Malária. As novas usinas do Rio Madeira (RO) V
Globo.com
Construção de usinas no Rio Madeira trazem reviravolta à região
Pesquisadores questionam riscos ao homem e ao meio ambiente. Possíveis assoreamento, malária e morte de peixes causam polêmica.
A construção das usinas de Jirau e Santo Antônio, no Rio Madeira, em Rondônia, está trazendo mudanças rápidas na vida de pessoas e ao meio ambiente. Juntas, elas serão a terceira maior hidrelétrica do país, e já causam grandes impactos na região.
O mais visível é na natureza: movimentação de terra, alteração do fluxo do rio, formação de um lago artificial. Há também importantes consequências econômicas e sociais. Por isso são projetos que sempre provocam polêmicas.
SEDIMENTOS
Uma delas é sobre os reservatórios de água. Não quanto ao tamanho, porque serão relativamente pequenos, mas quanto ao risco de assoreamento, o depósito de sedimentos no fundo dos lagos. Os reservatórios poderão alagar mais áreas de floresta, as usinas perderão potência e a vida útil delas irá diminuir.
O professor da Universidade Federal de Rondônia, Luiz Fernando Novoa, diz que as pesquisas sobre o comportamento do Rio Madeira foram insuficientes e dá um conselho para quem vem para a região. "Procurar estudar mais a Amazônia, em primeiro lugar, ter menos arrogância com ela. Deixá-la de ver como estoque de terras, de madeira, de biodiversidade ou de energia."
"Contratamos os melhores especialistas em Amazônia que nos deram a tranquilidade de que o empreendimento está perfeitamente adequado e suportável pela sociedade brasileira", afirma o Diretor da Usina Santo Antônio, José Bonifácio Pinto Júnior.
MALÁRIA
Outra polêmica: há o temor de que os 20 mil empregos diretos que serão criados poderão provocar surtos de malária, o mal que assola a região. Muitos trabalhadores vêm de fora e são mais vulneráveis à doença.
A construção da estrada de ferro Madeira-Mamoré, cerca de 100 anos atrás, o primeiro mega projeto idealizado em Rondônia, atrasou por décadas e quase se inviabilizou porque milhares de trabalhadores morreram de malária.
As usinas tem planos de controle da doença, mas o pesquisador Luiz Hidelbrando Pereira da Silva, uma das maiores autoridades internacionais em malária, está preocupado com o que poderá acontecer fora dos canteiros de obras. "Nós vamos ter, seguramente, surtos epidêmicos em várias localidades. O que não quer dizer que isso seja incontrolável. Evidentemente as autoridades de saúde, federais, estaduais e municipais estão prevenidas sobre isso e tomando providências que eles podem tomar no sentido de reforçar as unidades de controle da malária na região".
PEIXES
O Bagre, peixe migratório abundante no Madeira também virou polêmica. As usinas terão uma espécie de escada para permitir que os peixes vençam as barragens ao subir o rio para se reproduzir.
A discussão sobre o Bagre foi ironizada por muitos, como se um peixinho estivesse criando problemas para um grande projeto. No mercado de peixe de Porto Velho dá para ver que o Bagre do Rio Madeira não é um peixinho qualquer que pode ser desprezado. A dourada, o jaú são peixes grandes, fundamentais para a economia da região e fundamentais na alimentação local.
Também há dúvidas se os bagres vão subir conseguir subir a escada. "Não estou sabendo realmente se vai ter condições do peixe passar. Ou se ele vai chegar ou vai voltar", diz o pescador Rosan Neves Barbosa. "Vão acabar os peixes todos e ninguém vai poder mais pescar e não sei como vai ficar”, afirma o pescador Marcos.
"Que funciona e que não funciona tem gente [dizendo] sempre. Agora, nós fazemos e tem funcionado no Brasil com a tecnologia mais evoluída em termos de hidrelétrica do mundo", explica o Diretor da Usina de Jirau, José Lúcio Gomes.
POTENCIAL AMAZÔNICO
O Brasil tem o maior potencial hidrelétrico do mundo, mas 70% dele estão na Amazônia. Quase todos os rios do sul, sudeste e nordeste já foram explorados. Foi o temor de um futuro apagão que levou o governo brasileiro a enfrentar os riscos de construir duas mega usinas na Amazônia.
O engenheiro e Presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim, que participou da decisão de construí-las, justifica os riscos. "Toda fonte tem seus prós e contras. Nós temos na hidrelétrica uma fonte que reúne as melhores condições do ponto de vista econômico, ambiental, e social, e o grande potencial brasileiro, está na Amazônia".
(Fonte: Globo.com) - Visite o site do Jornal da Globo
Veja a reportagem completa e assita ao vídeo clicando no link abaixo da Globo.com:
http://g1.globo.com/Amazonia/0,,MUL1272472-16052,00-CONSTRUCAO+DE+USINAS+NO+RIO+MADEIRA+TRAZEM+REVIRAVOLTA+A+REGIAO.html
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Agronegócio no Brasil: Perspectivas e limitações
Nos últimos 20 anos, os níveis tecnológicos alcançados pelos produtores rurais
brasileiros atingiram patamares expressivos que podem ser mensurados pelo aumento da
produtividade no campo. Isso explica, por exemplo, o fato de o Brasil ter conseguido dobrar a produção de grãos para os atuais 100 milhões de toneladas, em relação à colheita de 50,8 milhões de toneladas obtida no início da década de 80, com a mesma área plantada. Este desempenho no campo só foi possível graças à utilização de insumos – basicamente sementes, adubo e agrotóxicos – de primeira linha disponíveis para o setor. Hoje o agronegócio, entendido como a soma dos setores produtivos com os de processamento do produto final e os de fabricação de insumos, responde por quase um terço do PIB do Brasil e por valor semelhante das exportações totais do país.
A soja foi uma das principais responsáveis pelo crescimento do agronegócio no país,
não só pelo volume físico e financeiro envolvido, mas também pela necessidade da visão empresarial de administração da atividade por parte dos produtores, fornecedores de insumos, processadores da matéria-prima e negociantes.
A produtividade e o custo de produção das fazendas nacionais demonstram que a soja
cultivada consegue ter uma competitividade superior em relação à norte-americana.
A melhoria da competitividade da agricultura e pecuária do Brasil, sobretudo nos
últimos dez anos, e o próprio empenho do governo e da iniciativa privada em estimular e divulgar o produto agrícola brasileiro no exterior tem proporcionado aumento das exportações do agronegócio.
Além da maior produtividade do setor, o câmbio permitiu uma maior competitividade
aos produtos brasileiros. A partir de 1999, a taxa de câmbio real permitiu que a
competitividade do produto brasileiro conseguisse ser repassada ao mercado externo.
Também foram importantes na melhoria do desempenho dos embarques os ganhos em
logística, com a melhoria na infra-estrutura de rodovias e portos. Além disso, em 1996, foi desonerada a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incidia sobre as exportações de produtos agropecuários.
Para aumentar a participação de mercado dos produtos agrícolas brasileiros, além do
trabalho promocional desenvolvido em conjunto pelo governo federal e iniciativa privada, o governo tem atuado junto a OMC (Organização Mundial de Comercio) no sentido da eliminação de barreiras comerciais nos países importadores.
Cabe destacar também que o sucesso do agronegócio forma parte de uma estratégia
desenhada nos anos 70 que apontou para a resolução de vários problemas estruturais que entravavam o desempenho da agricultura. O desenvolvimento tecnológico promovido pela EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) é usualmente citado como um dos principais fatores, mas há outros de igual ou maior relevância, como a abertura de fronteiras agrícolas nos Cerrados através de programas de colonização dirigida e as inovações introduzidas nos mecanismos tradicionais de política agrícola no Brasil.
Vários fatores contribuem para que haja grandes chances, no longo prazo, do Brasil
aumentar sua produção agrícola (principalmente de soja e milho). Pelo lado da oferta cabe destacar que o Brasil possui grandes áreas ainda inexploradas ou deficientemente exploradas que poderão ser incorporadas à produção agrícola no futuro se houver investimentos em produtividade e em meios de escoamento das safras.
Embora as perspectivas de continuação do desempenho do agronegocio continuem promissoras, há problemas tanto conjunturais como estruturais que podem definhar este
sucesso. No curto prazo observa-se um declínio dos preços internacionais e domésticos como o avanço de certas pragas que podem afetar a produtividade em algumas regiões (ferrugem asiática). No médio e longo prazo surge o problema da infra-estrutura de transportes, cuja deficiência tanto em termos de extensão como de qualidade ameaça introduzir um vetor de aumento de custos significativo na estrutura de produção.
A questão ambiental, principalmente por causa do desmatamento que vem sendo
observado em áreas de expansão da soja, cria um problema sério de sustentabilidade que o país deve enfrentar, sob pena de estar resolvendo um problema por um lado (macro econômico) e criando outro para as gerações futuras de dimensões mais perigosas que o que solucionou.
Leia mais sobre o Agronegócio
http://www.portaldoagronegocio.com.br/conteudo.php?id=32154
http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/analise/agronegocio-e-transnacionais-sao-inimigos-do-meio-ambiente
brasileiros atingiram patamares expressivos que podem ser mensurados pelo aumento da
produtividade no campo. Isso explica, por exemplo, o fato de o Brasil ter conseguido dobrar a produção de grãos para os atuais 100 milhões de toneladas, em relação à colheita de 50,8 milhões de toneladas obtida no início da década de 80, com a mesma área plantada. Este desempenho no campo só foi possível graças à utilização de insumos – basicamente sementes, adubo e agrotóxicos – de primeira linha disponíveis para o setor. Hoje o agronegócio, entendido como a soma dos setores produtivos com os de processamento do produto final e os de fabricação de insumos, responde por quase um terço do PIB do Brasil e por valor semelhante das exportações totais do país.
A soja foi uma das principais responsáveis pelo crescimento do agronegócio no país,
não só pelo volume físico e financeiro envolvido, mas também pela necessidade da visão empresarial de administração da atividade por parte dos produtores, fornecedores de insumos, processadores da matéria-prima e negociantes.
A produtividade e o custo de produção das fazendas nacionais demonstram que a soja
cultivada consegue ter uma competitividade superior em relação à norte-americana.
A melhoria da competitividade da agricultura e pecuária do Brasil, sobretudo nos
últimos dez anos, e o próprio empenho do governo e da iniciativa privada em estimular e divulgar o produto agrícola brasileiro no exterior tem proporcionado aumento das exportações do agronegócio.
Além da maior produtividade do setor, o câmbio permitiu uma maior competitividade
aos produtos brasileiros. A partir de 1999, a taxa de câmbio real permitiu que a
competitividade do produto brasileiro conseguisse ser repassada ao mercado externo.
Também foram importantes na melhoria do desempenho dos embarques os ganhos em
logística, com a melhoria na infra-estrutura de rodovias e portos. Além disso, em 1996, foi desonerada a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incidia sobre as exportações de produtos agropecuários.
Para aumentar a participação de mercado dos produtos agrícolas brasileiros, além do
trabalho promocional desenvolvido em conjunto pelo governo federal e iniciativa privada, o governo tem atuado junto a OMC (Organização Mundial de Comercio) no sentido da eliminação de barreiras comerciais nos países importadores.
Cabe destacar também que o sucesso do agronegócio forma parte de uma estratégia
desenhada nos anos 70 que apontou para a resolução de vários problemas estruturais que entravavam o desempenho da agricultura. O desenvolvimento tecnológico promovido pela EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) é usualmente citado como um dos principais fatores, mas há outros de igual ou maior relevância, como a abertura de fronteiras agrícolas nos Cerrados através de programas de colonização dirigida e as inovações introduzidas nos mecanismos tradicionais de política agrícola no Brasil.
Vários fatores contribuem para que haja grandes chances, no longo prazo, do Brasil
aumentar sua produção agrícola (principalmente de soja e milho). Pelo lado da oferta cabe destacar que o Brasil possui grandes áreas ainda inexploradas ou deficientemente exploradas que poderão ser incorporadas à produção agrícola no futuro se houver investimentos em produtividade e em meios de escoamento das safras.
Embora as perspectivas de continuação do desempenho do agronegocio continuem promissoras, há problemas tanto conjunturais como estruturais que podem definhar este
sucesso. No curto prazo observa-se um declínio dos preços internacionais e domésticos como o avanço de certas pragas que podem afetar a produtividade em algumas regiões (ferrugem asiática). No médio e longo prazo surge o problema da infra-estrutura de transportes, cuja deficiência tanto em termos de extensão como de qualidade ameaça introduzir um vetor de aumento de custos significativo na estrutura de produção.
A questão ambiental, principalmente por causa do desmatamento que vem sendo
observado em áreas de expansão da soja, cria um problema sério de sustentabilidade que o país deve enfrentar, sob pena de estar resolvendo um problema por um lado (macro econômico) e criando outro para as gerações futuras de dimensões mais perigosas que o que solucionou.
Leia mais sobre o Agronegócio
http://www.portaldoagronegocio.com.br/conteudo.php?id=32154
http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/analise/agronegocio-e-transnacionais-sao-inimigos-do-meio-ambiente
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Constituição completa 21 anos e senadores se dividem sobre mudanças frequentes
Da Agência Brasil
05/10/2009
Ao completar hoje (5) 21 anos de promulgação, a Constituição brasileira tem consenso dos senadores apenas no capítulo dos Direitos Sociais, ao considerar o texto original, aprovado pela Assembleia Nacional Constituinte de 1988. As frequentes alterações no corpo da Carta Magna é um assunto que ainda divide os parlamentares e frequentemente é cobrada no Senado, onde tramitam 384 propostas de emendas à Constituição (PEC).
Pelo menos dois exemplos disso são o excesso de medidas provisórias editadas pelo governo e a ausência e uma reforma política ampla que possa readequar os dispositivos aprovados pelos constituintes. O próprio presidente José Sarney (PMDB-AP) já tratou dos dois assuntos por diversas vezes, seja em discursos da tribuna do plenário ou em entrevistas. O mesmo fizeram os líderes anteriores, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) e Renan Calheiros (PMDB-AL).
Recentemente, o Congresso Nacional aprovou mudanças na legislação eleitoral, por meio de um projeto de lei, que passam a vigorar já a partir de 2010. Um dos pontos foi a adoção de critérios para o uso da internet nas campanhas, que acabou liberado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na sanção da matéria.
Para o senador Tião Viana (PT-AC), as cerca de 60 propostas de emendas à Constituição analisadas todo mês por parlamentares fazem com que o texto constitucional deixe de cumprir o seu papel de “manto de proteção” da sociedade. Segundo ele, é preciso que os senadores parem e reflitam sobre o papel do legislativo para “vulgarizar” os trabalhos.
“Sequer temos informações das leis que estão sendo aprovadas que, por vezes, não são substantivas”, completou o petista. Ele sugere que os presidentes da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), e o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), se reúnam com as autoridades do Supremo Tribunal Federal (STF), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Ministério Público, Advocacia-Geral da União (AGU) e Defensoria Pública da União para definir uma prioridade na agenda legislativa que priorize a análise do que foi posto no capítulo das Disposições Transitórias da Constituição e que ainda não foram regulamentados.
“Nas leis pendentes é necessário excluir o que não é essencial e avaliar o restante, mesmo porque muita coisa não deve ser tratada por alterações constitucionais mas por legislação ordinária”, afirma Viana em suas críticas. Para ele, o Congresso deve deixar de ser “uma fábrica de leis”.
Já o senador Francisco Dornelles (PP-RJ) não compartilha com as avaliações do colega petista. Segundo ele, o texto constitucional, no decorrer desses 21 anos, foi aperfeiçoado frequentemente pelos congressistas. Ele destacou, por exemplo, as mudanças na economia com as quebras dos monopólios do petróleo e das telecomunicações.
De acordo com ele, a reforma política é uma das prioridades que deve se estabelecer na agenda do Parlamento como parte desse processo de aperfeiçoamento constitucional, avalia.
Ele não compartilha, entretanto, da análise de que o governo edita muita medida provisória, em grande parte sem necessidade. “O número elevado de medidas provisórias só existe porque o Congresso aceita tais textos. Existem matérias que nunca deveriam ser tratadas como medida provisória, mas o Congresso ratifica”, afirma numa crítica a não instalação das comissões especiais que, em tese, deveriam analisar a admissibilidade e urgência das MPs, um preceito previsto na Constituição.
O líder do Democratas (DEM), José Agripino Maia (RN), ressaltou que a tarefa dos deputados e senadores neste momento, quando o assunto é reforma da Constituição, é ao longo do tempo realizar as adequações necessárias.
05/10/2009
Ao completar hoje (5) 21 anos de promulgação, a Constituição brasileira tem consenso dos senadores apenas no capítulo dos Direitos Sociais, ao considerar o texto original, aprovado pela Assembleia Nacional Constituinte de 1988. As frequentes alterações no corpo da Carta Magna é um assunto que ainda divide os parlamentares e frequentemente é cobrada no Senado, onde tramitam 384 propostas de emendas à Constituição (PEC).
Pelo menos dois exemplos disso são o excesso de medidas provisórias editadas pelo governo e a ausência e uma reforma política ampla que possa readequar os dispositivos aprovados pelos constituintes. O próprio presidente José Sarney (PMDB-AP) já tratou dos dois assuntos por diversas vezes, seja em discursos da tribuna do plenário ou em entrevistas. O mesmo fizeram os líderes anteriores, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) e Renan Calheiros (PMDB-AL).
Recentemente, o Congresso Nacional aprovou mudanças na legislação eleitoral, por meio de um projeto de lei, que passam a vigorar já a partir de 2010. Um dos pontos foi a adoção de critérios para o uso da internet nas campanhas, que acabou liberado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na sanção da matéria.
Para o senador Tião Viana (PT-AC), as cerca de 60 propostas de emendas à Constituição analisadas todo mês por parlamentares fazem com que o texto constitucional deixe de cumprir o seu papel de “manto de proteção” da sociedade. Segundo ele, é preciso que os senadores parem e reflitam sobre o papel do legislativo para “vulgarizar” os trabalhos.
“Sequer temos informações das leis que estão sendo aprovadas que, por vezes, não são substantivas”, completou o petista. Ele sugere que os presidentes da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), e o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), se reúnam com as autoridades do Supremo Tribunal Federal (STF), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Ministério Público, Advocacia-Geral da União (AGU) e Defensoria Pública da União para definir uma prioridade na agenda legislativa que priorize a análise do que foi posto no capítulo das Disposições Transitórias da Constituição e que ainda não foram regulamentados.
“Nas leis pendentes é necessário excluir o que não é essencial e avaliar o restante, mesmo porque muita coisa não deve ser tratada por alterações constitucionais mas por legislação ordinária”, afirma Viana em suas críticas. Para ele, o Congresso deve deixar de ser “uma fábrica de leis”.
Já o senador Francisco Dornelles (PP-RJ) não compartilha com as avaliações do colega petista. Segundo ele, o texto constitucional, no decorrer desses 21 anos, foi aperfeiçoado frequentemente pelos congressistas. Ele destacou, por exemplo, as mudanças na economia com as quebras dos monopólios do petróleo e das telecomunicações.
De acordo com ele, a reforma política é uma das prioridades que deve se estabelecer na agenda do Parlamento como parte desse processo de aperfeiçoamento constitucional, avalia.
Ele não compartilha, entretanto, da análise de que o governo edita muita medida provisória, em grande parte sem necessidade. “O número elevado de medidas provisórias só existe porque o Congresso aceita tais textos. Existem matérias que nunca deveriam ser tratadas como medida provisória, mas o Congresso ratifica”, afirma numa crítica a não instalação das comissões especiais que, em tese, deveriam analisar a admissibilidade e urgência das MPs, um preceito previsto na Constituição.
O líder do Democratas (DEM), José Agripino Maia (RN), ressaltou que a tarefa dos deputados e senadores neste momento, quando o assunto é reforma da Constituição, é ao longo do tempo realizar as adequações necessárias.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
PROVA DO ENEM CANCELADA
MEC cancela prova do Enem
Denúncia de jornal, de que o exame teria vazado, motivou a suspensão.Expectativa do MEC é realizar nova prova em 45 dias.
Do G1, em São Paulo
O Ministério da Educação e Cultura (MEC) cancelou na madrugada desta quinta-feira (1º) a prova do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), que seria aplicada neste final de semana, disse a assessoria de comunicação social do MEC, que confirmou também que a decisão partiu do ministro Fernando Haddad, após conhecer denúncia feita pelo jornal “O Estado de São Paulo”, de que a prova teria vazado. Haddad concederá entrevista nesta quinta, na sede do MEC, em Brasília, para explicar os procedimentos com relação ao Enem. O MEC tem uma segunda versão da prova, mas ainda não está confirmado se essa versão poderá ser utilizada. Cerca de 4,1 milhões de candidatos realizariam o exame. A expectativa do MEC é realizar a próxima prova, que tem como responsável o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), em 45 dias. O jornal “O Estado de São Paulo” denunciou que foi procurado por um homem que disse ter as duas provas que seriam aplicadas no sábado (3) e no domingo (4), e que queria vender o material por R$ 500 mil.
Denúncia de jornal, de que o exame teria vazado, motivou a suspensão.Expectativa do MEC é realizar nova prova em 45 dias.
Do G1, em São Paulo
O Ministério da Educação e Cultura (MEC) cancelou na madrugada desta quinta-feira (1º) a prova do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), que seria aplicada neste final de semana, disse a assessoria de comunicação social do MEC, que confirmou também que a decisão partiu do ministro Fernando Haddad, após conhecer denúncia feita pelo jornal “O Estado de São Paulo”, de que a prova teria vazado. Haddad concederá entrevista nesta quinta, na sede do MEC, em Brasília, para explicar os procedimentos com relação ao Enem. O MEC tem uma segunda versão da prova, mas ainda não está confirmado se essa versão poderá ser utilizada. Cerca de 4,1 milhões de candidatos realizariam o exame. A expectativa do MEC é realizar a próxima prova, que tem como responsável o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), em 45 dias. O jornal “O Estado de São Paulo” denunciou que foi procurado por um homem que disse ter as duas provas que seriam aplicadas no sábado (3) e no domingo (4), e que queria vender o material por R$ 500 mil.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Fontes de Energia
O que são: energia hidráulica, fóssil, solar, nuclear, eólica, biomassa, geotérmica, gravitacional ?
Em nosso planeta encontramos diversos tipos de fontes de energia. Elas podem ser renováveis ou esgotáveis. Por exemplo, a energia solar e a eólica (obtida através dos ventos) fazem parte das fontes de energia inesgotáveis. Por outro lado, os combustíveis fósseis (derivados do petróleo e do carvão mineral) possuem uma quantidade limitada em nosso planeta, podendo acabar caso não haja um consumo racional.
Principais fontes de energia
· Energia hidráulica – é a mais utilizada no Brasil em função da grande quantidade de rios em nosso país. A água possui um potencial energético e quando represada ele aumenta. Numa usina hidrelétrica existem turbinas que, na queda d`água, fazem funcionar um gerador elétrico, produzindo energia. Embora a implantação de uma usina provoque impactos ambientais, na fase de construção da represa, esta é uma fonte considerada limpa.
· Energia fóssil – formada a milhões de anos a partir do acúmulo de materiais orgânicos no subsolo. A geração de energia a partir destas fontes costuma provocar poluição, e esta, contribui com o aumento do efeito estufa e aquecimento global. Isto ocorre principalmente nos casos dos derivados de petróleo (diesel e gasolina) e do carvão mineral. Já no caso do gás natural, o nível de poluentes é bem menor.
· Energia solar – ainda pouco explorada no mundo, em função do custo elevado de implantação, é uma fonte limpa, ou seja, não gera poluição nem impactos ambientais. A radiação solar é captada e transformada para gerar calor ou eletricidade.
· Energia de biomassa – é a energia gerada a partir da decomposição, em curto prazo, de materiais orgânicos (esterco, restos de alimentos, resíduos agrícolas). O gás metano produzido é usado para gerar energia.
· Energia eólica – gerada a partir do vento. Grandes hélices são instaladas em áreas abertas, sendo que, os movimentos delas geram energia elétrica. È uma fonte limpa e inesgotável, porém, ainda pouco utilizada
Energia nuclear – o urânio é um elemento químico que possui muita energia. Quando o núcleo é desintegrado, uma enorme quantidade de energia é liberada. As usinas nucleares aproveitam esta energia para gerar eletricidade. Embora não produza poluentes, a quantidade de lixo nuclear é um ponto negativo.Os acidentes em usinas nucleares, embora raros, representam um grande perigo.
· Energia geotérmica – nas camadas profundas da crosta terrestre existe um alto nível de calor. Em algumas regiões, a temperatura pode superar 5.000°C. As usinas podem utilizar este calor para acionar turbinas elétricas e gerar energia. Ainda é pouco utilizada.
· Energia gravitacional – gerada a partir do movimento das águas oceânicas nas marés. Possui um custo elevado de implantação e, por isso, é pouco utilizada. Especialistas em energia afirmam que, no futuro, esta, será uma das principais fontes de energia do planeta.
BENEFÍCIOS NA UTILIZAÇÃO DAS ENERGIAS RENOVÁVEIS
Segundo Wolfgang Palz no seu livro Energia Solar e Fontes Alternativas, a energia solar recebida pela terra a cada ano é dez vezes superior a contida em toda a reserva de combustíveis fósseis. Mas, atualmente a maior parte da energia utilizada pela humanidade provém de combustíveis fósseis - Petróleo, carvão mineral, xisto etc. A vida moderna tem sido movida a custa de recursos esgotáveis que levaram milhões de anos para se formar.
O uso desses combustíveis em larga escala tem mudado substancialmente a composição da atmosfera e o balanço térmico do Planeta provocando o aquecimento global, degelo nos pólos, chuvas ácidas e envenenamento da atmosfera e todo meio-ambiente. As previsões dos efeitos decorrentes para um futuro próximo, são catastróficas. Alternativas como a energia nuclear, que eram apontadas como solução definitiva, já mostraram que só podem piorar a situação. Com certeza, ou buscamos soluções limpas e ambientalmente corretas ou seremos obrigados a mudar nossos hábitos e costumes de maneira traumática.
A utilização das energias renováveis em substituição aos combustíveis fósseis é uma direção viável e vantajosa. Pois, além de serem praticamente inesgotáveis, as energias renováveis podem apresentar impacto ambiental muito baixo ou quase nulo, sem afetar o balanço térmico ou composição atmosférica do planeta.
Graças aos diversos tipos de manifestação, disponibilidade de larga abrangência geográfica e variadas possibilidades de conversão, as renováveis são bastante próprias para geração distribuída e ou autônoma. O desenvolvimento das tecnologias para o aproveitamento das renováveis poderão beneficiar comunidades rurais e regiões afastadas bem como a produção agrícola através da autonomia energética e conseqüente melhoria global da qualidade de vida dos habitantes. Certamente diminuiria o êxodo rural e a má distribuição de renda, dos quais nosso país tem péssimos quadros. Infelizmente, o Brasil tem investido muito pouco no desenvolvimento de tecnologias de aproveitamento dessas fontes, das quais é um dos maiores detentores em nível mundial. Fica a pergunta: Até quando seremos "o país do futuro" se não investirmos nele?
Fonte: suapesquisa.com
Em nosso planeta encontramos diversos tipos de fontes de energia. Elas podem ser renováveis ou esgotáveis. Por exemplo, a energia solar e a eólica (obtida através dos ventos) fazem parte das fontes de energia inesgotáveis. Por outro lado, os combustíveis fósseis (derivados do petróleo e do carvão mineral) possuem uma quantidade limitada em nosso planeta, podendo acabar caso não haja um consumo racional.
Principais fontes de energia
· Energia hidráulica – é a mais utilizada no Brasil em função da grande quantidade de rios em nosso país. A água possui um potencial energético e quando represada ele aumenta. Numa usina hidrelétrica existem turbinas que, na queda d`água, fazem funcionar um gerador elétrico, produzindo energia. Embora a implantação de uma usina provoque impactos ambientais, na fase de construção da represa, esta é uma fonte considerada limpa.
· Energia fóssil – formada a milhões de anos a partir do acúmulo de materiais orgânicos no subsolo. A geração de energia a partir destas fontes costuma provocar poluição, e esta, contribui com o aumento do efeito estufa e aquecimento global. Isto ocorre principalmente nos casos dos derivados de petróleo (diesel e gasolina) e do carvão mineral. Já no caso do gás natural, o nível de poluentes é bem menor.
· Energia solar – ainda pouco explorada no mundo, em função do custo elevado de implantação, é uma fonte limpa, ou seja, não gera poluição nem impactos ambientais. A radiação solar é captada e transformada para gerar calor ou eletricidade.
· Energia de biomassa – é a energia gerada a partir da decomposição, em curto prazo, de materiais orgânicos (esterco, restos de alimentos, resíduos agrícolas). O gás metano produzido é usado para gerar energia.
· Energia eólica – gerada a partir do vento. Grandes hélices são instaladas em áreas abertas, sendo que, os movimentos delas geram energia elétrica. È uma fonte limpa e inesgotável, porém, ainda pouco utilizada
Energia nuclear – o urânio é um elemento químico que possui muita energia. Quando o núcleo é desintegrado, uma enorme quantidade de energia é liberada. As usinas nucleares aproveitam esta energia para gerar eletricidade. Embora não produza poluentes, a quantidade de lixo nuclear é um ponto negativo.Os acidentes em usinas nucleares, embora raros, representam um grande perigo.
· Energia geotérmica – nas camadas profundas da crosta terrestre existe um alto nível de calor. Em algumas regiões, a temperatura pode superar 5.000°C. As usinas podem utilizar este calor para acionar turbinas elétricas e gerar energia. Ainda é pouco utilizada.
· Energia gravitacional – gerada a partir do movimento das águas oceânicas nas marés. Possui um custo elevado de implantação e, por isso, é pouco utilizada. Especialistas em energia afirmam que, no futuro, esta, será uma das principais fontes de energia do planeta.
BENEFÍCIOS NA UTILIZAÇÃO DAS ENERGIAS RENOVÁVEIS
Segundo Wolfgang Palz no seu livro Energia Solar e Fontes Alternativas, a energia solar recebida pela terra a cada ano é dez vezes superior a contida em toda a reserva de combustíveis fósseis. Mas, atualmente a maior parte da energia utilizada pela humanidade provém de combustíveis fósseis - Petróleo, carvão mineral, xisto etc. A vida moderna tem sido movida a custa de recursos esgotáveis que levaram milhões de anos para se formar.
O uso desses combustíveis em larga escala tem mudado substancialmente a composição da atmosfera e o balanço térmico do Planeta provocando o aquecimento global, degelo nos pólos, chuvas ácidas e envenenamento da atmosfera e todo meio-ambiente. As previsões dos efeitos decorrentes para um futuro próximo, são catastróficas. Alternativas como a energia nuclear, que eram apontadas como solução definitiva, já mostraram que só podem piorar a situação. Com certeza, ou buscamos soluções limpas e ambientalmente corretas ou seremos obrigados a mudar nossos hábitos e costumes de maneira traumática.
A utilização das energias renováveis em substituição aos combustíveis fósseis é uma direção viável e vantajosa. Pois, além de serem praticamente inesgotáveis, as energias renováveis podem apresentar impacto ambiental muito baixo ou quase nulo, sem afetar o balanço térmico ou composição atmosférica do planeta.
Graças aos diversos tipos de manifestação, disponibilidade de larga abrangência geográfica e variadas possibilidades de conversão, as renováveis são bastante próprias para geração distribuída e ou autônoma. O desenvolvimento das tecnologias para o aproveitamento das renováveis poderão beneficiar comunidades rurais e regiões afastadas bem como a produção agrícola através da autonomia energética e conseqüente melhoria global da qualidade de vida dos habitantes. Certamente diminuiria o êxodo rural e a má distribuição de renda, dos quais nosso país tem péssimos quadros. Infelizmente, o Brasil tem investido muito pouco no desenvolvimento de tecnologias de aproveitamento dessas fontes, das quais é um dos maiores detentores em nível mundial. Fica a pergunta: Até quando seremos "o país do futuro" se não investirmos nele?
Fonte: suapesquisa.com
Pré-sal não exclui energia renovável
Publicação: 23 de Setembro de 2009 às 00:00
Sílvia Ribeiro Dantas - enviada a Brasília*
A descoberta do reservatório de óleo no pré-sal não fará com que o Brasil abandone o desenvolvimento dos biocombustíveis. É o que revelou a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, em Brasília, durante a abertura do seminário “O pré-sal e o futuro do Brasil”, sobre a exploração de petróleo na área do pré-sal brasileiro.
Para a ministra, o Brasil é o país com maior potencial renovável do mundo e tem condições de investir simultaneamente no petróleo e no desenvolvimento dos biocombustíveis. “Não mudamos um milímetro do nosso recurso de energia renovável e não podemos ser ingênuos em colocar um tipo de recurso contra o outro. O fato de termos petróleo e podermos ser um grande exportador, não elimina a grande vantagem do Brasil, de ser o país que tem na sua matriz energética a mais renovável do mundo, e isso não é pretensão”, avalia.
Rousseff exemplifica a importância dos biocombustíveis, destacando que atualmente, o consumo de álcool do país já ultrapassa o da gasolina e atribui parte desse fato à gasolina consumida no Brasil possuir 25% de etanol em sua composição, além da grande quantidade de carros com motor flex no mercado. “O consumo de etanol hoje é maior do que o da gasolina e a nossa matriz de biocombustíveis também vem crescendo com o uso do biodiesel. Lembrando que este governo instituiu a inclusão de 4% de biodiesel em todo o óleo diesel que circula no país”, completa
Ao falar sobre o novo marco regulatório da exploração de petróleo no país, Dilma Roussef destaca que a descoberta de petróleo na área do pré-sal não garante desenvolvimento, sendo necessária vontade política para possibilitar que as riquezas minerais sejam transformadas em riquezas sociais e humanas no Brasil. “O pré-sal, por si só, não assegura nada”, enfatiza.De acordo com a ministra, regulamentar a exploração no pré-sal é uma maneira de evitar que o Brasil sofra com o que ela classificou de “maldição do petróleo e doença holandesa”, ao lembrar que outros países já foram impossibilitados de ver as suas economias crescerem após a descoberta de grandes reservatórios de petróleo. “Ainda não temos idéia do volume real de petróleo no pré-sal, mas estima-se que seja algo entre 30 milhões e 100 milhões de barris. Temos a felicidade de discutir a abundância, mas isso é uma tremenda responsabilidade”, afirma.
fonte: tribuna do norte
Sílvia Ribeiro Dantas - enviada a Brasília*
A descoberta do reservatório de óleo no pré-sal não fará com que o Brasil abandone o desenvolvimento dos biocombustíveis. É o que revelou a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, em Brasília, durante a abertura do seminário “O pré-sal e o futuro do Brasil”, sobre a exploração de petróleo na área do pré-sal brasileiro.
Para a ministra, o Brasil é o país com maior potencial renovável do mundo e tem condições de investir simultaneamente no petróleo e no desenvolvimento dos biocombustíveis. “Não mudamos um milímetro do nosso recurso de energia renovável e não podemos ser ingênuos em colocar um tipo de recurso contra o outro. O fato de termos petróleo e podermos ser um grande exportador, não elimina a grande vantagem do Brasil, de ser o país que tem na sua matriz energética a mais renovável do mundo, e isso não é pretensão”, avalia.
Rousseff exemplifica a importância dos biocombustíveis, destacando que atualmente, o consumo de álcool do país já ultrapassa o da gasolina e atribui parte desse fato à gasolina consumida no Brasil possuir 25% de etanol em sua composição, além da grande quantidade de carros com motor flex no mercado. “O consumo de etanol hoje é maior do que o da gasolina e a nossa matriz de biocombustíveis também vem crescendo com o uso do biodiesel. Lembrando que este governo instituiu a inclusão de 4% de biodiesel em todo o óleo diesel que circula no país”, completa
Ao falar sobre o novo marco regulatório da exploração de petróleo no país, Dilma Roussef destaca que a descoberta de petróleo na área do pré-sal não garante desenvolvimento, sendo necessária vontade política para possibilitar que as riquezas minerais sejam transformadas em riquezas sociais e humanas no Brasil. “O pré-sal, por si só, não assegura nada”, enfatiza.De acordo com a ministra, regulamentar a exploração no pré-sal é uma maneira de evitar que o Brasil sofra com o que ela classificou de “maldição do petróleo e doença holandesa”, ao lembrar que outros países já foram impossibilitados de ver as suas economias crescerem após a descoberta de grandes reservatórios de petróleo. “Ainda não temos idéia do volume real de petróleo no pré-sal, mas estima-se que seja algo entre 30 milhões e 100 milhões de barris. Temos a felicidade de discutir a abundância, mas isso é uma tremenda responsabilidade”, afirma.
fonte: tribuna do norte
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
LOCAL PROVA ENEM
http://sistemasenem2.inep.gov.br/enemLocalProva/
ENTRE NO LINK ACIMA;
DIGITE SEU CPF SEGUIDO DE PESQUISAR;
CLIK NO FINAL DA FOLHA NO SEU NUMERO DE INSCRIÇÃO;
SEU LOCAL DE PROVA.
OBS.: GUARDE SEU NUMERO DE INSCRIÇÃO EM LOCAL SEGURO,POIS PRECISARÁ DELE PARA FAZER SUAS INSCRIÇÕES EM UNIVERSIDADES FEDERAIS E PELO PROUNI.
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quarta-feira, 23 de setembro de 2009
o QUE É dESENVOLVIMENTO sUSTENTÁVEL?
A definição mais aceita para desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro.Essa definição surgiu na Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pelas Nações Unidas para discutir e propor meios de harmonizar dois objetivos: o desenvolvimento econômico e a conservação ambiental.
O que é preciso fazer para alcançar o desenvolvimento sustentável?
Para ser alcançado, o desenvolvimento sustentável depende de planejamento e do reconhecimento de que os recursos naturais são finitos.Esse conceito representou uma nova forma de desenvolvimento econômico, que leva em conta o meio ambiente.Muitas vezes, desenvolvimento é confundido com crescimento econômico, que depende do consumo crescente de energia e recursos naturais. Esse tipo de desenvolvimento tende a ser insustentável, pois leva ao esgotamento dos recursos naturais dos quais a humanidade depende. Atividades econômicas podem ser encorajadas em detrimento da base de recursos naturais dos países. Desses recursos depende não só a existência humana e a diversidade biológica, como o próprio crescimento econômico. O desenvolvimento sustentável sugere, de fato, qualidade em vez de quantidade, com a redução do uso de matérias-primas e produtos e o aumento da reutilização e da reciclagem.
Os modelos de desenvolvimento dos países industrializados devem ser seguidos?
O desenvolvimento econômico é vital para os países mais pobres, mas o caminho a seguir não pode ser o mesmo adotado pelos países industrializados. Mesmo porque não seria possível. Caso as sociedades do Hemisfério Sul copiassem os padrões das sociedades do Norte, a quantidade de combustíveis fósseis consumida atualmente aumentaria 10 vezes e a de recursos minerais, 200 vezes. Ao invés de aumentar os níveis de consumo dos países em desenvolvimento, é preciso reduzir os níveis observados nos países industrializados.Os crescimentos econômico e populacional das últimas décadas têm sido marcados por disparidades. Embora os países do Hemisfério Norte possuam apenas um quinto da população do planeta, eles detêm quatro quintos dos rendimentos mundiais e consomem 70% da energia, 75% dos metais e 85% da produção de madeira mundial.
fONTE: http://www.wwf.org.br/informacoes/questoes_ambientais
O que é preciso fazer para alcançar o desenvolvimento sustentável?
Para ser alcançado, o desenvolvimento sustentável depende de planejamento e do reconhecimento de que os recursos naturais são finitos.Esse conceito representou uma nova forma de desenvolvimento econômico, que leva em conta o meio ambiente.Muitas vezes, desenvolvimento é confundido com crescimento econômico, que depende do consumo crescente de energia e recursos naturais. Esse tipo de desenvolvimento tende a ser insustentável, pois leva ao esgotamento dos recursos naturais dos quais a humanidade depende. Atividades econômicas podem ser encorajadas em detrimento da base de recursos naturais dos países. Desses recursos depende não só a existência humana e a diversidade biológica, como o próprio crescimento econômico. O desenvolvimento sustentável sugere, de fato, qualidade em vez de quantidade, com a redução do uso de matérias-primas e produtos e o aumento da reutilização e da reciclagem.
Os modelos de desenvolvimento dos países industrializados devem ser seguidos?
O desenvolvimento econômico é vital para os países mais pobres, mas o caminho a seguir não pode ser o mesmo adotado pelos países industrializados. Mesmo porque não seria possível. Caso as sociedades do Hemisfério Sul copiassem os padrões das sociedades do Norte, a quantidade de combustíveis fósseis consumida atualmente aumentaria 10 vezes e a de recursos minerais, 200 vezes. Ao invés de aumentar os níveis de consumo dos países em desenvolvimento, é preciso reduzir os níveis observados nos países industrializados.Os crescimentos econômico e populacional das últimas décadas têm sido marcados por disparidades. Embora os países do Hemisfério Norte possuam apenas um quinto da população do planeta, eles detêm quatro quintos dos rendimentos mundiais e consomem 70% da energia, 75% dos metais e 85% da produção de madeira mundial.
fONTE: http://www.wwf.org.br/informacoes/questoes_ambientais
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL NA AMAZÔNIA
Você já parou para pensar no que significa a palavra "progresso"? Pois então pense: estradas, indústrias, usinas, cidades, máquinas e muitas outras coisas que ainda estão por vir e que não conseguimos nem ao menos imaginar. Algumas partes desse processo todo são muito boas, pois melhoram a qualidade de vida dos seres humanos de uma forma ou de outra, como no transporte, comunicação, saúde, etc. Mas agora pense só: será que tudo isso de bom não tem nenhum preço? Será que para ter toda essa facilidade de vida nós, humanos, não pagamos nada?
Você já ouviu alguém dizer que para tudo na vida existe um preço? Pois é, nesse caso não é diferente. O progresso, da forma como vem sendo feito, tem acabado com o ambiente ou, em outras palavras, destruído o planeta Terra e a Natureza. Um estudioso do assunto disse uma vez que é mais difícil o mundo acabar devido a uma guerra nuclear ou a uma invasão extraterrestre (ou uma outra catástrofe qualquer) do que acabar pela destruição que nós, humanos, estamos provocando em nosso planeta. Você acha que isso tudo é um exagero? Então vamos trocar algumas idéias.
E o Desenvolvimento Sustentável?
O atual modelo de crescimento econômico gerou enormes desequilíbrios; se, por um lado, nunca houve tanta riqueza e fartura no mundo, por outro lado, a miséria, a degradação ambiental e a poluição aumentam dia-a-dia. Diante desta constatação, surge a idéia do Desenvolvimento Sustentável (DS), buscando conciliar o desenvolvimento econômico com a preservação ambiental e, ainda, ao fim da pobreza no mundo.
As pessoas que trabalharam na Agenda 21 escreveram a seguinte frase: "A humanidade de hoje tem a habilidade de desenvolver-se de uma forma sustentável, entretanto é preciso garantir as necessidades do presente sem comprometer as habilidades das futuras gerações em encontrar suas próprias necessidades". Ficou confuso com tudo isso? Então calma, vamos por partes. Essa frase toda pode ser resumida em poucas e simples palavras: desenvolver em harmonia com as limitações ecológicas do planeta, ou seja, sem destruir o ambiente, para que as gerações futuras tenham a chance de existir e viver bem, de acordo com as suas necessidades (melhoria da qualidade de vida e das condições de sobrevivência). Será que dá para fazer isso? Será que é possível conciliar tanto progresso e tecnologia com um ambiente saudável?
Acredita-se que isso tudo seja possível, e é exatamente o que propõem os estudiosos em Desenvolvimento Sustentável (DS), que pode ser definido como: "equilíbrio entre tecnologia e ambiente, relevando-se os diversos grupos sociais de uma nação e também dos diferentes países na busca da equidade e justiça social".
Para alcançarmos o DS, a proteção do ambiente tem que ser entendida como parte integrante do processo de desenvolvimento e não pode ser considerada isoladamente; é aqui que entra uma questão sobre a qual talvez você nunca tenha pensado: qual a diferença entre crescimento e desenvolvimento?
A diferença é que o crescimento não conduz automaticamente à igualdade nem à justiça sociais, pois não leva em consideração nenhum outro aspecto da qualidade de vida a não ser o acúmulo de riquezas, que se faz nas mãos apenas de alguns indivíduos da população. O desenvolvimento, por sua vez, preocupa-se com a geração de riquezas sim, mas tem o objetivo de distribuí-las, de melhorar a qualidade de vida de toda a população, levando em consideração, portanto, a qualidade ambiental do planeta.
O DS tem seis aspectos prioritários que devem ser entendidos como metas:
A satisfação das necessidades básicas da população (educação, alimentação, saúde, lazer, etc);
‚ A solidariedade para com as gerações futuras (preservar o ambiente de modo que elas tenham chance de viver);
ƒ A participação da população envolvida (todos devem se conscientizar da necessidade de conservar o ambiente e fazer cada um a parte que lhe cabe para tal);
„ A preservação dos recursos naturais (água, oxigênio, etc);
… A elaboração de um sistema social garantindo emprego, segurança social e respeito a outras culturas (erradicação da miséria, do preconceito e do massacre de populações oprimidas, como por exemplo os índios);
† A efetivação dos programas educativos.
Na tentativa de chegar ao DS, sabemos que a Educação Ambiental é parte vital e indispensável, pois é a maneira mais direta e funcional de se atingir pelo menos uma de suas metas: a participação da população.
Texto: Marina Ceccato Mendes
Você já ouviu alguém dizer que para tudo na vida existe um preço? Pois é, nesse caso não é diferente. O progresso, da forma como vem sendo feito, tem acabado com o ambiente ou, em outras palavras, destruído o planeta Terra e a Natureza. Um estudioso do assunto disse uma vez que é mais difícil o mundo acabar devido a uma guerra nuclear ou a uma invasão extraterrestre (ou uma outra catástrofe qualquer) do que acabar pela destruição que nós, humanos, estamos provocando em nosso planeta. Você acha que isso tudo é um exagero? Então vamos trocar algumas idéias.
E o Desenvolvimento Sustentável?
O atual modelo de crescimento econômico gerou enormes desequilíbrios; se, por um lado, nunca houve tanta riqueza e fartura no mundo, por outro lado, a miséria, a degradação ambiental e a poluição aumentam dia-a-dia. Diante desta constatação, surge a idéia do Desenvolvimento Sustentável (DS), buscando conciliar o desenvolvimento econômico com a preservação ambiental e, ainda, ao fim da pobreza no mundo.
As pessoas que trabalharam na Agenda 21 escreveram a seguinte frase: "A humanidade de hoje tem a habilidade de desenvolver-se de uma forma sustentável, entretanto é preciso garantir as necessidades do presente sem comprometer as habilidades das futuras gerações em encontrar suas próprias necessidades". Ficou confuso com tudo isso? Então calma, vamos por partes. Essa frase toda pode ser resumida em poucas e simples palavras: desenvolver em harmonia com as limitações ecológicas do planeta, ou seja, sem destruir o ambiente, para que as gerações futuras tenham a chance de existir e viver bem, de acordo com as suas necessidades (melhoria da qualidade de vida e das condições de sobrevivência). Será que dá para fazer isso? Será que é possível conciliar tanto progresso e tecnologia com um ambiente saudável?
Acredita-se que isso tudo seja possível, e é exatamente o que propõem os estudiosos em Desenvolvimento Sustentável (DS), que pode ser definido como: "equilíbrio entre tecnologia e ambiente, relevando-se os diversos grupos sociais de uma nação e também dos diferentes países na busca da equidade e justiça social".
Para alcançarmos o DS, a proteção do ambiente tem que ser entendida como parte integrante do processo de desenvolvimento e não pode ser considerada isoladamente; é aqui que entra uma questão sobre a qual talvez você nunca tenha pensado: qual a diferença entre crescimento e desenvolvimento?
A diferença é que o crescimento não conduz automaticamente à igualdade nem à justiça sociais, pois não leva em consideração nenhum outro aspecto da qualidade de vida a não ser o acúmulo de riquezas, que se faz nas mãos apenas de alguns indivíduos da população. O desenvolvimento, por sua vez, preocupa-se com a geração de riquezas sim, mas tem o objetivo de distribuí-las, de melhorar a qualidade de vida de toda a população, levando em consideração, portanto, a qualidade ambiental do planeta.
O DS tem seis aspectos prioritários que devem ser entendidos como metas:
A satisfação das necessidades básicas da população (educação, alimentação, saúde, lazer, etc);
‚ A solidariedade para com as gerações futuras (preservar o ambiente de modo que elas tenham chance de viver);
ƒ A participação da população envolvida (todos devem se conscientizar da necessidade de conservar o ambiente e fazer cada um a parte que lhe cabe para tal);
„ A preservação dos recursos naturais (água, oxigênio, etc);
… A elaboração de um sistema social garantindo emprego, segurança social e respeito a outras culturas (erradicação da miséria, do preconceito e do massacre de populações oprimidas, como por exemplo os índios);
† A efetivação dos programas educativos.
Na tentativa de chegar ao DS, sabemos que a Educação Ambiental é parte vital e indispensável, pois é a maneira mais direta e funcional de se atingir pelo menos uma de suas metas: a participação da população.
Texto: Marina Ceccato Mendes
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
OLHOS DA MATA - GERALDO CRUZ



A Exposição "OLHOS DA MATA" de Geraldo Cruz inspirada no olhar perplexo dos habitantes da floresta, que observam impotentes a ação irresponsável e insensata do homem destruindo a natureza, o maior patrimônio da humanidade nos deixa uma reflexão: O que estamos fazendo em prol da preservação desse patrimônio?
A ARTE DE GERALDO CRUZ É ÚNICA PELA DELICADEZA DAS FORMAS QUE ENCANTAM PELA BELEZA DA PERFEIÇÃO DOS MOVIMENTOS E PELA SINCRONIA NAS CORES FORTES QUE ILUMINAM O TEMA COM UMA ENERGIA QUE CONTAGIA.
A Exposição é composta por 15 peças e já passou por vários lugares e fica na Casa de Cultura Ivan Marrocos até o dia 28/09/2009 - uma exposição que não pode deixar de ser vista por aqueles que apreciam a arte ,bem como por àqueles que precisam conhecer um pouco da nossa Cultura e de nossos Artistas que não ficam nada a dever aos grandes nomes da nossa Literatura no que tange a Artes Plásticas.
"OLHOS DA MATA" - UM GRITO DA FLORESTA!
Prestigiem! Faça uma visita à Casa de Cultura Ivan Marrocos!
domingo, 13 de setembro de 2009
POLONOROESTE
Durante a década de 70, grandes mudanças aconteceram no antigo território de Rondônia, hoje Estado, motivadas principalmente pelas políticas e estratégias do Governo Federal visando a ocupação das áreas de fronteira na região norte do país.
Dentro dessa política, vários projetos de colonização foram implantados, modificando lentamente o sistema de produção até então empregados na região, cuja base era o extrativismo da borracha, castanha e outros produtos regionais. A modificação se dava porque os migrantes assentados tinham uma outra concepção de produção, precisando cada vez mais promover desmatamentos para implantação dos seus cultivos.
Em 1981, com a criação e implantação do Programa Integrado de Desenvolvimento do Noroeste do Brasil - POLONOROESTE, Projeto financiado pelo Banco Mundial ( US$ 411 milhões ), e a consequente construção/pavimentação da BR 364, acelerou-se ainda mais o processo migratório, transformando radicalmente em menos de 10 anos, quase toda a estrutura social, cultural e ambiental naquele Estado, mesmo com o compromisso assumido em seu documento original, de orientar a colonização em uma área de 410 mil Km², entre os Estados de Mato Grosso e Rondônia.
O Polonoroeste se propunha também a assentar comunidades de pequenos agricultores embasada na agricultura auto-sustentada, com atendimento básico nas áreas de saúde, educação, escoamento da produção, protegendo a floresta e garantindo a manutenção das terras e das culturas das comunidades indígenas.
Na sua vigência, esse Programa fomentou os mais altos índices de desmatamento de toda região. De uma área de 1.217 Km², em 1975, passou para 30.046 Km² em 1987, e apesar de todos os recursos financeiros investidos, esteve longe de atingir os objetivos propostos, e pode ser considerado um desastre tanto do ponto de vista ambiental quanto social. A partir daí, diversas entidades não-governamentais lançaram uma campanha nacional e internacional exigindo sua paralisação, e foi nesse contexto que a proposta de criação da Reserva Extrativista ganhou força no Estado de Rondônia.
Em julho de 1988, atendendo a uma forte pressão de várias organizações extrativistas e de assessoria, o Governo de Rondônia, através de Decreto, definiu uma política de ordenamento ambiental, visando a ocupação racional das terras estaduais - Zoneamento Sócio-Econômico Ecológico. Dentre as 06 Áreas definidas pelo Zoneamento, uma delas, a Zona IV, definiu as bases para o ordenamento e desenvolvimento do extrativismo, na ótica do Governo de Rondônia.
Considerando que na sua concepção essa proposta não contemplava as principais reivindicações dos extrativistas, referido zoneamento veio a se transformar no principal instrumento de pressão, utilizado pelas organizações não-governamentais, para forçar o Governo do Estado a promover mudanças tanto na proposta quanto na forma de condução dessas políticas. Nessa mesma época, os seringueiros do Acre, temendo que se repetissem os mesmos problemas acontecidos em Rondônia, iniciaram um movimento de oposição ao asfaltamento da BR-364, no trecho entre Porto Velho e Rio Branco, caso não fossem adotadas providências para garantir o acesso à terra aos seringueiros e o respeito às comunidades indígenas. Fortalecidos pela experiência de resistir, através dos empates, aos desmatamentos promovidos pelos fazendeiros, começaram a se articular e ampliar o movimento tamébm no estado de Rondônia, fomentando as bases para a criação das Reservas Extrativistas.
Crescia muito a mobilização dos seringueiros na busca do estabelecimento de novas premissas de uso e ocupação da terra, e principalmente da sua emancipação em relação ao sistema comercial vigente - o aviamento. Como consequência foi criado em 1985 o Conselho Nacional dos Seringueiros - CNS, que com a liderança de Chico Mendes, passaria a partir daí a congregar e todas as forças Políticas na busca do seu reconhecimento enquanto protetores da floresta. Em continuidade ao movimento, e contando com apoio do Conselho Nacional dos Seringueiros-CNS, Instituto de Estudos Amazônicos - IEA e Instituto Estadual de Florestas - IEF/RO, foi realizado em fevereiro de 1989 o I Encontro Estadual de Seringueiros e Soldados da Borracha, que devido ao assassinato de Chico Mendes em outubro do ano anterior, foi coordenado por Raimundo Barros, primo de Chico Mendes.
Nesse Encontro, realizado em Guajará-Mirim, foi reforçada a tese da necessidade dos seringueiros terem para sí áreas protegidas às comunidades indígenas. Referido Encontro, à exemplo de outros que aconteceram nos Estados do Amazonas, Amapá, Pará, Mato Grosso e Acre, mobilizava sempre grandes contingentes tanto de seringueiros quanto de simpatizantes para nova proposta. Assim, ainda durante o ano de 1989, o INSTITUTO DE TERRAS DE RONDÔNIA - ITERON, contando com o auxilio técnico de outras instituições estaduais e federais, realizou o Levantamento Sócio-Econômico, Fundiário e Edafo-Florístico da Bacia do Rio Ouro Preto, com a finalidade de criar uma Floresta Extrativista Estadual. Foi a base de estudos utilizada para a criação da Reserva Extrativista do Rio Ouro Preto, em março de 1990.
fONTE:http://www.ibama.gov.br
Dentro dessa política, vários projetos de colonização foram implantados, modificando lentamente o sistema de produção até então empregados na região, cuja base era o extrativismo da borracha, castanha e outros produtos regionais. A modificação se dava porque os migrantes assentados tinham uma outra concepção de produção, precisando cada vez mais promover desmatamentos para implantação dos seus cultivos.
Em 1981, com a criação e implantação do Programa Integrado de Desenvolvimento do Noroeste do Brasil - POLONOROESTE, Projeto financiado pelo Banco Mundial ( US$ 411 milhões ), e a consequente construção/pavimentação da BR 364, acelerou-se ainda mais o processo migratório, transformando radicalmente em menos de 10 anos, quase toda a estrutura social, cultural e ambiental naquele Estado, mesmo com o compromisso assumido em seu documento original, de orientar a colonização em uma área de 410 mil Km², entre os Estados de Mato Grosso e Rondônia.
O Polonoroeste se propunha também a assentar comunidades de pequenos agricultores embasada na agricultura auto-sustentada, com atendimento básico nas áreas de saúde, educação, escoamento da produção, protegendo a floresta e garantindo a manutenção das terras e das culturas das comunidades indígenas.
Na sua vigência, esse Programa fomentou os mais altos índices de desmatamento de toda região. De uma área de 1.217 Km², em 1975, passou para 30.046 Km² em 1987, e apesar de todos os recursos financeiros investidos, esteve longe de atingir os objetivos propostos, e pode ser considerado um desastre tanto do ponto de vista ambiental quanto social. A partir daí, diversas entidades não-governamentais lançaram uma campanha nacional e internacional exigindo sua paralisação, e foi nesse contexto que a proposta de criação da Reserva Extrativista ganhou força no Estado de Rondônia.
Em julho de 1988, atendendo a uma forte pressão de várias organizações extrativistas e de assessoria, o Governo de Rondônia, através de Decreto, definiu uma política de ordenamento ambiental, visando a ocupação racional das terras estaduais - Zoneamento Sócio-Econômico Ecológico. Dentre as 06 Áreas definidas pelo Zoneamento, uma delas, a Zona IV, definiu as bases para o ordenamento e desenvolvimento do extrativismo, na ótica do Governo de Rondônia.
Considerando que na sua concepção essa proposta não contemplava as principais reivindicações dos extrativistas, referido zoneamento veio a se transformar no principal instrumento de pressão, utilizado pelas organizações não-governamentais, para forçar o Governo do Estado a promover mudanças tanto na proposta quanto na forma de condução dessas políticas. Nessa mesma época, os seringueiros do Acre, temendo que se repetissem os mesmos problemas acontecidos em Rondônia, iniciaram um movimento de oposição ao asfaltamento da BR-364, no trecho entre Porto Velho e Rio Branco, caso não fossem adotadas providências para garantir o acesso à terra aos seringueiros e o respeito às comunidades indígenas. Fortalecidos pela experiência de resistir, através dos empates, aos desmatamentos promovidos pelos fazendeiros, começaram a se articular e ampliar o movimento tamébm no estado de Rondônia, fomentando as bases para a criação das Reservas Extrativistas.
Crescia muito a mobilização dos seringueiros na busca do estabelecimento de novas premissas de uso e ocupação da terra, e principalmente da sua emancipação em relação ao sistema comercial vigente - o aviamento. Como consequência foi criado em 1985 o Conselho Nacional dos Seringueiros - CNS, que com a liderança de Chico Mendes, passaria a partir daí a congregar e todas as forças Políticas na busca do seu reconhecimento enquanto protetores da floresta. Em continuidade ao movimento, e contando com apoio do Conselho Nacional dos Seringueiros-CNS, Instituto de Estudos Amazônicos - IEA e Instituto Estadual de Florestas - IEF/RO, foi realizado em fevereiro de 1989 o I Encontro Estadual de Seringueiros e Soldados da Borracha, que devido ao assassinato de Chico Mendes em outubro do ano anterior, foi coordenado por Raimundo Barros, primo de Chico Mendes.
Nesse Encontro, realizado em Guajará-Mirim, foi reforçada a tese da necessidade dos seringueiros terem para sí áreas protegidas às comunidades indígenas. Referido Encontro, à exemplo de outros que aconteceram nos Estados do Amazonas, Amapá, Pará, Mato Grosso e Acre, mobilizava sempre grandes contingentes tanto de seringueiros quanto de simpatizantes para nova proposta. Assim, ainda durante o ano de 1989, o INSTITUTO DE TERRAS DE RONDÔNIA - ITERON, contando com o auxilio técnico de outras instituições estaduais e federais, realizou o Levantamento Sócio-Econômico, Fundiário e Edafo-Florístico da Bacia do Rio Ouro Preto, com a finalidade de criar uma Floresta Extrativista Estadual. Foi a base de estudos utilizada para a criação da Reserva Extrativista do Rio Ouro Preto, em março de 1990.
fONTE:http://www.ibama.gov.br
PIC e PAD
Os chamados Projetos de Assentamento Dirigido (PAD) destinavam-se a agricultores com maior nível de capacitação profissional, experiência quanto à obtenção de crédito bancário e um mínimo de recursos financeiros. Nas áreas desses projetos o INCRA é responsável pela seleção e assentamento dos beneficiários, pela implantação da infra-estrutura física, loteamento estão e titulação. As atividades referentes à assistência técnica, comercialização, saúde e educação não afetas ao INCRA, mas a outros órgãos diretamente responsáveis, seja ao plano federal, regional, estadual ou municipal. Eram lotes de 250.500 e 1000 hectares.
Os Projetos Integrados de Colonização (PIC) se destinavam à faixa de população de baixa renda, especificamente a agricultores sem terra (§ 2º, art. 25, do Estatuto da Terra), e de preferência àqueles que possuem maior força de trabalho familiar. Nas áreas desses projetos, o INCRA identifica e seleciona os beneficiários, localiza-os nas parcelas por ele determinadas, fornece a infra-estrutura básica, e, através dos órgãos responsáveis, a nível nacional, regional, estadual e/ou municipal, implementa as atividades relativas à assistência técnica creditícia, à comercialização, saúde, educação, ao mesmo tempo em que deve montar o sistema cooperativo, para facilitar a organização sócio-econômica dos parceleiros. Cabe também ao INCRA outorgar aos beneficiários o título definitivo de propriedade da parcela. Eram lotes de 50 a 100 hectares.
Os Projetos Integrados de Colonização (PIC) se destinavam à faixa de população de baixa renda, especificamente a agricultores sem terra (§ 2º, art. 25, do Estatuto da Terra), e de preferência àqueles que possuem maior força de trabalho familiar. Nas áreas desses projetos, o INCRA identifica e seleciona os beneficiários, localiza-os nas parcelas por ele determinadas, fornece a infra-estrutura básica, e, através dos órgãos responsáveis, a nível nacional, regional, estadual e/ou municipal, implementa as atividades relativas à assistência técnica creditícia, à comercialização, saúde, educação, ao mesmo tempo em que deve montar o sistema cooperativo, para facilitar a organização sócio-econômica dos parceleiros. Cabe também ao INCRA outorgar aos beneficiários o título definitivo de propriedade da parcela. Eram lotes de 50 a 100 hectares.
domingo, 6 de setembro de 2009
HISTÓRIA DE RONDÔNIA - LEIA...
PROJETOS DE COLONIZAÇÃO http://sociologiaemtela.blogspot.com/2009_07_01_archive.html
O MARECHAL DA FLORESTA http://sociologiaemtela.blogspot.com/2009/08/rondon-descrito-pelo-cientista-edgar.html
O SISTEMA DE AVIAMENTO E O SOLDADO DA BORRACHA http://sociologiaemtela.blogspot.com/2009/08/sao-varios-os-relatos-historiograficos.html
A FENOMENAL EFMM http://sociologiaemtela.blogspot.com/2009/08/fenomenal-efmm.html
O MARECHAL DA FLORESTA http://sociologiaemtela.blogspot.com/2009/08/rondon-descrito-pelo-cientista-edgar.html
O SISTEMA DE AVIAMENTO E O SOLDADO DA BORRACHA http://sociologiaemtela.blogspot.com/2009/08/sao-varios-os-relatos-historiograficos.html
A FENOMENAL EFMM http://sociologiaemtela.blogspot.com/2009/08/fenomenal-efmm.html
sábado, 29 de agosto de 2009
30 anos de Anistia no Brasil
Trinta anos se passaram após a decretação da Lei de Anistia, assinada em 28 de agosto de 1979. As marcas da repressão e suas consequências, bem como a luta pela democracia, têm acalentado sucessivos debates, seja nas universidades, nos meios de comunicação, nos tribunais, nos centros culturais e em outras instituições.
A punição aos torturadores e as reparações aos anistiados políticos estão no centro do debate, seus múltiplos significados representam um diálogo importante entre passado e presente. Afinal, é possível anistiar os crimes de lesa-humanidade? Outras questões, como a abertura dos arquivos da repressão e o acesso às suas informações, que atualmente esbarram nas leis de sigilos e classificação dos documentos, são fundamentais para a construção da chamada “justiça de transição”, ou seja, para o ritual de passagem à ordem democrática. Pouco ainda se conhece sobre a campanha da anistia e, menos ainda, sobre a experiência das mulheres e o papel desempenhado por elas no processo de democratização. O que dizer então das experiências semelhantes que ocorreram nos países vizinhos? Nesse sentido, é preciso observar os processos de construção da memória coletiva, elaborada e re-elaborada constantemente pelos sujeitos que fizeram parte dessa história. Memórias essas tantas vezes silenciadas, esquecidas, marginalizadas.
Em 1979 foi sancionada a Lei de Anistia. Mas após 30 anos os fatos que envolveram a tortura no Brasil ainda não foram devidamente esclarecidos. Segundo George Orwell, o que mais se teme é uma opinião pública informada. Desta forma cabe às instituições da sociedade civil organizada e ao Estado brasileiro, através da Justiça, a socialização da história recente do Brasil. E a revisão da Lei de Anistia deve constar nesta agenda de encontro da sociedade brasileira com as sombras de sua história política. Para construirmos uma democracia que ultrapasse os aspectos meramente formais devemos dar conta das feridas que dificultam a participação da sociedade na arena política. E para isto é necessário que conheçamos nossa história.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos define que o crime de tortura é imprescritível, e nossos vizinhos na América Latina já avançaram significativamente nesta luta, sobretudo na Argentina e no Uruguai. Prisão para os torturadores, indenizações para os perseguidos, exilados, torturados e para as famílias dos desaparecidos políticos. Ao todo são quase 60 mil em todo o continente, ainda hoje. Mais recentemente os governos do Chile e do Paraguai sinalizam para um aprofundamento das investigações. O presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, ofereceu até agora a investigação histórica mais profunda, com a intervenção de universidades, institutos de pesquisa, inclusive arqueológicos, que não se omitiram com falsas neutralidades. Por outro lado, os últimos governos argentinos têm investido numa Justiça punitiva com um alto grau de responsabilidade civil.
Os exilados perderam quase tudo, inclusive a sua vida pessoal, intervenção na vida pública e a destruição das personalidades pela ditadura de 64. Recentemente o presidente Goulart, o primeiro da lista, foi anistiado. E devemos marcar aqui que existe uma espécie de segundo exílio, imposto por alguns meios de comunicação e pela Academia para aqueles que retornaram mas não foram incorporados através dos seus debates e das suas opiniões. Vilipendiados e esquecidos como, por exemplo, Ruy Mauro Marini. Os torturadores brasileiros ainda estão soltos, sem a necessária exposição pública ou constrangimento das autoridades federais. O esforço de frações do governo Lula tem sido louvável como, por exemplo, na Secretaria dos Direitos Humanos, no Ministério da Justiça e na Casa Civil. Mas ainda é pouco.
A sombra persiste no silêncio, no discurso de que apurar é revanchismo, e o mais grave nas análises descompromissadas com a nossa realidade social, pois o golpe de 64 criou raízes que estão em nosso cotidiano. Ter acesso aos arquivos da ditadura é um passo fundamental para encontrarmos estas raízes. Estamos distantes da democracia real e da efetiva liberdade de opinião, inclusive na academia. A exploração dos nossos trabalhadores não se dá exclusivamente no aumento da jornada de trabalho e no rebaixamento da massa de salários, mas também no sentido da expropriação da mais-valia-relativa dos nossos concidadãos que permanecem apartados da crítica e da educação libertadora.
Não defendemos aqui apenas uma tese social, mas queremos também chamar a consciência da sociedade brasileira para o esquecimento da história e para uma completa e intencional fragmentação da memória. Sócrates foi executado sob a acusação de não adorar os deuses do Estado. E nós devemos nos curvar a quem? Ao conhecimento hegemônico esculpido fora e adorado aqui dentro ou ao poder hegemônico em franca decadência? Para começarmos a construir respostas a estas perguntas que estão na ordem do dia é necessário o debate sobre a abertura dos arquivos da ditadura e o nosso direito à Lei Revisional da Anistia neste ano de 2009, pois demonstrará a capacidade de nosso país combater as violações aos direitos humanos praticadas em nossa história recente, e que permanecem até os dias de hoje.
Fonte:
* Oswaldo Munteal é pesquisador da Ebape/FGV e professor da Uerj
** Tahirá Endo é pesquisador da EBAPE/FGV
A punição aos torturadores e as reparações aos anistiados políticos estão no centro do debate, seus múltiplos significados representam um diálogo importante entre passado e presente. Afinal, é possível anistiar os crimes de lesa-humanidade? Outras questões, como a abertura dos arquivos da repressão e o acesso às suas informações, que atualmente esbarram nas leis de sigilos e classificação dos documentos, são fundamentais para a construção da chamada “justiça de transição”, ou seja, para o ritual de passagem à ordem democrática. Pouco ainda se conhece sobre a campanha da anistia e, menos ainda, sobre a experiência das mulheres e o papel desempenhado por elas no processo de democratização. O que dizer então das experiências semelhantes que ocorreram nos países vizinhos? Nesse sentido, é preciso observar os processos de construção da memória coletiva, elaborada e re-elaborada constantemente pelos sujeitos que fizeram parte dessa história. Memórias essas tantas vezes silenciadas, esquecidas, marginalizadas.
Em 1979 foi sancionada a Lei de Anistia. Mas após 30 anos os fatos que envolveram a tortura no Brasil ainda não foram devidamente esclarecidos. Segundo George Orwell, o que mais se teme é uma opinião pública informada. Desta forma cabe às instituições da sociedade civil organizada e ao Estado brasileiro, através da Justiça, a socialização da história recente do Brasil. E a revisão da Lei de Anistia deve constar nesta agenda de encontro da sociedade brasileira com as sombras de sua história política. Para construirmos uma democracia que ultrapasse os aspectos meramente formais devemos dar conta das feridas que dificultam a participação da sociedade na arena política. E para isto é necessário que conheçamos nossa história.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos define que o crime de tortura é imprescritível, e nossos vizinhos na América Latina já avançaram significativamente nesta luta, sobretudo na Argentina e no Uruguai. Prisão para os torturadores, indenizações para os perseguidos, exilados, torturados e para as famílias dos desaparecidos políticos. Ao todo são quase 60 mil em todo o continente, ainda hoje. Mais recentemente os governos do Chile e do Paraguai sinalizam para um aprofundamento das investigações. O presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, ofereceu até agora a investigação histórica mais profunda, com a intervenção de universidades, institutos de pesquisa, inclusive arqueológicos, que não se omitiram com falsas neutralidades. Por outro lado, os últimos governos argentinos têm investido numa Justiça punitiva com um alto grau de responsabilidade civil.
Os exilados perderam quase tudo, inclusive a sua vida pessoal, intervenção na vida pública e a destruição das personalidades pela ditadura de 64. Recentemente o presidente Goulart, o primeiro da lista, foi anistiado. E devemos marcar aqui que existe uma espécie de segundo exílio, imposto por alguns meios de comunicação e pela Academia para aqueles que retornaram mas não foram incorporados através dos seus debates e das suas opiniões. Vilipendiados e esquecidos como, por exemplo, Ruy Mauro Marini. Os torturadores brasileiros ainda estão soltos, sem a necessária exposição pública ou constrangimento das autoridades federais. O esforço de frações do governo Lula tem sido louvável como, por exemplo, na Secretaria dos Direitos Humanos, no Ministério da Justiça e na Casa Civil. Mas ainda é pouco.
A sombra persiste no silêncio, no discurso de que apurar é revanchismo, e o mais grave nas análises descompromissadas com a nossa realidade social, pois o golpe de 64 criou raízes que estão em nosso cotidiano. Ter acesso aos arquivos da ditadura é um passo fundamental para encontrarmos estas raízes. Estamos distantes da democracia real e da efetiva liberdade de opinião, inclusive na academia. A exploração dos nossos trabalhadores não se dá exclusivamente no aumento da jornada de trabalho e no rebaixamento da massa de salários, mas também no sentido da expropriação da mais-valia-relativa dos nossos concidadãos que permanecem apartados da crítica e da educação libertadora.
Não defendemos aqui apenas uma tese social, mas queremos também chamar a consciência da sociedade brasileira para o esquecimento da história e para uma completa e intencional fragmentação da memória. Sócrates foi executado sob a acusação de não adorar os deuses do Estado. E nós devemos nos curvar a quem? Ao conhecimento hegemônico esculpido fora e adorado aqui dentro ou ao poder hegemônico em franca decadência? Para começarmos a construir respostas a estas perguntas que estão na ordem do dia é necessário o debate sobre a abertura dos arquivos da ditadura e o nosso direito à Lei Revisional da Anistia neste ano de 2009, pois demonstrará a capacidade de nosso país combater as violações aos direitos humanos praticadas em nossa história recente, e que permanecem até os dias de hoje.
Fonte:
* Oswaldo Munteal é pesquisador da Ebape/FGV e professor da Uerj
** Tahirá Endo é pesquisador da EBAPE/FGV
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Texto Dissertativo
* por Prof. Marcelo Braga
O texto dissertativo é não-literário. Isso quer dizer que não há necessidades de explorarmos nossa criatividade. O texto dissertativo é na verdade um texto científico. Imaginemos que uma dessas instituições cobrasse em suas provas os seguintes temas: a) Elabore um texto dissertativo sobre o seguinte tema: Células-tronco: a evolução da humanidade . b) Elabore um texto dissertativo em prosa em que você discorra sobre a importância da telefonia celular no processo de comunicação. Tenho certeza de que vocês não teriam nenhum óbice para engendrar textos sobre tais assuntos. Imaginemos que esses temas nos tivessem sido cobrados em 1980. Você teria condições de discorrer sobre eles? Claro que não. Por quê? Simples, não eram ciência. Isso comprova que o texto dissertativo é um texto científico independentemente de ser pessoal (argumentativo) ou impessoal (informativo).O QUE FAZER PARA PRODUZIRMOS UM BOM TEXTO DISSERTATIVO?Para que tenhamos uma boa produção, é essencial que saibamos o que quer dizer INTRODUÇÃO, DESENVOLVIMENTO e CONCLUSÃO. Após esse conhecimento, deveremos nos ater ao critério de Elegância Textual. Fundamental também é conhecer elementos primordiais dos quais
devemos fazer uso para conseguirmos ter um texto expressivo. A exigência de toda e qualquer banca é tão-somente a produção de um texto que permita ao leitor uma compreensão rápida e precisa, sem uso da prolixidade, o texto tem que ser objetivo.
O que é então INTRODUÇÃO?O vocábulo INTRODUÇÃO é um substantivo abstrato do verbo INTRODUZIR cujo radical é DUZ. Deste radical, formamos, por meio de prefixos, várias palavras como abDUZIR, proDUZIR, reDUZIR, conDUZIR... . DUZIR do latim DUCERE quer dizer LEVAR.
Portanto, INTRODUÇÃO quer dizer levar para dentro. Levar para dentro o QUÊ ou QUEM? Adianto, levar para dentro o leitor. Sempre que vamos escrever, devemos pensar no leitor. O corretor é antes um leitor, nunca esqueçam isso. Se devemos levar para dentro do nosso texto o leitor, temos, pois, que conquistá-lo. Conquistaremos o leitor superando a expectativa dele. Não fiquem iludidos, os corretores já sabem como vem o início da maioria dos textos. Se surpreendermos com a nossa introdução, teremos 50% da nossa aprovação. A introdução de um texto não deve ser tida como um resumo do meu texto, mas como uma apresentação.
O que é então o DESENVOLVIMENTO?O desenvolvimento consiste em uma explanação do texto. Algumas instituições como Cespe-UnB e FCC amarram o texto, pedindo que o candidato aborde no texto determinadas passagens. Tenhamos como exemplo a prova da ANTAQ, realizada pelo Cespe-UnB. Veja:Tendo o texto, a instituição apresentou o texto, redija um texto dissertativo em que aborde, necessariamente, os seguintes aspectos:- principais razões que conduziram à implantação de portos em regiões de mar aberto, sem abrigo natural;- implicações ambientais que tal iniciativa gerou:- conflitos mencionados no texto entre a cidade e o porto nela inserido e mecanismos que poderiam disciplinar tal situação. É muito importante que o candidato evite usar no desenvolvimento apenas um parágrafo. É fundamental também que o candidato perceba que não deve produzir o texto em três parágrafos apenas, seguindo cada parágrafo um tópico mencionado pela instituição. Isso é um equívoco. Você pode até estar me perguntando: professor Marcelo Braga, em quantos parágrafos e com quantas linhas eu devo produzir meu texto? Fazer uma afirmação de quantos parágrafos e em quantas linhas o candidato deve produzir um texto é retirar dele a condição de escrever. Essa postura, além de ser incorreta, é antiprofissional. Por vários motivos, dentre eles, pelo fato de a progressão temática ser conduzida por cada produtor. Importante é fazer uso de elementos coesivos que possam ligar um parágrafo ao outro. São elementos coesivos importantes e necessários em um texto: os pronomes demonstrativos, oblíquos e relativos, além de alguns possessivos; as conjunções e os advérbios. Atenha-se ao uso do termo ASSIM, é muito comum nas redações, na maioria das vezes, nada traduz ou indica. Melhor não tê-lo.
O que é a CONCLUSÃO?Muita gente acredita que a conclusão é o desfecho do texto. As pessoas que acreditam nisso estão corretas, já que a conclusão encerra o texto, por isso desfecho. No entanto, quando é que se percebe o desfecho do texto? A conclusão é o resultado óbvio das premissas existentes em um texto. Se o nosso texto é uma dissertação argumentativa (opinião), então devemos formular argumentos e justificá-los. Esse argumentos são premissas. Após apresentadas, tiraremos uma conclusão.
Vamos entender melhor.
SILOGISMO Premissa maior
- CLARA É MULHER - inquestionável Premissa menor
- TODA MULHER É INTELIGENTE - questionável
Se houve uma afirmação de que Clara é mulher e de que Toda mulher é inteligente, chegaremos a uma conclusão:
Conclusão - CLARA É INTELIGENTE.Por se tratar de um texto dissertativo, é dada ao produtor uma liberdade, consoante a progressão temática, de ele optar por reafirmação à critica abordada por ele, por uma sugestão, por um reforço ao que foi abordado. Em uma conclusão é importante fugir de expressões do tipo: Conclui-se que...; Conforme o mencionado...; Diante do exposto...; Como havia dito antes...;
Participe você também do serviço Redação On-line acessando http://www.professormarcelobraga.com.br/
Abraços,
Professor Marcelo Braga
O texto dissertativo é não-literário. Isso quer dizer que não há necessidades de explorarmos nossa criatividade. O texto dissertativo é na verdade um texto científico. Imaginemos que uma dessas instituições cobrasse em suas provas os seguintes temas: a) Elabore um texto dissertativo sobre o seguinte tema: Células-tronco: a evolução da humanidade . b) Elabore um texto dissertativo em prosa em que você discorra sobre a importância da telefonia celular no processo de comunicação. Tenho certeza de que vocês não teriam nenhum óbice para engendrar textos sobre tais assuntos. Imaginemos que esses temas nos tivessem sido cobrados em 1980. Você teria condições de discorrer sobre eles? Claro que não. Por quê? Simples, não eram ciência. Isso comprova que o texto dissertativo é um texto científico independentemente de ser pessoal (argumentativo) ou impessoal (informativo).O QUE FAZER PARA PRODUZIRMOS UM BOM TEXTO DISSERTATIVO?Para que tenhamos uma boa produção, é essencial que saibamos o que quer dizer INTRODUÇÃO, DESENVOLVIMENTO e CONCLUSÃO. Após esse conhecimento, deveremos nos ater ao critério de Elegância Textual. Fundamental também é conhecer elementos primordiais dos quais
devemos fazer uso para conseguirmos ter um texto expressivo. A exigência de toda e qualquer banca é tão-somente a produção de um texto que permita ao leitor uma compreensão rápida e precisa, sem uso da prolixidade, o texto tem que ser objetivo.
O que é então INTRODUÇÃO?O vocábulo INTRODUÇÃO é um substantivo abstrato do verbo INTRODUZIR cujo radical é DUZ. Deste radical, formamos, por meio de prefixos, várias palavras como abDUZIR, proDUZIR, reDUZIR, conDUZIR... . DUZIR do latim DUCERE quer dizer LEVAR.
Portanto, INTRODUÇÃO quer dizer levar para dentro. Levar para dentro o QUÊ ou QUEM? Adianto, levar para dentro o leitor. Sempre que vamos escrever, devemos pensar no leitor. O corretor é antes um leitor, nunca esqueçam isso. Se devemos levar para dentro do nosso texto o leitor, temos, pois, que conquistá-lo. Conquistaremos o leitor superando a expectativa dele. Não fiquem iludidos, os corretores já sabem como vem o início da maioria dos textos. Se surpreendermos com a nossa introdução, teremos 50% da nossa aprovação. A introdução de um texto não deve ser tida como um resumo do meu texto, mas como uma apresentação.
O que é então o DESENVOLVIMENTO?O desenvolvimento consiste em uma explanação do texto. Algumas instituições como Cespe-UnB e FCC amarram o texto, pedindo que o candidato aborde no texto determinadas passagens. Tenhamos como exemplo a prova da ANTAQ, realizada pelo Cespe-UnB. Veja:Tendo o texto, a instituição apresentou o texto, redija um texto dissertativo em que aborde, necessariamente, os seguintes aspectos:- principais razões que conduziram à implantação de portos em regiões de mar aberto, sem abrigo natural;- implicações ambientais que tal iniciativa gerou:- conflitos mencionados no texto entre a cidade e o porto nela inserido e mecanismos que poderiam disciplinar tal situação. É muito importante que o candidato evite usar no desenvolvimento apenas um parágrafo. É fundamental também que o candidato perceba que não deve produzir o texto em três parágrafos apenas, seguindo cada parágrafo um tópico mencionado pela instituição. Isso é um equívoco. Você pode até estar me perguntando: professor Marcelo Braga, em quantos parágrafos e com quantas linhas eu devo produzir meu texto? Fazer uma afirmação de quantos parágrafos e em quantas linhas o candidato deve produzir um texto é retirar dele a condição de escrever. Essa postura, além de ser incorreta, é antiprofissional. Por vários motivos, dentre eles, pelo fato de a progressão temática ser conduzida por cada produtor. Importante é fazer uso de elementos coesivos que possam ligar um parágrafo ao outro. São elementos coesivos importantes e necessários em um texto: os pronomes demonstrativos, oblíquos e relativos, além de alguns possessivos; as conjunções e os advérbios. Atenha-se ao uso do termo ASSIM, é muito comum nas redações, na maioria das vezes, nada traduz ou indica. Melhor não tê-lo.
O que é a CONCLUSÃO?Muita gente acredita que a conclusão é o desfecho do texto. As pessoas que acreditam nisso estão corretas, já que a conclusão encerra o texto, por isso desfecho. No entanto, quando é que se percebe o desfecho do texto? A conclusão é o resultado óbvio das premissas existentes em um texto. Se o nosso texto é uma dissertação argumentativa (opinião), então devemos formular argumentos e justificá-los. Esse argumentos são premissas. Após apresentadas, tiraremos uma conclusão.
Vamos entender melhor.
SILOGISMO Premissa maior
- CLARA É MULHER - inquestionável Premissa menor
- TODA MULHER É INTELIGENTE - questionável
Se houve uma afirmação de que Clara é mulher e de que Toda mulher é inteligente, chegaremos a uma conclusão:
Conclusão - CLARA É INTELIGENTE.Por se tratar de um texto dissertativo, é dada ao produtor uma liberdade, consoante a progressão temática, de ele optar por reafirmação à critica abordada por ele, por uma sugestão, por um reforço ao que foi abordado. Em uma conclusão é importante fugir de expressões do tipo: Conclui-se que...; Conforme o mencionado...; Diante do exposto...; Como havia dito antes...;
Participe você também do serviço Redação On-line acessando http://www.professormarcelobraga.com.br/
Abraços,
Professor Marcelo Braga
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
LEITURA DE MUNDO - Rede Brasil - canal 38 em PVH
Programa Leitura de Mundo - Estréia
dia 15/08 na Rede Brasil - RBR- com os Educadores: Neizinho,
Tadeu, Arimatéia, Nazareno
e Moreira às 12:00hs.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
UM FELIZ DIA DOS ESTUDANTES

Esse dia é somente seu!!Aproveito essa data especial para dar os parabéns a todos que se dedicam aos estudos.O estudante, além de estar constantemente exercitando seus neurônios para expandir seus conhecimentos, está igualmente sujeito a uma série de responsabilidade. Nós somos, além de tudo, a base intelectual e admirável na qual irá depender do progresso de uma estrutura que diariamente necessita de socorro, a que chamamos sociedade.É certo, então, que está na mão de vocês, estudantes, o destino de uma sociedade, de um país, de um mundo! E é por essa causa que inicia uma luta, uma luta que vem a ser o estímulo e o alerta que todos nós deveríamos repensar nesta data.Será que agimos realmente como cidadãos? Será que estamos atuando corretamente para produzirmos e mostrarmos do que somos capazes? Será que procuramos analisar antes de criticar e criticamos com bons argumentos? Será que temos a cara e a coragem para fazer, reivindicar, protestar e criticar sem nos ocultar?
PENSAR É UM ATO DE CORAGEM!
PARABÉNS PELO DIA DE VOCÊS E UM GRANDE BJO.
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira

O projeto do Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira é composto por duas usinas de grande porte: UHE Jirau (3.300 MW) e UHE Santo Antônio (3.150 MW). Por ser uma região de pouca exploração do potencial hidrelétrico, por encontrar-se numa planície quase ao nível do mar, torna-se, sem dúvida, uma das melhores opções para a ampliação de geração. De acordo com Castro (2007 – artigo da revista Custo Brasil) estes dois empreendimentos esbarram, no entanto, com problemas relacionados com a nova legislação ambiental e a falta de experiência em obras deste porte na região.
A importância destas usinas está assinalada nos estudos da EPE mostram que por volta de 2010 – 12 o país estará sob risco de escassez de eletricidade. O equilíbrio só será garantido, com as obras das usinas de Jirau e Santo Antônio no Madeira.
Os dois empreendimentos fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e o êxito do programa como um todo depende assim do planejamento e ampliação da capacidade de infra-estrutura.
O leilão da Usina de Santo Antônio já foi realizado e o consórcio de empresas que a construirá já se estabeleceu, de fato (trata-se do consórcio Madeiras Energias S/A - MESA, composto das seguintes empresas, com suas respectivas cotas de participação na construção e exploração da obra: FURNAS (39%), Odebrecht Investimentos (17,6%), Andrade Gutierrez Participações (12,4%), Cemig (10%), Construtora Norberto Odebrecht (1%) e Fundo de Investimentos e Participações Amazônia Energia (20%).
O rio em Porto Velho (RO)
Além das usinas de usinas de Jirau e Santo Antônio adicionarem ao sistema potência de 6.450 MW, ampliando consideravelmente a oferta nacional de eletricidade, ocorrerá uma ampliação física-geográfica do Sistema Interligado Nacional (SIN) com a construção de novas linhas de transmissão, que ampliarão e melhorarão a distribuição regional e nacional de energia elétrica. Trata-se do que Castro denominou de "avanço da fronteira elétrica", diminuindo o Sistema Isolado e os gastos com os encargos do CCC, um subsídio utilizado para diminuir o custo das tarifas das termoelétricas da região amazônica.
Conforme informações obtidas no sítio de Furnas [1] o perfil da obra é o seguinte:
Investimento: Aproximadamente R$ 9,5 bilhões.
Início de obra: Dezembro/2008.
Previsão de entrada em operação: Primeira e segunda unidades geradoras em dezembro de 2012 e a última em junho/2016.
Previsão de empregos gerados diretamente: 1.500 trabalhadores nos meses iniciais, até 4.500 trabalhadores nos 18 meses seguintes.
Média de 10.000 trabalhadores durante 2 anos e até 20.000 trabalhadores no pico da obra.
Área inundada: O espelho d'água a ser formado será de 271 Km², na elevação 70 m. Desse total, apenas 40% correspondem a novas áreas a serem inundadas; a maior parte, 60%, corresponde a própria calha do rio Madeira nesse trecho.
Impactos ambientais: Entre as novas áreas a serem inundadas e aquelas necessárias à implantação do canteiro de obras serão necessários retirar e aproveitar cerca de 15 Km² de matas. Em Rondônia são desmatados, por ano, algo próximo a 2.000 Km². Quanto aos peixes, os estudos demonstram que com os investimentos em mecanismo de transposição e ações de conservação não haverá alterações significativas na quantidade e na composição específica de peixes.
Compensação ambiental e social: Para o programa de compensação ambiental, que é obrigação legal, foi estimado, conforme a Resolução CONAMA 371/2006, 0,5% do valor do empreendimento. Isso corresponde a cerca de 47 milhões de reais. Já para o programa de compensação social, que refere-se a um compromisso do consórcio FURNAS/CNO, foi também estimado 0,5% do valor do empreendimento.
RIO MADEIRA


O rio Madeira é um rio da bacia do rio Amazonas, banha os estados de Rondônia e do Amazonas. É um dos afluentes do Rio Amazonas. Tem extensão total aproximada de 1 450 km.
Uma subespécie de boto habita em exclusivo o sistema fluvial do Madeira.
Uma subespécie de boto habita em exclusivo o sistema fluvial do Madeira.
CURSO
O Rio Madeira nasce com o nome de rio Beni na Cordilheira dos Andes, Bolívia. Ele desce das cordilheiras em direção ao norte recebendo então o rio mamoré-guaporé e tornando-se o rio madeira e cujo o qual traça a linha divisória entre Brasil e Bolívia.
O rio Madeira recebe este nome, pois no período de chuvas seu nível sobe e inunda as margens, trazendo troncos e restos de madeira das árvores.
O Rio Mamoré ao encontrar-se pela margem esquerda o rio Beni e se juntar a ele, forma o Rio Madeira. Da confluência, o Madeira faz a fronteira entre Brasil e Bolívia até o encontro deste rio com o rio Abunã. A partir daí, o rio segue em direção ao nordeste atravessando dezenas de cachoeiras até chegar a Porto Velho, onde se inicia a Hidrovia do Madeira. No delta do Madeira fica a Ilha Tupinambarana em uma região de alagados.
Entre a estação chuvosa e a seca o rio varia bastante de profundidade. Na estação seca, as águas do rio, que fluem em direção ao Amazonas, formam praias (de água doce, naturalmente) ao longo de suas margens. Neste período, no seu leito pode ser avistada a grande quantidade de pedras que ajudam a formar as corredeiras (ou cachoeiras, como os amazônidas costumam denominá-las).
Coincidente ou não com a estação chuvosa (dezembro a maio), ao mesmo tempo em que o rio enche com as águas das chuvas, em sentido contrário ao delta, é invadido pelas águas do Amazonas e sobe cerca de 17m , alagando todas as cachoeiras em seu leito até formar um espelho de água que tanto invade florestas como cobre as praias e toda a planície amazônica. Nesse momento, o rio Madeira deixa de ser um simples tributário do Rio Amazonas e se torna um canal de navegação dependente da "maré" desta confluência.
Coincidente ou não com a estação chuvosa (dezembro a maio), ao mesmo tempo em que o rio enche com as águas das chuvas, em sentido contrário ao delta, é invadido pelas águas do Amazonas e sobe cerca de 17m , alagando todas as cachoeiras em seu leito até formar um espelho de água que tanto invade florestas como cobre as praias e toda a planície amazônica. Nesse momento, o rio Madeira deixa de ser um simples tributário do Rio Amazonas e se torna um canal de navegação dependente da "maré" desta confluência.
fONTE: WIKIPÉDIA
Aprovada exigência para que produção de biocombustíveis obedeça critérios socioambientais

- 07/08/2009
Local: Brasília - DF
Fonte: Agência Senado
A produção de biocombustíveis deverá ser realizada com a observação de critérios socioambientais, como a não utilização de trabalho infantil ou escravo e evitando o desmatamento de florestas ou vegetação nativa. A determinação está prevista em matéria aprovada nesta quinta-feira (6) pela Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) e será agora encaminhada à análise da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), em decisão terminativa.
A exigência está sendo acrescentada por meio de parágrafo único à Lei 9.478/97, que dispõe sobre a Política Energética Nacional. Segundo explica o autor do projeto (PLS 213/09), senador Valdir Raupp (PMDB-RO), embora o Brasil detenha, no mundo, uma das mais avançadas tecnologias para a produção de biocombustíveis, essa produção tem sido alvo de críticas, "muitas vezes destituídas de fundamento".
- Temos sido acusados de expandir a produção de etanol e de biodiesel à custa da destruição da Floresta Amazônica, bem como do emprego de trabalho escravo e de trabalho infantil, o que, na maioria das vezes, não é verdade - afirmou Raupp, na justificativa ao projeto.
Para o senador por Rondônia, a medida mais eficaz para se combater essa propaganda, que prejudica o Brasil, é a elaboração de uma legislação que determine que a produção de biocombustíveis seja realizada em conformidade com adequados padrões socioambientais.
Em seu parecer favorável ao projeto, o senador Gilberto Goellner (DEM-MT) lembrou que o mercado mundial, especialmente o europeu, vem cada vez mais exigindo dos produtores de biocombustíveis a adoção e a prática de critérios socioambientais em sua cadeia produtiva.
- Essas garantias, para a grande maioria dos que as exigem, devem ser atestadas por meio de mecanismos confiáveis, capazes de assegurar que a utilização de processos agroindustriais para a produção desses combustíveis não vá de encontro aos princípios do desenvolvimento sustentável - justificou Goellner.
Ao elogiar o projeto, o senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) afirmou que a matéria está inteiramente em harmonia com o pensamento do Brasil sobre desenvolvimento sustentável. Para Paulo Duque (PMDB-RJ), é preciso zelar pelo futuro das crianças e extinguir, de vez, o trabalho escravo no Brasil.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Quais as principais diferenças entre vírus e bactéria?

BACTÉRIA
ESTRUTURA Microrganismo unicelular com membrana e citoplasma, sem núcleo definido. Seu material genético, o ácido desoxirribonucleico (DNA), fica disperso. MODO DE VIDA Algumas são parasitas e causam doenças como a pneumonia e a cólera (veja a foto acima). Outras mantêm uma relação harmoniosa com os seres vivos, como as que vivem no intestino humano, auxiliando a digestão. Há ainda as que se alimentam de matéria orgânica morta. TAMANHO O diâmetro da maioria varia entre 0,2 e 2 micras (unidade que representa 1 milésimo de milímetro) e o comprimento entre 2 e 8 micras. Elas são visíveis a olho nu (se reunidas em colônias) ou com auxílio de microscópios ópticos.
SENSÍVEL A ANTIBIÓTICOS? Sim.
DOENÇAS CAUSADAS POR BACTÉRIAS:
Tuberculose
Haseníase
Difteria
Coqueluche
Pneumonia bacteriana
Escarlatina
Leptospirose
Tétano
Sífilis
Menigite meningocócica
Cólera
Febre Tifóide
VÍRUS
ESTRUTURA Microrganismo acelular. Os mais simples apresentam uma cobertura proteica que envolve seu material genético - o ácido desoxirribonucleico (DNA) ou o ribonucleico (RNA). MODO DE VIDA Todos são parasitas intracelulares. Alguns causam doenças em seres vivos, como a aids (veja a imagem acima, que representa o modelo do vírus HIV criado em computador), a gripe, o sarampo e a rubéola. TAMANHO Geralmente, eles são menores que as bactérias. O comprimento varia entre 20 e 1.000 namômetros (unidade que representa 1 milionésimo de milímetro). São visíveis somente com auxílio de microscópios eletrônicos.SENSÍVEL A ANTIBIÓTICOS? Não.
DOENÇAS CAUSADAS POR VÍRUS:
Hidrofobia (Raiva)
Hepatite Infecciosa
Caxumba
Gripe
Rubéola
Varíola
Sarampo
Febre Amarela
Aids
sábado, 1 de agosto de 2009
O PRIMEIRO CICLO DA BORRACHA - 1850/1912
A Hevea Bralisiensis ( nome Científico da seringueira) já era conhecida e utilizada pelas civilizações da América Pré-Colombiana, como forma de pagamento de tributos ao monarca reinante e para cerimônias religiosas. Na Amazônia, os índios Omáguas e Cambebas utilizavam o látex para fazer bolas e outros utensílios para o seu dia-a-dia.
Coube a Charles Marie de La Condamine e François Fresneau chamar a atenção dos cientistas e industriais para as potencialidades contidas na borracha. Dela, podia ser feito, borrachas de apagar, bolas, sapatos, luvas cirúrgicas etc...
Precisamente no ano de 1839, Charles Goodyear descobriu o processo de Vulcanização que consistia em misturar enxofre com borracha a uma temperatura elevada ( 140º /150º) durante certo número de horas, Com esse processo, as propriedades da borracha não se alteravam pelo frio, calor, solventes comuns ou óleos.
Thomas Hancock, foi o primeiro a executar com sucesso um projeto de manufatura de borracha em larga escala. Em 1833 surgiu a primeira indústria americana de borracha,a Roxbury Índia Rubber Factory, posteriormente outras fábricas se instalaram na Europa.
Com o processo de vulcanização, as primeiras fábricas de beneficiamento de borracha e com a indústria automobilística surgindo nos Estados Unidos ( Henry Ford- carros Ford T-20) possibilitou o crescimento da produção de borracha nos seringais amazônicos. A região amazônica era uma área privilegiada por ter diversos seringais.
Apesar desse surto econômico favorável para a Amazônia brasileira, havia um sério problema para a extração do látex, a falta de mão-de-obra, o que foi solucionado com a chegada à região de nordestinos ( Arigós) que vieram fugindo da seca de 1877 e, com o sonho de enriquecer e voltar para o nordeste. A grande maioria cometeu um ledo engano, pois encontraram uma série de dificuldades como: Impaludismo ( Malária), índios e , sobretudo, a exploração dos seringalistas, o que impossibilitou a concretização deste sonho.
Em relação ao número de nordestinos que vieram para a Amazônia brasileira, há uma divergência entre os diversos historiadores amazônicos. Alguns chegam a escrever que vieram 300.000 nordestinos e outros, 150.000 nordestinos nesse ciclo.
A exploração dos seringalistas sobre o seringueiro é evidente neste período. Os seringalistas compravam das Casas Aviadoras, sediadas em Belém do Pará e Manaus os mantimentos para os seringais e, pagavam a essas casas, com a produção de borracha feita pelos seringueiros, que , por sua vez, trabalhavam exaustivamente nos seringais para poder pagar sua dívida contraída nos barracões dos seringais. Os seringueiros dificilmente tinham lucro, porque eram enganados pelo gerente ou pelo seringalista, esse sim, obtinha lucro e gastava o dinheiro em Belém do Pará, Manaus ou Europa.
Os seringais amazônicos ficavam às margens de rios como: Madeira, Jaci-Paraná, Abunã, Juruá, Purus, Tapajós, Mamoré, Guaporé, Jamary etc...
Em 1876, Henry Alexander Wyckham contrabandeou 70.000 sementes de seringueiras da região situada entre os rios Tapajós e Madeira e as mandou para o Museu Botânico de Kew, na Inglaterra. Mais de 7.000 sementes brotaram nos viveiros e poucas semanas depois, as mudas foram transportadas para o Ceilão e Malásia.
Na região asiática as sementes foram plantadas de forma racional e passaram a contar com um grande número de mão-de-obra, o que possibilitou uma produção expressiva, já nom ano de 1900. Gradativamente, a produção asiática vai superando a produção amazônica e, em 1912 há sinais de crise, culminando em 1914, com a decadência deste ciclo na Amazônia brasileira.
Para a economia brasileira , este ciclo teve suma importância nas exportações, pois em 1910, a produção de borracha representou 40 % das exportações brasileiras.
Para a Amazônia, o 1º Ciclo da Borracha foi importante pela colonização de nordestinos na região e a urbanização das duas grandes cidades amazônicas: Belém do Pará e Manaus.
ECONOMIA - Por causa da crescente demanda internacional por borracha, a partir da segunda metade do século XIX, em 1877, os seringalistas com a ajuda financeira das Casas Aviadoras de Manaus e Belém, fizeram um grande recrutamento de nordestinos para a extração da borracha nos Vales do Juruá e Purus.
- De 1877 até 1911, houve um aumento considerável na produção da borracha que, devido às primitivas técnicas de extração empregada, estava associado ao aumento do emprego de mão-de-obra.
- O Acre chegou a ser o 3° maior contribuinte tributário da União. A borracha chegou a representar 25% da exportação do Brasil.
- Como o emprego da mão-de-obra foi direcionado à extração do látex, houve escassez de gêneros agrícolas, que passaram a ser fornecidos pelas Casas Aviadoras.
Sistema de Aviamento - Cadeia de fornecimento de mercadorias a crédito, cujo objetivo era a exportação da borracha para a Europa e EUA. No 1° Surto, não sofreu regulamentações por parte do governo federal. AVIAR= fornecer mercadoria a alguém em troca de outro produto.
- O Escambo era usual nas relações de troca - as negociações eram efetuadas, em sua maioria, sem a intermediação do dinheiro.
- Era baseado no endividamento prévio e contínuo do seringueiro com o patrão, a começar pelo fornecimento das passagens.
- Antes mesmo de produzir a borracha, o patrão lhe fornecia todo o material logístico necessários à produção da borracha e à sobrevivência do seringueiro. Portanto, já começava a trabalhar endividado. Nessas condições, era quase impossível o seringueiro se libertar do patrão. "O sertanejo emigrante realiza ali, uma anomalia, sobre a qual nunca é demasiado insistir: é o homem que trabalha para escravizar-se". Euclides da Cunha.
SOCIEDADE (Seringalista x Seringueiro)
Seringal: unidade produtiva de borracha. Local onde se travavam as relações sociais de produção. Barracão: sede administrativa e comercial do seringal. Era onde o seringalista morava.
Colocação: era a área do seringal onde a borracha era produzida. Nesta área, localizava a casa do seringueiro e as "estradas" de seringa. Um seringal possuía várias colocações.
Varadouro: pequenas estradas que ligam o barracão às colocações; as colocações entre si; um seringal a outro e os seringais às sedes municipais. Através desses trechos passavam os comboios que deixavam mercadorias para os seringueiros e traziam pélas de borracha para o barracão.
Gaiola: navio que transportava nordestino de Belém ou de Manaus aos seringais acreanos.
Brabo: Novato no seringal que necessitava aprender as técnicas de corte e se aclimatar à vida amazônica.
Seringalista (coronel de barranco): dono do seringal, recebiam financiamento das Casas Aviadoras.
Seringueiro: O produtor direto da borracha, quem extraia o látex da seringueira e formavam as pélas de borracha.
Gerente: "braço-direito" do seringalista, inspecionava todas as atividades do seringal.
Guarda-livros: responsável por toda a escrituração no barracão, ou seja, registrava tudo o que entrava e saía.
Caixeiro: Coordenava os armazéns de viveres e dos depósitos de borracha. Comboieiros: responsáveis de levar as mercadorias para os seringueiros e trazer a borracha ao seringalista.
Mateiro: identificava as áreas da floresta que continha o maior número de seringueiras.
Toqueiro: Abriam as "estradas". Caçadores: abastecia o seringalista com carne de caça.
Meeiro: seringueiro que trabalhava para outro seringueiro, não se vinculando ao seringalista.
Regatão: negociantes fluviais que vendiam mercadorias aos seringueiros a um preço mais baixo que os do barracão.
Adjunto: Ajuda mútua entre os seringueiros no processo produtivo.
- Havia alta taxa de mortalidade no seringal: doenças, picadas de cobra e parca alimentação.
- Os seringueiros eram, em sua maioria, analfabetos;
- Predominância esmagadora do sexo masculino.
- A agricultura era proibida, o seringueiro não podia dispensar tempo em outra atividade que não fosse o corte da seringa. Era obrigado a comprar do barracão.
CRISE (1913)
- Em 1876, sementes de seringa foram colhidas da Amazônia e levadas a Inglaterra por Henry Wichham. - As sementes foram tratadas e plantadas na Malásia, colônia inglesa.
- A produção na Malásia foi organizada de forma racional, empregando modernas técnicas, possibilitando um aumento produtivo com custos baixos.
- A borracha inglesa chegava ao mercado internacional a um preço mais baixo do que a produzida no Acre. A empresa gumífera brasileira não resistiu à concorrência Inglesa. - Em 1913, a borracha cultivada no Oriente (48.000 toneladas) superava a produção amazônica (39.560t). Era o fim do monopólio brasileiro da borracha.
- Com a crise da borracha amazônica, surgiu no Acre uma economia baseada na produção de vários produtos agrícolas como mandioca, arroz, feijão e milho.
- Castanha, madeira e o Óleo de copaíba passaram a ser os produtos mais exportados da região. - As normas rígidas do Barracão se tornaram mais flexíveis. O seringueiro passou a plantar e a negociar livremente com o regatão.
- Vários seringais foram fechados e muitos seringueiros tiveram a chance de voltar para o nordeste.
- Houve uma estagnação demográfica; - Em muitos seringais, houve um regresso a economia de subsistência.
CONSEQÜÊNCIAS
- Povoamento da Amazônia.
- Genocídio indígena provocado pelas "correrias", ou seja, expedições com o objetivo de expulsar os nativos de suas terras.
- Povoamento do Acre pelos nordestinos;
- Morte de centenas de nordestinos, vítimas dos males do "inferno verde".
- Revolução Acreana e a conseqüente anexação do Acre ao Brasil (1889-1903);
- Desenvolvimento econômico das cidades de Manaus e Belém;
- Desenvolvimento dos transportes fluviais na região amazônica;
fONTE: Eduardo de Araújo Carneiro, licenciado em História pela UFAC, concludente do Curso de Economia/UFAC e está se especializando em linguística e literatura da Amazônia. É professor de História do Universo Pré-Vestibular no Acre.
Coube a Charles Marie de La Condamine e François Fresneau chamar a atenção dos cientistas e industriais para as potencialidades contidas na borracha. Dela, podia ser feito, borrachas de apagar, bolas, sapatos, luvas cirúrgicas etc...
Precisamente no ano de 1839, Charles Goodyear descobriu o processo de Vulcanização que consistia em misturar enxofre com borracha a uma temperatura elevada ( 140º /150º) durante certo número de horas, Com esse processo, as propriedades da borracha não se alteravam pelo frio, calor, solventes comuns ou óleos.
Thomas Hancock, foi o primeiro a executar com sucesso um projeto de manufatura de borracha em larga escala. Em 1833 surgiu a primeira indústria americana de borracha,a Roxbury Índia Rubber Factory, posteriormente outras fábricas se instalaram na Europa.
Com o processo de vulcanização, as primeiras fábricas de beneficiamento de borracha e com a indústria automobilística surgindo nos Estados Unidos ( Henry Ford- carros Ford T-20) possibilitou o crescimento da produção de borracha nos seringais amazônicos. A região amazônica era uma área privilegiada por ter diversos seringais.
Apesar desse surto econômico favorável para a Amazônia brasileira, havia um sério problema para a extração do látex, a falta de mão-de-obra, o que foi solucionado com a chegada à região de nordestinos ( Arigós) que vieram fugindo da seca de 1877 e, com o sonho de enriquecer e voltar para o nordeste. A grande maioria cometeu um ledo engano, pois encontraram uma série de dificuldades como: Impaludismo ( Malária), índios e , sobretudo, a exploração dos seringalistas, o que impossibilitou a concretização deste sonho.
Em relação ao número de nordestinos que vieram para a Amazônia brasileira, há uma divergência entre os diversos historiadores amazônicos. Alguns chegam a escrever que vieram 300.000 nordestinos e outros, 150.000 nordestinos nesse ciclo.
A exploração dos seringalistas sobre o seringueiro é evidente neste período. Os seringalistas compravam das Casas Aviadoras, sediadas em Belém do Pará e Manaus os mantimentos para os seringais e, pagavam a essas casas, com a produção de borracha feita pelos seringueiros, que , por sua vez, trabalhavam exaustivamente nos seringais para poder pagar sua dívida contraída nos barracões dos seringais. Os seringueiros dificilmente tinham lucro, porque eram enganados pelo gerente ou pelo seringalista, esse sim, obtinha lucro e gastava o dinheiro em Belém do Pará, Manaus ou Europa.
Os seringais amazônicos ficavam às margens de rios como: Madeira, Jaci-Paraná, Abunã, Juruá, Purus, Tapajós, Mamoré, Guaporé, Jamary etc...
Em 1876, Henry Alexander Wyckham contrabandeou 70.000 sementes de seringueiras da região situada entre os rios Tapajós e Madeira e as mandou para o Museu Botânico de Kew, na Inglaterra. Mais de 7.000 sementes brotaram nos viveiros e poucas semanas depois, as mudas foram transportadas para o Ceilão e Malásia.
Na região asiática as sementes foram plantadas de forma racional e passaram a contar com um grande número de mão-de-obra, o que possibilitou uma produção expressiva, já nom ano de 1900. Gradativamente, a produção asiática vai superando a produção amazônica e, em 1912 há sinais de crise, culminando em 1914, com a decadência deste ciclo na Amazônia brasileira.
Para a economia brasileira , este ciclo teve suma importância nas exportações, pois em 1910, a produção de borracha representou 40 % das exportações brasileiras.
Para a Amazônia, o 1º Ciclo da Borracha foi importante pela colonização de nordestinos na região e a urbanização das duas grandes cidades amazônicas: Belém do Pará e Manaus.
ECONOMIA - Por causa da crescente demanda internacional por borracha, a partir da segunda metade do século XIX, em 1877, os seringalistas com a ajuda financeira das Casas Aviadoras de Manaus e Belém, fizeram um grande recrutamento de nordestinos para a extração da borracha nos Vales do Juruá e Purus.
- De 1877 até 1911, houve um aumento considerável na produção da borracha que, devido às primitivas técnicas de extração empregada, estava associado ao aumento do emprego de mão-de-obra.
- O Acre chegou a ser o 3° maior contribuinte tributário da União. A borracha chegou a representar 25% da exportação do Brasil.
- Como o emprego da mão-de-obra foi direcionado à extração do látex, houve escassez de gêneros agrícolas, que passaram a ser fornecidos pelas Casas Aviadoras.
Sistema de Aviamento - Cadeia de fornecimento de mercadorias a crédito, cujo objetivo era a exportação da borracha para a Europa e EUA. No 1° Surto, não sofreu regulamentações por parte do governo federal. AVIAR= fornecer mercadoria a alguém em troca de outro produto.
- O Escambo era usual nas relações de troca - as negociações eram efetuadas, em sua maioria, sem a intermediação do dinheiro.
- Era baseado no endividamento prévio e contínuo do seringueiro com o patrão, a começar pelo fornecimento das passagens.
- Antes mesmo de produzir a borracha, o patrão lhe fornecia todo o material logístico necessários à produção da borracha e à sobrevivência do seringueiro. Portanto, já começava a trabalhar endividado. Nessas condições, era quase impossível o seringueiro se libertar do patrão. "O sertanejo emigrante realiza ali, uma anomalia, sobre a qual nunca é demasiado insistir: é o homem que trabalha para escravizar-se". Euclides da Cunha.
SOCIEDADE (Seringalista x Seringueiro)
Seringal: unidade produtiva de borracha. Local onde se travavam as relações sociais de produção. Barracão: sede administrativa e comercial do seringal. Era onde o seringalista morava.
Colocação: era a área do seringal onde a borracha era produzida. Nesta área, localizava a casa do seringueiro e as "estradas" de seringa. Um seringal possuía várias colocações.
Varadouro: pequenas estradas que ligam o barracão às colocações; as colocações entre si; um seringal a outro e os seringais às sedes municipais. Através desses trechos passavam os comboios que deixavam mercadorias para os seringueiros e traziam pélas de borracha para o barracão.
Gaiola: navio que transportava nordestino de Belém ou de Manaus aos seringais acreanos.
Brabo: Novato no seringal que necessitava aprender as técnicas de corte e se aclimatar à vida amazônica.
Seringalista (coronel de barranco): dono do seringal, recebiam financiamento das Casas Aviadoras.
Seringueiro: O produtor direto da borracha, quem extraia o látex da seringueira e formavam as pélas de borracha.
Gerente: "braço-direito" do seringalista, inspecionava todas as atividades do seringal.
Guarda-livros: responsável por toda a escrituração no barracão, ou seja, registrava tudo o que entrava e saía.
Caixeiro: Coordenava os armazéns de viveres e dos depósitos de borracha. Comboieiros: responsáveis de levar as mercadorias para os seringueiros e trazer a borracha ao seringalista.
Mateiro: identificava as áreas da floresta que continha o maior número de seringueiras.
Toqueiro: Abriam as "estradas". Caçadores: abastecia o seringalista com carne de caça.
Meeiro: seringueiro que trabalhava para outro seringueiro, não se vinculando ao seringalista.
Regatão: negociantes fluviais que vendiam mercadorias aos seringueiros a um preço mais baixo que os do barracão.
Adjunto: Ajuda mútua entre os seringueiros no processo produtivo.
- Havia alta taxa de mortalidade no seringal: doenças, picadas de cobra e parca alimentação.
- Os seringueiros eram, em sua maioria, analfabetos;
- Predominância esmagadora do sexo masculino.
- A agricultura era proibida, o seringueiro não podia dispensar tempo em outra atividade que não fosse o corte da seringa. Era obrigado a comprar do barracão.
CRISE (1913)
- Em 1876, sementes de seringa foram colhidas da Amazônia e levadas a Inglaterra por Henry Wichham. - As sementes foram tratadas e plantadas na Malásia, colônia inglesa.
- A produção na Malásia foi organizada de forma racional, empregando modernas técnicas, possibilitando um aumento produtivo com custos baixos.
- A borracha inglesa chegava ao mercado internacional a um preço mais baixo do que a produzida no Acre. A empresa gumífera brasileira não resistiu à concorrência Inglesa. - Em 1913, a borracha cultivada no Oriente (48.000 toneladas) superava a produção amazônica (39.560t). Era o fim do monopólio brasileiro da borracha.
- Com a crise da borracha amazônica, surgiu no Acre uma economia baseada na produção de vários produtos agrícolas como mandioca, arroz, feijão e milho.
- Castanha, madeira e o Óleo de copaíba passaram a ser os produtos mais exportados da região. - As normas rígidas do Barracão se tornaram mais flexíveis. O seringueiro passou a plantar e a negociar livremente com o regatão.
- Vários seringais foram fechados e muitos seringueiros tiveram a chance de voltar para o nordeste.
- Houve uma estagnação demográfica; - Em muitos seringais, houve um regresso a economia de subsistência.
CONSEQÜÊNCIAS
- Povoamento da Amazônia.
- Genocídio indígena provocado pelas "correrias", ou seja, expedições com o objetivo de expulsar os nativos de suas terras.
- Povoamento do Acre pelos nordestinos;
- Morte de centenas de nordestinos, vítimas dos males do "inferno verde".
- Revolução Acreana e a conseqüente anexação do Acre ao Brasil (1889-1903);
- Desenvolvimento econômico das cidades de Manaus e Belém;
- Desenvolvimento dos transportes fluviais na região amazônica;
fONTE: Eduardo de Araújo Carneiro, licenciado em História pela UFAC, concludente do Curso de Economia/UFAC e está se especializando em linguística e literatura da Amazônia. É professor de História do Universo Pré-Vestibular no Acre.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
A Estrada de Ferro Madeira Mamoré - parte I

Trem inaugural (1910) do primeiro trecho parcial da EFMM. Ao lado, Santo Antônio e a primeira linha
As primeiras discussões sobre a construção de uma ferrovia em plena floresta Amazônica Ocidental Brasileira datam de 1868, quando a Bolívia concede autorização ao engenheiro militar estadunidense George Earl Church, para construir canais paralelos às cachoeiras do rio Madeira visando o escoamento de produtos bolivianos para o Atlântico. Este projeto foi alterado, passando a ser, então, previsto um ferrovia margeando parte dos rios Mamoré e Madeira, projeto este a ser financiado por investidores londrinos.
Como o trajeto de tal ferrovia passaria por território brasileiro, em 20 de abril de 1870, foi assinado entre Brasil e Bolívia, em La Paz, o Tratado de Amizade, Limites, Navegação, Comércio e Extradição, criando-se a empresa The Madeira and Mamoré Railway Company Ltda. em 1º de março de 1871, sob presidência do coronel Church.
Por exigência dos investidores londrinos, Church contratou a empreiteira Public Works Construction Company, de Londres, por 600 mil libras esterlinas. Esta empresa instalou seu canteiro de obras na localidade de Santo Antônio em 06 de julho de 1872, e deu início à primeira fase do projeto.
A Public Works permaneceu no local por apenas um ano. Em 09 de julho de 1873 a empresa rompeu contrato devido aos enormes prejuízos e dificuldades estruturais do local, além de contínuos ataques de índios Caripunas e doenças regionais. Tudo isso levou a Public Works abandonar equipamentos e máquinas no local em janeiro de 1874.
Church contrata em 17 de setembro de 1873 a empreiteira estadunidense Dorsey and Caldwell, que se instalou em Manaus em 1874, mas ao conhecer os inúmeros problemas e dificuldades da região retorna para os EUA e transfere o contrato para a empreiteira Reed Brothers Company, que apenas pretendia especular e receber possíveis indenizações contratuais.
Com o apoio do Imperador Dom Pedro II, o coronel Church contratou em 25 de outubro de 1877 a empresa estadunidense P & T Collins, da Filadélfia, que se instalou em Santo Antônio na data de 19 de fevereiro de 1878. Apesar dos problemas esta empresa foi a que obteve, até então, mais êxito, trazendo para a região a primeira locomotiva e contratando os primeiros operários brasileiros, cerca de 500 cearenses que chegaram ao canteiro de obras em 1878.
Mas os problemas continuavam, e se agravavam, fazendo com que o proprietário da empreiteira, Mr. Philips Thomas Collins se instalasse no local para dirigir pessoalmente os trabalhos. Collins, no entanto, foi flechado pelos índios Caripunas ficando gravemente ferido. Em seguida a empresa abandonou as obras e, posteriormente, entrou em concordata. Diante de tanto fracasso o governo imperial brasileiro cancelou a permissão concedida ao coronel Church.Em 10 de janeiro de 1883 chega a Santo Antônio uma comissão de estudos, liderada pelo sueco naturalizado brasileiro Carlos Morsing, com a finalidade de projetar uma nova rota para a ferrovia. Ficando dois meses no local, Morsing retorna para o Rio de Janeiro com a recomendação técnica de alteração da estação inicial da ferrovia, mudando de Santo Antônio para onde é hoje Porto Velho. Uma segunda comissão visitou Santo Antônio, sendo esta liderada pelo austríaco Júlio Pinkas, que ao término dos estudos teve resultados divergentes dos de Morsing, e colocados sob suspeita pelo governo imperial brasileiro.
A Bolívia então arquiva o seu ambicioso projeto.
II parte:
A Madeira-Mamoré Railway Co.
Posteriormente, no contexto do ciclo da borracha e da Questão do Acre, por efeito da assinatura do Tratado de Petrópolis (1903), com a Bolívia, que conferiu ao Brasil a posse deste último, iniciou-se a implantação da Madeira-Mamoré Railway. O seu objetivo principal era vencer o trecho encachoeirado do rio Madeira para facilitar o escoamento da borracha boliviana e brasileira, além de outras mercadorias, para um trecho onde a mesma pudesse ser embarcada para exportação, no caso em Porto Velho, de onde as mercadorias seguiam por via fluvial até ao rio Amazonas. Anteriormente, esses produtos eram transportados com precariedade em canoas indígenas, sendo obrigatória a transposição das cachoeiras no percurso.
Em agosto de 1907 a ferrovia em construção foi encampada pelo magnata estadunidense Percival Farquhar.
O último trecho da ferrovia foi finalmente inaugurado em 30 de abril de 1912, ocasião em que se registrou a chegada da primeira composição à cidade de Guajará-Mirim, fundada nessa mesma data.
O século XX: decadência e crise
Em 1966, depois de 54 anos de atividades, praticamente acumulando prejuízos durante todo esse tempo, o Presidente da República, Humberto de Alencar Castelo Branco, em 25 de maio de 1966, determina a erradicação da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré que seria substituída por uma rodovia, atual rodovia BR-364 que liga Porto Velho à Guajará-Mirim. Em 1972 a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré foi desativada até que em 10 de julho de 1972, as máquinas apitaram pela última vez e, a partir daí, o abandono foi total até, que em 1979, o acervo começou a ser vendido como sucata para uma siderúrgica de Mogi das Cruzes, em São Paulo.
Voltou a operar em 1981 num trecho de apenas 7 quilômetros dos 366 km do percurso original, apenas para fins turísticos, sendo novamente paralisada por completo em 2000. Atualmente nos últimos meses começou em Rondônia um grande esforço por parte do Governo do Estado de Rondônia, prefeitura de Porto Velho e da sociedade civil para que a ferrovia seja revitalizada em seu todo, tendo como base o projeto de revitalização .
Fonte: Saimon River e Wikipédia
Para viajar você também por essa ferrovia e conhecer um pouco mais das lendas e histórias que a cercam, basta clicar nos ícones abaixo. Entretanto, sugiro que você inicie a vigem pelo primeiro passo, e depois utilize-se dos icones no final de cada página para avançar para a pagina seguinte.
Para viajar você também por essa ferrovia e conhecer um pouco mais das lendas e histórias que a cercam, basta clicar nos ícones abaixo. Entretanto, sugiro que você inicie a vigem pelo primeiro passo, e depois utilize-se dos icones no final de cada página para avançar para a pagina seguinte.
As cachoeiras : O transporte de Mercadorias antes da Ferrovia (Fotos e gravuras);
Primeiros habitantes: Os Indios da Região atravessada pela ferrovia.
Primeiros estudos: A região, o porque da ferrovia, fracasso de Ingleses e Americanos;
Reportagem da época sobre a partida dos americanos da P. & T. Collins;
Definindo o traçado: O Brasil decide construir a ferrovia, plantas e orçamentos;
Construção e Operação: O Brasil constrói a ferrovia, o "rodízio" humano, os ingleses assumem;
A ferrovia e os Índios: Fazendo amizade com os Indios Caripunas
Encampação, desativação: O governo toma posse da ferrovia, a desativação, o sucateamento;
A reativação: Tentativas de transformação em uma ferrovia turística;
A Situação em 1954 -
A Situação atual
Fotos da construção: Fotos do Americano Danna B. Merril;
Personagens importantes que participaram dessa saga na amazônia;
Para Saber mais sobre a Estrada de Ferro Madeira Mamoré;
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Rondônia
A região de Rondônia é tão antiga quanto a região amazônica, o continente americano... Entretanto nem sempre foi conhecida pelo homem branco e antes era conhecida com outros nomes.
Antes da chegada do branco colonizador as várias tribos indígenas denominavam a região de acordo com seus costumes. A colonização portuguesa e espanhola também deu vários nomes, mas em geral a região era conhecida com o nome dos rios integradores, ou as pessoas referiam-se à região como a região de determinado rio. Assim se falava dos vales dos rios Madeira, Guaporé e Mamoré, entre outros. Essa forma de denominar a região foi se impondo e com o tempo o nome Guaporé se tornou mais comum.
Com o tempo o nome Guaporé se oficializou e em 1943 o governo Federal criou o Território Federal do Guaporé, desmembrando partes da antiga província do Grão-Pará, mais especificamente parte do estado do Amazonas e parte do estado do Mato Grosso.
O Território Federal do Guaporé foi inicialmente pensado para ser uma homenagem ao Marechal Rondon. Pelo fato do sertanista ter se recusou a receber a homenagem o território recebeu, inicialmente, o nome do rio.
Em 1956, depois da morte de Rondon, o território foi renomeado, ganhando o nome de Território Federal de Rondônia. Como os demais, que existiam na época, o Território de Rondônia tinha seus governadores, mas não tinha completa autonomia, pois em vários aspectos dependia do Governo Federal.
Os anos se passaram e no período compreendido entre 1960-1985 muitos migrantes chegaram a Rondônia. Nesse período muitas lideranças cobravam mais autonomia para a região. Foi assim que em 1981 o Governo Federal considerou que isso era possível e transformou o território em estado de Rondônia.
O novo estado manteve a mesma configuração do território as mesmas divisas, a mesma capital. A mudança representou apenas uma alteração na administração. Muitos problemas que eram resolvidos em Brasília passaram a ser de responsabilidade do governo do Estado.
Por isso é que podemos dizer que mudou-se o nome do território, mudou-se a forma administrativa. Mas os problemas permaneceram. O governo federal livrou-se dos problemas administrativos de Rondônia, mas os problemas da população permaneceram...
Neri de Paula Carneiro
Filósofo, Teólogo, Historiador
Leia mais: http://falaescrita.blogspot.com/
http://ideiasefatos.spaces.live.com
Antes da chegada do branco colonizador as várias tribos indígenas denominavam a região de acordo com seus costumes. A colonização portuguesa e espanhola também deu vários nomes, mas em geral a região era conhecida com o nome dos rios integradores, ou as pessoas referiam-se à região como a região de determinado rio. Assim se falava dos vales dos rios Madeira, Guaporé e Mamoré, entre outros. Essa forma de denominar a região foi se impondo e com o tempo o nome Guaporé se tornou mais comum.
Com o tempo o nome Guaporé se oficializou e em 1943 o governo Federal criou o Território Federal do Guaporé, desmembrando partes da antiga província do Grão-Pará, mais especificamente parte do estado do Amazonas e parte do estado do Mato Grosso.
O Território Federal do Guaporé foi inicialmente pensado para ser uma homenagem ao Marechal Rondon. Pelo fato do sertanista ter se recusou a receber a homenagem o território recebeu, inicialmente, o nome do rio.
Em 1956, depois da morte de Rondon, o território foi renomeado, ganhando o nome de Território Federal de Rondônia. Como os demais, que existiam na época, o Território de Rondônia tinha seus governadores, mas não tinha completa autonomia, pois em vários aspectos dependia do Governo Federal.
Os anos se passaram e no período compreendido entre 1960-1985 muitos migrantes chegaram a Rondônia. Nesse período muitas lideranças cobravam mais autonomia para a região. Foi assim que em 1981 o Governo Federal considerou que isso era possível e transformou o território em estado de Rondônia.
O novo estado manteve a mesma configuração do território as mesmas divisas, a mesma capital. A mudança representou apenas uma alteração na administração. Muitos problemas que eram resolvidos em Brasília passaram a ser de responsabilidade do governo do Estado.
Por isso é que podemos dizer que mudou-se o nome do território, mudou-se a forma administrativa. Mas os problemas permaneceram. O governo federal livrou-se dos problemas administrativos de Rondônia, mas os problemas da população permaneceram...
Neri de Paula Carneiro
Filósofo, Teólogo, Historiador
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quinta-feira, 23 de julho de 2009
A Diversidade musical do beradeiro
Sesc – Serviço Social do Comercio através do departamento de Cultura que tem a frente Ceiça Farias está divulgando o show que vai ser apresentado no Projeto “Cesta Musical” do mês de julho. Trata-se do show “A Diversidade Musical do Beradeiro Silvio Santos”. O espetáculo musical será apresentado no Teatro 1 do Sesc esplanada no dia 31 de julho
Nesse espetáculo, Silvio Santos vai mostrar um repertório que mostra sua incursão pelo mundo dos vários ritmos musicais, trazidos para Rondônia em especial, para Porto Velho em seus vários ciclos econômico-sociais trazidos pelos imigrantes e migrantes percorrendo esse universo, através de marchinhas carnavalescas, chorinho, samba de breque, côco, xote, reggae, salsa, samba e toada de boi-bumbá.
A banda que vai acompanhar o Menino de São Carlos será integrada por músicos de renome com Júnior de Castro Alves (teclados); Silvio José Santos (violão e voz); Beto (contra baixo); Maicon (Bateria); Bira Lourenço (Percussão); Santiago (Charango) e Carlinhos Maracanã (surdo).
Os ensaios começaram na noite de ontem. “São 15 composições de nossa autoria que bem retratam a nossa diversidade musical”, informa Silvio Santos.
Os ingressos já estão a venda e podem ser solicitados através do celular 9972 6624 ou no Departamento de Cultura do Sesc esplanada.
Fonte: oobservador.com
Nesse espetáculo, Silvio Santos vai mostrar um repertório que mostra sua incursão pelo mundo dos vários ritmos musicais, trazidos para Rondônia em especial, para Porto Velho em seus vários ciclos econômico-sociais trazidos pelos imigrantes e migrantes percorrendo esse universo, através de marchinhas carnavalescas, chorinho, samba de breque, côco, xote, reggae, salsa, samba e toada de boi-bumbá.
A banda que vai acompanhar o Menino de São Carlos será integrada por músicos de renome com Júnior de Castro Alves (teclados); Silvio José Santos (violão e voz); Beto (contra baixo); Maicon (Bateria); Bira Lourenço (Percussão); Santiago (Charango) e Carlinhos Maracanã (surdo).
Os ensaios começaram na noite de ontem. “São 15 composições de nossa autoria que bem retratam a nossa diversidade musical”, informa Silvio Santos.
Os ingressos já estão a venda e podem ser solicitados através do celular 9972 6624 ou no Departamento de Cultura do Sesc esplanada.
Fonte: oobservador.com
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