1. Qual a principal diferença entre o Enem tradicional e o novo Enem? Até 2008, o Enem era uma prova clássica com 63 questões interdisciplinares, sem articulação direta com os conteúdos ministrados no ensino médio, e sem a possibilidade de comparação das notas de um ano para outro. A proposta é reformular o Enem para que o exame possa ser comparável no tempo e aborde diretamente o currículo do ensino médio. O objetivo é aplicar quatro grupos de provas diferentes em cada processo seletivo, além de redação. O novo exame será composto por perguntas objetivas em quatro áreas do conhecimento: linguagens, códigos e suas tecnologias (incluindo redação); ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias e matemáticas e suas tecnologias. Cada grupo de testes será composto por 45 itens de múltipla escolha, aplicados em dois dias.
2. Por que mudar o Enem? A grande vantagem que o MEC está buscando com o novo Enem é a reformulação do currículo do ensino médio. O vestibular nos moldes de hoje produz efeitos insalubres sobre o currículo do ensino médio, que está cada vez mais voltado para o acúmulo excessivo de conteúdos. A proposta é sinalizar para o ensino médio outro tipo de formação, mais voltada para a solução de problemas. Outra vantagem de um exame unificado é promover a mobilidade dos alunos pelo País. Centralizar os exames seletivos é mais uma forma de democratizar o acesso a todas as universidades.
3. Por que fazer o Enem 2009? A média de desempenho obtida no Enem será imprescindível para pleitear uma vaga nas instituições de ensino superior que adotarem o exame como ferramenta de seleção, de maneira integral ou parcial. Além disso, o Enem continua a servir como referência para uma auto-avaliação sobre o ensino médio e qualidade do ensino, e sua nota continuará a ser critério de seleção de bolsas de estudo no Programa Universidade para Todos (ProUni). O Enem 2009 vai ainda promover a certificação de jovens e adultos no ensino médio e, a partir do ano que vem, vai medir o desempenho acadêmico dos estudantes ingressantes nas instituições de ensino superior.
4. Quem poderá participar do Enem 2009? O novo Enem manterá a característica de ser um exame voluntário. Alunos concluintes do ensino médio e pessoas que terminaram este nível de ensino em anos anteriores, os chamados egressos, ainda podem realizar a prova. A novidade é que a prova vai valer também para certificação de conclusão do ensino médio, o que torna o Enem também uma oportunidade para cidadãos sem diploma nesse nível de ensino, desde que na data de realização da prova tenham 18 anos, no mínimo.
5. É recomendável aos alunos que ainda não vão concluir o ensino médio neste ano fazer o Enem 2009? Não. O Enem foi criado especificamente para os estudantes que estão no último ano ou que já concluíram o ensino médio. O Ministério da Educação aconselha que os alunos prestem o exame no período mais adequado, que é o ano de conclusão desse nível de ensino. Alunos de outras séries sempre terão oportunidade de se preparar para a prova analisando as edições anteriores do exame, que ficarão disponíveis na página do Inep/MEC imediatamente após sua aplicação.
6. Como serão as inscrições para o Enem 2009? Todas as inscrições para o Enem 2009 serão realizadas exclusivamente pela Internet, no endereço http://enem.inep.gov.br/inscricao. Concluintes de escolas públicas e privadas, egressos do ensino médio e candidatos à certificação, poderão se inscrever a partir das 8h do dia 15 de junho, até às 23h59 do dia 17 de julho, e deverão adotar o seguinte procedimento: – acessar a página da Internet http://enem.inep.gov.br/inscricao, durante o período das inscrições; – preencher ou atualizar os dados cadastrais;– preencher o cadastro de inscrição com as informações necessárias, inclusive a cidade escolhida para realização do exame, dentre as apresentadas, e se pretende utilizar os resultados do exame para efeito de certificação, na forma da lei;– enviar os dados e verificar se a transferência foi concretizada;– o concluinte isento do pagamento da taxa de inscrição deverá imprimir, na seqüência, o comprovante de inscrição;– o concluinte ou egresso pagante deverá imprimir, na seqüência, o boleto para efetuar o pagamento em qualquer agência de estabelecimento bancário, integrado ao Sistema Nacional de Compensação, no valor de R$ 35,00 (trinta e cinco reais) ou solicitar isenção de taxa;– a efetivação da inscrição somente ocorrerá após o recebimento pelo INEP do comprovante de pagamento enviado pelo Banco do Brasil;– os comprovantes de inscrição dos participantes referidos estarão disponíveis no endereço eletrônico http://enem.inep.gov.br/inscricao. É de inteira responsabilidade do inscrito a obtenção e guarda do comprovante da inscrição, sem o qual ele não poderá participar do exame.
Isenção: Serão isentos do pagamento da taxa de inscrição os concluintes do ensino médio, em qualquer modalidade, matriculados em instituições públicas de ensino. Os demais participantes poderão solicitar a isenção no ato da inscrição do Enem, mas será necessário preencher os requisitos estabelecidos no Decreto nº 6.135, de 26 de junho de 2007. O deferimento dos pedidos de isenção deverão ser acompanhados a partir do dia 10 de julho de 2009, no endereço eletrônico http://enem.inep.gov.br/inscricao. Para participarem do Enem 2009, os candidatos que tiverem seus pedidos de isenção indeferidos deverão acessar a página http://enem.inep.gov.br/inscricao, imprimir o boleto e efetivar o pagamento da inscrição até o dia 17 de julho de 2009.
7. Atendimento especial para o Enem 2009. Para receber atendimento apropriado, o participante com deficiência física deverá obrigatoriamente declarar, no ato da inscrição, o tipo de atendimento especial que necessita para realizar o exame. Aos detentos ou internos, matriculados em programas especiais de educação de ensino médio em unidades prisionais ou hospitalares, será oferecido aplicação da prova nos locais de detenção ou internação em que se encontrem, mediante termo de compromisso específico. Para isso, a coordenação responsável deverá solicitar ao Inep o formulário do Termo de Compromisso para a aplicação do Enem. O documento deverá ser encaminhado ao Instituto até o dia 10 de julho.
8. Qual a taxa para inscrição no Enem 2009? Alunos concluintes do ensino médio em escolas públicas se inscrevem ao Enem gratuitamente. Para os outros casos, a isenção deverá ser solicitada no endereço eletrônico http://enem.inep.gov.br/inscricao. O deferimento dos pedidos de isenção deverão ser acompanhados a partir do dia 10 de julho de 2009, no endereço eletrônico http://enem.inep.gov.br/inscricao. Nas demais situações, o valor da taxa de inscrição é de R$ 35,00, como no ano passado.
9. Confirmação de inscrição: Todos os devidamente inscritos receberão o Manual do Inscrito, contendo as informações gerais sobre o Enem 2009, as competências e habilidades a serem avaliadas, os critérios de avaliação de desempenho dos participantes nas provas, bem como o questionário socioeconômico, com folha de respostas própria. O Manual do Inscrito será enviado, via Correios, para o endereço indicado no ato da inscrição. O inscrito no Enem 2009 deverá responder o questionário socioeconômico e entregar a folha de respostas no dia e local de realização das provas. O inscrito também irá receber um Cartão de Confirmação de Inscrição. O cartão contém o local onde será realizado o exame, o número de inscrição, a senha de acesso aos resultados individuais e a folha de leitura óptica para as respostas do questionário socioeconômico. Caso o inscrito não receba o seu Cartão de Confirmação de Inscrição até o dia 25 de setembro de 2009, deverá entrar em contato com o Programa Fala Brasil, pelo telefone 0800-616161 ou acessar a página http://enem.inep.gov.br/consulta.
10. Aplicação da prova O Enem 2009: será aplicado em 1.826 municípios brasileiros, nos dias 03 e 04 de outubro, da seguinte maneira: no dia 03/10/2009 (sábado): das 13h às 17h30 Prova I: Ciências da Natureza e suas Tecnologias; e Ciências Humanas e suas Tecnologias. no dia 04/10/2009 (domingo): das 13h às 18h30 Prova II: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Redação; e Matemática e suas Tecnologias. Os portões de acesso aos locais de prova serão abertos às 12h e fechados às 12h55, horário de Brasília-DF. As provas serão aplicadas às 13h,(em Rondônia 12:00) em todo o território nacional. É recomendável que o inscrito compareça ao local de realização da prova com antecedência de uma hora. Será necessário apresentar original ou cópia devidamente autenticada de documento de identificação, Cartão de Confirmação de Inscrição, folha de respostas do questionário socioeconômico, caneta esferográfica de tinta preta, lápis preto nº 2 e borracha macia. Por motivo de segurança, não será permitido aos participantes se ausentarem da sala de provas antes de decorridas duas horas do início do exame. Os participantes só poderão sair com o caderno de questões após quatro horas de prova.
11. Quem vai elaborar a nova prova do Enem 2009? As provas do Enem sempre são elaboradas por especialistas do Inep, e assim também será em 2009. A elaboração exige domínio da tecnologia em avaliação educacional empregada, que é especializada e complexa, e na qual o Inep possui experiência de mais de dez anos Teoria da Resposta ao Item (TRI). As diretrizes dessa prova isto é, objetivos, conteúdos, enfim, o desenho é que serão definidas pelo Comitê de Governança.
12. O que é o Comitê de Governança e quais suas atribuições no novo Enem? A pedido da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), foi criado um Comitê de Governança. O Comitê tem entre suas responsabilidades discutir e acompanhar a elaboração do novo Enem e seu impacto no currículo do ensino médio. Fazem parte do Comitê de Governança representantes do Inep, do Ministério da Educação, da Andifes e do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed). As principais dúvidas e sugestões sobre o Novo Enem estão sendo estudadas em reuniões desse Comitê.
13. Como será a prova? O novo exame será composto por testes em quatro áreas de conhecimento: linguagens, códigos e suas tecnologias (incluindo redação); ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias e matemáticas e suas tecnologias. Cada grupo de testes será composto por 45 itens de múltipla escolha, aplicados em dois dias. A redação deverá ser feita em língua portuguesa e estruturada na forma de texto em prosa do tipo dissertativo-argumentativo, a partir de um tema de ordem social, científica, cultural ou política. Veja aqui o conjunto de habilidades exigidas em cada área de conhecimento e os conteúdos específicos do currículo associados a elas.
14. Qual será o tempo de duração das provas? No dia 03/10/2009 (sábado): das 13h às 17h30 Prova I: Ciências da Natureza e suas Tecnologias; e Ciências Humanas e suas Tecnologias. No dia 04/10/2009 (domingo): das 13h às 18h30 Prova II: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Redação; e Matemática e suas Tecnologias.
15. As disciplinas abordadas pela prova do Enem terão pesos diferentes? A prova do Enem trará cinco notas diferentes, uma para cada área do conhecimento avaliada e uma para a redação. Não haverá diferenciação dos pesos. O que pode ocorrer é que, nos processos seletivos, as instituições utilizem pesos diferenciados entre as áreas para classificar os candidatos, de acordo com os cursos pleiteados.
16. As questões da prova terão pesos diferentes? A nova prova do Enem será estruturada na metodologia da Teoria da Resposta ao Item (TRI), que garante a comparabilidade das notas entre diferentes edições a partir da calibração do grau de dificuldade das questões. Dessa forma, diferentemente dos anos anteriores, as questões da prova do Enem serão distribuídas em graus diferenciados de complexidade. Isso significa que, no cálculo final da nota em cada área, as questões mais difíceis valem mais que as questões menos complexas.
17. Haverá questões regionais na prova do Enem? Não. Nenhum exame do Inep/MEC contempla questões regionais. Todas as avaliações, como a Prova Brasil / Saeb, Enem etc., têm caráter nacional e devem garantir iguais condições de participação entre estudantes de qualquer lugar do País. Conteúdos regionais poderiam prejudicar estudantes entre as regiões diversas.
18. Quando sairão os resultados do Enem 2009? A partir da segunda quinzena de janeiro de 2010, os participantes do Enem 2009 receberão o Boletim Individual de Resultado. As médias serão enviadas via Correios no endereço indicado na ficha de inscrição. Para consultar os resultados individuais pelo site do Inep serão necessários o número do CPF e a senha de acesso, cadastrados na fase de inscrição. Para subsidiar os processos seletivos, os resultados estarão disponíveis para as instituições de ensino superior em: Divulgação dos resultados das quatro provas de múltipla escolha: 4 de dezembro de 2009 Divulgação do resultado final, incluindo a redação: 8 de janeiro de 2010
19. O Enem sempre foi uma avaliação diferenciada por priorizar a interpretação dos alunos em vez da chamada "decoreba". Essa característica será mantida? Sim. A prova do Enem se diferencia das demais por ser estruturada em habilidades, incentivando o raciocínio e trazendo questões que medem o conhecimento dos alunos por meio de enfoque interdisciplinar. A nova prova vai manter essa característica, agregando às habilidades medidas um conjunto de conteúdos formais mais diretamente relacionado ao que é ministrado no ensino médio. Mas sem abandonar as questões contextualizadas, que exigem do estudante a aplicação prática do conhecimento, e não a mera memorização de informações.
20. Uma pessoa que não for bem no Enem 2009 terá a chance de fazer outra prova e melhorar a sua nota? Sim, o aluno pode fazer o Enem quantas vezes quiser, mesmo que tenha concluído o ensino médio já há alguns anos.
21. Haverá mais de uma edição do Enem por ano? A proposta inicial é a de que o Enem seja oferecido duas vezes por ano. O Enem 2009 será aplicado nos dias 3 e 4 de outubro, e uma nova edição deverá ser aplicada em março ou abril de 2010.
22. Como estudar para o novo Enem? Alunos que já estão se preparando para o vestibular tradicional serão prejudicados? O novo Enem é estruturado levando em conta os conteúdos ministrados no ensino médio. A inovação é na forma de abordagem desses conteúdos, com foco no conjunto de habilidades que o aluno deve ter ao final do ensino médio, e não na mera acumulação de fórmulas e informações desvinculadas da aplicação. Ou seja, uma prova que valorize mais o raciocínio e não a chamada “decoreba”. Portanto, quem vem se preparando para uma prova tradicional de seleção e para o antigo Enem está preparado para o novo Enem.
23. A nova prova do Enem vai trazer questões sobre língua estrangeira? O Comitê de Governança definiu que o Enem 2009 não trará questões de língua estrangeira. A partir da próxima edição da prova isso será abordado, e já consta da matriz de habilidades e conteúdos associados do Enem 2009.
24 O Inep/MEC vai disponibilizar um simulado com questões do novo Enem? Sim. A previsão é que sejam disponibilizadas questões-modelo do novo Enem antes da aplicação da prova, em data a ser definida.
25. O Inep/MEC continuará a divulgar os resultados do Enem por escola? Sim. Não está prevista nenhuma alteração na divulgação dos resultados dos alunos no Enem por escola.
26. Para fazer o Enem o interessado já deve ter decidido o curso ou instituição onde pretende prestar o vestibular? Não. As inscrições para o novo Enem devem começar já em junho, e a prova será realizada em outubro. Os processos seletivos das instituições de ensino superior só devem iniciar-se em meados de dezembro. Na inscrição para o processo seletivo é que o aluno decide a qual curso quer concorrer.
O Sistema de Seleção Unificada
1. Como será o sistema de seleção unificada? O candidato a uma vaga no ensino superior poderá concorrer a cinco cursos ou instituições, mas apenas naquelas universidades que adotarem o Enem como única forma de ingresso. As instituições que optarem utilizar o Enem como única avaliação para selecionar os ingressantes participarão de um Sistema de Seleção Unificada, informatizado e online. Nesse sistema, as universidades informarão quantas vagas têm disponíveis para cada curso, e qual é o peso que cada uma das grandes áreas do conhecimento terá na nota final do aluno linguagens, códigos e suas tecnologias (incluindo redação e língua estrangeira); ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias e matemática e suas tecnologias. O aluno que participou do Enem 2009 se inscreve no sistema, que calculará sua nota final, já com os pesos estabelecidos, e o aluno poderá simular inscrição em até cinco cursos ou instituições, durante todo o período em que o sistema ficar disponível na Internet. Caso a universidade decida utilizar o Enem como segunda fase ou com a nota do Enem agregada à nota de um vestibular próprio, a instituição deverá decidir e publicar as regras de inscrição e participação em seus editais. O Sistema de Seleção Unificada só será utilizado pelas instituições que escolherem o Enem como única forma de seleção.
2. A universidade que optar pelo Enem apenas na primeira fase da seleção pode participar do sistema de vestibular unificado? Não. O Sistema de Seleção Unificada, informatizado e online, será aberto apenas às instituições/cursos que optarem por usar o Enem como fase única ou para preencher as vagas remanescentes ao fim da sua seleção.
3. Todas as instituições federais utilizarão o novo Enem como forma de seleção? A expectativa do MEC é que todas instituições federais adotem de alguma forma o novo Enem como seleção. Esse processo está sendo construído em parceria pelo Ministério da Educação, universidades, comunidade acadêmica e os gestores estaduais, sempre levando em conta a autonomia das universidades e das redes. O Comitê de Governança do novo Enem definiu o prazo de três anos para a consolidação do processo de seleção unificada. Nesse período, as instituições poderão compatibilizar o novo formato de seleção com as políticas afirmativas já adotadas pelas universidades e com outras modalidades de seleção. São quatro as possibilidades de se utilizar a nota do Enem: como fase única; como primeira fase; como fase única para as vagas remanescentes, após o vestibular; ou combinado ao atual vestibular da instituição. Neste último caso, a universidade definirá o percentual da nota do Enem a ser utilizado para a construção de uma média junto com a nota da prova do vestibular. Cada IES divulgará em seus editais em qual formato participará em cada curso. O Comitê também definiu que, durante o período de implementação do sistema, um grupo de pesquisa constituído pelo Inep monitorará a migração das instituições federais de ensino superior para o novo processo seletivo. A proposta é avaliar as mudanças ocasionadas pelo novo método de ingresso dos alunos e, nos casos em que for necessário, propor adequações e aperfeiçoamentos ao sistema.
4. As Universidades são obrigadas a utilizar o novo Enem de alguma forma? Não. As universidades têm total autonomia para escolher qual é a ferramenta de seleção para acesso a seus cursos.
5. Tecnicamente, as mudanças na prova do Enem garantirão a comparabilidade das notas entre diferentes edições. Por quanto tempo valerá a nota do aluno para concorrer a uma vaga nos processos seletivos? Essa é uma decisão ainda pendente, a ser tomada em conjunto com o Comitê de Governança.
6. Quem já terminou o ensino médio há muito tempo pode fazer o Enem e participar do vestibular unificado? Sim, o Enem continua sendo uma prova voluntária, aberta a todos os concluintes ou egresso do Ensino Médio.
7. Após o resultado do Enem, o vestibulando pode mudar a opção de curso? Em qualquer uma das quatro possibilidades de se usar o Novo Enem como ferramenta de seleção para as universidades, o candidato só escolherá o curso depois do resultado do Enem.
8. Por que aplicar o novo modelo em 2009, já que algumas instituições já haviam inclusive elaborado o edital relativo ao próximo vestibular? O MEC trata a implantação do novo Enem como uma ação educacional prioritária, por isso programou a realização do exame para o segundo semestre deste ano. As mudanças ocorrerão de forma gradativa e as instituições foram convidadas para participar da elaboração do novo sistema, inclusive, compondo o Comitê de Governança, instância decisória em relação à nova prova. E embora o novo Enem seja aplicado ainda este ano, as instituições terão tempo hábil para optar pela forma de adesão, parcial ou integral, sem que haja maiores prejuízos.
Fonte:Inep
domingo, 28 de junho de 2009
sábado, 20 de junho de 2009

Sensacional! é muito bom ter um trabalho reconhecido.Muitíssimo obrigada!!!!
Esse selo de reconhecimento que recebi, deve ser passado para três blogs que eu acho que merece ” Medalha de ouro”. Os meus blogs indicados são:
http://bailadoraandaluza.blogspot.com/
Os três blogs que indiquei devem fazer uma postagem indicando seus blogs preferidos. O modelo da postagem deve ser o que está na postagem original ” Esse blog vale medalha de ouro.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
O Melhor em porto velho - SESC/ESPLANADA
NÃO DÁ PARA PERDER:
EXPOSIÇÃO MACHADO DE ASSIS
DIA : 18 E 25/06/2009
Local: sesc/esplanada
20 horas
SENSÍVEIS PARTITURAS
DIAS 20 E 27/06/2009
SESC/ESPLANADA - TEATRO UM
20:30 horas
R$ 10,00
Obs.: com peças de Chiquinha Gonzaga,Clarisse Leite,Lina Pesce,Lindalva Cruz,Moema Craveiro Campos,Maria Luiza de Matos Priolli e Meire Brum.
SONORA BRASIL
Dia 26/06/2009
SESC/ESPLANADA - TEATRO UM
ENTRADA: 2kG ALIMENTOS NÃO PERECÍVEL
OBS.: Sonora Brasil traz a público um panorama da obra violonista no paísnas últimas décadas.O painel configura-se com oito violonistas intérpretes da obra de compositores das cinco regiões,onde estão localizados seus estados de origem. Simplesmente Sensacional!!!!!!
EXPOSIÇÃO MACHADO DE ASSIS
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domingo, 24 de maio de 2009
A pedido de Reitores,prova do ENEM deverá ser menor que a proposta do MEC...

Publicada em 22/05/2009 no jornal O Globo
BRASÍLIA - A pedido dos reitores das universidades federais, o novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que substituirá vestibulares nessas instituições, terá um número menor de questões nas quatro provas objetivas. Em vez de 50 itens, como o Ministério da Educação (MEC) havia proposto, cada teste deverá ter 40 ou 45 perguntas. A decisão será confirmada nos próximos dias pelo comitê de governança, que reúne MEC, reitores e secretários. Veja aqui as universidades que aderiram ao novo Enem
Com menor número de questões, cairá também o tempo de duração do exame. A ideia é que as provas sejam aplicadas num sábado e num domingo à tarde . Antes, estava prevista a realização também no domingo de manhã. As quatro áreas avaliadas seguem as mesmas: língua portuguesa, matemática, ciências humanas e da natureza. A redação também está mantida.
" É possível, sim, reduzir sem perder o poder de discriminação da prova (Reynaldo Fernandes) "
O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Reynaldo Fernandes, diz que a redução para 40 ou 45 questões não afetará o nível de conhecimento e de raciocínio exigido. No total, em vez de 200 itens, haverá 160 ou 180, além da redação.
Com a a diminuição, explica Reynaldo, cairá "um pouquinho" o poder de discriminação do novo Enem, isto é, sua capacidade de diferenciar o desempenho dos estudantes. Por outro lado, a medida aliviará o cansaço dos candidatos.
- É possível, sim, reduzir sem perder o poder de discriminação da prova - afirmou Reynaldo.
RIO - Ainda na primeira quinzena de junho os estudantes poderão conhecer o modelo da nova prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, na próxima reunião do comitê responsável por elaborar as mudanças no exame, o modelo será discutido e em seguida divulgado. A idéia é disponibilizar um modelo reduzido da prova na internet. Modelo de prova do novo Enem será divulgado na primeira quinzena de junho, diz Haddad
As inscrições começam no dia 15 de junho - diz Haddad após entrevista nos estúdios da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). O ministro ressaltou que a matriz de habilidades e de conteúdos do novo Enem já está disponível para consulta no site do MEC.
Veja aqui as diretrizes do conteúdo da prova do novo Enem
Ele avaliou como surpreendente a adesão das universidades federais ao exame em substituição total ou parcial ao vestibular tradicional. Pelo menos 35 das 55 instituições vão utilizar o Enem em seus processos seletivos.
O ministério apresentou quatro opções de adesão às instituições. Elas poderão utilizar o Enem como prova única; como primeira fase, ficando a segunda a cargo da instituição; combinando a nota do Enem à do vestibular tradicional ou para seleção de estudantes para vagas remanescentes.
As provas do novo Enem estão marcadas para 3 e 4 de outubro. O exame será composto de quatro disciplinas (linguagens e códigos, matemática, ciências da natureza e humanas).
Fonte: Jornal O Globo
BRASÍLIA - A pedido dos reitores das universidades federais, o novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que substituirá vestibulares nessas instituições, terá um número menor de questões nas quatro provas objetivas. Em vez de 50 itens, como o Ministério da Educação (MEC) havia proposto, cada teste deverá ter 40 ou 45 perguntas. A decisão será confirmada nos próximos dias pelo comitê de governança, que reúne MEC, reitores e secretários. Veja aqui as universidades que aderiram ao novo Enem
Com menor número de questões, cairá também o tempo de duração do exame. A ideia é que as provas sejam aplicadas num sábado e num domingo à tarde . Antes, estava prevista a realização também no domingo de manhã. As quatro áreas avaliadas seguem as mesmas: língua portuguesa, matemática, ciências humanas e da natureza. A redação também está mantida.
" É possível, sim, reduzir sem perder o poder de discriminação da prova (Reynaldo Fernandes) "
O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Reynaldo Fernandes, diz que a redução para 40 ou 45 questões não afetará o nível de conhecimento e de raciocínio exigido. No total, em vez de 200 itens, haverá 160 ou 180, além da redação.
Com a a diminuição, explica Reynaldo, cairá "um pouquinho" o poder de discriminação do novo Enem, isto é, sua capacidade de diferenciar o desempenho dos estudantes. Por outro lado, a medida aliviará o cansaço dos candidatos.
- É possível, sim, reduzir sem perder o poder de discriminação da prova - afirmou Reynaldo.
RIO - Ainda na primeira quinzena de junho os estudantes poderão conhecer o modelo da nova prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, na próxima reunião do comitê responsável por elaborar as mudanças no exame, o modelo será discutido e em seguida divulgado. A idéia é disponibilizar um modelo reduzido da prova na internet. Modelo de prova do novo Enem será divulgado na primeira quinzena de junho, diz Haddad
As inscrições começam no dia 15 de junho - diz Haddad após entrevista nos estúdios da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). O ministro ressaltou que a matriz de habilidades e de conteúdos do novo Enem já está disponível para consulta no site do MEC.
Veja aqui as diretrizes do conteúdo da prova do novo Enem
Ele avaliou como surpreendente a adesão das universidades federais ao exame em substituição total ou parcial ao vestibular tradicional. Pelo menos 35 das 55 instituições vão utilizar o Enem em seus processos seletivos.
O ministério apresentou quatro opções de adesão às instituições. Elas poderão utilizar o Enem como prova única; como primeira fase, ficando a segunda a cargo da instituição; combinando a nota do Enem à do vestibular tradicional ou para seleção de estudantes para vagas remanescentes.
As provas do novo Enem estão marcadas para 3 e 4 de outubro. O exame será composto de quatro disciplinas (linguagens e códigos, matemática, ciências da natureza e humanas).
Fonte: Jornal O Globo
Novo Enem e fim das disciplinas do Ensino Médio serão debatidos em encontro do MEC

Publicada em 21/05/2009 às 20h37em O Globo
RIO - O Fórum dos Coordenadores Estaduais do Ensino Médio e a Secretaria da Educação Básica do Ministério da Educação discutem, nesta terça e quarta-feira, o novo Enem e mudanças no currículo do ensino médio.
Segundo o Ministério da Educação (MEC), o novo ensino médio é um programa de apoio técnico e financeiro oferecido às redes estaduais que desejam melhorar a qualidade do ensino. Veja aqui as universidades que aderiram ao novo Enem
Entre as inovações que o MEC sugere estão a ampliação da carga horária dos três anos do ensino médio para três mil horas (hoje são 2.400 horas); a leitura como elemento central e básico em todas as disciplinas; estudo da teoria aplicada à prática; fomento às atividades culturais; professor com dedicação exclusiva.
Colocar a leitura no centro do currículo, segundo Maria Eveline, tem o objetivo de preparar o cidadão para ter êxito tanto nos estudos como na vida. Às vezes, a dificuldade do estudante não está no conteúdo da disciplina, mas na forma de ler e de interpretar os códigos, diz a coordenadora.
O diretor de avaliação da educação básica do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Heliton Ribeiro Tavares, vai apresentar o novo Exame Nacional do Ensino Médio, proposto pelo MEC. Os modelos de provas, o número de questões, a segurança da aplicação, o calendário. No mesmo encontro, o fórum vai saber do andamento do debate sobre a revisão das diretrizes curriculares do ensino médio. Esse tema será abordado pelos consultores Antônio Flávio Barbosa, da PUC-RJ, e Alfredo Veiga Neto, da UFRGS.
Fonte: O GLOBO
RIO - O Fórum dos Coordenadores Estaduais do Ensino Médio e a Secretaria da Educação Básica do Ministério da Educação discutem, nesta terça e quarta-feira, o novo Enem e mudanças no currículo do ensino médio.
Segundo o Ministério da Educação (MEC), o novo ensino médio é um programa de apoio técnico e financeiro oferecido às redes estaduais que desejam melhorar a qualidade do ensino. Veja aqui as universidades que aderiram ao novo Enem
Entre as inovações que o MEC sugere estão a ampliação da carga horária dos três anos do ensino médio para três mil horas (hoje são 2.400 horas); a leitura como elemento central e básico em todas as disciplinas; estudo da teoria aplicada à prática; fomento às atividades culturais; professor com dedicação exclusiva.
Colocar a leitura no centro do currículo, segundo Maria Eveline, tem o objetivo de preparar o cidadão para ter êxito tanto nos estudos como na vida. Às vezes, a dificuldade do estudante não está no conteúdo da disciplina, mas na forma de ler e de interpretar os códigos, diz a coordenadora.
O diretor de avaliação da educação básica do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Heliton Ribeiro Tavares, vai apresentar o novo Exame Nacional do Ensino Médio, proposto pelo MEC. Os modelos de provas, o número de questões, a segurança da aplicação, o calendário. No mesmo encontro, o fórum vai saber do andamento do debate sobre a revisão das diretrizes curriculares do ensino médio. Esse tema será abordado pelos consultores Antônio Flávio Barbosa, da PUC-RJ, e Alfredo Veiga Neto, da UFRGS.
Fonte: O GLOBO
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Os 120 anos da Torre Eiffel..
* Do alto da torre, é possível ver Paris, a cidade que não precisa de sol para ser bela...
A torre, que também é conhecida como Dama de Ferro, tem uma controvérsia em relação à idade: há quem diga que o aniversário é em 31 de março, data em que Gustav Eiffel levou um grupo de pessoas para vê-la. Mas a data oficial é 15 de maio, quando foi aberta ao público. A torre surgiu de sonhos de grandeza. A cidade sediou a exposição universal de 1889, para comemorar os 100 anos da Revolução Francesa. Além dos prédios da exposição, queria algo inesquecível, impressionante: uma torre de 300 metros. Em um concurso, projetos neogóticos, faróis sem charme foram descartados. Venceu a proposta de um empreendedor que já fazia fama no mundo: Gustav Eiffel era a síntese do homem de seu tempo, como uma exposição comemorativa na prefeitura de Paris mostra bem. A construção em estrutura metálica era um grande avanço, tornado possível pela Revolução Industrial.
O mundo estava cheio de novidades: descobria o telefone, a lâmpada. E Gustav Eiffel oferecia os atalhos, as obras de arte da engenharia – até para terras distantes da América do Sul, como um projeto para São Paulo. A torre era também um resumo da França colonialista, a França do progresso. Dois milhões de pessoas subiram a torre no primeiro ano. Alguns, já de elevador - pela primeira vez usado em uma estrutura tão grande. O sucesso fez de Eiffel uma estrela instantânea, que aparecia nos suvenires da feira. As formas da torre eram imitadas em todo tipo de objeto, mas ela não era unânime. Liderados por Guy de Maupassant, intelectuais e artistas tentaram impedir a construção do que achavam um monstrengo. Terminada a exposição, ela deveria ser desmontada. Mas Eiffel conseguiu perpetuar seu monumento convencendo militares da sua importância estratégica. Anos depois, conseguiu impedir que fosse desfigurada com projetos – esses sim – esdrúxulos para outra exposição, a de 1900.
Assim, a torre foi avançando as décadas. Um símbolo tão forte de Paris e da França, que foi nela que os nazistas marcaram sua ocupação. É perto dela que estouram os fogos do 14 de julho. É aos seus pés que a multidão espera o ano novo. Volta e meia, ela se enfeita de luz, para comemorar um evento, ou um momento - como o azul profundo da União Europeia, durante a presidência francesa, no ano passado. Mas, no centro da cidade-luz, com seu farol, no dia a dia, ela exibe uma elegância mais discreta. Uma luz quente, que ressalta as curvas e o sofisticado trabalho de metal. De hora em hora, na hora cheia, por 10 minutos, há a explosão de luzes para celebrar que uma nova hora se passou.
Hoje, a torre chega aos 324 metros graças às antenas de rádio e de TV no alto. Mas a sua grande utilidade ainda é provocar admiração.
A torre, que também é conhecida como Dama de Ferro, tem uma controvérsia em relação à idade: há quem diga que o aniversário é em 31 de março, data em que Gustav Eiffel levou um grupo de pessoas para vê-la. Mas a data oficial é 15 de maio, quando foi aberta ao público. A torre surgiu de sonhos de grandeza. A cidade sediou a exposição universal de 1889, para comemorar os 100 anos da Revolução Francesa. Além dos prédios da exposição, queria algo inesquecível, impressionante: uma torre de 300 metros. Em um concurso, projetos neogóticos, faróis sem charme foram descartados. Venceu a proposta de um empreendedor que já fazia fama no mundo: Gustav Eiffel era a síntese do homem de seu tempo, como uma exposição comemorativa na prefeitura de Paris mostra bem. A construção em estrutura metálica era um grande avanço, tornado possível pela Revolução Industrial.
O mundo estava cheio de novidades: descobria o telefone, a lâmpada. E Gustav Eiffel oferecia os atalhos, as obras de arte da engenharia – até para terras distantes da América do Sul, como um projeto para São Paulo. A torre era também um resumo da França colonialista, a França do progresso. Dois milhões de pessoas subiram a torre no primeiro ano. Alguns, já de elevador - pela primeira vez usado em uma estrutura tão grande. O sucesso fez de Eiffel uma estrela instantânea, que aparecia nos suvenires da feira. As formas da torre eram imitadas em todo tipo de objeto, mas ela não era unânime. Liderados por Guy de Maupassant, intelectuais e artistas tentaram impedir a construção do que achavam um monstrengo. Terminada a exposição, ela deveria ser desmontada. Mas Eiffel conseguiu perpetuar seu monumento convencendo militares da sua importância estratégica. Anos depois, conseguiu impedir que fosse desfigurada com projetos – esses sim – esdrúxulos para outra exposição, a de 1900.
Assim, a torre foi avançando as décadas. Um símbolo tão forte de Paris e da França, que foi nela que os nazistas marcaram sua ocupação. É perto dela que estouram os fogos do 14 de julho. É aos seus pés que a multidão espera o ano novo. Volta e meia, ela se enfeita de luz, para comemorar um evento, ou um momento - como o azul profundo da União Europeia, durante a presidência francesa, no ano passado. Mas, no centro da cidade-luz, com seu farol, no dia a dia, ela exibe uma elegância mais discreta. Uma luz quente, que ressalta as curvas e o sofisticado trabalho de metal. De hora em hora, na hora cheia, por 10 minutos, há a explosão de luzes para celebrar que uma nova hora se passou.
Hoje, a torre chega aos 324 metros graças às antenas de rádio e de TV no alto. Mas a sua grande utilidade ainda é provocar admiração.
ENEM
"É uma prova que favorece a capacidade de raciocínio do aluno, justamente para evitar aqueles constrangimentos comuns em vestibulares de a pessoa esquecer uma fórmula ou coisa parecida, e ser prejudicada por isso. A ideia é facilitar a vida do estudante e não complicar”, defende o ministro da Educação, Fernando Haddad.
SERÁ? nossos alunos não são preparados para leitura e interpretação,não seria o caso de antes de mudar o ingresso em Universidades Públicas se buscasse melhorar o ensino público?Observa-se no atual ENEM uma média baixíssima no ensino público e aqueles que conseguem alguma coisa são os que correm por fora da escola pública procurando aperfeiçoar-se em cursinhos e aulas particulares.São raras as exceções de quem consegue inscrever-se no PROUNI com uma média boa vindos apenas da Escola Pública,pois quem consegue isso são aqueles que traçam objetivos desde cedo,são aqueles que tem acompanhamento dos pais desde a base e hoje, o que se observa é o distanciamento da família da escola,eles apenas "jogam" seus filhos numa escola e só descobrem que o filho reprovou quando são obrigados a fazer uma nova matrícula.Enquanto não houver uma mudança radical no comportamento de nossos adolescentes,no modo de ensinar de nossos professores,no programa político do Governo,nada adiantará,pois as médias existentes até então tendem a cair ainda mais na nova metodologia do ENEM.
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) vai ser uma prova mais longa e com questões do dia a dia. A prova quer testar o que o aluno entendeu e não o que ele decorou.Mas como cobrar uma leitura de mundo se nossos adolescentes não leem????? E o Ministério da Educação espera ainda que, em três anos, o Enem passe a ser o novo vestibular para as universidades públicas.
Pelo menos, 48 das 55 universidades federais do país já decidiram adotar a nota do Enem como forma de selecionar os alunos. Para a educadora Monia Lemos, que também diretora de escola, a prova vai ficar mais difícil. “O aluno vai ter que estudar um pouco mais e vai ter que se aprofundar mais. Uma vez que as universidades federais vão aceitar o Enem como prova, então, com certeza, eles vão aprofundar mais os conhecimentos”, afirma Monia. A prova do novo Enem vai ser aplicada em outubro em 1,6 mil municípios do país. E a partir de agora, será mais longa. Em vez de 63, terá 200 questões de múltipla escolha e uma redação.
A prova vai ser dividida em quatro áreas. Em matemática, serão exigidos conhecimentos numéricos, geométricos e estatística. Em ciências humanas, o estudante terá que saber história, questões ambientais e leitura de mapas. Em ciências da natureza, conhecimentos de física, química e biologia. E em linguagem, por enquanto, só português. Mas, a partir do ano que vem, entra também inglês.
Para que o aluno possa entender as mudanças e se preparar, o Ministério da Educação promete divulgar nos próximos dias um modelo, um exemplo, da prova do novo Enem mas uma dica vale: Se o aluno não estiver disposto a ler muito e informar-se sobre todos os assuntos no que tange a conhecimentos gerais relacionando-os ao conteúdo estudado contextualizando-os,ficará muito difícil atingir uma média para concorrer a um curso bom nas Universidades Federais.
SERÁ? nossos alunos não são preparados para leitura e interpretação,não seria o caso de antes de mudar o ingresso em Universidades Públicas se buscasse melhorar o ensino público?Observa-se no atual ENEM uma média baixíssima no ensino público e aqueles que conseguem alguma coisa são os que correm por fora da escola pública procurando aperfeiçoar-se em cursinhos e aulas particulares.São raras as exceções de quem consegue inscrever-se no PROUNI com uma média boa vindos apenas da Escola Pública,pois quem consegue isso são aqueles que traçam objetivos desde cedo,são aqueles que tem acompanhamento dos pais desde a base e hoje, o que se observa é o distanciamento da família da escola,eles apenas "jogam" seus filhos numa escola e só descobrem que o filho reprovou quando são obrigados a fazer uma nova matrícula.Enquanto não houver uma mudança radical no comportamento de nossos adolescentes,no modo de ensinar de nossos professores,no programa político do Governo,nada adiantará,pois as médias existentes até então tendem a cair ainda mais na nova metodologia do ENEM.
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) vai ser uma prova mais longa e com questões do dia a dia. A prova quer testar o que o aluno entendeu e não o que ele decorou.Mas como cobrar uma leitura de mundo se nossos adolescentes não leem????? E o Ministério da Educação espera ainda que, em três anos, o Enem passe a ser o novo vestibular para as universidades públicas.
Pelo menos, 48 das 55 universidades federais do país já decidiram adotar a nota do Enem como forma de selecionar os alunos. Para a educadora Monia Lemos, que também diretora de escola, a prova vai ficar mais difícil. “O aluno vai ter que estudar um pouco mais e vai ter que se aprofundar mais. Uma vez que as universidades federais vão aceitar o Enem como prova, então, com certeza, eles vão aprofundar mais os conhecimentos”, afirma Monia. A prova do novo Enem vai ser aplicada em outubro em 1,6 mil municípios do país. E a partir de agora, será mais longa. Em vez de 63, terá 200 questões de múltipla escolha e uma redação.
A prova vai ser dividida em quatro áreas. Em matemática, serão exigidos conhecimentos numéricos, geométricos e estatística. Em ciências humanas, o estudante terá que saber história, questões ambientais e leitura de mapas. Em ciências da natureza, conhecimentos de física, química e biologia. E em linguagem, por enquanto, só português. Mas, a partir do ano que vem, entra também inglês.
Para que o aluno possa entender as mudanças e se preparar, o Ministério da Educação promete divulgar nos próximos dias um modelo, um exemplo, da prova do novo Enem mas uma dica vale: Se o aluno não estiver disposto a ler muito e informar-se sobre todos os assuntos no que tange a conhecimentos gerais relacionando-os ao conteúdo estudado contextualizando-os,ficará muito difícil atingir uma média para concorrer a um curso bom nas Universidades Federais.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Há cem anos Rondon chegava a Rondônia
Foi no dia 4 de maio de 1909, que Candido Mariano da Silva Rondon iniciou a missão cujo objetivo era levar a linha telegráfica ao noroeste mato-grossense, saindo de Tapirapuã com destino ao Juruena e daí, até o Rio Madeira aonde chegou no dia 25 de dezembro daquele ano, na localidade em São Carlos na foz do rio Jamari. Para falar sobre a Missão Rondon, foi convidado o museólogo Antônio Ocampo Fernandes um estudioso da vida de Rondon. Ocampo tem vários trabalhos sobre a vida do bandeirante do século XX. O mais recente, está aguardando apoio para ser publicado. “Ano passado, levamos até o secretário da Secel Jucélis Freitas a sugestão de uma programação para ser desenvolvida durante o ano de 2009 quando se festeja o centenário da chegada de Rondon a Rondônia. A programação apesar de não ter sido totalmente acatada, vai acontecer sob a coordenação da Casa Civil durante todo esse ano”. A Comissão Rondon enfrentou no trecho da Serra do Norte ate o rio Madeira as piores intempéries e os maiores problemas que se possa imaginar, tanto na dificuldade de locomoção, ataque de índios e doenças. “Um dia, estando a maior parte dos seus homens exaustos e doentes apresentando o próprio Coronel Rondon 41 graus de febre, o médico da expedição, que era o Dr. Tanajura, intimou-o a que regressasse por lhe parecer fatal, a todos, a continuação da viagem, especialmente ao chefe depauperado e, mais do que todos, atacado do mal. Rondon respondeu-lhe que o chefe da expedição era o único dos seus membros que não podia voltar atrás; que fossem, pois, examinados e mandados regressar todos os doentes que precisam dessa providência; ele, porém, seguiria sempre, ainda que ficasse só. No dia anterior, tinha andado seis léguas a pé” (Missão Rondon p.14). A vida do Coronel Rondon constitui, como se vê, um exemplo, um estímulo para a mocidade... (Idem). Candido Mariano da Silva Rondon nasceu, órfão de pai, no lugar denominado Mimoso, nas cercanias de Cuiabá, a 5 de maio de 1865. Na entrevista que segue, Antônio Ocampo fala sobre o porque Rondon jamais citou o nome de Aluízio Pinheiro Ferreira em suas palestras e publicações. “Acontece que Rondon considerava Aluízio como traidor”. Outro fato destacado pelo nosso entrevistado, é a falta de consideração para com o nosso principal herói, o único brasileiro cujo nome é nome de um estado. “A história de Chico Mendes não dá quatro páginas de um livro e mesmo assim, o Acre o reverencia como um grande herói. Nós aqui que temos Rondon, cuja história ainda não foi suficientemente contada, e não o reverenciamos é necessário rever tamanha falta de responsabilidade cultural”.
Zk – Quando foi que Rondon começou a missão que trouxe a linha telegráfica de Mato Grosso até Santo Antônio do rio Madeira no hoje estado de Rondônia?
Antônio Ocampo – Sem dúvida nenhuma, Rondon teve uma etapa que se prolongou por três anos para chegar ao rio Madeira e essa sua passagem se iniciou em 1907, quando ele vai de Cuiabá ao Juruena, que era uma terra pouco conhecida em virtude dos índios Nhambiquaras que comandavam toda aquela região. Em 1908 ele faz a passagem entre o Juruena e a Serra do Norte, que hoje é ali o chapadão de Vilhena. Ele alcançou então, esse chapadão da Serra do Norte em 1908 e vem então o ano seguinte quando se registra a sua passagem mais dramática de todas, pela dificuldade do terreno, das intempéries do meio ambiente e claro, da nossa flora amazônica.
Zk – Essa terceira tentativa de alcançar o Madeira o fez pisar em terras que hoje são rondonienses em que dia?
Antônio Ocampo – No dia 4 de maio de 1909. Portanto o centenário da chegada de Rondon em terras rondonienses começa neste dia 4 de maio de 2009.
Zk – Você tem conhecimento de alguns fatos ocorridos durante essa passagem?
Antônio Ocampo - Foi uma das passagens mais dramáticas que o Mal. Rondon percorreu, ele e seus comandados. Ele andava com uma tropa de pessoas, uma tropa de animais e no mínimo, nessa viagem, ele carregou 13 cachorros, que eram os animais que colocavam os índios pra correr, era os animais que ajudavam nas caçadas. Só que...
Zk – O que aconteceu?
Antônio Ocampo - Vou adiantar um pouquinho essa história. Quando ele chegou ao rio Pardo já no mês de novembro, não tinha mais nenhum cachorro, todos foram mortos por queixada, onça, por doença ou de fome.
Zk – Alem desses 13 cachorros quais ou animais ele levou?
Antônio Ocampo - Levou muitos burros, muito cavalo, muitos bois. Inclusive a tropa que ele imaginava que chegaria até o Jaci Paraná ponto aonde ele achava que ia alcançar o rio Abunã mais facilmente, ele se perdeu, por conta dos mapas que não diziam verdadeiramente a localização do rio Jaci Paraná. Quando ele chega ao rio Machado imagina ser o Jamari que poderia estar próximo do Jaci e ele se engana mais uma vez, quando chega ao rio Jaru, mais uma vez imagina ser o Jamari que ficaria próximo das cabeceiras do Jaci, outro engano.
Aí tem o episódio do seringueiro perdido na mata que foi encontrado pela equipe de Rondon?
Antônio Ocampo – Sua equipe encontra o seringueiro chamado Miguel Sanka perdido na floresta e o Miguel Sanka passa as orientações para ele que até duvida, por causa da sanidade mental daquela pessoa, que estava há quatro meses perdido na floresta, vivendo só da pesca, de gongo do coco babaçu, castanha e muito debilitado. Quando Rondon percebeu que Sanka estava falando a verdade, já estava próximo ao rio Jamari.
Zk – Na realidade onde foi que ele encontrou o Sanka? Antônio Ocampo – Foi no Rio Pardo. Ele sai margeando esse rio e alcança o rio Jamari já cheio de seringueiros, foi aí que ele ficou sabendo que o rio Jaci Paraná ficava muito distante do rio Jamari e que seria uma viagem perdida se ele, Rondon, quisesse fazer novamente essa empreitada.
Zk – Por que?
Antônio Ocampo – Quando eles chegaram ao rio Pardo e se deparam com um casal de seringueiros, estavam completamente nus e altamente debilitados. Todos eles doentes, só no osso e na pele.
Zk – Nós já estamos no rio Jamari. E como foi que ele chegou a Presidente Pena hoje Ji-Paraná. É verdade que quando Rondon chegou ali já existia uma Vila?
Antônio Ocampo – Não! Historicamente existiam seringueiros sim, mas não no ponto onde hoje é a cidade de Ji-Paraná. Existiam seringueiros próximos ao rio Madeira, mas, não tão dentro assim a ponto de estarem aonde é hoje a cidade de Ji-Paraná.
Zk – E o que existia, o que ele encontrou quando chegou ao local onde hoje é a cidade de Ji Paraná?
Antônio Ocampo – Encontrou uma ótima localização, por isso, ele então instalou uma estação telegráfica naquela margem do rio Ji-Paraná e colocou o nome de Presidente Pena.
Zk – Você sabe dizer por que Presidente Pena?
Antônio Ocampo – Foi uma homenagem ao presidente da república Afonso Pena que criou a Comissão Rondon e que morreu no inicio de 1909, daí Rondon quis homenageá-lo dando seu nome aquela estação “Presidente Pena”.
Zk – Você tem a data da chegada de Rondon à hoje cidade de Ji Paraná?
Antônio Ocampo – Foi em setembro de 1909. O dia certo nós não podemos dizer, até porque, quando ele alcançou o rio Machado, ele então percebeu que era um rio de grande porte e margeou esse rio por muito tempo, por vários dias, até conseguir atravessar num estreito.
Zk – Isso quer dizer que a cidade de Ji-Paraná pode festejar seu centenário no próximo mês de setembro?
Antônio Ocampo – Eu acredito que, como a estação só foi inaugurada em 1911 temos ainda dois anos para festejar realmente o centenário da cidade de Ji Paraná.
Zk – Por falar nisso, qual foi a primeira estação inaugurada por Rondon em terras do hoje estado de Rondônia?
Antônio Ocampo – A primeira estação foi a de Vilhena numa das áreas mais bonitas do nosso estado. Ali ele encontrou tantos rios que disse, “nunca viu tanta água, num pedaço de terreno tão pequeno”. Ele então privilegia aquela região, como uma de suas bases. Ele gostava muito daquela região, tanto é, que quando ele vinha pra cá ficava dias e dias em Vilhena.
Zk – As demais estações?
Antônio Ocampo – Em seguida inaugura a Ji-Paraná, Jaru, Karitiana que fica entre Jaru e Ariquemes e só em 1914 que ele inaugura quatro estações de grande porte, que são: a de Presidente Médice; Ariquemes, Karitiana e a de Santo Antônio em 1º de janeiro de 1915.
Zk – Nas duas primeiras expedições ele sofreu muito ataque de índios principalmente dos Nhambiquaras quando estava em busca do rio Juruena?
Antônio Ocampo – Em 1907, quando ele encontrou o Juruena passou dois dias lá descansando, porque sabia que a volta ia ser muito difícil. Ele já tinha encontrado vestígios dos Nhambiquaras que eram índios altamente arredios. Rondon e seus companheiros tinham muito medo de um ataque a qualquer momento. Uma hora depois que eles saíram do Juruena os índios atacaram e Rondon foi o principal alvo, tanto que ele recebeu uma flechada no peito e só escapou por causa da bandoleira da sua espingarda.
Zk – É verdade que em virtude dessa flechada ele atirou nos índios?
Antônio Ocampo – Na verdade ele quis reagir, mas pensou imediatamente e deu dois tiros pra cima e seus companheiros também deram tiros pra cima e quiseram revidar e Rondon não deixou. Foi daí que nasceu a paixão de Rondon pelos índios verdadeiramente.
Zk – E quando foi que Rondon conseguiu a aproximação com os Nhambiquaras?
Antônio Ocampo – Os atuais antropólogos dizem que Rondon foi o maior matador de índio.
Zk – Foi?
Antônio Ocampo – Na verdade, o Brasil não teria mais indígena. Não teríamos terras indígenas hoje demarcadas. Foi o Rondon que lutou junto ao governo brasileiro e ao exército para que as terras indígenas fossem demarcadas. O contato com os Nhambiquaras propriamente dito, só veio ocorrer com a inauguração da estação de Vilhena e José Bonifácio em 1911.
Zk – Quando Rondon chega a Santo Antônio ele não se decepcionou ao ver que a região já era dotada inclusive de serviço de rádio telegrafo sem fio?
Antônio Ocampo – Já escrevi a esse respeito em outros artigos onde digo o seguinte: Rondônia tem três grandes obras que não serviram na sua totalidade para aquilo que foram construídas. A primeira foi o Forte Príncipe da Beira; que antes dele ser inaugurado é selada a paz entre as duas maiores potências da época Portugal e Espanha então o Forte nunca deu um tiro. A segunda grande obra que também não serviu pra muita coisa, foi a própria Madeira Mamoré, porque o potencial da borracha até 1912 era da Amazônia, quando a exportação asiática começa a entrar no mercado europeu e americano enfraquece a borracha da Amazônia e a nossa Madeira Mamoré já nasce morta. A terceira grande obra: Infelizmente as linhas telegráficas passaram por esse mesmo drama. Quando ela é inaugurada em 1915 a Madeira Mamoré já tinha o serviço de rádio. Isso realmente deixou Rondon decepcionado, tanto que o governo brasileiro deixou de estender as linhas telegráficas até aonde elas tinhas que chegar que era a região do Acre do Purus e de Manaus e ficou aqui em Guajará- Mirim. O lugar mais longínquo que a linha telegráfica chegou foi Guajará-Mirim.
Zk – Bom! Quando foi que Rondon conseguiu chegar ao rio Madeira com sua linha telegráfica?
Antônio Ocampo – Como já disse, a idéia dele era chegar ao Madeira via rio Jaci - Paraná e como vimos não foi possível porque as cartas geográficas que ele tinha estavam erradas. Então, ele sai no Madeira via rio Jamari justamente no dia 25 de dezembro de 1909. Em São Carlos ele passa três dias descansando e então sai rumo a Santo Antônio e dá ordem para que aquela equipe que estava em Jaci esperando-o com todos os mantimentos regressasse para Santo Antônio.
Zk – Você sabe se o governo do estado de Rondônia está programando alguma festa relativa ao centenário da chegada de Rondon a Rondônia?
Antônio Ocampo – Há um ano eu propus à Secel que se montasse um grande evento já que o Mato Grosso fez em 2007/2008 e nós de Rondônia por sermos o único estado brasileiro que leva o nome de um homem brasileiro, temos por respeito a esse fato histórico e a esse homem que comandou pessoas de bem, deveríamos fazer um festejo em comemoração ao centenário de sua passagem por nossa região.
Zk – E o resultado dessa sugestão?
Antônio Ocampo – O secretário Jucélis acatou e levou a idéia adiante, então o governo de Rondônia está sim fazendo um evento que a meu ver, merecia muito mais, do que o que está se propondo. Acho que deveríamos ter um evento que envolvesse a população de Rondônia para que ela tomasse pé de o porquê Rondon é tão esquecido. Nós de Rondônia não damos crédito a esses heróis. O Acre dá o maior valor a Chico Mendes cuja história não cabe em quatro páginas de um livro. A história de Rondon é incompleta até hoje. Acho que esse centenário que começa agora dia quatro de maio e se estende até dezembro, tem muito tempo para que os governos, as prefeituras dessas cidades que devem a Rondon sua existência, organizem alguma coisa para lembrar a chegada de Rondon em terras de Rondônia.
Zk – O que já existe programado por parte do governo estadual?
Antônio Ocampo – Existe através da Casa Civil do Gabinete do Governador o agraciamento com a Medalha do Mérito Rondon a várias personalidades nacionais e estaduais. Vamos ter exposições que vão andar o estado todo, um musical que também vai acompanhar essa exposição e nessas localidades o governador fará entrega dessas medalhas.
Zk – Vamos começar a encerrar essa entrevista. Porém precisamos saber o porque em nenhuma publicação sobre a obra de Rondon, é citado o nome de Aluízio Pinheiro Ferreira o criador do Território Federal do Guaporé hoje estado de Rondônia. Já que dizem, ele, Aluízio, fez parte da Comissão Rondon?
Antônio Ocampo – Apenas os historiadores de Rondônia, colocam Aluízio Ferreira até como o homem que salvou Rondon do ostracismo no governo do Getúlio Vargas. Não é tanto assim. Rondon em 1930 quando foi preso pelo governo Vargas porque não aceitou fazer parte do governo e para Vargas era muito importante sua adesão, uma vez que Rondon já era famoso ou respeitado no mundo todo.
Zk – E o Aluízio Ferreira?
Antônio Ocampo – Em 1929, Aluízio Ferreira se encontra com Rondon no Rio de Janeiro. Acontece que Aluízio havia fugido do exército na época do tenentismo e foi se esconder nos seringais do Vale do Guaporé e então conheceu alguma realidade daquela região principalmente de alguns grupos indígenas e ele então leva esse relatório a Rondon. Rondon passou a admirar um homem que também gostava da causa indígena. Rondon então abrigou Aluízio Ferreira em sua Comissão, lhe dando todo amparo possível. Quando veio o golpe de trinta o Aluízio ao invés de acompanhar Rondon não, passa a acompanhar Getúlio Vargas. Rondon com certeza não gostou dessa atitude de Aluízio Ferreira, tanto, que nunca citou o nome de Aluízio Ferreira em nenhuma de suas declarações. Acho que ele considerava o Aluízio Ferreira um traidor.
Zk – Você tem um livro sobre Rondon pronto. Quando vai acontecer o lançamento dessa obra?
Antônio Ocampo – Essa obra é sobre os acontecimentos da Comissão durante o ano de 1909, quer dizer, sobre a chegada de Rondon em terras que hoje formam o estado de Rondônia. Estamos aguardando um determinado apoio porque ele vai ter 120 fotografias, cada uma, no seu lugar historicamente, para que os nossos estudantes conheçam não só a história de Rondon, mas, a realidade do que era essa região naquele tempo. Região que era colocada no mapa do Brasil até 1909, como região desconhecida!
Fonte: O Observador
Zk – Quando foi que Rondon começou a missão que trouxe a linha telegráfica de Mato Grosso até Santo Antônio do rio Madeira no hoje estado de Rondônia?
Antônio Ocampo – Sem dúvida nenhuma, Rondon teve uma etapa que se prolongou por três anos para chegar ao rio Madeira e essa sua passagem se iniciou em 1907, quando ele vai de Cuiabá ao Juruena, que era uma terra pouco conhecida em virtude dos índios Nhambiquaras que comandavam toda aquela região. Em 1908 ele faz a passagem entre o Juruena e a Serra do Norte, que hoje é ali o chapadão de Vilhena. Ele alcançou então, esse chapadão da Serra do Norte em 1908 e vem então o ano seguinte quando se registra a sua passagem mais dramática de todas, pela dificuldade do terreno, das intempéries do meio ambiente e claro, da nossa flora amazônica.
Zk – Essa terceira tentativa de alcançar o Madeira o fez pisar em terras que hoje são rondonienses em que dia?
Antônio Ocampo – No dia 4 de maio de 1909. Portanto o centenário da chegada de Rondon em terras rondonienses começa neste dia 4 de maio de 2009.
Zk – Você tem conhecimento de alguns fatos ocorridos durante essa passagem?
Antônio Ocampo - Foi uma das passagens mais dramáticas que o Mal. Rondon percorreu, ele e seus comandados. Ele andava com uma tropa de pessoas, uma tropa de animais e no mínimo, nessa viagem, ele carregou 13 cachorros, que eram os animais que colocavam os índios pra correr, era os animais que ajudavam nas caçadas. Só que...
Zk – O que aconteceu?
Antônio Ocampo - Vou adiantar um pouquinho essa história. Quando ele chegou ao rio Pardo já no mês de novembro, não tinha mais nenhum cachorro, todos foram mortos por queixada, onça, por doença ou de fome.
Zk – Alem desses 13 cachorros quais ou animais ele levou?
Antônio Ocampo - Levou muitos burros, muito cavalo, muitos bois. Inclusive a tropa que ele imaginava que chegaria até o Jaci Paraná ponto aonde ele achava que ia alcançar o rio Abunã mais facilmente, ele se perdeu, por conta dos mapas que não diziam verdadeiramente a localização do rio Jaci Paraná. Quando ele chega ao rio Machado imagina ser o Jamari que poderia estar próximo do Jaci e ele se engana mais uma vez, quando chega ao rio Jaru, mais uma vez imagina ser o Jamari que ficaria próximo das cabeceiras do Jaci, outro engano.
Aí tem o episódio do seringueiro perdido na mata que foi encontrado pela equipe de Rondon?
Antônio Ocampo – Sua equipe encontra o seringueiro chamado Miguel Sanka perdido na floresta e o Miguel Sanka passa as orientações para ele que até duvida, por causa da sanidade mental daquela pessoa, que estava há quatro meses perdido na floresta, vivendo só da pesca, de gongo do coco babaçu, castanha e muito debilitado. Quando Rondon percebeu que Sanka estava falando a verdade, já estava próximo ao rio Jamari.
Zk – Na realidade onde foi que ele encontrou o Sanka? Antônio Ocampo – Foi no Rio Pardo. Ele sai margeando esse rio e alcança o rio Jamari já cheio de seringueiros, foi aí que ele ficou sabendo que o rio Jaci Paraná ficava muito distante do rio Jamari e que seria uma viagem perdida se ele, Rondon, quisesse fazer novamente essa empreitada.
Zk – Por que?
Antônio Ocampo – Quando eles chegaram ao rio Pardo e se deparam com um casal de seringueiros, estavam completamente nus e altamente debilitados. Todos eles doentes, só no osso e na pele.
Zk – Nós já estamos no rio Jamari. E como foi que ele chegou a Presidente Pena hoje Ji-Paraná. É verdade que quando Rondon chegou ali já existia uma Vila?
Antônio Ocampo – Não! Historicamente existiam seringueiros sim, mas não no ponto onde hoje é a cidade de Ji-Paraná. Existiam seringueiros próximos ao rio Madeira, mas, não tão dentro assim a ponto de estarem aonde é hoje a cidade de Ji-Paraná.
Zk – E o que existia, o que ele encontrou quando chegou ao local onde hoje é a cidade de Ji Paraná?
Antônio Ocampo – Encontrou uma ótima localização, por isso, ele então instalou uma estação telegráfica naquela margem do rio Ji-Paraná e colocou o nome de Presidente Pena.
Zk – Você sabe dizer por que Presidente Pena?
Antônio Ocampo – Foi uma homenagem ao presidente da república Afonso Pena que criou a Comissão Rondon e que morreu no inicio de 1909, daí Rondon quis homenageá-lo dando seu nome aquela estação “Presidente Pena”.
Zk – Você tem a data da chegada de Rondon à hoje cidade de Ji Paraná?
Antônio Ocampo – Foi em setembro de 1909. O dia certo nós não podemos dizer, até porque, quando ele alcançou o rio Machado, ele então percebeu que era um rio de grande porte e margeou esse rio por muito tempo, por vários dias, até conseguir atravessar num estreito.
Zk – Isso quer dizer que a cidade de Ji-Paraná pode festejar seu centenário no próximo mês de setembro?
Antônio Ocampo – Eu acredito que, como a estação só foi inaugurada em 1911 temos ainda dois anos para festejar realmente o centenário da cidade de Ji Paraná.
Zk – Por falar nisso, qual foi a primeira estação inaugurada por Rondon em terras do hoje estado de Rondônia?
Antônio Ocampo – A primeira estação foi a de Vilhena numa das áreas mais bonitas do nosso estado. Ali ele encontrou tantos rios que disse, “nunca viu tanta água, num pedaço de terreno tão pequeno”. Ele então privilegia aquela região, como uma de suas bases. Ele gostava muito daquela região, tanto é, que quando ele vinha pra cá ficava dias e dias em Vilhena.
Zk – As demais estações?
Antônio Ocampo – Em seguida inaugura a Ji-Paraná, Jaru, Karitiana que fica entre Jaru e Ariquemes e só em 1914 que ele inaugura quatro estações de grande porte, que são: a de Presidente Médice; Ariquemes, Karitiana e a de Santo Antônio em 1º de janeiro de 1915.
Zk – Nas duas primeiras expedições ele sofreu muito ataque de índios principalmente dos Nhambiquaras quando estava em busca do rio Juruena?
Antônio Ocampo – Em 1907, quando ele encontrou o Juruena passou dois dias lá descansando, porque sabia que a volta ia ser muito difícil. Ele já tinha encontrado vestígios dos Nhambiquaras que eram índios altamente arredios. Rondon e seus companheiros tinham muito medo de um ataque a qualquer momento. Uma hora depois que eles saíram do Juruena os índios atacaram e Rondon foi o principal alvo, tanto que ele recebeu uma flechada no peito e só escapou por causa da bandoleira da sua espingarda.
Zk – É verdade que em virtude dessa flechada ele atirou nos índios?
Antônio Ocampo – Na verdade ele quis reagir, mas pensou imediatamente e deu dois tiros pra cima e seus companheiros também deram tiros pra cima e quiseram revidar e Rondon não deixou. Foi daí que nasceu a paixão de Rondon pelos índios verdadeiramente.
Zk – E quando foi que Rondon conseguiu a aproximação com os Nhambiquaras?
Antônio Ocampo – Os atuais antropólogos dizem que Rondon foi o maior matador de índio.
Zk – Foi?
Antônio Ocampo – Na verdade, o Brasil não teria mais indígena. Não teríamos terras indígenas hoje demarcadas. Foi o Rondon que lutou junto ao governo brasileiro e ao exército para que as terras indígenas fossem demarcadas. O contato com os Nhambiquaras propriamente dito, só veio ocorrer com a inauguração da estação de Vilhena e José Bonifácio em 1911.
Zk – Quando Rondon chega a Santo Antônio ele não se decepcionou ao ver que a região já era dotada inclusive de serviço de rádio telegrafo sem fio?
Antônio Ocampo – Já escrevi a esse respeito em outros artigos onde digo o seguinte: Rondônia tem três grandes obras que não serviram na sua totalidade para aquilo que foram construídas. A primeira foi o Forte Príncipe da Beira; que antes dele ser inaugurado é selada a paz entre as duas maiores potências da época Portugal e Espanha então o Forte nunca deu um tiro. A segunda grande obra que também não serviu pra muita coisa, foi a própria Madeira Mamoré, porque o potencial da borracha até 1912 era da Amazônia, quando a exportação asiática começa a entrar no mercado europeu e americano enfraquece a borracha da Amazônia e a nossa Madeira Mamoré já nasce morta. A terceira grande obra: Infelizmente as linhas telegráficas passaram por esse mesmo drama. Quando ela é inaugurada em 1915 a Madeira Mamoré já tinha o serviço de rádio. Isso realmente deixou Rondon decepcionado, tanto que o governo brasileiro deixou de estender as linhas telegráficas até aonde elas tinhas que chegar que era a região do Acre do Purus e de Manaus e ficou aqui em Guajará- Mirim. O lugar mais longínquo que a linha telegráfica chegou foi Guajará-Mirim.
Zk – Bom! Quando foi que Rondon conseguiu chegar ao rio Madeira com sua linha telegráfica?
Antônio Ocampo – Como já disse, a idéia dele era chegar ao Madeira via rio Jaci - Paraná e como vimos não foi possível porque as cartas geográficas que ele tinha estavam erradas. Então, ele sai no Madeira via rio Jamari justamente no dia 25 de dezembro de 1909. Em São Carlos ele passa três dias descansando e então sai rumo a Santo Antônio e dá ordem para que aquela equipe que estava em Jaci esperando-o com todos os mantimentos regressasse para Santo Antônio.
Zk – Você sabe se o governo do estado de Rondônia está programando alguma festa relativa ao centenário da chegada de Rondon a Rondônia?
Antônio Ocampo – Há um ano eu propus à Secel que se montasse um grande evento já que o Mato Grosso fez em 2007/2008 e nós de Rondônia por sermos o único estado brasileiro que leva o nome de um homem brasileiro, temos por respeito a esse fato histórico e a esse homem que comandou pessoas de bem, deveríamos fazer um festejo em comemoração ao centenário de sua passagem por nossa região.
Zk – E o resultado dessa sugestão?
Antônio Ocampo – O secretário Jucélis acatou e levou a idéia adiante, então o governo de Rondônia está sim fazendo um evento que a meu ver, merecia muito mais, do que o que está se propondo. Acho que deveríamos ter um evento que envolvesse a população de Rondônia para que ela tomasse pé de o porquê Rondon é tão esquecido. Nós de Rondônia não damos crédito a esses heróis. O Acre dá o maior valor a Chico Mendes cuja história não cabe em quatro páginas de um livro. A história de Rondon é incompleta até hoje. Acho que esse centenário que começa agora dia quatro de maio e se estende até dezembro, tem muito tempo para que os governos, as prefeituras dessas cidades que devem a Rondon sua existência, organizem alguma coisa para lembrar a chegada de Rondon em terras de Rondônia.
Zk – O que já existe programado por parte do governo estadual?
Antônio Ocampo – Existe através da Casa Civil do Gabinete do Governador o agraciamento com a Medalha do Mérito Rondon a várias personalidades nacionais e estaduais. Vamos ter exposições que vão andar o estado todo, um musical que também vai acompanhar essa exposição e nessas localidades o governador fará entrega dessas medalhas.
Zk – Vamos começar a encerrar essa entrevista. Porém precisamos saber o porque em nenhuma publicação sobre a obra de Rondon, é citado o nome de Aluízio Pinheiro Ferreira o criador do Território Federal do Guaporé hoje estado de Rondônia. Já que dizem, ele, Aluízio, fez parte da Comissão Rondon?
Antônio Ocampo – Apenas os historiadores de Rondônia, colocam Aluízio Ferreira até como o homem que salvou Rondon do ostracismo no governo do Getúlio Vargas. Não é tanto assim. Rondon em 1930 quando foi preso pelo governo Vargas porque não aceitou fazer parte do governo e para Vargas era muito importante sua adesão, uma vez que Rondon já era famoso ou respeitado no mundo todo.
Zk – E o Aluízio Ferreira?
Antônio Ocampo – Em 1929, Aluízio Ferreira se encontra com Rondon no Rio de Janeiro. Acontece que Aluízio havia fugido do exército na época do tenentismo e foi se esconder nos seringais do Vale do Guaporé e então conheceu alguma realidade daquela região principalmente de alguns grupos indígenas e ele então leva esse relatório a Rondon. Rondon passou a admirar um homem que também gostava da causa indígena. Rondon então abrigou Aluízio Ferreira em sua Comissão, lhe dando todo amparo possível. Quando veio o golpe de trinta o Aluízio ao invés de acompanhar Rondon não, passa a acompanhar Getúlio Vargas. Rondon com certeza não gostou dessa atitude de Aluízio Ferreira, tanto, que nunca citou o nome de Aluízio Ferreira em nenhuma de suas declarações. Acho que ele considerava o Aluízio Ferreira um traidor.
Zk – Você tem um livro sobre Rondon pronto. Quando vai acontecer o lançamento dessa obra?
Antônio Ocampo – Essa obra é sobre os acontecimentos da Comissão durante o ano de 1909, quer dizer, sobre a chegada de Rondon em terras que hoje formam o estado de Rondônia. Estamos aguardando um determinado apoio porque ele vai ter 120 fotografias, cada uma, no seu lugar historicamente, para que os nossos estudantes conheçam não só a história de Rondon, mas, a realidade do que era essa região naquele tempo. Região que era colocada no mapa do Brasil até 1909, como região desconhecida!
Fonte: O Observador
sábado, 25 de abril de 2009
22 de abril - Dia da Terra : comemoração visa consciência e preservação do meio ambiente
O Dia da Terra foi comemorado dia 22.04. Criado em 1970, quando Gaylord Nelson, ativista ambiental norte-americano (representante no senado) convocou o primeiro protesto nacional (participaram duas mil universidades, dez mil escolas básicas e sedundárias e centenas de comunidades) contra a poluição, com o objetivo de se criar uma agenda ambiental. Como resultado criou-se a “Environmental Protection Agency” e decretaram-se uma série de leis de proteção ambiental.A partir de 1990, outros países passaram a celebrar a data. O Dia da Terra vem ganhando cada vez mais destaque desde que foi criado . Este ano, mais de 500 milhões de pessoas comemoraram o Dia da Terra em 85 países.
"Juntos pelo Dia da Terra – você faz diferença”. Foi com este lema que Brasília participou da comemoração internacional do Dia da Terra, realizada no Parque Nacional de Brasília (Parque da Água Mineral)em 22 de abril. O evento teve como objetivo despertar a consciência de todos para a preservação e a conservação do meio ambiente em nosso planeta. No Parque Nacional, os visitantes puderam participar de uma série de atividades educativas, de uma exposição sobre o meio ambiente, contando com especialistas disponíveis para informar e tirar dúvidas, exibição de fotografias, vídeos, músicas, além da distribuição de brindes. O evento foi organizado pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), Embaixada dos Estados Unidos, Administração do Parque Nacional de Brasília, Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (IBAMA) e Ministério do Meio Ambiente (MMA).
O Presidente americano, Barack Obama, anunciou também que os Estados Unidos irão avançar com uma “revolução” energética para pôr fim à dependência externa de petróleo e para combater as alterações climáticas, noticiou a AFP.
O Presidente defendeu ardentemente uma nova economia impulsionada pelas energias renováveis, particularmente pela energia eólica. “Os Estados Unidos demoraram demasiado a participar neste processo. (...) Convidamos os outros países a juntarem-se a nós para que possamos tratar deste problema em conjunto”, disse, reafirmando o seu desejo de ver as emissões de dióxido de carbono diminuir cerca de 80 por cento até 2050.
Barack Obama comemorou o Dia da Terra em Maytag, uma fábrica em Newton, no estado de Iowa, que cessou a actividade como produtor de electrodomésticos para se converter na Trinity Structural Towers, que produz equipamentos de energia eólica.
Obama recordou ainda o peso que a importação de petróleo tem no défice comercial dos Estados Unidos e que uma diversificação dos recursos energéticos poderá significar a criação de milhares de postos de trabalho.
Simultaneamente, o tema das energias renováveis era discutido no Congresso, com particular ênfase no papel dos Estados Unidos no enquadramento mundial, de acordo com a Reuters. Todd Stern, principal representante dos Estados Unidos para as negociações para limitar as alterações climáticas, disse que os esforços mundiais para combater o aquecimento global não terão qualquer efeito se os Estados Unidos não criarem uma legislação que limite a emissão de gases que aumentem o efeito de estufa.
Em Dezembro realizar-se-á uma reunião que terá lugar em Copenhaga, com países de todo o mundo para criar um novo plano para abordar as mudanças climáticas, sucessor do protocolo de Quioto.
"Que o nosso tempo seja lembrado pelo despertar de uma nova reverência face à vida, pelo compromisso firme de alcançar a sustentabilidade, a intensificação da luta pela justiça e pela paz, e a alegre celebração da vida." - Carta da Terra.(A carta da terra pode ser lida no site: www.fundacaonatureza.org.br.
"Juntos pelo Dia da Terra – você faz diferença”. Foi com este lema que Brasília participou da comemoração internacional do Dia da Terra, realizada no Parque Nacional de Brasília (Parque da Água Mineral)em 22 de abril. O evento teve como objetivo despertar a consciência de todos para a preservação e a conservação do meio ambiente em nosso planeta. No Parque Nacional, os visitantes puderam participar de uma série de atividades educativas, de uma exposição sobre o meio ambiente, contando com especialistas disponíveis para informar e tirar dúvidas, exibição de fotografias, vídeos, músicas, além da distribuição de brindes. O evento foi organizado pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), Embaixada dos Estados Unidos, Administração do Parque Nacional de Brasília, Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (IBAMA) e Ministério do Meio Ambiente (MMA).
O Presidente americano, Barack Obama, anunciou também que os Estados Unidos irão avançar com uma “revolução” energética para pôr fim à dependência externa de petróleo e para combater as alterações climáticas, noticiou a AFP.
O Presidente defendeu ardentemente uma nova economia impulsionada pelas energias renováveis, particularmente pela energia eólica. “Os Estados Unidos demoraram demasiado a participar neste processo. (...) Convidamos os outros países a juntarem-se a nós para que possamos tratar deste problema em conjunto”, disse, reafirmando o seu desejo de ver as emissões de dióxido de carbono diminuir cerca de 80 por cento até 2050.
Barack Obama comemorou o Dia da Terra em Maytag, uma fábrica em Newton, no estado de Iowa, que cessou a actividade como produtor de electrodomésticos para se converter na Trinity Structural Towers, que produz equipamentos de energia eólica.
Obama recordou ainda o peso que a importação de petróleo tem no défice comercial dos Estados Unidos e que uma diversificação dos recursos energéticos poderá significar a criação de milhares de postos de trabalho.
Simultaneamente, o tema das energias renováveis era discutido no Congresso, com particular ênfase no papel dos Estados Unidos no enquadramento mundial, de acordo com a Reuters. Todd Stern, principal representante dos Estados Unidos para as negociações para limitar as alterações climáticas, disse que os esforços mundiais para combater o aquecimento global não terão qualquer efeito se os Estados Unidos não criarem uma legislação que limite a emissão de gases que aumentem o efeito de estufa.
Em Dezembro realizar-se-á uma reunião que terá lugar em Copenhaga, com países de todo o mundo para criar um novo plano para abordar as mudanças climáticas, sucessor do protocolo de Quioto.
"Que o nosso tempo seja lembrado pelo despertar de uma nova reverência face à vida, pelo compromisso firme de alcançar a sustentabilidade, a intensificação da luta pela justiça e pela paz, e a alegre celebração da vida." - Carta da Terra.(A carta da terra pode ser lida no site: www.fundacaonatureza.org.br.
domingo, 19 de abril de 2009
Dia 19/04 - Dia do Indio - Documentário investiga massacre de índios isolados em Rondônia
Diretor demorou nove anos para encontrar sobreviventes.
Filme será exibido no festival. É Tudo Verdade - A ocupação da Amazônia pelo homem branco causou inúmeros conflitos com os habitantes originais dessa região, os indígenas, que quase sempre levaram a pior na disputa.
O festival de documentários - É Tudo Verdade - traz um filme que investiga um desses episódios de barbárie: o massacre, em 1985, de um grupo de índios isolados (que não tinha contato com os brancos) que vivia no sul de Rondônia. terra foi dividida para colonização nos anos 70 e nela foram estabelecidas grandes propriedades rurais. “Conversei com a firma que demarcou a gleba e os índios foram encontrados já na quela época. Duas equipes chegaram a largar a demarcação. Ela deveria ter sido interrompida”, diz Vincent Carelli, diretor de ‘Corumbiara’, que pesquisou o massacre durante 20 anos.Levamos 9 anos para achar os sobreviventes e mais 2 para encontrar outros índios que soubessem falar sua língua para que pudéssemos nos comunicar com eles”, conta o diretor. O primeiro contato foi em 1995. “No massacre morreram entre oito e dez pessoas, e outras sete sobreviveram”, diz Carelli. “Dois dos sobreviventes têm marcas de bala”.
Ninguém foi condenado pelo massacre, mas o cineasta, que antes trabalhava na Fundação Nacional do Índio (Funai), tem esperança de que se faça justiça: “Na época não houve investigação, mas o crime de genocídio não prescreve”.
Assista trailler do filme:
http://video.globo.com/Videos/Player/Entretenimento/0,,GIM988946-7822-ASSISTA+AO+TRAILER+DO+FILME+CORUMBIARA,00.html
Fonte:Globo.com
Filme será exibido no festival. É Tudo Verdade - A ocupação da Amazônia pelo homem branco causou inúmeros conflitos com os habitantes originais dessa região, os indígenas, que quase sempre levaram a pior na disputa.
O festival de documentários - É Tudo Verdade - traz um filme que investiga um desses episódios de barbárie: o massacre, em 1985, de um grupo de índios isolados (que não tinha contato com os brancos) que vivia no sul de Rondônia. terra foi dividida para colonização nos anos 70 e nela foram estabelecidas grandes propriedades rurais. “Conversei com a firma que demarcou a gleba e os índios foram encontrados já na quela época. Duas equipes chegaram a largar a demarcação. Ela deveria ter sido interrompida”, diz Vincent Carelli, diretor de ‘Corumbiara’, que pesquisou o massacre durante 20 anos.Levamos 9 anos para achar os sobreviventes e mais 2 para encontrar outros índios que soubessem falar sua língua para que pudéssemos nos comunicar com eles”, conta o diretor. O primeiro contato foi em 1995. “No massacre morreram entre oito e dez pessoas, e outras sete sobreviveram”, diz Carelli. “Dois dos sobreviventes têm marcas de bala”.
Ninguém foi condenado pelo massacre, mas o cineasta, que antes trabalhava na Fundação Nacional do Índio (Funai), tem esperança de que se faça justiça: “Na época não houve investigação, mas o crime de genocídio não prescreve”.
Assista trailler do filme:
http://video.globo.com/Videos/Player/Entretenimento/0,,GIM988946-7822-ASSISTA+AO+TRAILER+DO+FILME+CORUMBIARA,00.html
Fonte:Globo.com
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Recebi essa mensagem abaixo de uma pessoa querida,texto este,que representa realmente o significado da PÁSCOA.
A TODOS OS USUÁRIOS DESSE BLOG UMA FELIZ PÁSCOA E QUE O VERDADEIRO SIGNIFICADO DA PÁSCOA ENCONTRE EM SEUS CORAÇÕES A PAZ QUE CRISTO QUIS NOS DAR...

PÁSCOA HOJE E SEMPRE
Sá de Freitas
A PÁSCOA SIMBOLIZA A RESSURREIÇÃO:
Ressuscitemos então aquele perdão já sem vida no âmago da nossa alma e que alguém por ele, talvez, esteja esperando com tanta ansiedade; Ressuscitemos aquela fração de amor que está inerme em nosso coração e a distribuamos àquela criança, aquele idoso, aquele faminto, aquele que dorme ao relento e que, evidentemente, estão muito carentes; Ressuscitemos a caridade que, diante das ingratidões, deve estar morta e que, por falta dela, muitas pessoas por certo estão parecendo.
A PÁSCOA SIMBOLIZA LIBERTAÇÃO:
Libertemos-nos, sem demora, do ódio, das mágoas e de todas as mazelas que viçam em nós; Livremos-nos daquela desilusão, daquela revolta, da quela inconformação e daquela desesperança que teimam em habitar o nosso íntimo; Quebremos os elos da corrente que nos prende ao passado triste, a trazer recordações doídas.
A PÁSCOA SIMBOLIZA RENOVAÇÃO
Renovemos em nós, o mais breve possível, a fé, a esperança, os sonhos, a vontade de viver, a autoestima e, principalmente, o desejo de servirmos a Deus e aos nossos semelhantes.
A PÁSCOA SIMBOLIZA ABUNDÂNCIA
Transbordemos, agora, o nosso coração de paz, a nossa alma de alegria, a nossa mente de bons pensamentos e as nossas mãos de dádivas, para que o Pai Eterno também transborde a nossa vida de bênçãos. Entretanto... façamos com que a PÁSCOA seja hoje e sempre o exemplo Divino, para prosseguirmos no caminho dos nossos atos, a fim de que não venha a se limitar apenas em simbologias, apresentadas por essa data em que comemoramos a RESSURREIÇÃO DO DIVINO MESTRE.
FELIZ PÁSCOA PARA VOCÊ E PARA TODA A SUA FAMÍLIA.
A TODOS OS USUÁRIOS DESSE BLOG UMA FELIZ PÁSCOA E QUE O VERDADEIRO SIGNIFICADO DA PÁSCOA ENCONTRE EM SEUS CORAÇÕES A PAZ QUE CRISTO QUIS NOS DAR...

PÁSCOA HOJE E SEMPRE
Sá de Freitas
A PÁSCOA SIMBOLIZA A RESSURREIÇÃO:
Ressuscitemos então aquele perdão já sem vida no âmago da nossa alma e que alguém por ele, talvez, esteja esperando com tanta ansiedade; Ressuscitemos aquela fração de amor que está inerme em nosso coração e a distribuamos àquela criança, aquele idoso, aquele faminto, aquele que dorme ao relento e que, evidentemente, estão muito carentes; Ressuscitemos a caridade que, diante das ingratidões, deve estar morta e que, por falta dela, muitas pessoas por certo estão parecendo.
A PÁSCOA SIMBOLIZA LIBERTAÇÃO:
Libertemos-nos, sem demora, do ódio, das mágoas e de todas as mazelas que viçam em nós; Livremos-nos daquela desilusão, daquela revolta, da quela inconformação e daquela desesperança que teimam em habitar o nosso íntimo; Quebremos os elos da corrente que nos prende ao passado triste, a trazer recordações doídas.
A PÁSCOA SIMBOLIZA RENOVAÇÃO
Renovemos em nós, o mais breve possível, a fé, a esperança, os sonhos, a vontade de viver, a autoestima e, principalmente, o desejo de servirmos a Deus e aos nossos semelhantes.
A PÁSCOA SIMBOLIZA ABUNDÂNCIA
Transbordemos, agora, o nosso coração de paz, a nossa alma de alegria, a nossa mente de bons pensamentos e as nossas mãos de dádivas, para que o Pai Eterno também transborde a nossa vida de bênçãos. Entretanto... façamos com que a PÁSCOA seja hoje e sempre o exemplo Divino, para prosseguirmos no caminho dos nossos atos, a fim de que não venha a se limitar apenas em simbologias, apresentadas por essa data em que comemoramos a RESSURREIÇÃO DO DIVINO MESTRE.
FELIZ PÁSCOA PARA VOCÊ E PARA TODA A SUA FAMÍLIA.
segunda-feira, 30 de março de 2009
JECA TATU - MONTEIRO LOBATO
Jeca Tatu é um personagem criado por Monteiro Lobato em sua obra Urupês contendo doze historias baseado no trabalhador rural paulista. Simboliza a situação do caboclo brasileiro, abandonado pelos poderes públicos às doenças seu atraso e à indigência. "Jeca Tatu não é assim, ele está assim". A frase de Monteiro Lobato, sobre um dos seus mais populares personagens, refere sua obra para além das estórias infantis e incomoda a elite intelectual da época, acostumada a uma visão romântica do homem do campo. Jeca Tatu, um caipira de barba rala e calcanhares rachados – porque não gostava de usar sapatos, era pobre, ignorante e averso aos hábitos de higiene urbanos. Morava na região do Vale do Paraíba (SP), distinta por seu atraso. O trabalho do escritor voltado para várias questões sociais, dentre elas a saúde pública no país, repercute na política e na campanha sanitarista da década de 1920, denunciando a precariedade da saúde das populações rurais, com impacto na redefinição das atribuições do governo no campo da saúde. Num primeiro momento, em artigos publicados no jornal O Estado de São Paulo, (1914), Lobato pensa o caboclo como uma praga nacional: funesto parasita da terra (...) homem baldio, inadaptável à civilização (...), responsabilizando-o pelos problemas da agricultura. A história do Jeca Tatu relaciona-se com a de Lobato. Segundo seus biógrafos, em 1911 ele herda do avô a fazenda Buquira, no Vale do Paraíba (SP), tornando-se fazendeiro. Desentende-se com empregados e cria uma figura desqualificada do caipira, considera-o preguiçoso demais para promover melhorias no seu modus vivendi. No entanto, no bojo das campanhas sanitaristas, Monteiro Lobato modifica sua análise do problema: Pobre Jeca. Como és bonito no romance e feio na realidade., transformando-o num novo símbolo de brasilidade. Não por acaso, em 1924, foi criado o personagem radiofônico Jeca Tatuzinho, que ensinava noções de higiene e saneamento às crianças.(Fonte:net.com)
domingo, 29 de março de 2009
As crianças e a violência na Televisão

"Há uma ligação óbvia entre a ocorrência de violência na Sociedade e a tematização e representação da mesma na midia. Mas qual a natureza da ligação? Que causalidade é envolvida? A mídia espelha simplesmente a violência real da sociedade? Ou causam-na e contribuem para ela?
Uma mensagem preocupante que a Televisão nos vende progressivamente é a de que a violência é aceitável. A Televisão diz que a violência é trivial, lugar comum, de todos os dias, mundana. Faz parte da vida, é normal. É parte da nossa cultura moderna. E também pode ser divertida (de uma forma doentia e irônica).
A Televisão também ensina algo ainda mais corruptível – que a inteligência está fora de moda e que a força bruta é que está a dar. A moralidade está ultrapassada. Os policiais são estúpidos e os criminosos é que são os espertos. Há uma selva lá fora, envolvendo homens, mulheres e crianças e, no entanto, está tudo bem.
Vivemos numa era de crimes progressivos de violência contra pessoas e propriedades, desde o abuso de crianças a esposas (ou maridos), violência nos jogos de futebol, vandalismo contra idosos ou outras pessoas indefesas por um simples punhado de moedas.
A Televisão é simplesmente a nossa maior influência. Muitos jovens praticaram milhares de crimes representados na Televisão quando atingiram a idade de 18 anos. Não é despropositado assumir, fazendo um balanço de probabilidade, que esta preocupação com a violência está intimamente ligada a efeitos prejudiciais.
A violência na Televisão é enfeitiçadora e memorável. Uma cena que dura apenas alguns segundos – transmitida numa pequena parte de um programa – pode ser recordada a longo prazo mais do qualquer outra cena da história. A violência possui uma mensagem muito contagiosa e produz frequentemente um efeito direto.As crianças imitam frequentemente as cenas violentas dos filmes.
As crianças imitam o que veem. Elas transformam isso em jogos, magoando outras crianças. A violencia brutaliza. Torna as pessoas rudes e deprime os outros. O seu impacto é aniquilador e corruptível. A violência na Televisão não é só agressão infantil física ou verbal, tal como bater em alguém. Ela representa formas diretas e sérias de agressão. Por exemplo, disparar um revólver sobre alguém, atacar uma vítima com um faca, atear fogo num edifício, cortar alguém com uma garrafa partida são cenas drásticas produzidas para dar efeitos visuais.A arma de fogo é um dos instrumentos mais presentes nos filmes de violência.
Alguns produtores de Televisão, diretores de filmes, riem das preocupações acerca da violência. Dizem: "É realista. Reflete a realidade. É o que os espectadores querem. Não precisa de ver isso, precisa? Pode sempre desligar o televisor".
Mas não se tem muita escolha, principalmente quando estas cenas não são esperadas. Não se compra um televisor para mantê-lo desligado. Não se pode "desligar" a mente ou abster-se de algo desagradável que está a ser transmitido a cada momento. Os pais não podem estar presentes a todo o instante para assistir com as crianças aos programas infantis durante as horas que elas dispõem, nem devem."
A prevalência da violência na sociedade é um problema complexo que não será resolvido facilmente. Investigadores referem constantemente que a violência na mídia é apenas uma manifestação do grande fascínio da sociedade pela violência. Contudo, a violência na mídia não é apenas um reflexo da violência na sociedade, é também um contributo. Se a nossa nação deseja produzir gerações futuras de adultos produtivos que rejeitem a violência como um meio de resolver problemas, temos de reafirmar o papel vital do Governo em proteger os seus cidadãos mais vulneráveis e, juntos, trabalhar para que a mídia faça parte dessa solução.
Fonte: Ana Lúcia de Oliveira Morais
4º Ano do Curso de Comunicação Social
4º Ano do Curso de Comunicação Social
Leia mais sobre o tema "Violência e TV" nos links ao lado,
sábado, 21 de março de 2009
Dia Mundial da água

Dia 22 de março é a data escolhida pela Organização das Nações Unidas para celebrar o Dia Mundial da Água. Mais do que uma comemoração, é um momento para conscientizar a população do planeta a respeito dos problemas relativos à escassez deste elemento indispensável à vida. Cerca de dois terços do corpo humano são constituídos de água, assim como a superfície terrestre, que tem dois terços de sua composição líquida. É o elemento que melhor simboliza a essência humana. No entanto, embora a Terra seja conhecida como o "planeta azul", a água disponível para consumo não é tão abundante como se pode imaginar.
A previsão de água doce está diminuindo a nível mundial. O Brasil é um país privilegiado ,pois aqui estão 11,6% de toda a água doce do planeta. Aqui também se encontra o Rio Amazonas e parte do reservatório subterrâneo do planeta o Sistema Aquífero Guarani no entanto,a água está mal distribuída: 70% da água doce do Brasil estão no Amazônas,onde vivem 7% da população e 3% de água para o Nordeste. Em Pernambuco apenas 1.310 litros de água por ano por habitantes e no Distrito Federal é de 1,700 litros de água, quando o recomendado é 2.000.
•Do total de água no mundo 97,6% é salgada e apenas 2,4% é doce e 0,85 é considerada potável.
•A quantidade de água doce produzida pelo ciclo hidrológico é a mesma de 1950 e deverá ser a mesma de 2050.
•Em 2050,4,2 bilhões de pessoas estarão vivendo com menos de 50 litros de água.
•Hoje 1,1 bilhão de pessoas já não tem acesso a água limpa.
•54% das reservas de água doce são utilizadas por ano em 2050 deve subir para 70% com o crescimento populacional.
•50% do esgoto paulistano é tratado, de acordo com o Instituto Ambiental Vidágua, de Bauru.
A Terra está distribuída há cerca de 1.360.000.000 km³ de água que são atribuídas das seguintes formas:
•1320.000.000 km³ (97%) são água do mar.
•40.000.000 km³ (3%) são água doce.
•2500.000.000 km³ (1,8) como gelo.
•1300.000.000 km³(0,96%) como água subterrânea.
•250.000 km³ (0,02%) em lagos e rios
•13.000km³(0,0001%) como vapor de água.
Escassez de água dificultará combate a fome
O agravamento da escassez de água dificultará o combate da fome no mundo. O motivo é a falta de água para produção de alimentos. Alguns países já são obrigados a escolher entre produzir alimentos ou levar a água para a população das cidades beber.Portanto vale uma reflexão:Até quando vamos continuar desperdiçando água nas nossas atividades do dia a dia?
PARE!!!!!
PENSE!!!!!!!
REFLITA!!!!!!!!
A previsão de água doce está diminuindo a nível mundial. O Brasil é um país privilegiado ,pois aqui estão 11,6% de toda a água doce do planeta. Aqui também se encontra o Rio Amazonas e parte do reservatório subterrâneo do planeta o Sistema Aquífero Guarani no entanto,a água está mal distribuída: 70% da água doce do Brasil estão no Amazônas,onde vivem 7% da população e 3% de água para o Nordeste. Em Pernambuco apenas 1.310 litros de água por ano por habitantes e no Distrito Federal é de 1,700 litros de água, quando o recomendado é 2.000.
•Do total de água no mundo 97,6% é salgada e apenas 2,4% é doce e 0,85 é considerada potável.
•A quantidade de água doce produzida pelo ciclo hidrológico é a mesma de 1950 e deverá ser a mesma de 2050.
•Em 2050,4,2 bilhões de pessoas estarão vivendo com menos de 50 litros de água.
•Hoje 1,1 bilhão de pessoas já não tem acesso a água limpa.
•54% das reservas de água doce são utilizadas por ano em 2050 deve subir para 70% com o crescimento populacional.
•50% do esgoto paulistano é tratado, de acordo com o Instituto Ambiental Vidágua, de Bauru.
A Terra está distribuída há cerca de 1.360.000.000 km³ de água que são atribuídas das seguintes formas:
•1320.000.000 km³ (97%) são água do mar.
•40.000.000 km³ (3%) são água doce.
•2500.000.000 km³ (1,8) como gelo.
•1300.000.000 km³(0,96%) como água subterrânea.
•250.000 km³ (0,02%) em lagos e rios
•13.000km³(0,0001%) como vapor de água.
Escassez de água dificultará combate a fome
O agravamento da escassez de água dificultará o combate da fome no mundo. O motivo é a falta de água para produção de alimentos. Alguns países já são obrigados a escolher entre produzir alimentos ou levar a água para a população das cidades beber.Portanto vale uma reflexão:Até quando vamos continuar desperdiçando água nas nossas atividades do dia a dia?
PARE!!!!!
PENSE!!!!!!!
REFLITA!!!!!!!!
A nova ortografia
Trema – desaparece em todas as palavras
Antes
Freqüente, lingüiça, agüentar
Agora
Frequente, linguiça, aguentar
* Fica o acento em nomes como Müller
Acentuação:
a) some o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas (as que têm a penúltima sílaba mais forte)
Antes
idéia, heróico, apóio, bóia, asteróide, Coréia, estréia, jóia, platéia, paranóia, jibóia, assembléia
Agora
ideia, heroico, apoio, boia, asteroide, Coreia, estreia, joia, plateia, paranoia, jiboia, assembleia
* Herói, papéis, troféu mantêm o acento (porque têm a última sílaba mais forte)
b) some o acento no i e no u fortes depois de ditongos (junção de duas vogais), em palavras paroxítonas
Antes
Baiúca, bocaiúva, feiúra
Agora
Baiuca, bocaiuva, feiura
* Se o i e o u estiverem na última sílaba, o acento continua como em: tuiuiú ou Piauí
c) some o acento circunflexo das palavras terminadas em êem e ôo (ou ôos)
Antes
Crêem, dêem, lêem, vêem, prevêem, vôo, enjôos
Agora
Creem, deem, leem, veem, preveem, voo, enjoos
d) some o acento diferencial
Antes
Pára, péla, pêlo, pólo, pêra, côa
Agora
Para, pela, pelo, polo, pera, coa
* Não some o acento diferencial em pôr (verbo) / por (preposição) e pôde (pretérito) / pode (presente). Fôrma, para diferenciar de forma, pode receber acento circunflexo
e) some o acento agudo no u forte nos grupos gue, gui, que, qui, de verbos como averiguar, apaziguar, arguir, redarguir, enxaguar
Antes
Averigúe, apazigúe, ele argúi, enxagúe você
Agora
Averigue, apazigue, ele argui, enxague você
Observação: as demais regras de acentuação permanecem as mesmas
Hífen – veja como ficam as principais regras do hífen com prefixos:
Usa-se hífen
I- Com prefixos
1) Nos vocábulos formados com todos os prefixos, quando o segundo elemento começar com h:
anti-higiênico, arqui-hipérbole, co-herdeiro, extra-hepático, geo-história, macro-história, mini-hotel, neo-humorismo, sobre-humano, super-homem, etc
Exceção: subumano (o segundo elemento perde o h).
2) Nos vocábulos em que o prefixo termina por vogal, e o segundo elemento começa com a mesma vogal:
Ex.: Ex.: anti-ibérico, arqui-inimigo, auto-observar, contra-ataque, eletro-ótica, infra-assinado, micro-ondas, semi-interno, supra-axilar.
Observação: O prefixo co-, aglutina-se em geral com o segundo elemento, mesmo que este comece por o: cooperação, coordenação.
3) Nos vocábulos com os prefixos circum- e pan-, cujo segundo elemento começar por m, n ou vogal:
Ex.:circum-navegação, pan-americano, circum-escolar.
4) Nos vocábulos com os prefixos hiper-, inter- e super, quando o segundo elemento iniciar por r:
Ex.: hiper-racional, inter-regional, super-real.
5) Nos vocábulos com os prefixos tônicos pós-, pré- e pró- (acentuados graficamente):
Ex.: pós-graduado, pré-adolescente, pró-americano.
6) Nos vocábulos com os prefixos ex-(quando significa estado anterior), sota-, soto- e vice:
Ex.: ex-marido, sota-ministro (vice-ministro), soto-piloto, vice-presidente.
7) Nos vocábulos com o prefixo sub-, quando o segundo elemento começar por b ou r:
Ex.: sub-base, sub-raça.
II - Com sufixos
8) Nos vocábulos terminados por sufixos de origem tupi-guarani com valor de adjetivo, como açu, guaçu e mirim, quando o primeiro elemento terminar em vogal acentuada ou quando a pronúncia assim o exigir:
Ex.: capim-açu, amoré-guaçu, anajá-mirim.
III- Com: além, aquém, recém, sem
9) Como primeiro elemento do vocábulo:
Ex.: além-mar, aquém-fronteira, sem-teto.
IV – Com bem
10) Como primeiro elemento do vocábulo em que o segundo elemento é começado por vogal ou h:
Ex.: bem-educado, bem-humorado.
Observações:
1) Quando o segundo elemento não for iniciado por p nem b, pode não haver aglutinação:
Ex.: bem-vindo; bem-criado, bem-falante, bem-visto.
2) Muitos são os casos em que o bem aparece aglutinado com o segundo elemento:
Ex.: benfeitor, benquerença, benfazejo, etc.
V- Com mal
11) Como primeiro vocábulo, se o segundo elemento começar por vogal ou h:
Ex.: mal-estar, mal-humorado.
VI – Nas palavras compostas
12) Que adquirem novo significado, mantendo o acento próprio:
Ex.: primeiro-ministro, decreto-lei, amor-perfeito, guarda-noturno.
13)Que designam espécies botânicas e zoológicas:
Ex.:bem-te-vi, couve-flor, andorinha-do-mar, batata-inglesa, feijão-verde.
VII – Para ligar duas ou mais palavras
14) Que ocasionalmente se combinam, formando encadeamentos vocabulares:
Ex.: ponte Rio-Niterói, ligação Angola-Moçambique.
Não se usa hífen
I – Com prefixos
1) Nos vocábulos com os prefixos des- e in-.
Se o segundo elemento começar por h, essa letra cai:
Ex.: desumano, inábil.
2) Nos vocábulos em que o prefixo termina em vogal, e o segundo elemento inicia por vogal diferente:
Ex.: antiaéreo, autoescola, coautor, autoinstrução, extraescolar, infraestrutura.
3) Nos vocábulos em que o prefixo termina por vogal, e o segundo elemento começa por letra diferente de r ou s:
Ex.: anteprojeto, supermercado, microcomputador, autopeça.
4) Nos vocábulos em que o prefixo termina em vogal, e o segundo elemento inicia por r ou s. Nesse caso, essas letras serão duplicadas:
Ex.: antirreligioso, contrarregra, minissaia, contrassenso, microssistema, multissecular.
II - Nas locuções
5) Substantivas, adjetivas, pronominais, adverbiais, prepositivas e conjuncionais:
Ex.: fim de semana, cor de vinho, nós mesmos, depois de amanhã, a fim de, uma vez que.
Observação: Há exceções de casos consagrados pelo uso:
Ex.: água-de-colônia, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, à queima-roupa.
O período de adaptação às novas regras é de quatro anos, ou seja, até 2012, tanto as normas antigas quanto as novas valem para qualquer situação. Independente de qualquer reforma oficial, o português falado no Brasil está sempre sendo modificado, moldado no dia-a-dia pelas necessidades dos usuários, e não, pelas regras gramaticais ou por acordos ortográficos,mas ecrever corretamente em muito o ajudará,pois a escrita formal em produções de texto e na vida profissional se faz necessário.
Referências:
REFORMA ortográfica da língua portuguesa: guia prático. Mercado Editorial, 2008. TUFANO, Douglas. Guia prático da nova ortografia. São Paulo: Melhoramentos, 2008.
Antes
Freqüente, lingüiça, agüentar
Agora
Frequente, linguiça, aguentar
* Fica o acento em nomes como Müller
Acentuação:
a) some o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas (as que têm a penúltima sílaba mais forte)
Antes
idéia, heróico, apóio, bóia, asteróide, Coréia, estréia, jóia, platéia, paranóia, jibóia, assembléia
Agora
ideia, heroico, apoio, boia, asteroide, Coreia, estreia, joia, plateia, paranoia, jiboia, assembleia
* Herói, papéis, troféu mantêm o acento (porque têm a última sílaba mais forte)
b) some o acento no i e no u fortes depois de ditongos (junção de duas vogais), em palavras paroxítonas
Antes
Baiúca, bocaiúva, feiúra
Agora
Baiuca, bocaiuva, feiura
* Se o i e o u estiverem na última sílaba, o acento continua como em: tuiuiú ou Piauí
c) some o acento circunflexo das palavras terminadas em êem e ôo (ou ôos)
Antes
Crêem, dêem, lêem, vêem, prevêem, vôo, enjôos
Agora
Creem, deem, leem, veem, preveem, voo, enjoos
d) some o acento diferencial
Antes
Pára, péla, pêlo, pólo, pêra, côa
Agora
Para, pela, pelo, polo, pera, coa
* Não some o acento diferencial em pôr (verbo) / por (preposição) e pôde (pretérito) / pode (presente). Fôrma, para diferenciar de forma, pode receber acento circunflexo
e) some o acento agudo no u forte nos grupos gue, gui, que, qui, de verbos como averiguar, apaziguar, arguir, redarguir, enxaguar
Antes
Averigúe, apazigúe, ele argúi, enxagúe você
Agora
Averigue, apazigue, ele argui, enxague você
Observação: as demais regras de acentuação permanecem as mesmas
Hífen – veja como ficam as principais regras do hífen com prefixos:
Usa-se hífen
I- Com prefixos
1) Nos vocábulos formados com todos os prefixos, quando o segundo elemento começar com h:
anti-higiênico, arqui-hipérbole, co-herdeiro, extra-hepático, geo-história, macro-história, mini-hotel, neo-humorismo, sobre-humano, super-homem, etc
Exceção: subumano (o segundo elemento perde o h).
2) Nos vocábulos em que o prefixo termina por vogal, e o segundo elemento começa com a mesma vogal:
Ex.: Ex.: anti-ibérico, arqui-inimigo, auto-observar, contra-ataque, eletro-ótica, infra-assinado, micro-ondas, semi-interno, supra-axilar.
Observação: O prefixo co-, aglutina-se em geral com o segundo elemento, mesmo que este comece por o: cooperação, coordenação.
3) Nos vocábulos com os prefixos circum- e pan-, cujo segundo elemento começar por m, n ou vogal:
Ex.:circum-navegação, pan-americano, circum-escolar.
4) Nos vocábulos com os prefixos hiper-, inter- e super, quando o segundo elemento iniciar por r:
Ex.: hiper-racional, inter-regional, super-real.
5) Nos vocábulos com os prefixos tônicos pós-, pré- e pró- (acentuados graficamente):
Ex.: pós-graduado, pré-adolescente, pró-americano.
6) Nos vocábulos com os prefixos ex-(quando significa estado anterior), sota-, soto- e vice:
Ex.: ex-marido, sota-ministro (vice-ministro), soto-piloto, vice-presidente.
7) Nos vocábulos com o prefixo sub-, quando o segundo elemento começar por b ou r:
Ex.: sub-base, sub-raça.
II - Com sufixos
8) Nos vocábulos terminados por sufixos de origem tupi-guarani com valor de adjetivo, como açu, guaçu e mirim, quando o primeiro elemento terminar em vogal acentuada ou quando a pronúncia assim o exigir:
Ex.: capim-açu, amoré-guaçu, anajá-mirim.
III- Com: além, aquém, recém, sem
9) Como primeiro elemento do vocábulo:
Ex.: além-mar, aquém-fronteira, sem-teto.
IV – Com bem
10) Como primeiro elemento do vocábulo em que o segundo elemento é começado por vogal ou h:
Ex.: bem-educado, bem-humorado.
Observações:
1) Quando o segundo elemento não for iniciado por p nem b, pode não haver aglutinação:
Ex.: bem-vindo; bem-criado, bem-falante, bem-visto.
2) Muitos são os casos em que o bem aparece aglutinado com o segundo elemento:
Ex.: benfeitor, benquerença, benfazejo, etc.
V- Com mal
11) Como primeiro vocábulo, se o segundo elemento começar por vogal ou h:
Ex.: mal-estar, mal-humorado.
VI – Nas palavras compostas
12) Que adquirem novo significado, mantendo o acento próprio:
Ex.: primeiro-ministro, decreto-lei, amor-perfeito, guarda-noturno.
13)Que designam espécies botânicas e zoológicas:
Ex.:bem-te-vi, couve-flor, andorinha-do-mar, batata-inglesa, feijão-verde.
VII – Para ligar duas ou mais palavras
14) Que ocasionalmente se combinam, formando encadeamentos vocabulares:
Ex.: ponte Rio-Niterói, ligação Angola-Moçambique.
Não se usa hífen
I – Com prefixos
1) Nos vocábulos com os prefixos des- e in-.
Se o segundo elemento começar por h, essa letra cai:
Ex.: desumano, inábil.
2) Nos vocábulos em que o prefixo termina em vogal, e o segundo elemento inicia por vogal diferente:
Ex.: antiaéreo, autoescola, coautor, autoinstrução, extraescolar, infraestrutura.
3) Nos vocábulos em que o prefixo termina por vogal, e o segundo elemento começa por letra diferente de r ou s:
Ex.: anteprojeto, supermercado, microcomputador, autopeça.
4) Nos vocábulos em que o prefixo termina em vogal, e o segundo elemento inicia por r ou s. Nesse caso, essas letras serão duplicadas:
Ex.: antirreligioso, contrarregra, minissaia, contrassenso, microssistema, multissecular.
II - Nas locuções
5) Substantivas, adjetivas, pronominais, adverbiais, prepositivas e conjuncionais:
Ex.: fim de semana, cor de vinho, nós mesmos, depois de amanhã, a fim de, uma vez que.
Observação: Há exceções de casos consagrados pelo uso:
Ex.: água-de-colônia, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, à queima-roupa.
O período de adaptação às novas regras é de quatro anos, ou seja, até 2012, tanto as normas antigas quanto as novas valem para qualquer situação. Independente de qualquer reforma oficial, o português falado no Brasil está sempre sendo modificado, moldado no dia-a-dia pelas necessidades dos usuários, e não, pelas regras gramaticais ou por acordos ortográficos,mas ecrever corretamente em muito o ajudará,pois a escrita formal em produções de texto e na vida profissional se faz necessário.
Referências:
REFORMA ortográfica da língua portuguesa: guia prático. Mercado Editorial, 2008. TUFANO, Douglas. Guia prático da nova ortografia. São Paulo: Melhoramentos, 2008.
sexta-feira, 20 de março de 2009
Redação: O "Monstro" do vestibular...
Especialistas garantem: um texto claro, conciso e objetivo é a arma mais poderosa para derrotar o fantasma da redação. Destaques dos jornais nacionais e internacionais, têm grandes chances de chegar ao vestibular devido estas notícias despertarem o interesse da opinião pública principalmente por suas características polêmicas . Ricardo Russo, explica que muitas faculdades optam por temas atemporais - como a influência da televisão no comportamento das pessoas ou o estresse de quem vive nos grandes centros urbanos. "Não há uma regra ou preceito técnico que determine a escolha do tema pelos organizadores da avaliação", explica. Por isso, o importante é estar preparado para as duas situações.O coordenador e Redação do curso Anglo Vestibulares, Francisco Platão Savioli, dá uma dica bem interessante para quem se deparar com um tema factual: a relação entre indivíduo e a sociedade. "Este é um subtema que serve como discussão para as notícias do dia a dia". Isto quer dizer que, uma das saídas para seu texto pode estar em abordar como as pessoas (indivíduos) reagem/estão reagindo/reagiram com relação ao fato em questão.
Estar por dentro de todos os possíveis temas de redação é uma boa pedida para enfrentar com mais tranqüilidade o "monstro" da Redação, o mais importante mesmo não é decorar o noticiário, mas, sim, ter paciência e atenção para não cometer erros básicos. A maioria dos candidatos não lêem com cuidado o enunciado do exercício e, por isso, não conseguem entregar o que os examinadores esperam. "Os alunos gastam pouco tempo na leitura do tema e não captam o que é pedido", afirma. Ele explica que os textos de apoio, disponíveis na grande maioria dos exames de vestibular devem ser encarados como subsídios para a elaboração das redações e não como uma perda de tempo. Mas não vá exagerar. Este material dever servir apenas para referência e não alternativa para redigir o texto. "O candidato deve usar a coletânea de textos, mas não colar as informações", conta.Russo aponta um erro ainda mais grave. "Além de não interpretar corretamente a proposta, os candidatos não organizam seus textos. Parece que eles entram em um processo de psicografia: abaixam a cabeça e saem escrevendo", descreve. Os dois especialistas avisam também que engana-se quem pensa que o principal objetivo de uma redação no vestibular é preencher as 20 ou 30 linhas solicitadas. "Não adianta ir escrevendo qualquer coisa. Os textos precisam ser claros, concisos, objetivos e, principalmente, conter informações, apresentar idéias", diz Russo.
Então, na hora da Redação, nada de preguiça. Leia com atenção o que está sendo pedido, organize suas idéias antes de sair escrevendo - faça um roteiro que indique por onde você vai começar, como irá desenvolver o tema e qual fecho dará para seu texto - e preste atenção na gramática e ortografia.
Fonte: uni-ersia
Estar por dentro de todos os possíveis temas de redação é uma boa pedida para enfrentar com mais tranqüilidade o "monstro" da Redação, o mais importante mesmo não é decorar o noticiário, mas, sim, ter paciência e atenção para não cometer erros básicos. A maioria dos candidatos não lêem com cuidado o enunciado do exercício e, por isso, não conseguem entregar o que os examinadores esperam. "Os alunos gastam pouco tempo na leitura do tema e não captam o que é pedido", afirma. Ele explica que os textos de apoio, disponíveis na grande maioria dos exames de vestibular devem ser encarados como subsídios para a elaboração das redações e não como uma perda de tempo. Mas não vá exagerar. Este material dever servir apenas para referência e não alternativa para redigir o texto. "O candidato deve usar a coletânea de textos, mas não colar as informações", conta.Russo aponta um erro ainda mais grave. "Além de não interpretar corretamente a proposta, os candidatos não organizam seus textos. Parece que eles entram em um processo de psicografia: abaixam a cabeça e saem escrevendo", descreve. Os dois especialistas avisam também que engana-se quem pensa que o principal objetivo de uma redação no vestibular é preencher as 20 ou 30 linhas solicitadas. "Não adianta ir escrevendo qualquer coisa. Os textos precisam ser claros, concisos, objetivos e, principalmente, conter informações, apresentar idéias", diz Russo.
Então, na hora da Redação, nada de preguiça. Leia com atenção o que está sendo pedido, organize suas idéias antes de sair escrevendo - faça um roteiro que indique por onde você vai começar, como irá desenvolver o tema e qual fecho dará para seu texto - e preste atenção na gramática e ortografia.
Fonte: uni-ersia
domingo, 15 de março de 2009
A leitura no mundo globalizado
Globalização é o crescimento da interdependência de todos os povos e países da superfície terrestre. Alguns falam em “aldeia global”, pois parece que o planeta está ficando menor e todos se conhecem através dos meios de comunicação. Mesmo não sendo recente, a globalização é fato histórico e tem acompanhado toda a história da humanidade.Na atual onda globalizante, temos a educação como o maior recurso para encararmos a nova estruturação do mundo. Sua finalidade é formar cidadãos capazes de analisar e compreender podendo intervir na realidade do mundo.Atualmente se faz necessário homens reflexivos, criadores e, acima de tudo, críticos, diante de todo contexto apresentado pela sociedade. Julga-se, então, que a escola, através da prática da leitura, possa contribuir de maneira efetiva para a formação de cidadãos como agentes da sua própria história.É necessário que a escola, os professores, o governo e a comunidade escolar como um todo, trabalhem juntos no sentido de melhorar o nível do ensino brasileiro, de forma que o aluno esteja informado à respeito de sua sociedade, e seja capaz de entendê-la para nela poder atuar transformando-a. E a leitura se constitui num grande passo, rumo a esta mudança.Daí a necessidade de que a escola proporcione o máximo de leitura ao aluno com textos mais variados possíveis, uma vez que é através dos diversos tipos de textos que os alunos irão conhecer um pouco mais sobre o mundo global. A escola deve estar consciente de que seu trabalho resultará na formação de pessoas aptas para empregar a leitura muito além das palavras, como leitura de mundo. Pesquisando sobre a globalização, podemos entendê-la como a interligação e a comunicação entre todos os povos, é um fenômeno que tem acompanhado toda a trajetória da humanidade.A revolução da tecnologia, comunicação e informação, fazem da globalização o atual fenômeno histórico, e seus efeitos se mostram em todos os campos da vida humana, seja nos campos político e econômico, seja nos campos social, cultural e ambiental.A era da informação é também a era da comunicação por isso, a educação é tida como o maior recurso de que se dispõe para enfrentar essa nova estruturação do mundo, mas nosso sistema educacional ainda é falho e podemos ver que nossas crianças não são estimuladas a entrarem no mundo da leitura. A falta de leitura impede o desenvolvimento lógico e social do indivíduo trazendo conseqüências futuras e a falta de senso critico.Como criar uma mentalidade preparada e internacional no cidadão? É extremamente importante que o cidadão desde a sua infância seja alfabetizado e adquira a prática da leitura para que tenha uma mentalidade globalizada, capaz de acompanhar as mudanças do mundo, fazendo uso de seu senso critico.No mundo de hoje é necessário que o cidadão se conscientize do importante papel da leitura em sua vivência e que através dela se torne um ser mais consciente, participativo e crítico na sociedade em que vive.A globalização não é um fenômeno recente, é um processo histórico que evoluiu e evolui continuamente. É também um processo social que atua no sentido de uma mudança na estrutura política e econômica das sociedades.Com a revolução das comunicações, o processo da globalização tornou-se muito mais veloz, desse modo podemos nos comunicar com outros continentes em minutos, e isso nos traz informação e aprendizado.Nesse processo globalizante, constata-se que a educação é tida como o maior recurso que se tem para encarar essa nova estruturação do mundo. Novas exigências são postas pela sociedade da informação. Nossos alunos precisam estar preparados para uma leitura crítica das transformações que ocorrem em escala mundial. Precisam de uma formação sólida capaz de ajudá-los na sua capacidade de pensar e resolver os problemas humanos.A escola tem um grande papel no fortalecimento da sociedade, ela precisa dimensionar o verdadeiro sentido da leitura e da formação de leitores no mundo globalizado. Vivemos numa sociedade letrada, e o acesso à informação escrita é indispensável para fazer do cidadão um ser consciente e crítico.
Fonte: facilitaja.com
Fonte: facilitaja.com
Leitura...
Ler significa não só ver as letras do alfabeto e juntá-las em palavras, mas também estudar a escrita, decifrar e interpretar o sentido, reconhecer e perceber.A aprendizagem da leitura sempre se apresenta intencionalmente como algo mágico, senão enquanto ato, enquanto processo da descoberta de um universo desconhecido e maravilhoso. Parodiando Paulo Freire: "ninguém educa ninguém, como tampouco ninguém educa a si mesmo; os homens se educam em comunhão, mediatizados pelo mundo". Refletindo melhor se poderia dizer: ninguém ensina ninguém a ler. O aprendizado é, em última instância, solitário, embora se desenvolva na convivência, cada vez mais com os outros e com o mundo, naturalmente!A leitura é importante em todos os níveis educacionais. Portanto, deve ser iniciada no período de alfabetização e continuar nos diferentes graus de ensino. Ela constitui-se numa forma de interação das pessoas de qualquer área do conhecimento.A leitura é uma atividade essencial a qualquer área do conhecimento. Está intimamente ligada ao sucesso do ser que aprende. Permite ao homem situar-se com os outros. Possibilita a aquisição de diferentes pontos de vista e alargamento de experiências. É também um recurso para combater a massificação executada principalmente pela televisão. Para ele, o livro é ainda um importante veículo para a criação, transmissão e transformação da cultura.Através do hábito da leitura, o homem pode tomar consciência das suas necessidades (auto educar-se), promovendo a sua transformação e a do mundo. Pode praticar o exercício dialético da libertação.O aumento de leitores significa acesso às informações mais objetivas. Com isto passarão a ser críticos da realidade, além de tentar transformar essa realidade a partir do que foi conhecido e construído durante as leituras.O problema da falta de hábito de ler já começa nas primeiras séries do primeiro grau, em razão dos textos utilizados serem muitas vezes ultrapassados e alienados dos problemas da realidade, não constituindo nenhuma motivação para o aluno. O mercado está cheio de livros didáticos sem sustentação filosófica e teórica e, muitas vezes, ainda conta com a incompetência profissional do educador para orientar corretamente esta prática.As leituras oferecidas principalmente aos alunos de segundo grau tendem mais para o conservadorismo e reprodução da ideologia ultrapassada.É preciso lembrar que a educação do ser humano envolve sempre dois fatores: formação e informação. Por isso, os conhecimentos transmitidos as novas gerações devem ser trabalhados com os valores e costumes para que ocorra a sobrevivência e evolução da cultura. Os textos podem ser utilizados na realização de objetivos educacionais tanto para formar como para informar.A motivação para leitura envolve curiosidade e abertura a novos conhecimentos e informações. Os alunos lêem normalmente para as provas e estas leituras são sempre escolhidas pelo professor.Ler é uma prática básica, essencial para aprender. Nada substitui a leitura, mesmo numa época de proliferação dos recursos audiovisuais e da Informática. A leitura é parte essencial do trabalho, do empenho, de perseverança, da dedicação em aprender. O hábito de ler é decorrente do exercício e nem sempre constitui-se um ato prazeroso, porém, sempre necessário. Por este motivo, deve-se recorrer a estímulos para introduzir o hábito de leitura em nossos alunos.
Fonte: facilitaja.com
Fonte: facilitaja.com
domingo, 8 de março de 2009
Redação avalia capacidade de reflexão...
Corrigindo redações que envolviam uma maior capacidade de reflexão por parte de nossos alunos com o tema "Aquecimento global: mito ou realidade?"percebe-se que muitos ainda não se deram conta de como produzir um texto coeso por falta de habilidade. O jornal a "Folha de São Paulo" trouxe um artigo que reflete bem esse problema e vale uma leitura:
"A produção de texto é considerada por muitos professores de cursinho a maneira mais eficiente de avaliação dos candidatos. As habilidades necessárias para apresentar um bom texto são, de fato, diversas. Capacidade de argumentação, uso da norma culta da língua portuguesa e adequação à estrutura exigida são apenas algumas delas.Para a vice-diretora-executiva da Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular), Maria Thereza Fraga Rocco, não se exige um texto impecável do aluno, mas, sim, uma redação coerente e original. "Há graus de originalidade. Não se espera a originalidade de um escritor maduro. O fato de o candidato ter menos de 18 anos não o impede de pensar e se expressar com suas próprias palavras, principalmente porque, no caso da Fuvest, já houve uma pré-seleção na primeira fase", diz Maria Thereza.O professor de redação do cursinho da Poli, Marcelo Donatti, aposta na sólida capacidade de reflexão dos alunos como melhor forma de preparação: "Uma vida cultural intensa é muito importante". Para isso, o professor sugere leituras diversas e organiza sessões em que os estudantes assistem a clássicos do cinema.Para o apresentador de TV e colunista da Folha Pasquale Cipro Neto, o aluno deve ficar atento também à decodificação de linguagens como letras de música, poesia, charge e tiras de jornal. "A imprensa é a grande referência, pois é muito difícil apresentar algo que não se reflita nela", afirma Pasquale Cipro Neto.
Filosofia.
Vários professores de redação falam da importância das aulas de filosofia no ensino médio justamente para auxiliar nessa capacidade de reflexão. Para a professora do Intergraus Eliete Bindi, os alunos têm preguiça de pensar e, muitas vezes, nem mesmo consideram o interlocutor.Apesar da importância no vestibular, parte dos alunos não se preocupa muito com a aula de redação. "Se for preciso, ele sacrifica a aula para não perder o fio da meada em outra disciplina", diz Odilon Soares Leme, professor de redação do Anglo. Para o professor, a redação não é uma área do conhecimento com limites bem definidos: "Na verdade, é uma grande habilidade, cuja percepção de melhora por parte do aluno não é tão clara".
Mais uma vez voltamos a chamar atenção de nossos alunos no que tange a leitura e informação,pois como se pode notar na matéria acima o problema não está só aqui,mas em todos os lugares e para saná-los se faz necessário um "querer" maior,uma busca incansável pelo conhecimento que só conseguiremos através da leitura e do entendimento.
"A produção de texto é considerada por muitos professores de cursinho a maneira mais eficiente de avaliação dos candidatos. As habilidades necessárias para apresentar um bom texto são, de fato, diversas. Capacidade de argumentação, uso da norma culta da língua portuguesa e adequação à estrutura exigida são apenas algumas delas.Para a vice-diretora-executiva da Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular), Maria Thereza Fraga Rocco, não se exige um texto impecável do aluno, mas, sim, uma redação coerente e original. "Há graus de originalidade. Não se espera a originalidade de um escritor maduro. O fato de o candidato ter menos de 18 anos não o impede de pensar e se expressar com suas próprias palavras, principalmente porque, no caso da Fuvest, já houve uma pré-seleção na primeira fase", diz Maria Thereza.O professor de redação do cursinho da Poli, Marcelo Donatti, aposta na sólida capacidade de reflexão dos alunos como melhor forma de preparação: "Uma vida cultural intensa é muito importante". Para isso, o professor sugere leituras diversas e organiza sessões em que os estudantes assistem a clássicos do cinema.Para o apresentador de TV e colunista da Folha Pasquale Cipro Neto, o aluno deve ficar atento também à decodificação de linguagens como letras de música, poesia, charge e tiras de jornal. "A imprensa é a grande referência, pois é muito difícil apresentar algo que não se reflita nela", afirma Pasquale Cipro Neto.
Filosofia.
Vários professores de redação falam da importância das aulas de filosofia no ensino médio justamente para auxiliar nessa capacidade de reflexão. Para a professora do Intergraus Eliete Bindi, os alunos têm preguiça de pensar e, muitas vezes, nem mesmo consideram o interlocutor.Apesar da importância no vestibular, parte dos alunos não se preocupa muito com a aula de redação. "Se for preciso, ele sacrifica a aula para não perder o fio da meada em outra disciplina", diz Odilon Soares Leme, professor de redação do Anglo. Para o professor, a redação não é uma área do conhecimento com limites bem definidos: "Na verdade, é uma grande habilidade, cuja percepção de melhora por parte do aluno não é tão clara".
Mais uma vez voltamos a chamar atenção de nossos alunos no que tange a leitura e informação,pois como se pode notar na matéria acima o problema não está só aqui,mas em todos os lugares e para saná-los se faz necessário um "querer" maior,uma busca incansável pelo conhecimento que só conseguiremos através da leitura e do entendimento.
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