegoricamente (ele se apresenta apenas como “editor” do manuscrito de Graciliano) e só pode ser recuperada pelo leitor contando com a sua bagagem de informação contextual.Alegórica ou metonimicamente, a subjetividade do autor-narrador se coloca no texto através de um mergulho numa outra subjetividade com a qual o narrador estabelece um jogo. E em ambos os casos o que relaciona essas duas subjetividades é um trauma: o trauma dos intelectuais na ditadura, num caso, e o trauma da morte no outro.E esses traumas estão inscritos na História brasileira, o que dá à experiência individual uma dimensão nacional.Dizemos que ao se narrar a subjetividade do outro, faz-se referência à subjetividade do narrador / autor e este procedimento se repete no interior de Em liberdade, no projeto de Graciliano de escrever um conto sobre Cláudio Manoel da Costa: “Cláudio será Graciliano... O desespero dele, ao saber que todos os seus planos vão por água abaixo, porque não existe pujança para concretizá-los, é meu”.
No texto a exposição da subjetividade está mediada por uma estrutura complexa que desconstrói a possibilidade de se ler um suposto “sujeito confissional”. Além de problematizar o discurso confessional, o romance recusa o discurso da victimização. O “Graciliano” de Em Liberdade se sente permanentemente incomodado com a situação de ser visto como herói-mártir, figura que se tornara lugar comum no memorialismo dos anos 80. A recusa a narrar a experiência do cárcere, e em troca narrar os dias em liberdade, afasta o romance daqueles escritos sob o “síndrome da prisão”.
Na obra Em liberdade, Silviano Santiago faz uma reescritura que pode ser pensada como elaboração do passado. Uma experiência traumática se configura como uma máquina de tempo, que relaciona momentos da história nacional. O passado não deixa de retornar na estrutura em abismo, na qual um tempo contém o passado o futuro.É uma obra que fala de liberdade de maneira absolutamente não lúdica, porque a liberdade no livro é tratada por um autor que sabe muito bem o que ela deva ser, por tê-la perdido de maneira arbitrária e de conquista por um movimento repressor. Respostas bem pouco civilizadas. Elas utilizam a linguagem mais convincente por aquelas bandas e talvez por todo o Brasil: a da violência de Estado.
A perseguição ao inimigo torna-se idéia fixa na cabeça dos poderosos do momento, que sim acreditam poder neutralizar, reduzir a pó toda força de discórdia, conseguindo uma unanimidade que só existe pelo terror que amedronta e cala. Todo governo, mesmo o que não se diz autoritário, reclama da unanimidade.O autor, que narrava a saída de Fabiano, Sinhá Vitória e os meninos, além e Baleia, não é o mesmo narrador da efeméride de Em Liberdade, do diário de relatos de um Graciliano sob ponto de vista menos eloqüente, menos verossímil e mais humanista, uma vez que a sua vida fora exposta como num diário íntimo e cronológico. Em Vidas Secas, narrava a história como um Deus que pairava onipotente sobre as dificuldades do cenário de horror e de seca e de determinismo e de clausura de soluções.
Na obra Em Liberdade, o autor estava sob a força de Deus e o seu pré-juízo.Neste livro temos o Brasil em época da primeira República em choque de militarismo dominante como garantia para uma República de domínio também ideológico e absolutamente prepotente. No Nordeste esse quadro se confirmava com maior seriedade porque se configurava e se justificava, uma justiça tenentista violenta e de reprimenda dos ativismos mais exaltados, inclusive o de Graciliano. Graciliano fora perseguido pela sua super-exposição ou análise sociológica feita em livros como: São Bernardo.Havia uma super-exposição do seu caráter de análise sociológico comparada a sua narrativa com a de Dostoiévsi (conhecido por seu livro Crime e Castigo e por sua narrativa impressionista e de submundo, onde o foco de análise era sempre o lado obscuro do ser humano e a difusão de suas idéias humanistas, como a teoria da liberdade de que o super-homem era aquele capaz de cometer assassinatos, e se dispor da vida de outrem).
Graciliano era capaz de estabelecer com louvor e frieza de detalhes a super exposição irrisória da condição humana, ou melhor desumana das grandes estruturas. Ele não acreditava na composição social, não acreditava na benevolência de regimes imperialistas, não acreditava na bondade humana, quanto mais na bondade divina, por ser absolutamente cético ou apenas crente na concepção da adversidade como elemento primordial do homem e das relações humanas.Vingança, perseguição, violência, cadeia e assassinatos são as armas utilizadas pelos mandões como mecanismo de persuasão. Ver reduzidas até a morte as nossas possibilidades de atuação política, acabamos por acreditar nas manhãs do destino ou nas mãos todas-poderosas de Deus. Se destino houver, ele é trançado pelas artimanhas da vingança dos homens.Graciliano e o seu clássico antropomorfismo (concepção de que Deus tem defeitos absolutamente humanos), com um discurso magoado e agnóstico como a condição de adversidade nordestina, na qual ele submete o Nordeste e ao nordestino. Numa narrativa cumulativa de ódios e de passionalidades, onde ele expunha seus postulados, uma vez que se expunha como uma ferida ou marca social do estigma da ditadura.
O livro narra por datas, as anotações de Graciliano feitas quase em expurgo depois da saída da prisão (onde ele é o principal personagem, o epicentro da construção da narrativa ficcional de Silviano Santiago), é uma construção antes de tudo sentimental e absolutamente articulada pela narrativa de autor. Até a chegada de Graciliano a pensão no Catete, a luta pela reconquista da liberdade, a reconstrução ou ressignificação da sua vida pós-cárcere, a luta por sobrevida numa sociedade de capas, de elite, de unanimidade e que proíbe que as dissonâncias sobrevivam com a mesma dignidade.O ponto alto do livro, momento anacrônico de articulação perfeita de todos esses vetores, é quando Graciliano / Santiago está pesquisando sobre a vida de Cláudio Manuel e, de um livro de história do Brasil que ele não nomeia nunca mas diz que sempre carrega, ele pinça o seguinte comentário sobre o pretenso suicídio do inconfidente: Tudo leva a crer que foi levado ao tresloucado gesto por ter se conscientizado da sua situação, e estar arrependido da sua militância.Ao nos depararmos com esta obra em especial, não podemos nos esquecer de que o personagem Graciliano Ramos, cunhado na pessoa do escritor Graciliano Ramos, esteve preso na Colônia Correcional Dois Rios, na Ilha Grande, estado do Rio de Janeiro, tendo permanecido antes alguns dias no porão do navio Manaus, rumando nele para a Ilha.
Por si só, este episódio biográfico já se prestaria a variadas interpretações simbólicas, o que, no entanto, não será feito, a não ser quando tais circunstâncias estejam mencionadas dentro do texto ficcional de Em liberdade.ResumoO personagem Graciliano Ramos, vai, logo de seu livramento do cárcere, viver como hóspede do escritor José Lins do Rego.Ele, o personagem Graciliano Ramos, narrador que inicia o diário dizendo que não sente, nem deseja sentir seu corpo, vai retomar sua capacidade física e, junto com seu desejo, seu corpo e a capacidade de trabalho.São as caminhadas na praia, e as experiências à beira da água ou com água que, desde sua primeira menção, acompanham esta retomada.O mar, a areia, o ar que ele respira começam a coadjuvar seu regresso ao domínio pleno de sua força.No poema de Baudelaire citado pelo personagem, os abismos humanos são comparados às riquezas íntimas do mar. Mar e homem são tenebrosos e discretos. O personagem confessa o desejo de "levantar âncoras", "ir à deriva", "navegar de encontro ao desconhecido". Mas não tem forças e se pergunta onde está sua seiva. Constata que não sabe ainda conviver com seu corpo doente, no calor úmido do Rio de Janeiro. Está preso dentro das quatro paredes do quarto em que é hóspede. Diz "não me lavo em rio, lavo-me na pia.Em seguida, reporta uma cena passada na cadeia em que identifica a paixão com o ato de lavar voluptuosamente as mãos, de entrega total. Lava as mãos como se mantivesse uma relação sexual, intensidade percebida e criticada pelo colega de prisão.Depois de dias de chuva, ele sai para passear à beira-mar. Encontra um jardim onde uma fonte jorra formando uma gaiola líquida e dentro da prisão um pássaro. A água do desejo, da vitalidade, o pássaro como símbolo do falo, aprisionado no corpo doente. A visão do repuxo se anula por um corpo de mulher que ele segue. Com crescente satisfação percebe a excitação chegando, e tem uma fabulosa ereção enquanto segue a moça que vai à praia.Com a retomada do desejo vem a mudança, da casa do amigo para um quarto de pensão.
A esposa viajou por mar para Maceió. Ele constata, antes de mergulhar numa pesquisa que também o libertará, que desejava ter o corpo solto no ar do Rio de Janeiro, travando uma relação sexual com a brisa marinha. Na rua, sente-se como um navio, abrindo caminho entre ondas humanas.Mergulhado em trabalho, as últimas reflexões de seu diário dizem "saltei do trampolim", "mergulhei", "em golfos de esperança flutuando mil vezes busco a praia", "abro as comportas", "volto à superfície".
O diário do personagem começa no dia 14 de janeiro de 1937:Não sinto o meu corpo. Não quero senti-lo por enquanto. Só permito a mim existir, hoje, enquanto consistência de palavras....A caminhada matinal com Heloísa pela praia de Ipanema me fez bem. Não acredito que estaria escrevendo estas linhas se não me tivesse alheado do mundo e das pessoas esta manhã. Se não tivesse finalmente voltado os olhos para o estado lastimável em que se encontra o meu corpo....Pisar a areia. Ver o mar. Sentir a brisa úmida de encontro à pele do meu rosto recém-escanhoado. Dia quente, céu azul, o sol brilhando sem tréguas....Caminhando em direção à praia, já de longe sentia o cheiro agridoce do mar e antes de enxergar o areal branco de Ipanema, com os olhos semi-cerrados pelo excesso de claridade, revia ilusoriamente praias nordestinas como se tivesse assistindo a um filme. A tela era o azul que o funil de casas configurava lá no fundo. Estava com a cabeça aqui e a mente lá....Larguei por minutos o braço de Heloísa e apressei o passo para chegar logo e sentir-me tão forte como antes da cadeia....Respirava fortemente e aproximava-me do corpo de Heloísa percebendo quão indispensável era sua presença ali. O cheiro do mar se confundia com o seu cheiro....O cheiro do mar confundiu-se de novo com o cheiro feminino, ativado que estava pelos corpos das moças que ondeavam correndo em direção ao mar. O sol cintilava contra as águas, lá no fundo, ferindo a minha vista já cega pela luminosidade do verão. Escondemo-nos por alguns minutos debaixo de uma amendoeira, seguindo sugestão minha. Abraçados como estávamos, parecíamos um casal de namorados em encontro furtivo. Agora, dava descanso à Heloísa, amparando-me contra o tronco da árvore. Era sólido e firme e invejei-o. Invejei a seiva que corria por dentro do seu cerne e alimentava galhos e folhas. Com palavras impensadas, lamentei a frustração da minha vida em liberdade. Heloísa levou a mão até os meus lábios e fez-me calar.
Agradeci-lhe mentalmente o gesto e, em retribuição, recitei-lhe uns versos de Baudelaire, sem saber em que armadilha caía:"Vous êtes tous le deux ténébreux et discrets:Homme, nul n'a sondé le fond de tes abîmes,O mer, nul ne connaît tes richesses intimes,Tant vous êtes jaloux de garder vos secrets!"("Sois todos os dois tenebrosos e discretos:Homem, ninguém sondou o fundo dos teus abismos,Ó mar, ninguém conhece tuas riquezas íntimas,Tão ciumento que sois de guardar vossos segredos!")Repeti em seguida as rimas, procurando um jogo de significados que a estrofe escondia: "discrets secrets", "abîmes intimes".Segredos discretos, abismos íntimos. Heloísa me olhava e me escutava. Os segredos discretos jazem para sempre em abismos íntimos. Do fundo dos abismos os segredos exalam odores semelhantes às flores do jardim protegidas por grades intransponíveis. Do jardim, no entanto, saía o perfume da mocidade em ruído e alegria. Os corpos bronzeados femininos dançavam em direção ao mar. "Quand tu as balayant l'air de ta jupe large / Tu fais semblant d'un bateau Qui prend le large." (quando vais varrendo o ar com a saia rodada /Pareces um navio que avança para o alto-mar.) Levantar âncoras. Soltar-me. Abrir as velas, ir à deriva, navegar em direção ao desconhecido, seguir com os olhos, com as narinas com o corpo, alcançá-las. Acariciar a pele tafetá de serpente. Heloísa devia perceber a minha sofreguidão, a minha ânsia de vida. Queria amparar-me e conduzir-me. Dar-me-ia o seu próprio corpo, se fosse possível. Vi que me contemplava penalizada, julgando-me um enfermo sem forças para poder ir até o fim do desejo. Percebia que a chama acesa da paixão se acendia apenas nos meus olhos e era logo apagada pelo desgaste corporal. Onde a seiva? Não quis que tivesse pena de mim. Larguei a amendoeira. Perguntei se continuávamos.Sátiro, disse de mim para mim, com grande felicidade. Descobria que os meus sentidos não tinham sido embotados pela escrotidão da cadeia. O meu corpo pesava e me deixava triste, paralisado. Era preciso conduzi-lo à sua alegria de antes, ao seu ardor de buscas e encontros, de fugas e rompantes.Heloísa, os segredos não exalam odores, os segredos são narinas que se revelam ao capricho dos odores. O cheiro do mar, o cheiro de Heloísa, o perfume de flores encarceradas, a essência dos corpos. Por mais que estivessem escondidos no fundo dos abismos, por mais que os julgasse mortos e sepultados nos corredores e celas escuras e tenebrosas, os desejos voltavam a trabalhar à superfície da nossa caminhada matinal em direção ao mar. Os desejos encaminhavam-me para uma jovialidade de sensações que considerava coisa do passado.Alguns dias depois, num fragmento identificado como "Sem data", encontrado na narrativa após às páginas correspondentes ao dia 18/02/98, encontramos o seguinte:O meu corpo, no entanto, está doente. Não sei ainda como conviver com este calor úmido do Rio de Janeiro e com as possibilidades (magníficas em outra ocasião) de um caminhar sem rotas marcadas, como este que é propiciado pela liberdade numa grande cidade.O périplo entre as quatro paredes deste quarto dá às pernas a rotina da marcha dentro de limites estreitos, calculada e reticente, econômica. No cubo protetor deste quarto, as pernas atrofiam-se, o corpo compraz-se com a horizontal, ou dobra-se ao meio no conforto da cadeira. Não piso terra, piso o chinelo; não vejo sol, vejo a lâmpada; não me lavo em rio, lavo-me na pia. ...A paixão requer o desperdício. Requer que se gaste sem economias, sem o espírito de poupança. Requer o corpo e espírito em toda a sua plenitude. Sem perspectiva de futuro, existe o presente.Outro dia, na cadeia, riam de mim enquanto lavava voluptuosamente as mãos. Alguém, às minhas costas, queria que eu não gastasse o sabonete como estava gastando. Depois queria que eu me apressasse, pois desejava usar também a pia, o sabão e a água. "Está gastando demais, vai acabar", "usa e abusa", "deixa para os outros, seu egoísta" – eram os pedaços de frases que se escutava, repetidos até a exaustão. O meu companheiro de cadeia queria que economizasse o sabão, a água e a pele das minhas mãos. Que até mesmo – quem sabe – economizasse a minha energia. Quanto `a mim, só sentia que queria interromper-me na metade. Tornar rotina o ato de lavar as mãos. Deixar-me sem a satisfação, frustrado. Entreguei-me com mais sofreguidão à água e ao sabão, ao esfregar. A voz sem rosto visível não soava mais. Fechara os ouvidos. De repente, eis que uma frase, precisa como um golpe de martelo na cabeça de um prego, abre os meus ouvidos e fura os tímpanos:Ele lava as mãos como se estivesse fodendo.Em 22/01/1937, o personagem sai de casa, após dias de chuva que impediam-no de caminhar e se dirige à praia de Botafogo:Chegando ao destino, parei por alguns instantes junto a um repuxo que fica defronte à baía. É um repuxo onde, se não colaborou a mão do artista original, entrou a do artesão hábil e sentimental, desses que conseguem, se fazem filme ou escrevem peça de teatro, arrancar lágrimas de comoção da platéia. Sua intenção, bem lograda por sinal, foi a de fazer que os jatos circulares de água desenhassem no espaço uma gaiola líquida, dentro da qual se banhava uma ave em mármore. Um cisne, penso, pois tinha o bico voltado contra as penas da asa. Estava admirando a precisão e, por certo, a delicadeza da composição, quando de repente a imagem do repuxo é anulada pela do perfil de uma garota dos seus vinte anos. Atravessava a avenida, escapando dos carros. Ia bronzear-se neste dia de sol ralo, que se sucedeu aos dias chuvosos.
A areia da praia, já tinha reparado, nem seca estava.Admirei o corpo e o andar, o torneado das coxas e a rigidez da carne, as curvas esculturais do traseiro, o vigor no busto e a limpidez de pensamentos no rosto e no olhar. Admirei o corpo e o andar e, sem o sentir, já estava amarrado à corrente da concupiscência, como se fosse o mais fiel dos cachorrinhos. A moça deixava atrás de si um rastro de perfume silvestre, impregnando o ar com doçura e severidade. Deixava-me absorver por aquela atmosfera cálida e esquecia passantes, trânsito, barulhos, vozes. Apenas os dois. Caminhava ela na direção do Morro da Viúva, e lá ia eu atrás.Nisso passou-se o inesperado: mais caminhava, mais sentia o meu membro enrijecer-se. Como tinha saído de paletó, não tive receio do escândalo que poderia causar. "Sátiro", "tarado", "ridículo" – foram palavras que nem passaram pela minha cabeça na hora. Passam agora, quando não posso impedir-me de rever moralmente a cena, encontrando dificuldade em narrar, de maneira singela e verdadeira, o que aconteceu. Enfiei a mão esquerda no bolso das calças e arranjei-o de tal forma que ficaria todo o tempo protegido da curiosidade alheia pelas abas do paletó que se entrecruzavam.Obrigado a abotoar o paletó, já não sentia a aragem que circulava pelo seu interior, esfriando com a umidade da manhã as axilas. O suor ameaçava empapar a camisa.O membro enrijecido – e sensação era extraordinária, tenho de confessar – inchava e subia. Ao subir, levava literalmente consigo o meu corpo, dando-me a nítida experiência de estar em ascensão. Flutuava no espaço. Levitava, como diria um amante das ciências ocultas. Era tomado por uma força que vinha da junção das pernas, da fricção operada pelo movimento cadenciado delas, como se ali estivesse um dínamo que transmitia energia para o membro e toda a parte superior do corpo, esquentando-a, dando-lhe vigor. Tomava conta do tórax, deixava a transpiração solta e forte como um fole, atingia o esôfago, esquentava a boca, iluminava o rosto, fechava os ouvidos, clareava a vista, atiçava os cabelos curtos. Inchava como se fosse um balão de São João. Subia pelos ares. Após alguns dias, em 25/01/1937, o personagem acompanha a esposa ao cais, onde ela embarca para Maceió. Duas semanas depois, ele se muda para uma pensão, onde reflete, em 15/02/1937:Tenho o esqueleto tenso, tenho os músculos tensos. Gostaria de aprender a soltá-los, como que para deixar que o meu corpo exista sem os constantes enredos, mandos e desmandos da cabeça. Queria o meu corpo solto no ar do Rio de Janeiro, fazendo brincadeiras coma brisa marinha, como se travasse com ela uma relação sexual. Quando passo pela rua, sinto que abro caminho no ambiente como se fosse um navio torpedeiro, antagonizando o ritmo natural das ondas humanas. Viver no ar como se bóia na água.A partir de então, já de novo pesquisando e escrevendo ficção, o personagem lança-se ao trabalho em seu quarto de pensão. Uma pesquisa sobre o inconfidente Cláudio Manuel da Costa passa a ocupá-lo por inteiro. Quase ao final da narrativa, na data de 20/03/1937 ele nos conta:Há dias saltei do trampolim. Há dias mergulhei. Retenho a respiração por dias seguidos; retive-a enquanto não explodiam os meus pulmões. Não agüento mais a pressão da água. Tenho de voltar à superfície para respirar.Quando mergulhar de novo, Cláudio já existirá na folha de papel em branco, onde jogarei as suas palavras. Não serei mais eu....Fui eu quem escreveu: em golfos de esperança flutuando mil vezes busco a praia desejada; e a tormenta outra vez não esperada ao pélago infeliz me vai levando....Sinto a energia e a intensidade que existem reprimidas na frase de Cláudio. Abro as comportas. Deixo que se espichem, se robusteçam, exercitando-se por algumas páginas mais.Volto à superfície.O final da narrativa se dá em 26/03/1937, quando o personagem vai ao cais buscar a esposa.
Fonte: passeiweb
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
CARTAZ VEICULADO NA ESPANHA
Excelente "tapa na cara" (ao menos, um tapinha...) dos xenofobistas e preconceituosos. Vejam o cartaz veiculado na Espanha, por imigrantes de língua portuguesa. O RESPEITO PELA NATUREZA E COLABORAÇÃO

Essa é uma das imagens mais lindas já vistas. Olha a troca: olhar, gesto....maravilhoso!O universo é um, não importa se somos um monte de átomos que forma a espécie animal, humana, vegetal, estrelar..... Somos poeira atômica do mesmo sistema, do mesmo universo, não somos nem mais nem menos. O que nos faz maior ou menor é isso, esse gesto lindo que vem da chama divina que cada um possui acesa (alguns esquecem ou desconhecem que a possuem) dentro de si.Que nosso espírito seja iluminado neste momento.
sábado, 24 de outubro de 2009
Água,Cultura e Civilização
A importância da água tem sido notória ao longo da história da humanidade, possibilitando desde a fixação do homem à terra, às margens de rios e lagos, até o desenvolvimento de grandes civilizações, através do aproveitamento do grande potencial deste bem da natureza. A sociedade moderna, no entanto, tem se destacado pelo uso irracional dos recursos hídricos, celebrando o desperdício desbaratado de água potável, a poluição dos reservatórios naturais e a radical intervenção nos Ecossistemas aquáticos, de forma a arriscar não só o equilíbrio biológico do planeta, mas a própria natureza humana.
O progresso traz consigo uma cultura baseada no “utilitarismo”, no pragmatismo e na lucratividade, expondo interesses comerciais e industriais acima dos interesses coletivos, da defesa do meio ambiente e da sobrevivência das populações. O envenenamento de mananciais por substâncias tóxicas, o fenômeno da chuva ácida e os constantes derramamentos de petróleo em meio aos oceanos, infelizmente, ilustram tal situação. Não obstante, a Engenharia Moderna, remonta melhorias na qualidade de vida urbana, através da instalação de redes de esgoto, drenagem de água e obtenção de energia, viável por meio da utilização de Usinas Hidrelétricas, predominantes, em especial, no Brasil.
Vivemos, assim, um paradoxo criado pela incoerente ação do homem, predador e vítima dos efeitos de sua própria predação, destruidor dos recursos hídricos, e maior beneficiado pela abundância em água no planeta: a atividade pesqueira e os transportes marítimo e fluvial, possíveis graças à disponibilidade natural, importantíssimos ao desenvolvimento socioeconômico das nações, sofre com a intervenção, tantas vezes maléfica, do homem, que ora deposita dejetos industriais, ora promove assoreamentos.
Tomando por base os parâmetros da conjuntura atual, investimentos na preservação dos Ecossistemas tornam-se imprescindíveis. Ademais, a formação de uma contra-cultura baseada na utilização consciente da natureza, e, em especial, da água em suas diversas formas de armazenamento caracteriza-se como crucial, a fim de salva-guardar as gerações futuras de um eventual colapso no sistema de distribuição e utilização da água. Evitaremos, dessa forma, a monopolização de um bem inerente à todos, contribuindo, acima de tudo, para a perpetuação da espécie humana. ( BEATRIZ FERNANDA VALES )
Historicamente, a água tem recebido diversas representações, significações e valorações pelos povos no mundo. Há um ponto, contudo, em que não há divergência entre eles: a importância essencial da água para a sobrevivência humana.
Com base neste ponto, as muitas culturas atribuíram as mais variadas gradações de funções da água para a sociedade, desde as que valorizam seu caráter divino-mitológico, passando pelas que privilegiam seu papel essencialmente econômico para o desenvolvimento (como no caso da fertilidade do solo, necessária à agricultura, base das grandes civilizações antigas como Egito e Mesopotâmia) até aquelas que a enfatizam como símbolo da higiene, da limpeza e da “civilidade” – na Alemanha Nazista, os judeus eram comparados com ratos, eram tidos como sujos não pertencentes à civilização humana. Para diferenciar-se deles, a limpeza e a higiene foram colocadas como lema para os alemães. Até recentemente, neste país, ainda era costume a lavagem das ruas com desinfetantes e shampoos perfumados...
Percebe-se aqui, portanto, uma questão fundamental quando se fala em água: o seu aspecto social. O problema primordialmente colocado sobre a água, nos dias atuais, e que aparece normalmente como “ambiental” é, antes, um problema social. A poluição dos mananciais e/ou a escassez de água são problemas socialmente construídos e, logo, requerem uma solução do mesmo tipo.
No século XVIII, de acordo com a construção da cultura burguesa, a água, assim como a limpeza e a higiene de que é símbolo, passaram a ser valorizadas como elementos de distinção entre as classes superiores e as inferiores da sociedade. Nos dias de hoje, quando se observa que os índices de mortalidade infantil, derivados das más condições de saneamento básico, são bem maiores entre as populações faveladas do que os observados para as camadas mais altas da população, verifica-se que o “divisor das águas” entre elas permanece também pelo tipo de acesso à água: a exposição das camadas mais pobres à água suja, contaminada, não-tratada é um sinal das desigualdades sociais e deve ser combatida, inclusive, porque ela é fator de perpetuação das discriminações sociais, já que os pobres continuam a ser vistos, por conta disso, como “incivilizados”. E nisso há o gérmen de uma cultura de intolerância.
Assim, a preservação e tratamento de mananciais é uma questão de caráter público e que como tal deve ser tratada. Requer, portanto, a construção de uma cultura que rompa com a visão puramente utilitarista sobre a água e com a de que a solução para os problemas que ela envolve sejam atributos de técnicos, engenheiros e autoridades específicas. Sendo problemas sociais, todas as discussões sobre a água requerem um debate público para o seu equacionamento.
A solução conjunta para o “problema da água” é uma questão de integração cidadã. A água, como necessidade essencial à vida, é um direito universal, o qual cabe ao Estado garantir. Mas, na medida em que este tem falhado no desempenho de seus papéis, cabe à população organizada fazer valer os seus direitos na prática (e não apenas formalmente). E isto requer uma “publicização” e uma conscientização geral do problema da água na sociedade, para que esta se envolva como um todo neste problema e para que se tomem, de forma conjunta, decisões que visem à sua solução da melhor maneira possível. Uma solução que não se limite à satisfação de segmentos da sociedade. ( CAROLINA RAQUEL DUARTE MELLO JUSTO)
Desde o século dezenove, as ciências sociais têm afirmado que as condições materiais de sobrevivência e produção determinam ou direcionam os elementos culturais das civilizações. Embora originadas e envoltas pelo reducionismo materialista, tais idéias têm propiciado a melhor metodologia científica para a compreensão histórica. Essa relação de causa e efeito pode ser conveniente à ciência, mas a mesma realidade que motiva essas premissas reveste-se de outras roupagens ou é enfocada através de diferentes ângulos, por outras dimensões humanas, como a arte, a religião, a filosofia ou o engenho.
Essas manifestações sobre um terreno comum adquirem maior multiplicidade com a água, o recurso material tão vital quanto o ar, mas que, ao contrário deste, é um bem econômico por sua escassez: A ciência descreve sua importância biológica, mas também histórica, pois as primeiras grandes civilizações foram forjadas com o aparecimento do maior consumidor da água (até os dias de hoje) – a agricultura –, embasando-se às margens de grandes rios. Outras formas de predação humana, como o consumo pessoal e, mais recentemente, o uso industrial e o transporte hidroviário, afetam a cultura, na relação da água com a higiene, modificando definitivamente a vida privada e a socioeconomia, tão intensamente quanto mais a água se torna recurso afetado pela poluição, mais demandado e mais escasso. A imposição de um manejo racional do recurso tem levado à criação e ao desenvolvimento de uma engenharia e técnica com um grau de especificidade jamais sonhadas em séculos anteriores.
Dependência e escassez, o amálgama comum da água, refletem-se na religião e na arte desde pela metáfora da purificação (o dilúvio bíblico foi a prática de higiene mais drástica) até as manifestações artísticas da relação do indivíduo com seu mundo próximo.
Os gregos reconheciam na natureza quatro elementos fundamentais, o ar, o fogo, a terra e a água, mas era esta última a genitora última, e isto não pode ser ignorado, pois a ausência de elementos míticos reflete a elaboração de genuína reflexão metafísica. Este exemplo basta para ilustrar a riqueza da água como fonte de investigações filosóficas.
A malha profundamente ramificada que a água possui em tantas vertentes da natureza humana, a partir de uma mesma realidade, autoriza a especular se os monumentais desperdício, poluição e dizimação da água no presente século não é o reflexo mais cristalino da maior crise em abrangência e transformação da história humana(EDUARDO BEARZOTI)
QUESTÃO DISCURSIVA: MATEMÁTICA E QUÍMICA
Três números distintos podem estar simultaneamente em progressão aritmética e geométrica? Justifique a sua resposta.
Resposta: Sejam a.a+b e a+2b três numeros em progressão aritmética .para eles estarem também em progressão geométrica precisamos ter: a (a+2b)=(a+b) ao quadrado,ou seja, a ao quadrado + 2ab= a ao quadrado +2ab+b , isto ao quadrado é, b ao quadrado = 0 (zero)
Se os números a,a+b e a+2b são distintos então b diferente de 0(zero)
e eles não podem estar em progressão geométrica.
Química
O gás natural, embora também seja um combustível fóssil, é considerado mais limpo do que a gasolina, por permitir uma combustão mais completa e maior eficiência do motor. Assim, um número crescente de táxis rodam na cidade movidos por este combustível. Estes veículos podem ser reconhecidos por terem parte de seu porta-malas ocupado pelo cilindro de aço que contém o gás. Um cilindro destes, com volume de 82 litros, foi carregado em um posto, numa temperatura de 27oC, até uma pressão de 6 atm. Qual a massa de gás natural nele contido, considerando o gás natural formado (em mols) por 50% de metano (CH4) e 50% de etano (C2H6)?
Dado: R = 0,082 atm.L/K
Resposta: Pela lei dos gases, PV= nRT
n = PV/RT = 6 x 82/ 0,082 em mols) é de 4CH , teremos 10 mols de CH4 e, por conseguinte, 10 mols de C2H6. Assim:
Massa de CH4 = 10x16= 160 g
Massa de C2H6 = 10x30= 300 g
Massa total: 160 + 300 = 460 x300 = 20 mols
1 mol do CH4Þ 16g e 1 mol do C2H6 Þ 30g. Como 50% do gás natural (em mols) é de CH4 , teremos 10 mols de CH4 e, por conseguinte, 10 mols de C2H6. Assim:
Massa de CH4 = 10x16= 160 g
Massa de C2H6 = 10x30= 300 g
Massa total: 160 + 300 = 460 g
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Trânsito violento
22/10/2009
O Código Nacional de Trânsito, criado para inibir as indignidades, os abusos e os crimes praticados por motoristas no Brasil, nas pequenas, médias ou grandes cidades, é inutil diante do carater de parte da população brasileira, segundo observam os estudiosos do problema. “Burlar a lei sempre foi a cultura de uma parcela de nossa população”, diz o jornalista e acadêmico Antonio Paiva Rodrigues num artigo publicado por “Recanto das Letras”. Além dessa cultura de desrespeito às leis, são enumerados, por este e outros pesquisadores, como causas dos acidentes em todo o País – e podemos dizer, especialmente em Rondônia e principalmente Porto Velho, as geralmente péssimas condições das estradas estaduais, federais, o consumo exagerado de álcool, drogas, motoristas inabilitados, descuidos, sono, cansaço e estresse.A educação seria uma forma de se reduzir o luto que abala tantas famílias, evitar as tragédias diárias no Brasil. O próprio Código Nacional de Trânsito estabelece que o ato de dirigir com responsabilidade e cidadania deve ser ensinado nas escolas desde os primeiros anos do ensino fundamental.Deve ser disciplina obrigatória do currículo escolar e ter a mesma importância do ensino do Português ou da Matemática. E reprovar, fazer perder o ano os alunos que não aprenderem que, ao se tornarem adultos e receberem a licença para dirigir um veículo auto-motor, eles estão com a própria vida e de terceiros nas mãos.Mas, se de um lado há o carater dos brasileiros que não respeitam as leis – com as exceções que confirmam a regra – há também o carater das autoridades que fecham os olhos a essa falha da personalidade nacional. A começar pelas autoridades responsaveis pela Educação, que não cumprem a obrigatoriedade do ensino das leis e do comportamento no trânsito às crianças e aos jovens.Sinalização, faixa de pedestres, estacionamento, contramão, equipamentos de segurança, cuidados especiais com o veículo, atenção ao dirigir nem pensar. Tudo isso deve ser ensinado nas escolas, nos diferentes níveis do ensino fundamental ao médio, e do Segundo Grau chegando até mesmo às Universidades.
Fonte: Estadaoweb http://www.estadaodonorte.com.br/canal.php?canal=27&id=62923
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
PLANAFORO
O Programa Plano Agropecuário e Florestal do Estado de Rondônia - Planafloro visava promover o desenvolvimento sustentável do Estado de Rondônia por meio de ações voltadas ao ordenamento territorial. Tais ações buscaram equilibrar a ocupação do território pelas atividades econômicas (agricultura, pecuária, mineração etc.) com a conservação da sua diversidade biológicas e culturais, sanando conflitos fundiários e o mau uso dos recursos naturais (desmatamento, erosão , assoreamento dos cursos d'água etc.).
O Planafloro foi objeto de um acordo de empréstimo internacional com o Banco Mundial, cujas ações são definidas em documentos do acordo. O componente PAIC manteve uma estrutura de participação comunitária que poderia ter sido observada nos demais componentes do programa.
IMPLEMENTAÇÃO
Tendo em vista o término do Contrato de Empréstimo 3444/BR - Planafloro, em 30 de setembro de 2002, não foi feita proposta orçamentária para 2003. Não foi aprovado recurso na proposta orçamentária 2002 para o referido projeto. Vale destacar que os recursos utilizados foram de resto a pagar do exercício de 2001.
O programa é executado pelo Estado de Rondônia que mantém equipes técnicas para monitorar os contratos e convênios. A Secretaria de Programas Regionais Integrados do Ministério da Integração Nacional mantém na Coordenação Nacional uma equipe de técnicos que supervisiona a execução das ações do referido programa. As ações foram monitoradas e estão em consonância com o acordo de empréstimo 3444/BR.
Com relação à execução do Programa, o Estado de Rondônia manteve equipes técnicas para supervisionar os contratos e convênios que foram firmados para a condução das ações estabelecidas no âmbito do acordo de empréstimo/ Programa Planafloro. Os convênios e contratos foram celebrados no âmbito do Governo Estadual.
Considerando que as ações são desenvolvidas especificamente no Estado de Rondônia, o Ministério da Integração Nacional acompanha o projeto pela Secretaria de Programas Regionais Integrados que mantém uma equipe técnica especializada. Desse modo o modelo estabelecido pelo MI atende com satisfação o desempenho do referido Programa.
Apesar da descontinuidade do repasse de recursos as ações foram implementadas e acompanhadas, através de monitorias físicas realizadas pela equipe técnica do Ministério e do Estado de Rondônia. Foi constatado que beneficiários estão satisfeitos com os resultados obtidos pelo Programa.
RESULTADOS
indicador é apurado em órgão externo ao Ministério da Integração Nacional, foi preparada uma proposta para reformulação do indicador que melhor qualifique as ações do Programa. No entanto, a referida proposta encontra-se em análise pelo setor responsável pelo acompanhamento dos programas no âmbito do Ministério.
Vale ressaltar que o Programa Planafloro é objeto de um acordo de empréstimo internacional com o Banco Mundial e que esse acordo terminou em 30 de setembro de 2002.
O Programa contribuiu para melhoria da qualidade de vida de pequenos agricultores, populações indígenas e ribeirinhas, a partir da ação direta de projetos comunitários (PAIC), assim como ações de demarcação, implementação de unidades de conservação, infra-estrutura, dentre outros. Entre as metas atingidas do ano de 2000 a 2002, destacam-se: implantação do plano de manejo da Floresta Estadual de Rendimento Sustentável - FERS do rio Vermelho B; Ações de fiscalização nas áreas indígenas; atendimento a 120 projetos do Programa de Apoio às Iniciativas Comunitárias - PAIC, que já estão em fase final de execução; pavimentação de 65% das rodovias estaduais RO 473 e RO 370; e concluído o Zoneamento Socioeconômico Ecológico do Estado de Rondônia.
FONTE: MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO SOCIAL
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
As novas usinas do madeira
Globo.com
Construção de usinas no Rio Madeira trazem reviravolta à região
Pesquisadores questionam riscos ao homem e ao meio ambiente. Possíveis assoreamento, malária e morte de peixes causam polêmica.
A construção das usinas de Jirau e Santo Antônio, no Rio Madeira, em Rondônia, está trazendo mudanças rápidas na vida de pessoas e ao meio ambiente. Juntas, elas serão a terceira maior hidrelétrica do país, e já causam grandes impactos na região.
O mais visível é na natureza: movimentação de terra, alteração do fluxo do rio, formação de um lago artificial. Há também importantes consequências econômicas e sociais. Por isso são projetos que sempre provocam polêmicas.
SEDIMENTOS
Uma delas é sobre os reservatórios de água. Não quanto ao tamanho, porque serão relativamente pequenos, mas quanto ao risco de assoreamento, o depósito de sedimentos no fundo dos lagos. Os reservatórios poderão alagar mais áreas de floresta, as usinas perderão potência e a vida útil delas irá diminuir.
O professor da Universidade Federal de Rondônia, Luiz Fernando Novoa, diz que as pesquisas sobre o comportamento do Rio Madeira foram insuficientes e dá um conselho para quem vem para a região. "Procurar estudar mais a Amazônia, em primeiro lugar, ter menos arrogância com ela. Deixá-la de ver como estoque de terras, de madeira, de biodiversidade ou de energia."
"Contratamos os melhores especialistas em Amazônia que nos deram a tranquilidade de que o empreendimento está perfeitamente adequado e suportável pela sociedade brasileira", afirma o Diretor da Usina Santo Antônio, José Bonifácio Pinto Júnior.
MALÁRIA
Outra polêmica: há o temor de que os 20 mil empregos diretos que serão criados poderão provocar surtos de malária, o mal que assola a região. Muitos trabalhadores vêm de fora e são mais vulneráveis à doença.
A construção da estrada de ferro Madeira-Mamoré, cerca de 100 anos atrás, o primeiro mega projeto idealizado em Rondônia, atrasou por décadas e quase se inviabilizou porque milhares de trabalhadores morreram de malária.
As usinas tem planos de controle da doença, mas o pesquisador Luiz Hidelbrando Pereira da Silva, uma das maiores autoridades internacionais em malária, está preocupado com o que poderá acontecer fora dos canteiros de obras. "Nós vamos ter, seguramente, surtos epidêmicos em várias localidades. O que não quer dizer que isso seja incontrolável. Evidentemente as autoridades de saúde, federais, estaduais e municipais estão prevenidas sobre isso e tomando providências que eles podem tomar no sentido de reforçar as unidades de controle da malária na região".
PEIXES
O Bagre, peixe migratório abundante no Madeira também virou polêmica. As usinas terão uma espécie de escada para permitir que os peixes vençam as barragens ao subir o rio para se reproduzir.
A discussão sobre o Bagre foi ironizada por muitos, como se um peixinho estivesse criando problemas para um grande projeto. No mercado de peixe de Porto Velho dá para ver que o Bagre do Rio Madeira não é um peixinho qualquer que pode ser desprezado. A dourada, o jaú são peixes grandes, fundamentais para a economia da região e fundamentais na alimentação local.
Também há dúvidas se os bagres vão subir conseguir subir a escada. "Não estou sabendo realmente se vai ter condições do peixe passar. Ou se ele vai chegar ou vai voltar", diz o pescador Rosan Neves Barbosa. "Vão acabar os peixes todos e ninguém vai poder mais pescar e não sei como vai ficar”, afirma o pescador Marcos.
"Que funciona e que não funciona tem gente [dizendo] sempre. Agora, nós fazemos e tem funcionado no Brasil com a tecnologia mais evoluída em termos de hidrelétrica do mundo", explica o Diretor da Usina de Jirau, José Lúcio Gomes.
POTENCIAL AMAZÔNICO
O Brasil tem o maior potencial hidrelétrico do mundo, mas 70% dele estão na Amazônia. Quase todos os rios do sul, sudeste e nordeste já foram explorados. Foi o temor de um futuro apagão que levou o governo brasileiro a enfrentar os riscos de construir duas mega usinas na Amazônia.
O engenheiro e Presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim, que participou da decisão de construí-las, justifica os riscos. "Toda fonte tem seus prós e contras. Nós temos na hidrelétrica uma fonte que reúne as melhores condições do ponto de vista econômico, ambiental, e social, e o grande potencial brasileiro, está na Amazônia".
(Fonte: Globo.com) - Visite o site do Jornal da Globo
Veja a reportagem completa e assita ao vídeo clicando no link abaixo da Globo.com:
http://g1.globo.com/Amazonia/0,,MUL1272472-16052,00-CONSTRUCAO+DE+USINAS+NO+RIO+MADEIRA+TRAZEM+REVIRAVOLTA+A+REGIAO.html
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Agronegócio no Brasil: Perspectivas e limitações
brasileiros atingiram patamares expressivos que podem ser mensurados pelo aumento da
produtividade no campo. Isso explica, por exemplo, o fato de o Brasil ter conseguido dobrar a produção de grãos para os atuais 100 milhões de toneladas, em relação à colheita de 50,8 milhões de toneladas obtida no início da década de 80, com a mesma área plantada. Este desempenho no campo só foi possível graças à utilização de insumos – basicamente sementes, adubo e agrotóxicos – de primeira linha disponíveis para o setor. Hoje o agronegócio, entendido como a soma dos setores produtivos com os de processamento do produto final e os de fabricação de insumos, responde por quase um terço do PIB do Brasil e por valor semelhante das exportações totais do país.
A soja foi uma das principais responsáveis pelo crescimento do agronegócio no país,
não só pelo volume físico e financeiro envolvido, mas também pela necessidade da visão empresarial de administração da atividade por parte dos produtores, fornecedores de insumos, processadores da matéria-prima e negociantes.
A produtividade e o custo de produção das fazendas nacionais demonstram que a soja
cultivada consegue ter uma competitividade superior em relação à norte-americana.
A melhoria da competitividade da agricultura e pecuária do Brasil, sobretudo nos
últimos dez anos, e o próprio empenho do governo e da iniciativa privada em estimular e divulgar o produto agrícola brasileiro no exterior tem proporcionado aumento das exportações do agronegócio.
Além da maior produtividade do setor, o câmbio permitiu uma maior competitividade
aos produtos brasileiros. A partir de 1999, a taxa de câmbio real permitiu que a
competitividade do produto brasileiro conseguisse ser repassada ao mercado externo.
Também foram importantes na melhoria do desempenho dos embarques os ganhos em
logística, com a melhoria na infra-estrutura de rodovias e portos. Além disso, em 1996, foi desonerada a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incidia sobre as exportações de produtos agropecuários.
Para aumentar a participação de mercado dos produtos agrícolas brasileiros, além do
trabalho promocional desenvolvido em conjunto pelo governo federal e iniciativa privada, o governo tem atuado junto a OMC (Organização Mundial de Comercio) no sentido da eliminação de barreiras comerciais nos países importadores.
Cabe destacar também que o sucesso do agronegócio forma parte de uma estratégia
desenhada nos anos 70 que apontou para a resolução de vários problemas estruturais que entravavam o desempenho da agricultura. O desenvolvimento tecnológico promovido pela EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) é usualmente citado como um dos principais fatores, mas há outros de igual ou maior relevância, como a abertura de fronteiras agrícolas nos Cerrados através de programas de colonização dirigida e as inovações introduzidas nos mecanismos tradicionais de política agrícola no Brasil.
Vários fatores contribuem para que haja grandes chances, no longo prazo, do Brasil
aumentar sua produção agrícola (principalmente de soja e milho). Pelo lado da oferta cabe destacar que o Brasil possui grandes áreas ainda inexploradas ou deficientemente exploradas que poderão ser incorporadas à produção agrícola no futuro se houver investimentos em produtividade e em meios de escoamento das safras.
Embora as perspectivas de continuação do desempenho do agronegocio continuem promissoras, há problemas tanto conjunturais como estruturais que podem definhar este
sucesso. No curto prazo observa-se um declínio dos preços internacionais e domésticos como o avanço de certas pragas que podem afetar a produtividade em algumas regiões (ferrugem asiática). No médio e longo prazo surge o problema da infra-estrutura de transportes, cuja deficiência tanto em termos de extensão como de qualidade ameaça introduzir um vetor de aumento de custos significativo na estrutura de produção.
A questão ambiental, principalmente por causa do desmatamento que vem sendo
observado em áreas de expansão da soja, cria um problema sério de sustentabilidade que o país deve enfrentar, sob pena de estar resolvendo um problema por um lado (macro econômico) e criando outro para as gerações futuras de dimensões mais perigosas que o que solucionou.
Leia mais sobre o Agronegócio
http://www.portaldoagronegocio.com.br/conteudo.php?id=32154
http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/analise/agronegocio-e-transnacionais-sao-inimigos-do-meio-ambiente
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Constituição completa 21 anos e senadores se dividem sobre mudanças frequentes
05/10/2009
Ao completar hoje (5) 21 anos de promulgação, a Constituição brasileira tem consenso dos senadores apenas no capítulo dos Direitos Sociais, ao considerar o texto original, aprovado pela Assembleia Nacional Constituinte de 1988. As frequentes alterações no corpo da Carta Magna é um assunto que ainda divide os parlamentares e frequentemente é cobrada no Senado, onde tramitam 384 propostas de emendas à Constituição (PEC).
Pelo menos dois exemplos disso são o excesso de medidas provisórias editadas pelo governo e a ausência e uma reforma política ampla que possa readequar os dispositivos aprovados pelos constituintes. O próprio presidente José Sarney (PMDB-AP) já tratou dos dois assuntos por diversas vezes, seja em discursos da tribuna do plenário ou em entrevistas. O mesmo fizeram os líderes anteriores, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) e Renan Calheiros (PMDB-AL).
Recentemente, o Congresso Nacional aprovou mudanças na legislação eleitoral, por meio de um projeto de lei, que passam a vigorar já a partir de 2010. Um dos pontos foi a adoção de critérios para o uso da internet nas campanhas, que acabou liberado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na sanção da matéria.
Para o senador Tião Viana (PT-AC), as cerca de 60 propostas de emendas à Constituição analisadas todo mês por parlamentares fazem com que o texto constitucional deixe de cumprir o seu papel de “manto de proteção” da sociedade. Segundo ele, é preciso que os senadores parem e reflitam sobre o papel do legislativo para “vulgarizar” os trabalhos.
“Sequer temos informações das leis que estão sendo aprovadas que, por vezes, não são substantivas”, completou o petista. Ele sugere que os presidentes da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), e o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), se reúnam com as autoridades do Supremo Tribunal Federal (STF), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Ministério Público, Advocacia-Geral da União (AGU) e Defensoria Pública da União para definir uma prioridade na agenda legislativa que priorize a análise do que foi posto no capítulo das Disposições Transitórias da Constituição e que ainda não foram regulamentados.
“Nas leis pendentes é necessário excluir o que não é essencial e avaliar o restante, mesmo porque muita coisa não deve ser tratada por alterações constitucionais mas por legislação ordinária”, afirma Viana em suas críticas. Para ele, o Congresso deve deixar de ser “uma fábrica de leis”.
Já o senador Francisco Dornelles (PP-RJ) não compartilha com as avaliações do colega petista. Segundo ele, o texto constitucional, no decorrer desses 21 anos, foi aperfeiçoado frequentemente pelos congressistas. Ele destacou, por exemplo, as mudanças na economia com as quebras dos monopólios do petróleo e das telecomunicações.
De acordo com ele, a reforma política é uma das prioridades que deve se estabelecer na agenda do Parlamento como parte desse processo de aperfeiçoamento constitucional, avalia.
Ele não compartilha, entretanto, da análise de que o governo edita muita medida provisória, em grande parte sem necessidade. “O número elevado de medidas provisórias só existe porque o Congresso aceita tais textos. Existem matérias que nunca deveriam ser tratadas como medida provisória, mas o Congresso ratifica”, afirma numa crítica a não instalação das comissões especiais que, em tese, deveriam analisar a admissibilidade e urgência das MPs, um preceito previsto na Constituição.
O líder do Democratas (DEM), José Agripino Maia (RN), ressaltou que a tarefa dos deputados e senadores neste momento, quando o assunto é reforma da Constituição, é ao longo do tempo realizar as adequações necessárias.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
PROVA DO ENEM CANCELADA
Denúncia de jornal, de que o exame teria vazado, motivou a suspensão.Expectativa do MEC é realizar nova prova em 45 dias.
Do G1, em São Paulo
O Ministério da Educação e Cultura (MEC) cancelou na madrugada desta quinta-feira (1º) a prova do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), que seria aplicada neste final de semana, disse a assessoria de comunicação social do MEC, que confirmou também que a decisão partiu do ministro Fernando Haddad, após conhecer denúncia feita pelo jornal “O Estado de São Paulo”, de que a prova teria vazado. Haddad concederá entrevista nesta quinta, na sede do MEC, em Brasília, para explicar os procedimentos com relação ao Enem. O MEC tem uma segunda versão da prova, mas ainda não está confirmado se essa versão poderá ser utilizada. Cerca de 4,1 milhões de candidatos realizariam o exame. A expectativa do MEC é realizar a próxima prova, que tem como responsável o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), em 45 dias. O jornal “O Estado de São Paulo” denunciou que foi procurado por um homem que disse ter as duas provas que seriam aplicadas no sábado (3) e no domingo (4), e que queria vender o material por R$ 500 mil.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Fontes de Energia
Em nosso planeta encontramos diversos tipos de fontes de energia. Elas podem ser renováveis ou esgotáveis. Por exemplo, a energia solar e a eólica (obtida através dos ventos) fazem parte das fontes de energia inesgotáveis. Por outro lado, os combustíveis fósseis (derivados do petróleo e do carvão mineral) possuem uma quantidade limitada em nosso planeta, podendo acabar caso não haja um consumo racional.
Principais fontes de energia
· Energia hidráulica – é a mais utilizada no Brasil em função da grande quantidade de rios em nosso país. A água possui um potencial energético e quando represada ele aumenta. Numa usina hidrelétrica existem turbinas que, na queda d`água, fazem funcionar um gerador elétrico, produzindo energia. Embora a implantação de uma usina provoque impactos ambientais, na fase de construção da represa, esta é uma fonte considerada limpa.
· Energia fóssil – formada a milhões de anos a partir do acúmulo de materiais orgânicos no subsolo. A geração de energia a partir destas fontes costuma provocar poluição, e esta, contribui com o aumento do efeito estufa e aquecimento global. Isto ocorre principalmente nos casos dos derivados de petróleo (diesel e gasolina) e do carvão mineral. Já no caso do gás natural, o nível de poluentes é bem menor.
· Energia solar – ainda pouco explorada no mundo, em função do custo elevado de implantação, é uma fonte limpa, ou seja, não gera poluição nem impactos ambientais. A radiação solar é captada e transformada para gerar calor ou eletricidade.
· Energia de biomassa – é a energia gerada a partir da decomposição, em curto prazo, de materiais orgânicos (esterco, restos de alimentos, resíduos agrícolas). O gás metano produzido é usado para gerar energia.
· Energia eólica – gerada a partir do vento. Grandes hélices são instaladas em áreas abertas, sendo que, os movimentos delas geram energia elétrica. È uma fonte limpa e inesgotável, porém, ainda pouco utilizada
Energia nuclear – o urânio é um elemento químico que possui muita energia. Quando o núcleo é desintegrado, uma enorme quantidade de energia é liberada. As usinas nucleares aproveitam esta energia para gerar eletricidade. Embora não produza poluentes, a quantidade de lixo nuclear é um ponto negativo.Os acidentes em usinas nucleares, embora raros, representam um grande perigo.
· Energia geotérmica – nas camadas profundas da crosta terrestre existe um alto nível de calor. Em algumas regiões, a temperatura pode superar 5.000°C. As usinas podem utilizar este calor para acionar turbinas elétricas e gerar energia. Ainda é pouco utilizada.
· Energia gravitacional – gerada a partir do movimento das águas oceânicas nas marés. Possui um custo elevado de implantação e, por isso, é pouco utilizada. Especialistas em energia afirmam que, no futuro, esta, será uma das principais fontes de energia do planeta.
BENEFÍCIOS NA UTILIZAÇÃO DAS ENERGIAS RENOVÁVEIS
Segundo Wolfgang Palz no seu livro Energia Solar e Fontes Alternativas, a energia solar recebida pela terra a cada ano é dez vezes superior a contida em toda a reserva de combustíveis fósseis. Mas, atualmente a maior parte da energia utilizada pela humanidade provém de combustíveis fósseis - Petróleo, carvão mineral, xisto etc. A vida moderna tem sido movida a custa de recursos esgotáveis que levaram milhões de anos para se formar.
O uso desses combustíveis em larga escala tem mudado substancialmente a composição da atmosfera e o balanço térmico do Planeta provocando o aquecimento global, degelo nos pólos, chuvas ácidas e envenenamento da atmosfera e todo meio-ambiente. As previsões dos efeitos decorrentes para um futuro próximo, são catastróficas. Alternativas como a energia nuclear, que eram apontadas como solução definitiva, já mostraram que só podem piorar a situação. Com certeza, ou buscamos soluções limpas e ambientalmente corretas ou seremos obrigados a mudar nossos hábitos e costumes de maneira traumática.
A utilização das energias renováveis em substituição aos combustíveis fósseis é uma direção viável e vantajosa. Pois, além de serem praticamente inesgotáveis, as energias renováveis podem apresentar impacto ambiental muito baixo ou quase nulo, sem afetar o balanço térmico ou composição atmosférica do planeta.
Graças aos diversos tipos de manifestação, disponibilidade de larga abrangência geográfica e variadas possibilidades de conversão, as renováveis são bastante próprias para geração distribuída e ou autônoma. O desenvolvimento das tecnologias para o aproveitamento das renováveis poderão beneficiar comunidades rurais e regiões afastadas bem como a produção agrícola através da autonomia energética e conseqüente melhoria global da qualidade de vida dos habitantes. Certamente diminuiria o êxodo rural e a má distribuição de renda, dos quais nosso país tem péssimos quadros. Infelizmente, o Brasil tem investido muito pouco no desenvolvimento de tecnologias de aproveitamento dessas fontes, das quais é um dos maiores detentores em nível mundial. Fica a pergunta: Até quando seremos "o país do futuro" se não investirmos nele?
Fonte: suapesquisa.com
Pré-sal não exclui energia renovável
Sílvia Ribeiro Dantas - enviada a Brasília*
A descoberta do reservatório de óleo no pré-sal não fará com que o Brasil abandone o desenvolvimento dos biocombustíveis. É o que revelou a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, em Brasília, durante a abertura do seminário “O pré-sal e o futuro do Brasil”, sobre a exploração de petróleo na área do pré-sal brasileiro.
Para a ministra, o Brasil é o país com maior potencial renovável do mundo e tem condições de investir simultaneamente no petróleo e no desenvolvimento dos biocombustíveis. “Não mudamos um milímetro do nosso recurso de energia renovável e não podemos ser ingênuos em colocar um tipo de recurso contra o outro. O fato de termos petróleo e podermos ser um grande exportador, não elimina a grande vantagem do Brasil, de ser o país que tem na sua matriz energética a mais renovável do mundo, e isso não é pretensão”, avalia.
Rousseff exemplifica a importância dos biocombustíveis, destacando que atualmente, o consumo de álcool do país já ultrapassa o da gasolina e atribui parte desse fato à gasolina consumida no Brasil possuir 25% de etanol em sua composição, além da grande quantidade de carros com motor flex no mercado. “O consumo de etanol hoje é maior do que o da gasolina e a nossa matriz de biocombustíveis também vem crescendo com o uso do biodiesel. Lembrando que este governo instituiu a inclusão de 4% de biodiesel em todo o óleo diesel que circula no país”, completa
Ao falar sobre o novo marco regulatório da exploração de petróleo no país, Dilma Roussef destaca que a descoberta de petróleo na área do pré-sal não garante desenvolvimento, sendo necessária vontade política para possibilitar que as riquezas minerais sejam transformadas em riquezas sociais e humanas no Brasil. “O pré-sal, por si só, não assegura nada”, enfatiza.De acordo com a ministra, regulamentar a exploração no pré-sal é uma maneira de evitar que o Brasil sofra com o que ela classificou de “maldição do petróleo e doença holandesa”, ao lembrar que outros países já foram impossibilitados de ver as suas economias crescerem após a descoberta de grandes reservatórios de petróleo. “Ainda não temos idéia do volume real de petróleo no pré-sal, mas estima-se que seja algo entre 30 milhões e 100 milhões de barris. Temos a felicidade de discutir a abundância, mas isso é uma tremenda responsabilidade”, afirma.
fonte: tribuna do norte
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
LOCAL PROVA ENEM
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DIGITE SEU CPF SEGUIDO DE PESQUISAR;
CLIK NO FINAL DA FOLHA NO SEU NUMERO DE INSCRIÇÃO;
SEU LOCAL DE PROVA.
OBS.: GUARDE SEU NUMERO DE INSCRIÇÃO EM LOCAL SEGURO,POIS PRECISARÁ DELE PARA FAZER SUAS INSCRIÇÕES EM UNIVERSIDADES FEDERAIS E PELO PROUNI.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
o QUE É dESENVOLVIMENTO sUSTENTÁVEL?
O que é preciso fazer para alcançar o desenvolvimento sustentável?
Para ser alcançado, o desenvolvimento sustentável depende de planejamento e do reconhecimento de que os recursos naturais são finitos.Esse conceito representou uma nova forma de desenvolvimento econômico, que leva em conta o meio ambiente.Muitas vezes, desenvolvimento é confundido com crescimento econômico, que depende do consumo crescente de energia e recursos naturais. Esse tipo de desenvolvimento tende a ser insustentável, pois leva ao esgotamento dos recursos naturais dos quais a humanidade depende. Atividades econômicas podem ser encorajadas em detrimento da base de recursos naturais dos países. Desses recursos depende não só a existência humana e a diversidade biológica, como o próprio crescimento econômico. O desenvolvimento sustentável sugere, de fato, qualidade em vez de quantidade, com a redução do uso de matérias-primas e produtos e o aumento da reutilização e da reciclagem.
Os modelos de desenvolvimento dos países industrializados devem ser seguidos?
O desenvolvimento econômico é vital para os países mais pobres, mas o caminho a seguir não pode ser o mesmo adotado pelos países industrializados. Mesmo porque não seria possível. Caso as sociedades do Hemisfério Sul copiassem os padrões das sociedades do Norte, a quantidade de combustíveis fósseis consumida atualmente aumentaria 10 vezes e a de recursos minerais, 200 vezes. Ao invés de aumentar os níveis de consumo dos países em desenvolvimento, é preciso reduzir os níveis observados nos países industrializados.Os crescimentos econômico e populacional das últimas décadas têm sido marcados por disparidades. Embora os países do Hemisfério Norte possuam apenas um quinto da população do planeta, eles detêm quatro quintos dos rendimentos mundiais e consomem 70% da energia, 75% dos metais e 85% da produção de madeira mundial.
fONTE: http://www.wwf.org.br/informacoes/questoes_ambientais
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL NA AMAZÔNIA
Você já ouviu alguém dizer que para tudo na vida existe um preço? Pois é, nesse caso não é diferente. O progresso, da forma como vem sendo feito, tem acabado com o ambiente ou, em outras palavras, destruído o planeta Terra e a Natureza. Um estudioso do assunto disse uma vez que é mais difícil o mundo acabar devido a uma guerra nuclear ou a uma invasão extraterrestre (ou uma outra catástrofe qualquer) do que acabar pela destruição que nós, humanos, estamos provocando em nosso planeta. Você acha que isso tudo é um exagero? Então vamos trocar algumas idéias.
E o Desenvolvimento Sustentável?
O atual modelo de crescimento econômico gerou enormes desequilíbrios; se, por um lado, nunca houve tanta riqueza e fartura no mundo, por outro lado, a miséria, a degradação ambiental e a poluição aumentam dia-a-dia. Diante desta constatação, surge a idéia do Desenvolvimento Sustentável (DS), buscando conciliar o desenvolvimento econômico com a preservação ambiental e, ainda, ao fim da pobreza no mundo.
As pessoas que trabalharam na Agenda 21 escreveram a seguinte frase: "A humanidade de hoje tem a habilidade de desenvolver-se de uma forma sustentável, entretanto é preciso garantir as necessidades do presente sem comprometer as habilidades das futuras gerações em encontrar suas próprias necessidades". Ficou confuso com tudo isso? Então calma, vamos por partes. Essa frase toda pode ser resumida em poucas e simples palavras: desenvolver em harmonia com as limitações ecológicas do planeta, ou seja, sem destruir o ambiente, para que as gerações futuras tenham a chance de existir e viver bem, de acordo com as suas necessidades (melhoria da qualidade de vida e das condições de sobrevivência). Será que dá para fazer isso? Será que é possível conciliar tanto progresso e tecnologia com um ambiente saudável?
Acredita-se que isso tudo seja possível, e é exatamente o que propõem os estudiosos em Desenvolvimento Sustentável (DS), que pode ser definido como: "equilíbrio entre tecnologia e ambiente, relevando-se os diversos grupos sociais de uma nação e também dos diferentes países na busca da equidade e justiça social".
Para alcançarmos o DS, a proteção do ambiente tem que ser entendida como parte integrante do processo de desenvolvimento e não pode ser considerada isoladamente; é aqui que entra uma questão sobre a qual talvez você nunca tenha pensado: qual a diferença entre crescimento e desenvolvimento?
A diferença é que o crescimento não conduz automaticamente à igualdade nem à justiça sociais, pois não leva em consideração nenhum outro aspecto da qualidade de vida a não ser o acúmulo de riquezas, que se faz nas mãos apenas de alguns indivíduos da população. O desenvolvimento, por sua vez, preocupa-se com a geração de riquezas sim, mas tem o objetivo de distribuí-las, de melhorar a qualidade de vida de toda a população, levando em consideração, portanto, a qualidade ambiental do planeta.
O DS tem seis aspectos prioritários que devem ser entendidos como metas:
A satisfação das necessidades básicas da população (educação, alimentação, saúde, lazer, etc);
‚ A solidariedade para com as gerações futuras (preservar o ambiente de modo que elas tenham chance de viver);
ƒ A participação da população envolvida (todos devem se conscientizar da necessidade de conservar o ambiente e fazer cada um a parte que lhe cabe para tal);
„ A preservação dos recursos naturais (água, oxigênio, etc);
… A elaboração de um sistema social garantindo emprego, segurança social e respeito a outras culturas (erradicação da miséria, do preconceito e do massacre de populações oprimidas, como por exemplo os índios);
† A efetivação dos programas educativos.
Na tentativa de chegar ao DS, sabemos que a Educação Ambiental é parte vital e indispensável, pois é a maneira mais direta e funcional de se atingir pelo menos uma de suas metas: a participação da população.
Texto: Marina Ceccato Mendes
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
OLHOS DA MATA - GERALDO CRUZ



domingo, 13 de setembro de 2009
POLONOROESTE
Dentro dessa política, vários projetos de colonização foram implantados, modificando lentamente o sistema de produção até então empregados na região, cuja base era o extrativismo da borracha, castanha e outros produtos regionais. A modificação se dava porque os migrantes assentados tinham uma outra concepção de produção, precisando cada vez mais promover desmatamentos para implantação dos seus cultivos.
Em 1981, com a criação e implantação do Programa Integrado de Desenvolvimento do Noroeste do Brasil - POLONOROESTE, Projeto financiado pelo Banco Mundial ( US$ 411 milhões ), e a consequente construção/pavimentação da BR 364, acelerou-se ainda mais o processo migratório, transformando radicalmente em menos de 10 anos, quase toda a estrutura social, cultural e ambiental naquele Estado, mesmo com o compromisso assumido em seu documento original, de orientar a colonização em uma área de 410 mil Km², entre os Estados de Mato Grosso e Rondônia.
O Polonoroeste se propunha também a assentar comunidades de pequenos agricultores embasada na agricultura auto-sustentada, com atendimento básico nas áreas de saúde, educação, escoamento da produção, protegendo a floresta e garantindo a manutenção das terras e das culturas das comunidades indígenas.
Na sua vigência, esse Programa fomentou os mais altos índices de desmatamento de toda região. De uma área de 1.217 Km², em 1975, passou para 30.046 Km² em 1987, e apesar de todos os recursos financeiros investidos, esteve longe de atingir os objetivos propostos, e pode ser considerado um desastre tanto do ponto de vista ambiental quanto social. A partir daí, diversas entidades não-governamentais lançaram uma campanha nacional e internacional exigindo sua paralisação, e foi nesse contexto que a proposta de criação da Reserva Extrativista ganhou força no Estado de Rondônia.
Em julho de 1988, atendendo a uma forte pressão de várias organizações extrativistas e de assessoria, o Governo de Rondônia, através de Decreto, definiu uma política de ordenamento ambiental, visando a ocupação racional das terras estaduais - Zoneamento Sócio-Econômico Ecológico. Dentre as 06 Áreas definidas pelo Zoneamento, uma delas, a Zona IV, definiu as bases para o ordenamento e desenvolvimento do extrativismo, na ótica do Governo de Rondônia.
Considerando que na sua concepção essa proposta não contemplava as principais reivindicações dos extrativistas, referido zoneamento veio a se transformar no principal instrumento de pressão, utilizado pelas organizações não-governamentais, para forçar o Governo do Estado a promover mudanças tanto na proposta quanto na forma de condução dessas políticas. Nessa mesma época, os seringueiros do Acre, temendo que se repetissem os mesmos problemas acontecidos em Rondônia, iniciaram um movimento de oposição ao asfaltamento da BR-364, no trecho entre Porto Velho e Rio Branco, caso não fossem adotadas providências para garantir o acesso à terra aos seringueiros e o respeito às comunidades indígenas. Fortalecidos pela experiência de resistir, através dos empates, aos desmatamentos promovidos pelos fazendeiros, começaram a se articular e ampliar o movimento tamébm no estado de Rondônia, fomentando as bases para a criação das Reservas Extrativistas.
Crescia muito a mobilização dos seringueiros na busca do estabelecimento de novas premissas de uso e ocupação da terra, e principalmente da sua emancipação em relação ao sistema comercial vigente - o aviamento. Como consequência foi criado em 1985 o Conselho Nacional dos Seringueiros - CNS, que com a liderança de Chico Mendes, passaria a partir daí a congregar e todas as forças Políticas na busca do seu reconhecimento enquanto protetores da floresta. Em continuidade ao movimento, e contando com apoio do Conselho Nacional dos Seringueiros-CNS, Instituto de Estudos Amazônicos - IEA e Instituto Estadual de Florestas - IEF/RO, foi realizado em fevereiro de 1989 o I Encontro Estadual de Seringueiros e Soldados da Borracha, que devido ao assassinato de Chico Mendes em outubro do ano anterior, foi coordenado por Raimundo Barros, primo de Chico Mendes.
Nesse Encontro, realizado em Guajará-Mirim, foi reforçada a tese da necessidade dos seringueiros terem para sí áreas protegidas às comunidades indígenas. Referido Encontro, à exemplo de outros que aconteceram nos Estados do Amazonas, Amapá, Pará, Mato Grosso e Acre, mobilizava sempre grandes contingentes tanto de seringueiros quanto de simpatizantes para nova proposta. Assim, ainda durante o ano de 1989, o INSTITUTO DE TERRAS DE RONDÔNIA - ITERON, contando com o auxilio técnico de outras instituições estaduais e federais, realizou o Levantamento Sócio-Econômico, Fundiário e Edafo-Florístico da Bacia do Rio Ouro Preto, com a finalidade de criar uma Floresta Extrativista Estadual. Foi a base de estudos utilizada para a criação da Reserva Extrativista do Rio Ouro Preto, em março de 1990.
fONTE:http://www.ibama.gov.br
PIC e PAD
Os Projetos Integrados de Colonização (PIC) se destinavam à faixa de população de baixa renda, especificamente a agricultores sem terra (§ 2º, art. 25, do Estatuto da Terra), e de preferência àqueles que possuem maior força de trabalho familiar. Nas áreas desses projetos, o INCRA identifica e seleciona os beneficiários, localiza-os nas parcelas por ele determinadas, fornece a infra-estrutura básica, e, através dos órgãos responsáveis, a nível nacional, regional, estadual e/ou municipal, implementa as atividades relativas à assistência técnica creditícia, à comercialização, saúde, educação, ao mesmo tempo em que deve montar o sistema cooperativo, para facilitar a organização sócio-econômica dos parceleiros. Cabe também ao INCRA outorgar aos beneficiários o título definitivo de propriedade da parcela. Eram lotes de 50 a 100 hectares.
domingo, 6 de setembro de 2009
HISTÓRIA DE RONDÔNIA - LEIA...
O MARECHAL DA FLORESTA http://sociologiaemtela.blogspot.com/2009/08/rondon-descrito-pelo-cientista-edgar.html
O SISTEMA DE AVIAMENTO E O SOLDADO DA BORRACHA http://sociologiaemtela.blogspot.com/2009/08/sao-varios-os-relatos-historiograficos.html
A FENOMENAL EFMM http://sociologiaemtela.blogspot.com/2009/08/fenomenal-efmm.html
sábado, 29 de agosto de 2009
30 anos de Anistia no Brasil
A punição aos torturadores e as reparações aos anistiados políticos estão no centro do debate, seus múltiplos significados representam um diálogo importante entre passado e presente. Afinal, é possível anistiar os crimes de lesa-humanidade? Outras questões, como a abertura dos arquivos da repressão e o acesso às suas informações, que atualmente esbarram nas leis de sigilos e classificação dos documentos, são fundamentais para a construção da chamada “justiça de transição”, ou seja, para o ritual de passagem à ordem democrática. Pouco ainda se conhece sobre a campanha da anistia e, menos ainda, sobre a experiência das mulheres e o papel desempenhado por elas no processo de democratização. O que dizer então das experiências semelhantes que ocorreram nos países vizinhos? Nesse sentido, é preciso observar os processos de construção da memória coletiva, elaborada e re-elaborada constantemente pelos sujeitos que fizeram parte dessa história. Memórias essas tantas vezes silenciadas, esquecidas, marginalizadas.
Em 1979 foi sancionada a Lei de Anistia. Mas após 30 anos os fatos que envolveram a tortura no Brasil ainda não foram devidamente esclarecidos. Segundo George Orwell, o que mais se teme é uma opinião pública informada. Desta forma cabe às instituições da sociedade civil organizada e ao Estado brasileiro, através da Justiça, a socialização da história recente do Brasil. E a revisão da Lei de Anistia deve constar nesta agenda de encontro da sociedade brasileira com as sombras de sua história política. Para construirmos uma democracia que ultrapasse os aspectos meramente formais devemos dar conta das feridas que dificultam a participação da sociedade na arena política. E para isto é necessário que conheçamos nossa história.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos define que o crime de tortura é imprescritível, e nossos vizinhos na América Latina já avançaram significativamente nesta luta, sobretudo na Argentina e no Uruguai. Prisão para os torturadores, indenizações para os perseguidos, exilados, torturados e para as famílias dos desaparecidos políticos. Ao todo são quase 60 mil em todo o continente, ainda hoje. Mais recentemente os governos do Chile e do Paraguai sinalizam para um aprofundamento das investigações. O presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, ofereceu até agora a investigação histórica mais profunda, com a intervenção de universidades, institutos de pesquisa, inclusive arqueológicos, que não se omitiram com falsas neutralidades. Por outro lado, os últimos governos argentinos têm investido numa Justiça punitiva com um alto grau de responsabilidade civil.
Os exilados perderam quase tudo, inclusive a sua vida pessoal, intervenção na vida pública e a destruição das personalidades pela ditadura de 64. Recentemente o presidente Goulart, o primeiro da lista, foi anistiado. E devemos marcar aqui que existe uma espécie de segundo exílio, imposto por alguns meios de comunicação e pela Academia para aqueles que retornaram mas não foram incorporados através dos seus debates e das suas opiniões. Vilipendiados e esquecidos como, por exemplo, Ruy Mauro Marini. Os torturadores brasileiros ainda estão soltos, sem a necessária exposição pública ou constrangimento das autoridades federais. O esforço de frações do governo Lula tem sido louvável como, por exemplo, na Secretaria dos Direitos Humanos, no Ministério da Justiça e na Casa Civil. Mas ainda é pouco.
A sombra persiste no silêncio, no discurso de que apurar é revanchismo, e o mais grave nas análises descompromissadas com a nossa realidade social, pois o golpe de 64 criou raízes que estão em nosso cotidiano. Ter acesso aos arquivos da ditadura é um passo fundamental para encontrarmos estas raízes. Estamos distantes da democracia real e da efetiva liberdade de opinião, inclusive na academia. A exploração dos nossos trabalhadores não se dá exclusivamente no aumento da jornada de trabalho e no rebaixamento da massa de salários, mas também no sentido da expropriação da mais-valia-relativa dos nossos concidadãos que permanecem apartados da crítica e da educação libertadora.
Não defendemos aqui apenas uma tese social, mas queremos também chamar a consciência da sociedade brasileira para o esquecimento da história e para uma completa e intencional fragmentação da memória. Sócrates foi executado sob a acusação de não adorar os deuses do Estado. E nós devemos nos curvar a quem? Ao conhecimento hegemônico esculpido fora e adorado aqui dentro ou ao poder hegemônico em franca decadência? Para começarmos a construir respostas a estas perguntas que estão na ordem do dia é necessário o debate sobre a abertura dos arquivos da ditadura e o nosso direito à Lei Revisional da Anistia neste ano de 2009, pois demonstrará a capacidade de nosso país combater as violações aos direitos humanos praticadas em nossa história recente, e que permanecem até os dias de hoje.
Fonte:
* Oswaldo Munteal é pesquisador da Ebape/FGV e professor da Uerj
** Tahirá Endo é pesquisador da EBAPE/FGV
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Texto Dissertativo
O texto dissertativo é não-literário. Isso quer dizer que não há necessidades de explorarmos nossa criatividade. O texto dissertativo é na verdade um texto científico. Imaginemos que uma dessas instituições cobrasse em suas provas os seguintes temas: a) Elabore um texto dissertativo sobre o seguinte tema: Células-tronco: a evolução da humanidade . b) Elabore um texto dissertativo em prosa em que você discorra sobre a importância da telefonia celular no processo de comunicação. Tenho certeza de que vocês não teriam nenhum óbice para engendrar textos sobre tais assuntos. Imaginemos que esses temas nos tivessem sido cobrados em 1980. Você teria condições de discorrer sobre eles? Claro que não. Por quê? Simples, não eram ciência. Isso comprova que o texto dissertativo é um texto científico independentemente de ser pessoal (argumentativo) ou impessoal (informativo).O QUE FAZER PARA PRODUZIRMOS UM BOM TEXTO DISSERTATIVO?Para que tenhamos uma boa produção, é essencial que saibamos o que quer dizer INTRODUÇÃO, DESENVOLVIMENTO e CONCLUSÃO. Após esse conhecimento, deveremos nos ater ao critério de Elegância Textual. Fundamental também é conhecer elementos primordiais dos quais
devemos fazer uso para conseguirmos ter um texto expressivo. A exigência de toda e qualquer banca é tão-somente a produção de um texto que permita ao leitor uma compreensão rápida e precisa, sem uso da prolixidade, o texto tem que ser objetivo.
O que é então INTRODUÇÃO?O vocábulo INTRODUÇÃO é um substantivo abstrato do verbo INTRODUZIR cujo radical é DUZ. Deste radical, formamos, por meio de prefixos, várias palavras como abDUZIR, proDUZIR, reDUZIR, conDUZIR... . DUZIR do latim DUCERE quer dizer LEVAR.
Portanto, INTRODUÇÃO quer dizer levar para dentro. Levar para dentro o QUÊ ou QUEM? Adianto, levar para dentro o leitor. Sempre que vamos escrever, devemos pensar no leitor. O corretor é antes um leitor, nunca esqueçam isso. Se devemos levar para dentro do nosso texto o leitor, temos, pois, que conquistá-lo. Conquistaremos o leitor superando a expectativa dele. Não fiquem iludidos, os corretores já sabem como vem o início da maioria dos textos. Se surpreendermos com a nossa introdução, teremos 50% da nossa aprovação. A introdução de um texto não deve ser tida como um resumo do meu texto, mas como uma apresentação.
O que é então o DESENVOLVIMENTO?O desenvolvimento consiste em uma explanação do texto. Algumas instituições como Cespe-UnB e FCC amarram o texto, pedindo que o candidato aborde no texto determinadas passagens. Tenhamos como exemplo a prova da ANTAQ, realizada pelo Cespe-UnB. Veja:Tendo o texto, a instituição apresentou o texto, redija um texto dissertativo em que aborde, necessariamente, os seguintes aspectos:- principais razões que conduziram à implantação de portos em regiões de mar aberto, sem abrigo natural;- implicações ambientais que tal iniciativa gerou:- conflitos mencionados no texto entre a cidade e o porto nela inserido e mecanismos que poderiam disciplinar tal situação. É muito importante que o candidato evite usar no desenvolvimento apenas um parágrafo. É fundamental também que o candidato perceba que não deve produzir o texto em três parágrafos apenas, seguindo cada parágrafo um tópico mencionado pela instituição. Isso é um equívoco. Você pode até estar me perguntando: professor Marcelo Braga, em quantos parágrafos e com quantas linhas eu devo produzir meu texto? Fazer uma afirmação de quantos parágrafos e em quantas linhas o candidato deve produzir um texto é retirar dele a condição de escrever. Essa postura, além de ser incorreta, é antiprofissional. Por vários motivos, dentre eles, pelo fato de a progressão temática ser conduzida por cada produtor. Importante é fazer uso de elementos coesivos que possam ligar um parágrafo ao outro. São elementos coesivos importantes e necessários em um texto: os pronomes demonstrativos, oblíquos e relativos, além de alguns possessivos; as conjunções e os advérbios. Atenha-se ao uso do termo ASSIM, é muito comum nas redações, na maioria das vezes, nada traduz ou indica. Melhor não tê-lo.
O que é a CONCLUSÃO?Muita gente acredita que a conclusão é o desfecho do texto. As pessoas que acreditam nisso estão corretas, já que a conclusão encerra o texto, por isso desfecho. No entanto, quando é que se percebe o desfecho do texto? A conclusão é o resultado óbvio das premissas existentes em um texto. Se o nosso texto é uma dissertação argumentativa (opinião), então devemos formular argumentos e justificá-los. Esse argumentos são premissas. Após apresentadas, tiraremos uma conclusão.
Vamos entender melhor.
SILOGISMO Premissa maior
- CLARA É MULHER - inquestionável Premissa menor
- TODA MULHER É INTELIGENTE - questionável
Se houve uma afirmação de que Clara é mulher e de que Toda mulher é inteligente, chegaremos a uma conclusão:
Conclusão - CLARA É INTELIGENTE.Por se tratar de um texto dissertativo, é dada ao produtor uma liberdade, consoante a progressão temática, de ele optar por reafirmação à critica abordada por ele, por uma sugestão, por um reforço ao que foi abordado. Em uma conclusão é importante fugir de expressões do tipo: Conclui-se que...; Conforme o mencionado...; Diante do exposto...; Como havia dito antes...;
Participe você também do serviço Redação On-line acessando http://www.professormarcelobraga.com.br/
Abraços,
Professor Marcelo Braga
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
LEITURA DE MUNDO - Rede Brasil - canal 38 em PVH
terça-feira, 11 de agosto de 2009
UM FELIZ DIA DOS ESTUDANTES

Esse dia é somente seu!!Aproveito essa data especial para dar os parabéns a todos que se dedicam aos estudos.O estudante, além de estar constantemente exercitando seus neurônios para expandir seus conhecimentos, está igualmente sujeito a uma série de responsabilidade. Nós somos, além de tudo, a base intelectual e admirável na qual irá depender do progresso de uma estrutura que diariamente necessita de socorro, a que chamamos sociedade.É certo, então, que está na mão de vocês, estudantes, o destino de uma sociedade, de um país, de um mundo! E é por essa causa que inicia uma luta, uma luta que vem a ser o estímulo e o alerta que todos nós deveríamos repensar nesta data.Será que agimos realmente como cidadãos? Será que estamos atuando corretamente para produzirmos e mostrarmos do que somos capazes? Será que procuramos analisar antes de criticar e criticamos com bons argumentos? Será que temos a cara e a coragem para fazer, reivindicar, protestar e criticar sem nos ocultar?
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira

A importância destas usinas está assinalada nos estudos da EPE mostram que por volta de 2010 – 12 o país estará sob risco de escassez de eletricidade. O equilíbrio só será garantido, com as obras das usinas de Jirau e Santo Antônio no Madeira.
Os dois empreendimentos fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e o êxito do programa como um todo depende assim do planejamento e ampliação da capacidade de infra-estrutura.
O leilão da Usina de Santo Antônio já foi realizado e o consórcio de empresas que a construirá já se estabeleceu, de fato (trata-se do consórcio Madeiras Energias S/A - MESA, composto das seguintes empresas, com suas respectivas cotas de participação na construção e exploração da obra: FURNAS (39%), Odebrecht Investimentos (17,6%), Andrade Gutierrez Participações (12,4%), Cemig (10%), Construtora Norberto Odebrecht (1%) e Fundo de Investimentos e Participações Amazônia Energia (20%).
O rio em Porto Velho (RO)
Além das usinas de usinas de Jirau e Santo Antônio adicionarem ao sistema potência de 6.450 MW, ampliando consideravelmente a oferta nacional de eletricidade, ocorrerá uma ampliação física-geográfica do Sistema Interligado Nacional (SIN) com a construção de novas linhas de transmissão, que ampliarão e melhorarão a distribuição regional e nacional de energia elétrica. Trata-se do que Castro denominou de "avanço da fronteira elétrica", diminuindo o Sistema Isolado e os gastos com os encargos do CCC, um subsídio utilizado para diminuir o custo das tarifas das termoelétricas da região amazônica.
Conforme informações obtidas no sítio de Furnas [1] o perfil da obra é o seguinte:
Investimento: Aproximadamente R$ 9,5 bilhões.
Início de obra: Dezembro/2008.
Previsão de entrada em operação: Primeira e segunda unidades geradoras em dezembro de 2012 e a última em junho/2016.
Previsão de empregos gerados diretamente: 1.500 trabalhadores nos meses iniciais, até 4.500 trabalhadores nos 18 meses seguintes.
Área inundada: O espelho d'água a ser formado será de 271 Km², na elevação 70 m. Desse total, apenas 40% correspondem a novas áreas a serem inundadas; a maior parte, 60%, corresponde a própria calha do rio Madeira nesse trecho.
Impactos ambientais: Entre as novas áreas a serem inundadas e aquelas necessárias à implantação do canteiro de obras serão necessários retirar e aproveitar cerca de 15 Km² de matas. Em Rondônia são desmatados, por ano, algo próximo a 2.000 Km². Quanto aos peixes, os estudos demonstram que com os investimentos em mecanismo de transposição e ações de conservação não haverá alterações significativas na quantidade e na composição específica de peixes.
Compensação ambiental e social: Para o programa de compensação ambiental, que é obrigação legal, foi estimado, conforme a Resolução CONAMA 371/2006, 0,5% do valor do empreendimento. Isso corresponde a cerca de 47 milhões de reais. Já para o programa de compensação social, que refere-se a um compromisso do consórcio FURNAS/CNO, foi também estimado 0,5% do valor do empreendimento.
RIO MADEIRA


Uma subespécie de boto habita em exclusivo o sistema fluvial do Madeira.
O rio Madeira recebe este nome, pois no período de chuvas seu nível sobe e inunda as margens, trazendo troncos e restos de madeira das árvores.
Coincidente ou não com a estação chuvosa (dezembro a maio), ao mesmo tempo em que o rio enche com as águas das chuvas, em sentido contrário ao delta, é invadido pelas águas do Amazonas e sobe cerca de 17m , alagando todas as cachoeiras em seu leito até formar um espelho de água que tanto invade florestas como cobre as praias e toda a planície amazônica. Nesse momento, o rio Madeira deixa de ser um simples tributário do Rio Amazonas e se torna um canal de navegação dependente da "maré" desta confluência.
Aprovada exigência para que produção de biocombustíveis obedeça critérios socioambientais

A produção de biocombustíveis deverá ser realizada com a observação de critérios socioambientais, como a não utilização de trabalho infantil ou escravo e evitando o desmatamento de florestas ou vegetação nativa. A determinação está prevista em matéria aprovada nesta quinta-feira (6) pela Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) e será agora encaminhada à análise da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), em decisão terminativa.
A exigência está sendo acrescentada por meio de parágrafo único à Lei 9.478/97, que dispõe sobre a Política Energética Nacional. Segundo explica o autor do projeto (PLS 213/09), senador Valdir Raupp (PMDB-RO), embora o Brasil detenha, no mundo, uma das mais avançadas tecnologias para a produção de biocombustíveis, essa produção tem sido alvo de críticas, "muitas vezes destituídas de fundamento".
- Temos sido acusados de expandir a produção de etanol e de biodiesel à custa da destruição da Floresta Amazônica, bem como do emprego de trabalho escravo e de trabalho infantil, o que, na maioria das vezes, não é verdade - afirmou Raupp, na justificativa ao projeto.
Para o senador por Rondônia, a medida mais eficaz para se combater essa propaganda, que prejudica o Brasil, é a elaboração de uma legislação que determine que a produção de biocombustíveis seja realizada em conformidade com adequados padrões socioambientais.
Em seu parecer favorável ao projeto, o senador Gilberto Goellner (DEM-MT) lembrou que o mercado mundial, especialmente o europeu, vem cada vez mais exigindo dos produtores de biocombustíveis a adoção e a prática de critérios socioambientais em sua cadeia produtiva.
- Essas garantias, para a grande maioria dos que as exigem, devem ser atestadas por meio de mecanismos confiáveis, capazes de assegurar que a utilização de processos agroindustriais para a produção desses combustíveis não vá de encontro aos princípios do desenvolvimento sustentável - justificou Goellner.
Ao elogiar o projeto, o senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) afirmou que a matéria está inteiramente em harmonia com o pensamento do Brasil sobre desenvolvimento sustentável. Para Paulo Duque (PMDB-RJ), é preciso zelar pelo futuro das crianças e extinguir, de vez, o trabalho escravo no Brasil.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Quais as principais diferenças entre vírus e bactéria?

BACTÉRIA
ESTRUTURA Microrganismo unicelular com membrana e citoplasma, sem núcleo definido. Seu material genético, o ácido desoxirribonucleico (DNA), fica disperso. MODO DE VIDA Algumas são parasitas e causam doenças como a pneumonia e a cólera (veja a foto acima). Outras mantêm uma relação harmoniosa com os seres vivos, como as que vivem no intestino humano, auxiliando a digestão. Há ainda as que se alimentam de matéria orgânica morta. TAMANHO O diâmetro da maioria varia entre 0,2 e 2 micras (unidade que representa 1 milésimo de milímetro) e o comprimento entre 2 e 8 micras. Elas são visíveis a olho nu (se reunidas em colônias) ou com auxílio de microscópios ópticos.
SENSÍVEL A ANTIBIÓTICOS? Sim.
DOENÇAS CAUSADAS POR BACTÉRIAS:
Tuberculose
Haseníase
Difteria
Coqueluche
Pneumonia bacteriana
Escarlatina
Leptospirose
Tétano
Sífilis
Menigite meningocócica
Cólera
Febre Tifóide
VÍRUS
ESTRUTURA Microrganismo acelular. Os mais simples apresentam uma cobertura proteica que envolve seu material genético - o ácido desoxirribonucleico (DNA) ou o ribonucleico (RNA). MODO DE VIDA Todos são parasitas intracelulares. Alguns causam doenças em seres vivos, como a aids (veja a imagem acima, que representa o modelo do vírus HIV criado em computador), a gripe, o sarampo e a rubéola. TAMANHO Geralmente, eles são menores que as bactérias. O comprimento varia entre 20 e 1.000 namômetros (unidade que representa 1 milionésimo de milímetro). São visíveis somente com auxílio de microscópios eletrônicos.SENSÍVEL A ANTIBIÓTICOS? Não.
DOENÇAS CAUSADAS POR VÍRUS:
Hidrofobia (Raiva)
Hepatite Infecciosa
Caxumba
Gripe
Rubéola
Varíola
Sarampo
Febre Amarela
Aids