sábado, 15 de maio de 2010

Questões Discursivas Química e Matemática - UNIR

UNIR trabalha com questões Discursivas de Química e matemática na 2ª fase - Veja como desenvolvê-las:

Química - conteúdo: TERMOQUÍMICA – Lei de Hess. Estados físicos da matéria. QUANTIDADE DE MATÉRIA – Mol. Massa molar

1)Considere as entalpias de formação da água:

H2(g) + ½ O2(g) à H2O(s) ∆H= -69,7 kcal/mol

H2(g) + ½ O2(g) à H2O(l) ∆H= -68,3 kcal/mol

H2(g) + ½ O2(g) à H2O(g) ∆H= -57,8 kcal/mol

A) Calcule, no quadro abaixo, a variação da entalpia envolvida na produção de 4 g de hidrogênio a partir da água sólida.

Resposta: Utiliza-se a primeira equação, que envolve água no estado sólido, invertida, pois deseja-se analisar a produção de hidrogênio a partir da água sólida.

H2O(s) __ H2(g) + ½ O2(g) _H = +69,7 kcal/mol

Como a equação foi invertida, troca-se o sinal de ∆H.
Observa-se que 1 mol de H2O(s) (equivalente a 18,0 g) produz 1 mol de H2(g) (equivalente a 2,0 g). Nesse processo há a absorção de 69,7 kcal. Portanto, a produção de 4 g de H2(g) (equivalente a 2 mols) consumirá 2x 69,7 kcal. Assim a variação de entalpia envolvida na produção de 4 g de H2(g) a partir de água no estado sólido será: 139,4 kcal.

B) Baseado no mesmo enunciado calcule a variação da entalpia envolvida na produção de 4 g de hidrogênio a partir da água sólida.
Resposta: Utilizam-se a primeira e a terceira equações (sendo a primeira invertida) de modo que no processo global seja analisada a passagem de água no estado sólido para água no estado gasoso (sublimação).

H2O(s) __ H2(g) + ½ O2(g) _H = +69,7 kcal/mol
H2(g) + ½ O2(g) __ H2O(g) _H = -57,8 kcal/mol

A soma das duas equações é: H2O(s) __ H2O(g) _H = 11,9 kcal/mol

Mas esse resultado é a entalpia envolvida na sublimação de 18 g de água (equivalente a 1 mol); para 2 mols (36 g de água) a entalpia envolvida será o dobro, portanto igual a 23,8 kcal.

C) Calcule, ainda, a diferença de entalpia que existe entre 18 g de gelo e 36 g de água líquida à mesma temperatura e pressão.
Resposta: Quando é formado 1 mol de gelo (equivalente a 18 g) a variação de entalpia, de acordo com a primeira equação, é -69,7. Quando são formados 2 mols de água no estado líquido (equivalente a 36 g) a variação de entalpia, de acordo com a equação 2, será 2 x -68,3 kcal. Portanto, a diferença de entalpia entre 18 g de gelo e 36 g de água no estado líquido à mesma temperatura e pressão será -69,7 – (2 x -68,3)= 66,9 kcal.


MATEMÁTICA:

Uma empresa possui uma máquina que fabrica discos de metal a partir da especificação do raio r. O controle de qualidade dessa empresa detectou que essa máquina está produzindo discos de raio maior que o especificado, ocasionando um desperdício de material acima do esperado. Para quantificar o erro E cometido na fabricação de um disco de raio r + x, o controle de qualidade utiliza a seguinte expressão:
E = A(r + x) − A(r)
sendo A(r) a área do disco de raio r e A(r + x) a área do disco de raio r + x , com x > 0.
Fixando r = 10 cm, resolva o item abaixo.
1) Qual é o erro E cometido na fabricação de um disco de raio 10,5 cm?
Resposta:
• E = A(r + x) – A(r)
E = A(10 + x) – A(10)
E = p.(10 + x)2 – p102
E = 100 p + 20px + px2 – 100p
E(x) = (20 + x).px
• x = 10,5 – 10
x = 0,5 cm
• E(0,5) = (20 + 0,5).p.0,5
E(0,5) = 10,25 pcm2
Logo, o erro cometido foi de E = 10,25 pcm2 ou
E @ 32,2 cm2


Obs.: Nas questões discursivas de química e matemática você deve demonstrar/explicar o raciocínio do desenvolvimento da questão chegando a conclusão do problema.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

MEC DEFINE NOVAS REGRAS PARA O SISU

O Sistema de Seleção Unificada (SiSU), que seleciona alunos para as Universidades Federais, tendo como base a nota do Enem, ganhou novas regras.

Segundo a Secretária de Educação Superior do Mec, Maria Paula Dallari Bucci, a adesão das Instituições de Ensino Superior deve começar ainda em maio.

Para os alunos que forem usar a nota do Enem 2009, haverá apenas uma rodada de inscrições, entre os dias 10 e 14 de junho e o aluno poderá fazer até duas opções de curso e de Instituição de Ensino Superior.

Na sequência, serão divulgadas 3 chamadas subsequentes; aquele aluno que aparece na primeira chamada, não aparecerá na segunda (caso não tenha efetivado a matrícula - ele será excluído do Sistema).

As matrículas para os alunos aprovados na primeira chamada ocorrerá nos dias 21 e 22 de junho.

Neste mesmo período estarão abertas as inscrições para o Prouni.

13 de Maio - 112 anos abolição escravatura

13 de maio
Data comemora a assinatura da Lei Áurea
Carla Caruso*
fonte: www.educação.uol.com


No dia 13 de maio comemora-se a Abolição da Escravatura no Brasil. A palavra "abolir" significa acabar, eliminar, extinguir. A escravidão foi oficialmente extinta nesse dia por meio da Lei Áurea. "Áurea", por sua vez, quer dizer "de ouro" e - por aí - você pode imaginar o valor que se deu a essa lei, com toda a razão. Afinal, o trabalho escravo é uma prática desumana.Assinado pela princesa Isabel, em 1888, o texto da Lei Áurea é curto e bastante objetivo, como você pode ver a seguir:

"A Princesa Imperial Regente, em Nome de Sua Majestade, o Imperador, o senhor dom Pedro II, faz saber a todos os súditos do Império que a Assembléia Geral decretou e Ela sancionou a Lei seguinte:

Art. 1º - É declarada extinta desde a data desta Lei a escravidão no Brasil.

Art. 2º - Revogam-se as disposições em contrário.

"Quando essa lei passou a vigorar, a escravidão já existia no Brasil há cerca de três séculos. No mundo, o trabalho escravo era empregado desde a Antigüidade. Naquela época, na Europa e na Ásia, basicamente, os escravos eram prisioneiros de guerra ou ainda pessoas que contraíam dívidas muito grandes, sem ter como pagá-las.As grandes navegações e a escravidão negraNa Europa, durante a Idade Média, o trabalho escravo praticamente desapareceu. Contudo, na Idade Moderna (séculos 15 a 19), com as grandes navegações e o descobrimento do continente americano, a escravidão voltou a ser largamente utilizada. Era a maneira mais simples e barata que os europeus encontraram de conseguir mão de obra para a agricultura nas terras que colonizaram.Ao chegarem ao Brasil, no séc. 16, os portugueses primeiramente tentaram escravizar os indígenas, forçando-os a trabalhar em suas lavouras. Os índios, porém, resistiram, seja lutando, seja fugindo para regiões remotas do interior, na selva, onde os brancos não conseguiam capturá-los.Para Portugal, a solução encontrada foi trazer ao Brasil escravos negros de suas colônias na África. Subjugados à força e trazidos para um país estranho, a imensa maioria dos negros não tinha como resistir à escravidão, embora muitos tenham se refugiado em quilombos e enfrentado os brancos. Foi o caso de Palmares, em Alagoas, que durou cerca de 70 anos.

A Lei do Ventre Livre

Entretanto, no início do século 19, nos países industrializados da Europa, desenvolveu-se uma consciência do caráter cruel e desumano que existia por trás da escravidão. Em 1833, a Inglaterra, que era a maior potência da época, acabou coma escravidão em todas as suas colônias e passou a pressionar outros países a fazerem o mesmo. Sob pressão inglesa, em 1850, foi aprovada no Brasil a lei Eusébio de Queirós, que proibia o tráfico de escravos africanos.Outros fatos ocorreram no panorama mundial nas décadas seguinte: a libertação dos escravos nas colônias de Portugal e da França e também nos Estados Unidos. Eram acontecimentos que pressionavam a Monarquia brasileira a adotar a mesma atitude. No entanto, os proprietários de escravos resistiam a abrir mão do que consideravam seus "bens" ou "propriedades".Após a vitória do Brasil na Guerra do Paraguai (1865-1870), na qual muitos escravos lutaram, os problemas aumentaram, já que muitos ex-combatentes negros não aceitavam mais voltar para sua antiga condição de escravos.Numa tentativa de resolver a questão, com um jeitinho bem brasileiro, o governo imperial sancionou a Lei do Ventre Livre, em 1871, que tornaria livres, a partir daquela data, todos os filhos de escravos. De acordo com ela, a escravidão acabaria no Brasil em no mínimo 50 anos...
É óbvio que os escravos não poderiam esperar todo esse tempo.

A campanha abolicionista
Ao longo das décadas de 1870 e 1880, a população brasileira livre - particularmente a dos centros urbanos - começaram a se solidarizar com os escravos e a compreender a necessidade da abolição.Vários políticos e intelectuais passaram a defendê-la. Entre eles encontravam-se nomes de destaque na época, como Joaquim Nabuco, José do Patrocínio, André Rebouças e Luís Gama. Também surgiram muitos jornais e revistas que defendiam o abolicionismo.

Além disso, formaram-se os chamados clubes abolicionistas que arrecadavam fundos para compra de cartas de alforrias - certificados de libertação que podiam ser adquiridos pelos escravos. Em 1885, o Ceará decretou o fim da escravidão em seu território. Fugas em massa começaram a ocorrer no resto do país. Em 1887, o Exército solicitou ser dispensado da tarefa de caçar escravos fugidos.

Ainda existe escravidão

Em São Paulo, Antônio Bento de Souza e Castro fundou um grupo abolicionista radical, os Caifazes, que organizava rebeliões e fugas em massa. A campanha abolicionista tornou-se um dos maiores movimentos cívicos da história do Brasil e já se unificava com os movimentos republicanos. Então, a situação tornou-se insustentável e o governo, sob a regência da princesa Isabel decidiu agir.A abolição, contudo, não representou o fim da exploração do negro no Brasil, nem a sua integração - em pé de igualdade - na sociedade brasileira, que ainda tem uma enorme dívida para com os descendentes dos escravos.Mas o que é pior: apesar das leis e da consciência da maior parte da população mundial, ainda hoje, encontram-se pessoas em várias partes do Brasil e do mundo que trabalham sem receber pagamento, em situação semelhante à da escravidão. De qualquer forma, hoje isso é considerado um crime e quem o pratica, se for pego, recebe a punição que merece.

*Carla Caruso é escritora e pesquisadora, autora do livro "Zumbi, o último herói dos Palmares" (Editora Callis).

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Prêmio Dardos


Estou hiper feliz, pois o blog recebeu o prêmio dardos (reconhecimento entre blogueiros) concedido pelo Professor de História Eric Siqueira. Bacharel e professor de história, graduado pela UFPa, especialização em Tecnologias da Educação- PUC-Rj. . O seu blog http://ericsiq.blogspot.com é conhecido entre os professores e alunos. Além de ser muito visitado, já é um vencedor pois o blog do professor Eric é mais um exemplo para outros educadores que buscam inserir a informática como instrumento facilitador do processo educativo como esse no qual trabalhamos,pois a informática tornou-se uma extenção de nosso trabalho em sala de aula.
Obrigada meu querido!

O Prêmio Dardos se reconhece os valores que cada blogueiro mostra cada dia no seu empenho por transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais etc., que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras.
O Prêmio DARDOS tem três regras.Aqui vão as regras:
- Exibir a imagem do selo no blog.
- Exibir o link do blog que você recebeu a indicação.
- Escolher 10, 15 ou 30 blogs para dar indicação, e avisá-los.
Ofereço com muito carinho e prazer, a alguns dos amigos, que aqui representam uma grande diversidade de estilos, porém , todos muito especiais.
E a quem dedico o selo :
O Blog do prof. Eric www.ericsiq.blogspot.com

domingo, 9 de maio de 2010

PENA DE MORTE


PENA DE MORTE:

UM ASSASSINATO INÚTIL

DALMO DE ABREU DALLARI **

A execução da pena de morte é um assassinato oficial, que desmoraliza o país que o pratica, sem trazer qualquer benefício para o povo. Os que defendem e pregam a pena de morte ou são demagogos, que exploram o sentimento de medo ou de raiva das pessoas, ou são muito mal informados, porque é bem fácil saber que a pena de morte nunca fez diminuir o número de crimes.

Existem muitos argumentos contrários à pena de morte e eles podem ser expostos com clareza e simplicidade. Quem tiver boa vontade e meditar nesses argumentos, certamente se convencerá que os crimes que hoje afligem os brasileiros, aumentando o medo e o sentimento de insegurança, continuarão existindo e certamente não diminuirão com a pena de morte. É o que se passa a demonstrar.

A pena de morte é inútil. Quem disser que ela faz diminuir o número de crimes violentos, está mal informado ou enganando o povo. Em dezembro de 1989, o Parlamento da Inglaterra rejeitou uma proposta de restauração da pena de morte. Essa pena já existiu naquele país, mas foi abolida porque se chegou à conclusão de que ela tinha muitos inconvenientes e não exercia qualquer influência sobre a quantidade de crimes.

O ?????t principal argumento contra a pena de morte foi a informação de que nos Estados Unidos, onde existe essa pena, o índice de criminalidade é um dos mais altos do mundo. De acordo com um relatório divulgado em março de 1991 pelo Senado dos Estados Unidos, o número de assassinatos praticados naquele país em 1990 subiu a 23.200 vítimas, contra 21.500 em 1989. E isso apesar de existir e estar sendo executada a pena de morte.

Esses dados são confirmados pelos órgãos mais importantes da Polícia Federal norte-americana, o FBI (Federal Bureau of Investigations). De acordo com notícias publicadas na Folha de São Paulo, em 16 de março de 1991, o FBI revelou que o número total de norte-americanos vítimas de assassinatos, estupros ou assaltos foi superior a 1.800.000 (um milhão e oitocentos mil) no ano de 1990. É mais do que evidente que a pena de morte não exerce qualquer influência para reduzir o número de crimes.

Enquanto isso ocorre nos Estados Unidos, onde se usa a pena de morte, a Inglaterra, que não tem pena de morte desde 1975, apresenta um dos mais baixos índices de criminalidade do mundo. Foi por esse e por vários outros motivos que o Parlamento inglês recusou a proposta de restabelecimento da pena de morte.

A pena de morte é imoral. A vida é o maior bem da humanidade e ninguém deve ter o direito de eliminá-la. Se não houver respeito pela vida humana, se não houver o reconhecimento de que a vida é sagrada e se coloca acima de qualquer outro bem da humanidade, então não haverá mais respeito por qualquer valor e ninguém terá segurança.

A vida é um valor moral, que o Estado é incapaz de criar e não deve ter o direito de suprimir. Na realidade, a vida é um Dom misterioso concedido aos seres humanos e que se relaciona intimamente com sua natureza espiritual. Destruir a vida de uma pessoa é atentar contra o próprio Criador.

A pena de morte, porque atinge e suprime o maior valor da humanidade, é ainda mais imoral do que seria uma absurda “pena de estupro” ou a inaceitável pena de escravidão. A própria humanidade se desmoraliza quando usa esses tipos de pena.

A pena de morte é imoral, também, porque ela não existe sem a figura do carrasco. Para executar a pena de morte o Estado precisa contratar alguém para matar. Seja qual for o método de execução – como a cadeira elétrica, a forca, a injeção de veneno, a guilhotina, a câmara de gás, o estrangulamento, o corte da cabeça – sempre existirá uma pessoa encarregada de acionar o dispositivo que acarreta a morte. Essa pessoa será um assassino profissional, contratado e pago pelo Estado com o dinheiro dos contribuintes. Quem gostaria de ser pai, mãe, filho ou filha, irmão, esposo ou mesmo amigo ou vizinho de um carrasco?

A pena de morte é contraditória. É absurdo que o Estado tire a vida de uma pessoa porque ela não respeitou o direito à vida. É absolutamente ilógico que o Estado, para punir uma pessoa que matou outra, contrate alguém para matar e dê dinheiro e proteção ao assassino.

No livro “Dos delitos e das penas”, que é reconhecido no mundo inteiro como um dos mais importantes que já foram escritos, seu autor, o jurista italiano Césare Beccaria, faz as seguintes considerações: “Parece-me um absurdo que as leis, que são a expressão da vontade pública e que detestam e castigam o homicídio, o cometam elas próprias, e para afastarem os cidadãos do assassinato ordenem elas próprias um assassinato público”.

Na realidade, como bem assinalou Albert Camus, a execução da pena de morte “é um assassinato premeditado”. O Estado programa o assassinato, marca dia e hora, contrata o assassino e usa de toda sua força para transportar a pessoa que vai ser assassinada para o local em que isso deverá ocorrer. E tudo com grande publicidade, sabendo-se quem montou a cena da morte da pessoa, quem a transportou, quem se valeu da superioridade física e de armas para impedir que a pessoa fugisse e, afinal, quem praticou o gesto que acarretaria a morte dessa pessoa humana. E ninguém é punido e muitos recebem dinheiro do Estado por essa participação. Não pode haver maior absurdo, quando o mesmo Estado pune quem matou uma pessoa, mesmo que seja apenas culpado pelas mortes e não tenha tido a intenção de matar.

A pena de morte é perigosa. Uma vez aplicada a pena de morte não haverá qualquer possibilidade de voltar atrás, mesmo que se saiba com absoluta certeza que houve erro, que a condenação foi injusta.

E não são poucos os casos de erro judiciário. As decisões judiciais são baseadas nas provas e é comum considerar-se que a prova mais importante é a confissão do acusado. Não são poucos os casos em que a prova de que o réu tinha sido o autor do crime era muito duvidosa, mas como ele confessou a autoria foi condenado. E depois surgiram novos elementos provando que o autor tinha sido outros ou que o crime nem tinha existido.

É muito bom lembrar que a última execução de pena de morte no Brasil, ocorrida no final do século passado, foi um erro judiciário, reconhecido quando já não se podia voltar atrás porque não havia como devolver a vida à pessoa injustamente morta pelo Estado. O réu, Mota Coqueiro, tinha sido forçado a confessar a autoria e por isso foi morto, assassinado com as bençãos do Estado.

Outro caso clamoroso de erro judiciário ocorrido no Brasil teve como vítimas dois modestos trabalhadores rurais, os irmãos Naves. Eles tinham-se envolvido numa briga com um colega de trabalho e logo em seguida este desapareceu. Os únicos fatos conhecidos eram a briga recente e o desaparecimento da pessoa, mas ligando as duas coisas os irmãos Naves foram acusados de assassinato, agravando com a ocultação do cadáver. Imediatamente presos, confessaram na prisão a autoria do crime e foram condenados.

Alguns anos depois, quando um dos irmãos Naves já havia morrido na prisão e o outro continuava preso, a suposta vítima reapareceu, viva e disposta a esclarecer a história. Não tinha havido assassinato algum e os dois irmãos eram inocentes. Depois da briga, temendo sofrer alguma violência, o trabalhador que havia brigado com os Naves decidiu mudar-se para um lugar bem distante. Como era solteiro e pobre carregou nas costas tudo o que possuía e foi para longe sem dar notícia a ninguém. Acusados do assassinato e tendo sido violentamente espancados na prisão os irmãos Naves confessaram a autoria de um crime que não tinha cometido. E assim foram condenados.

Ainda agora, em março de 1991, fato semelhante ocorreu na Inglaterra. Seis irlandeses foram acusados da prática de terrorismo. Além de torturá-los barbaramente, para obter sua confissão, a polícia ainda produziu uma prova pericial falsa e com base nisso os seis foram condenados.

Além da possibilidade de erro, que sempre existe nas realizações e decisões humanas, é fundamental não esquecer que a prática de tortura pela Polícia é muito freqüente, inclusive no Brasil. Desse modo são obtidas muitas confissões, absolutamente falsas, que podem levar ao erro judiciário.

Apesar de haver sempre alguma perda irreparável para quem foi condenado injustamente e depois teve reparação se a vítima do erro estiver viva. Mas se for aplicada a pena de morte por erro judiciário, essa injustiça será irreparável. Qualquer pessoa poderá ser vítima desse erro, mas, acima de tudo, nenhuma pessoa justa poderá ser a favor da criação do grande risco de matar por erro um inocente.

A pena de morte é inconstitucional. Se não bastassem todos esses argumentos, é preciso considerar ainda que, de acordo com a atual Constituição brasileira, a simples apresentação de um projeto de Emenda Constitucional para introduzir a pena de morte no país já é inconstitucional.

O Título II da atual Constituição trata dos “Direitos e Garantias Fundamentais”. E no Capítulo I, que se denomina “Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos”, encontra-se o artigo 5º, com a seguinte redação: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País, a inviolabilidade do direito à vida”.

Assim, pois, de acordo com a Constituição o direito à vida é um direito individual expressamente proclamado e garantido. A disposição constitucional é clara e direta, não deixando qualquer dúvida sobre isso.

E o artigo 60, que trata das Emendas Constitucionais, enumera no § 4º as únicas hipóteses em que não poderá ser admitida proposta de emenda. É a seguinte sua redação:

“Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir:

I. a forma federativa de Estado;

II. o voto direto, secreto, universal e periódico;

III. a separação dos Poderes;

IV. os direitos e garantias individuais.

Como está bem evidente, nem é necessário que a proposta vise a abolição direta dos direitos e garantias individuais. Basta que seja tendente a isso para que não possa sequer ser objeto de deliberação. Desse modo, a simples tramitação de uma proposta que abra a possibilidade de abolição de um direito ou garantia individual já é inconstitucional.

A existência de uma parte imutável, também chamada de cerne fixo, na Constituição é muito comum. Basta lembrar que no Brasil, desde 1891, todas as Constituições estabeleceram a proibição de propostas de emendas tendentes a abolir a Federação e a República. E para permitir a realização de plebiscito sobre a manutenção da República ou a volta da Monarquia o constituinte de 1888 não incluiu a República entre os temas sujeitos à limitação do poder de emenda constitucional.

Como observa Maurice Hauriou, eminente constitucionalista francês, a Constituição é a base da ordem jurídica e no momento constituinte o povo estabelece, entre outras coisas, as regras para mudança dessa ordem, podendo fixar, inclusive, os limites ao poder da revisão ou emenda. E só uma nova constituinte poderá alterar ou eliminar esses limites, que devem ser obrigatoriamente respeitados pelos órgãos competentes para modificar a Constituição. a bem claro, portanto, que o direito à vida, claramente assegurado por disposição constitucional expressa, não pode sofrer limitações. Nem se diga que o próprio constituinte já o limitou quando admitiu a pena de morte em caso de guerra declarada formalmente. Na realidade o constituinte estabeleceu essa hipótese excepcional no momento em que estava sendo elaborada a Constituição e não deixou aberta a possibilidade de qualquer outra exceção. O constituinte podia fazer isso, porque não havia normas legais que o limitassem, o que não ocorre com o órgão que recebeu do constituinte o poder limitado de alterar a Constituição.

O direito à vida é fundamental e intocável. No sistema jurídico brasileiro o direito à vida é reconhecido e assegurado como um dos direitos fundamentais do indivíduo, direito que nenhuma pessoa e nenhum órgão pode restringir nem pode pretender eliminar. Nesse ponto o Brasil se coloca entre os Países mais coerentes, que proclamam a vida como direito assinaram documentos internacionais nesse mesmo sentido e garantem na sua legislação esse direito.

Da importância do direito à vida e sua garantia muitos já falaram. Nunca será demais, entretanto, insistir nesse ponto, para despertar a consciência dos que ainda não perceberam que a destruição intencional da vida humana, ainda que seja a vida de um criminoso merecedor de punição, é um passo muito grave no sentido de estimular o desrespeito pela vida de todos os seres humanos.

Com muita felicidade, o eminente jurista brasileiro José Afonso da Silva em seu Curso de Direito Constitucional Positivo, resumiu a razão fundamental de se proteger plenamente a vida humana: “ela constitui a fonte primária de todos os outros bens jurídicos. De nada adiantaria a Constituição assegurar outros direitos fundamentais, como a igualdade, a intimidade, a liberdade, o bem-estar, se não erigisse a vida humana num desses dir

** Professor titular da Faculdade de Direito da USP,

Secretário dos Negócios Jurídicos da Prefeitura Municipal

De São Paulo, Ex-presidente da Comissão Justiça e Paz,

Membro da Comissão Internacional de juristas.

‘”A execução da pena capital é o mais premeditado dos assassinatos

“(Albert Camus).

sábado, 8 de maio de 2010

Respeitando as diferenças

A geração tolerância

Os adolescentes e jovens brasileiros começam a vencer o arraigado preconceito contra os homossexuais, e nunca foi tão natural ser diferente quanto agora. É uma conquista da juventude que deveria servir de lição para muitos adultos.


Silvia Rogar e Marcelo Bortoloti

Lailson Santos
UMA TURMA COLORIDA
Paulo, William, Marcus, David, Charles, Akira, Jefferson (de pé, da esq. para a dir.); e Harumi e Daniele (sentadas): eles abriram o jogo para os pais ainda na adolescência
Longe do estereótipo
"Sempre tive atração por meninas, só que morria de vergonha de me aproximar delas e revelar o que sentia. Precisei de alguns anos para aceitar, eu mesma, a ideia. Foi na internet que consegui arranjar a primeira namorada. Quando a coisa ficou séria e eu quis levá-la a minha casa, contei a meus pais, que, como era esperado, sofreram. Meus amigos também já sabem que sou homossexual. No começo, estranharam. Nunca me enquadrei no estereótipo da menina gay, masculinizada, mas não tenho dúvida quanto à minha opção. O melhor: depois de um processo difícil, isso acabou se tornando natural para mim e para todos à minha volta."
Harumi Nakasone, 20 anos, estudante de artes visuais em Campinas


VEJA TAMBÉM

Apresentar boletim escolar com notas ruins, bater o carro novo da casa, arrumar inimizade com o vizinho já são situações difíceis de enfrentar diante do tribunal familiar, com aquela atemorizante combinação de intimidade com autoridade dos pais. Imagine parar ali diante deles e dizer a frase: "Eu sou gay". Não é fácil para quem fala, menos ainda para quem ouve. As mães se assustam, mas logo o amor materno supera o choque do novo. Os pais demoram mais a metabolizar a novidade. A orientação sexual ainda é e vai ser por muito tempo uma questão complexa e tensa no seio das famílias. Isso muda muito lentamente. O que mudou muito rapidamente, porém, foi a maneira como a homossexualidade é encarada por adolescentes e jovens no Brasil. Declarar-se gay em uma turma ou no colégio de uma grande cidade brasileira deixou de ser uma condenação ao banimento ou às gozações eternas. A rapaziada está imprimindo um alto grau de tolerância a suas relações, a um ponto em que nada é mais feio do que demonstrar preconceito contra pessoas de raças, religiões ou orientações sexuais diferentes das da maioria.

Esses meninos e meninas estão desfrutando uma convivência mais leve justamente em uma fase da vida de muitas incertezas, quando a aceitação pelos pares é decisiva para a saúde emocional e mental. Isso é um avanço notável. Por essa razão talvez, a idade em que um jovem acredita que definiu sua preferência sexual tem caído. Uma pesquisa feita pelas universidades estaduais do Rio de Janeiro (Uerj) e de Campinas (Unicamp) tem os números: aos 18 anos, 95% dos jovens já se declararam gays. A maior parte, aos 16. Na geração exatamente anterior, a revelação pública da homossexua-lidade ocorria em torno dos 21 anos, de acordo com a maior compilação de estudos já feita sobre o assunto. À frente do levantamento, o psicólogo americano Ritch Savin-Williams, autor do livro The New Gay Teenager (O Novo Adolescente Gay), resumiu a VEJA: "O peso de sair do armário já não existe para os jovens gays do Ocidente: tornou-se natural".

Lailson Santos
A mãe torce para que ele ache um bom companheiro
"Aos 16 anos, quando contei à minha mãe que preferia os homens às mulheres, ela ficou possuída de raiva. Eu achava que a notícia não causaria tanta comoção. Não havia aberto o jogo sobre minha sexualidade, mas tinha certeza de que minha mãe já desconfiava. Nunca levava garotas em casa nem falava delas. O dia em que contei tudo, no entanto, foi um divisor de águas para nós dois. A relação ficou muito tensa. É interessante como a coisa, depois, vai sendo assimilada. Ela abandonou o sonho de me ver chefe de uma família tradicional e, no lugar disso, passou a sonhar com um bom companheiro para mim. Isso ainda não aconteceu. Hoje, no entanto, minha vida é ótima. Não escondo das pessoas de que mais gosto o que realmente sou."
Gabriel Taverna, 19 anos, estudante de São Paulo


Os jovens que aparecem nas páginas desta reportagem, que em nenhum instante cogitaram esconder o nome ou o rosto, são o retrato de uma geração para a qual não faz mais sentido enfurnar-se em boates GLS (sigla para gays, lésbicas e simpatizantes) - muito menos juntar-se a organizações de defesa de uma causa que, na realidade, não veem mais como sua. Na última parada gay de São Paulo, a maior do mundo, a esmagadora maioria dos participantes até 18 anos diz estar ali apenas para "se divertir e paquerar" (na faixa dos 30 o objetivo número 1 é "militar"). A questão central é que eles simplesmente deixaram de se entender como um grupo. São, sim, gays, mas essa é apenas uma de suas inúmeras singularidades - e não aquela que os define no mundo, como antes. Explica o sociólogo Carlos Martins: "Os jovens nunca se viram às voltas com tantas identidades. Para eles, ficar reafirmando o rótulo gay não só perdeu a razão de ser como soa antiquado". Ícone desses meninos e meninas, a cantora americana Lady Gaga os fascina justamente por ser "difícil de definir o que ela é". São marcas de uma geração que, não há dúvida, é bem menos dada a estereótipos do que aquela que a precedeu. Diz, com a firmeza típica de seus pares, a estudante paulista Harumi Nakasone, 20 anos: "Nunca fiz o tipo masculino nem quis chocar ninguém com cenas de homossexualidade. Basta que esteja em paz e feliz com a minha opção".

Miriam Fichtner
Não era uma fase
"No início da adolescência, já me sentia atraída por meninas. Aluna de um colégio de freiras, havia crescido ouvindo que o amor entre pessoas do mesmo sexo era algo imperdoável, mas nunca vi a coisa assim. A mim, parecia natural. Aos 14, até tentei namorar um menino. Não funcionou. Um ano depois, quando me apaixonei de verdade por uma garota, resolvi contar a meus pais. Minha mãe repetia: ‘Calma que passa, é uma fase’. A aceitação da ideia é um processo lento, que envolve agressões de todos os lados e decepção. Sei que contrariei o sonho da minha família, de me ver de grinalda e com filhos, mas a melhor coisa que fiz para mim mesma foi ser verdadeira. Por que me sentir uma criminosa por algo que, afinal, diz respeito ao amor?"
Amanda Rodrigues, 18 anos, estudante de artes visuais no Rio de Janeiro


A tolerância às diferenças, antes verificada apenas no ambiente de vanguardas e nas rodas intelectuais e artísticas, está se tornando uma regra - especialmente entre os escolarizados das grandes cidades brasileiras. Uma comparação entre duas pesquisas nacionais, distantes quase duas décadas no tempo, dá uma ideia do avanço quanto à aceitação dos homossexuais no país. Em 1993, uma aferição do Ibope cravou um número assustador: quase 60% dos brasileiros assumiam, sem rodeios, rejeitar os gays. Hoje, o mesmo porcentual declara achar a homossexualidade "natural", segundo um novo levantamento com 1 500 adolescentes de onze regiões metropolitanas, encabeçado pelo instituto TNS Research International. O mesmo estudo dá outras mostras de como a maior parte dos jovens brasileiros já se conduz pela tolerância em vários campos: 89% acham que homens e mulheres têm exatamente os mesmos direitos e em torno de 80% se casariam com alguém de outra raça ou religião. "À medida que as pessoas se educam e se informam, a tendência é que se tornem também mais intransigentes com o preconceito e encarem as questões à luz de uma visão menos dogmática", diz a psicóloga Lulli Milman, da Uerj. Foi o que já ocorreu em países de alto IDH, como Holanda, Bélgica e Dinamarca. Lá, isso se refletiu em avanços na legislação: casamentos gays e adoção de crianças por parte desses casais são aceitos há anos. No Brasil, onde não há leis nacionais como essas, a apreciação fica sujeita a cada tribunal.

Fotos divulgação
OS GAYS NA ARTE
Homossexualidade contida na tela de Caravaggio (à esq.) e escancarada na taça romana do século I


Ainda que o preconceito persista em alguns círculos, atingiu-se um estágio de evolução em que professá-lo se tornou um gesto condenável pela maioria - um sinal de progresso no Brasil. Nas Forças Armadas, onde a aversão a gays sempre se pronunciou em grau máximo (apesar de o regimento interno repudiar a perseguição aos homossexuais), a diferença é que, agora, quando surge um caso desses entre os muros do Exército, o assunto logo suscita indignação. Ocorreu com um general que, neste ano, veio a público posicionar-se contra a presença de gays nas Forças Armadas. Sob pressão, precisou retratar-se. Recentemente, o lutador de vale-tudo Mar-celo Dourado, 38 anos, surgiu no programa Big Brother Brasil, da Rede Globo, dizendo que "homem hétero não pega aids". Além de uma bobagem, a declaração foi tachada de preconceituosa - e a Globo precisou ocupar seu horário nobre com as explicações do Ministério da Saúde sobre o tema. Mesmo que às vezes usados como bandeira por bandos de militantes paparicados por políticos em busca de votos, pode-se dizer que tais episódios apontam para uma direção positiva. Afirma o filósofo Roberto Romano: "A experiência mostra que o desconforto com o preconceito cria um ambiente propício para que ele vá sendo exterminado".

Miriam Fichtner
Assumidos, mas discretos
"Aos 15 anos, depois de alguns flertes com meninos e nenhuma relação com meninas, conheci meu atual namorado. Apaixonado e angustiado por viver escondido, achei que não havia outro caminho senão abrir a questão para os meus pais. Até hoje, não falamos muito sobre o assunto, mas eles já aceitam a situação, e até levo o Leandro para dormir lá em casa. Às vezes, andamos de mãos dadas, mas não trocamos beijos em público. Não preciso ficar expondo minha sexualidade. Prefiro as boates que meus amigos, gays ou não, frequentam ao circuito GLS."
Victor Guedes, 19 anos, produtor de moda (à esq.), com o namorado Luiz Leandro Caiafa, 20, estudante de ensino técnico no Rio de Janeiro


A notícia de que um filho é homossexual continua a causar a dor da decepção a pais e mães (descrita pela maioria dos ouvidos por VEJA como "a pior de toda a vida"). Com pavor de uma reação violenta do pai, meninos e meninas preferem, em geral, contar primeiro à mãe. "Quando meu filho me disse que gostava de meninos, sabia que os velhos sonhos teriam de ser substituídos por algo que eu não tinha a menor ideia do que seria", relata a analista financeira paulista Suerda Reder, 41 anos. É com o tempo que a vida vai sendo reconstruída sob novas expectativas. Dois anos depois da revelação, o namorado de Victor, filho de Suerda, frequenta sua casa sem que isso seja motivo de constrangimento. Muitos pais já compreendem (com algumas idas e vindas) que, ao apoiar os filhos, estão lhes prestando ajuda decisiva. "Quando a própria mãe trata o fato com naturalidade, a tendência é que o preconceito em relação a ele diminua", diz a estilista gaúcha Ana Maria Konrath, 55 anos, em coro com uma nova geração de mães - também mais tolerantes. O que elas sabem por experiência a ciência em parte já investigou. Segundo um estudo americano, conduzido pela Universidade Estadual de São Francisco, jovens gays que convivem em harmonia com os pais raramente sofrem de depressão, doença comum entre vítimas de preconceito.

Miriam Fichtner
"Nunca me escondi"
"Cheguei a beijar garotas, mas foi só quando troquei o primeiro beijo com um menino, aos 14 anos, que senti uma emoção real. Era tão claro para mim que resolvi contar a meus amigos mais próximos da escola que era gay. A princípio, eles estranharam. Cheguei a ser alvo de olhares tortos e gritos de ‘bicha’, mas logo passou. Quando contei a meus pais, no ano passado, eles no fundo já sabiam. Nunca me preocupei em levar garotas para casa só para me passar pelo que não era. Também não tenho necessidade de ficar me reafirmando gay na frente dos outros. Isso é bobo demais. Para mim, é só mais uma de minhas características."
Hector Gutierrez, 17 anos, estudante do 3º ano do ensino médio numa escola particular de Minas Gerais


Um conjunto de fatores ajuda a explicar o fato de a atual geração gay ser mais livre de amarras - alguns de ordem sociológica, outros culturais. Um ponto básico se deve à sua aceitação por outros adolescentes. Para esses jovens, o conceito de tribo perdeu o valor, como chamou atenção o antropólogo americano Ted Polhemus, por meio de suas pesquisas. Ele apelidou essa geração de "supermercado de estilos" - ou só "sem rótulos". Nesse contexto, não há mais lugar para algo como o grupo em que apenas ingressam os gays ou os negros, algo que as escolas brasileiras já ecoam. Antes fonte de tormento para alunos homossexuais, alvo de piadas, quando não de surras e linchamentos, o colégio se tornou um desses lugares onde, de modo geral, impera a boa convivência com os gays. Um sinal disso é que a ocorrência de casos de bullying por esse motivo tem caído gradativamente. "É também mais comum que eles andem de mãos dadas no recreio, sem ser importunados, ou que se tornem líderes de turma", conta a pedagoga Rita de Cássia, da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro. Os próprios colégios reconhecem que, no passado, conduziam a questão à sombra de certo preconceito. "Se surgia um aluno gay, tratava-se imediatamente o assunto como um problema, e os pais eram logo chamados", lembra Vera Malato, orientadora no Colégio Bandeirantes, em São Paulo. "Hoje a postura é apenas dar orientação ao aluno se for preciso."


Miriam Fichtner

"Meus sonhos precisaram
ser reconstruídos"
"Acho que toda mãe percebe, a contragosto e com dor, quando seu filho é gay. Sempre tive certeza disso em relação ao Igor, mas alimentava esperanças de que ele mudasse. Cheguei a rezar anos a fio por um milagre. No dia em que meu filho finalmente se abriu comigo, aos 17 anos, fiquei sem chão. Passado o choque, entendi que meus sonhos em relação a ele precisariam ser completamente reconstruídos. Não escondo mais de ninguém que meu filho é homossexual. Sinto que o fato de uma mãe tomar essa iniciativa ajuda a espantar o preconceito. Sempre que arranja um namorado, ele frequenta a minha casa e saímos juntos. Meu filho está feliz. Não é isso que todos nós buscamos?"
Ana Maria Konrath, 55 anos, estilista gaúcha, mãe de Igor Konrath, 20, estudante de comunicação social


Para boa parte dos jovens gays de hoje, a vida subterrânea nunca fez sentido. Diz o produtor de moda carioca Victor Guedes, 19 anos: "Desde que ficou claro para mim que meu interesse era pelo sexo masculino, não pensei em esconder isso dos meus pais. Só esperei a hora certa para abrir o jogo, com todo o tato". É gritante o contraste com as gerações anteriores, às quais lança luz o livro Cuidado! Seu Príncipe Pode Ser uma Cinderela (a ser lançado pela editora Best Seller), das jornalistas Consuelo Dieguez e Ticiana Azevedo. O conjunto de depoimentos ali reunido revela o sofrimento diário enfrentado por políticos, diplomatas e figurões do mercado financeiro que nunca saíram do armário.

Miriam Fichtner
Ele conta tudo no Twitter
"Solitário, aos 14 anos resolvi dividir com a minha irmã aquilo que já era muito claro para mim: gostava de meninos, e sabia que isso decepcionaria minha família. Ela chorou, disse que logo essa fase passaria, e o pior: contou para todo mundo. Minha família chegou a me encaminhar ao psicólogo. Depois, à igreja. Não foi fácil, mas o alívio de compartilhar a situação me transformou em outra pessoa. Pouco falo sobre meus namoros, e agiria da mesma forma se eles fossem com meninas. Fico, no entanto, bem à vontade para falar de minha vida amorosa no Twitter, no qual tenho mais de 1 700 seguidores. De onde menos se espera às vezes ainda vem uma agressão gratuita, mas a coisa está mudando para melhor."
Lucas El-Osta, 17 anos, estudante do 2º ano do ensino médio no Rio de Janeiro


Ao longo da última década, a indústria do entretenimento tem refletido, de forma acentuada, as mudanças culturais em relação à sexualidade. Na televisão, nunca houve tantas séries retratando o universo gay. Entre as produções de maior sucesso, figuram o seriado americano Glee, que tem como um dos protagonistas um adolescente recém-assumido gay para o pai, e The L Word, sobre um grupo de lésbicas atraentes e chiques de Los Angeles. Nas novelas brasileiras, os homossexuais já não são mais tratados de maneira tão caricatural. "É possível exibir na TV a vida comum de casais gays sem que isso provoque a rejeição do público, como no passado. Hoje, esses personagens fazem o maior sucesso", analisa Manoel Carlos, autor da atual novela das 8, Viver a Vida. Isso não só ajuda a levantar o diálogo sobre a homossexualidade em casa como ainda minimiza a resistência a ela. O rol de celebridades que se assumem gays também cumpre, em certo grau, esse papel. O último a deixar o armário foi o cantor porto-riquenho Ricky Martin, autor do sucesso Livin’ la Vida Loca, que, aos 38 anos, declarou ser gay em tom profético: "Hoje aceito minha homossexualidade como um presente que a vida me deu".

Fotos John Springer/Corbis/Latinstock e Rennio Maifredi/Trunk Archive
Veja.com

The Economist publicou: FHC x LULA



The Economist publicou!
Nos tempos de FHC
Nos tempos de LULA
Situação do Brasil antes e depois

FHC:Risco Brasil 2.700 pontos
LULA: 200 pontos
FHC: Salário Mínimo 78 dólares
LULA: 210 dólares
FHC:Dólar Rs$ 3,00
LULA: Rs$ 1,78
FHC:Dívida FMI Não mexeu
LULA: Pagou
FHC:Indústria naval Não mexeu
LULA:Reconstruiu
FHC:Universidades Federais Novas - Nenhuma
LULA: 10
FHC: Extensões Universitárias - Nenhuma
LULA: 45
FHC: Escolas Técnicas - Nenhuma
LULA: 214
FHC: Valores e Reservas do Tesouro Nacional - 185 Bilhões de Dólares Negativos
LULA: 160 Bilhões de Dólares Positivos
FHC:Créditos para o povo/PIB - 14%
LULA: 34%
FHC:Estradas de Ferro - Nenhuma
LULA: 3 em andamento
FHC:Estradas Rodoviárias - 90% danificadas
LULA: 70% recuperadas
FHC: Industria Automobilística - Em baixa, 20%
LULA:Em alta, 30%
FHC:Crises internacionais - 4, arrasando o país
LULA: Nenhuma, pelas reservas acumuladas.
FHC:Cambio Fixo, estourando o Tesouro Nacional.
LULA: Flutuante: com ligeiras intervenções do Banco Central
FHC:Taxas de Juros SELIC 27%
LULA: 11%
FHC:Mobilidade Social - 2 milhões de pessoas saíram da linha de pobreza
LULA: 23 milhões de pessoas saíram da linha de pobreza
FHC: Empregos - 780 mil
LULA: 11 milhões
FHC:Investimentos em infraestrutura - Nenhum
LULA: 504 Bilhões de reais previstos até 2010
FHC:Mercado internacional - Brasil sem crédito
LULA:Brasil reconhecido como investimento grande

sábado, 1 de maio de 2010

Terremotos no Brasil e no Mundo

A força da natureza




Terremotos!

Entenda como funcionam os terremotos e saiba quais foram os maiores terremotos registrados no Brasil e os maiores tremores de terra no mundo. Saiba como é feita a medição dos terremotos na escala Richter e até quanto vai esta medida.



Os terremotos sempre estiveram presentes no planeta. Ocorrem mais de 3 milhões de terremotos por ano, ou seja, mais de 8 mil por dia (praticamente um a cada 11 segundos). Então por quê não percebemos o chão tremendo o tempo todo?

A resposta é simples: eles são muito fracos para serem notados e um grande número deles ocorrem em solo marinho (que cobre 70% da superfície do planeta) ou em regiões desabitadas (desertos, regiões polares, montanhas e florestas).

Você vai ver muita coisa interessante sobre os terremotos e fotos incríveis, mas antes veja este infográfico explicando como e por que ocorrem terremotos e depois continuaremos a leitura.

Veja as principais causas de um terremoto:

- Movimento das placas tectônicas - A causa principal e a que causam mais danos;

- Erupções vulcânicas - Embora os vulcões provoquem abalos sísmicos são raros os casos em que causam algum dano;

- Impactos de meteoros - Impactos de meteoros já são raros e os que causam terremotos mais raros ainda;

- Desmoronamento de grandes estruturas - O desabamento de cavernas, minas, montanhas, etc provocam tremores leves e locais.

Esta incrível foto mostra os limites das placas tectônicas e, o que eu achei mais interessante, é que indica a direção para onde as placas tectônicas estão se deslocando.



É fácil perceber a quantidade de vulcões que surgem nos limites das placas. Perceba também que o Brasil fica localizado bem no centro de uma placa tectônica. Isso explica porque quase não ocorrem terremotos de grande escala no Brasil.

Aqui está uma lista com os principais e maiores terremotos ocorridos no Brasil:

- São Paulo, 1922 – 5.1 pontos na escala Richter;

- Espírito Santo, 1955 – 6.3 pontos na escala Richter;

- Mato Grosso, 1955 – 6.6 pontos na escala Richter;

- Ceará, 1980 – 5.2 pontos na escala Richter;

- Amazonas, 1983 – 5.5 pontos na escala Richter;

- Rio Grande do Norte, 1986 – 5.1 pontos na escala Richter;

- Minas Gerais, 2007 – 4.9 pontos na escala Richter­.

Como você pode perceber os tremores de terra no Brasil são raros. Isso é muito bom, mas traz uma desvantagem: como são muitos raros, os terremotos não eram levados em conta na hora em que se construiam edifícios.

E isso pode trazer consequências desastrosas, afinal, mais cedo ou mais tarde ocorrerá um tremor de grande escala em cidades com muitos arranhas-céus como São Paulo ou Rio de Janeiro.

Falando em grandes terremotos veja uma lista e mapa com os maiores terremotos no mundo (os tremores mais letais):



1º - Shaansi, China, 1556, 830 mil mortos.

Na região central da China, a terra tremeu em 23 de janeiro de 1556 para produzir o pior desastre natural de que se tem notícia.

O terremoto atingiu oito províncias e arrebentou 98 cidades, algumas delas perderam 60% da população. A maior parte das pessoas morreu soterrada na queda de casas mal construídas.

2º - Calcutá, Índia, 1737, 300 mil mortos.

Relatos de época indicam que essa catástrofe de 11 de outubro de 1737 tenha sido um terremoto. Mas, como na época não existiam registros 100% confiáveis, alguns especialistas levantam a hipótese de que o estrago foi causado por um ciclone. Além dos mortos, o cataclismo deixou 20 mil barcos à deriva na costa.

3º - Tangshan, China, 1976, 250 mil mortos.

O tremor de 27 de julho de 1976 sacudiu o nordeste da China.
A cidade toda dormia quando o chão mexeu, fazendo cerca de 800 mil feridos. Até hoje, especialistas suspeitam que o número de mortos possa ser muito maior que o divulgado pelo governo. Estima-se que o total de vítimas possa ter chegado a 650 mil

4º - Kansu, China, 1920, 200 mil mortos.

Essa região situada no centro-norte do país não sentia um tremor havia 280 anos, mas esse de 16 de dezembro de 1920 botou para quebrar: atingiu uma área de 67 mil km2, arrasando dez cidades.

A série de ondulações deformou a área rural e prejudicou uma das principais atividades econômicas da região, a agricultura.

5º - Kwanto, Japão, 1923, 143 mil mortos.

O megatremor de 1º de setembro de 1923 atingiu as principais cidades do Japão. Só em Tóquio e Yokohama, mais de 60 mil pessoas morreram nos incêndios causados pelo abalo. Logo depois desse terremoto, a profundidade da baía de Sagami, no sul de Tóquio, aumentou mais de 250 metros em alguns pontos.

6º - Messina, Itália, 1908, 120 mil mortos.

Em 28 de dezembro de 1908, o sul da Itália sofreu com um grande terremoto que devastou as regiões da Sicília e da Calábria. Para complicar ainda mais as coisas, o tremor foi seguido por tsunamis de até 12 metros de altura. A seqüência de enormes paredes de água quebrou na costa do país e amplificou os estragos.

7º - Chihli, China, 1290, 100 mil mortos.

Quase não há registros sobre esse chacoalhão de 27 de setembro de 1290 - apenas a certeza de que ele foi um dos mais mortais da história. A província de Chihli, que teve seu nome mudado para Hopei em 1928, inclui a cidade de Tangshan e é famosa pelos terremotos, que já teriam vitimado mais de 1 milhão de pessoas.

8º - Shemakha, Azerbaijão, 1667, 80 mil mortos.

Por estar situada em cima de uma zona sujeita a abalos, essa cidade foi destruída por vários terremotos. O primeiro e mais mortal foi esse de novembro de 1667. Depois do susto, a tranqüilidade não durou muito: registros da época indicam que a terra voltou a tremer por lá dois anos mais tarde.

9º - Lisboa, Portugal, 1755, 70 mil mortos.

Em apenas 3 horas, a capital portuguesa foi atingida por três tremores distintos, que destruíram 85% da cidade. Gigantescas ondas atingiram a região, a água subiu 5 metros acima do nível normal e um incêndio consumiu casas, igrejas, palácios e bibliotecas. A tragédia aconteceu em 1º de novembro de 1755.

10º - Yungay, Peru, 1970, 66 mil mortos.

Esse terremoto de 31 de maio de 1970 fez desabar um enorme pico de gelo na cordilheira dos Andes. Em poucos minutos, a cidade de Yungay estava debaixo de uma massa de neve e detritos que desceram a encosta a mais de 300 km/h. Para piorar a situação, as inundações subiram o prejuízo para 530 milhões de dólares.

Clique aqui para ver uma lista completa com todos os maiores terremotos da história da humanidade, tanto em magnitude (intensidade) quanto em números de mortos.

Incrível, monitore os terremotos que estão ocorrendo no mundo em tempo real. O mapa é atulaizado cada vez que ocorre um novo tremor de magnitude significante no planeta.

A foto abaixo é um link que mosta um mapa-múndi com os terremotos ocorridos hoje e ontem (em vermelho), nas últimas duas semanas (amarelo) e nos últimos 5 anos (rosa). Detalhe: clique nos círculos para ampliar a região do terremoto.



Abaixo os graus de destruição (pela Escala Richter).



Intensidade ou Magnitude dos Terremotos:

Menos de 3,5 - não é percebido pelas pessoas.

3,5 a 5,4 - Frequentemente não se sente mas pode causar danos.

5,5 a 6,0 - Causa pequenos danos, principalmente em edifícios mal construidos.

6,1 a 6,9 - Pode causar danos graves, principalmente em lugares muito povoados.

7,0 a 7,9 - Terremotos de grandes proporções, causa danos graves e geralmente matam milhares de pessoas.

8,0 ou mais - Causa destruição total do local atingido e afeta lugares vizinhos.

Veja agora fotos fantásticas que mostram toda a potência dos terremotos, uma das forças mais incríveis da natureza:

Esta é a famosa Falha de San Andreas nos Estados Unidos, esta foto mostra a terra sendo rasgada pelo movimento das placas tectônicas.



Esta outra foto mostra uma plantação que antes do terremoto tinha o arado em linhas retas, veja como ficou após o tremor.



O trilho do trem foi destruído pelo movimento da terra.



Esta é uma das fotos mais incríveis que eu já vi sobre terremotos, apesar de ser antiga e em preto e branco dá para ver claramente como a cerca se afastou após o abalo sísmico.



Veja algumas dicas para você saber o que fazer em casos de terremotos:

- Se estiver dentro de casa proteja-se debaixo de uma mesa ou escrivaninha para se proteger de impactos das coisas que podem cair. Se puder, saia o mais rápido possível para um lugar aberto e afaste-se de paredes e prédios.

- Nunca utilize elevadores, você pode ficar preso e não é raro os casos de incêndios em terremotos.

- Se precisar sair de um local em que está ocorrendo um incêndio coloque um pano (toalha, lenço, camisa, etc) sobre o nariz e boca. Tente achar a saída com a cabeça o mais próximo do chão que conseguir, a fumaça vai ficar mais concentrada nas áreas mais altas.

- Uma dica para achar a saída é seguir a direção da corrente de ar frio.

- Quando estiver nas ruas tente se afastar de fios de alta tensão e postes.

O mais importante é não entrar em pânico. Tente agir com a cabeça fria e procure sempre um lugar aberto.


Fonte: planetin.blogspot.com

Leia também

http://educação.uol.com.br/geografia/terremoto-2.jhtm





sexta-feira, 30 de abril de 2010

Marechal Rondon - Seminário


Marechal Rondon

Senado vai realizar, nesta quinta-feira às 14h, uma sessão de homenagem ao centenário da "Comissão Rondon", destinada também a reverenciar a memória do marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, em data alusiva ao 142º aniversário de seu nascimento. A sessão ocorrerá no horário do expediente, antes da votação das matérias previstas na ordem do dia, a requerimento do senador Jayme Campos (DEM-MT).
Nascido no dia 5 de maio de 1865, em Mimoso (MT), o marechal Rondon foi nomeado em 1907, quando ocupava o posto de major do corpo de engenheiros militares, chefe da comissão que construiu a linha telegráfica de Cuiabá até Santo Antonio do Madeira - a primeira a alcançar a região amazônica -, que foi denominada "Comissão Rondon".
Seus trabalhos desenvolveram-se de 1907 a 1915, época em que estava sendo construída a ferrovia Madeira-Mamoré, que, juntamente com o desbravamento e a integração telegráfica feita por Rondon, ajudaram a ocupar a região do atual estado de Rondônia. Com a Comissão Rondon, o então major realizou várias expedições, cujo objetivo era explorar a região Amazônica.
Em 1910, o marechal Rondon organizou e passou a dirigir o Serviço de Proteção aos Índios e, de maio de 1913 a maio de 1914, realizou mais uma expedição, desta vez em conjunto com o ex-presidente dos Estados Unidos Theodore Roosevelt.
Rondon é citado por historiadores como pesquisador, desbravador de terras, indigenista e realizador de obras importantes para o país, como linhas telegráficas e mapeamentos de terrenos. Ficou conhecido também por ter mantido relações cordiais com os índios.
Entre outras ações, Rondon cursou Matemática e Ciências Físicas e Naturais na Escola Superior de Guerra e teve participação nos movimentos abolicionista e republicano. De origem indígena por parte de seus bisavós maternos (Bororo e Terena) e bisavó paterna (Guaná), Rondon tornou-se órfão aos dois anos de idade, tendo sido criado pelos avós até os sete anos. Depois, viveu com um tio em Cuiabá, onde iniciou seus estudos, tornou-se professor primário aos 16 anos, ingressou na carreira militar como soldado e mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se matriculou, em 1883, na Escola Militar.



O palestrante Emanuel Pontes Pinto (centro da foto), falará sobre a influência do positivismo na vida de Rondon O professor e historiador Emanuel Pontes Pinto e o professor da Unir Edinaldo Freitas, serão os palestrantes do seminário "Rondon além da linha Telegráfica" que a Academia de Letras de Rondônia, ACLER, e o Departamento de História e Arqueologia da UNIR realizarão dia 5, quarta-feira da próxima semana, para comemorar os 145 anos do nascimento do patrono do Edstado, o marechal Candido Mariano da Silva Rondon.
O seminário vai acontecer das 14 às 18 horas no Teatro Banzeiros e os interessados em se inscrever poderão faze-lo através do endereço aclerencontrodeescritores@gmail.com, Os participantes receberão um certificado assinado pelos organizadores do evento.
O seminário será dividido na apresentação de dois sub-temas, o primeiro, "A influência positivista na missão Rondon", terá como palestrante o historiador Amenual Pontes Pinto, membro fundador da Academia de Letras de RondÔnia, enquanto o segundo sub-tema "Aspecto colonial da missão Rondon" será apresentado pelo professor da Unir Edinaldo Freitas.
O secetário-geral da ACLER, acadêmico Pedro Albino, disse que a proposta da realização desse evento relativo a Rondon "faz parte do projeto que a Academia desenvolve visando a valorização de datas e fatos históricos relativos a Rondônia, e para o qual temos convidado além de autoridades também professores e estudantes a participar".
Logo depois do encerramento das palestras, e debates, haverá um sarau cultural com apresentações de poemas por membros Academia Rondoniense dos Poetas e do boi-bumbá Corre Campo, que na data estará completando 56 anos de criação desse grupo folclórico.