domingo, 7 de novembro de 2010

Enem -comentando o tema "Trabalho para construção da dignidade humana "

O tema da redação, que, às vésperas da prova, causava calafrios aos estudantes, foi considerado relativamente tranqüilo pelos alunos que já começaram a deixar a sala em Porto Velho: "Trabalho para construção da dignidade humana ". Os alunos tinham dois textos de apoio, um sobre o trabalho escravo e outro sobre o futuro do trabalho.

Dos dois textos de apoio oferecidos aos estudantes um trouxe "O que é trabalho escravo", que começa citando a Lei Áurea e relata que ainda hoje a escravidão permanece em fazendas brasileiras.Já o segundo texto tem como título "O futuro do trabalho" trouxe um trecho de uma reportagem da Revista Galileu que conta as perspectivas para 2020: a maioria das pessoas trabalharia em casa, teria um chefe com menos de 30 anos e que provavelmente será uma mulher. 
Em 2005, o tema da redação foi "Trabalho infantil no Brasil". Havia infográfico publicado pela Revista Megazine em 2004 que mostrava onde estão as crianças trabalhadoras no país, além dos textos "A crueldade do trabalho infantil", de Xisto de Medeiros Neto e "O trabalho infantil na agricultura moderna", de Joel Marin. Um trecho do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) também podia ser usado como base.

Na redação de hoje o aluno pensante poderia traçar um paralelo com educação,trabalho,cidadania VISTO QUE  a humanidade vive, hoje, um momento de sua história marcado por grandes transformações, decorrentes sobretudo do avanço tecnológico, nas diversas esferas de sua existência: na produção econômica dos bens naturais; nas relações políticas da vida social; e na construção cultural. Esta nova condição exige um redimensionamento de todas as práticas mediadoras de sua realidade histórica, quais sejam, o trabalho, a sociabilidade e a cultura simbólica. Espera-se, pois, da educação, como mediação dessas práticas, que se torne, para enfrentar o grande desafio do 3o milênio, investimento sistemático nas forças construtivas dessas práticas, de modo a contribuir mais eficazmente na construção da cidadania, tornando-se fundamentalmente educação do homem social.

ENEM - 1ª PROVA

O primeiro dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) transcorreu em normalidade. Foi o que afirmou o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep), Joaquim Neto, na noite deste sábado, 6. De acordo com Neto, o cálculo preliminar da abstenção neste primeiro dia ficou em 27%. As provas ocorrem também neste domingo, 7, a partir das 13h, horário de Brasília.

O exame foi aplicado em 1.698 cidades, 11.646 locais de prova e 128.200 salas. O processo de distribuição das provas nos locais de realização começou bem cedo, na manhã do próprio sábado, por meio de 1,8 mil rotas de distribuição dos Correios. Joaquim Neto afirma que não houve ocorrência de problemas durante a entrega do material. 


A aplicação dos testes começou às 13h, exceto em um local em Belo Horizonte, onde houve queda de energia. “Lá, o exame teve início às 15h, quando a energia foi restabelecida, para que não houvesse prejuízo aos estudantes”, informou Neto. Neste caso, os alunos tiveram as mesmas quatro horas e meia para responder as questões.



 Em relação à troca do cabeçalho no cartão-resposta, em que o título Ciências da Natureza aparecia no lugar de Ciências Humanas, o presidente do Inep garantiu que nenhum candidato será prejudicado. Neto explicou que, assim que o problema foi detectado, logo no momento da abertura dos pacotes que continham as provas, os fiscais de sala foram orientados a pedir para os alunos preencherem normalmente, de acordo com a numeração de cada questão, independentemente do cabeçalho.

Caso o candidato não tenha recebido esta orientação e tenha preenchido de forma invertida o cartão-resposta, poderá entrar com requerimento no sistema de acompanhamento do Enem na internet. Essa opção estará disponível ainda essa semana”, disse Neto. Segundo ele, basta que o estudante peça para sua prova ser corrigida de forma inversa, ou seja, considerando as questões de 1 a 45 como Ciências da Natureza e suas Tecnologias e as de 46 a 90 como Ciências Humanas e suas Tecnologias. 

Algumas
provas de cor amarela tiveram questões repetidas ou erro na numeração dos itens. Assim que o Inep tomou conhecimento do ocorrido, observou Neto, orientou os aplicadores dos testes a substituírem os cadernos errados por outros da reserva técnica enviada a cada local de prova. “Os problemas de ordem gráfica serão apurados e os candidatos podem ficar tranquilos; ninguém sairá prejudicado”, salientou.

O
gabarito oficial das provas deste fim de semana será divulgado na terça-feira, 9, a partir das 18h. O resultado do exame sairá na primeira quinzena de janeiro.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social(portal do mec)

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domingo, 31 de outubro de 2010

Prova de domingo exige resistência no Enem

Dicas
Para encarar a maratona da prova de domingo, o professor Edmilson Motta sugere variar entre as questões “para não deixar a peteca cair”. “O estudante pode usar meia hora para o rascunho da redação, depois uma hora para a prova de português, mais uma hora para a de matemática e  depois voltar para finalizar a redação e as questões mais difíceis. Assim ele mantém o foco por mais tempo e, principalmente, consegue pontuar em todas as partes da prova”, indica.
Motta avalia que resolver uma disciplina inteira de uma vez só pode comprometer a resolução da outra. “Se o aluno faz toda a prova de português em um estirão, fica muito cansado e isso pode comprometer o tempo da prova de matemática. Pelo relato dos alunos, variar ajuda a controlar o tempo.”
Para quem mora em RONDÔNIA atente para o horário das provas:
Dia 6/11/2010 (sábado), das 11h às 15h30 - Ciências Humanas e suas Tecnologias e Ciências da Natureza e suas Tecnologias;
Dia 7/11/2010 (domingo), das 11h às 16h30 - Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Matemática e suas Tecnologias e Redação

BOA PROVA GALERA!!!!

Como estudar para o Enem

O fortalecimento do Enem tem mudado a rotina dos estudantes. Por todos os Estados, escolas particulares tratam de arrumar uma forma de preparar melhor os seus alunos. É comum encontrarmos as famosas aulas extras para o vestibular, fora do horário convencional, agora destinadas ao Enem. Cursinhos pré-vestibular transformam-se em cursos “Pré-Enem”. As livrarias, as bancas e os sites de venda foram invadidos com novos materiais prometendo preparar o aluno para a prova.
Estudantes preocupados em ocupar uma destas vagas agora se dedicam a estudar para o Enem. Uma rápida busca pela palavra “Enem” no twitter demonstra que muitos candidatos levam a sério a necessidade de estudar para a prova. Alguns preferem estudar por conta própria. É importante lembrar que parte significativa dos candidatos já saiu do ensino médio.
Isto demonstra que a sociedade compreende ser o Enem uma prova diferente do vestibular convencional. Se não a reconhecesse como diferente, não existiriam tantas iniciativas dizendo-se “especializadas” no exame. Isto vem ao encontro com a idéia central do novo Enem, que é induzir mudanças no ensino médio. O esperado é que as iniciativas favoreçam uma educação focada na compreensão de fenômenos, na resolução de problemas, na construção de argumentação e na elaboração de propostas éticas pelo educando, tal qual será cobrado nas questões que aparecerão na prova.
Apesar de reconhecer a prova como diferente, o conjunto da sociedade, e até mesmo a maioria dos educadores, não sabe o que significa esta diferença. As aulas extras das escolas particulares, as aulas de reforço para o Enem oferecidas por algumas prefeituras, os novos materiais didáticos, os cursos pré-Enem e várias outras iniciativas, fora raras exceções, estão repletas do conteúdismo e da “decoreba” inútil do Ensino Médio e com pouquíssimo dos eixos cognitivos propostos pelo exame.
A prova cobrará sim alguns conteúdos. Eles são aqueles relacionados ao domínio das linguagens da natureza, da matemática e das humanidades. Para ficar mais fácil de entender, o Enem considera importante que você tenha o domínio dos conteúdos mínimos necessários para que possa aprender outros conteúdos, quando isto for necessário.
Vamos a alguns exemplos. Você, todos os dias precisa ler algum texto, conversa com outras pessoas, vê placas com símbolos e escuta música. Para entender tudo isso é importante conhecer os códigos criados pelo homem, como o português e outras formas de se comunicar.
Você acompanha quantos votos o seu candidato teve, quantos pontos seu time acumulou no campeonato, a quantidade de caixas de leite no armário, calcula quantos azulejos serão necessários para a reforma da cozinha e quanto irá gastar se precisar usar seu cheque especial. Para isto, é necessário conhecer os números, ler gráficos e tabelas e saber os conceitos de metro cúbico e juros compostos.
Aí você recebe um dinheiro extra e resolve fazer umas compras. Entre duas TVs de mesmo preço, resolve comprar a que gasta menos energia. Para isso, precisa conhecer ou ter a capacidade de aprender o conceito de KW/H e o de comparação de medidas. Vai para casa e, com sede, resolve tomar água. Para o bem da saúde pública de sua comunidade é importante que compreenda o ciclo da água.
Estes são alguns dos conteúdos exigidos. São, somente, aqueles necessários para aprender outros conteúdos. Isto é muito menor do que os programas curriculares das escolas de ensino médio. Estudar mais do que isto não faz sentido. Em relação ao conteúdo, o Enem quer saber se você é capaz de aprender, e não se você conhece todos os conteúdos existentes no mundo. Quem aprende certa quantidade de conteúdos prova que é capaz de aprender outros, quando isto for preciso. Esses conteúdos mínimos, que serão cobrados, estão listados na matriz de Competências e Habilidades do Enem.
O Enem divulgou também uma outra matriz, a de Conteúdos, que só serve para confundir educadores e estudantes. Sem sentido dentro da perspectiva de indução de mudanças no ensino médio, essa matriz é basicamente a cópia dos índices de materiais didáticos e de sistemas de ensino. A confusão aumenta por que o próprio ministro da Educação deu declarações, no ano passado, dizendo que o que ia cair na prova era o que se aprendia dentro das salas de aula.
Ele até tem razão se pensarmos que toda questão tem um conteúdo. O que falta o Ministério deixar claro para todos é que a maior parte dos conteúdos que vão aparecer na prova não precisa ter sido acumulado pelos candidatos. Na maior parte das questões, o conteúdo só servirá de pano de fundo para a interpretação, para a resolução de problemas ou para a demonstração da postura ética do examinado.
Existe um alento para aqueles que vão prestar o Enem e que até aqui estudaram conteúdos desnecessários e não fizeram atividades que desenvolvessem os eixos cognitivos capazes de orientar a resolução de situações-problema. Até agora existe uma enorme correlação entre as notas obtidas nos vestibulares convencionais e no Enem. Isto quer dizer que, na maioria dos casos, quem tem notas altas nos vestibulares convencionais tem nota alta no Enem e quem tem notas baixas nos vestibulares tem nota baixa no Enem.