quinta-feira, 30 de julho de 2009

A Estrada de Ferro Madeira Mamoré - parte I


Trem inaugural (1910) do primeiro trecho parcial da EFMM. Ao lado, Santo Antônio e a primeira linha

As primeiras discussões sobre a construção de uma ferrovia em plena floresta Amazônica Ocidental Brasileira datam de 1868, quando a Bolívia concede autorização ao engenheiro militar estadunidense George Earl Church, para construir canais paralelos às cachoeiras do rio Madeira visando o escoamento de produtos bolivianos para o Atlântico. Este projeto foi alterado, passando a ser, então, previsto um ferrovia margeando parte dos rios Mamoré e Madeira, projeto este a ser financiado por investidores londrinos.

Como o trajeto de tal ferrovia passaria por território brasileiro, em 20 de abril de 1870, foi assinado entre Brasil e Bolívia, em La Paz, o Tratado de Amizade, Limites, Navegação, Comércio e Extradição, criando-se a empresa The Madeira and Mamoré Railway Company Ltda. em 1º de março de 1871, sob presidência do coronel Church.
Por exigência dos investidores londrinos, Church contratou a empreiteira Public Works Construction Company, de Londres, por 600 mil libras esterlinas. Esta empresa instalou seu canteiro de obras na localidade de Santo Antônio em 06 de julho de 1872, e deu início à primeira fase do projeto.

A Public Works permaneceu no local por apenas um ano. Em 09 de julho de 1873 a empresa rompeu contrato devido aos enormes prejuízos e dificuldades estruturais do local, além de contínuos ataques de índios Caripunas e doenças regionais. Tudo isso levou a Public Works abandonar equipamentos e máquinas no local em janeiro de 1874.
Church contrata em 17 de setembro de 1873 a empreiteira estadunidense Dorsey and Caldwell, que se instalou em Manaus em 1874, mas ao conhecer os inúmeros problemas e dificuldades da região retorna para os EUA e transfere o contrato para a empreiteira Reed Brothers Company, que apenas pretendia especular e receber possíveis indenizações contratuais.

Com o apoio do Imperador Dom Pedro II, o coronel Church contratou em 25 de outubro de 1877 a empresa estadunidense P & T Collins, da Filadélfia, que se instalou em Santo Antônio na data de 19 de fevereiro de 1878. Apesar dos problemas esta empresa foi a que obteve, até então, mais êxito, trazendo para a região a primeira locomotiva e contratando os primeiros operários brasileiros, cerca de 500 cearenses que chegaram ao canteiro de obras em 1878.
Mas os problemas continuavam, e se agravavam, fazendo com que o proprietário da empreiteira, Mr. Philips Thomas Collins se instalasse no local para dirigir pessoalmente os trabalhos. Collins, no entanto, foi flechado pelos índios Caripunas ficando gravemente ferido. Em seguida a empresa abandonou as obras e, posteriormente, entrou em concordata. Diante de tanto fracasso o governo imperial brasileiro cancelou a permissão concedida ao coronel Church.Em 10 de janeiro de 1883 chega a Santo Antônio uma comissão de estudos, liderada pelo sueco naturalizado brasileiro Carlos Morsing, com a finalidade de projetar uma nova rota para a ferrovia. Ficando dois meses no local, Morsing retorna para o Rio de Janeiro com a recomendação técnica de alteração da estação inicial da ferrovia, mudando de Santo Antônio para onde é hoje Porto Velho. Uma segunda comissão visitou Santo Antônio, sendo esta liderada pelo austríaco Júlio Pinkas, que ao término dos estudos teve resultados divergentes dos de Morsing, e colocados sob suspeita pelo governo imperial brasileiro.
A Bolívia então arquiva o seu ambicioso projeto.
II parte:

A Madeira-Mamoré Railway Co.

Posteriormente, no contexto do ciclo da borracha e da Questão do Acre, por efeito da assinatura do Tratado de Petrópolis (1903), com a Bolívia, que conferiu ao Brasil a posse deste último, iniciou-se a implantação da Madeira-Mamoré Railway. O seu objetivo principal era vencer o trecho encachoeirado do rio Madeira para facilitar o escoamento da borracha boliviana e brasileira, além de outras mercadorias, para um trecho onde a mesma pudesse ser embarcada para exportação, no caso em Porto Velho, de onde as mercadorias seguiam por via fluvial até ao rio Amazonas. Anteriormente, esses produtos eram transportados com precariedade em canoas indígenas, sendo obrigatória a transposição das cachoeiras no percurso.
Em agosto de 1907 a ferrovia em construção foi encampada pelo magnata estadunidense Percival Farquhar.

O último trecho da ferrovia foi finalmente inaugurado em 30 de abril de 1912, ocasião em que se registrou a chegada da primeira composição à cidade de Guajará-Mirim, fundada nessa mesma data.

O século XX: decadência e crise


Na década de 1930, a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré foi parcialmente desativada, voltando a operar plenamente alguns anos depois, vindo a ser devolvida ao Governo Federal. Em 1957, quando ainda registrava um intenso tráfego de passageiros e cargas, a ferrovia integrava as dezoito empresas constituintes da Rede Ferroviária Federal.
Em 1966, depois de 54 anos de atividades, praticamente acumulando prejuízos durante todo esse tempo, o Presidente da República, Humberto de Alencar Castelo Branco, em 25 de maio de 1966, determina a erradicação da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré que seria substituída por uma rodovia, atual rodovia BR-364 que liga Porto Velho à Guajará-Mirim. Em 1972 a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré foi desativada até que em 10 de julho de 1972, as máquinas apitaram pela última vez e, a partir daí, o abandono foi total até, que em 1979, o acervo começou a ser vendido como sucata para uma siderúrgica de Mogi das Cruzes, em São Paulo.

Voltou a operar em 1981 num trecho de apenas 7 quilômetros dos 366 km do percurso original, apenas para fins turísticos, sendo novamente paralisada por completo em 2000. Atualmente nos últimos meses começou em Rondônia um grande esforço por parte do Governo do Estado de Rondônia, prefeitura de Porto Velho e da sociedade civil para que a ferrovia seja revitalizada em seu todo, tendo como base o projeto de revitalização .

Fonte: Saimon River e Wikipédia

Para viajar você também por essa ferrovia e conhecer um pouco mais das lendas e histórias que a cercam, basta clicar nos ícones abaixo. Entretanto, sugiro que você inicie a vigem pelo primeiro passo, e depois utilize-se dos icones no final de cada página para avançar para a pagina seguinte.

As cachoeiras : O transporte de Mercadorias antes da Ferrovia (Fotos e gravuras);
Primeiros habitantes: Os Indios da Região atravessada pela ferrovia.
Primeiros estudos: A região, o porque da ferrovia, fracasso de Ingleses e Americanos;
Reportagem da época sobre a partida dos americanos da P. & T. Collins;
Definindo o traçado: O Brasil decide construir a ferrovia, plantas e orçamentos;
Construção e Operação: O Brasil constrói a ferrovia, o "rodízio" humano, os ingleses assumem;
A ferrovia e os Índios: Fazendo amizade com os Indios Caripunas
Encampação, desativação: O governo toma posse da ferrovia, a desativação, o sucateamento;
A reativação: Tentativas de transformação em uma ferrovia turística;
A Situação em 1954 -
A Situação atual
Fotos da construção: Fotos do Americano Danna B. Merril;
Personagens importantes que participaram dessa saga na amazônia;
Para Saber mais sobre a Estrada de Ferro Madeira Mamoré;


segunda-feira, 27 de julho de 2009

Rondônia

A região de Rondônia é tão antiga quanto a região amazônica, o continente americano... Entretanto nem sempre foi conhecida pelo homem branco e antes era conhecida com outros nomes.

Antes da chegada do branco colonizador as várias tribos indígenas denominavam a região de acordo com seus costumes. A colonização portuguesa e espanhola também deu vários nomes, mas em geral a região era conhecida com o nome dos rios integradores, ou as pessoas referiam-se à região como a região de determinado rio. Assim se falava dos vales dos rios Madeira, Guaporé e Mamoré, entre outros. Essa forma de denominar a região foi se impondo e com o tempo o nome Guaporé se tornou mais comum.

Com o tempo o nome Guaporé se oficializou e em 1943 o governo Federal criou o Território Federal do Guaporé, desmembrando partes da antiga província do Grão-Pará, mais especificamente parte do estado do Amazonas e parte do estado do Mato Grosso.

O Território Federal do Guaporé foi inicialmente pensado para ser uma homenagem ao Marechal Rondon. Pelo fato do sertanista ter se recusou a receber a homenagem o território recebeu, inicialmente, o nome do rio.

Em 1956, depois da morte de Rondon, o território foi renomeado, ganhando o nome de Território Federal de Rondônia. Como os demais, que existiam na época, o Território de Rondônia tinha seus governadores, mas não tinha completa autonomia, pois em vários aspectos dependia do Governo Federal.

Os anos se passaram e no período compreendido entre 1960-1985 muitos migrantes chegaram a Rondônia. Nesse período muitas lideranças cobravam mais autonomia para a região. Foi assim que em 1981 o Governo Federal considerou que isso era possível e transformou o território em estado de Rondônia.

O novo estado manteve a mesma configuração do território as mesmas divisas, a mesma capital. A mudança representou apenas uma alteração na administração. Muitos problemas que eram resolvidos em Brasília passaram a ser de responsabilidade do governo do Estado.

Por isso é que podemos dizer que mudou-se o nome do território, mudou-se a forma administrativa. Mas os problemas permaneceram. O governo federal livrou-se dos problemas administrativos de Rondônia, mas os problemas da população permaneceram...


Neri de Paula Carneiro
Filósofo, Teólogo, Historiador
Leia mais: http://falaescrita.blogspot.com/
http://ideiasefatos.spaces.live.com

quinta-feira, 23 de julho de 2009

A Diversidade musical do beradeiro

Sesc – Serviço Social do Comercio através do departamento de Cultura que tem a frente Ceiça Farias está divulgando o show que vai ser apresentado no Projeto “Cesta Musical” do mês de julho. Trata-se do show “A Diversidade Musical do Beradeiro Silvio Santos”. O espetáculo musical será apresentado no Teatro 1 do Sesc esplanada no dia 31 de julho

Nesse espetáculo, Silvio Santos vai mostrar um repertório que mostra sua incursão pelo mundo dos vários ritmos musicais, trazidos para Rondônia em especial, para Porto Velho em seus vários ciclos econômico-sociais trazidos pelos imigrantes e migrantes percorrendo esse universo, através de marchinhas carnavalescas, chorinho, samba de breque, côco, xote, reggae, salsa, samba e toada de boi-bumbá.

A banda que vai acompanhar o Menino de São Carlos será integrada por músicos de renome com Júnior de Castro Alves (teclados); Silvio José Santos (violão e voz); Beto (contra baixo); Maicon (Bateria); Bira Lourenço (Percussão); Santiago (Charango) e Carlinhos Maracanã (surdo).

Os ensaios começaram na noite de ontem. “São 15 composições de nossa autoria que bem retratam a nossa diversidade musical”, informa Silvio Santos.

Os ingressos já estão a venda e podem ser solicitados através do celular 9972 6624 ou no Departamento de Cultura do Sesc esplanada.

Fonte: oobservador.com

sábado, 18 de julho de 2009

Monólogo “Gandhi” com o ator João Signorelli é atração em Porto Velho



O monólogo “Gandhi – Um Líder Servidor”, com o ator da Rede Globo João Signorelli, será encenado em Porto Velho no próximo dia 22, às 21h00, no Espaço Brasil Eventos.


O monólogo “Gandhi – Um Líder Servidor”, com o ator da Rede Globo João Signorelli, será encenado em Porto Velho no próximo dia 22, às 21h00, no Espaço Brasil Eventos.


O espetáculo, de João Filiage, é baseado nos discursos do líder espiritual Mahatma Gandhi sobre liderança, conduta única e cooperativismo, e tem obtido êxito como mais um segmento motivacional pela introdução de princípios ético-filosóficos nas relações humanas. A proposta é mostrar ao público que é possível construir um mundo melhor.


A peça foi originalmente concebida para apresentação única no FÓRUM LÍDER RH realizado em São Paulo em 2003.


Mas a força e a intensidade da biografia de Gandhi fizeram com que o projeto seguisse outros rumos, extrapolando as fronteiras do corporativo.
Assim, João Signorelli, ator há mais de 30 anos, vem interpretando Gandhi por todo Brasil desde então, não só em empresas mas também no teatro.


Sobre João Signorelli: A formação diversificada, que inclui jornalismo, locução e apresentação, faz do ator João Signorelli um artista completo. Com mais de 20 anos de experiência em teatro, cinema e TV, o ator participou de grandes produções nacionais como as novelas “Tieta” e “Dona Beija”, “Bebê a Bordo”, “Senhora do Destinho” e as minisséries “O Sorriso do Lagarto” e “Grande Sertões: Veredas”. Há dois anos, Signorelli dedica seu trabalho ao monólogo “Gandhi, um líder servidor”. Concebida inicialmente para o ambiente corporativo, a peça ganhou adaptações e circula o país levando os ensinamentos de liderança, conduta e integração, do líder espiritual Mahatma Gandhi.



Serviço



Monólogo “Gandhi, Um Líder Servidor”, com o ator João Signorelli

Data: 22 de julho

Horário:21h00

Local: Espaço Brasil Eventos

Informações: 3218 8434/8115 0545

Fonte: impactrorondonia.com

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Nacionalização da EFMM 77 anos depois


Há 77 anos, o governo brasileiro assumia a administração da EFMM. Tudo começou no inicio do ano de 1931 quando a empresa Madeira Mamoré Railway, informou ao governo brasileiro que estava passando por dificuldade, em conseqüência da crise da borracha e da crise econômica que atingia o país, desde 1929.

O governo brasileiro não deu muita atenção a esse comunicado o que fez com o advogado da empresa americana Dr. Ricardo Xavier da Silveira no dia 25 de junho de 1931 entrasse com petição junto ao Juízo Federal da 2ª Vara, do Rio de Janeiro, onde declarava que a Madeira Mamoré Railway Company estava disposta a interromper o tráfego da ferrovia e solicitava ainda que a Justiça citasse União para receber todo o acervo da Ferrovia.

Aqui vamos fazer uma pausa na pendenga judicial, para fazer algumas considerações que achamos convenientes ao assunto em pauta.

Sempre que somos consultados para nos manifestarmos a respeito do assunto Madeira Mamoré, costumamos nos referir ao empresário Percival Farquar como grande “malandro”. Malandro no sentido de ambicioso e que a paralisação dos serviços da Ferrovia provocada pela sua empresa, foi mais uma tentativa de golpe no governo brasileiro. Jamais concordamos com os motivos alegados pela Madeira Mamoré Railway de que a Estrada de Ferro dava prejuízo. Para confirmar a nossa tese, vamos ao “Boletim Comercial” do Ministério das Relações Exteriores publicado em julho de 1934 onde consta o trabalho do Sr. J. de Mendonça Lima, cônsul do Brasil na localidade boliviana de Guaiara-merim.

Mendonça Lima assim como eu discorda dos motivos alegados pela empresa arredantária da ferrovia para sua desativação, vamos ao relato do cônsul: “A instalação da madeira Mamoré Trading Co. em território boliviano, foi por exemplo, uma das maiores loucuras praticadas pela empresa arredantária da Ferrovia Madeira Mamoré, não só porque o meio em que ela pretendia operar não estava apto para tamanho empreendimento, como ainda porque lhe seria difícil estabelecer vantajosa competência comercial com as muitas firmas alemãs radicadas desde muitos anos nesse distrito”.

Mendonça Lima concluiu seu relatório afirmando categoricamente, que o fracasso da empresa não tinha nada a ver com o preço da borracha. “Em suma, podemos afirmar que, para o ruinoso fracasso da citada empresa, influenciaram os fatores seguintes: crise, má administração, excessivos gastos, inconcebíveis e imperdoáveis caprichos comerciais, além de um profundo desconhecimento das característica psicológicas do meio em que se exerciam as suas atividades”. Depois cita algumas empresas que viviam apenas da exploração do látex e conseguiram se firmar economicamente, transformando seus proprietários em ricos empresários.

Em nossa humilde análise, concluímos que quando Percival Farquar comprou a concessão da construção da EFMM de Joaquim Catrambi, visava apenas usar as composições da ferrovia, como meio de transporte para os produtos produzidos em seus seringais. Quer dizer, Farquar jamais pensou no escoamento dos produtos bolivianos e tão pouco na inclusão social do povo que vivia nas colônias ao longo da Estrada de Ferro e sim, no transporte da borracha produzida em seus seringais, que iam de Porto Velho no vale do alto e baixo Madeira até o Forte Príncipe da beira no Vale do Guaporé.

Quando os administradores da Madeira Mamoré Railway viram que o negócio com a borracha não estava mais dando o lucro esperado, colocaram a culpa na Estrada de Ferro na tentativa de receber do governo brasileiro, exorbitante indenização pela sua construção. Esse é o nosso pensamento a respeito da paralisação das atividades da Estrada de Ferro Madeira Mamoré em 1931.

Aluízio Ferreira assume a EFMM
No dia 10 de julho de 1931 através do Decreto 20.200 o governo provisório do Brasil manda restabelecer o tráfego na Estrada de Ferro Madeira Mamoré e convoca o Capitão Aluízio Pinheiro Ferreira a assumir com amplos poderes a administração da ferrovia.

Dois meses após assumir o comando da ferrovia, Aluízio Ferreira envia telegrama ao chefe do governo provisório do Brasil, dando conta de que no mês de julho a ferrovia apresentou lucro de 63:285$330. É claro que esse lucro foi contestado pelo representante da empresa americana.

A escritora Yedda Bozarcov escreve às páginas 68 do livro: “Em Memória a Aluízio Pinheiro Ferreira” publicado pela prefeitura municipal de Porto Velho em 1997.

“Na manhã do dia 10 de julho de 1931 o jovem e bravo revolucionário determinou que todas as dependências da Ferrovia fossem ocupadas pelos soldados que serviam ao Posto das Linhas Telegráficas sob seu comando. O regozijo popular foi indescritível e comemorado com passeatas ao som de fanfarras, discursos e baile no clube Internacional. O ato, inédito na vida republicana da Nação, marcou o início de uma série de medidas administrativas que tiveram como inspiração a decisão do governo referente a nacionalização dos serviços administrativos da Ferrovia que passara a se chamar Estrada de Ferro Madeira Mamoré”.

Hoje passados 77 anos do feito a prefeitura municipal de Porto Velho convoca os moradores da cidade para o “Ato Cultural Montando os Novos Trilhos”. Na oportunidade será entregue o Galpão II totalmente revitalizado.

Paralelo a festa promovida pela prefeitura. A Associação de Amigos da Estrada de Ferro Madeira Mamoré convida para um ato de protesto contra a construção de quiosque na rua Farquar em frente a Vila Ferroviária. Os amigos oferecem café da manhã no local onde faixas e discurso contra a construção dos quiosques serão proferidos, na tentativa de sensibilizar a administração municipal a desistir da instalação dos quiosques.

Fonte: O Observador

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Enem terá horário especial para religiosos


10/07/2009 - 09h28

*PATRÍCIA GOMES
da Folha de S.Paulo

O Inep (órgão do MEC responsável pelo Enem) dará aos estudantes religiosos que guardam o sábado a oportunidade de fazer o Enem só depois do pôr do sol. A medida deve envolver principalmente vestibulandos adventistas e judeus.

Neste ano, o Enem terá, pela primeira vez, uma parte realizada no sábado e outra no domingo (3 e 4 de outubro).

No dia do exame, todos os inscritos entrarão no local de prova juntos, até as 12h55. Os candidatos que solicitarem o horário especial esperarão em uma sala separada. Eles não terão acesso a livros ou meios eletrônicos durante a espera.

Com horário provável de início às 18h, a prova, de até quatro horas e meia, poderá terminar, nesses casos, às 22h30.

Os candidatos que ainda não se inscreveram devem pedir o atendimento especial na ficha de inscrição (http://enem.inep.gov.br). Quem já se inscreveu pode inserir a solicitação no sistema de acompanhamento até o dia 17, quando se encerram as inscrições.

Ronaldo Alberto de Oliveira, pastor da Igreja Adventista do 7º Dia de Moema (zona sul de SP), considerou a notícia positiva: "Mesmo sendo cansativo para o aluno, isso é excelente. É a forma que se encontrou para viabilizar a prova para os jovens adventistas".

O pastor lembra que a medida não é nova. "Algumas universidades já adotam esse procedimento", afirma.

Já na comunidade judaica, foram apontados problemas. De acordo com as normas da religião, os judeus não podem andar de carro, pegar ônibus ou metrô, carregar objetos ou escrever --entre outras proibições-- do pôr do sol de sexta ao pôr do sol de sábado.

A médica judia Mônica Katz, mãe de uma vestibulanda do Rio, diz que, para que a medida desse certo, seria preciso uma boa infraestrutura.

"Minha filha não poderia carregar nada, nenhum documento, nenhuma comida para esperar esse tempo todo. Numa situação em que ela tivesse tudo isso e pudesse ir a pé, tudo bem. Ela ficaria esperando até o começo da prova. Mas seria preciso uma logística muito grande para poucas pessoas."

O Inep diz que só definirá a logística após saber a demanda pelo atendimento especial.
Os judeus enfrentam ainda outro problema. A comunidade comemora, dos dias 2 a 8 de outubro, um feriado religioso (Sucot) que também impõe restrições às atividades, o que inviabiliza a prova tanto no sábado quanto no domingo.

"É uma pena, porque a minha filha se preparou a vida escolar inteira dela e agora só vai poder fazer a prova da Uerj [que, diferentemente das federais do Rio, não usará o Enem como forma de seleção]."

Fonte: Uol Educação

quarta-feira, 8 de julho de 2009

ATUALIDADES:TEMAS QUE JÁ SE DESTACARAM EM 2009

MANTER-SE INFORMADO É ESSENCIAL - L E I A ! ! !
08/07/2009 - Golpe de Estado em Honduras Crise relembra instabilidade política do século 20
01/07/2009 - Lua 40 anos Um pequeno passo para o homem, um salto gigantesco para a humanidade
24/06/2009 - Guerrilha do Araguaia Memórias de uma guerra suja
17/06/2009 - Eleições no Irã As dificuldades da democracia no país dos aiatolás
10/06/2009 - Crise econômica GM e o pesadelo americano
03/06/2009 - Massacre de Tiananmen Vinte anos depois, a revolução que a China quer apagar da história
27/05/2009 - Ameaça nuclearCoreia do Norte desafia o mundo com armas atômicas
20/05/2009 - Pirataria on-lineFrança aperta o cerco contra downloads ilegais
13/05/2009 - Roubo de obras de arteCrime ameaça patrimônio cultural brasileiro
06/05/2009 - Pré-SalReservas de petróleo em águas profundas
29/04/2009 - Gripe suínaMundo enfrenta risco de uma nova pandemia
22/04/2009 - Embargo a CubaCúpula das Américas e o fim do boicote à ilha
15/04/2009 - DrogasDescriminalizar é o melhor caminho?
08/04/2009 - Guerra no AfeganistãoAs armas da diplomacia contra o terror
01/04/2009 - Cúpula G-20Líderes mundiais discutem crise econômica em Londres
26/03/2009 - Irregularidades no SenadoNovos escândalos na Câmara alta do Congresso
18/03/2009 - TecnologiaWeb comemora 20 anos em busca de inovação
10/03/2009 - Terror na EspanhaAtentado de 11 de março completa cinco anos
04/03/2009 - MSTSem-terra endurecem ações e enfrentam denúncias de ilegalidade
25/02/2009 - Caso Pirate BayNo tribunal, o choque entre novas e velhas mídias
18/02/2009 - Referendo na VenezuelaChávez amplia conquistas políticas, mas economia ameaça programas
11/02/2009 - Charles DarwinPassados 150 anos, teoria da evolução ainda é tema de intensos debates
04/02/2009 - Caso BattistiEntenda o contexto político da crise Brasil-Itália
28/01/2009 - Referendo na BolíviaNova Constituição é aprovada, mas nação segue dividida
21/01/2009 - Era ObamaA reinvenção da América
14/01/2009 - Evolução da genéticaO gene nosso de cada dia
07/01/2009 - Guerra do gásMoscou pune calote de vizinho e afeta toda Europa

FONTE: uol educação

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Em Liberdade - Silviano Santiago/UNIR - vestibular 2009



SINOPSE

No dia 13 de janeiro de 1937, por iniciativa de amigos e graças à ajuda do advogado Sobral Pinto, Graciliano Ramos livrou-se da prisão, após quase um ano encarcerado. O que teria sentido o autor de Vidas secas ao arriscar os primeiros passos em liberdade? O fato é que Graça – como era carinhosamente chamado – jamais escreveu uma linha sequer sobre o período que se sucedeu à soltura. Mas deveria ter escrito – pensa o poeta, escritor, crítico e professor Silviano Santiago que, em uma das mais originais viagens literárias de nosso tempo, aventurou-se em imaginar o que Graciliano teria anotado em um diário a respeito do que viu e viveu nos primeiros três meses fora das grades.

No livro Em Liberdade, Santiago apresenta uma ficção "alterbiográfica", recriando Ramos política e existencialmente. Para mergulhar nesta história, ele estudou durante quatro anos a vida do escritor alagoano, sua obra, pesquisou jornais, revistas e livros da época e consultou mapas do Rio de Janeiro de então. "A partir deste material deixei que minha imaginação delirasse. Para mim foi uma coisa mágica, como se eu estivesse psicografando", conta ele.

Em Liberdade foi considerado pelo crítico literário Fábio Lucas – em matéria no Jornal da Tarde – uma das obras que melhor representa a ficção, a poesia e a ensaística brasileiras do século XX. Também um conjunto de críticos da Folha de S. Paulo, há algum tempo, listou o livro entre os dez melhores romances brasileiros dos últimos 30 anos. Passando pela história de Cláudio Manoel da Costa, no século XVIII, Em liberdade pauta-se em Graciliano Ramos, mas chega a Wladimir Herzog, discutindo a questão do intelectual e o poder. Para Santiago, o livro é um grande mergulho na realidade brasileira. "Uma tentativa de integrar o Brasil, levando em conta seu dilaceramento", afirma ele.
Desde quando foi publicado – na década de 80 – Em liberdade tem suscitado diversas interpretações. A reação da crítica foi entusiástica e salientava a audácia da proposta ficcional. Para os leitores, o romance causou grande rebuliço por ir contra a maré do início dos anos 80, pois se tratava de um livro que enfatizava a liberdade no momento em que, apesar de ser importante o problema da reconstrução da democracia no país, os relatos de prisão eram dominantes nas livrarias.
O romance pode ser apreciado ainda hoje por essas questões que permanecem atuais e instigantes, oferecendo um primoroso retrato histórico do Brasil.

Órfãos do Eldorado - Milton Hatoum/vestibular UNIR 2009



"Conto o que a memória alcança", escreve o narrador de Órfãos de Eldorado, quarto livro do amazonense Milton Hatoum, considerado por muitos o principal romancista brasileiro em atividade. Nesse passeio até o lugar que a memória chega, acompanhamos a narrativa pouco confiável de Arminto Cordovil (a começar pelo nome), um homem tido como louco em sua solidão e velhice. A um interlocutor desconhecido, ele relata o seu passado de riqueza, desagregação familiar e amores mal resolvidos.

Filho de um rico empresário do ramo da navegação no Amazonas, Arminto tem uma relação fria com o pai, Amando, que o culpa pela morte da mãe. No seu relato, conta que foi educado por uma criada, Florita - fato que provoca a separação definitiva com o pai. Depois da morte de Amando, o rapaz se encontra entre uma empresa enorme e problemática e a paixão pela interna de um convento, a misteriosa Dinaura. E vê tudo ruir.

Órfãos do Eldorado é inspirado no mito amazônico da cidade encantada de Eldorado, um paraíso que existiria no fundo de algum dos rios da região, segundo lendas locais. Na curta (100 páginas) novela de Hatoum, Eldorado é também um barco da companhia da família Cordovil que afunda e leva a firma à falência. Os dois Eldorados - o fictício, que representa um lugar ideal, e o real, uma grande tragédia material - constituem uma presença forte na vida dos personagens, em sua busca pela felicidade. Uma busca sempre frustrada, pois o percurso que leva ao idílio da cidade desaparecida (representada pelo amor romântico e pela harmonia filial) exige a provação de uma catástrofe. Arminto, em sua narrativa repleta de lacunas e pontos obscuros, torna-se refém dessas contradições de Eldorado.

Escritor Político
Mesmo sem tratar diretamente de partidos ou das minúcias do poder, Hatoum mostra que é o mais político de nossos escritores contemporâneos. Sua política está na ambigüidade das relações humanas, nos jogos de interesse, nos afetos tão difíceis de demonstrar e de receber, no egoísmo e na entrega. Órfãos do Eldorado não é seu melhor livro, mas sintetiza com perfeição a sua obra ao unir o mergulho no passado de Relato de um Certo Oriente (1989), os conflitos familiares de Dois Irmãos (2000) e o desencanto para com os rumos do país de Cinzas do Norte (2005), além da profunda ligação com a tradição oral que permeia os três. A escrita mais direta que a dos anteriores, a curta duração e as cenas intensas e simbólicas apenas aumentam o poder da novela. E confirmam Hatoum bem à frente de seus companheiros de geração.
Conheça mais Milton Hatoum: http://www.hottopos.com/collat6/milton1.htm

domingo, 28 de junho de 2009

Dúvidas à respeito do ENEM

1. Qual a principal diferença entre o Enem tradicional e o novo Enem? Até 2008, o Enem era uma prova clássica com 63 questões interdisciplinares, sem articulação direta com os conteúdos ministrados no ensino médio, e sem a possibilidade de comparação das notas de um ano para outro. A proposta é reformular o Enem para que o exame possa ser comparável no tempo e aborde diretamente o currículo do ensino médio. O objetivo é aplicar quatro grupos de provas diferentes em cada processo seletivo, além de redação. O novo exame será composto por perguntas objetivas em quatro áreas do conhecimento: linguagens, códigos e suas tecnologias (incluindo redação); ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias e matemáticas e suas tecnologias. Cada grupo de testes será composto por 45 itens de múltipla escolha, aplicados em dois dias.
2. Por que mudar o Enem? A grande vantagem que o MEC está buscando com o novo Enem é a reformulação do currículo do ensino médio. O vestibular nos moldes de hoje produz efeitos insalubres sobre o currículo do ensino médio, que está cada vez mais voltado para o acúmulo excessivo de conteúdos. A proposta é sinalizar para o ensino médio outro tipo de formação, mais voltada para a solução de problemas. Outra vantagem de um exame unificado é promover a mobilidade dos alunos pelo País. Centralizar os exames seletivos é mais uma forma de democratizar o acesso a todas as universidades.
3. Por que fazer o Enem 2009? A média de desempenho obtida no Enem será imprescindível para pleitear uma vaga nas instituições de ensino superior que adotarem o exame como ferramenta de seleção, de maneira integral ou parcial. Além disso, o Enem continua a servir como referência para uma auto-avaliação sobre o ensino médio e qualidade do ensino, e sua nota continuará a ser critério de seleção de bolsas de estudo no Programa Universidade para Todos (ProUni). O Enem 2009 vai ainda promover a certificação de jovens e adultos no ensino médio e, a partir do ano que vem, vai medir o desempenho acadêmico dos estudantes ingressantes nas instituições de ensino superior.
4. Quem poderá participar do Enem 2009? O novo Enem manterá a característica de ser um exame voluntário. Alunos concluintes do ensino médio e pessoas que terminaram este nível de ensino em anos anteriores, os chamados egressos, ainda podem realizar a prova. A novidade é que a prova vai valer também para certificação de conclusão do ensino médio, o que torna o Enem também uma oportunidade para cidadãos sem diploma nesse nível de ensino, desde que na data de realização da prova tenham 18 anos, no mínimo.
5. É recomendável aos alunos que ainda não vão concluir o ensino médio neste ano fazer o Enem 2009? Não. O Enem foi criado especificamente para os estudantes que estão no último ano ou que já concluíram o ensino médio. O Ministério da Educação aconselha que os alunos prestem o exame no período mais adequado, que é o ano de conclusão desse nível de ensino. Alunos de outras séries sempre terão oportunidade de se preparar para a prova analisando as edições anteriores do exame, que ficarão disponíveis na página do Inep/MEC imediatamente após sua aplicação.
6. Como serão as inscrições para o Enem 2009? Todas as inscrições para o Enem 2009 serão realizadas exclusivamente pela Internet, no endereço http://enem.inep.gov.br/inscricao. Concluintes de escolas públicas e privadas, egressos do ensino médio e candidatos à certificação, poderão se inscrever a partir das 8h do dia 15 de junho, até às 23h59 do dia 17 de julho, e deverão adotar o seguinte procedimento: – acessar a página da Internet http://enem.inep.gov.br/inscricao, durante o período das inscrições; – preencher ou atualizar os dados cadastrais;– preencher o cadastro de inscrição com as informações necessárias, inclusive a cidade escolhida para realização do exame, dentre as apresentadas, e se pretende utilizar os resultados do exame para efeito de certificação, na forma da lei;– enviar os dados e verificar se a transferência foi concretizada;– o concluinte isento do pagamento da taxa de inscrição deverá imprimir, na seqüência, o comprovante de inscrição;– o concluinte ou egresso pagante deverá imprimir, na seqüência, o boleto para efetuar o pagamento em qualquer agência de estabelecimento bancário, integrado ao Sistema Nacional de Compensação, no valor de R$ 35,00 (trinta e cinco reais) ou solicitar isenção de taxa;– a efetivação da inscrição somente ocorrerá após o recebimento pelo INEP do comprovante de pagamento enviado pelo Banco do Brasil;– os comprovantes de inscrição dos participantes referidos estarão disponíveis no endereço eletrônico http://enem.inep.gov.br/inscricao. É de inteira responsabilidade do inscrito a obtenção e guarda do comprovante da inscrição, sem o qual ele não poderá participar do exame.
Isenção: Serão isentos do pagamento da taxa de inscrição os concluintes do ensino médio, em qualquer modalidade, matriculados em instituições públicas de ensino. Os demais participantes poderão solicitar a isenção no ato da inscrição do Enem, mas será necessário preencher os requisitos estabelecidos no Decreto nº 6.135, de 26 de junho de 2007. O deferimento dos pedidos de isenção deverão ser acompanhados a partir do dia 10 de julho de 2009, no endereço eletrônico http://enem.inep.gov.br/inscricao. Para participarem do Enem 2009, os candidatos que tiverem seus pedidos de isenção indeferidos deverão acessar a página http://enem.inep.gov.br/inscricao, imprimir o boleto e efetivar o pagamento da inscrição até o dia 17 de julho de 2009.
7. Atendimento especial para o Enem 2009. Para receber atendimento apropriado, o participante com deficiência física deverá obrigatoriamente declarar, no ato da inscrição, o tipo de atendimento especial que necessita para realizar o exame. Aos detentos ou internos, matriculados em programas especiais de educação de ensino médio em unidades prisionais ou hospitalares, será oferecido aplicação da prova nos locais de detenção ou internação em que se encontrem, mediante termo de compromisso específico. Para isso, a coordenação responsável deverá solicitar ao Inep o formulário do Termo de Compromisso para a aplicação do Enem. O documento deverá ser encaminhado ao Instituto até o dia 10 de julho.
8. Qual a taxa para inscrição no Enem 2009? Alunos concluintes do ensino médio em escolas públicas se inscrevem ao Enem gratuitamente. Para os outros casos, a isenção deverá ser solicitada no endereço eletrônico http://enem.inep.gov.br/inscricao. O deferimento dos pedidos de isenção deverão ser acompanhados a partir do dia 10 de julho de 2009, no endereço eletrônico http://enem.inep.gov.br/inscricao. Nas demais situações, o valor da taxa de inscrição é de R$ 35,00, como no ano passado.
9. Confirmação de inscrição: Todos os devidamente inscritos receberão o Manual do Inscrito, contendo as informações gerais sobre o Enem 2009, as competências e habilidades a serem avaliadas, os critérios de avaliação de desempenho dos participantes nas provas, bem como o questionário socioeconômico, com folha de respostas própria. O Manual do Inscrito será enviado, via Correios, para o endereço indicado no ato da inscrição. O inscrito no Enem 2009 deverá responder o questionário socioeconômico e entregar a folha de respostas no dia e local de realização das provas. O inscrito também irá receber um Cartão de Confirmação de Inscrição. O cartão contém o local onde será realizado o exame, o número de inscrição, a senha de acesso aos resultados individuais e a folha de leitura óptica para as respostas do questionário socioeconômico. Caso o inscrito não receba o seu Cartão de Confirmação de Inscrição até o dia 25 de setembro de 2009, deverá entrar em contato com o Programa Fala Brasil, pelo telefone 0800-616161 ou acessar a página http://enem.inep.gov.br/consulta.
10. Aplicação da prova O Enem 2009: será aplicado em 1.826 municípios brasileiros, nos dias 03 e 04 de outubro, da seguinte maneira: no dia 03/10/2009 (sábado): das 13h às 17h30 ­ Prova I: Ciências da Natureza e suas Tecnologias; e Ciências Humanas e suas Tecnologias. no dia 04/10/2009 (domingo): das 13h às 18h30 ­ Prova II: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Redação; e Matemática e suas Tecnologias. Os portões de acesso aos locais de prova serão abertos às 12h e fechados às 12h55, horário de Brasília-DF. As provas serão aplicadas às 13h,(em Rondônia 12:00) em todo o território nacional. É recomendável que o inscrito compareça ao local de realização da prova com antecedência de uma hora. Será necessário apresentar original ou cópia devidamente autenticada de documento de identificação, Cartão de Confirmação de Inscrição, folha de respostas do questionário socioeconômico, caneta esferográfica de tinta preta, lápis preto nº 2 e borracha macia. Por motivo de segurança, não será permitido aos participantes se ausentarem da sala de provas antes de decorridas duas horas do início do exame. Os participantes só poderão sair com o caderno de questões após quatro horas de prova.
11. Quem vai elaborar a nova prova do Enem 2009? As provas do Enem sempre são elaboradas por especialistas do Inep, e assim também será em 2009. A elaboração exige domínio da tecnologia em avaliação educacional empregada, que é especializada e complexa, e na qual o Inep possui experiência de mais de dez anos ­ Teoria da Resposta ao Item (TRI). As diretrizes dessa prova ­ isto é, objetivos, conteúdos, enfim, o desenho ­ é que serão definidas pelo Comitê de Governança.
12. O que é o Comitê de Governança e quais suas atribuições no novo Enem? A pedido da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), foi criado um Comitê de Governança. O Comitê tem entre suas responsabilidades discutir e acompanhar a elaboração do novo Enem e seu impacto no currículo do ensino médio. Fazem parte do Comitê de Governança representantes do Inep, do Ministério da Educação, da Andifes e do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed). As principais dúvidas e sugestões sobre o Novo Enem estão sendo estudadas em reuniões desse Comitê.
13. Como será a prova? O novo exame será composto por testes em quatro áreas de conhecimento: linguagens, códigos e suas tecnologias (incluindo redação); ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias e matemáticas e suas tecnologias. Cada grupo de testes será composto por 45 itens de múltipla escolha, aplicados em dois dias. A redação deverá ser feita em língua portuguesa e estruturada na forma de texto em prosa do tipo dissertativo-argumentativo, a partir de um tema de ordem social, científica, cultural ou política. Veja aqui o conjunto de habilidades exigidas em cada área de conhecimento e os conteúdos específicos do currículo associados a elas.
14. Qual será o tempo de duração das provas? No dia 03/10/2009 (sábado): das 13h às 17h30 ­ Prova I: Ciências da Natureza e suas Tecnologias; e Ciências Humanas e suas Tecnologias. No dia 04/10/2009 (domingo): das 13h às 18h30 ­ Prova II: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Redação; e Matemática e suas Tecnologias.
15. As disciplinas abordadas pela prova do Enem terão pesos diferentes? A prova do Enem trará cinco notas diferentes, uma para cada área do conhecimento avaliada e uma para a redação. Não haverá diferenciação dos pesos. O que pode ocorrer é que, nos processos seletivos, as instituições utilizem pesos diferenciados entre as áreas para classificar os candidatos, de acordo com os cursos pleiteados.
16. As questões da prova terão pesos diferentes? A nova prova do Enem será estruturada na metodologia da Teoria da Resposta ao Item (TRI), que garante a comparabilidade das notas entre diferentes edições a partir da calibração do grau de dificuldade das questões. Dessa forma, diferentemente dos anos anteriores, as questões da prova do Enem serão distribuídas em graus diferenciados de complexidade. Isso significa que, no cálculo final da nota em cada área, as questões mais difíceis valem mais que as questões menos complexas.
17. Haverá questões regionais na prova do Enem? Não. Nenhum exame do Inep/MEC contempla questões regionais. Todas as avaliações, como a Prova Brasil / Saeb, Enem etc., têm caráter nacional e devem garantir iguais condições de participação entre estudantes de qualquer lugar do País. Conteúdos regionais poderiam prejudicar estudantes entre as regiões diversas.
18. Quando sairão os resultados do Enem 2009? A partir da segunda quinzena de janeiro de 2010, os participantes do Enem 2009 receberão o Boletim Individual de Resultado. As médias serão enviadas via Correios no endereço indicado na ficha de inscrição. Para consultar os resultados individuais pelo site do Inep serão necessários o número do CPF e a senha de acesso, cadastrados na fase de inscrição. Para subsidiar os processos seletivos, os resultados estarão disponíveis para as instituições de ensino superior em: Divulgação dos resultados das quatro provas de múltipla escolha: 4 de dezembro de 2009 Divulgação do resultado final, incluindo a redação: 8 de janeiro de 2010
19. O Enem sempre foi uma avaliação diferenciada por priorizar a interpretação dos alunos em vez da chamada "decoreba". Essa característica será mantida? Sim. A prova do Enem se diferencia das demais por ser estruturada em habilidades, incentivando o raciocínio e trazendo questões que medem o conhecimento dos alunos por meio de enfoque interdisciplinar. A nova prova vai manter essa característica, agregando às habilidades medidas um conjunto de conteúdos formais mais diretamente relacionado ao que é ministrado no ensino médio. Mas sem abandonar as questões contextualizadas, que exigem do estudante a aplicação prática do conhecimento, e não a mera memorização de informações.
20. Uma pessoa que não for bem no Enem 2009 terá a chance de fazer outra prova e melhorar a sua nota? Sim, o aluno pode fazer o Enem quantas vezes quiser, mesmo que tenha concluído o ensino médio já há alguns anos.
21. Haverá mais de uma edição do Enem por ano? A proposta inicial é a de que o Enem seja oferecido duas vezes por ano. O Enem 2009 será aplicado nos dias 3 e 4 de outubro, e uma nova edição deverá ser aplicada em março ou abril de 2010.
22. Como estudar para o novo Enem? Alunos que já estão se preparando para o vestibular tradicional serão prejudicados? O novo Enem é estruturado levando em conta os conteúdos ministrados no ensino médio. A inovação é na forma de abordagem desses conteúdos, com foco no conjunto de habilidades que o aluno deve ter ao final do ensino médio, e não na mera acumulação de fórmulas e informações desvinculadas da aplicação. Ou seja, uma prova que valorize mais o raciocínio e não a chamada “decoreba”. Portanto, quem vem se preparando para uma prova tradicional de seleção e para o antigo Enem está preparado para o novo Enem.
23. A nova prova do Enem vai trazer questões sobre língua estrangeira? O Comitê de Governança definiu que o Enem 2009 não trará questões de língua estrangeira. A partir da próxima edição da prova isso será abordado, e já consta da matriz de habilidades e conteúdos associados do Enem 2009.
24 O Inep/MEC vai disponibilizar um simulado com questões do novo Enem? Sim. A previsão é que sejam disponibilizadas questões-modelo do novo Enem antes da aplicação da prova, em data a ser definida.
25. O Inep/MEC continuará a divulgar os resultados do Enem por escola? Sim. Não está prevista nenhuma alteração na divulgação dos resultados dos alunos no Enem por escola.
26. Para fazer o Enem o interessado já deve ter decidido o curso ou instituição onde pretende prestar o vestibular? Não. As inscrições para o novo Enem devem começar já em junho, e a prova será realizada em outubro. Os processos seletivos das instituições de ensino superior só devem iniciar-se em meados de dezembro. Na inscrição para o processo seletivo é que o aluno decide a qual curso quer concorrer.

O Sistema de Seleção Unificada
1. Como será o sistema de seleção unificada? O candidato a uma vaga no ensino superior poderá concorrer a cinco cursos ou instituições, mas apenas naquelas universidades que adotarem o Enem como única forma de ingresso. As instituições que optarem utilizar o Enem como única avaliação para selecionar os ingressantes participarão de um Sistema de Seleção Unificada, informatizado e online. Nesse sistema, as universidades informarão quantas vagas têm disponíveis para cada curso, e qual é o peso que cada uma das grandes áreas do conhecimento terá na nota final do aluno ­ linguagens, códigos e suas tecnologias (incluindo redação e língua estrangeira); ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias e matemática e suas tecnologias. O aluno que participou do Enem 2009 se inscreve no sistema, que calculará sua nota final, já com os pesos estabelecidos, e o aluno poderá simular inscrição em até cinco cursos ou instituições, durante todo o período em que o sistema ficar disponível na Internet. Caso a universidade decida utilizar o Enem como segunda fase ou com a nota do Enem agregada à nota de um vestibular próprio, a instituição deverá decidir e publicar as regras de inscrição e participação em seus editais. O Sistema de Seleção Unificada só será utilizado pelas instituições que escolherem o Enem como única forma de seleção.
2. A universidade que optar pelo Enem apenas na primeira fase da seleção pode participar do sistema de vestibular unificado? Não. O Sistema de Seleção Unificada, informatizado e online, será aberto apenas às instituições/cursos que optarem por usar o Enem como fase única ou para preencher as vagas remanescentes ao fim da sua seleção.
3. Todas as instituições federais utilizarão o novo Enem como forma de seleção? A expectativa do MEC é que todas instituições federais adotem de alguma forma o novo Enem como seleção. Esse processo está sendo construído em parceria pelo Ministério da Educação, universidades, comunidade acadêmica e os gestores estaduais, sempre levando em conta a autonomia das universidades e das redes. O Comitê de Governança do novo Enem definiu o prazo de três anos para a consolidação do processo de seleção unificada. Nesse período, as instituições poderão compatibilizar o novo formato de seleção com as políticas afirmativas já adotadas pelas universidades e com outras modalidades de seleção. São quatro as possibilidades de se utilizar a nota do Enem: como fase única; como primeira fase; como fase única para as vagas remanescentes, após o vestibular; ou combinado ao atual vestibular da instituição. Neste último caso, a universidade definirá o percentual da nota do Enem a ser utilizado para a construção de uma média junto com a nota da prova do vestibular. Cada IES divulgará em seus editais em qual formato participará em cada curso. O Comitê também definiu que, durante o período de implementação do sistema, um grupo de pesquisa constituído pelo Inep monitorará a migração das instituições federais de ensino superior para o novo processo seletivo. A proposta é avaliar as mudanças ocasionadas pelo novo método de ingresso dos alunos e, nos casos em que for necessário, propor adequações e aperfeiçoamentos ao sistema.
4. As Universidades são obrigadas a utilizar o novo Enem de alguma forma? Não. As universidades têm total autonomia para escolher qual é a ferramenta de seleção para acesso a seus cursos.
5. Tecnicamente, as mudanças na prova do Enem garantirão a comparabilidade das notas entre diferentes edições. Por quanto tempo valerá a nota do aluno para concorrer a uma vaga nos processos seletivos? Essa é uma decisão ainda pendente, a ser tomada em conjunto com o Comitê de Governança.
6. Quem já terminou o ensino médio há muito tempo pode fazer o Enem e participar do vestibular unificado? Sim, o Enem continua sendo uma prova voluntária, aberta a todos os concluintes ou egresso do Ensino Médio.
7. Após o resultado do Enem, o vestibulando pode mudar a opção de curso? Em qualquer uma das quatro possibilidades de se usar o Novo Enem como ferramenta de seleção para as universidades, o candidato só escolherá o curso depois do resultado do Enem.
8. Por que aplicar o novo modelo em 2009, já que algumas instituições já haviam inclusive elaborado o edital relativo ao próximo vestibular? O MEC trata a implantação do novo Enem como uma ação educacional prioritária, por isso programou a realização do exame para o segundo semestre deste ano. As mudanças ocorrerão de forma gradativa e as instituições foram convidadas para participar da elaboração do novo sistema, inclusive, compondo o Comitê de Governança, instância decisória em relação à nova prova. E embora o novo Enem seja aplicado ainda este ano, as instituições terão tempo hábil para optar pela forma de adesão, parcial ou integral, sem que haja maiores prejuízos.

Fonte:Inep

sábado, 20 de junho de 2009



Sensacional! é muito bom ter um trabalho reconhecido.Muitíssimo obrigada!!!!


Esse selo de reconhecimento que recebi, deve ser passado para três blogs que eu acho que merece ” Medalha de ouro”. Os meus blogs indicados são:
http://bailadoraandaluza.blogspot.com/




Os três blogs que indiquei devem fazer uma postagem indicando seus blogs preferidos. O modelo da postagem deve ser o que está na postagem original ” Esse blog vale medalha de ouro.


quarta-feira, 17 de junho de 2009

O Melhor em porto velho - SESC/ESPLANADA

NÃO DÁ PARA PERDER:

EXPOSIÇÃO MACHADO DE ASSIS
DIA : 18 E 25/06/2009
Local: sesc/esplanada
20 horas

SENSÍVEIS PARTITURAS
DIAS 20 E 27/06/2009
SESC/ESPLANADA - TEATRO UM
20:30 horas
R$ 10,00

Obs.: com peças de Chiquinha Gonzaga,Clarisse Leite,Lina Pesce,Lindalva Cruz,Moema Craveiro Campos,Maria Luiza de Matos Priolli e Meire Brum.


SONORA BRASIL
Dia 26/06/2009
SESC/ESPLANADA - TEATRO UM
ENTRADA: 2kG ALIMENTOS NÃO PERECÍVEL

OBS.: Sonora Brasil traz a público um panorama da obra violonista no paísnas últimas décadas.O painel configura-se com oito violonistas intérpretes da obra de compositores das cinco regiões,onde estão localizados seus estados de origem. Simplesmente Sensacional!!!!!!

domingo, 24 de maio de 2009

A pedido de Reitores,prova do ENEM deverá ser menor que a proposta do MEC...


Publicada em 22/05/2009 no jornal O Globo

BRASÍLIA - A pedido dos reitores das universidades federais, o novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que substituirá vestibulares nessas instituições, terá um número menor de questões nas quatro provas objetivas. Em vez de 50 itens, como o Ministério da Educação (MEC) havia proposto, cada teste deverá ter 40 ou 45 perguntas. A decisão será confirmada nos próximos dias pelo comitê de governança, que reúne MEC, reitores e secretários. Veja aqui as universidades que aderiram ao novo Enem
Com menor número de questões, cairá também o tempo de duração do exame. A ideia é que as provas sejam aplicadas num sábado e num domingo à tarde . Antes, estava prevista a realização também no domingo de manhã. As quatro áreas avaliadas seguem as mesmas: língua portuguesa, matemática, ciências humanas e da natureza. A redação também está mantida.
" É possível, sim, reduzir sem perder o poder de discriminação da prova (Reynaldo Fernandes) "
O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Reynaldo Fernandes, diz que a redução para 40 ou 45 questões não afetará o nível de conhecimento e de raciocínio exigido. No total, em vez de 200 itens, haverá 160 ou 180, além da redação.
Com a a diminuição, explica Reynaldo, cairá "um pouquinho" o poder de discriminação do novo Enem, isto é, sua capacidade de diferenciar o desempenho dos estudantes. Por outro lado, a medida aliviará o cansaço dos candidatos.
- É possível, sim, reduzir sem perder o poder de discriminação da prova - afirmou Reynaldo.

RIO - Ainda na primeira quinzena de junho os estudantes poderão conhecer o modelo da nova prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, na próxima reunião do comitê responsável por elaborar as mudanças no exame, o modelo será discutido e em seguida divulgado. A idéia é disponibilizar um modelo reduzido da prova na internet. Modelo de prova do novo Enem será divulgado na primeira quinzena de junho, diz Haddad

As inscrições começam no dia 15 de junho - diz Haddad após entrevista nos estúdios da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). O ministro ressaltou que a matriz de habilidades e de conteúdos do novo Enem já está disponível para consulta no site do MEC.

Veja aqui as diretrizes do conteúdo da prova do novo Enem

Ele avaliou como surpreendente a adesão das universidades federais ao exame em substituição total ou parcial ao vestibular tradicional. Pelo menos 35 das 55 instituições vão utilizar o Enem em seus processos seletivos.
O ministério apresentou quatro opções de adesão às instituições. Elas poderão utilizar o Enem como prova única; como primeira fase, ficando a segunda a cargo da instituição; combinando a nota do Enem à do vestibular tradicional ou para seleção de estudantes para vagas remanescentes.
As provas do novo Enem estão marcadas para 3 e 4 de outubro. O exame será composto de quatro disciplinas (linguagens e códigos, matemática, ciências da natureza e humanas).

Fonte: Jornal O Globo

Novo Enem e fim das disciplinas do Ensino Médio serão debatidos em encontro do MEC


Publicada em 21/05/2009 às 20h37em O Globo

RIO - O Fórum dos Coordenadores Estaduais do Ensino Médio e a Secretaria da Educação Básica do Ministério da Educação discutem, nesta terça e quarta-feira, o novo Enem e mudanças no currículo do ensino médio.
Segundo o Ministério da Educação (MEC), o novo ensino médio é um programa de apoio técnico e financeiro oferecido às redes estaduais que desejam melhorar a qualidade do ensino. Veja aqui as universidades que aderiram ao novo Enem

Entre as inovações que o MEC sugere estão a ampliação da carga horária dos três anos do ensino médio para três mil horas (hoje são 2.400 horas); a leitura como elemento central e básico em todas as disciplinas; estudo da teoria aplicada à prática; fomento às atividades culturais; professor com dedicação exclusiva.

Colocar a leitura no centro do currículo, segundo Maria Eveline, tem o objetivo de preparar o cidadão para ter êxito tanto nos estudos como na vida. Às vezes, a dificuldade do estudante não está no conteúdo da disciplina, mas na forma de ler e de interpretar os códigos, diz a coordenadora.

O diretor de avaliação da educação básica do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Heliton Ribeiro Tavares, vai apresentar o novo Exame Nacional do Ensino Médio, proposto pelo MEC. Os modelos de provas, o número de questões, a segurança da aplicação, o calendário. No mesmo encontro, o fórum vai saber do andamento do debate sobre a revisão das diretrizes curriculares do ensino médio. Esse tema será abordado pelos consultores Antônio Flávio Barbosa, da PUC-RJ, e Alfredo Veiga Neto, da UFRGS.

Fonte: O GLOBO

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Os 120 anos da Torre Eiffel..

* Do alto da torre, é possível ver Paris, a cidade que não precisa de sol para ser bela...
A torre, que também é conhecida como Dama de Ferro, tem uma controvérsia em relação à idade: há quem diga que o aniversário é em 31 de março, data em que Gustav Eiffel levou um grupo de pessoas para vê-la. Mas a data oficial é 15 de maio, quando foi aberta ao público. A torre surgiu de sonhos de grandeza. A cidade sediou a exposição universal de 1889, para comemorar os 100 anos da Revolução Francesa. Além dos prédios da exposição, queria algo inesquecível, impressionante: uma torre de 300 metros. Em um concurso, projetos neogóticos, faróis sem charme foram descartados. Venceu a proposta de um empreendedor que já fazia fama no mundo: Gustav Eiffel era a síntese do homem de seu tempo, como uma exposição comemorativa na prefeitura de Paris mostra bem. A construção em estrutura metálica era um grande avanço, tornado possível pela Revolução Industrial.
O mundo estava cheio de novidades: descobria o telefone, a lâmpada. E Gustav Eiffel oferecia os atalhos, as obras de arte da engenharia – até para terras distantes da América do Sul, como um projeto para São Paulo. A torre era também um resumo da França colonialista, a França do progresso. Dois milhões de pessoas subiram a torre no primeiro ano. Alguns, já de elevador - pela primeira vez usado em uma estrutura tão grande. O sucesso fez de Eiffel uma estrela instantânea, que aparecia nos suvenires da feira. As formas da torre eram imitadas em todo tipo de objeto, mas ela não era unânime. Liderados por Guy de Maupassant, intelectuais e artistas tentaram impedir a construção do que achavam um monstrengo. Terminada a exposição, ela deveria ser desmontada. Mas Eiffel conseguiu perpetuar seu monumento convencendo militares da sua importância estratégica. Anos depois, conseguiu impedir que fosse desfigurada com projetos – esses sim – esdrúxulos para outra exposição, a de 1900.
Assim, a torre foi avançando as décadas. Um símbolo tão forte de Paris e da França, que foi nela que os nazistas marcaram sua ocupação. É perto dela que estouram os fogos do 14 de julho. É aos seus pés que a multidão espera o ano novo. Volta e meia, ela se enfeita de luz, para comemorar um evento, ou um momento - como o azul profundo da União Europeia, durante a presidência francesa, no ano passado. Mas, no centro da cidade-luz, com seu farol, no dia a dia, ela exibe uma elegância mais discreta. Uma luz quente, que ressalta as curvas e o sofisticado trabalho de metal. De hora em hora, na hora cheia, por 10 minutos, há a explosão de luzes para celebrar que uma nova hora se passou.

Hoje, a torre chega aos 324 metros graças às antenas de rádio e de TV no alto. Mas a sua grande utilidade ainda é provocar admiração.

ENEM

"É uma prova que favorece a capacidade de raciocínio do aluno, justamente para evitar aqueles constrangimentos comuns em vestibulares de a pessoa esquecer uma fórmula ou coisa parecida, e ser prejudicada por isso. A ideia é facilitar a vida do estudante e não complicar”, defende o ministro da Educação, Fernando Haddad.

SERÁ? nossos alunos não são preparados para leitura e interpretação,não seria o caso de antes de mudar o ingresso em Universidades Públicas se buscasse melhorar o ensino público?Observa-se no atual ENEM uma média baixíssima no ensino público e aqueles que conseguem alguma coisa são os que correm por fora da escola pública procurando aperfeiçoar-se em cursinhos e aulas particulares.São raras as exceções de quem consegue inscrever-se no PROUNI com uma média boa vindos apenas da Escola Pública,pois quem consegue isso são aqueles que traçam objetivos desde cedo,são aqueles que tem acompanhamento dos pais desde a base e hoje, o que se observa é o distanciamento da família da escola,eles apenas "jogam" seus filhos numa escola e só descobrem que o filho reprovou quando são obrigados a fazer uma nova matrícula.Enquanto não houver uma mudança radical no comportamento de nossos adolescentes,no modo de ensinar de nossos professores,no programa político do Governo,nada adiantará,pois as médias existentes até então tendem a cair ainda mais na nova metodologia do ENEM.

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) vai ser uma prova mais longa e com questões do dia a dia. A prova quer testar o que o aluno entendeu e não o que ele decorou.Mas como cobrar uma leitura de mundo se nossos adolescentes não leem????? E o Ministério da Educação espera ainda que, em três anos, o Enem passe a ser o novo vestibular para as universidades públicas.


Pelo menos, 48 das 55 universidades federais do país já decidiram adotar a nota do Enem como forma de selecionar os alunos. Para a educadora Monia Lemos, que também diretora de escola, a prova vai ficar mais difícil. “O aluno vai ter que estudar um pouco mais e vai ter que se aprofundar mais. Uma vez que as universidades federais vão aceitar o Enem como prova, então, com certeza, eles vão aprofundar mais os conhecimentos”, afirma Monia. A prova do novo Enem vai ser aplicada em outubro em 1,6 mil municípios do país. E a partir de agora, será mais longa. Em vez de 63, terá 200 questões de múltipla escolha e uma redação.

A prova vai ser dividida em quatro áreas. Em matemática, serão exigidos conhecimentos numéricos, geométricos e estatística. Em ciências humanas, o estudante terá que saber história, questões ambientais e leitura de mapas. Em ciências da natureza, conhecimentos de física, química e biologia. E em linguagem, por enquanto, só português. Mas, a partir do ano que vem, entra também inglês.

Para que o aluno possa entender as mudanças e se preparar, o Ministério da Educação promete divulgar nos próximos dias um modelo, um exemplo, da prova do novo Enem mas uma dica vale: Se o aluno não estiver disposto a ler muito e informar-se sobre todos os assuntos no que tange a conhecimentos gerais relacionando-os ao conteúdo estudado contextualizando-os,ficará muito difícil atingir uma média para concorrer a um curso bom nas Universidades Federais.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Há cem anos Rondon chegava a Rondônia

Foi no dia 4 de maio de 1909, que Candido Mariano da Silva Rondon iniciou a missão cujo objetivo era levar a linha telegráfica ao noroeste mato-grossense, saindo de Tapirapuã com destino ao Juruena e daí, até o Rio Madeira aonde chegou no dia 25 de dezembro daquele ano, na localidade em São Carlos na foz do rio Jamari. Para falar sobre a Missão Rondon, foi convidado o museólogo Antônio Ocampo Fernandes um estudioso da vida de Rondon. Ocampo tem vários trabalhos sobre a vida do bandeirante do século XX. O mais recente, está aguardando apoio para ser publicado. “Ano passado, levamos até o secretário da Secel Jucélis Freitas a sugestão de uma programação para ser desenvolvida durante o ano de 2009 quando se festeja o centenário da chegada de Rondon a Rondônia. A programação apesar de não ter sido totalmente acatada, vai acontecer sob a coordenação da Casa Civil durante todo esse ano”. A Comissão Rondon enfrentou no trecho da Serra do Norte ate o rio Madeira as piores intempéries e os maiores problemas que se possa imaginar, tanto na dificuldade de locomoção, ataque de índios e doenças. “Um dia, estando a maior parte dos seus homens exaustos e doentes apresentando o próprio Coronel Rondon 41 graus de febre, o médico da expedição, que era o Dr. Tanajura, intimou-o a que regressasse por lhe parecer fatal, a todos, a continuação da viagem, especialmente ao chefe depauperado e, mais do que todos, atacado do mal. Rondon respondeu-lhe que o chefe da expedição era o único dos seus membros que não podia voltar atrás; que fossem, pois, examinados e mandados regressar todos os doentes que precisam dessa providência; ele, porém, seguiria sempre, ainda que ficasse só. No dia anterior, tinha andado seis léguas a pé” (Missão Rondon p.14). A vida do Coronel Rondon constitui, como se vê, um exemplo, um estímulo para a mocidade... (Idem). Candido Mariano da Silva Rondon nasceu, órfão de pai, no lugar denominado Mimoso, nas cercanias de Cuiabá, a 5 de maio de 1865. Na entrevista que segue, Antônio Ocampo fala sobre o porque Rondon jamais citou o nome de Aluízio Pinheiro Ferreira em suas palestras e publicações. “Acontece que Rondon considerava Aluízio como traidor”. Outro fato destacado pelo nosso entrevistado, é a falta de consideração para com o nosso principal herói, o único brasileiro cujo nome é nome de um estado. “A história de Chico Mendes não dá quatro páginas de um livro e mesmo assim, o Acre o reverencia como um grande herói. Nós aqui que temos Rondon, cuja história ainda não foi suficientemente contada, e não o reverenciamos é necessário rever tamanha falta de responsabilidade cultural”.

Zk – Quando foi que Rondon começou a missão que trouxe a linha telegráfica de Mato Grosso até Santo Antônio do rio Madeira no hoje estado de Rondônia?

Antônio Ocampo – Sem dúvida nenhuma, Rondon teve uma etapa que se prolongou por três anos para chegar ao rio Madeira e essa sua passagem se iniciou em 1907, quando ele vai de Cuiabá ao Juruena, que era uma terra pouco conhecida em virtude dos índios Nhambiquaras que comandavam toda aquela região. Em 1908 ele faz a passagem entre o Juruena e a Serra do Norte, que hoje é ali o chapadão de Vilhena. Ele alcançou então, esse chapadão da Serra do Norte em 1908 e vem então o ano seguinte quando se registra a sua passagem mais dramática de todas, pela dificuldade do terreno, das intempéries do meio ambiente e claro, da nossa flora amazônica.

Zk – Essa terceira tentativa de alcançar o Madeira o fez pisar em terras que hoje são rondonienses em que dia?

Antônio Ocampo – No dia 4 de maio de 1909. Portanto o centenário da chegada de Rondon em terras rondonienses começa neste dia 4 de maio de 2009.

Zk – Você tem conhecimento de alguns fatos ocorridos durante essa passagem?

Antônio Ocampo - Foi uma das passagens mais dramáticas que o Mal. Rondon percorreu, ele e seus comandados. Ele andava com uma tropa de pessoas, uma tropa de animais e no mínimo, nessa viagem, ele carregou 13 cachorros, que eram os animais que colocavam os índios pra correr, era os animais que ajudavam nas caçadas. Só que...

Zk – O que aconteceu?

Antônio Ocampo - Vou adiantar um pouquinho essa história. Quando ele chegou ao rio Pardo já no mês de novembro, não tinha mais nenhum cachorro, todos foram mortos por queixada, onça, por doença ou de fome.

Zk – Alem desses 13 cachorros quais ou animais ele levou?

Antônio Ocampo - Levou muitos burros, muito cavalo, muitos bois. Inclusive a tropa que ele imaginava que chegaria até o Jaci Paraná ponto aonde ele achava que ia alcançar o rio Abunã mais facilmente, ele se perdeu, por conta dos mapas que não diziam verdadeiramente a localização do rio Jaci Paraná. Quando ele chega ao rio Machado imagina ser o Jamari que poderia estar próximo do Jaci e ele se engana mais uma vez, quando chega ao rio Jaru, mais uma vez imagina ser o Jamari que ficaria próximo das cabeceiras do Jaci, outro engano.

Aí tem o episódio do seringueiro perdido na mata que foi encontrado pela equipe de Rondon?

Antônio Ocampo – Sua equipe encontra o seringueiro chamado Miguel Sanka perdido na floresta e o Miguel Sanka passa as orientações para ele que até duvida, por causa da sanidade mental daquela pessoa, que estava há quatro meses perdido na floresta, vivendo só da pesca, de gongo do coco babaçu, castanha e muito debilitado. Quando Rondon percebeu que Sanka estava falando a verdade, já estava próximo ao rio Jamari.

Zk – Na realidade onde foi que ele encontrou o Sanka? Antônio Ocampo – Foi no Rio Pardo. Ele sai margeando esse rio e alcança o rio Jamari já cheio de seringueiros, foi aí que ele ficou sabendo que o rio Jaci Paraná ficava muito distante do rio Jamari e que seria uma viagem perdida se ele, Rondon, quisesse fazer novamente essa empreitada.

Zk – Por que?

Antônio Ocampo – Quando eles chegaram ao rio Pardo e se deparam com um casal de seringueiros, estavam completamente nus e altamente debilitados. Todos eles doentes, só no osso e na pele.

Zk – Nós já estamos no rio Jamari. E como foi que ele chegou a Presidente Pena hoje Ji-Paraná. É verdade que quando Rondon chegou ali já existia uma Vila?

Antônio Ocampo – Não! Historicamente existiam seringueiros sim, mas não no ponto onde hoje é a cidade de Ji-Paraná. Existiam seringueiros próximos ao rio Madeira, mas, não tão dentro assim a ponto de estarem aonde é hoje a cidade de Ji-Paraná.


Zk – E o que existia, o que ele encontrou quando chegou ao local onde hoje é a cidade de Ji Paraná?

Antônio Ocampo – Encontrou uma ótima localização, por isso, ele então instalou uma estação telegráfica naquela margem do rio Ji-Paraná e colocou o nome de Presidente Pena.

Zk – Você sabe dizer por que Presidente Pena?

Antônio Ocampo – Foi uma homenagem ao presidente da república Afonso Pena que criou a Comissão Rondon e que morreu no inicio de 1909, daí Rondon quis homenageá-lo dando seu nome aquela estação “Presidente Pena”.

Zk – Você tem a data da chegada de Rondon à hoje cidade de Ji Paraná?

Antônio Ocampo – Foi em setembro de 1909. O dia certo nós não podemos dizer, até porque, quando ele alcançou o rio Machado, ele então percebeu que era um rio de grande porte e margeou esse rio por muito tempo, por vários dias, até conseguir atravessar num estreito.

Zk – Isso quer dizer que a cidade de Ji-Paraná pode festejar seu centenário no próximo mês de setembro?

Antônio Ocampo – Eu acredito que, como a estação só foi inaugurada em 1911 temos ainda dois anos para festejar realmente o centenário da cidade de Ji Paraná.

Zk – Por falar nisso, qual foi a primeira estação inaugurada por Rondon em terras do hoje estado de Rondônia?

Antônio Ocampo – A primeira estação foi a de Vilhena numa das áreas mais bonitas do nosso estado. Ali ele encontrou tantos rios que disse, “nunca viu tanta água, num pedaço de terreno tão pequeno”. Ele então privilegia aquela região, como uma de suas bases. Ele gostava muito daquela região, tanto é, que quando ele vinha pra cá ficava dias e dias em Vilhena.

Zk – As demais estações?

Antônio Ocampo – Em seguida inaugura a Ji-Paraná, Jaru, Karitiana que fica entre Jaru e Ariquemes e só em 1914 que ele inaugura quatro estações de grande porte, que são: a de Presidente Médice; Ariquemes, Karitiana e a de Santo Antônio em 1º de janeiro de 1915.

Zk – Nas duas primeiras expedições ele sofreu muito ataque de índios principalmente dos Nhambiquaras quando estava em busca do rio Juruena?

Antônio Ocampo – Em 1907, quando ele encontrou o Juruena passou dois dias lá descansando, porque sabia que a volta ia ser muito difícil. Ele já tinha encontrado vestígios dos Nhambiquaras que eram índios altamente arredios. Rondon e seus companheiros tinham muito medo de um ataque a qualquer momento. Uma hora depois que eles saíram do Juruena os índios atacaram e Rondon foi o principal alvo, tanto que ele recebeu uma flechada no peito e só escapou por causa da bandoleira da sua espingarda.

Zk – É verdade que em virtude dessa flechada ele atirou nos índios?

Antônio Ocampo – Na verdade ele quis reagir, mas pensou imediatamente e deu dois tiros pra cima e seus companheiros também deram tiros pra cima e quiseram revidar e Rondon não deixou. Foi daí que nasceu a paixão de Rondon pelos índios verdadeiramente.

Zk – E quando foi que Rondon conseguiu a aproximação com os Nhambiquaras?

Antônio Ocampo – Os atuais antropólogos dizem que Rondon foi o maior matador de índio.

Zk – Foi?

Antônio Ocampo – Na verdade, o Brasil não teria mais indígena. Não teríamos terras indígenas hoje demarcadas. Foi o Rondon que lutou junto ao governo brasileiro e ao exército para que as terras indígenas fossem demarcadas. O contato com os Nhambiquaras propriamente dito, só veio ocorrer com a inauguração da estação de Vilhena e José Bonifácio em 1911.

Zk – Quando Rondon chega a Santo Antônio ele não se decepcionou ao ver que a região já era dotada inclusive de serviço de rádio telegrafo sem fio?

Antônio Ocampo – Já escrevi a esse respeito em outros artigos onde digo o seguinte: Rondônia tem três grandes obras que não serviram na sua totalidade para aquilo que foram construídas. A primeira foi o Forte Príncipe da Beira; que antes dele ser inaugurado é selada a paz entre as duas maiores potências da época Portugal e Espanha então o Forte nunca deu um tiro. A segunda grande obra que também não serviu pra muita coisa, foi a própria Madeira Mamoré, porque o potencial da borracha até 1912 era da Amazônia, quando a exportação asiática começa a entrar no mercado europeu e americano enfraquece a borracha da Amazônia e a nossa Madeira Mamoré já nasce morta. A terceira grande obra: Infelizmente as linhas telegráficas passaram por esse mesmo drama. Quando ela é inaugurada em 1915 a Madeira Mamoré já tinha o serviço de rádio. Isso realmente deixou Rondon decepcionado, tanto que o governo brasileiro deixou de estender as linhas telegráficas até aonde elas tinhas que chegar que era a região do Acre do Purus e de Manaus e ficou aqui em Guajará- Mirim. O lugar mais longínquo que a linha telegráfica chegou foi Guajará-Mirim.


Zk – Bom! Quando foi que Rondon conseguiu chegar ao rio Madeira com sua linha telegráfica?

Antônio Ocampo – Como já disse, a idéia dele era chegar ao Madeira via rio Jaci - Paraná e como vimos não foi possível porque as cartas geográficas que ele tinha estavam erradas. Então, ele sai no Madeira via rio Jamari justamente no dia 25 de dezembro de 1909. Em São Carlos ele passa três dias descansando e então sai rumo a Santo Antônio e dá ordem para que aquela equipe que estava em Jaci esperando-o com todos os mantimentos regressasse para Santo Antônio.

Zk – Você sabe se o governo do estado de Rondônia está programando alguma festa relativa ao centenário da chegada de Rondon a Rondônia?

Antônio Ocampo – Há um ano eu propus à Secel que se montasse um grande evento já que o Mato Grosso fez em 2007/2008 e nós de Rondônia por sermos o único estado brasileiro que leva o nome de um homem brasileiro, temos por respeito a esse fato histórico e a esse homem que comandou pessoas de bem, deveríamos fazer um festejo em comemoração ao centenário de sua passagem por nossa região.

Zk – E o resultado dessa sugestão?

Antônio Ocampo – O secretário Jucélis acatou e levou a idéia adiante, então o governo de Rondônia está sim fazendo um evento que a meu ver, merecia muito mais, do que o que está se propondo. Acho que deveríamos ter um evento que envolvesse a população de Rondônia para que ela tomasse pé de o porquê Rondon é tão esquecido. Nós de Rondônia não damos crédito a esses heróis. O Acre dá o maior valor a Chico Mendes cuja história não cabe em quatro páginas de um livro. A história de Rondon é incompleta até hoje. Acho que esse centenário que começa agora dia quatro de maio e se estende até dezembro, tem muito tempo para que os governos, as prefeituras dessas cidades que devem a Rondon sua existência, organizem alguma coisa para lembrar a chegada de Rondon em terras de Rondônia.

Zk – O que já existe programado por parte do governo estadual?

Antônio Ocampo – Existe através da Casa Civil do Gabinete do Governador o agraciamento com a Medalha do Mérito Rondon a várias personalidades nacionais e estaduais. Vamos ter exposições que vão andar o estado todo, um musical que também vai acompanhar essa exposição e nessas localidades o governador fará entrega dessas medalhas.

Zk – Vamos começar a encerrar essa entrevista. Porém precisamos saber o porque em nenhuma publicação sobre a obra de Rondon, é citado o nome de Aluízio Pinheiro Ferreira o criador do Território Federal do Guaporé hoje estado de Rondônia. Já que dizem, ele, Aluízio, fez parte da Comissão Rondon?

Antônio Ocampo – Apenas os historiadores de Rondônia, colocam Aluízio Ferreira até como o homem que salvou Rondon do ostracismo no governo do Getúlio Vargas. Não é tanto assim. Rondon em 1930 quando foi preso pelo governo Vargas porque não aceitou fazer parte do governo e para Vargas era muito importante sua adesão, uma vez que Rondon já era famoso ou respeitado no mundo todo.

Zk – E o Aluízio Ferreira?

Antônio Ocampo – Em 1929, Aluízio Ferreira se encontra com Rondon no Rio de Janeiro. Acontece que Aluízio havia fugido do exército na época do tenentismo e foi se esconder nos seringais do Vale do Guaporé e então conheceu alguma realidade daquela região principalmente de alguns grupos indígenas e ele então leva esse relatório a Rondon. Rondon passou a admirar um homem que também gostava da causa indígena. Rondon então abrigou Aluízio Ferreira em sua Comissão, lhe dando todo amparo possível. Quando veio o golpe de trinta o Aluízio ao invés de acompanhar Rondon não, passa a acompanhar Getúlio Vargas. Rondon com certeza não gostou dessa atitude de Aluízio Ferreira, tanto, que nunca citou o nome de Aluízio Ferreira em nenhuma de suas declarações. Acho que ele considerava o Aluízio Ferreira um traidor.

Zk – Você tem um livro sobre Rondon pronto. Quando vai acontecer o lançamento dessa obra?

Antônio Ocampo – Essa obra é sobre os acontecimentos da Comissão durante o ano de 1909, quer dizer, sobre a chegada de Rondon em terras que hoje formam o estado de Rondônia. Estamos aguardando um determinado apoio porque ele vai ter 120 fotografias, cada uma, no seu lugar historicamente, para que os nossos estudantes conheçam não só a história de Rondon, mas, a realidade do que era essa região naquele tempo. Região que era colocada no mapa do Brasil até 1909, como região desconhecida!

Fonte: O Observador

sábado, 25 de abril de 2009

22 de abril - Dia da Terra : comemoração visa consciência e preservação do meio ambiente

O Dia da Terra foi comemorado dia 22.04. Criado em 1970, quando Gaylord Nelson, ativista ambiental norte-americano (representante no senado) convocou o primeiro protesto nacional (participaram duas mil universidades, dez mil escolas básicas e sedundárias e centenas de comunidades) contra a poluição, com o objetivo de se criar uma agenda ambiental. Como resultado criou-se a “Environmental Protection Agency” e decretaram-se uma série de leis de proteção ambiental.A partir de 1990, outros países passaram a celebrar a data. O Dia da Terra vem ganhando cada vez mais destaque desde que foi criado . Este ano, mais de 500 milhões de pessoas comemoraram o Dia da Terra em 85 países.

"Juntos pelo Dia da Terra – você faz diferença”. Foi com este lema que Brasília participou da comemoração internacional do Dia da Terra, realizada no Parque Nacional de Brasília (Parque da Água Mineral)em 22 de abril. O evento teve como objetivo despertar a consciência de todos para a preservação e a conservação do meio ambiente em nosso planeta. No Parque Nacional, os visitantes puderam participar de uma série de atividades educativas, de uma exposição sobre o meio ambiente, contando com especialistas disponíveis para informar e tirar dúvidas, exibição de fotografias, vídeos, músicas, além da distribuição de brindes. O evento foi organizado pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), Embaixada dos Estados Unidos, Administração do Parque Nacional de Brasília, Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (IBAMA) e Ministério do Meio Ambiente (MMA).

O Presidente americano, Barack Obama, anunciou também que os Estados Unidos irão avançar com uma “revolução” energética para pôr fim à dependência externa de petróleo e para combater as alterações climáticas, noticiou a AFP.

O Presidente defendeu ardentemente uma nova economia impulsionada pelas energias renováveis, particularmente pela energia eólica. “Os Estados Unidos demoraram demasiado a participar neste processo. (...) Convidamos os outros países a juntarem-se a nós para que possamos tratar deste problema em conjunto”, disse, reafirmando o seu desejo de ver as emissões de dióxido de carbono diminuir cerca de 80 por cento até 2050.

Barack Obama comemorou o Dia da Terra em Maytag, uma fábrica em Newton, no estado de Iowa, que cessou a actividade como produtor de electrodomésticos para se converter na Trinity Structural Towers, que produz equipamentos de energia eólica.

Obama recordou ainda o peso que a importação de petróleo tem no défice comercial dos Estados Unidos e que uma diversificação dos recursos energéticos poderá significar a criação de milhares de postos de trabalho.

Simultaneamente, o tema das energias renováveis era discutido no Congresso, com particular ênfase no papel dos Estados Unidos no enquadramento mundial, de acordo com a Reuters. Todd Stern, principal representante dos Estados Unidos para as negociações para limitar as alterações climáticas, disse que os esforços mundiais para combater o aquecimento global não terão qualquer efeito se os Estados Unidos não criarem uma legislação que limite a emissão de gases que aumentem o efeito de estufa.

Em Dezembro realizar-se-á uma reunião que terá lugar em Copenhaga, com países de todo o mundo para criar um novo plano para abordar as mudanças climáticas, sucessor do protocolo de Quioto.


"Que o nosso tempo seja lembrado pelo despertar de uma nova reverência face à vida, pelo compromisso firme de alcançar a sustentabilidade, a intensificação da luta pela justiça e pela paz, e a alegre celebração da vida." - Carta da Terra.(A carta da terra pode ser lida no site: www.fundacaonatureza.org.br.

domingo, 19 de abril de 2009

Dia 19/04 - Dia do Indio - Documentário investiga massacre de índios isolados em Rondônia

Diretor demorou nove anos para encontrar sobreviventes.
Filme será exibido no festival. É Tudo Verdade - A ocupação da Amazônia pelo homem branco causou inúmeros conflitos com os habitantes originais dessa região, os indígenas, que quase sempre levaram a pior na disputa.

O festival de documentários - É Tudo Verdade - traz um filme que investiga um desses episódios de barbárie: o massacre, em 1985, de um grupo de índios isolados (que não tinha contato com os brancos) que vivia no sul de Rondônia. terra foi dividida para colonização nos anos 70 e nela foram estabelecidas grandes propriedades rurais. “Conversei com a firma que demarcou a gleba e os índios foram encontrados já na quela época. Duas equipes chegaram a largar a demarcação. Ela deveria ter sido interrompida”, diz Vincent Carelli, diretor de ‘Corumbiara’, que pesquisou o massacre durante 20 anos.Levamos 9 anos para achar os sobreviventes e mais 2 para encontrar outros índios que soubessem falar sua língua para que pudéssemos nos comunicar com eles”, conta o diretor. O primeiro contato foi em 1995. “No massacre morreram entre oito e dez pessoas, e outras sete sobreviveram”, diz Carelli. “Dois dos sobreviventes têm marcas de bala”.

Ninguém foi condenado pelo massacre, mas o cineasta, que antes trabalhava na Fundação Nacional do Índio (Funai), tem esperança de que se faça justiça: “Na época não houve investigação, mas o crime de genocídio não prescreve”.

Assista trailler do filme:
http://video.globo.com/Videos/Player/Entretenimento/0,,GIM988946-7822-ASSISTA+AO+TRAILER+DO+FILME+CORUMBIARA,00.html

Fonte:Globo.com